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Diabetes gestacional

Diabetes gestacional resumoA diabetes gestacional é uma diabetes particular, porque ela só aparece em algumas grávidas a partir do segundo trimestre, e desaparece apenas alguns dias após o parto (mas aumenta o risco de diabetes tipo 2 em cerca de 50% depois disso).
Aparentemente, 5 % das mulheres grávidas são afetadas por esta doença, e esse número vem aumentando, principalmente entre as mulheres mais jovens.
Durante a gravidez, a ocorrência de resistência à insulina aparece de maneira fisiológica (natural) para preservar a glicose para o feto. No entanto, em algumas mulheres, esse recurso é levado ao extremo, resultando na diabetes gestacional.

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As mulheres em risco são aquelas que estão acima do peso. É importante notar que o excesso de peso ganho durante a gravidez não está em questão, ao contrário do excesso de peso pré-existente. Além disso, a hereditariedade também desempenha um papel. Uma mulher que já desenvolveu uma diabetes gestacional, está mais em risco em uma futura gravidez, e é por isso que ela vai ser afetada mais rápido por esta doença.

Na diabetes gestacional, os sintomas são semelhantes aos desenvolvidos na diabetes tipo 2, como sede excessiva e a vontade frequente de urinar.

Para o diagnóstico, o médico utiliza a glicemia (medida da taxa de açúcar no sangue), glicosúria (taxa de açúcar na urina) e o exame de tolerância à glicose. A triagem é feita durante a 24a e a 28a semana de gravidez. No entanto, em mulheres em situação de risco a triagem pode ser feita mais cedo, por volta da 12ª semana de gravidez.

A diabetes gestacional pode levar a complicações na mãe e no feto, portanto é necessário diagnosticar e assumir o comando. Na verdade, esta doença pode causar na mãe pré-eclâmpsia e aborto. Também aumento o risco dessas mulheres desenvolverem diabetes tipo 2 após o parto. O feto pode sofrer de macrossomia (excesso de peso ao nascer > 4 kg).

O médico encarregado irá primeiro monitorar a alimentação materna. A mãe também pode se automonitorar medindo a glicemia do sangue. Recomenda-se realizar pelo menos 4 medições por dia: em jejum e após cada refeição. Se as medidas dietéticas não são suficientes, o médico pode receitar injeções de insulina como primeira escolha. Em seguida, se necessário, a metformina ou glibenclamida podem ser prescritas, porque estas moléculas também são consideradas eficazes sem penetrar a barreira placentária. Isso evita efeitos colaterais para o bebê.

Em casos diagnosticados de diabetes gestacional, é aconselhável que a mãe faça atividades físicas moderadamente e preste atenção em sua alimentação.

Definição

A diabetes gestacional é uma diabetes particular. Ela geralmente afeta mulheres não diabéticas durante a gravidez (que se revelam frequentemente entre a 24a e 28a semana de gestação) e desaparece após alguns dias do nascimento do bebê.

Durante a gravidez, é normal que o corpo da mãe seja mais resistente à insulina, preservando assim a glicose para o feto. Na diabetes gestacional, esta resistência é mais elevada.

Na verdade, existem vários riscos durante a gravidez, como por exemplo: diabetes, hipertensão, etc. Essas gestações de alto risco devem ser especialmente monitoradas pelo médico.

Em relação à diabetes gestacional, existem complicações especialmente importantes para a mãe e o bebê, como: macrossomia (excesso de peso no nascimento), anormalidades, abortos, etc …

Na diabetes gestacional, o risco da mãe desenvolver diabetes tipo 2 aumenta 7 vezes.

A diabetes gestacional pode ser controlada por uma mudança nutricional, atividade física moderada e medicações, se necessário.

As mulheres grávidas com diabetes gestacional são aconselhadas a controlar o açúcar no sangue até o final da gravidez. Isto irá permitir que a mãe controle sua alimentação, por exemplo, ou controlar as injeções de insulina. Em alguns casos, o médico também pode prescrever medicamentos antidiabéticos orais, geralmente metformina ou glibenclamida.

Epidemiologia

Assim como na diabetes tipo 1 ou tipo 2, a frequência de ocorrência de diabetes gestacional depende da etnia. Na Europa, por exemplo, pode afetar entre 3-6% da população, enquanto que no resto do mundo, a porcentagem é ligeiramente mais elevada: de 5 a 10%.
Em junho de 2016, a Universidade de Toronto (Canadá) publicou um estudo sobre diabetes gestacional estimando que entre 3 e 13% das mulheres grávidas podem sofrer com esta forma de diabetes.

A tendência é crescente, especialmente entre as jovens.

Se uma mulher tem diabetes gestacional, o risco de sofrer de diabetes tipo 2 durante os 5 anos seguintes da gravidez aumenta em 20 a 50%, de acordo com a Universidade de Toronto.

De acordo com um comunicado de imprensa do Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos, de acordo com uma publicação de um estudo sobre diabetes gestacional, cerca de 50% das mulheres que têm diabetes gestacional irão desenvolver diabetes tipo 2 nos anos após a gravidez.

Causas

Como vimos na seção “definição da diabetes gestacional“, este tipo de diabetes afeta as mulheres grávidas que não são diabéticas. A doença desaparece após o nascimento do bebê.

Durante a gravidez, ocorrem inúmeras mudanças no corpo da mulher grávida, no entanto, essas modificações podem gerar complicações que podem ser perigosas para a mãe e para a criança.
Em geral, durante a gravidez, a transformação do açúcar fica mais devagar, mas quando a taxa sangüína de açúcar fica muito elevada, falamos em diabetes gestacional.

Durante a gravidez “normal”, o corpo da futura mãe torna-se resistente à insulina, com o fim de poupar a glicose para o feto. Este processo aparece normamente no segundo trimestre de gravidez, torna-se mais acentuado durante o terceiro trimestre, e desaparece somente após o parto.

Em mulheres com diabetes gestacional, a resistência à insulina é muito forte. Além disso, alterações na secreção de insulina também são observadas.

Isto pode causar complicações para a mãe e para o bebê.

Quando a resistência à insulina persisti após o parto, também chamamos de diabetes gestacional, como ela apareceu durante a gravidez. Portanto, é necessário que a resistência à insulina seja diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez para ser chamada de diabetes gestacional.

O uso de medicamentos antipsicóticos (indicado principalmente contra a esquizofrenia) pode levar a um aumento no risco de desenvolver diabetes gestacional, de acordo com um estudo conduzido pelo Brigham and Women’s Hospital e a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A continuação da ingestão da olanzapina e da quetiapina, dois antipsicóticos atípicos, mostrou aumentar o risco de diabetes gestacional em comparação com mulheres que descontinuaram esses medicamentos. Este estudo foi publicado em 7 de maio de 2018 na revista American Journal of Psychiatry (10.1176 / appi.ajp.2018.17040393).

Grupos de risco

As seguintes mulheres estão em maior risco de desenvolver diabetes gestacional:

– excesso de peso

– idade (> 35 anos)

– origem étnica

– histórico de diabetes tipo 2 na família nuclear (pais e irmãos)

– histórico de diabetes gestacional em uma gravidez anterior

– Síndrome de Stein-Leventhal ou ovário policístico

Excesso de peso
Não confunda o ganho de peso durante a gravidez com sobrepeso preexistente. Assim como a diabetes tipo 1 e 2, o sobrepeso durante a gravidez é um fator de risco que pode causar diabetes gestacional.

Origem étnica
Parece que caucasianas (mulheres brancas) são menos afetada pela diabetes gestacional. Assim, esta doença afeta mais pessoas de origem africana ou asiática.

Histórico de diabetes gestacional em uma gravidez anterior
Mulheres que desenvolveram diabetes gestacional durante a gravidez anterior, o teste de triagem é feito antes pelo ginecologista. Não se deve esperar a 24 ª semana de gravidez. Isto permite uma resposta mais rápida e evita complicações.

Síndrome de Stein-Leventhal ou ovário policístico
Esta síndrome ainda é pouco conhecida, mas o resultado de um desequilíbrio hormonal pode causar o aparecimento de resistência à insulina.

Sintomas

Os sintomas da diabetes gestacional correspondem aos sintomas da diabetes:

– poliúria (constante necessidade de urinar)

– sede intensa (devido à poliúria)
– cansaço incomum

Quando estes sintomas ocorrem, uma consulta rápida é recomendada.

Complicações

Como acontece com todo diabético, a taxa de açúcar no sangue é anormal.

No caso de mulheres grávidas, a diabetes também afeta o crescimento e o desenvolvimento da criança, razão pela qual a diabetes gestacional deve ser controlada e tratada. Podemos, portanto, enumerar dois tipos de complicações possíveis. As complicações para a mãe e as complicações para o feto.

Complicações maternas potenciais da diabetes gestacional

– Risco de pré-eclâmpsia e de cesariana
– Risco de aborto
– Alto risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2
– Maior risco de desenvolver diabetes gestacional na próxima gravidez

Pré-eclâmpsia e cesariana

A pré-eclampsia é a aparição de hipertensão arterial durante o segundo trimestre da gravidez. Sem suporte, a pré-eclâmpsia pode causar eclâmpsia, isto é a ocorrência de convulsões do mesmo tipo da epilepsia e outras complicações graves para a mãe e a criança, como:

– Insuficiência renal
Má perfusão da placenta, resultando em mau desenvolvimento fetal, um retardo do crescimento
– Descolamento da retina na mãe
– etc

Complicações potenciais para a criança que está por nascer

– Alto peso ao nascer (macrossomia, 4 a 4,5 kg) à uma cesariana é então programada

Diagnóstico

Os sinais clínicos da diabetes gestacional devem deixar o ginecologista em alerta.

O médico irá confirmar o diagnóstico através de diferentes testes:

– glicemia: dosagem do açúcar no sangue
– glicosúria: dosagem do açúcar na urina
– hiperglicemia provocada: curva glicêmica na paciente: é medida a glicemia de jejum e depois a cada meia hora durante duas horas, após lhe dar uma quantidade precisa de glicose (açúcar) segundo o seu peso corporal. Este teste permite analizar a absorção do açúcar. Em uma pessoa sadia, a glicemia baixa rapidamente e assegura uma boa absorção do açúcar.

Este teste é recomendado para todas as mulheres grávidas com 24 a 28 semanas de gravidez.

Quando existem fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento de diabetes gestacional, recomenda-se fazer o teste já na 12a semana de gravidez. Se o resultado for negativo, o teste será repetido durante a 24a a 28a semana de gravidez.

Os valores de referência que indicam diabetes são os seguintes:

Glicemia de jejum: ≥ 5,1 mmol / l

Glicemia 1 hora após o teste de tolerância à glicose (hiperglicemia provocada): ≥ 10 mmol / l

Glicemia 2 horas após o teste de tolerância à glicose (hiperglicemia provocada):  ≥ 8,5 mmol / l

A determinação da hemoglobina glicada (HbA1c), contudo, não é indicada para a triagem de diabetes gestacional.

Tratamentos

Em um primeiro momento, o médico irá aconselhar a sua paciente a vigiar a sua alimentação. Uma alimentação saudável é primordial nas grávidas, para assegurar a saúde do bebê e para regularizar a diabetes.

ingerir regularmente legumes e saladas

ingerir uma quantidade suficiente de cereais completos

diminuir e até suprimir o açúcar, assim como bebidas doces, limonadas, sucos, doces, chocolate, biscoitos.

A atividade física também pode ser aconselhada, porém com moderação. Nem todas as atividades físicas são aconselhadas durante a gravidez.

As atividades físicas indicadas durante a gravidez são a natação, a bicicleta, a caminhada.

Não é aconselhado praticar esportes violentos ou com um alto risco de queda, como esportes de combate, atletismo, esqui ou ainda a equitação.

Por fim, se todas as medidas não forem suficientes para controlar a diabetes gestacional, o médico poderá prescrever insulina para injetar.

Este último também deve monitorar a glicemia (taxa de açúcar no sangue), para adaptar a sua dieta e, se necessário, o tratamento com insulina (a quantidade de insulina a ser injetada). Recomenda-se o teste em jejum e depois de cada refeição.

Como alternativa à insulina, existe a metformina e a glibenclamida, pois a transferência placentária é considerada baixa. No entanto, o Colégio Nacional de Ginecologistas e Obstetras francês não recomenda estes tratamentos de forma sistemática.

Dicas

– A diabetes gestacional geralmente desaparece após o parto, e na maioria dos casos, não deixa sequelas, se tratada corretamente.

– Por isso é importante informar rapidamente o seu médico se membros da família tiveram diabetes gestacional (fator hereditário) e se já deu a luz a uma criança com alto peso ao nascer (mais de 4 kg). É possível que se desenvolva durante a gravidez, a diabetes gestacional. Portanto, é primordial que o ginecologista peça a pesquisa para detecção precoce (antes da 24ª semana de gestação), de modo que as mulheres grávidas possam ser tratadas rapidamente.

– Durante a gravidez, é importante controlar o seu peso através de dieta e atividade física, enquanto se diverte. A futura mãe deve garantir uma boa hidratação e distribuir bem as refeições e lanches.

– Se o tratamento com insulina for realmente necessário, a gestante não deve se preocupar, porque este medicamento não atravessa a barreira placentária e, portanto, não terá efeito na criança.

– É recomendado realizar regularmente o teste que mede a glicose no sangue, para ajustar a sua dieta e a dose de insulina a ser injetada.

Prevenção

– Nem sempre é possível prevenir o diabetes gestacional, caso fatores genéticos estejam envolvidos, por exemplo. Outros fatores de risco podem ser controlados como o excesso de peso, a dieta e o sedentarismo.

– Quando o diabetes gestacional é diagnosticado, medidas de higiênico-dietéticas são recomendadas em primeiro lugar. Modifique seu estilo de vida. Só esta mudança pode ser benéfica para quase 80% das pacientes.

– Primeiro é necessário se concentrar em uma dieta saudável, fazendo 5 a 6 refeições por dia. A ingestão de calorias deve ser distribuída da seguinte forma: 10% no café da manhã, 30% no almoço e 40% à noite, assim como 2 a 3 lanches.

– A qualidade da ingestão de calorias também entra em questão. Recomenda-se consumir carboidratos com baixo índice glicêmico, para que a taxa de glicose não aumente muito após as refeições.

– Para o bem-estar da mãe e da criança, nunca se deve reduzir sua alimentação drasticamente, o essencial é comer de forma saudável. Toda mulher grávida deve consumir pelo menos 1.600 kcal por dia.

– A atividade física também é recomendada porque também ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina. O corpo administra melhor a glicose do sangue. A futura mãe pode, 3 vezes por semana, fazer alguns exercícios por 30 a 45 minutos. Caminhar e nadar são ideais, mas deve ser praticado de maneira moderada. Recomenda-se parar a cada 15 minutos para hidratação e controle do açúcar no sangue.

– Com essas mudanças de estilo de vida, será possível evitar o excesso de peso. Este último pode ser um fator de risco para diabetes gestacional.

Fontes & Referências:
Brigham and Women’s Hospital, American Journal of Psychiatry (10.1176 / appi.ajp.2018.17040393).

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Fotolia.com

Atualização:
Este artigo foi modificado em 21.12.2018

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 21.12.2018

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