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Acidente vascular cerebral

4 bons conselhos para prevenir o AVC

1. Fazer exercícios físicos regularmente (de 30 min. a 1hora, entre 3 e 6 vezes por semana)
2. Dormir de 7 a 8 horas por noite, dormir menos e, sobretudo, mais aumenta o risco de AVC (ler em Causas em baixo)
3. Comer de modo sadio e equilibrado
4. Medir regularmente a pressão arterial e, se ela estiver demasiado elevada, tratar-se-á de cuidar o quanto antes da hipertensão

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Resumo Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Resumo - Acidente Vascular Cerebral (derrame)AVC é a sigla de Acidente Vascular Cerebral. O AVC (derrame ou derrame cerebral) é uma doença cerebral grave com importantes complicações. É possível prevenir um acidente vascular cerebral prestando atenção ao seu estilo de vida, já que esta doença cerebral é encontrada principalmente em pessoas com diabetes, hipertensão e/ou com hipercolesterolemia (colesterol alto).
O AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo cerebral é interrompido, sendo que isso pode ser devido a um bloqueio de algum vaso ou uma hemorragia. É uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo e uma das principais doenças que deixam seqüelas irreversíveis. O AVC ocorre principalmente em pessoas acima dos 55 anos de idade e tem como principais fatores de risco doenças crônicas como o diabetes, a hipertensão, colesterol alto, tabagismo e o uso de drogas ilícitas.

Os sintomas variam de acordo com a região do cérebro que deixou de receber o fluxo sanguíneo, mas no geral incluem perda de movimentos, paralisia de parte dos membros, dificuldades de fala e deglutição, alterações visuais (incluindo perda temporária da visão), dor de cabeça, etc. O AVC é uma urgência médica. Um chamado é feito o mais rápido possível, de modo que a vítima recebe um atendimento imediato em uma unidade de cuidados especializados. É importante reconhecer rapidamente os sintomas desta condição, para enviar o paciente para o hospital o mais rápido possível, evitando complicações como um coma ou a morte.

Acidente Vascular Cerebral resumoO diagnóstico é normalmente feito com testes de imagem (raiox-X, tomografia), para verificar a condição dos vasos cerebrais. As complicações do AVC normalmente são irreversíveis e incluem paralisia (total ou parcial) de membros, dificuldades de fala e comunicação, problemas de memória e raciocínio, dificuldades de visão, etc. O tratamento é feito com uso de medidas para reduzir a isquemia causada pelo coágulo e também com medicamentos que ajudam a dissolver o trombo, como a aspirina e o clopidogrel. É importante que o paciente seja tratato o mais rapidamente possível para reduzir o risco de seqüelas permanentes.

Se o paciente tem risco de desenvolver um AVC, é importante que se saiba reconhecer os sintomas para que ele seja imediatamente conduzido para um hospital e tratado adequadamente. É importante que, na suspeita de um AVC, conduza o paciente imediatamente a um hospital.

Medidas preventivas incluem mudanças em hábitos alimentares (para evitar diabetes, hipertensão, colesterol alto e obesidade), pratica de atividades físicas e, eventualmente, uso de medicamentos preventivos, como os anticoagulantes.

Logo Massachusetts General HospitalEntrevista com o Dr. Kevin Shapiro, formado pela Harvard University, com residência em neurologia pelo Massachusetts General Hospital, EUA
Quais são as causas mais comuns do AVC?
Esta não é uma resposta simples de ser respondida, pois depende de diversos fatores. Primeiramente, há dois tipos de AVC: o AVC hemorrágico e o AVC isquêmico. No primeiro caso, a hemorragia pode ser decorrente de malformação dos vasos sanguíneos do cérebro ou ruptura de um pequeno vaso cerebral devido à pressão alta, sendo esse o fator mais comum para esse tipo de AVC. O AVC isquêmico resulta da obstrução de um vaso por um coágulo sanguíneo. O coágulo pode se originar no coração em pacientes com fibrilação arterial, nos grandes vasos do pescoço ou nos pequenos vasos do cérebro. Os principais fatores de risco para o AVC isquêmico são a pressão alta, o tabagismo, o colesterol alto e a diabetes.

O AVC é mais comum em pacientes jovens ou idosos?
O envelhecimento é um fator de risco para o AVC, sendo que essa condição afeta mais pacientes idosos. Entretanto, a incidência de AVC em recém-nascidos é alta devido a danos cerebrais sofridos durando o parto e um estado de hipercoagulabilidade relativamente alto do recém-nascido.

Qual o melhor tratamento para pacientes que tiveram AVC?
Pacientes com AVC isquêmico que são levados ao hospital em até 3 horas devem ser tratados com plasminogênio ativado intravenoso para dissolver o coágulo e evitar dano cerebral. Para outras causas de AVC, não há tratamento específico. A função da equipe médica nesse caso é evitar a ocorrência de novos derrames.

Qual o papel da aspirina na prevenção do AVC?
A maioria dos pacientes com AVC isquêmico são candidatos a receberem aspirina para prevenção de recorrências. Para alguns pacientes, como aqueles cujo coágulo se originou no coração, devem utilizar outro tipo de anticoagulante, como a varfarina. É importante citar que pacientes com AVC hemorrágico não devem receber aspirina imediatamente após o derrame.

Finalmente, qual o seu conselho para evitar o AVC?
A maneira mais importante de evitar o AVC é reduzir os fatores de risco que danificam os vasos. O mais importante a se fazer é controlar a pressão alta, reduzir os níveis de colesterol, controlar a diabetes e parar de fumar. Uma dica final é reconhecer os sinais do AVC rapidamente, pois isso permite que o paciente seja levado ao hospital e receba tratamento adequado, reduzindo as chances de sequelas.

Dia Mundial do Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC): 29 de outubro.

Definição

Um AVC ou acidente cerebral vascular também é chamado de infarto cerebral.
O termo «vascular» indica claramente uma violação de um ou mais vasos sanguíneos no cérebro.
Em geral, o AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo que irriga as células do cérebro é interrompido levando a uma falta de oxigénio e nutrientes. Dentro de minutos, as células cerebrais (por exemplo, neurónios) começam a morrer. O AVC é uma verdadeira urgência médica que deve ser tratada imediatamente, cada minuto conta na prevenção de complicações.

Existem dois tipos principais de AVC, um 3o (“mini-AVC”) é tratado na secção de Observações abaixo.

  1. Isquemia de uma artéria cerebral ou AVC isquêmico (artéria obstruída por um êmbolo ou devido à aterosclerose)
  2. Hemorragia cerebral
  3. Isquemia de uma artéria cerebral (AVC isquêmico)

A isquemia de uma artéria cerebral representa 80 a 85% dos casos de acidente vascular cerebral. A Clínica Mayo fala em 85% dos casos de AVC.

Uma artéria cerebral, como artérias periféricas (que fazem parte do sistema nervoso), pode ser bloqueada por causa:

– De uma placa de ateroma (aterosclerose), deposição de gordura e de células brancas do sangue que bloqueia a artéria e impede a passagem do sangue.

– De um trombo (formação de um coágulo de sangue bloqueando a artéria cerebral), também conhecido como AVC trombótico (em inglês: Thrombotic stroke)

– De um êmbolo (causando uma embolia) que bloqueia a artéria cerebral. Os êmbolos são corpos estranhos. Pode ser que este seja um coágulo de sangue que se separa e que migra para uma artéria do cérebro, causando isquemia. Também podemos falar de AVC embólico (em inglês Embolic stroke).

  1. Hemorragia cerebral (AVC hemorrágico)

As hemorragias cerebrais são efusões (derramamentos) de sangue no cérebro, impedindo o bom funcionamento do cérebro. As hemorragias cerebrais ou AVC hemorrágico representam cerca de 15 a 20% dos casos de acidente vascular cerebral, a Clínica Mayo fala em 15% dos casos de AVC. A maioria dos casos é devido à hipertensão. Outras causas de hemorragias cerebrais são: malformação (chamados de aneurismas), uma complicação após o tratamento com anticoagulantes ou algum problema com a coagulação.

No AVC hemorrágico, existem pelo menos duas formas de hemorragia:

– hemorragia intracerebral (em inglês: Intracerebral hemorrhage). O acidente é como o nome sugere, no interior do cérebro, destruindo o tecido ao redor.

– hemorragia subaracnóide (em inglês: Subarachnoid hemorrhage). Neste caso, é a ruptura de uma artéria perto ou no cérebro. Muitas vezes existe um aneurisma.

Observação (“mini-AVC”):
Alguns especialistas também mencionam uma terceira forma de AVC conhecido como ataque isquêmico transitório (AIT), em inglês: transient ischemic attack (TIA). Este tipo de AVC, que também é chamado de “mini-AVC” muitas vezes tem os mesmos sintomas de um AVC normal, mas é menos grave. A diferença é que os sintomas não duram porque o bloqueio é temporário, na realidade os sintomas geralmente duram menos de 5 minutos. Uma pessoa que sofre um AIT apresenta um risco superior de sofrer um AVC isquêmico ou hemorrágico, em comparação com alguém que nunca sofreu um AIT. Uma doença é muitas vezes a causa de um AIT, por isso é importante consultar um médico imediatamente.

Epidemiologia

AVC Estatísticas O AVC é uma das doenças que mais mata no mundo. Dados estimam que em 2008 cerca de 10% do total de mortes do mundo tenha sido em virtude do AVC, o que resultou em cerca de 6 milhões de mortes. Os países mais atingidos são aqueles com carência nos sistemas de saúde ou seja, países em desenvolvimento ou muito pobres. Os estudos indicam que, caso não haja controle, o número de mortes por ano pode chegar a 6,5 milhões em 2015 e 7,8 milhões em 2030 no mundo todo. Atualmente o AVC é responsável por mais mortes no mundo que a AIDS, tuberculose e malária juntas.

No Brasil, o AVC é a primeira causa de morte. As seqüelas do AVC podem atingir a 50% das pessoas que tiveram o derrame e são, muitas vezes, irreversíveis.

A doença pode atingir pessoas de qualquer idade, tanto crianças quanto adultos. Entretanto, é mais comum em pessoas após os 65 anos de idade com fatores de risco para a doença.

Nos Estados Unidos, cerca de 700.000 pessoas sofrem um AVC anualmente e aproximadamente 130.000 falecem em função deste acometimento, segundo dados da American Heart Association.
É a 5a causa de morte neste país. Em comparação com os caucasianos, os afro-americanos têm 2 vezes mais risco de sofrerem um AVC e a taxa de mortalidade nesta população é bem mais elevada.

Causas

AVC CausasO AVC é causando quando o fluxo sanguíneo do cérebro é interrompido ou perturbado por algum motivo. Há dois tipos principais de AVC: o isquêmico, ocasionado quando há bloqueio de uma artéria, e o hemorrágico, quando um vaso sanguíneo rompe.

A maioria dos casos é de AVC isquêmico, com bloqueio ou estreitamento de um vaso que impede que o sangue chegue até certas partes do cérebro. A falta de sangue priva as células cerebrais de nutrientes e oxigênio e elas acabam morrendo. Na categoria de AVC isquêmico, os mais comuns são:

– AVC trombótico: esse tipo de AVC ocorre quando uma placa de coagulação (trombo) bloqueia um vaso cerebral. Otrombo é normalmente formado nas artérias carótidas do pescoço, que levam sangue para o cérebro.

– AVC embólico: esse AVC ocorre quando um coágulo ou trombo se forma em outro local do corpo (por doenças como trombose, fibrilação atrial, etc) e é carregado através da corrente sanguínea até o cérebro. Esse tipo de coágulo é chamado de êmbolo.

O AVC hemorrágico é causado quando um vaso se rompe dentro do cérebro. Essa ruptura e conseqüente sangramento são ocasionados por diversas condições clínicas, como hipertensão e aneurisma. Nessa categoria, existem:

– Hemorragia intracerebral: nesse tipo, um vaso se rompe e lesiona células ao redor. As células que não recebem sangue também são danificadas por fala de oxigênio e alimento. Esse AVC é comumente causado por hipertensão.

– Hemorragia subaracnóide: nesse tipo de AVC, a hemorragia acontece em um vaso próximo da superfície do cérebro, que acaba por extravasar sangue para o interior. Esse AVC é normalmente causado por ruptura de um aneurisma. Depois da ruptura, o vaso pode se estreitar de maneira anormal, limitando o fluxo sanguíneo de outras células.

Outra categoria de AVC é chamada de Ataque (ou Acidente) Isquêmico Transitório ou mini AVC. Nesse caso, um vaso sanguíneo é bloqueado, mas por tempo inferior ao AVC isquêmico. Essa condição é grave pois se uma pessoa já teve um mini AVC, ela poderá desenvolver outros episódios de derrame e, portanto, deve procurar um médico imediatamente.

O AVC é causado por outras doenças que favorecem a formação de trombos ou enfraquecem a parede dos vasos, como diabetes, hipertensão e hipercolesterolemia. A obesidade favorece o desenvolvimento destas doenças.

Diabetes causas AVC

O diabetes provoca danos nos vasos sanguíneos e pode causar, em longo prazo, acidentes vasculares cerebrais. Ahipertensão também é um fator de risco para o acidente vascular cerebral, porque uma pressão muito forte é exercida sobre as paredes dos vasos sanguíneos podendo rompê-los e ocasionar uma hemorragia cerebral.

Quando o colesterol é muito alto, por exemplo, pode-se depositar gordura ao nível dos vasos sanguíneos, que são as placas ateromatosas, causando espessamento dos vasos sanguíneos e diminuindo o fluxo sanguíneo, com risco de obstrução.

Sono e AVC

Um estudo realizado nos EUA publicado em 2012 mostrou que dormir menos de 6 horas ou mais de 8 horas por noite pode aumentar o risco cardíaco, incluindo o risco de desenvolver um acidente vascular cerebral. Parece que o sono em média de sete horas por noite pode ser uma ótima recomendação para a prevenção do AVC. Ainda não estão claras exatamente as relações entre sono e distúrbios cardiovasculares.

– Usar drogas, sabe-se que a cocaína aumenta em um fator de 7 o risco de sofrer um AVC nas 24 horas após o uso dessa droga.

A ingestão de medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs) tais como ibuprofeno, o diclofenaco, o celecoxibe ou o naproxeno. De acordo com a agência americana de medicamentos (FDA) que emitiu um comunicado em julho de 2015, os AINEs podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral (e de infarto do coração). A FDA revisou vários estudos científicos para chegar a estas conclusões. A novidade deste trabalho de pesquisa norte-americano é que cada indivíduo que toma os AINEs, sem necessariamente ter risco cardiovascular, tem um risco aumentado de sofrer um infarto ou AVC. Em outras palavras, todo mundo está em risco. Este trabalho da FDA também descobriu que quanto maior a dose, maior o aumento no risco de infarto.

De acordo com um estudo apresentado em uma conferência de especialistas em AVC (Stroke em inglês), a American Stroke Association’s International Stroke Conference 2016, realizada em fevereiro deste ano e organizada pelo Langone Medical Center de New York, as pessoas que dormem entre 7 e 8 horas por noite são aquelas que sofrem menos AVCs. Aquelas que dormem menos de 7 horas têm 22% mais probabilidade de ter um AVC e os mais dorminhocos, aqueles que dormem mais de 8 horas, apresentaram risco 146% superior.
As pessoas que, além de dormirem de 7 a 8 horas por noite, praticam de 30 minutos a 1 hora de exercício físico de 3 a 6 vezes por semana viam o seu risco de AVC ser significativamente reduzido. Dormir nem demais nem de menos e fazer exercícios físicos regularmente são 2 excelentes meios de prevenção para reduzir o risco de AVC.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores examinaram os dados de mais de 280.000 pessoas.

Grupos de risco

Grupos de risco AVCOs acidentes vasculares cerebrais ocorrem mais frequentemente ao longo da idade. Eles ocorrem nas pessoas depois dos 65-70 anos, em geral. Eles continuam a ser uma das principais causas de morte entre as pessoas que vivem em países desenvolvidos. Estes países desenvolvidos possuem com maior freqüência doenças crônicas, que incluem diabetes, hipertensão e colesterol alto.

Assim, aqueles em situação de risco em relação ao acidente vascular cerebral, são:

– Diabéticos;

– Pessoas hipertensas;

– Pessoas com colesterol alto;

– Pessoas obesas, com sobrepeso;

– Fumantes;

– Pessoas que tomam anticoagulantes;

– Pessoas que têm distúrbios hemorrágicos;

– Pessoas com tumor cerebral;

– Pessoas com traumatismo craniano;

– Pacientes com problemas cardíacos ou que já sofreram infarto;

AVC causas– Pacientes que usam drogas ilícitas, como cocaína e metanfetaminas.

Normalmente o AVC é causado por outras doenças pré-existentes, sendo que essas são fatores de risco importantes par ao surgimento do derrame. Alguns dos principais fatores de risco são:

Diabetes;

Obesidade;

Hipertensão arterial

Hipercolesterolemia (colesterol alto);

Trombose;

Uso de cigarro;

– Tumor Cerebral;

– Traumatismos cerebrais;

– Anomalias vasculares (aneurismas);

– Casos Particulares: em tratamento com anticoagulantes, distúrbios da coagulação;

– Histórico familiar de AVC ou mini AVC;

– Sedentarismo.

obesite causas AVCEsses fatores descritos acima aumentam as probabilidades de desordens na coagulação. Podem, portanto, favorecer a formação de trombos de forma que esses se desloquem e bloqueiem vasos do cérebro.

Tratamentos com anticoagulantes também podem causar AVC, sobretudo em altas doses, pois desencadeia hemorragias cerebrais. Traumatismos cranianos também contribuem para o AVC, pois podem lesionar vasos e provocar aneurismas.

Sintomas

AVC sintomasUm vaso sanguíneo bloqueado ou hemorragia cerebral bloqueiam as funções que normalmente são bem irrigadas. Os sintomas dependem da artéria afetada ou da área do cérebro afetada. Distinguimos diferentes sintomas, se for uma oclusão cerebral (isquemia) ou uma hemorragia cerebral.

Em geral, durante a isquemia cerebral, observamos os seguintes sintomas:

– Início súbito ou progressivo;

– Distúrbios da linguagem, a linguagem incompreensível (jargonofasia);

– Perda da fala (afasia);

– Perda dos movimentos, paralisia, mas apenas um lado (hemiplegia);

– Perturbações sensoriais;

– Perturbações da visão, quase sempre em apenas um dos olhos;

Vertigem AVCVertigem;

– Confusão;

– Formigamento, membro inerte;

Dor de cabeça;

Isto é devido à irrigação inadequada de sangue, causando um déficit neurológico.

Durante uma hemorragia cerebral, notamos os seguintes sintomas:

– Início progressivo, acompanhado de dor de cabeça, com vômitos;

– O déficit neurológico é grave, com surgimento de um coma.

Diferentes sintomas podem ser encontrados isolados ou em conjunto, dependendo da extensão do acidente vascular cerebral (ou mini AVC). Se os sintomas durarem menos de 24 horas, chamamos de acidente isquêmico transitório. Além de 24 horas, estamos lidando com um acidente vascular cerebral.

Às vezes, os sinais de gravidade podem estar associados com os sintomas descritos acima. Estes são distúrbios da deglutição ou convulsões.

É evidente que o coma é um sintoma extremamente grave.

O AVC também pode apresentar sintomas pouco específicos, dificultando o diagnóstico, como uma queda, dores de cabeça violentas, dor, dificuldade em engolir, etc.

Campanha de sensibilização – identificação simples e rápida do AVC – FAST

Nos Estados Unidos e no Reino Unido uma campanha de sensibilização interessante permite identificar rapidamente um AVC, é baseado no acrônimo FAST, de rosto, braço, fala e tempo (do inglês face, arm, speech, time).

– Rosto (face): peça à pessoa para sorrir, se a pessoa apresentar um rosto incomum é um sinal de AVC

– Braço (arm): peça à pessoa para levantar os dois braços, se um braço fica pendendo é um sinal de AVC

– Fala (speech): peça à pessoa para repetir uma frase simples, se não repetir ou não pronunciar as palavras de forma coerente é um sinal de AVC

– Tempo (time, urgência) se você observar algum destes sintomas (sinais) acima (face, braço e fala) chame ajuda com urgência.

Diagnóstico

AVC DiagnósticoO primeiro diagnóstico de acidente vascular cerebral é feito com base nos sintomas. Qualquer déficit neurológico súbito faz se pensar em um acidente vascular cerebral.

Entretanto, o diagnóstico adicional será realizado no hospital com o uso de radiologia e tomografia computadorizada, para confirmar o diagnóstico. Estes dois métodos são utilizados para localizar a origem do acidente vascular, assim como sua extensão. A tomografia computadorizada é o método de referência.

Existem também outros exames que são análises de sangue, exploração de artérias cerebrais por Doppler. Note que uma punção lombar pode revelar a presença de uma hemorragia meníngea (ou subaracnóidea).

Radiografia Cerebral

A radiografia Cerebral consiste de uma injeção de um produto opaco. Podemos ver a artéria afetada, com o desaparecimento dos ramos de vascularização do cérebro devido à isquemia. A radiografia cerebral permite confirmar o diagnóstico do acidente vascular. Além disso, a radiografia permite localizar a origem do acidente vascular cerebral.

Tomografia Cerebral

Tomografia CerebralA tomografia computadorizada é referência não somente para diagnosticar o acidente vascular cerebral, mas também para especificar o tipo de acidente vascular cerebral. Sabemos se estamos lidando com isquemia (oclusão de uma artéria cerebral) ou uma hemorragia cerebral.

Outro exame adicional são os exames de sangue. Nele, o médico poderá encontrar informações importantes sobre a causa do AVC, como desordem em fatores de coagulação ou presença de fatores de risco, como diabetes, colesterol alto, etc.

A arteriografia é outro exame que permite uma visão das artérias do seu cérebro que normalmente os exames de raio-X não enxergam. Nesse exame, o médico insere um pequeno cateter pela virilha e o conduz até artérias maiores, como a carótida. Então, o médico injeta um corante que permite que a visualização de diversos vasos através do raio-X.

Outros exames de imagem incluem ressonância magnética, ecocardiografia e ultrassom da carótida.

A dificuldade do diagnóstico

As mulheres muitas vezes têm sintomas menos específicos de AVC que os homens, tais como dor de cabeça e tonturas. Estes sintomas se tornam mais evidentes se acompanhados de dor ou do braço inerte. O resultado é que o médico muitas vezes confunde o AVC com outros distúrbios ou doenças. Os jovens adultos, incluindo homens, também são afetados por este problema. Um estudo realizado nos EUA na Universidade Estadual de Wayne, mostrou 1 em cada 7 adultos com menos de 50 anos que sofrem um AVC são mal diagnosticados, a equipe médica diagnostica erroneamente como vertigens, dores de cabeça, intoxicação alcoólica, etc.

Complicações

AVC ComplicaçõesEm um acidente vascular cerebral, há uma disfunção neurológica no cérebro e as complicações podem ser graves. Por isso que é essencial apoiar o paciente rapidamente, a fim de evitar complicações que ele tenha que pagar pelo resto da vida, como, por exemplo, a hemiplegia (paralisia de um lado, afetando o membro superior e inferior, ou seja, o braço e a perna).

O AVC representa uma das principais causas de morte e de incapacidade, uma vez que as seqüelas deixadas pela doença são muitas e irreversíveis, como:

– Seqüelas como epilepsia;

– Edema cerebral;

– Aumento de chances de infecções por perda de tônus muscular (afetado pelo AVC), como infecções urinárias;

Complicações tromboembólicas;

– Paralisias de parte do corpo, como hemiplegia ou tetraplegia (paralisia dos quatro membros), ou perda de parte do movimento;

– Distúrbios visuais, incluindo perda da visão;

– Dificuldades de fala e deglutição;

Perda de memória AVC– Perda de memória e dificuldade de raciocínio e entendimento;

– Tonturas e dores;

– Mudanças comportamentais e perda da capacidade de cuidarem de si próprias, sendo necessária a presença de cuidadores.

O coma e a morte ocasionados pelo AVC são as complicações mais graves.

Tratamentos

Primeiramente você deve saber que o tratamento e os cuidados variam dependendo do tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico).

Emergência
– Durante o AVC isquêmico o médico deve rapidamente restaurar o fluxo sanguíneo do cérebro. Uma trombólise é geralmente realizada dentro de minutos ou horas após o acidente pelo corpo médico quando é o caso de um AVC isquêmico, para melhorar o prognóstico do paciente.
– Em caso de AVC hemorrágico, o médico irá tentar controlar a hemorragia e reduzir a pressão no cérebro.

Medicamentos
O tratamento com medicamentos também varia dependendo do tipo de AVC.
– Por exemplo, a fim de evitar uma nova ocorrência de um acidente vascular cerebral devido à isquemia, o médico pode prescrever um tratamento anticoagulante à base de ácido acetilsalicílico (AAS) ou clopidogrel.
– No caso de AVC hemorrágico, o médico pode prescrever medicamentos para reduzir a pressão no cérebro.

Outros métodos
– No caso do AVC isquêmico outros procedimentos são possíveis, como a remoção do coágulo mecanicamente ou uso de stent.
– Já no AVC hemorrágico, uma cirurgia é muitas vezes realizada pelo médico para reparar danos no cérebro.

Resumo
Para resumir, podemos dizer que o tratamento de um AVC (as 2 formas) consiste na fase aguda em manter as funções vitais e evitar complicações. Então, uma vez que o paciente se recuperou, é realizada uma reabilitação, para que ele não tenha que viver com as sequelas do AVC. Ao deixar o hospital também será necessário, no caso do acidente vascular cerebral de natureza isquêmica, um tratamento medicamentoso a fim de prevenir ocorrências futuras de outro acidente vascular cerebral.

Reabilitação
Quando há dificuldades de movimento após um acidente vascular cerebral, é possível consultar um fisioterapeuta para reabilitação.

Tratamento natural

Comer tomates: um estudo finlandês publicado em outubro de 2012 mostrou que comer tomates reduz significativamente o risco de acidente vascular cerebral, uma vez que o tomate é rico em licopeno, um poderoso antioxidante.

Dicas

AVC DicasO acidente vascular cerebral representa uma urgência médica. É importante reconhecer os primeiros sintomas de um AVC para dar uma resposta rápida ao paciente, evitando complicações graves, sequelas permanentes.

– Uma vez que o paciente é hospitalizado, o tratamento é apoiado por médicos e enfermeiros. O médico irá configurar diferentes tratamentos para prevenir complicações (recanalização arterial, trombólise, antitrombóticos), depois ele irá prescrever seções de fisioterapia para reabilitação física e reabilitação verbal, quando a função da locução for afetada.

– O médico também irá introduzir um tratamento com anticoagulantes para prevenir as recidivas do AVC. Não só é essencial e necessário continuar o tratamento regularmente, mas além, realizar testes regulares de coagulação sanguínea para ter certeza de que as doses estão apropriadas. Dessa forma, prevenimos hemorragias se a dose de anticoagulantes estiver alta e a formação de coágulos sanguíneos se a dose estiver baixa. Assim, um controle, uma estrita supervisão médica é importante. O paciente deve tomar a medicação regularmente e não interromper o tratamento. Consulta médica regular é uma obrigação para evitar precisamente a recorrências de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

Prevenção

A prevenção de um acidente vascular cerebral em primeiro lugar consiste em evitar os diferentes fatores que favorecem seu surgimento. Os fatores de risco são: diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia (colesterol alto) esobrepeso/obesidade.

fatores de risco AVCPara evitar essas doenças, é recomendável ter uma vida saudável. Este estilo de vida considera uma alimentação saudável. Portanto,

– Controle a pressão. A hipertensão arterial é, como você provavelmente sabe, um fator de risco cardiovascular muito importante, especialmente maior para o AVC do que para o enfarte do miocárdio. É importante medir regularmente a sua pressão (pelo menos uma vez por ano, e mais vezes em pacientes hipertensos) e, em caso de hipertensão arterial, esta deve ser tratada rapidamente. Um anti-hipertensivo deve ser recomendado pelo seu médico, não deixe de tomar os seus medicamentos regularmente.

– Controle a taxa de açúcar no sangue e evite o diabetes.

– Uma ajuda essencial é a adoção de uma dieta alimentar balanceada, promovendo uma hidratação, com a ingestão de fibra, proteína e gordura em proporções adequadas. É claro, que o consumo excessivo de gordura é mal eliminado com um consequente surgimento possível de hipercolesterolemia.

Uma dieta rica em proteínas, especialmente a partir de peixe ou carne branca, previne o acidente vascular cerebral, segundo um estudo chinês publicado na revista Neurology em junho 2014. Este estudo mostrou que para 20 gramas de proteína consumidas a mais do que a média por dia, diminui o risco de derrame em 26%.

AVC grupos de risco– A escolha da gordura utilizada também é de grande importância. Na verdade, o óleo de oliva ou o óleo de colza são chamados de bons, ao contrário do óleo de girassol. Nós, portanto, incentivamos o consumo destes óleos saudáveis. Os ômega-3 contido nos óleos de peixes também são bons para a saúde.

– O consumo de guloseimas (balas, biscoitos, chocolate, refrigerantes) deve ser substituído por lanches mais benéficos para a saúde, tais como frutas e vegetais, na medida de 5 porções por dia.

– Uma porção equivale à quantidade que você poderia colocar na palma de sua mão. Bebidas alcoólicas e doces podem ser substituídos por chás ou água.

Prevenção AVC O movimento também é necessário– O movimento também é necessário. O esporte coloca o corpo em forma e fornece bom humor. Seu corpo vai agradecer! Uma atividade de pelo menos 30 minutos por dia representa o básico. Em seguida, pratique também uma atividade física de 2-3 vezes por semana combinando atividade cardiovascular, flexibilidade e resistência. Isso reduz o excesso de peso, o primeiro fator de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, diabetes e hipercolesterolemia.

– Controle suas emoções! O estresse e a irritação são importantes fatores de risco para o AVC. Um estudo realizado pela Universidade de Harvard mostrou que nas 2 horas após uma crise de raiva o risco de AVC aumenta. Por isso é essencial saber gerir as emoções, a psicoterapia pode ser particularmente aconselhada nas pessoas estressadas e irritadas.

– Pare os vícios. Pare de fumar, limite fortemente o seu consumo de álcool e não consuma nenhum tipo de droga. Há fatores de risco significativos. Por exemplo, a cocaína aumenta em 7 vezes o risco de sofrer um AVC nas 24 horas após o uso desta droga.

– Em alguns casos, o médico pode achar necessária a utilização de medicamentos anticoagulantes para prevenir a formação de trombos. Nesse caso, as drogas normalmente utilizadas são a aspirina, heparina, warfarina, ticlopidina e o clopidogrel. Entretanto, é importante interromper o uso desses medicamentos se o paciente apresentar uma hemorragia ou tiver risco de sangramentos.

– Dormir de 6 a 8 horas por noite, de fato, mostrou em um estudo publicado em 2012 que pessoas que dormem menos de 6 horas por noite ou mais de 8 horas por noite tinham um risco maior de desenvolver um acidente vascular cerebral e também outras doenças cardiovasculares, tais como enfarte do miocárdio.
Uma pesquisa realizada em fevereiro de 2016 (ler Causas) mostrou que dormir de 7 a 8 horas por noite é o tempo ideal para diminuir o risco de AVC.

– Fazer regularmente saunas. De fato, um estudo conjunto da Universidade de Medicina de Innsbruck e da Universidade da Finlândia Oriental mostrou que fazer sauna várias vezes por semana reduziu o risco de AVC em até 61%. Em detalhe, os cientistas descobriram que uma visita à sauna duas a três vezes por semana reduz o risco de AVC em 14% em comparação com um banho de sauna semanal. Pessoas que fazem sauna de quatro a sete vezes por semana têm um risco 61% menor de acidente vascular cerebral, também em comparação com um banho de sauna semanal. Os resultados se aplicam tanto a mulheres quanto a homens. Neste estudo prospectivo, 1600 homens e mulheres com idade entre 53 e 74 anos que frequentam regularmente saunas foram levados em consideração. Este estudo foi publicado em 2 de maio de 2018 na revista científica Neurology (DOI: 10.1212/WNL.0000000000005606).

Prevenção de AVC em mulheres – De acordo com as recomendações da Associação Americana do Coração (American Heart Association- AHA)

Em 7 de fevereiro de 2014, a sociedade acadêmica de cardiologia American Heart Association (AHA) publicou sua primeira recomendação (protocolo) para prevenir o AVC, especialmente em mulheres. Criasaude.com.br revê essas informações muito interessantes.

AVC O risco de AVCO risco de AVC em mulheres em comparação aos homens é também influenciado pela gravidez (atenção à hipertensão durante a gravidez), pílulas antíconcepcionais,enxaqueca com aura, diabetes, depressão, entre outros.

Note que o risco de AVC é muito próximo ao dos homens, mas uma mulher deve ter em conta determinados fatores de risco específicos para a prevenção de acidente vascular cerebral, tais como hormônios, contracepção, gravidez e parto.

Estas recomendações tratam-se de fatores de risco que afetam especialmente as mulheres e fornecem orientações médicas e científicas sobre tratamentos (tradução do Inglês por Xavier Gruffat, farmacêutico):

– As mulheres que sofrem de hipertensão arterial devem tomar, antes da gravidez, doses baixas de aspirina e/ou suplementos alimentares que contenham cálcio para reduzir o risco de pré-eclâmpsia (hipertensão na gravidez)

– As mulheres com pré-eclâmpsia têm 2 vezes mais risco de sofrer um AVC e 4 vezes mais risco de sofrer de hipertensão mais tarde na vida. É por isso que a pré-eclâmpsia deve ser reconhecida como um fator de risco, mesmo após a gravidez, bem como outros fatores de risco como tabagismo, hipercolesterolemia, obesidade. Todos esses fatores devem ser tratados o mais rapidamente possível.

– Uma mulher grávida com uma pressão arterial moderada entre 150 e 159mmHg (15 e 15,9) e 100 e 108mmHg (10 e 10,8) pode receber anti-hipertensivos, se o médico achar conveniente. Uma mulher com hipertensão grave, com mais de 160mmHg (16) e 110mmHg (10) de pressão deve ser tratada por um médico.

– O médico deve medir a pressão em uma mulher que pretende tomar pílula anticoncepcional. Porque tomar pílula e ter hipertensão aumenta o risco de AVC.

– Mulheres com enxaqueca com aura devem parar de fumar para evitar o risco elevado de AVC.

– Em mulheres com mais de 75 anos, o médico deve avaliar o risco de fibrilação atrial. Essa condição aumenta o risco de AVC.

A hipertensão arterial, a enxaqueca com aura, a fibrilação atrial, a diabetes, a depressão e o estresse parecem ser fatores de risco mais frequentes e significativos nas mulheres do que nos homens, como afirma a Dra. Bushnell, associada no Wake Forest Baptist Medical Center, em Winston-Salem, na Carolina do Norte (EUA).

Notícias:
– Frentes frias podem aumentar mortalidade por AVC
– Dieta com mais fibras para reduzir o risco de AVC

Fontes & referências:
The Lancet, Clínica Mayo, ATS (principal agencia de imprensa suíça), American Heart Association, Franceavc.comRevue Médicale Suisse, Neurology (DOI: 10.1212/WNL.0000000000005606).

Redação
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Fotolia.com

Atualização:
Este artigo foi modificado em 20.11.2018

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 06.03.2019

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