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Angina

Resumo sobre angina

Resumo anginaA angina ou amigdalite é uma inflamação aguda da garganta (orofaringe e/ou amígdalas). Esta é uma doença muito comum em crianças, mas também em adultos, e nestes, trata-se principalmente de amigdalite viral.
A angina pode ser viral ou bacteriana. As anginas virais são muitas vezes causadas pelo vírus do resfriado e gripe. As anginas bacterianas são geralmente causadas por estafilococos ou estreptococos. A maioria das anginas é de origem viral.

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Os principais sintomas da angina são dor de garganta, dificuldade para engolir, garganta vermelha (ou, às vezes branca), febre, fadiga geral, etc. Muitas vezes se distingue angina vermelha de angina branca. Leia sintomas de angina edefinição

É muito importante o tratamento da angina para evitar qualquer complicação, você deve sempre consultar um médico em caso de angina.

O tratamento da angina varia em função da causa, nos casos de angina viral serão utilizados medicamentos que tratam os sintomas, como paracetamol e pastilhas para garganta, lembre-se que os antibióticos são desnecessários em infecções virais.
Evite a automedicação no tratamento da angina, a utilização de medicamentos anti-inflamatórios pode ser particularmente problemática, mascarando os sintomas e complicações.

Em casos de angina bacteriana, o médico irá prescrever antibióticos. Evite a automedicação no tratamento de angina. Leia também tratamento de angina

Algumas plantas medicinais podem complementar a terapia convencional. Estas plantas servem principalmente para aliviar os sintomas como a dor. As principais plantas utilizadas são a camomila, altéia, sálvia, alcaçuz, tomilho, etc . Leia todas as plantas para o tratamento de dores de garganta e angina

Os bons conselhos são: beber e comer alimentos líquidos, chupar gelo e sorvete para melhorar a dor.

A remoção das amígdalas às vezes é recomendada para crianças em casos de anginas graves de repetição. Descubra mais sobre essa cirurgia

Definição

Definição anginaA angina é uma inflamação aguda da faringe (garganta). Se toda a faringe estiver inflamada, falamos em faringite e se somente a região das amígdalas estiver inflamada, falamos em amigdalite.
Ressaltamos que inúmeros pediatras e médicos falam em angina aos pacientes para simplificar, mesmo sendo o termo amigdalite mais preciso.

A angina é uma doença muito freqüente, principalmente em crianças com menos de 9 anos. Crianças menores de 3 anos são frequentemente afetadas por  angina (amigdalite) de origem viral, muitas vezes associada a nasofaringite.

A angina pode muitas vezes, ser de origem viral, mas também de origem bacteriana, sendo assim, falamos em angina viral e angina bacteriana (angina a estreptococo).

Existem diferentes tipos de angina e é possível classificar as anginas conforme os sintomas específicos, além da causa (bacteriana ou viral), falamos então em angina vermelha ou angina branca.

Existem ainda outros tipos de angina, como as anginas ulcerosas, as anginas de Duguet, etc. Somente um médico poderá efetuar o diagnóstico exato e fornecer as informações necessárias para o seu tipo de angina.

Causas

As anginas podem ser causadas por vírus ou bactérias, falamos então respetivamente de angina viral ou angina bacteriana. É importante ressaltar que o médico deve utilizar um esfregão da garganta para determinar qual angina se trata.

A angina viral

A angina viral é provocada por vírus, em geral o da gripe e do resfriado, que invadem a região da faringe (garganta)

A angina viral

Em raros casos, a angina viral pode ser o sinal de uma mononucleose (provocada pelo vírus de Epstein Barr). Esta, vem acompanhada de outros sintomas, como uma grandefadiga, que duram várias semanas.

A angina bacteriana
A angina bacteriana é provocada por bactérias como osestreptococos (falamos em angina estreptocócica) ouestafilococos,

Em raros casos, a angina bacteriana pode ser o sinal de uma difteria (provocada pelo bacilo Klebs-Löffler). Nos países industrializados, a difteria praticamente desapareceu.

Sintomas

Apesar de existir diferentes tipos de angina, é possível ressaltar os habituais sintomas:

dor de garganta (que aumenta na deglutição)

– dificuldade para engolir

– garganta vermelha (faringe), que é particularmente o caso das anginas vermelhas. Em caso de angina branca, uma camada esbranquiçada cobre a mucosa da faringe.

febre (até 39°C), sobretudo em caso de anginas bacterianas,como a angina estreptocócica.

bronquite, voz rouca, tosse,…associados, na maioria das vezes, à uma angina viral e não à angina bacteriana. Ressaltamos que a duração dos sintomas de uma angina viral é de em geral, 3 a 4 dias.

– amígdalas inflamadas

– gânglios inflamados na região do pescoço

– mal estar, fadiga generalizada

– possível mau hálito

– em raros casos e quando houver complicações para todos os tipos de angina, existe a possibilidade de acúmulo de pus, o que pode levar a abcessos.

– Em caso de angina bacteriana e em raros casos de complicações, há possibilidade de desenvolvimento de doenças cardíacas, renais ou ainda reumatismais.

Por estes últimos motivos, percebemos que uma angina deve ser bem tratada e uma consulta médica é aconselhada em quase todos os casos, em particular nos casos de angina bacteriana (que necessita de um tratamento antibiótico).

– Às vezes, dor de cabeça.

– Às vezes dores de estômago, especialmente em crianças pequenas.

Sintomas em crianças muito pequenas (lactentes, bebês)
Em crianças muito pequenas, a amigdalite pode ser caracterizada por babar (excesso de saliva) devido à deglutição difícil e dolorosa. Outros sinais são a recusa de alimentação e agitação incomum, como observa a Mayo Clinic.

Tratamentos

O médico irá prescrever diferentes remédios em função do tipo de angina:

Tratamento da angina viral

O tratamento da angina viral consiste na terapia dos sintomas,visto que a doença é provocada por vírus (não existe um antiviral para a angina). Os antibióticos são, portanto, inúteis em caso de angina viral!

Antidor e remédios contra a febre (febrífugos):

Tratamento da angina viral
– o paracetamol

Contra as dores de garganta
– Colutórios, pastilhas para chupar, sprays ou ainda soluções para gargarejos.

Tratamento da angina bacteriana

Somente um médico poderá prescrever os antibióticos após ter efetuado o diagnóstico da angina bacteriana. Em geral, ele irá prescrever tratamentos à base de penicilina ou seus derivados, como a amoxicilina.
Em caso de tratamento por antibióticos, respeite a posologia receitada pelo médico, ou seja, se ele lhe disser para tomar todos remédios da caixa de antibióticos será necessário fazê-lo, mesmo se os sintomas melhorarem, pois o ato contrário aumenta a resistência aos antibióticos.

A Alta Autoridade da Saúde (Haute Autorité de Santé) na França recordou em um comunicado em novembro de 2016, que para crianças acima de 3 anos que sofrem de angina bacteriana aguda (teste de diagnóstico positivo), a prescrição de amoxicilina é recomendada como primeiro tratamento, exceto em casos de alergia à penicilina ou de contraindicação a beta-lactâmicos.

Em geral, a criança ou adulto com amigdalite começa a sentir-se melhor dentro de 24 a 48 horas após o início dos antibióticos. Nas crianças, salvo contra-indicações, o retorno à escola pode ocorrer cerca de 24 horas após o início do tratamento com antibiótico.

Fitoterapia

Em caso de angina forte, a fitoterapia certamente não será suficiente, sobretudo se a angina for bacteriana, no entanto, os remédios naturais podem apaziguar os sintomas da angina, como as dores de garganta. Aqui estão algumas plantas interessantes para apaziguar e acalmar uma angina:

– A camomila, utilizada em forma de gargarejos, infusão ou cápsula.

Fitoterapia angina

– A groselha, utilizada em forma de pastilhas.

– A altéia, utilizada em forma de infusão ou pastilhas

– A malva, utilizada em forma de infusão, pastilhas, gargarejo ou cápsula.

– O musgo-da-Islândia, utilizado em forma de pastilhas ou infusão

– O alcaçuz, utilizado em forma de pastilhas ou infusão

– A sálvia, utilizada em forma de infusão, pastilhas, cápsulas ou gargarejos (eficaz!)

– O tomilho (forte poder desinfetante), utilizado em forma de infusão, cápsula, xarope e óleo essencial (eficaz!)

Dicas

Aqui estão algumas dicas para apaziguar uma angina:

– Um dos principais problemas em caso de angina é a dificuldade para engolir(deglutição), pois é doloroso, então é aconselhado ingerir alimentos mais líquidos e leves como sopas ou purês.

– Tome sorvetes ou chupe gêlos, pois o frio acalma a dor.

– Como no caso de inúmeras doenças infecciosas, beba bastante líquido, pois isto é muito positivo para o organismo e permite diluir os vírus (útil em caso de angina viral).

– Em caso de amigdalite, é importante descansar e dormir suficientemente. Também deve-se descansar a voz.

– Beba bastante líquido para evitar a desidratação e mantenha a garganta úmida.

– Se necessário, use um umidificador de ar para manter as mucosas úmidas, tenha cuidado em limpá-lo todos os dias para evitar o desenvolvimento de bactérias no dispositivo. Também é possível usar sprays nasais à base de solução salina para umedecer a mucosa nasal.

Operações das amígdalas, sim ou não ?

– No passado (1980,1990) os médicos e pediatras tinham a tendência a remover cirurgicamente as amígdalas dizendo que poderia ser um bom meio de prevenção contra doenças infecciosas. No entanto, nos últimos anos (referência 2011) e particularmente nos Estados Unidos, a Associação Americana de Otorrinolaringologia agora não recomenda remover as amígdalas das crianças, apenas em casos de infecções muito graves. Uma vez que estima-se que, em geral, as amígdalas têm um papel muito importante na defesa imunológica, especialmente entre as crianças.

As operações das amígdalas muito realizadas “grande escala” nos anos de 1980 e 1990 parecem que devem ser feitas apenas em casos bem específicos. Nos anos de 2010, a operação das amígdalas é particularmente recomendada para amigdalites freqüentes. De acordo com a Mayo Clinic, a amigdalite frequente é definida como mais de 7 episódios de amigdalte em um ano, mais de 5 amigdalites por ano durante um período de 2 anos ou mais de 3 amigdalites por ano durante um período de 3 anos.

Fontes:
Mayo Clinic

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Adobe Stock

Atualização:
Este artigo foi modificado em 08.11.2018

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 07.11.2018

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