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Fratura

Resumo sobre fraturas

A fratura de um osso ocorre quando o mesmo é exposto a pressão ou impacto constante. A fratura pode ocorrer também em cartilagens, que são tecidos conjuntivos que revestem os ossos. A fratura pode ser fechada ou exposta, localizada a apenas um local ou múltipla. A fratura pode atingir diversos ossos, como fêmur, bacia, braço, crânio, ossos da face, etc.

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A causa geral da fratura é um dano intenso sobre o osso ou impacto constante que desgasta o osso. Doenças como osteoporose, câncer, osteomielite, etc, podem desgastar os ossos, tornando-os mais suscetíveis à quebra. O sintoma geral é dor intensa no local da fratura. Outros sintomas podem acompanhar a fratura, como dificuldade de respiração, perda de movimentos (por compressão de nervos), hemorragia (por rompimento de vasos), etc.

O diagnóstico é feio através de conversa com o paciente e análise de sua história clínica. Exames como radiografia e cintilografia ajudam a localizar a fratura e presença de outras rachaduras no osso. Por vezes, fragmentos dos ossos podem se deslocar e causar graves complicações, como acidente vascular cerebral e embolia pulmonar.

O tratamento da fratura é feito com analgésicos (para aliviar a dor) e imobilização do membro fraturado, para permitir que o osso cicatrize e volte ao local. Por vezes, a cirurgia é necessária para colocar os pedaços quebrados de volta no lugar. Alguns medicamentos homeopáticos, como Arnica 15 CH, podem ser receitados.

É importante que não se manuseie a vítima fraturada e chame imediatamente o serviço de emergência, pois qualquer movimento pode piorar o quadro do paciente.

Fraturas de coluna e pescoço requerem que a vítima fique imobilizada no local. Caso haja necessidade de evacuação, deixe isso com a equipe de saúde especializada. A ingestão de vitamina D pode ajudar a prevenir fraturas.

Definição

Fratura é uma ruptura ou quebra de um osso ou de um disco de cartilagem. Lembre-se que os ossos são órgãos duros e sólidos que constituem o nosso esqueleto. A cartilagem é um tecido conjuntivo encontrado em superfícies de ossos adultos, particularmente nas juntas.

A fratura pode ser aberta ou fechada com ferida, completa ou incompleta, com ou sem o deslocamento dos fragmentos. A quebra do osso em vários pedaços é denominada fratura múltipla.

Além disso, outra denominação para fratura, especialmente em crianças, é “madeira verde”. Como o próprio nome sugere, o osso quebra como a madeira verde, enquanto dobra.

A fratura geralmente afeta os ossos longos, mas também pode afetar o crânio, ossos da face e pélvis.

Causas

A fratura pode ser causada por um golpe direto no osso ou por choque indireto. O primeiro está associado a uma lesão dos tecidos moles, no ponto de impacto e o segundo ocorre após a dobra, compactação, esmagamento, estiramento ou torção do osso. Contrações musculares violentas também podem quebrar ossos.

Em recém-nascidos, as manobras agressivas durante partos difíceis frequentemente criam fraturas da clavícula ou coxa, chamadas de fraturas obstétricas.

Em alguns casos, os ossos de pacientes enfraquecem e quebram espontaneamente ou após trauma mínimo. Este tipo de fratura patológica em si pode ser devido a tumores, cistos ósseos, osteoporose ou osteomielite. É o mesmo para o raquitismo osteomalacia, e menopausa.

Esforços incomuns, sem treino prévio, como em esportes, e pequenos choques repetidos podem fraturar o osso.

Sintomas

No momento do impacto, a vítima pode ouvir um ruído do osso quebrado. E dor local aparece e aumenta ao menor movimento ou toque.

Em todos os casos, o diagnóstico mostra prejuízo funcional, com inchaço, deformação e, por vezes, coloração azul da pele.

Outros sintomas variam dependendo do órgão lesionado. Fraturas craniofaciais ou vertebrais estão associadas a distúrbios da consciência, formigamento nos membros e paralisia. Fraturas peitorais podem resultar em dificuldade de respirar e eliminação de sangue pela boca. Além disso, micção anormal pode acompanhar fraturas da bacia.

Fraturas patológicas são dolorosas e interferem na caminhada.

Diagnóstico

O médico procura sinais de uma fratura através de exames no paciente. Ele também pergunta por informações sobre a história natural da doença e da natureza do acidente.

O diagnóstico é confirmado através de radiografias. Explorações às vezes mais avançadas, como a cintilografia ou podem ajudar a descobrir rachaduras e possíveis complicações.

Complicações

Fraturas podem ser complicadas quando ela é exposta ou aberta e quando há o deslocamento dos fragmentos, podendo causar clivagem dos vasos sanguíneos. As fraturas também podem causar lesão de nervos, o que leva à paralisia ou perturbação da sensibilidade. Embolia cerebral ou pulmonar e tromboflebite são parte das complicações graves de fraturas.

A ferida de uma fratura aberta é suscetível à infecção e pode se tornar gangrenosa. Além disso, a dor aguda enfraquece o paciente e pode atrapalhar atividades como alimentação e movimentação.

Desvantagens de tratamento, como a imobilização, podem causar rigidez e contraturas dos músculos e tendões. Se os dispositivos para imobilização forem instalados incorretamente, pode ferir a pele ou dificultar a circulação do membro imobilizado.

Outro problema são as úlceras de pressão, flebite, constipação ou infecções do trato urinário e respiratório, que podem aparecem após repouso prolongado.

Tratamentos

No local do acidente, é importante mover o paciente o mínimo possível. Nesse caso, duas situações podem ocorrer:

– Se você mover a vítima há risco de danos maiores. Você deve deixar a pessoa imóvel até a ajuda chegar.

– Se você precisa fazer uma evacuação de emergência, a fratura deve ser imobilizada antes da evacuação.

As técnicas de imobilização no local do acidente variam dependendo do osso quebrado. Os membros podem ser imobilizados com talas, por exemplo.

Antes de fixar uma fratura exposta, a ferida deve ser protegida de qualquer fonte de infecção coberta com um pano limpo ou gaze protegido por uma atadura.

Se a vítima perde a consciência, a posição lateral, isto é, deitando a vítima de lado, é indicada para prevenir a obstrução das vias respiratórias, mas deve garantir que o eixo da cabeça esteja alinhado com o do tronco.

Colares cervicais e superfícies duras são usadas para fraturas do crânio, pelve e coluna.

O objetivo do tratamento hospitalar é restaurar o osso fraturado em sua localização anatômica normal. Para fazer isso, os fragmentos são juntados em seus lugares, por técnicas manuais ou cirurgia. A região é então imobilizada por gesso, tração ou ferramentas especiais projetados para este fim (parafusos, placas, pregos, etc).

Para fraturas patológicas, o tratamento é a causa da doença (tratamento da osteoporose, tumor, etc).

Rigidez articular e contraturas musculo-tendínea podem ser corrigidas com fisioterapia. Isso irá ajudar o paciente a recuperar a função normal das articulações e promover a cura.

Dicas

– Antes de qualquer ação, sempre chame o serviço de emergência.

– Evite o manuseio, pois isso agrava a lesão.

– Não tente reduzir a fratura.

– Se você suspeitar de uma lesão da coluna vertebral, e na ausência da remoção da vítima, deixar o paciente como está, sem movê-lo.

– Tenta retirar objetos que possam abalar o membro ferido (anéis, pulseiras, gravata, etc).

– Verifique regularmente os estados de calor, cor e pulso do paciente.

– Se você está exposto a situações que podem enfraquecer ossos:

> Acompanhar regularmente a sua condição;

> Siga à risca as exigências do seu médico;

> Usar equipamento desportivo adequado, como sapatos com amortecimento e de boa qualidade;

> Treine-se o suficiente, embora conscientes dos seus limites;

> Mantenha seus níveis de vitamina D sempre adequados (terapêutico e preventivo);

– A formação em primeiros socorros vai ajudar você a salvar vidas.

Prevenção

Tome vitamina D. De acordo com um estudo publicado em 2009, as preparações de vitamina D reduzem o risco total de fratura em 14% para fraturas de quadril, e em 9% as fraturas causadas por queda.

Estudo crítico sobre a utilização da vitamina D ou do cálcio em casos de fraturas em pessoas com mais de 50 anos
– Os suplementos alimentares que contêm cálcio, vitamina D ou ambas as substâncias não parecem proteger contra fraturas de quadril e outras fraturas ósseas em pessoas idosas, de acordo com um estudo chinês publicado 26 dezembro de 2017 na revista científica JAMA (DOI: 10.1001 / jama.2017.19344).
– Este estudo, uma meta-análise (revisão de estudos), levou em conta 51.145 adultos com mais de 50 anos que não moravam em uma instituição ou comunidade como um asilo, moravam em  casa. Esses adultos participaram de 33 ensaios clínicos randomizados comparando o uso de suplementos alimentares (cálcio, vitamina D ou ambos) com um placebo ou nenhum tratamento e o risco de novas fraturas. Os resultados deste trabalho de pesquisa vão contra outros estudos publicados no passado. Portanto, cientistas chineses que soltaram um comunicado sobre o estudo em dezembro de 2017, desencorajaram o uso regular de suplementos alimentares contendo cálcio, vitamina D ou ambos em adultos com mais de 50 anos de idade para a prevenção de fraturas.

Ler também: osteoporose

Fontes:
JAMA (DOI: 10.1001 / jama.2017.19344)

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Observação da redação: este artigo foi modificado em 17.08.2018

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