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Duração do sono parcialmente inscrita nos genesPUBLICIDADE
Segundo os pesquisadores, cujo trabalho foi recentemente publicado na revista especializada “Molecular Psychiatry”, este gene chamado ABCC9 explica cerca de 5% da variação na duração do sono. A equipe de cronobiologistas, Till Roenneberg e Karla Allebrandt, da Universidade Ludwig-Maximilians em Munique conduziu um estudo com mais de 4.000 pessoas de sete países europeus. A análise do comportamento do sono (através de um questionário) e das características genéticas, mostrou que os indivíduos com uma variação comum do gene ABCC9 normalmente dormiam durante um período “significativamente menor” do que os indivíduos com outra versão desse gene. “Este não é o primeiro estudo a demonstrar o envolvimento de genes na regulação do sono, mas sua força é colocada em evidência, pois uma grande população foi utilizada neste estudo e seu papel é confirmado na Drosófila (mosca-das-frutas)”, disse à AFP o cronobiologista francês Claude Gronfier (Inserm, Lyon). “Um verdadeiro papel biológico” A equipe do Prof. Roenneberg, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Leicester (Reino Unido), mostrou que o gene ABCC9 também afetou o período de sono noturno nas “moscas-das-frutas”. “Este não é apenas uma associação estatística que daria um papel a um gene, mas é um verdadeiro papel biológico que é mostrado, uma bela confirmação”, explicou o Dr. Gronfier. “O papel deste gene na duração do sono é incontestável”, acrescenta. Este mesmo gene ABCC9 foi previamente ligado à diabetes e as doenças cardíacas. “Então, aparentemente, a relação entre a duração do sono e distúrbios metabólicos pode ser parcialmente explicado por um mecanismo molecular subjacente comum”, disse Dr. Allebrant. Os que dormem cedo e os que dormem tarde A outra lição do estudo, disse Dr.Gronfier, é o papel do ambiente sobre a duração do sono. Ele mostra ainda a influência do cronotipo. Especificamente, ele mostra que a consequência da variação no gene ABCC9 é maior entre os que dormem tarde do que os que dormem cedo. Da mesma forma, os pesquisadores observaram que as consequências da variação genética são mais importantes nas populações submetidas a uma forte amplitude da duração do dia em função da estação. “Nós vemos esta combinação, a sinergia entre o ambiente e a genética que conduzem a uma alteração do sono”, ressaltou Dr. Gronfier. Para o especialista, estes resultados “reforçam a mensagem de que uma quantidade suficiente de sono é crucial para o bom funcionamento fisiológico e para impedir a ocorrência de distúrbios sérios”. Criasaude, 13 de dezembro 2011 PUBLICIDADE
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