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Tratamento Raiva

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Não existe tratamento para a raiva. As medidas adotadas são de prevenção e vacinação da população e animais. Os medicamentos administrado após a aparição dos sintomas são para aliviar o sofrimento do paciente.

tratamento raiva

Vacinação raiva

Atualmente no Brasil são produzidas duas vacinas anti-rábicas: a com o vírus atenuado e as vacinas inativadas.

A vacina pode ser usada para a profilaxia, ou seja, antes da exposição do individuo ao vírus e é indicada para pessoas pertencentes aos grupos de risco: veterinários, adestradores, biólogos, cientistas, etc. No Brasil, a vacina produzida para a profilaxia é a do tipo Fuenzalida & Palácios, cuja preparação é feita a partir de tecido nervoso de camundongos lactentes infectados com o vírus com posterior inativação mediante radiação ultravioleta e bacteriopropriolactona.

Outro tipo de vacina é a de cultivo celular. Ela apresenta alto poder imunogênico, baixo índice de eventos adversos, mas elevado preço.

O soro anti-rábico é obtido de eqüídeos hiperimunizados. A aplicação é em dose única por via intramuscular em diferentes locais da vacina. O soro pode causar reações anafiláticas, anafiláctóides e doença do soro.

Após a vacinação, deve ser feito um acompanhamento sorológico, a partir do 10º dia da administração da última dose, cujo título de anticorpos deve ser acima de 0,5 UI/mL. Essa avaliação deve ser repetida semestralmente de acordo com o grau de risco que a pessoa se expõe.

A vacina anti-rábica também pode ser usada para após a exposição do paciente ao vírus. Nesse caso, a aplicação deve ser feita após lavagem dos ferimentos. Pode-se também utilizar a imunização passiva (soro). A aplicação deve ser feita no local da inoculação do vírus, ou seja, na lesão, para que os anticorpos possam inativar o vírus.

O esquema terapêutico de doses é diferente do esquema aplicado na profilaxia. Abaixo há informações sobre o esquema de vacinação na profilaxia e pós-exposição.

Profilaxia:

Esquema com a vacina Fuenzalida & Palácios modificada

Esquema com 4 doses

  •  - aplicar nos dias 0, 2, 4 e 28
  •  - via de administração: intramuscular, na região deltóide
  •  - dose: 1 ml, independente da idade, sexo e do peso do paciente

Esquema com vacinas produzidas em cultura celular ou em embrião de pato

a) Esquema com 3 doses pela via intramuscular (IM)

  •  - aplicar nos dias 0, 7 e 28
  •  - via de administração: intramuscular, na região deltóide.
  •  - dose: 0,5 ou 1 ml, dependendo do fabricante. A dose indicada pelo fabricante independe da idade e do peso do paciente

b) Esquema com 3 doses pela via intradérmica (ID), para as vacinas HDCV, PVCV e PCEV (mas não para a PDEV)

  •  - aplicar nos dias 0, 7 e 28
  •  - via de administraçã intradérmica, na região deltóide
  •  - dose: 0,1 ml, independente do fabricante

vacina raivaPós-exposição:

Esquemas com a vacina Fuenzalida & Palácios modificada

a) 3 doses de vacina e observação clínica do cão ou gato

  •  - aplicar nos dias 0, 2 e 4
  •  - via de administração: IM, na região do deltóide; em crianças menores de 2 anos pode ser administrada na região do músculo vasto lateral da coxa
  •  - dose: 1 ml, independente da idade, sexo e do peso do paciente

b) vacinaçã 7 + 2 (9 doses)

  •  - aplicar 1 dose, diariamente, em 7 dias consecutivos, e 2 doses de reforço, 10 e 20 dias após a administração da 7ª dose
  •  - via de administração: IM, na região do deltóide; em crianças menores de 2 anos pode ser administrada na região do músculo vasto lateral da coxa
  •  - dose: 1 ml, independente da idade, sexo e do peso do paciente

    Vacinação raivac) soro-vacinaçã 10 + 3 (13 doses)

Vacina:

  •  - aplicar 1 dose, diariamente, em 10 dias consecutivos, e 3 doses de reforço, 10, 20 e 30 dias após a administração da 10ª dose
  •  - via de administraçã IM, na região do deltóide; em crianças menores de 2 anos pode ser administrada na região do músculo vasto lateral da coxa
  •  - dose: 1 ml, independente da idade, sexo e peso do paciente

Soro anti-rábico ou imunoglobulina humana anti-rábica:

  •  - aplicar no primeiro dia de tratamento (dia 0)
  • via de administração: infiltrar no local da lesão; se a quantidade for insuficiente para infiltrar toda a lesão, podem ser diluídos em soro fisiológico; se não houver possibilidade anatômica para a infiltração de toda a dose, uma parte, a menor possível, deve ser aplicada na região glútea
  •  - dose: Soro anti-rábico (SAR - 40 UI/kg de peso), imunoglobulina humana anti-rábica (HRIG - 20 UI/kg de peso)

Esquemas com as vacinas produzidas em cultura celular ou em embrião de pato

a) 3 doses de vacina e observação do cão ou gato

  •  - aplicar nos dias 0, 3 e 7
  •  - via de administração: IM, na região do deltóide; em crianças menores de 2 anos pode ser administrada na região do vasto lateral da coxa
  •  - dose: 0,5 ou 1 ml, dependendo do fabricante. A dose indicada pelo fabricante independe da idade do paciente

b) vacinação (5 doses)

  •  - aplicar nos dias 0, 3, 7, 14 e 28
  •  - via de administração: IM, na região do deltóide; em crianças menores de 2 anos pode ser administrada na região do vasto lateral da coxa
  •  - dose: 0,5 ou 1 ml, dependendo do fabricante. A dose indicada pelo fabricante independe da idade e do peso do paciente

c) soro-vacinação

Vacina:

  •  - aplicar nos dias 0, 3, 7, 14 e 28
  •  - via de administração: IM, na região do deltóide; em crianças menores de 2 anos pode ser administrada na região do vasto lateral da coxa
  •  - dose: 0,5 ou 1 ml, dependendo do fabricante. A dose indicada pelo fabricante independe da idade e do peso do paciente

Soro anti-rábico ou imunoglobulina humana anti-rábica:

  •  - aplicar no primeiro dia de tratamento (dia 0)
  •  - via de administração: infiltrar no local da lesão; se a quantidade for insuficiente para infiltrar toda a lesão, podem ser diluídos em soro fisiológico; se não houver possibilidade anatômica para a infiltração de toda a dose, uma parte, a menor possível, deve ser aplicada na região glútea
  •  - dose: Soro anti-rábico (SAR - 40 UI/kg de peso), imunoglobulina humana anti-rábica (HRIG - 20 UI/kg de peso)

Há ainda esquemas de vacinação caso seja necessário interromper o tratamento com a vacina de Fuenzalida & Palácios. Nesse caso, o tratamento deve ser continuado com vacinas produzidas em culturas de células ou embrião de pato. É também importante ressaltar que há condutas diferentes de vacinação para pacientes que foram reexpostos ao vírus e fizeram uso de tratamento profilático ou pós-exposição.

Tabela 1: esquema para pacientes que receberam vacina Fuenzalida & Palácios modificada para tratamento pós-exposição e foram reexpostos ao vírus.

Tempo decorrido

Esquema anterior

Conduta com a vacina Fuenzalida & Palácios modificada

Conduta com vacinas de cultivo celular ou embrião de pato

Há menos de 15 dias

Completo

Não indicar vacinação

Não indicar vacinação

Demais situações

Indicar doses faltantes

Indicar doses faltantes

De 15 a 90 dias

Completo

Não indicar vacinação

Não indicar vacinação

Pelo menos 5 doses em dias consecutivos ou 3 dias alternados

Indicar doses faltantes

Indicar doses faltantes

Demais situações

Esquema pós-exposição

Esquema pós-exposição

Após 90 dias

Completo

Indicar 3 doses da vacina com 2 ou 3 dias de intervalo

Indicar 2 doses da vacina nos dias 0 e 3

Demais situações

Esquema pós-exposição

Esquema pós-exposição

Tabela 2: esquema para pacientes que receberam vacina de cultura celular ou embrião de pato para tratamento pós-exposição e foram reexpostos ao vírus:

Tempo decorrido

Esquema anterior

Conduta com vacinas de cultivo celular ou embrião de pato

Há menos de 15 dias

Completo

Não indicar vacinação

Incompleto

Indicar doses faltantes

De 15 a 90 dias

Completo

Não indicar vacinação

Incomplet 1 ou 2 doses

Indicar 4 doses, nos dias 0, 3, 7 e 28

Incomplet 3 ou 4 doses

Indicar 2 doses, nos dias 0 e 3

Após 90 dias

Completo

Indicar 2 doses da vacina nos dias 0 e 3

Incompleto

Esquema pós-exposição

Protocolo de Milwaukee (tratamento experimental da raiva)

O protocolo de Milwaukee é um tratamento experimental contra a raiva, e consiste em colocar o paciente em estado de coma induzido, administrar medicamentos antivirais, anestésicos, sedativos e repor enzimas. De acordo com este protocolo, uma jovem norte-americana conseguiu ser tratada em 2004/2005. O Dr. Rodney Willoughby, um pediatra do estado norte-americano de Milwaukee, teve a ideia de colocar uma paciente de 15 anos que sofria de raiva em um coma, porque ele achava que o corpo poderia, então, usar a energia normalmente usada no cérebro para lutar contra o vírus em outras partes do corpo. Esta ideia brilhante salvou a menina e confirmou a sua intuição, o organismo foi capaz de lutar contra o vírus antes que ele atingisse o cérebro e o destruísse.

No Brasil, em 2008, em um paciente do sexo masculino de 15 anos, o protocolo de Milwaukee foi um sucesso, e foi o primeiro caso de cura da doença no Brasil.

Em 2013, estima-se que cinco pacientes foram curados graças a esse protocolo e a outros esquemas de tratamento idênticos.

Note que este é um tratamento experimental, e como pode ser notado, para um pequeno número de casos de cura, quando comparado aos milhares de casos de raiva relatados anualmente. Veja também estatísticas da raiva

Ler a seqüência: dicas raiva


author Observação da redação: este artigo foi modificado em 21.10.2013.
Controle de qualidade
Última atualização:
21.10.2013

Revisão médica da página:
Atualização (design, fotos, animações):


Correção de sintaxe, ortografia e gramática:


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Última atualização do site: 28.07.2014