A febre amarela é uma doença causada por um vírus e é transmitida pela picada de um mosquito, sendo endêmica de regiões tropicais. Em regiões urbanas, a doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti; em regiões e a silvestres e rurais, o mosquito transmissor é do gênero Haemagogus. No Brasil, o último caso registrado de febre amarela urbana foi em 1942.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, diarréia, náuseas, vômitos e icterícia. Alguns pacientes evoluem para uma forma grave da doença, com hemorragias internas, insuficiência renal, hepática e cardíaca. O diagnóstico é feito com base na história clínica do paciente e com testes específicos, como PCR e MAC-ELISA. Uma parcela dos pacientes evolui para uma forma muito grave, conhecida como fase tóxica. Nessa etapa, a mortalidade é alta e pode chegar a 50% dos casos. Os pacientes apresentam hemorragias diversas, falência de órgãos, delírio, icterícia e coma.
O tratamento é sintomático e visa à diminuição dos sintomas, com uso de antitérmicos e repositores de eletrólitos e plaquetas para amenizar a severidade da doença.
Plantas medicinais como o maracujá-mirim, capim-cidreira e angelicó ajudam a combater os sintomas, como a febre. Tratamentos homeopáticos também estão disponíveis e podem ser feitos com medicamentos como Aconitum 3CH e Crotalus Horridus 5CH para reduzir a febre.
A prevenção é feita através do combate dos mosquitos transmissores, vacinação e educação da população. Atualmente foi anunciada a extensão da vacinação, atingindo cerca de 65% da população brasileira, uma vez que há casos de ressurgimento da doença fora da região amazônica.