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Síndrome do túnel carpal

Resumo

Síndrome do túnel carpal resumoA síndrome do túnel carpal é uma condição que ocorre quando o nervo médio da mão, que passa pelos ossos do túnel cárpico, está inflamado, comprimido ou pressionado. Isso leva a dores, sensação de formigamento, queimação e fraqueza na força do polegar. Esforços repetitivos, lesões, cistos e traumas no pulso levam à síndrome.
O diagnóstico é normalmente feito avaliando a história clínica do paciente e o que levou à condição. A doença normalmente se cura espontaneamente após alguns dias com a redução do esforço sobre o pulso. Entretanto, alguns casos podem levar à complicações com perda dos movimentos musculares da mão, alteração da sensibilidade e perda da força do polegar.

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O médico sugere o tratamento dependendo da gravidade dos sintomas. Em alguns casos, cirurgias são indicadas. Massagem com pomada de arnica e a imersão da mão em água quente e fria, alternadamente, melhoram os sintomas.
Para prevenir, evite esforços constantes no pulso e mão e sempre se alongue periodicamente caso a atividade dure por longos períodos.

Definição

Síndrome do túnel carpal definicao

A síndrome do túnel carpal, também conhecida como síndrome do túnel cárpico, do túnel do carpo ou do canal cárpico, é a doença que atinge o nervo mediano que passa pela região do punho, chamada de canal do carpo. O nervo mediano é o principal nervo da mão. O nervo mediano é um dos três ramos do nervo da mão. A sua função é dar ao polegar, indicador e dedo médio capacidades sensoriais, além de movimentar o polegar.

O túnel carpal não se estende para o punho e passa pelo lado da palma da mão. Ele é formado por oito pequenos ossos do carpo e um ligamento chamado de carpi flexor. O nervo mediano passa por dentro do túnel do carpo.

Epidemiologia

Nos Estados Unidos, estima-se que 3,1% dos trabalhadores sofrem de síndrome do túnel do carpo1.

Em 2020, uma revista especializada de referência suíça2 estimou a prevalência da síndrome do túnel do carpo em 3 a 5% da população em geral.

Estima-se que as mulheres sejam mais afetadas do que os homens, principalmente após os 50 anos.

Causas

A síndrome nem sempre tem causas óbvias e aparentes. Por outro lado, uma das causas é o nervo mediano é comprimido, que causa distúrbios sensoriais nas áreas motoras inervadas. As percepções sensoriais muitas vezes não correspondem à realidade. A irritação do nervo também é refletida por sensações de formigamento, dor, dormência ou queimação. O polegar também perde a sua resistência.

Traumas, tumores e cistos no pulso podem causar compressão do nervo mediano. As pessoas que praticam atividades manuais intensas e interativas também são vítimas, como pedreiros, serradores, cortadores, polidores, caixas, violinistas e trabalhadores no computador. Na verdade, quanto mais esforço repetitivo, mais chances de desenvolvimento da síndrome. O inchaço causado por essa repetição, estrangula o nervo mediano. Às vezes, o canal do carpo se estreita devido ao suporte interativo com a palma da mão, por exemplo, sobre uma mesa, ou após a hiperextensão do pulso.

Fatores como sexo, idade, predisposição familiar, estresse, obesidade, tabagismo e o consumo excessivo de álcool aumentam o risco de desenvolver a síndrome do túnel do carpo. Isso também acontece em algumas doenças, como doenças da tireoide, diabetes, gravidez, reumatismo e insuficiência renal crônica.

Uma das causas da síndrome do túnel do carpo é uma pressão muito grande.

Sintomas

Geralmente, o paciente se queixa de formigamento noturno, queimação, dor, dormência ou choque nos dedos (todosincluindo o polegar, mas não o dedo mínimo).
Estes sinais podem ascender ao antebraço, braço ou ombro. A doença faz com que o paciente reconheça mal os objetos ao tocá-los com as pontas dos dedos, os quais são inervados pelo nervo danificado, quando estão de olhos fechados.
A dor pode ser tão forte que pode acordar o paciente.

Estes sintomas desaparecem dentro de minutos após o aperto de mãos. No entanto, eles se intensificam quando acompressão do nervo persiste.
O paciente pode sentir uma espécie de fraqueza nas mãos, que é caracterizada por uma dificuldade em pegar certos objetos, com uma tendência para derrubá-los.
Uma lesão mais avançada resulta na perda de sensibilidade, atrofia muscular, pele seca das pontas dos dedos, fraqueza da força do polegar. Ações simples, como apertar objetos, costura à mão e abotoar camisas podem se tornar difíceis.
Note que estes sinais, geralmente bilaterais, aparecem apenas em territórios de inervação sensorial e motora do nervo médio.

Na grande maioria dos casos, o dedo mínimo não é afetado, porque esse dedo é inervado pelo nervo ulnar, que não passa pelo túnel do carpo.

Diagnóstico

Síndrome do túnel carpal diagnostico

Na maioria dos casos, o exame físico do paciente combinado com exames específicos, permitem a identificação da síndrome do túnel do carpo. Fala-se de diagnóstico baseado em sintomas clínicos.
Alguns testes podem ser realizados, como o teste de Phalen, para confirmar um diagnóstico suspeito. Este teste é positivo quando uma posição de flexão do punho mantido (por exemplo, 2 punhos em direção um ao outro) por 30 a 60 segundos desencadeia formigamento, dor ou dormência nos dedos inervados pelo nervo mediano (portanto sem o dedo mínimo).
Porém, exames como eletromiografia, raio-X, tomografia computadorizada e exames de sangue confirmam e diferenciam o diagnóstico. Eles também são usados ​​para avaliar a gravidade do dano ao nervo e para tomar uma decisão terapêutica.

Complicações

A cura espontânea da síndrome do túnel do carpo é comum. Se houver persistência da dor, o tratamento adequado restaura as funções do pulso após 3 a 6 meses. Se nenhuma ação for tomada, a doença pode levar a complicações como paralisia irreversível dos pequenos músculos do polegar e uma perda de sensibilidade da pele.

Uma intervenção cirúrgica pode ser realizada e necessária em alguns casos, e raramente deixa cicatrizes. Contusões, feridas abertas e complicações infecciosas serão resolvidos pelo profissional de saúde.

Isso significa que danos irreversíveis ao nervo mediano são possíveis sem o tratamento adequado.

Tratamentos

A escolha do tratamento depende do diagnóstico da doença. O médico pode prescrever uma terapia manual, fisioterapia, infiltrações medicamentosas, medicamentos tomados por via oral, tala ou órteseEm casos mais avançados, é possível realizar uma injecção de corticoide que pode ser repetida mais tarde, o que permite aliviar o nervo mediano. No entanto, este tipo de tratamento não deve durar mais do que 1 a 3 anos.

As recidivas, que são comuns, geralmente requerem cirurgia com ou sem endoscopia.

A tala de punho é geralmente a primeira terapia realizada.    

Os medicamentos utilizados oralmente para aliviar a dor e inflamação são, sobretudo, os antiinflamatórios não-esteróidais (AINEs) tais como ibuprofeno e aspirina.

A terapia requer em todos os casos o repouso do punho com a remoção da causa, a interrupção ou redução de atividades que causam lesão do nervo.

A acupuntura muitas vezes pode ajudar em casos de síndrome do túnel carpal.

Informações sobre a cirurgia
– De acordo com a Mayo Clinic, a cirurgia envolve aliviar a pressão no nervo mediano cortando o ligamento que passa por ele.
– A cirurgia é muitas vezes considerada uma opção terapêutica necessária, especialmente quando os sintomas são graves. Porém, mais de um terço dos pacientes operados são incapazes de retornar ao trabalho durante as 8 semanas posteriores à cirurgia da síndrome do túnel do carpo, de acordo com um estudo publicado no Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy® (JOSPT®). A recuperação pode levar meses, a ajuda de um especialista (ex. fisioterapeuta) parece benéfica.
– Segundo a Mayo Clinic, em um artigo online publicado em abril de 2019, os sintomas melhoram em mais de 90% dos pacientes após a cirurgia do túnel do carpo. No entanto, o número de pessoas que experimentam alívio completo dos sintomas após a cirurgia pode ser menos que 50%. Pacientes com sintomas graves antes da cirurgia são os que mais melhoram após a cirurgia, mas esse grupo também tende a apresentar os sintomas mais residuais.

Eficácia da fisioterapia comparada com a cirurgia (estudo)
A fisoterapia (physical therapy em Inglês) tem se mostrado tão eficaz quanto a cirurgia para tratar a síndrome do túnel carpal, de acordo com um estudo publicado em março de 2017 na revista especializada  Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy® (JOSPT®). Os pesquisadores da Espanha e dos Estados Unidos mostraram que diante de 1 ano de acompanhamento, os pacientes com esta síndrome que receberam fisioterapia obtiveram resultados comparáveis aos que realizaram cirurgia. Além disso, os pacientes que fizeram fisioterapia tiveram uma melhora mais rápida durante o primeiro mês após o início do tratamento em comparações aos submetidos à cirurgia. Os cientistas indicam que a fisioterapia inclui terapias manuais no pescoço, no nervo mediano e alongamentos.

Fitoterapia

Síndrome do túnel carpal fitoterapiaVocê pode aliviar a dor com massagem duas vezes por dia em seu pulso e na da base da palma da sua mão com um pouco de pomada de arnica. O tratamento deve ser suspenso quando a dor terminar.
Além disso, a imersão da mão e do pulso em água quente por 3 minutos em água fria por 30 segundos, alternando três vezes, alivia a dor.

Infusão de camomila preparacion– Segundo um estudo iraniano, realizado em 2015 pela Fasa University of Medical Sciences, em Fasa (Irã), o óleo essencial (em inglês oil) de camomila possibilita a redução dos sintomas e o status funcional em pacientes portadores de manifestações severas da síndrome do túnel do carpo. Esta pesquisa em método duplo-cego com controle de placebo foi realizada junto a 26 pessoas com síndrome do túnel do carpo em estádio avançado ou grave. Este estudo foi publicado na revista científica Complementary Therapies in Clinical Practice de novembro de 2015.
Ler aqui o resumo em inglês da pesquisa

Dicas

– Faça pausas regularmente, se possível a cada hora fazer uma pausa de 5 minutos. Faça alongamentos leves no pulsoe nas mãos.

– Adicione proteção em certos objetos, como no volante, punho da bicicleta ou na caneta. Se possível proteção suave, por exemplo, a base de espuma para reduzir a pressão no pulso e na mão.

– Use luvas para trabalhos manuais.

– Alterne se possível o uso das mãos e dê ao seu corpo pausas frequentes, para relaxamento e alongamento dosmembros superiores.

– Pratique métodos de relaxamento.

– Em caso de cirurgia, após o tratamento: 1) Faça uma aplicação de frio sobre a lesão para reduzir a dor. 2) Não molhe o curativo. 3) Mova os dedos delicadamente a cada hora. 4) Abster-se de trabalho com o pulso por algumas semanas.

– Evite expor os pulsos à microtraumatismos repetitivos e a outros fatores de risco.

– Siga os conselhos do ergonomista.

– Prefira ferramentas que correspondam ao seu tamanho e às suas mãos.

– Ajuste sua posição próximo ao material utilizado.

– Sempre que manusear o teclado do seu computador, certifique-se de que os antebraços e mãos estejam em linha reta.

– Coloque seus pulsos em superfícies planas que não são muito duras.

– Segure os objetos com a mão cheia.

– Manter as mãos quentes. O frio pode favorecer dor nas mãos.

– À noite, você pode usar uma tala no pulso, essa é uma forma de limitar a dor. Tenha cuidado para não apertar demais.

– Tomar vitamina B6 pode auxiliar na luta contra a síndrome do túnel carpal.

Entre em contato com o seu médico:

– Se após a cirurgia: a dor persistir, os dedos ficarem gelados ou a pele mudar de cor; se você constatar um problema desensibilidade ou dificuldade em mover os dedos.

– Se os sintomas durarem várias semanas.

Fontes e referências:
Mayo Clinic, Revista Prevenção (Prevention, USA), “100 wichtige Medikamente” – Infomed (2020), [email protected]
Referências (literatura científica):
BMJ (DOI : 10.1136/bmj.g6437), Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy® (JOSPT®)

Atualização:
Este artigo foi modificado em 20.01.2021

Pessoa responsável e envolvida na escrita deste arquivo:
Xavier Gruffat (farmacêutico e redator chefe do Creapharma)

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Fontes de rodapé:

  1. Revista americana sobre saúde Prevention, edição de setembro de 2015
  2. [email protected], revista editada pela Universidade de Basileia, Suíça, edição de dezembro de 2020
Observação da redação: este artigo foi modificado em 20.01.2021

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