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Óleo de coco

Resumo

Óleo de cocoPlanta medicinal utilizada principalmente em caso de sobrepeso ou obesidade, como uma medida complementar. No entanto, nenhum estudo sério mostrou realmente a eficácia de óleo de coco na perda de peso. O óleo é apresentado geralmente na forma de cápsulas ou diretamente como óleo de coco.

Nomes

Nome: Óleo de coco, coco-da-bahia, coqueiro
Nome binomial: Cocos nucifera L.(nome científico da palmeira)
Nome francês: huile de noix de coco
Nome inglês: Coconut oil, coconut butter
Nome alemão: Kokosöl
Nome italiano: olio di cocco
Nome espanhol: aceite de coco

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Família

Arecaceae (Palmae)

Constituintes

Glicerol e ácidos graxos, como: acido láurico (gordura saturado de cadeia média – principal componente responsável por seus efeitos), ácido mirístico, ácido caprílico, ácido capróico, ácido cáprico, ácido palmítico, ácido palmitoleico, ácido esteárico, ácido oleico, ácido linoleico e ácido araquídico, vitamina E.

Partes utilizadas

Óleo extraído da polpa do fruto. Outras partes do coco, como a água de coco, trazem benefício à saúde, mas nesta página, trataremos somente do óleo de coco.

Efeitos

Antinflamatório (somente em casos agudos), antinociceptivo, antioxidante, redutor da circunferência abdominal, hepatorpotetor (dose-dependente), umectante (externo), cicatrizante (externo). Leia mais em: observações interessantes

Indicações

Uso interno
– Possível efeito, mas sem comprovação científica, em caso de sobrepeso e obesidade (leia mais em Observações) com uma ação eventual na redução da gordura abdominal e úlceras estomacais.

Uso externo
– Feridas (ajudar a promover a cicatrização), cuidado do cabelo, acne (uso externo, leia mais em Observações abaixo), hemorroidas (aplicar como um óleo diretamente sobre as hemorroidas várias vezes ao dia)

Efeitos secundários

O óleo de coco é uma gordura, portanto, quando consumido em excesso pode levar ao aumento do colesterol e engordar.

Contra-indicações

Não é recomendado o uso do óleo de coco requentado (ler mais em observações).

O óleo de coco, como qualquer outra gordura saturada, é contra-indicado em casos de esteatose hepática (gordura no fígado) e pessoas que sofrem com um processo digestivo lento.

Interações

Nenhuma conhecida.

Preparações

– Óleo de coco virgem ou refinado

– Óleo de coco usado externamente, por exemplo, como um condicionador ou para ser aplicado diretamente sobre as hemorroidas várias vezes ao dia.

– Cápsulas de óleo de coco

Onde cresce o coco?

O coco prefere locais de alta temperatura, muita radiação solar e muita água. Pode ser encontrado em diversos países da Ásia, África e America do Sul.

Quando colher?

Segundo nossas informações, o coqueiro anão demora 2 anos para dar os primeiros cocos, já o coqueiro gigante demora cerca de 4 anos. Para fins de utilização se sua “carne”, o coco deve ser colhido de 12 a 13 meses após a polinização.

Observações interessantes

– O óleo de coco é utilizado há milhares de anos pela população de muitos países asiáticos (ex. India, Malásia, Tailândia, Filipinas…) na culinária e para fins medicinais. Na medicina tradicional malaia é utilizado para tratar casos de febre, dor de cabeça, problemas digestivo e diarreia.

– A gordura saturada de cadeia médica é facilmente oxidada e metabolizada, não sendo armazenada no tecido adiposo (responsável pelo acúmulo de gordura na região da cintura), ao contrário das gorduras saturadas de cadeia longa.

– Comparado com outros óleos vegetais (oliva), o óleo de coco virgem melhora a metabolização lipídica do fígado, demonstrando um efeito hipolipidêmico, de acordo com o estudo indiano publicado em novembro de 2012 na revista Indian J Exp Biol.

– Um estudo piloto com 20 adultos obesos e saudáveis demonstrou que o óleo de coco virgem é eficaz na redução da circunferência abdominal especialmente em homens, no entanto, não demonstrou efeito no perfil lipídico (como o colesterol). Este estudo foi conduzido por Kai Ming Liau da Universiti Sains Malaysia e publicado em 2010 na revista ISRN Pharmacology.

– Estudo realizado por pesquisadores de Alagoas, comparou o consumo do óleo de coco com o de óleo de soja por 12 meses em 40 mulheres que estavam com dieta hipocalórica e orientações para prática de exercício. Não houve diferença na perda de peso entre os grupos, no grupo com óleo de coco e não houve alteração no perfil lipídico e houve redução da circunferência abdominal quando comparado com o grupo do óleo de soja.

– Em 2011, o pesquisador Zakaria da Universiti Sains Malaysia, demonstrou que o óleo de coco virgem pode ter um efeito hepatoprotetor. O estudo foi realizado com modelos animais e publicado na revista Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine.

– Já em 2012, os malaios publicaram mais um interessante estudo demonstrando que o óleo de coco virgem pode prevenir a perda óssea na pós-menopausa, devido a seu efeito antioxidante. Este estudo foi conduzido por Zil Hayatullina da Universiti Kebangsaan Malaysia e realizado com modelos animais.

– Um estudo indiano publicado em 2010 na revista British Journal of Nutrition, demonstrou os riscos genotóxicos e carcinogênicos ao fígado associado ao consumo do óleo de coco requentado, que produz a formação de compostos como os hidrocarbonatos policíclicos aromáticos como outros óleos vegetais. O estudo foi realizado com trutas, mas indica que também pode ser prejudicial aos humanos.

– Outro estudo indiano publicado em 2010 na revista Skin Pharmacol Physiol, realizado pela Universidade de Kerala, demonstrou em modelos animais que o óleo de coco virgem possui efeitos cicatrizantes quando aplicado topicamente sobre as feridas.

– Alguns estudos mais antigos demonstraram que a suplementação alimentar com o óleo de coco estava relacionada com aumento de doenças cardiovasculares e aumento de colesterol, mas muitos deste estudos utilizaram em sua análise o óleo de coco hidrolisado, mais difícil de metabolizar que o óleo virgem. Publicado na revista Elsevier Science Inc. em 1998, o estudo conduzido pelo pesquisador Almudena Gil-Villarino da Universidade de Granada – Espanha demonstrou o efeito hipercolesterolêmico (aumento de colesterol) da suplementação dietética com duas diferentes marcas de óleo de coco em galinhas, o efeito foi superior para uma das marcas.

– O óleo de coco pode ser aplicado em uma camada fina em casos de acne, especialmente após a aplicação de um creme ou produto químico, por exemplo, à base de ácido salicílico que tem a tendência de secar a pele. O óleo de coco (que contém a vitamina E) e o ácido láurico apresentam propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias.

– Em alguns países como o Brasil, muitos dos produtos a base de óleo de coco são vendidos prometendo um efeito emagrecedor. No entanto, nenhum estudo científico sério demonstra o efeito emagrecedor do óleo de coco. É por isso que a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) se pronunciou em março de 2017 sobre este assunto e desaconselhou o uso de óleo de coco para perder de peso.

Óleo de coco

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 03.05.2021

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