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Tratamento de Parkinson: viciado em sexo, recebe indenização

A justiça francesa condenou nesta quinta-feira, a empresa GlaxoSmithKline (GSK) a pagar uma indenização a um homem de 51 anos que sofria da doença de Parkinson. O medicamento fabricado por esse laboratório britânico o viciou em sexo e em jogos de azar.

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O laboratório GSK, fabricante do Requip®, foi condenado pelo Tribunal de Nantes (oeste) a pagar 117.000 € a este homem e 11.315 € para a segurança social, de acordo com parecer lido pelos advogados de acusação. A vítima pediu 450.000 €.

Entre 2003 e 2005, quando tomou Requip®, o medicamento envolvido nesse caso, não havia menção aos usuários dos efeitos secundários de dependência ao jogo e a hipersexualidade, o que levou o tribunal a considerar o medicamento Requip® como um “produto defeituoso”, em razão dessa omissão.

Estes efeitos adversos, a partir disso, passaram a ser mencionados na bula que acompanha o medicamento.

Segundo Pierre Pollack, chefe do departamento de neurologia dos hospitais universitários de Genebra e Vice-Presidente do Comitê Científico da Associação Franco-Parkinson, estudos recentes mostraram que 15% dos pacientes parkinsonianos tomam medicamentos dopaminérgicos (que afetam o sistema nervoso), o que leva a distúrbios do comportamento, incluindo 5% com jogo patológico.

Outros possíveis efeitos adversos determinados pelo médico são: “hiperatividade”, “compulsão por atividades inúteis”, a “dependência alimentar”, o “consumismo excessivo” e “comportamento hipersexual, às vezes desviantes”.

Criasaude.com.br, 09 de Março de 2011

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 14.04.2017

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