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Conjuntivite

Resumo conjuntivite

conjonctivite-symptomesA conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, geralmente é viral, mas, às vezes, pode ser alérgica ou até parasitária. A conjuntivite viral e bacteriana são altamente contagiosas.
Não é raro de observar em algumas áreas epidemias de conjuntivite, na grande maioria se observa conjuntivite viral com uma forte contagiosidade e uma transmissão rápida do vírus.
Você deve saber que em geral, as conjuntivites são benignas.
Os principais sintomas são a vermelhidão dos olhos, prurido (sensação de grãos de areia nos olhos), irritação e secreção de muco (líquido transparente) ao nível dos olhos. A vermelhidão ocorre devido a uma inflamação dos pequenos vasos sanguíneos do olho. Outros sintomas também podem estar associados. A conjuntivite pode ser unilateral (um olho) ou na maioria bilateral (ambos os olhos).

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O tratamento depende da causa. Para a conjuntivite bacteriana (mais rara), será utilizado antibiótico, por exemplo, na forma de colírio e de pomada.

No caso da conjuntivite viral, não há tratamento antiviral (exceto na conjuntivite causada por um vírus tipo herpes, mas isso é raro). Devemos, portanto, tratar os sintomas usando colírios lubrificantes ou aplicar compressas de água fria regularmente.

As principais medidas de prevenção e de bons conselhos, nos casos de conjuntivite consistem em evitar a transmissão no seu meio, na sociedade. Uma pessoa com conjuntivite viral deve evitar trabalhar por quatro dias a fim de não contaminar os outros, idem em uma escola ou qualquer lugar em contato com outras pessoas. Como sempre, este deve lavar bem as mãos.

Você também pode usar óculos escuros para reduzir a sensibilidade à luz, que pode ser irritante em caso de conjuntivite.

Definição

mucosa que cobre a superfície interior da pálpebra e a superfície anterior do olho. A conjuntiva na realidade cobre o branco do olho ou esclera.

A conjuntiva exerce notavelmente a função de revestir e lubrificar a superfície do olho.

Você deve saber que a conjuntiva é uma membrana fina e normalmente transparente.

As principais causas da doença são de origem viral, bacteriana, alérgica e traumática/tóxica, e por isso os tratamentos são determinados em função da causa.

Quando a conjuntivite é causada por alergias, geralmente não há conseqüências graves, ao contrário da conjuntivite de origem bacteriana ou viral, que se não tratadas, podem levar a lesões da córnea e até à cegueira.

Causas

A doença pode ter várias origens: viral, bacteriana, (fungo), (protozoário), alérgica e traumática.

Conjuntivite viral

  • A conjuntivite viral é responsável por 95% dos casos de conjuntivite.
  • A maioria dos vírus pode causar conjuntivite.
  • Um vírus pode ser, por exemplo, Coxsackie A24 (em São Paulo – 2011) que pode causar epidemias ou até o adenovírus.

Transmissão da conjuntivite viral
A transmissão é muito elevada, uma pessoa com conjuntivite deve ficar em casa por quatro dias após o início da conjuntivite.

Conjuntivite bacteriana

  • As bactérias causadoras das conjuntivites podem ser estreptococos, estafilococos, gonococos, etc.

Conjuntivite alérgica e poluição

  • As conjuntivites alérgicas são provocadas por pó, pólen, entre outros, que ocasionam sintomas característicos.
  • A poluição, em São Paulo (Brasil) por exemplo no outuno e no inverno que são períodos mais secos, pode aumentar o risco ou promover conjuntivite.

Conjuntivite traumática

  • Estas conjuntivites podem ser causadas por corpos estranhos que podem vir a surgir em trabalhos manuais sem proteção (estilhaços de vidro, de materiais diversos). Os trabalhadores, pesquisadores, químicos e farmacêuticos podem se deparar com conjuntivites traumáticas após manusearem produtos químicos, o que pode irritar e ferir a córnea.

Grupos de risco

As pessoas a seguir são as que estão mais sujeitas a desenvolver uma conjuntivite:

– Bebês recém-nascidos;

– Pessoas alérgicas;

– Operários que não utilizam óculos protetores (contra estilhaços de vidro, de metais);

– Trabalhadores, químicos, farmacêuticos, entre outros, que não utilizam óculos de segurança (na manipulação de produtos químicos);

– Empregadas domésticas, faxineiras, crianças (contato com produtos de limpeza).

Os olhos dos bebês são particularmente frágeis e muito sensíveis à luz, ao calor, ao frio, à fumaça e aos germes patogênicos.

Sintomas

A conjuntivite pode ser unilateral (um olho afetado), mas na maior parte das vezes é bilateral (afeta os dois olhos). Em geral, (pelo menos para a conjuntivite viral) a conjuntivite começa em um olho e depois de 3 a 4 dias passa para o outro olho.

conjonctivite-symptomes

Os sinais característicos da conjuntivite são:

– Sensação de leve ardência

– Sensação de corpo estranho no olho (sensação de areia nos olhos)

– Lacrimação

– Secreção amarelada (especialmente em casos de conjuntivite bacteriana), secreção de um líquido transparente no caso de conjuntivite viral. Os cílios às vezes ficam colados.

– Olhos vermelhos

Outros sintomas podem aparecer em função da causa da conjuntivite.

Sintomas conjuntivite viral

– Geralmente atinge um olho par depois passar para o outro

– Lacrimação intensa, sem secreção purulenta

– Sensação de gripe, molesa no corpo

– Fotobia (dor causada pela luz)

Período de incubação da conjuntivite viral

Em geral, o tempo de incubação é de 1 – 4 dias, período durante o qual a pessoa é contagiosa, mas os sintomas ainda não se manifestaram.

Após este tempo de incubação (1-4 dias), os primeiros sintomas aparecem e a fase aguda da doença dura de 5-15 dias. Estima-se que os primeiros 4 dias de sintomas a pessoa é (muito) contagiosa e deve permanecer um pouco isolada para evitar a infecção de sua família.

Note, que a cor vermelha do olho (um sinal de conjuntivite) pode persistir por 2 a 3 semanas, especialmente se houver sangramento na conjuntiva.

Sintomas conjuntivite bacteriana

– Geralmente acomete os dois olhos ao mesmo tempo.

– Secreção purulenta (bolinha de pus na extremidade interna do olho). A cor pode ser amarelo-esverdeado.

– Os olhos estão colados de manhã.

Conjuntivite alérgica

– Lacrimação sem secreção purulenta

– Forte coceira

– Fotofobia

– Surgimento recorrente e periódico (sempre na mesma época: caso da febre do feno, quando aparecer o agente causador da alergia).

– Aparecimento freqüente dos sintomas na presença do agente causador da alergia: gato, ácaros, etc.

– Sintomas elacionados com alergia, como nariz escorreno, rinite, etc.

Conjuntivite traumática (devido a um corpo estranho)

– Lacrimação

– Sensação de areia nos olhos

Uma conjuntivite muito dolorosa ou que diminui a acuidade visual requer um exame médico imediato (risco de glaucoma, por exemplo).

Diagnóstico

O diagnóstico da conjuntivite é feito por um especialista (oftalmologista) ou por um médico generalista (medicina geral).

O oftalmologista

– Identificará o tipo de conjuntivite. Se for o caso, o germe causador (vírus, bactéria).

– Investigará sua córnea para detectar as eventuais lesões, por instilação de fluoresceína.

Complicações

De forma geral, a conjuntivite é tratada segundo a sua causa (antibioterapia, colírio contra a alergia, etc.) e é curada após alguns dias, sem seqüelas.

Ao contrário da conjuntivite viral ou bacteriana não tratada, que pode levar a lesões da córnea e provocar a cegueira.

No mais, as conjuntivites virais ou bacterianas são contagiosas, portanto é necessário proteger o seu entorno, através de medidas higiênicas.

Quando consultar ?

Como vimos na seção diagnóstico da conjuntivite, aconselhamos a consultar um médico em caso de conjuntivite viral, bacteriana ou traumática, ou assim que suas faculdades visuais estiverem comprometidas. Atenção: lista não exaustiva, para todo sintoma suspeito consulte um médico.

Quem consultar?

Nota importante: Uma conjuntivite viral ou bacteriana se não bem tratada, pode danificar a córnea e causar ceguira. Dessa forma, SEMPRE trate rapidamente uma conjuntivite.

Medicina Geral – ESPECIALISTA – HOSPITAL

Médico Generalista

Ele é um médico da sua escolha para ajudá-lo a curar melhor a conjuntivite viral, bacteriana, parasitária, etc.

Oftalmologista

O oftalmologista é o médico especialista dos olhos. Acreditamos que a conjuntivite é uma doença benigna e que deve ser tratada por um médico generalista. Claro, se o médico generalista considerar necessário, ele pode encaminhá-lo a um oftalmologista.

Atenção

Em caso de sintomas suspeitos consulte um médico, com urgência se necessário.

Tratamentos

Tratamento conjuntivite viral (a causa mais frequente, 95% dos casos)

– Compressa fria de água filtrada feita a 5-7°C. Aplique por 2 minutos, 5 vezes ao dia;

Tratamento conjuntivite viral

– Colírios lubrificantes;

– Colírios antissépticos para evitar infecções secundárias (bacteriana) de conjuntivites virais;

– Para ser evitados em casos de conjuntivite viral: colírios à base de corticóides ou colírios vasoconstritores (podem causar hipertensão).

Contra o vírus do tipo herpes (se a causa da conjuntivite estiver ligada à esse vírus), os medicamentos antivirais podem ser úteis.

Na verdade não há tratamento específico no caso de conjuntivite viral.

Tratamento conjuntivite bacteriana

– Colírios ou pomadas para reduzir a inflamação (geralmente à base de cortisona ou anti-inflamatório);

– Colírios e pomadas à base de antibióticos para curar a conjuntivite (ex. colírio antisséptico à base de hexamidina);

– Evite colírios à base de água boricada, pois podem causar alergia.

Tratamento conjuntivite traumática

O médico irá:

– remover o corpo estranho

– prescrever colírios antibióticos e antiinflamatórios para evitar uma superinfecção.

Em caso de conjuntivite ocasionada por produtos químicos, é essencial limpar os olhos com bastante água e consultar um médico imediatamente.

Tratamento conjuntivite alérgica

– colírios antialérgicos

– medicamentos antialérgicos a serem tomados por via interna

– homeopatia: em grânulos ou em colírios

Para as pessoas que preferem a medicina alternativa para tratar a conjuntivite, aqui estão alguns remédios possíveis em oligoterpaia e fitoterapia. Ressaltamos ainda o fato de que a alopatia (medicina clássica) e as medicinas alternativas são compatíveis e podem ser complementares. O importante é tomar o cuidado de ingerir os oligoelementos longe das refeições e dos medicamentos, a fim de melhorar a absorção e os efeitos terapêuticos.

Em oligoterapia

As misturas de oligoelementos serão diferentes em função do tipo de conjuntivite.

Conjuntivite aguda: Cobre – Ouro – Prata, uma medida, 2 a 4 vezes ao dia.

Conjuntivite crônica: Manganês – Cobre: uma medida. 2 vezes ao dia

Conjuntivite alérgica: Enxofre – Manganês

Ressaltamos ainda que o zinco teria, segundo estudos, um efeito preventivo importante sobre a conjuntivite alérgica (se tomado em conjunto com anti-histamínicos)

Em fitoterapia

Compressas à base de camomila podem acalmar os sintomas da conjuntivite, graças ao seu efeito antiinflamatório. Atenção trata-se de uma medida complementar, portanto tome cuidado com o risco de alergia. Quando preparar as compressas, utilize uma gaze para filtrar e aplicar sobre o olho e assegure a melhor higiene possível para evitar uma infecção suplementar do olho.

Tratamento conjuntivite viral

Ver também: eufrásia, planta medicinal com um efeito antisséptico utilizado principalmente em problemas oculares, como conjuntivite.

Dicas

Evite coçar os olhos: danifica a córnea.

– Aplique uma compressa fria várias vezes ao dia durante a conjuntivite alérgica ou viral, o que ajuda a aliviar a coceira. Em caso de conjuntivite bacteriana, uma compressa quente pode ser preferível. A compressa deve ser o mais limpa possível e embebida em água (quente ou frio). Antes da aplicação ao olho, é importante limpar bem e torcer a compressa.

– Proteger os olhos sensíveis com óculos de sol, pois ajuda a diminuir a sensibilidade à luz (às vezes, é irritante na conjuntivite viral).

Não utilize maquiagem nos olhos.

Retire as lentes de contato para evitar que a córnea se irrite ainda mais. Além disso, os conservantes utilizados em determinados colírios podem deteriorar as lentes.

Siga a prescrição médica: o número de gotas de colírio, a freqüência da administração e o número de dias do tratamento.

Continue o tratamento até o fim, mesmo se os sintomas regredirem.

– Lave as mãos com frequência e não compartilhe toalhas de rosto, para evitar contágio.

– Depois de aplicar colírios ou cremes (pomadas), é aconselhável lavar as mãos. Para evitar a contaminação de um olho para o outro, se apenas um for atingido, ou para o ambiente.

Prevenção

– Evite exposição a agentes causadores de alergia: pólen, ácaros, pêlo de animais.

– Tome os antialérgicos antes da exposição aos agentes causadores de alergia

– Utilize óculos: diminui a exposição a agentes causadores de alergia

– Utilize óculos de natação (presença do cloro pode piorar a conjuntivite)

– Não utilize produtos de maquiagem e toalhas de outras pessoas (transmissão de bactérias e vírus)

– Utilize óculos de segurança no trabalho (trabalhos manuais, óculos de laboratório).

– Mantenha a mucosa dos olhos sempre hidratada com soro fisiológico ou lágrimas artificiais.

– Lavar as mãos com frequência, especialmente em casos de epidemia de conjuntivite viral. É aconselhável lavar as mãos com álcool ou soluções desinfetantes para eliminar bem o vírus, mas a água e sabão também podem ser suficientes.

– Especialmente nos casos de conjuntivite viral, por exemplo, em caso de epidemia na sua área: evite qualquer lugar fechado onde haja muitas pessoas, tente não deixar o ar condicionado ligado permanentemente em locais com esse sistema, evite saunas e piscinas, não beije ou aperte as mãos e evite o compartilhamento de objetos utilizados por pessoas com conjuntivite, como toalhas, bonés, canetas, etc.

Fontes & referências:
Mayo Clinic

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Fotolia.com

Atualização:
Este artigo foi modificado em 21.11.2018

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 21.11.2018

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