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Brasil tem o primeiro estudo de sobrevida do tumor cerebral mais agressivo, o Glioblastoma.

Está concluído o primeiro estudo sobre os fatores socioeconômicos que interferem nos resultados do tratamento do tumor cerebral mais agressivo, o Glioblastoma Multiforme. O resultado desta pesquisa, a primeira realizada na história da neurocirurgia do país, servirá para alavancar recursos que possam contribuir para a melhora da sobrevida dos pacientes operados na rede pública.

Informa o Chefe do Setor de Neurocirurgia do HSE, José Carlos Lynch.

Segundo Carlos Lynch, os resultados encontrados poderão auxiliar na melhora significativa da sobrevida dos pacientes operados na rede pública, e na reversão da demora de obtenção do diagnóstico do Glioblastoma, bem como da espera para o tratamento adequado. Ele informa, ainda, que na rede pública os pacientes demoram cerca seis meses entre o tempo de sentir os primeiros sintomas, procurar ajuda e obter o tratamento, enquanto na rede privada esse tempo cai para apenas 3 (três) meses.



Há um momento adequando para o melhor resultado do tratamento e prognóstico da doença. Os pacientes que demoram mais tempo para obter assistência médica estão menos informados. O que desejamos e mobilizar recursos para iniciar a reversão deste quadro.É preciso que os hospitais públicos possam disponibilizar o acompanhamento de pacientes que residam em locais distantes, bem como criar campanha de esclarecimento sobre os sintomas do Glioblastoma, como forma de antecipar o diagnóstico. Ressalta o neurocirurgião José Carlos Lynch.

A equipe de médicos que participou da pesquisa é composta por especialistas do Hospital dos Servidores do Estado (HSE): Jose Carlos Lynch, Leonardo Welling, Claudia Escosteguy, Ricardo Andrade, Celestino Pereira, e Alessandra G L Pereira. O estudo brasileiro comparou a sobrevida de 58 (cinqüenta e oito) pacientes com Glioblastoma Multiforme operados do HSE (hospital da rede pública para o atendimento do SUS) com a sobrevida dos 21 (vinte e um) pacientes operados nos hospitais privados.

Iniciado em 1996, o Estudo comparativo demonstra o acompanhamento de 66 (sessenta e seis) pacientes submetidos à retirada do tumor cerebral. A idade dos pacientes observados (31 mulheres e 35 homens) variou entre 27 e 84 anos, e revelou uma estatística de sobrevida maior nos indivíduos com idade inferior a 50 anos. A sobrevida de pacientes do HSE, submetidos ao tratamento neurocirúrgico para a remoção de glioblastoma multiforme, com o mesmo perfil de pacientes da rede privada. O óbito cirúrgico (até 30 dias após a cirurgia) ocorreu em 6,7% dos pacientes operados no hospital público e em 4,8% naqueles operados na rede privada.

Publicado por: Monica Coronel, jornalista e assessora de emprensa.

http://www.artigonal.com/medicina-artigos/brasil-tem-o-primeiro-estudo-de-sobrevida-do-tumor-cerebral-mais-agressivo-o-glioblastoma-1522817.html

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Última atualização do site: 08.03.2010
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