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Hipertensão

Resumo hipertensão

A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma doença assintomática que atinge grande parte das pessoas.
Por definição, a pressão alta caracteriza-se por uma pressão do sangue maior ou igual a 140/90 mmHg ou, 14 por 9. No entanto, de acordo com as orientações européias publicadas em outubro de 2013, acima dos 80 anos fala-se de hipertensão quando a pressão sistólica é superior a 150 mmHg e a diastólica acima de 85 mmHg.

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HipertensãoEm cerca de 90% dos pacientes, as causas são conhecidas e derivam de má alimentação (ingestão em excesso de sódio, gordura), obesidade, idade, uso de medicamentos, fatores genéticos,estresse, sedentarismo, etc. Devido a muitos desses fatores serem decorrentes dos hábitos de vida das grandes metrópoles, a hipertensão por muito tempo foi mais prevalente em países desenvolvidos. Em 10% dos casos, a doença tem outras causas, como problemas no sistema renina-angiotensina, arteriosclerose, problemas renais, etc. Em agosto de 2011 um estudo chinês mostrou uma possível ligação entre o vírus citamegalovírus (CMV) e hipertensão.

As complicações são várias egraves: AVC, insuficiência renal, infarto do miocárdio, impotência, problemas visuais, etc.

A medição da pressão deve ser repetida várias vezes utilizando um esfigmomanômetro, o médico pode, por exemplo, pedir ao paciente para medir sua pressão pela manhã e à noite por 7 dias, utilizando um dispositivo de auto- medição. O diagnóstico da hipertensão pode ser feito apenas após medições repetidas.

O tratamento inclui medicamentos antihipertensivos, como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), antagonistas dos receptores de angiotensina (ARA), bloqueadores de canais de cálcio, diuréticos, betabloqueadores, etc, sendo usual a associação entre eles.

Também é interessante observar que o tratamento da hipertensão prolonga a esperança de vida, a longo prazo, de acordo com um ensaio clínico realizado nos Estados Unidos, no final de Dezembro de 2011.

Algumas plantas medicinais incluem o alho e a folha de oliveira.

Resumo hipertensão

Medidas simples e eficazes podem ser adotadas para o controle da hipertensão, como uma dieta balanceada, atividades físicas, evitar o estresse do dia-a-dia, diminuir o sal dos alimentos, evitar cigarros, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, seguir rigorosamente as instruções médicas.

Definição

O que é hipertensão A hipertensão arterial é uma tensão ou pressão muito elevada nas artérias.
Esta elevação anormal da pressão é muitas vezes permanente. A hipertensão é uma doença grave e freqüente que pode levar a sérios problemas (crise cardíaca, AVC, problemas renais…) quando não é corretamente tratada.
Existe a hipertensão sistólica, que é a pressão máxima nas artérias, quando o coração (ventrículo esquerdo) expulsa o sangue na aorta, e existe a hipertensão diastólica, que é a pressão arterial mínima, quando o sangue é evacuado da aorta.A hipertensão pode ser medida graças a aparelhos que auxiliam a medir a pressão sangüínea, como o tensiômetro automático (pode auto-medição), ou o esfigmomanômetro ligado a um estetoscópio.

Dicas

Medição da tensão

1 – Quando for medir sua tensão, tente descansar 5 minutos antes e sentar-se em algum lugar confortável. Sua pressão estará mais próxima da realidade e deverá teoricamente abaixar.
2 – Tente medir sua pressão se possível sempre no mesmo horário, isso ajudará a analisar melhor os resultados.

Atenção : A hipertensão é uma doença que se desenvolve lenta e silenciosamente, e é isso que a torna perigosa. Muitas vezes ela não apresenta sintomas, ainda que o coração já esteja sendo prejudicado e é por isso mesmo que consultar regularmente o seu médico (todo ano ou a cada 6 meses), para checar a sua tensão é aconselhável. Você mesmo também pode medir sua tensão com a ajuda de um tensiômetro pessoal.

Epidemiologia

Estatísticas Hipertensão– No mundo, a hipertensão mata 9,4 milhões de pessoas por ano de doenças cardiovasculares, tais como acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio[Fonte: OMS, 8 de abril, 2013].
É importante lembrar que a hipertensão também aumenta o risco de desenvolver outros problemas de saúde, como insuficiência renal e cegueira.
Pelas declarações da OMS em abril de 2013 estima-se que a hipertensão afeta hoje 1 em cada 3 pessoas no mundo, ou seja 2 bilhões de pessoas.

– Na China, 200 milhões de pessoas (de uma população de cerca de 1,3 bilhão de pessoas) sofrem de hipertensão. [Fonte: ATS, 15 agosto 2011]

– Na África, cerca de 46% dos adultos sofrem de hipertensão. [Fonte: OMS, 7 de abril, 2013] Esta doença é responsável por quase metade de todas as mortes por acidente vascular cerebral e doença cardíaca. A maioria dessas pessoas não são diagnosticadas. [Fonte: ATS, 17 de maio de 2012 e OMS]

– Nos Estado Unidos, cerca de 79 milhões de americanos ou um em cada três sofre de hipertensão. É interessante notar que metade dos pacientes tratados em 2015 contra a hipertensão continuam a ter uma pressão arterial maior do que 140 mmHg, a evidência de que a redução da pressão arterial nem sempre é fácil, por diversas razões.
Em 2017, com uma nova diretriz de hipertensão (hipertensão quando a pressão arterial está a 130/80 mmHg ou mais, leia também em Diagnóstico abaixo) da American Heart Association, quase metade da população adulta dos Estados Unidos (46%) agora sofre de hipertensão, cerca de 103 milhões de americanos.

– No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 30 milhões de brasileiros têm hipertensão e há outros 12 milhões que ainda não sabem que possuem a doença.

A hipertensão mata por ano, 7.6 milhões de pessoas, no mundo todo, devido às suas complicações como  AVCinfarto, entre outras. No Brasil, ela é responsável por 300.000 mortes ao ano.

Causas

Causas hypertensão– 90% dos casos de hipertensão não têm suas causas claramente definidas, estamos falando da hipertensão arterial essencial ou primária.
Entretanto, alguns fatores podeminfluenciar esta hipertensão essencial (alimentação muito gordurosa, genética, estresse, idade, obesidade, dentre outros). A hipertensão primária tende a se desenvolver com a idade.

Vírus e hipertensão ?

De acordo com um estudo realizado por médicos chineses e publicado em agosto de 2011, a hipertensão arterial pode ser provocada por um vírus. Este último é o citomegalovírus (CMV), o vírus provoca infecção na maioria dos seres humanos em algum momento de suas vidas, não apresentando sintomas e, portanto, muitas vezes passa despercebida. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de uma vacina que impeça a ocorrência da hipertensão. No entanto, a investigação está em fase preliminar e é atualmente prematuro prever uma data para o lançamento da vacina.

– Em cerca de 10% dos casos de hipertensão a causa é conhecida, nesses caso falamos de uma hipertensão secundária.
As causas desta hipertensão podem ser, por exemplo: um problema do sistema renina-angiotensina (hormonal), diabetes, problemas renais, outros problemas hormonais, arteriosclerose, problemas com a tiroide, a utilização de determinados medicamentos, consumo excessivo de álcool ou drogas (alguns especialistas também classificam a hipertensão causada por estes excessos como hipertensão primária), etc.

Dentro das causas de hipertensão primária, o sedentarismo e os maus hábitos alimentares figuram um dos principais motivos de desenvolvimento de pressão alta. O excesso de consumo de sal na alimentação, a ingestão de comidas gordurosas e a falta de atividade física, contribuem para o aparecimento de pressão alta.

Grupos de risco

Entre os jovens, os homens são os mais atingidos. Após os 65 anos, as mulheres são as que mais sofrem de hipertensão. Os negros e latinos têm chances maiores de desenvolver pressão alta.

Dentro dos fatores de risco podemos destacar:

– Idade: com o aumento da idade, aumenta-se o risco de desenvolver hipertensão;

– Sexo;

– Etnia;

– Nível sócio-econômico: classes de menor nível sócio-econômico têm mais chances de desenvolver a doença;

– As pessoas com hábitos alimentares não-saudáveis:  álcool, consumo excessivo de sal, etc.

– Consumo de álcool: o consumo elevado está associado a um risco aumentado da doença, enquanto que o consumo moderado tem efeitos benéficos;

Grupos de risco hipertensãoObesidade;
– Sedentarismo: o baixo nível de atividade física aumenta o risco da doença.
– As mulheres na menopausa (o hormônio estrógeno exerce um efeito protetor e, como a concentração deste hormônio diminui na menopausa, a hipertensão é favorecida).  Estima-se que cerca de  27% das mulheres sejam afetadas pela hipertensão, contra 21% dos homens,

– As pessoas que sofrem com outras doenças metabólicas.

– Os negros. Na verdade, os negros (africanos, afro-descendentes) sofrem de hipertensão mais do que os brancos.

Sintomas

Sintomas hipertensãoGeralmente a hipertensão arterial é uma doença que não apresenta sintomas alarmantes ou claramente identificáveis. É isto que a torna perigosa e nociva. Muitas pessoas ignoram que sofrem de hipertensão! Estima-se que este número chega a 1/3 das pessoas atingidas.
É por isso que um controle regular para medir sua tensão no médico ou na farmácia é muito aconselhável. Aliás, é importante medir várias vezes sua pressão para melhor exatidão.
Às vezes, em algumas pessoas, como as que sofrem de hipertensão grave, os sintomas podem ser mais fáceis de serem identificados, por exempl dores de cabeça, problemas na vista, tonturas, fadiga, inquietação, zumbido no ouvido, sangramento no nariz, palpitações, …

Atençã Consulte sempre um médico para diagnosticar qualquer sintoma, os aqui listados servem apenas como base e podem também ser sintomas de outras doenças.

Hipertensão arterial antes dos 55 anos
Um estudo publicado em 2017 mostrou que sofrer de hipertensão antes dos 55 anos aumenta o risco de morte cardiovascular. Este estudo, realizado pela Boston University School of Medicine (BUSM), foi publicado em 2017 no British Medical Journal.

Quando falamos de hipertensão ?

Geralmente falamos de hipertensão quando a pressão diastólica (mínima) é superior a 90mmHg (9cm de mercúrio) e quando a pressão sistólica é superior a 150mmHh (15cm de mercúrio). Ver a tabela abaixo.
Podemos resumir os valores em uma tabela, observem que com determinadas idades os valores podem variar ( os limites inferiores podem aumentar).

**Observação sobre a pressão sangüínea Pressão diastólica
(em *mmHg)
Pressão sistólica
(em *mmHg)
°*pressão boa a excelente abaixo de 80 abaixo de 120
pressão normal entre 80 e 85 entre 120 e 130
limite antes da hipertensão entre 85 e 90 entre 130 e 140
hipertensão leve a moderada entre 90 e 100 entre 140 e 150
hipertensão moderada a grave entre 100 e 110 entre 160 e 170
hipertensão elevada a grave 110 e mais 170 e mais
°hipertensão sistólica (unicamente) abaixo de 90 140 e mais

* às vezes utilizamos também valores em centímetros de mercúrio, assim, por exemplo, 80 mmHg é o igual a 8cmHg. Divide-se o valor por 10. Dizemos oralmente que a pessoa tem uma pressão 9/13, quer dizer, 90 mmHg como pressão diastólica e 130 mmHg como pressão sistólica.

** Valores puramente indicativos, queira consultar um médico para qualquer diagnóstico
.
° Geralmente as hipertensões sistólicas (unicamente) estão muito ligadas às emoções. Em todo caso de hipertensão averiguada, queria consultar um médico.

°* Abaixo de uma determinada pressão, podemos falar também em hipotensão. Para qualquer dúvida e tratamento, peça conselhos ao seu médico.

Às vezes, estima-se que a pressão diástólica alta (acima de 80 mmHg) pode significar um estresse (nervosismo).

Hipertensão e idade (acima de 80 anos)

De acordo com as orientações européias publicadas em outubro de 2013, acima dos 80 anos fala-se de hipertensão quando a pressão sistólica é superior a 150 mmHg e a diastólica acima de 85 mmHg. O tratamento medicamentoso é geralmente iniciado quando a pressão sistólica é superior a 160 mmHg. No entanto, podem existir diferenças entre os pacientes, o seu médico irá aconselhá-lo.

Novas recomendações (guideline) para atender as pessoas com idade acima de 50 anos
Um estudo preliminar, que teve de ser interrompido mais de um ano antes do final programado por causa de resultados excepcionais que podem salvar a vida de muitas pessoas, mostrou que a diminuição da pressão sistólica em 12 ou 120 mmHg em pacientes com idade superior 50 anos, pode reduzir cerca de um terço o risco de infarto do coração, problemas cardíacos e AVC, bem como diminuir aproximadamente 25% o risco de mortalidade associada a estas doenças, em comparação com a meta de uma pressão sistólica de 14 nessa faixa etária e em 15 pacientes com idade superior a 60 anos. A pressão diastólica deve ser reduzida para 8 ou 80 mmHg, contra 90 mmHg frequentemente recomendados antes da divulgação deste trabalho preliminar. Estes resultados vêm de um estudo divulgado em 11 de setembro de 2015, financiado pelo National Institutes of Health (NIH) e nomeado como Systolic Blood Pressure Intervention Trial (SPRINT).

Diminuição da pressão com a idade
A pressão arterial em pessoas mais velhas começa progressivamente a diminuir aproximadamente 14 anos ou mais antes da morte, de acordo com um estudo publicado 04 de dezembro de 2017 na revista científica Journal of American Medical Association (DOI: 10,1001 / jamainternmed.2017.7023). É normal que a pressão arterial tenda a diminuir nos idosos, mas isto anuncia o fim da vida. Para chegar a essas conclusões, pesquisadores da UConn Health e da faculdade de medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, examinaram os registros médicos eletrônicos de 46.634 cidadãos britânicos que morreram aos 60 anos de idade ou mais. A grande amostra de pessoas incluiu pessoas saudáveis, bem como pessoas com doenças cardíacas ou demência (ex. Alzheimer). O cientista George Kuchel da UConn Health, um dos autores do estudo, advertiu em um comunicado do estudo para evitar má interpretação dos resultados: “Eu ficaria muito preocupado se alguém interpretar nosso artigo como sugestão que a hipertensão não deve ser tratada no final da vida ou que esses pacientes devem interromper seus medicamentos de hipertensão”.

Diagnostico

diagnóstico da pressão altaO diagnóstico da pressão alta é realizado utilizando-se um aparelho, o esfignomanômetro. O profissional da saúde envolve o braço do paciente com o aparelho que possui uma cinta larga e infla uma bomba de ar. Ao inflar, essa bomba causa uma pressão no braço do paciente, sendo monitorada por um medidor.
O diagnóstico da hipertensão é baseado em medições repetidas da pressão, por exemplo, através da medição da pressão pela manhã e noite durante 7 dias consecutivos.
É preferível realizar uma medição da pressão no nível do braço ou do punho.

Também é aconselhável medir a pressão nos 2 braços, uma diferença de 15 mmHg ou mais entre os resultados de cada um dos braços indica um risco aumentado de sofrer de certas doenças cardiovasculares. Segundo um estudo publicado em 2012 na revista médica “Lancet”, o risco de morte por doença cardíaca, como infarto do miocárdio, foi 70% mais elevado em pessoas com uma diferença de medição de pressão entre os 2 braços superior a 15mmHg, em relação às pessoas com uma diferença menor que 15 mmHg.

Recomendaçãoes de 2017 da American Heart Association 
Nos Estados Unidos, a diretriz (em inglês: guideline) que sugere o início do tratamento da hipertensão arterial foi reduzida. Em vez de 140/90 mmHg, já se considera que uma pessoa tenha hipertensão quando a pressão é de 130/80 mmHg ou mais. Isso significa que estamos falando de hipertensão com pressão sistólica de 130 mmHg ou mais e pressão diastólica de 80 mmHg ou mais. Esta é a primeira revisão oficial do diagnóstico de hipertensão desde 2003. Esta diretriz vem da American Heart Association, que publicou um estudo com esta nova diretriz na revista Hypertension (DOI: 10.1161 / HYP.0000000000000065) em 13 de novembro de 2017, em uma convenção realizada na região de Los Angeles. Com essa nova diretriz, quase metade da população adulta americana (46%) sofre de hipertensão, cerca de 103 milhões de pessoas. Anteriormente, esse número era de 32% ou 72 milhões de americanos.

Complicações

A hipertensão pode ocasionar sérios perigos para a saúde, são eles :

– AVC (acidente vascular cerebral), também conhecido como ataque cerebral ou derrame

Ataque cardíaco (infarto do miocárdio)

Insuficiência cardíaca

– Problemas renais (insuficiência renal)

ImpotênciaImpotência
– Problemas na vista
– Arteriosclerose
– etc.
– Ou seja, é muito importante tratar esta doença.

Tratamentos

Em caso de hipertensão essencial (ver em Causas), o médico pode particularmente encorajar o paciente a mudar o seu estilo de vida ou prescrever medicamentos. Em caso de hipertensão secundária, o tratamento da doença ou problema em questão pode levar consequentemente a um decréscimo da pressão.

Para tratar a hipertensão essencial adotaremos como primeira medida uma mudança no estilo de vida :
diminuição do tabaco, prática de exercícios, diminuição no consumo de sal,…

hipertensão tratamentoEntão um tratamento medicamentoso poderá ser indicado, em função de sua pressão sanguínea.
Dito isto, dependendo de cada paciente (sexo, idade, riscos), o médico irá determinar a pressão alvo a ser alcançada, tanto para pressão sistólica como diastólica. Mudanças no estilo de vida e/ou terapia medicamentosa visarão atingir estes valores de pressão. Um fator muito importante para o sucesso é o bom uso dos medicamentos e o acompanhamento regular da pressão arterial.

* Medicamentos geralmente utilizados para tratar a hipertensão arterial

Diferentes classes de medicamentos disponíveis (remédios à venda sob prescrição)

1. Interação com o sistema renina-angiotensina:
Interação com o sistema renina-angiotensinaInibidor da enzima conversora da angiotensina (IECA): estes medicamentos bloqueiam a conversão da angiotensina I em angiotensina II, esta última é um hormônio responsável por aumento da pressão sangüinea. Atençã alguns remédios desta classe podem provocar como efeito secundário uma tosse seca.

Antagonistas dos receptores da angiotensina (ARA) : bloqueiam o efeito da angiotensina II (responsável de um aumento da pressão sangüínea), agindo assim como um antagonista. Estes medicamentos são cada vez mais vendidos no mundo, certamente devido a sua eficácia. Certos remédios já são blockbusters importantes (mais de um bilhão de dólares em vendas).

2. Bloqueadores do canal de cálcio (antagonistas de cálcio): Esta classe de medicamentos age como antagonista sobre o cálcio, este último responsável pela ativação dos músculos lisos nos vasos sangüíneos cardíacos. Com ajuda dos Bloqueadores do canal de cálcio, os músculos lisos tornam-se mais relaxados e a pressão sangüínea diminui. Atenção aos efeitos secundários possíveis: ondas de calor, dores de cabeça, constipação, inchaço dos tornozelos.

3. Diuréticos. Distinguimos diferentes tipos de diuréticos (tiazídicos, poupadores de potássio…). Geralmente sua ação consiste em aumentar a eliminação de água e sódio, o que diminui a pressão sangüínea. Observação importante para especialistas: jamais associar 2 diuréticos anticaliuréticos e com um complemento de K+.

Os diuréticos da família das tiazidas são frequentemente prescritos por médicos em caso de hipertensão.

4. Betabloqueadores (por ex. atenolol). Eles agem sobre o sistema nervoso simpático. Este sistema é geralmente responsável pela reação ao estresse ou à atividade física. Agindo sobre esse sistema, os medicamentos betabloqueadores bloqueiam parte das reações, que geralmente provocam um aumento da pressão sangüínea.
Observação importante sobre os betabloqueadores: Nunca interrromper bruscamente um tratamento, pois o risco de tremedeiras, suor, angústia, arritmia, …. existe. Peça sempre conselhos ao seu médico para qualquer informação sobre seu tratamento ou diagnóstico.

5. Em associação de medicamentos (vários medicamentos) referidos nos pontos 1 a 4 acima. Por exemplo, combinar um diurético com um beta -bloqueador, etc .

Muitas vezes tratamentos associados são mais eficazes na redução da pressão sanguínea, especialmente quando a pressão está bem acima do alvo terapêutico desejado.

Os médicos muitas vezes dispõem de um protocolo (um algoritmo) para ajudá-los a alcançar seus objetivos.

*Atençã as classes de medicamentos mencionadas aqui são puramente informativas e não devem ser consideradas exaustivas, somente o seu médico pode lhe prescrever um tratamento apropriado e fazer um diagnóstico exato. É muito possível que o médico lhe prescreva medicamentos de classes diferentes a serem tomados juntos ou simultaneamente (ver ponto 5).

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Fitoterapia

Fitoterapia hipertensão– O alho é particularmente eficaz no combate à diminuição da hipertensão. A nossa opinião é de que ele serve mais como um tratamento complementar a outras medidas ou tratamentos medicamentosos.
– A folha de oliveira é igualmente recomendada algumas vezes para tratar a hipertensão. Ela deve ser tomada sob forma de cápsula. Todavia o efeito científico desta planta ainda não está totalmente comprovado. Deve-se portanto, assim como para o alho, privilegiar os tratamentos medicamentos clássicos.
– A beterraba (suco de beterraba), com efeito vasodilatador, pode ser utilizada contra a hipertensão.
– O chá preto. De acordo com um estudo australiano publicado em 2012, beber diariamente uma xícara de chá preto 3 vezes ao dia ajuda a baixar ligeiramente a pressão arterial, na ordem de 2 a 3 mmHg. O estudo foi realizado pela Universidade da Austrália Ocidental em Perth (Austrália), com 95 participantes que bebiam chá preto regularmente. Os flavonoides, que podem ser encontrados em quantidades significativas no chá preto, podem ser os responsáveis por este efeito hipotensor.

Atenção a hipertensão é uma doença com conseqüências graves, peça sempre conselhos ao seu médico ou farmacêutico quando tiver qualquer dúvida sobre seu tratamento ou diagnóstico.

Dicas

Como medidas preventivas e tratamento para diminuir os riscos ligados à hipertensão essencial, falamos também da mudança do estilo de vida (lifestyle), você pode :

– Limitar o seu consumo de sal. O sal favorece a hipertensão por efeito de osmose (aumenta a absorção de água nos vasos, o que aumenta a pressão sangüínea). Isso envolverá consumir no máximo 1500mg por dia de sal, o equivalente a cerca de dois terços de uma colher de chá (uma colher de chá cheia contém cerca de 2300mg). Cuidado com os alimentos industrializados ou processados que geralmente contêm sal sem você saber.

– Diminuir o seu peso corporal, um IMC abaixo de 25 é benéfico para lutar contra a hipertensão. Uma alimentação saudável e rica em fibras (frutas, legumas) é muito aconselhada.
A renomada instituição americana Mayo Clinic estima que um quilo supérfluo perdido permite a redução da pressão arterial em um milímetro de mercúrio. Cuidado, o IMC não é a única coisa a considerar, também será necessário controlar a medida da circunferência abdominal, que não deve exceder 89 cm nas mulheres e 102 cm nos homens.

A influência da dieta para reduzir a hipertensão é objeto de estudos, em Inglês falamos do conceito DASH (Dietary Approach to Stop Hypertension) ou em português (tradução) : abordagem dietética para parar a hipertensão. Veja abaixo alimentos ou bebidas para consumo na hipertensão e verificar as plantas medicinais contra a hipertensão (beterraba é particularmente interessante).

– Fazer exercícios ou esportes. Os esportes de resistência, como a corrida, natação, bicicleta são muito benéficos na diminuição da hipertensão. A prática de 30 minutos de esporte ou exercício por dia ou aproximadamente 2h30 por semana (corrida, caminhada com passos rápidos, natação, yoga, Pilates) pode diminuir a pressão em 5 a 8 mmHg, de acordo com a revista Astrea (edição de dezembro de 2019). Evite esportes mais intensos, como musculação ou alguns tipos de mergulho que, pelo contrário, aumentam a pressão.

 dicas hipertensão– Diminuir o estresse : este último pode aumentar a pressão arterial, sobretudo a pressão sistólica.
– Consumir produtos laticínios, pois estes produtos são ricos em cálcio, e esse mineral é muito útil e tem um papel muito importante na regulação da pressão arterial. Você pode igualmente tomar complementos alimentares ricos em cálcio.
– O consumo de potássio é benéfico para a redução da pressão. Para a dosagem exata, pergunte ao seu médico ou farmacêutico.
– Diminuir ou se possível, parar o consumo de tabaco e álcool.

– Limitar e/ou controlar as outras doenças metabólicas como diabetes e colesterol.

– Comer todos os dias dois pedaços de chocolate meio-amargo, isso permite abaixar a pressão, segundo pesquisadores alemães (estudo elaborado em julho de 2007).

– Se você tomar medicamentos antihipertensores, respeite a regularidade destes. Segundo uma pesquisa norte-americana de 2005, após um ano de tratamento à base de hipertensores, metade das pessoas analisadas não tomava mais seus medicamentos.

– A acunpuntura ajudaria a baixar a pressão, mas segundo um livro da reconhecida Mayo Clinic  dos Estados Unidos, ela permanece sendo um tratamento polêmico para hipertensão. No entanto, se ela for efetuada por profissionais sérios, os riscos são poucos e, portanto, não há nenhum perigo em experimentá-la.

– O consumo de ômega-3 pode contribuir na diminuição da pressão, entretanto, se consumido em alta dosagem (mais de 3gr por dia), pode haver risco de sangramentos (sangue muito fluido). Converse com o seu médico para saber qual a melhor dosagem.

– A coenzima Q10  também é aconselhada em caso de hipertensão, mas conforme a “Mayo Clinic” (célebre clínica norte-americana) ainda faltam estudos que relatem os efeitos do seu consumo em um longo prazo.

– Determinadas técnicas alternativas como yoga e o Qi gong  também  podem ter um efeito positivo sobre a hipertensão.

– Beber café, que aumenta a pressão sanguínea no momento, mas diminui ao longo do tempo. Com efeito, de acordo com um estudo suíço publicado em abril de 2012 conduzido pela equipa Murielle Bochud, do CHUV em Lausanne (Suíça), um café ao dia diminuiria a pressão sanguínea a até 9 milímetros de mercúrio em algumas pessoas. Este conselho é válido somente para não-fumantes, porque em nível genético a fumaça pode mascarar o efeito protetor do café.
Estima-se também que a cafeína aumente temporariamente a pressão arterial em 10 mmHg em pessoas que raramente tomam café ou substâncias ricas em cafeína, conforme revelado em dezembro de 2019 na revista científica Astrea. Por outro lado, e sempre de acordo com a Astrea, em pessoas que consomem regularmente cafeína, seu efeito sobre a pressão arterial é muito mais reduzido. Uma boa dica é medir a pressão sanguínea antes de tomar um café e 30 minutos depois e observar a diferença.

– Uma exposição intensa à luz solar, principalmente à UVA, pode reduzir a pressão arterial, como demonstrou o estudo britânico publicado em janeiro de 2014 no “Journal of Investigate Dermatology”. O óxido nítrico (NO) e seus metabólitos presentes na pele, modificados pelo UVA, são responsáveis por este efeito. Podemos dizer que o sol promove a transferência de NO e seus metabólitos da pele para a corrente sanguínea. O NO é estocado em uma fração importante na pele.

Nós já sabíamos antes deste estudo que a pressão arterial fica mais elevada no inverno do que no verão, em países distantes da linha do equador. Embora a exposição excessiva ao sol possa levar ao câncer de pele, os pesquisadores britânicos das universidades de Southampton e Edimburgo que participaram neste estudo, notam a que a falta de exposição à luz solar aumenta o risco de acidentes cardiovasculares (AVC, ataque cardíaco), devido a um maior risco de hipertensão.

Prevenção

Algumas medidas preventivas podem ser adotadas com o intuito de se diminuir o risco de desenvolver hipertensão. Elas incluem:

– Reduzir o peso corporal através de dietas balanceadas e saudáveis, sempre com a orientação de um nutricionista.

– Substituir gorduras animais por óleos vegetais.

– Aumentar o consumo de fibras.

– Reduzir a ingestão de sal.

– Reduzir o consumo de álcool. Depois de cada cigarro consumido, a pressão arterial aumenta por vários minutos. Portanto, parar de fumar pode diminuir a hipertensão de maneira durável.
O consumo de álcool pode reduzir a pressão arterial em cerca de 4 mmHg, de acordo com o periódico suíço Astrea (edição de dezembro de 2019).

– Praticar atividades físicas regularmente, de 3 a 5 vezes por semana.

– Abandonar o tabagismo.

– Controlar o estresse.

– Evitar drogas e medicamentos que aumentem a pressão arterial.

Ler também: AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto do coração

Referências & Fontes: 
OMS, Mayo Clinic, Hypertension (DOI: 10.1161 / HYP.0000000000000065),  Journal of American Medical Association (DOI: 10,1001 / jamainternmed.2017.7023), Astrea (da Suiça)

Atualização:
Este artigo foi modificado em 20.02.2020

Fotos: 
Fotolia.com

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 08.04.2020

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