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Doença pulmonar obstrutiva crônica

Resumo sobre doença pulmonar obstrutiva crônica

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), também conhecida como broncopneumonia obstrutiva crônica, é um termo usado para designar o conjunto de doenças que diminuem a capacidade respiratória do pulmão, como o enfisema pulmonar e a bronquite crônica. Essas doenças são muitas vezes subdiagnosticadas. No Brasil, estima-se que até 12% da população acima de 40 anos de idade tenha a doença. Ela é responsável por cerca de 28% das mortes por doenças respiratórias.

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A principal causa da DPOC é o dano crônico causado pelo cigarro, exposição a fumaça, poeira ou produtos químicos. Os principais grupos de risco para a doença são pacientes tabagistas, expostos constantemente a poeira, pacientes acima dos 40 anos de idade, dentre outros. Os sintomas normalmente aparecem depois que grande área do pulmão está lesionada e inclui tosse, chiado no peito, dificuldade de respiração e respiração curta.

O diagnóstico normalmente é feito com exame físico do paciente. O médico também poderá solicitar exames específicos como exames de imagem do pulmão, exame para medir a capacidade respiratória do pulmão (espirometria) e exames de sangue.  A doença pode levar a complicações como pressão alta, problemas do coração e aumento da suscetibilidade de infecções respiratórias.

O tratamento é normalmente feito à base de broncodilatadores, corticoides inalatórios e antibióticos. O médico também pode recomendar a oxigenoterapia e cirurgia para retirar as partes lesionadas do pulmão ou transplante de pulmão.

Se você foi diagnosticado com a doença, é importante que o hábito de fumar seja interrompido imediatamente. Outras medidas incluem proteger as vias respiratórias, manter nariz e boca sempre limpos e evitar exposição ao vento frio, para prevenir infecções. Como medidas preventivas, recomenda-se não fumar, praticar atividades físicas e evitar contato com fumaças e poluição.

Definição DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), também chamada de broncopneumonia obstrutiva crônica, é um conjunto de doenças que bloqueiam o fluxo de ar e reduzem a capacidade de respiração, tornando esse ato difícil e cansativo.

O termo DPOC é usado para descrever genericamente diversas doenças que bloqueiam o fluxo de ar. As mais comuns são a bronquite crônica e o enfisema pulmonar, mas o termo também pode se referir à asma brônquica e bronquiectasia.

A DPOC é uma condição crônica, ou seja, que se processa em longo prazo e os sintomas não são completamente reversíveis. Isso significa que a doença tende a piorar com o passar dos anos e a capacidade respiratória da pessoa diminui.

Estatísticas DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença que espalha por todo o mundo e está intimamente associada ao tabagismo. Dados estatísticos mostram que quase 16 milhões de americanos já foram diagnosticados com alguma doença que faz parte da DPOC. Acredita-se que esse número possa estar subestimado e o número de pacientes atingidos pode chegar a 30 milhões. No mundo, a doença pode ser responsável por até 2,4% das mortes.

No Brasil, estima-se que até 12% da população acima de 40 anos tenha DPOC. De acordo com um estudo epidemiológico, a DPOC é aparentemente mais prevalente em homens (18% da população masculina) que em mulheres (14%). Esse mesmo padrão se reproduz em cidades como Santiago do Chile, Cidade do México, Montevidéu e Caracas. No Brasil, a DPOC é responsável por cerca de 28% das mortes por doença respiratória.

A DPOC também é mais comum em fumantes que em pessoas não fumantes, incluindo fumantes passivos. A doença também é alta em ex-fumantes, sobretudo aqueles que passaram muitos anos fumando. Com o passar da idade, a incidência de DPOC tende a aumentar.

Causas DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crônica se desenvolve ao longo dos anos devido à exposição constante ao fumo (tabagismo), poeira, poluição atmosférica ou vapores químicos. Esses fatores causam enfisema pulmonar, bronquite asmática crônica e outras doenças respiratórias.

O enfisema pulmonar lesiona os alvéolos (pequenos sacos aéreos responsáveis pelas trocas gasosas), fazendo com que as paredes desses sacos tornem-se mais finas e colapsem quando o paciente exala o ar.

A bronquite asmática crônica é uma inflamação que acaba por estreitar as vias aéreas que levam o ar até os pulmões. Essas duas doenças ao longo dos anos, em conjunto com alguns outros fatores, acabam por reduzir a capacidade respiratória da pessoa.

Grupos de risco DPOC

Os principais grupos de risco para desenvolvimento da doença pulmonar obstrutiva crônica são:

– Fumantes, incluindo fumantes passivos e ex-fumantes. O cigarro é um dos principais fatores de risco para desenvolvimento da doença, principalmente se o vício é tido por muitos anos. A fumaça irrita as vias aéreas e favorece o aparecimento de enfisema pulmonar, broncopneumonia, asma crônica, etc.

– Trabalhadores expostos à poluição atmosférica, produtos químicos ou fumaça. Esses fatores também irritam as vias aéreas e estreitam o caminho que o ar faz nos pulmões.

– Pacientes idoso. Com o passar dos anos, a incidência da doença aumenta, sendo maior em pacientes acima dos 40 anos de idade.

– Pacientes com deficiência de alfa-1-antitripsina. Evidencias apontam que pacientes com esse defeito genético têm mais chances de desenvolver a DPOC.

Sintomas DPOC

Os sintomas da doença pulmonar obstrutiva crônica demoram a aparecer e não são visíveis até que boa parte do pulmão esteja prejudicada. Os sinais mais comuns são:

– Tosse com catarro.

– Respiração curta.

– Respiração com chiado (também chamado de chiado no peito).

– Dificuldades para respirar.

Esses sintomas normalmente pioram se a pessoa continua fumando ou faz algum esforço físico.

Diagnóstico DPOC

O diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica é inicialmente feito com exame dos sintomas do paciente. O médico faz uma avaliação física e observa se o paciente apresenta tosse, expectoração de catarro, encurtamento da respiração e chiados. Dependendo dos resultados, o médico poderá solicitar outros exames, como:

– Exames de imagem do pulmão, como raio-X do tórax e tomografia computadorizada. Esses exames mostram se há algum comprometimento do pulmão e como está a situação das vias aéreas.

– Espirometria: mostra como está a função pulmonar e normalmente demonstra se há alguma redução no fluxo de ar. Nesse exame o paciente assopra em um longo tubo conectado a um aparelho chamado espirômetro.

– Gasometria arterial: mostra se o pulmão está desempenhando sua função de oxigenar o sangue através da quantidade desse gás presente.

– Exame de escarro: analisa as células da mucosa do pulmão e verifica se há algum patógeno envolvido. Serve para eliminar a hipótese de outras doenças.

Complicações DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crônica quando não tratada adequadamente pode levar a algumas complicações, que incluem:

– Facilidade de infecções respiratórias, incluindo gripes, resfriados e pneumonia.

Pressão alta. Estudos mostram que a DPOC pode levar à pressão alta

– Problemas cardíacos, incluindo infarto.

– Redução da qualidade de vida. Muitas vezes o paciente reduz suas atividades diárias devido à dificuldade de respirar. Isso pode levar à depressão e sedentarismo.

Tratamentos DPOC

A doença pulmonar obstrutiva crônica não tem cura e não é possível reverter os danos causados aos pulmões. Entretanto, os tratamentos disponíveis têm como objetivo reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

A primeira medida a ser tomada é parar de fumar. O fumo continua a danificar o pulmão e piorar os sintomas. Da mesma forma, evite exposição a fumaças, poeiras, vapores químicos ou qualquer outro tipo de gás que danifique os pulmões.

Medicamentos

A principal classe de medicamentos usada como tratamento da DPOC são os broncodilatadores (como o indacaterol). Esses medicamentos são normalmente aspirados na forma de bombinhas e tem como função expandir as vias aéreas e facilitar o caminho do ar. O médico pode indicar broncodilatadores de curta ação ou de longa ação, dependendo do caso.

Outra classe de medicamento são os corticoides inalatórios. Esses compostos reduzem a inflamação nos pulmões e refreiam a progressão da doença.

Os antibióticos também podem ser empregados para prevenir ou combater doenças infecciosas como pneumonia e gripes.

Terapias de suporte

Um dos tratamentos de suporte é a oxigenoterapia. É empregado quando não há oxigênio suficiente no sangue e o paciente precisa de suporte. O oxigênio pode ser inalado por máscaras ou outros aparelhos.

A reabilitação pulmonar envolve diversas medidas terapêuticas como exercícios de reabilitação, treinamento, dietas específicas e educação em saúde a fim de refrear a doença e melhorar a capacidade funcional do pulmão.

Cirurgia

A cirurgia é indicada em casos de pacientes que possuem DPOC severa e as medicações e terapias complementares não são suficientes. Nesse caso o médico pode indicar uma cirurgia que retira as partes danificadas do pulmão. Esse método ainda é muito debatido, pois, em longo prazo, apresenta complicações.

Outra possibilidade é o transplante de pulmão, que melhor a capacidade respiratória do paciente. A decisão de transplante de pulmão deve ser estudada com cuidado, uma vez que pode acarretar outros riscos para a vida do paciente, além do tempo de espera na fila do transplante.

Dicas DPOC

Aqui estão algumas dicas sobre como lidar e controlar a doença pulmonar obstrutiva crônica:

– Se você foi diagnosticado com a doença, pare de fumar imediatamente. O cigarro piora a qualidade respiratória do pulmão e causa lesões constantes. Da mesma forma, evite se expor a fumaças, poluição e vapores químicos.

– Cuide da sua saúde. Pessoas com DPOC são mais suscetíveis a doenças respiratórias, como gripes,resfriados epneumonia. Evite mudanças bruscas de temperatura, bem como ar frio e grandes aglomerados de pessoas. Nessas condições, as vias aéreas ficam mais sensíveis a infecções.

– Procure usar máscaras para proteger as vias respiratórias (nariz e boca).

– Vacine-se constantemente, sobretudo contra a gripe e outras doenças respiratórias.

– Mantenha as vias aéreas sempre limpas. Para isso, beba sempre bastante água, use soro fisiológico para limpar as narinas e use umidificadores de ar em ambientes secos.

– Exercite-se constantemente. A atividade física melhora a capacidade respiratória do pulmão.

Prevenção DPOC

Algumas dicas de prevenção da doença são:

– Pare de fumar. O cigarro é um dos principais fatores de risco para a doença pulmonar obstrutiva crônica.

– Se você trabalha em contato com poluição atmosférica, poeira ou produtos químicos, use material de segurança adequado nas narinas e boca.

– Evite estar no mesmo ambiente que fumantes. O fumo passivo também é um fator de risco para a doença.

– Pratique atividades físicas frequentes, sobretudo as aeróbicas. Elas aumentam a capacidade respiratória do pulmão e melhoram a respiração. Outras atividades importantes são natação, corrida e esportes em geral.

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 02.10.2017

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