Publicidade

Hanseníase

Definição

A hanseníase, também chamada de lepra, é uma doença crônica que afeta principalmente a pele, as mucosas e os nervos.

Publicidade

A hanseníase apareceu em 2020 em uma lista da OMS de 20 doenças tropicais negligenciadas.

Histórico da doença
Na época de Jesus (início de nossa era), a hanseníase era uma doença vergonhosa que levou à exclusão dos doentes da sociedade. Naquela época, é claro que não havia medicamentos como os antibióticos. A hanseníase já havia sido comprovada em múmias do Egito antigo. Atualmente, a hanseníase é tratada perfeitamente graças a medicamentos (leia abaixo). Mas o estigma das pessoas afetadas é frequentemente o principal problema.

Descoberta da causa
Em 1873, o médico norueguês Gerhard Armauer Hansen descobriu a bactéria responsável pela doença, Mycobacterium leprae. Essa bactéria provoca a morte dos nervos e as pessoas afetadas não sentem mais nada nas áreas afetadas. Se feridos, eles podem contrair infecções sem serem notadas – o que pode levar à morte em casos extremos, com assistência médica insuficiente.

Índia
Na Índia, em 2020, ainda havia 700 colônias de leprosos.

Dia mundial
O Dia Mundial da Hanseníase ocorre todos os anos em 26 de janeiro. Desde 1956, esse dia sempre foi comemorado no final de janeiro, perto do aniversário da morte de Mahatma Gandhi, que também se engajou com os leprosos.

Epidemiologia

– Em 2019, a hanseníase era especialmente comum na Índia e em outras regiões asiáticas, África e América Latina.
– Cerca de 210.000 pessoas em todo o mundo foram diagnosticadas com hanseníase em 2018- 120.000 na Índia, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A Índia é o país com mais casos, seguida pelo Brasil, conforme observado pela revista brasileira Saúde em fevereiro de 2019.
A Colômbia e o Afeganistão são outros dois países bastante afetados pela hanseníase 1 Artigo da agência de imprensa ATS-Keystone publicado em janeiro de 2020, artigo original em alemão. [/ Efn_note].

Causas

A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen).

Contágio
O contágio ocorre através de secreções nasais ou orais, parecida com uma contaminação por gripe. Contato com feridas e mucosas também pode transmitir a bactéria.
É importante saber que a maioria da população é naturalmente resistente à bactéria; portanto, apenas uma pessoa em contato com um doente pode ter hanseníase.
A hanseníase é considerada uma doença pouco contagiosa.

Incubação
O período de incubação da bactéria Mycobacterium leprae é de aproximadamente 5 anos. Mas lembre-se de que os primeiros sintomas podem aparecer até 20 anos após a primeira infecção.

Sintomas

Os principais sintomas da hanseníase são:
– Manchas brancas ou vermelhas que podem formar placas (pode se assemelhar a psoríase, micoses ou lúpus, isso pode complicar o diagnóstico).
– Placas ou nódulos na pele
– Lesões, por exemplo, nos pés
– O paciente sente uma diminuição de calor, frio e dor, porque os nervos são afetados.

Se a hanseníase não for tratada, a doença pode causar sérios danos à pele, nervos ou mucosas, bem como ao sistema respiratório e aos olhos.

A hanseníase pode assumir três formas diferentes:
– hanseníase tuberculoide
– hanseníase lepromatosa
– hanseníase intermediária

Complicações

Os danos nos nervos podem ser permanentes na ausência de tratamento.

Tratamentos

O tratamento é baseado no uso de medicamentos como as sulfonas. Em casos de resistência, outros antibióticos podem ser utilizados.
O tratamento pode durar até 12 meses. No Brasil, o tratamento é totalmente pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, o paciente brasileiro não precisa financiar a terapia.

A clofazimina é frequentemente usada contra a hanseníase, em combinação com outras moléculas. Na França, a bula do medicamento Lamprène (a base de clofazimina) especifica que ele nunca deve ser administrado como monoterapia para o tratamento da hanseníase. A clofazimina deve ser administrada em combinação com rifampicina e dapsona na dosagem correta. A poliquimioterapia combinada é necessária para prevenir o desenvolvimento de cepas resistentes do Mycobacterium leprae.

Fontes e referencias:
Revista Saúde, Folha de S.Paulo, The New York Times, Keystone-ATS

Pessoas responsáveis ​​e envolvidas na elaboração deste dossiê:
Xavier Gruffat (Farmacêutico e Editor Chefe do Criasaude)

Artigo atualizado:  
20.04.2021

Esta informação foi útil?

Fontes de rodapé:

Observação da redação: este artigo foi modificado em 20.04.2021

Publicidade