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Sobrepeso

Introdução sobre sobrepeso e obesidade

O sobrepeso e a obesidade são doenças atuais que surgiram com o aumento do sedentarismo e com uma alimentação geralmente rica em gorduras e em açúcar (por exemplo, fast food, refrigerantes).

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A obesidade (IMC superior à 30) não é apenas uma preocupação estética, pois temos que saber que existem riscos significativos para a saúde. Em estágios avançados, a obesidade pode levar a pessoa a parar de trabalhar, pois a doença pode causar muitas complicações graves e que invalidam a pessoa, como a diabete, hipertensão (pode provocar um AVC ou um infarto do miocárdio), osteoporose, artrose, distúrbios psicológicos (depressão devido à perda de confiança), doenças cardiovasculares graves, câncer de intestino, psoríase, etc.

A boa notícia é que a perda de peso até 5 a 10%, já melhora muito a saúde da pessoa com sobrepeso, ou obesa.

Sobrepeso, Obesidade e Dietas

Como os medicamentos são muitas vezes pouco interessantes (há poucos, e seu funcionamento é por vezes controverso na sua meta final, por exemplo, um medicamento para perder gorduras) as dietas (em sentido amplo), desempenham um papel essencial na perda de peso.

Alguns médicos especialistas em obesidade estimam que a luta contra o sobrepeso é colocada na cabeça (há forte influência psicológica sobre a vontade ou não de comer). Enquanto uns dependem de uma dieta sem açúcar, outros dependem de uma dieta sem gordura e há aqueles que vão para a prática do esporte.

Um estudo dinamarquês publicado no final de 2010 que foi realizado com 772 famílias mostrou que uma dieta rica em proteínas e pobre em glicídios era mais eficaz para perder peso.

Criasaude tentará publicar artigos tão objetivos quanto possível sobre as dietas, no entanto, existem muitas informações conflitantes. É também relevante que a obesidade, especialmente nos Estados Unidos, tem um mercado enorme, no qual, são vendidos vários livros, produtos, etc. Os desafios são enormes e nem sempre é fácil saber quem está certo. Também é possível que uma dieta funcione para um indivíduo e não funcione para outro. Criasaude irá informa-lo nos próximos anos sobre as dietas eficazes e sem riscos para a saúde, nessa verdadeira “selva” de informações.

Obesidade infantil

De acordo com um estudo publicado em fevereiro de 2014, no jornal “New England Journal of Medicine”, a obesidade em crianças nos Estados Unidos começa desde o jardim de infância. Na idade de 14 anos, quase metade das pessoas que se tornaram obesas já eram aos cinco anos. Este estudo revela que mais de 12,4% das crianças americanas que entram no jardim de infância eram obesas e 14,9% acima do peso. As crianças de 20% das famílias mais ricas tiveram a menor incidência de obesidade na pré-escola, em comparação com todos os outros grupos sócio- econômicos, diz o estudo.

Definição sobrepeso/obesidade

O sobrepeso e a obesidade são em geral, a conseqüência de um excesso de calorias que o corpo não consegue queimar. Trata-se de um problema cada vez mais freqüente no mundo, pois as pessoas estão cada vez mais sedentárias (fazem pouco exercícios físicos) e se alimentam muito mal.

Distinguimos em um primeiro estágio o sobrepeso e após um ganho de peso mais importante, falamos em obesidade.

Quando falamos em sobrepeso ou obesidade?

3 Métodos para medir a obesidade

1.  Os médicos utilizam em geral, o índice de massa corpórea (IMC), em inglês chamado de Body Mass Index (BMI) para medir o excesso de peso em uma pessoa, trata-se de uma medidad que indica a relação entre o peso em quilos e a altura em metros quadrados (IMC=peso[kg] / altura2[m2]) do indivíduo, permite ponderar o peso em relação à altura.

Esta fórmula possibilita ao médico diagnosticar se uma pessoa tem um peso normal (IMC de 20 a 25), se está com sobrepeso ou excesso de peso (IMC de 25 a 30) ou ainda, se está obesa (IMC superior a 30).

2.  Pode ser também interessante para o médico medir a circunferência da barriga.

É possível medí-la com uma fita métrica, na região mais proeminente (geralmente na região do umbigo), sem encolher a barriga (respirando normalmente).

A medida da circunferência da barriga permite ao médico, em caso de valor elevado ou sobretudo muito elevado, diagnosticar eventualmente uma doença cada vez mais freqüente: a síndrome metabólica (mistura de doenças como a diabetes, a hipertensão, o colesterol, a obesidade,…). Este medida pode fornecer informações preciosas sobre a saúde de um paciente, pois sabe-se que um excesso de gordura na região abdominal pode ser muito perigoso para o coração.

Com este último parâmetro, é possível compreender melhor que a obesidade é considerada pelos médicos como uma doença global que pode apresentar riscos de saúde importantes e por isso, uma aproximação cada vez mais multifatorial (trabalho em conjunto com clínico geral, nutricionista, internos, farmacêutico…) é recomendada.

Epidemiologia

Obesidade
– De acordo com um estudo publicado na revista científica The Lancet, em 1o de abril de 2016, sob a direção notadamente do Imperial College de Londres, a obesidade atinge pelo mundo afora mais de 640 milhões de adultos (375 milhões de mulheres e 266 milhões de homens), ou seja, 13% da população adulta mundial. Como é possível constatar, as mulheres são mais atingidas pela obesidade que os homens.
Este trabalho de pesquisa igualmente mostrou que, em todo o mundo, 2,3% dos homens adultos e 5% das mulheres adultas apresentam obesidade em alto grau, ou seja, um IMC superior a 35. Ver nosso dossiê sobre o IMC
De acordo com este estudo, a taxa de obesidade em adultos poderia até mesmo alcançar 20% da população mundial até 2025.
Este trabalho teve como base os dados de um universo composto de mais 19 milhões de pessoas maiores de idade, espalhadas por 186 países. Foi um dos assuntos mais completos realizados sobre o tema.

De acordo com um estudo publicado em 12 de junho de 2017 na revista científica The New England Journal of Medicine e um artigo do New York Times de 16 de setembro de 2017 contendo figuras do estudo, haviam em 16 de setembro de 2017 mais de 700 milhões obesos no mundo.

– Um amplo estudo internacional da OMS, publicado em fevereiro de 2010 e confirmado em maio de 2012, havia mostrado que entre 10% e 12% dos adultos estavam obesos. Isso equivale a 500 milhões de pessoas. Estes estudos mostraram que o continente americano era o mais afetado pelo sobrepeso e, sobretudo, pela obesidade.

Sobrepeso
– De acordo com uma pesquisa publicada em maio de 2014 na revista científica The Lancet, em 2013, 2,1 bilhões de pessoas sofriam com o sobrepeso ou a obesidade ao redor do mundo.

Taxa de obesidade e de sobrepeso por pais

– Nos Estados Unidos:

Obesidade
O número de pessoas obesas nos Estados Unidos é de 40% dos adultos norte-americanos, de acordo com um relatório do U.S. Centers for Disease Control and Prevention publicado em março de 2018. Cerca de 7,7% dos adultos norte-americanos sofrem de obesidade mórbida (IMC maior ou igual a 40). Este número refere-se aos anos de 2016 e 2017. Durante os anos de 2007 a 2008, o número de obesos foi de 34%. Entre as crianças, o aumento é menos acentuado do que entre os adultos com 18,5% das crianças obesas em 2015-2016, em comparação com 17% em 2007-2008. Estes resultados foram publicados on-line em 23 de março de 2018 como uma carta de pesquisa na revista científica Journal of the American Medical Association (DOI : 10.1001/jama.2018.3060).

Sobrepeso
Um trabalho de pesquisa mostrou que 68% dos americanos estavam com sobrepeso ou obesos. [fonte: ATS, setembro de 2010]

– No Brasil, em 2015, 18% da população eram obesos, em comparação com 7% em 1980, de acordo com um relatório completo do New York Times publicado em 16 de setembro de 2017. Em 2011, o Ministério da Saúde brasileiro estimou que 15,8% dos brasileiros eram obesos e 48,5% acima do peso.

– No Canadá:
Obesidade
Em 2011, 25% dos adultos canadenses foram considerados obesos.

Sobrepeso
De acordo com o Statistics Canada, 54% dos adultos canadenses estavam com sobrepeso ou obesos em 2014.

– Na Alemanha, segundo uma pesquisa de 2010, 52,5 % dos adultos estavam com sobrepeso no país mais populoso da Europa. Aproximadamente 16% dos homens e 14% das mulheres foram considerados obesos na Alemanha.

– Na Itália: 45,5% dos habitantes estão com sobrepeso e 10% seriam obesos.

– Na Turquia, em julho de 2012, as autoridades estimavam que 35% da população turca estava obesa.

– Na Austrália, um estudo (pesquisa nacional sobre a saúde dos australianos 2011/2012, realizada junto a 33.500 pessoas) estabeleceu que 63,4% dos australianos maiores de 18 anos apresentavam excesso de peso. [fonte, ATS, outubro de 2012]
Uma pesquisa realizada pela OMS em 2005 mostrou que 20% dos australianos estavam obesos.

– No México, 32,8% dos adultos são obesos [fonte, Food and Agriculture Organisation, 2013]. Agora, neste país já há mais obesos que nos Estados Unidos. O México é um dos mais importantes consumidores mundiais, senão o mais importante, de bebidas à base de coca (refrigerantes). A relação direta entre os refrigerantes e a obesidade não precisa mais ser demonstrada.

– Na África do Sul, 33,5% dos adultos são obesos [fonte, Food and Agriculture Organisation, 2013].

– Na França: aproximadamente 38,5 % dos franceses estariam com sobrepeso (embora com grande disparidade Norte-Sul) e em torno de 15 % dos franceses seriam obesos, de acordo com números de 2012 publicados no jornal Le Figaro (link aqui).

– Na Suíça:
Uma pesquisa do Office fédéral de la statistique, órgão estatístico nacional, mostrou que em 2012 um adulto em cada dez era obeso, ou seja, 10% da população adulta.

– Na China, de acordo com um relatório do New York Times publicado em 16 de setembro de 2017, em 2015, 5% da população chinesa era obesa. Em 1980, o número de pessoas obesas na China era de 0,7%, de acordo com o New York Times.

Mapa mundial do sobrepeso e da obesidade (em função do IMC, de 10 a 35)

obesite-monde-3-avril-2016

Causas

As causas do sobrepeso ou da obesidade podem ser múltiplas:

– uma má alimentação: muito rica em gordura, em açúcar, rica em refrigerantes, fast-food (sanduíche, batata frita), em doces ou álcool.

– O consumo excessivo de carne. Um estudo da Universidade de Adelaide, publicado em 2016 na revista científicas BMC Nutrition et Journal of Nutrition & Food Sciences, mostrou uma ligação entre a epidemia de obesidade no mundo e o consumo de carne. Nos países que mais se consome carne, como os EUA,  a taxas de obesidade foram elevadas. Este estudo, e outros estudos publicados no passado, mostram que a proteína da carne pode se transformar em gordura no corpo, especialmente se a pessoa consome em conjunto com açúcar e gordura. As proteínas da carne, digeridas tardiamente, agem como um excedente para o corpo e podem se acumular como gordura.

– “beliscar” muito entre as refeições (sem respeitar os horários das refeições).

– uma origem genética (hereditária) (devido a um mau metabolismo das gorduras ou açúcares)

– uma falta de atividades físicas, o sedentarismo (em inglês com humor, couch potato).

– o estresse: pode favorecer o ganho de peso. Isto está relacionado aos hormônios liberados pelo estresse (cortisol, adrenalina) que podem influenciar em diversos processos do ganho de peso, como na vontade de comer.

– noites mal dormidas (falta de sono), com menos de quatro horas de sono. Dormir pouco pode favorecer alguns agentes ativos no cérebro, que estimulam o apetite ou não impedem a saciedade (sensação de não ter mais fome), por isso há um ganho de peso mais acentuado em pessoas que dormem pouco.

– problemas com a glândula tireóide, como por exemplo, a hipotireóide.

– o uso prolongado de determinados medicamentos (por vários meses), como os antidepressivos, anti-histamínicos, que exercem também um efeito sonífero (por ex. à base de difenidramina), corticóides (por ex. a prednisona),  progestativos, pílula,… Ler: Medicamentos que engordam

– problemas na percepção do gosto, especialmente com doce. Estudos têm mostrado que as pessoas com sobrepeso ou obesidade podem ter uma redução na percepção da intensidade do gosto. Um estudo publicado em 2017 na revista científica Appetite mostrou que se os receptores de gosto fossem bloqueados por uma planta medicinal Gymnema sylvestre, os participantes preferiam alimentos e bebidas mais doces e, portanto, mais calóricos. Este estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Cornell em Ithaca, no estado de Nova York.

– os micro-organismos (bactérias em particular) responsáveis pela digestão dos alimentos no nosso organismo também podem levar o corpo a ganhar peso em caso de má regulação, diz um estudo realizado nos EUA, publicado em março de 2010.

Um ser humano abriga em média 100 trilhões de bactérias, 10 vezes mais do que o número de células humanas. Estas bactérias são encontradas principalmente no nosso sistema digestivo e podem desempenhar um papel fundamental no tratamento e na prevenção da obesidade, diz um estudo chinês realizado pela Universidade Jiao Tong de Xangai, publicado no final de 2012 no Jornal ISME.

De acordo com a pesquisa, a bactéria intestinal Enterobacter cloacae pode ser responsável pela obesidade em seres humanos. Regular ou eliminar essa bactéria através de certos alimentos ou probióticos permitiu a um paciente do estudo perder 51,4 kg (ele pesava 174,8 kg antes do estudo).

Sintomas

– peso elevado (utilize uma balança para se pesar e em seguida um conversor para calcular o seu IMC, calcule o seu IMC).

– gordura nas coxas, na barriga,…

– falta de ar logo no começo dos exercícios físicos.

– problemas de apnéia do sono durante a noite ou insuficiência respiratória.

– problemas psicológicos e de auto-estima devido ao sobrepeso (depressão…)

Complicações

O sobrepeso e, sobretudo a obesidade podem desencadear os seguintes riscos ou complicações:

– diversos problemas do aparelho locomotor (reumatismo), em especial a artrose, a osteoporose e as dores nas costas.

– doenças psíquicas por causa das conseqüências psicológicas, estéticas e mentais que o excesso de peso traz, como a depressão.

– diversas doenças cardiovasculares como a hipertensão, os distúrbios venosos ou o colesterol (aterosclerose).

– doenças metabólicas como o diabetes ou a gota.

– apnéia do sono

– diminuição da expectativa de vida em média, em vários meses (é o caso da população americana, na qual a expetativa diminuiu em alguns meses devido à obesidade).

– câncer, nos Estados Unidos, a obesidade está associada a 40% de todos os cânceres diagnosticados, de acordo com um comunicado de imprensa da Universidade de Cincinnati publicado em outubro de 2017. A obesidade aumenta particularmente o risco de sofrer de câncer colorretal, de mama (após menopausa) e de pâncreas.

psoríase

Tratamentos

À venda sem prescrição médica (após discussão com o farmacêutico)

– O orlistate em dosagem de 120 mg é um medicamento que age sobre a absorção das gorduras.  Graças a este medicamento, as gorduras atraverssam o trato gastrointestinal sem serem absorvidas. Este medicamento funciona bem em pessoas que têm um  alto consumo de gorduras e não de açúcares.

O orlistate provoca efeitos secundários, como por exemplo, fezes líquidas e gordurosas com frequência, e às vezes uma necessidade de ir ao banheiro com urgência, situação muito incômoda para o paciente.

Com a diminuição da absorção das gorduras, pode ser necessário um complemento externo de vitaminas lipossolúveis (vitaminas A,D, E e K) e de beta-carotenos.

Em caso de obesidade, converse com um médico pois somente  ele poderá escolher o melhor tratamento (medicamentos, regime, exercícios,…)

Fitoterapia

As plantas medicinais listadas abaixo demonstraram eficácia para emagrecer e, portanto, combater o excesso de peso ou a celulite.

O efeito destas plantas é geralmente relacionado a uma ação depurativa, lipolítica ou diurética.

– o abacaxi (em cápsulas)

– o freixo (em cápsulas)

– a erva-mate (em infusão, comprimido ou cápsulas)

– a chá de java (em infusão ou cápsulas)

– o chá verde (em infusão, comprimidos ou cápsulas)

– a pimenta

Pimenta e obesidade, ação sobre a sensação de saciedade
Os pesquisadores do Centro de Nutrição e de Doenças Gastrointestinais da Universidade de Adelaide na Austrália, publicaram um estudo em agosto 2015 na revista Plos ONE sobre os efeitos da pimenta sobre a obesidade. Os cientistas australianos descobriram que uma alimentação rica em gorduras poderia perturbar receptores importantes localizados no estômago, que enviam um sinal de saciedade ao cérebro. Eles estudaram a ação de uma substância, a capsaicina, encontrada na pimenta (ex. na espécie Capsicum frutescens L.), sobre receptores chamados de TRPV1 localizados no estômago.

Os cientistas observaram que o estômago se expande quando está repleto, o que ativa os sinais nervosos que informam o cérebro de que foi ingerida uma quantidade suficiente de alimento (saciedade). A ativação deste processo é feita através dos receptores TRPV1, que são principalmente ativados pela capsaicina, encontrada na pimenta. A inibição destes receptores ou a dessensibilização por alimentos gordos provoca um atraso no aparecimento da sensação de saciedade. Em seguida, a pessoa consome mais alimento, o que provoca um ganho de peso. A pimenta pode ser utilizada na perda de peso e pode conduzir à descoberta de novos medicamentos. É aconselhável comer pimenta todos os dias em casos de sobrepeso ou obesidade. [Fonte: Comunicado de imprensa da Universidade de Adelaide, agosto de 2015]

Dicas

– A primeira medida (comprovada cientificamente) para combater a obesidade ou o excesso de peso é ter uma alimentação saudável, isto é, adotar uma dieta com poucas calorias.

Limite os alimentos gordurosos e ricos em açúcar rápido (fast-food) assim como as bebidas doces também ricas em açúcar rápido e os refrigerantes (beba água, de prefêrencia).

– Pratique esportes (relato de um estudo científico) ou exercícios físicos, pois isso permite queimar os alimentos calóricos e portanto, perder um pouco de peso. A primeira medida a ser tomada é controlar a alimentação, mas a prática de exercícios pode ajudar na perda de peso.

– Relembramos que o açúcar se transforma em gordura então é preciso tentar limitar o máximo possível o consumo de alimentos doces e bebidas com muito açúcar. Não é somente a gordura que engorda! Em uma caneca (3dl) de refrigerante podemos contar em média, dez  colheradas de açúcar.

Observação interessante: Segundo um estudo recente de 2006, realizado pela prestigiosa universidade amerciana de Harvard em Boston, a ingestão cotidiana de uma caneca de refrigerante de cerca de 3 dl pelos americanos (Cola, limonada….) é responsável por um ganho de peso anual de em média 6,5 kg (trata-se de uma média, então podemos imaginar que para os atletas isso representa menos e para os sedentários mais).

Controle, portanto, o seu consumo de refrigerantes, mesmo se o gosto for agradável, evite bebê-los com freqüência.

– O álcool é também muito calórico! Cuidado para não beber muito regularmente, principalmente as bebidas mais fortes e a cerveja (relativamente calórica com o malte).

– Conheça bem o teor em caloria de cada alimento.

– Adote uma dieta adaptada, como por exemplo, a dieta dissociada.

– Alimentar-se em família pode na verdade ser uma das melhores formas de promover uma dieta balanceada a qual todos sabem que exerce o efeito de limitar o excesso de peso e a obesidade, especialmente para as crianças. Em abril de 2012, uma equipe americana de Rutgers, a Universidade de Nova Jersey, mostrou ao analisar diversos estudos sobre o assunto, a importância das refeições em família. De acordo com esses pesquisadores essa prática leva “ao aumento do consumo de frutas, vegetais, fibras, cálcio e vitaminas”. Além disso, “fazer as refeições em família limita os mais jovens a consumirem os alimentos prejudiciais à saúde”.

– Comer maçãs, incluindo a variedade Granny Smith, ajudaria na luta contra a obesidade e doenças relacionadas (ex. diabetes), de acordo com um estudo norte-americano publicado em 2014. Segundo pesquisadores da Universidade do Estado de Washington ( Washington State University), o consumo de maçãs Granny Smith promove o crescimento de bactérias benéficas no cólon devido à concentração particularmente alta de substâncias indigeríveis encontrada nesta variedade, como fibras dietéticas e compostos fenólicos, tais como flavonoides.

– Reduzir o consumo de carne. Um estudo australiano publicado em 2016 demonstrou que as proteínas da carne poderiam se transformar em gordura no corpo.

– Um consumo significativo de fibras pode ajudar a perder peso, especialmente em caso de sobrepeso e obesidade, mas existem diferenças entre cada indivíduo.

Influência de bactérias intestinais
Um estudo dinamarquês realizado em 2017 mostrou que uma alimentação rica em fibras, como a dieta nórdica (“New Nordic Diet”), nem sempre é eficaz para a perda de peso. Seu sucesso depende de uma combinação particular de bactérias intestinais da pessoa que realiza o regime dietético. Em outras palavras, algumas pessoas têm uma combinação de bactérias intestinais que impedem que as fibras atuem efetivamente na perda de peso. Uma melhor identificação de certas bactérias intestinais (enterótipos), graças  aos testes realizados em extratos de fezes, deve permitir prever se uma dieta rica em fibras é efetiva ou não para perder peso. Este estudo realizado pela Universidade de Copenhague sob a direção de Mads Hjorth e Arne Astrup foi publicado na revista científica International Journal of Obesity em 8 de setembro de 2017.

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Fontes:
The New York Times, International Journal of Obesity, Journal of the American Medical Association (DOI : 10.1001/jama.2018.3060).

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 22.10.2018

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