Quando do ataque do invencível exército de Napoleão Bonaparte à grande nação russa por volta de 1800 os russos recuaram deixando para trás apenas a terra congelada pelo inverno para Napoleão e seus soldados, o que pudesse servir de provisões ou abrigo para o exército invasor foi levado ou destruído. Na "guerra" contra o HIV tem-se procurado a todo custo defender os linfócitos T CD4 (terapia antiretroviral) do ataque do vírus, tem-se impedido o avanço do vírus mas não se tem conseguido eliminá-lo.
Não seria possível usar a estratégia russa também nesta guerra "moderna"?
Explico: Ao invés de tentar defender o organismo humano tentando impedir que o vírus destrua o sistema imunológico e o indivíduo pereça - não pelo vírus mas por doenças oportunistas - poderia, temporariamente, deixar o HIV sem suprimento de células para se reproduzir e se perpetuar?
Num ambiente controlado, através do uso de quimioterápicos faria-se a supressão do sistema imunológico acabando com as chances do HIV se reproduzir e então poderia lançar mão de uma medicação antiviral capaz de eliminar os vírus presentes para, em seguida, estimular a neoformação do sistema de defesa.
Poderia ser um caminho?
????



