Publicidade

Tuberculose

Resumo sobre a tuberculose

TuberculoseA tuberculose é uma doença infecciosa que permanece sendo um grande problema de saúde pública no mundo, principalmente nos países de terceiro mundo.
A tuberculose pode ser fatal caso não seja diagnosticada e tratada. No entanto é uma doença que pode ser prevenida. A identificação e tratamento dos infectados é o principal meio de prevenção para que a infecção não se espalhe na comunidade.
Esta doença é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis e transmitida atravésde gotículas de salíva da tosse ou espirro de pessoas infectadas.
Não são todas as pessoas que entram em contato com a bactéria que desenvolvem a doença, geralmente as pessoas conseguem eliminar a bactéria sem serem infetadas.
Existem casos onde a pessoa não expulsar a bactéria mas consegue controlá-la e não manifesta a doença (tuberculose latente). Mas esta tuberculose pode ser reativada levando a manifestação da doença, isto ocorre em casos de tratamentos não completados e em pessoas com o sistema imune fragilizado, como aidéticos, diabéticos e pessoas que fazem uso de medicamentos imunossupressores.

Publicidade

Tabagistas, idosos, pessoas que vivem em abrigo ou asilos, prisioneiros e profissionais da área da saúde, também possuem um maior risco de desenvolver a doença.

Os principais sintomas são: tosse (com ou sem cátaro e sangue), febre baixa, suor noturno, perda de apetite, emagrecimento, fadiga, dores no peito e dificuldade de respirar.

O diagnóstico é geralmente é feito através do histórico do paciente, sintomas, exame microscópico direto e raio X do tórax.

O tratamento da tuberculose consiste na utilização de vários antibióticos, em geral 3 ou 4, que devem ser tomados todos os dias e por no mínimo 6 meses. O tratamento feito corretamente cura praticamente 100% dos casos.

Definição

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que atinge principalmente os pulmões, mas que pode também atingir outros órgãos.

Definição tuberculose

Existem dois estágios/tipos de tuberculose, a latente e a ativa:
– Tuberculose latente: A pessoa infectada consegue controlar a bactéria, não manifesta sintomas e não transmite a doença. Se tratado neste estágio, a tuberculose ativa pode ser prevenida. Aproximadamente 1/3 da população mundial esta infectada com tuberculose latente.

 – Tuberculose ativa: Corre quando há reativação da tuberculose, nos casos onde a tuberculose latente não é tratada completamente ou nos casos em que o indivíduo esta imunodeprimido (como no caso da AIDS). A reativação ocorre em 5 a 10% dos casos de tuberculose latente.

Os casos extra-pulmonares (fora do pulmão), com exceção dos pacientes com a imunidade comprometida, ocorrem geralmente devido a uma reativação da doença e não por um infecção primária. A tuberculose pode causar meningites, infecções renais,hepática,da glândula supra-renal, pleural e óssea. Nas crianças a incidência de tuberculose extra-pulmonar é maior, ocorre em 20% dos casos.

A tuberculose é bem controlada nos países mais industrializados (EUA, Canadá, Japão, alguns países da Europa), mas é muito mais problemática nos países em desenvolvimento, como na África, onde a epidemia da AIDS se conjuga com a tuberculose e dificulta a erradicação da doença.

Outro problema que causa o aumento dos casos de tuberculose no mundo é o desenvolvimento da resistência aos antibióticos dos tratamentos antituberculose.

História:
O médico grego Hipócrates (cerca de 400 anos antes de Cristo) acreditava que a tuberculose era a doença mais disseminada de sua época.

Epidemiologia

– Em 2016, a tuberculose foi responsável por 1,7 milhões de mortes em todo o mundo. A OMS estima que 10,4 milhões de pessoas foram infectadas em 2016. A tuberculose é a principal causa de morte por doenças infecciosas bacterianas e a segunda principal causa de morte por doenças infecciosas bacterianas e virais, atrás da AIDS (uma infecção viral). Essas duas doenças frequentemente estão associadas, de acordo com a OMS.

– Em 2017, a tuberculose matou 1,6 milhão de pessoas em todo o mundo, 300.000 das quais eram soropositivos para o HIV, segundo dados divulgados pela OMS em Nova York em 18 de setembro de 2018. Cerca de 10 milhões de pessoas contraíram a doença no mundo em 2017. Embora o número de mortes e infecções tenha diminuído em 2017, em comparação com 2016, alguns países são particularmente afetados, como as Filipinas, Moçambique e África do Sul, com taxas de infecção elevadas. Casos de resistência aos medicamentos contra a tuberculose são particularmente problemáticos em três países, que representam mais da metade dos casos de resistência: China, Índia e Rússia. A OMS almeja acabar com a tuberculose até o ano 2030 e pede mobilização internacional.

Causas

A maioria dos casos de tuberculose provém da bactéria Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch). Esta bactéria geralmente afeta os pulmões, mas pode afetar outras partes do corpo.

Causas tuberculose

A transmissão da tuberculose é feita, por exemplo, através das finas gotículas de saliva da tosse ou do espirro de uma pessoa atingida pela tuberculose, essa bactéria se distribui pelo pulmão, principalmente na porção superior (no ápice).

Geralmente, em pessoas com o sistema imunológico em plena condição, a bactéria é expulsa do organismo, muitas sem que ela seja infectada.

Existem casos em que a pessoa desenvolve uma resposta imunológica que controla a bactéria, nestes casos a pessoa não desenvolve tuberculose ativa e nem fica doente, falamos em tuberculose latente. Mas a doença pode progredir levando a tuberculose ativa, muitas vezes silenciosamente, podendo até levar à morte.

A bactéria permanece oculta
Uma das razões pelas quais a bactéria (Mycobacterium tuberculosis) sobreviveu há centenas de anos e dela ser difícil de se tratar, é que ela desenvolveu um mecanismo sofisticado para se esconder no corpo. Na verdade, a bactéria reside em glóbulos brancos chamados macrófagos, células que normalmente as matariam. Essas observações vêm de um estudo publicado em 14 de agosto de 2017 na revista científica PLoS Pathog  (10.1371 / journal.ppat.1006551).

Grupos de risco

As crianças e as pessoas com mais de 60 anos são as mais atingidas pela tuberculose. Observamos que tanto as mulheres como os homens são igualmente afetados pela doença.

As pessoas com sistema imunológico mais frágil, tais como aidéticos, diabéticos, pacientes sob tratamento de imunossupressores, pessoas que sofrem de doenças pulmonares, entre outros, são os mais atingidos pela tuberculose, pois sua defesa face à bactéria é  limitada.

O tabagismo, também está associado a um maior risco de adquirir a doença, de ter recidiva e maior mortalidade pela doença.

Outros grupos de risco são comunidades com alta prevalência de tuberculose, pessoas que tiveram contato com tubercolosos, moradores de abrigos ou asilos, prisioneiros e profissionais da área de saúde.

Sintomas

A primeira infecção, ou primo-infecção (primeiro contato entre o paciente e o bacilo de Koch) ocorre quase sempre sem manifestação dos sintomas, é mais frequente em crianças. Em geral, um câncro tuberculoso se forma nos pulmões.

Sintomas tuberculose

Todavia, quando os sintomas aparecem, estes são principalmente:

– Uma tosse (freqüentemente seca)

– Uma sensação de mal estar (geral)

– Irritabilidade

– Sudorese noturna

– Febre baixa

Se a doença progredir, em geral cerca de 2 a 6 semanas após a primeira infecção, os sintomas que tendem a aparecer são os seguintes:

– Uma tosse produtiva com cuspes ou catarros que podem ser amarelados ou esverdeados e também podem ter sangue misturado.

– Dores na região do tórax, principalmente em caso de forte inspiração.

– Dificuldade respiratória

– falta de ar após algum esforço

Febre (vespertina e geralmente não passa de 38,5°C)

– Falta de apetite e perda de peso

– Transpiração excessiva (suores noturnos)

Fadiga

Quando a tuberculose não é bem tratada, outros órgãos além do sistema respiratório podem ser afetados, como o coração e o cérebro, isso faz da tuberculose uma doença perigosa que necessita absolutamente de uma terapia (antibióticos).

Ressaltamos que os sintomas e seus nomes podem variar  (ex. pleurisia tuberculosa, tuberculose miliar,…),  aqui nós lhe oferecemos apenas um resumo, pois é difícil mencionar todos os sintomas da tuberculose (somente um médico poderá lhe fornecer informações detalhadas sobre o assunto).

Diagnóstico

O diagnóstico da tuberculose é feito sempre através do exame microscópico das expectorações, permite detectar de 60 a 80% dos casos de tuberculose pulmonar, este teste parecer ser pouco confiável e data de mais de cem anos. Portanto, seria importante que nos próximos anos surgissem testes de diagnóstico mais simples, que possam despistar rapidamente a tuberculose (fonte: ATS, 10 de março de 2008), principalmente nos países mais pobres, onde as radiografias dos pulmões são muito caras.

A cultura para micobactéria é um exame que aumenta em 30% o diagnóstico da tuberculose, mas é pouco usado pois é um método mais caro e demorado.

Devemos considerar que o médico examinará também os principais sintomas do paciente, o que poderá lhe levar eventualmente à pista da tuberculose. Ele pode também pedir radiografias para complementar o diagnóstico.

No caso do diagnóstico da tuberculose latente, é usada a prova tuberculina que injeta na pele partes da bactéria e caso a pessoa desenvolva reação com formação de alo vermelho maior que 15 mm, a prova é positiva. O teste positivo significa que a pessoa esta ou já esteve infectada pela bactéria.

Observação: é sempre difícil resumir os utensílios de diagnóstico do médico, tratam-se de informações que podem evoluir e variar de um país a outro, sendo assim, somente um médico pode efetuar o diagnóstico.

Complicações

As principais complicações da tuberculose são em particular,  a efusão pleural (fluido na cavidade  pleural) e o pneumotórax (gás na cavidade pleural).

Tratamentos

Tratamento tuberculoseO tratamento da tuberculose consiste na utilização de vários antibióticos, em geral 3 ou 4. São as seguintes moléculas:  rifampicina, etambutol, isoniazida e/ou pirazinamida.  Estes antibióticos devem ser tomados todos os dias e por no mínimo 6 meses. O tratamento feito corretamente cura praticamente 100% dos casos.

Estes antibióticos podem levar a determinados efeitos secundários (mudança na coloração das urinas, hepatites medicamentosas,..), mas em geral são bem tolerados. O seu médico lhe fornecerá mais informações sobre o assunto.

É importante ressaltar também que cada vez mais tuberculosos estão desenvolvendo resistência a esses antibióticos, principalmente no caso de uma monoterapia (administração de um único antibiótico). Quando os pacientes são tratados por tri ou tetraterapias, as resistências são bem mais fracas.

Em casos de algumas complicações e de reação adversa aos fármacos a cirurgia pode ser uma opção.

Durante o tratamento é importante evitar o consumo de álcool e paracetamol, pois ambos podem aumentar o risco de problemas no fígado.

Nos casos onde não há resistência ao tratamento, o paciente não tem mais risco de transmissão após 15 dias de tratamento. Deve ser verificado a evolução do paciente.

História dos tratamentos da tuberculose:
Em 1947, o antibiótico estreptomicina foi identificado por ensaios clínicos como um tratamento eficaz contra a tuberculose.

Dicas

– Se você sofre de tuberculose, é muito importante que siga corretamente o tratamento medicamentoso (à base de vários antibióticos) e sobretudo, é importante que você respeite a duração do tratamento prescrito pelo médico (em geral, de no mínimo 6 meses), pois senão você pode desenvolver uma resistência aos antibióticos e portanto colocar a sua saúde e a dos outros em perigo.

Prevenção

– A prevenção da tuberculose é feita principalmente através da  vacinação.  A vacina B.C.G (Bacilo de Calmette e Guérin), não possui eficácia de 100%, mas perimitiu reduzir o número de casos de tuberculose no mundo todo.

A BCG protege contra manifestações graves de primoinfecção com as disseminações de algumas complicações, mas não evita a infecção. É indicada para crianças de até 4 anos de idade, sendo obrigatória para menores de 1 ano, os recém-nascidos devem ter peso igual ou maior que 2 kg. É contra-indicada nos casos de doenças dermatológicas, seja no local da vacinação ou generalizada, uso de imunodepressores ou esteróides e pacientes com HIV.

– Se uma pessoa for atingida pela tuberculose, pode ser útil colocá-la em quarenta, até que ela não esteja mais contagiosa (a partir da terceira semana de tratamento com antibióticos).

Fonte:
OMS

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Fotolia.com

Atualização:
Este artigo foi modificado em 20.11.2018

Esta informação foi útil?

Observação da redação: este artigo foi modificado em 20.07.2019

Publicidade