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AIDS: pessoas com mais de 45 anos são menos prudentes

LAUSANNNE – Em relação a AIDS, as pessoas com mais de 45 anos são menos cautelosas do que as gerações mais jovens. Nesta idade, os homens e mulheres nitidamente utilizam menos o preservativo nas situações que são indicados para proteção.

Aqueles que estão se protegendo, são as pessoas entre 17 a 30 anos: quatro a cada cinco, usam preservativo pelo menos durante a primeira fase de um novo relacionamento.

Com a idade esta proporção diminui, principalmente entre mulheres de 46 a 60 anos, apenas 60% dos homens e 50% das mulheres se protegem. Em pessoas com mais de 60 anos esta proporção cai para 46% e 21%, respectivamente.

Isto ficou evidente desde o último relatório de controle sobre a estratégia do HIV/AIDS na Suíça, estabelecida pelo Instituto Universitário de Medicina Preventiva e Social CHUV, Lausanne. Uma pesquisa periódica realizada por telefone em 2007 permitiu, pela primeira vez, obter informações sobre o comportamento sexual de pessoas com mais de 45 anos.

Declínio mais rápido nas mulheres

A proporção de pessoas sexualmente ativas – que tiveram pelo menos um parceiro sexual nos últimos 12 meses – é mais elevada entre pessoas de 31 a 45 anos (94%), após essa idade essa taxa diminui, disse o Boletim Oficial Federal de Saúde Pública (OFSP). Esta diminuição é mais evidente entre as mulheres, entre elas as de 61 anos, sendo que a desigualdade entre homens e mulheres é muito elevada, com valores respectivos de 83% e 55%.

Da mesma forma, a proporção de pessoas que se envolvem em um novo relacionamento estável durante o ano, diminui à medida que a idade aumenta. Trata-se de uma a cada cinco pessoas no grupo de 17 a 30 anos, uma entre 25 no grupo de 46 a 60 anos, e menos de uma em sessenta no grupo de 61 a 74 anos. Novamente, essa diminuição é maior em mulheres do que em homens.

Até os 45 anos, a proporção de pessoas que se protegem com seu novo parceiro estável, é similar entre homens e mulheres. Mas a partir daí, essa diferença aumenta: essa proporção decai para duas vezes menos para mulheres do que para homens no grupo de 61 a 74 anos, respectivamente 21% e 46%.

Sempre mais jovens

Segundo o estudo, que abrangeu 18.760 pessoas, os jovens se tornam sexualmente ativos mais cedo, 66% dos meninos e 55% das meninas de 17 anos, contra 30% aproximadamente, na mesma idade para ambos os sexos na década de 70.

Entre os jovens com idade de 17 a 20 anos sexualmente ativos, 86% declararam que utilizam um meio de contracepção, 12% não utilizam contraceptivos e 2% não responderam. O preservativo é o meio de contracepção mais utilizado pelos homens jovens, uma vez que, a maioria das mulheres recorre à pílula.

Finalmente, no que se refere ao teste de HIV, foi constatado que a proporção de mulheres acima dos 45 anos que fazem o teste é menor, o que não se observa antes dessa idade. “Esses fatores demonstram que algum nível de exposição ao risco de transmissão do HIV está presente na população acima de 45 anos”, conclui o OFSP. A probabilidade de esta infecção passar despercebida nesta população é muito alta.

2 Fevereiro de 2011

Fumar provoca danos genéticos em minutos

WASHINGTON – A primeira tragada de tabaco inalada por um fumante de cigarros provoca em alguns minutos danos genéticos que aumentam risco de câncer. Isso é mostrado em um estudo feito por cientistas americanos, que foi lançado nesse sábado.

O efeito é tão rápido que é equivalente a uma injeção direta da substância no sangue”, explicam as conclusões científicas, eles acreditam que constituem um “alerta grave” para os fumantes.

Este estudo publicado na revista Chemical Research in Toxicology é o primeiro a analisar o modo como substâncias contidas no tabaco causam danos ao DNA em seres humanos. Ele é baseado no rastreamento de traços dos produtos tóxicos constituintes do tabaco, que são chamados de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), em 12 voluntários fumantes.

Eles estão particularmente interessados na ação dessas substâncias no sangue. Descobriu-se que, o fenantreno que é encontrado na fumaça dos cigarros, forma uma substância tóxica que “provoca mutações que podem causar câncer”, disse o estudo.

Os fumantes alcançam o nível máximo da substância em uma escala de tempo que surpreendeu até mesmo os pesquisadores: apenas 15-30 minutos depois que os voluntários tinham terminado de fumar seus cigarros”, observa o estudo.

câncer de pulmão é o mais mortal dos cânceres e o que vem mais aumentando a frequência de casos no mundo. Doze milhões de novos casos são diagnosticados a cada ano e quase 8 milhões morrem. Cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão estão relacionados com o tabagismo.

16 de Janeiro de 2011

Vitamina D para os ossos

Vitamina d para os ossosA vitamina D, cujo nome químico é calciferol, facilita a absorção intestinal do cálcio e do fósforo. Além disso, ela é também necessária para a fixação do cálcio nos ossos, sendo assim, podemos dizer que ela é essencial para a nossa saúde óssea. A melhor fonte de vitamina D pode ser encontrada…na nossa pele, que é capaz de produzí-la sob a influência da radiação solar.

Acredita-se que a exposição solar é o suficiente para adquirir 80 a 90% da vitamina D necessária ao nosso organismo. Uma simples exposição das mãos, dos ante-braços e do rosto por 10 -15 minutos ao dia basta para satisfazer as nossas necessidades. Por outro lado, a alimentação pode ser uma ótima alternativa: é possivel encontrar a vitamina D no óleo de fígado de bacalhau, no salmão, no arenque, nas achovas, na sardinha,  na cavala (peixe), na margarina, na manteiga, no fígado de vitela ou nos ovos…Mas em uma quantidade muito pequena! Para obter as quantidades diárias recomendadas de vitamina D no organismo, seria necessário ingerir diariamente 5 potinhos de manteiga ou 20 ovos! Portanto, se por algum motivo você estiver apresentando deficiência em vitamina D, o melhor é procurar uma suplementação na farmácia.

Ver: vitamina D – 16 de julho de 2010

Vitamina D: para a saúde…do cérebro!

Vitamina D: para a saúde do cérebro!A vitamina D seria tão boa para o cérebro como ela é para os ossos! Através de dois estudos efetuados na Finlândia e na Grã-Bretanha, seus autores chamaram a atenção para uma relação entre a baixa taxa de vitamina D no sangue e o aparecimento ou agravamento de um declínio cognitivo.

Todos os 858 participantes do primeiro estudo feito em Exceter (Inglaterra) tinham mais de 65 anos. Nos pacientes com carência de vitamina D, os autores constataram um aumento de 60% do risco de declínio mental e intelectual. Ao mesmo tempo, uma equipe finlandesa mostrou que essa carência poderia estar relacionada a um aumento do risco do Mal de Parkinson. Nesse segundo estudo, foi comprovado que os pacientes cuja taxa de vitamina D era mais baixa, o risco de Mal de Parkinson era três vezes mais elevado do que nos outros. No entanto, nenhuma relação de causa e efeito entre os dois fenômenos pôde ser demonstrada, em nenhum dos lados.

Uma hipótese possível, foi estudada nos Archives of Neurology: A vitamina D protegeria os neurônios que são progressivamente destruídos pelo Mal de Parkinson”. Relembramos que para satisfazer as nossas necessidades em vitamina D, a melhor fonte permanece sendo a exposição ao sol. Você também pode encontrar a vitamina D nos ovos, nos peixes oleosos, no leite integral…

Leia também: Vitamina D

Fonte: Archives of Neurology, 12 de julho de 2010, JAMA e Archives Journals, 12 de julho de 2010.

Câncer do rim: duas vezes mais freqüente em fumantes

Na França, a cada ano, entre 7000 e 8000 casos de câncer do rim são diagnosticados. “Esse câncer surge sobretudo por volta dos 60-70 anos, e é três vezes mais freqüente nos homens do que nas mulheres” destaca a Federação Nacional dos Centros de Luta Contra o Câncer (FNCLCC). 

O tabaco consta mais uma vez entre um dos principais fatores de risco. O câncer do rim é de fato duas vezes mais freqüente nos fumantes. Os sinais reveladores não são específicos. “Pode haver sangue nas urinas (hematuria), dores lombares ou uma alteração progressiva do estado geral, classicamente com um pouco de febre”, explica a Liga contra o câncer. “Às vezes, a descoberta ocorre por acaso, em um exame clínico quando o tumor está suficientemente grande para ser palpável ou no caso de uma ecografia ou scanner abdominal”.

O diagnóstico deste tipo de câncer é feito essencialmente através de uma ecografia renal e um scanner abdominal. A IRM também pode ser útil. “O tratamento é antes de tudo, cirúrgico, com a ablação do rim”, explica a Liga. É o que os especialistas chamam de nefrectomia. Em caso de metástases, os cancerologistas recorrem à quimioterapia.

“A imunoterapia também pode ser uma opção terapêutica depois da cirurgia. Já a radioterapia tem pouca eficácia sobre o câncer do rim”. O prognóstico depende do estágio da doença. Nas formas localizadas, sem metástase, a sobrevida de 5 anos se estabelece em 80%.

Ler: parar de fumar

Fonte: Federação Nacional dos Centros de Luta contra o Câncer – Liga contra o câncer, maio de 2010