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A doença de Alzheimer: Identificação de cinco novos genesPUBLICIDADE
PARIS – Cinco novos genes envolvidos no aparecimento da doença de Alzheimer foram identificados pelos pesquisadores. Esta descoberta dobra o número de pessoas previamente conhecidas, por ter o aparecimento desta demência em idades mais avançadas da vida favorecido. Estes resultados, publicados em 04/03/2011 na revista científica ”Nature Genetics”, servem para abrir os caminhos da investigação sobre as causas desta doença complexa e incurável. “Eles poderiam ajudar a identificar as pessoas com maior risco”, disseram os pesquisadores. Na origem destes resultados, duas equipes trabalharam separadamente e em seguida colocaram os trabalho em conjunto para confirmar os dados. Uma equipe européia liderada por uma equipe francesa (Prof. Philippe Amouyel, INSERM-Institut Pasteur de Lille), e uma equipe britânica (Cardiff University) identificaram novos fatores de predisposição genética no desenvolvimento da doença. Os pesquisadores analisaram o genoma de 59.176 indivíduos, no qual 19.870 tinham Alzheimer. Eles descobriram cinco novos genes predisponentes: ABCA7, MS4A, EPHA1, CD2AP e CD33, e confirmaram a importância do gene BIN1. Essas equipes francesa e britânica já tinham descoberto, em Setembro de 2009, três novos fatores de susceptibilidade genética para a doença (CLU, CR1, PICALM), além da apolipoproteína E (APOE4), conhecida há mais de 15 anos. Mais de 60 milhões de pacientes em 2030 A identificação de novos genes associados com a doença é essencial para avançar no tratamento preventivo ou curativo, conforme os pesquisadores. Os medicamentos atuais são eficazes apenas marginalmente em relação a sua evolução. A revista publicou simultaneamente o trabalho de uma equipe americana, que também identificou quatro desses genes em uma população de mais de 11.000 pacientes, em comparação com um número equivalente de indivíduos saudáveis. Os pesquisadores europeus e americanos se encontraram em Paris, em novembro de 2010, para criar um projeto mundial IGAP (Internacional Genomics Alzheimer Projects), apoiado pela Fundação Plano de Alzheimer Francesa e a Associação de Alzheimer Americana a fim de acelerar a pesquisa. O número de pacientes com Alzheimer e demências relacionadas no mundo deve passar de 35,6 milhões de hoje para 65,7 milhões em 2030, de acordo com a Associação da doença de Alzheimer Internacional (ADI). Dois tipos de lesões a caracterizam: o acúmulo de placas amilóides em certas áreas do cérebro, e a degeneração neuronal causada por aglomerados anormais de uma proteína chamada Tau. Criasaude.com.br, 17 de Abril de 2011 PUBLICIDADE
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