Category Archives: NEWS

Tratamento mais agressivo para pressão alta pode salvar vidas

Tratamento mais agressivo para pressão alta pode salvar vidasWASHINGTON DC, ESTADOS UNIDOSUm novo estudo mostrou que tratar a hipertensão arterial de maneira mais agressiva e enfática do que as medidas habituais reduz o risco de morte por doença cardíaca em pessoas com mais de 50 anos de idade. As conclusões são de um estudo patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde do Estados Unidos (NIH) chamado de Systolic Blood Pressure Intervention Trial (SPRINT, ou em português Estudo de Intenvenção da Pressão Sistólica Sanguínea).
A melhor maneira de controlar a pressão em pessoas mais velhas ainda é alvo de estudos. Mas os resultados preliminares do SPRINT foram tão animadores que o NIH interrompeu o estudo para rapidamente comunicar os resultados.
Segundo o Dr. Gary Gibbons, diretor do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue do NIH, o manejo mais intenso da pressão alta em pessoas com 50 anos ou mais pode salvar vidas e reduzir complicações cardiovasculares, como o infarto.

Tratamento mais agressivo para pressão alta pode salvar vidasNos Estados Unidos, estima-se que 1 em cada 3 adultos tenha pressão arterial alta, aumentando o risco de ataques cardíacos, acidente vascular cerebral, insuficiência renal e outros problemas de saúde.
A pressão arterial normal é definida como uma medida abaixo de 120 mmHg por 80 mmHg, ou o famoso 12 por 8 (12/8). As pessoas são diagnosticadas com pressão arterial elevada uma vez que os valores ultrapassem 14 por 9. Nos Estados Unidos, apenas metade das pessoas com pressão alta tem a hipertensão controlada.
Embora haja controvérsias com relação a quão baixa a pressão arterial deva ser, orientações médicas indicam que a pressão sistólica (o maior valor) não deva ser maior que 14 (ou 140 mmHg) em pacientes saudáveis, e não maior que 13 (ou 130 mmHg) em pacientes com problema renal ou diabetes. O que esse novo estudo apontou é que quanto menor a pressão for mantida, melhor para o paciente e sua qualidade de vida.

O estudo em detalhes

Tratamento mais agressivo para pressão alta pode salvar vidasO estudo começou em em 2010 e recrutou mais de 9300 pacientes acima de 50 anos de idade que foram considerados sob risco de doença cardíaca ou renal. Metade das pessoas recebeu em média dois medicamentos para manter a pressão abaixo de 140 mmHg. A outra metade recebeu em média três medicamentos com o objetivo de manter a pressão abaixo de 120 mmHg.
O grupo que manteve a pressão abaixo de 120 mmHg teve risco 25% menor de morte e 30% menor de ataques cardíacos e AVC que o outro grupo, disse o correspondente em entrevista à CBS News, Dr. Jon LaPook.
Os pesquisadores do estudo SPRINT continuaram seguindo os pacientes e monitorando as taxas de morte e outras complicações, como efeitos colaterais aos medicamentos. Eles continuarão para monitorar como as funções renal e cognitiva são afetadas pelo tratamento.

A pressão alta no Brasil

Tratamento mais agressivo para pressão alta pode salvar vidasOs números de hipertensão no Brasil não são nada animadores. Segundo o Ministŕio da Saúde, o país tem hoje cerca de 30 milhões de pessoas com hipertensão. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão e dados da Escola de Economia de Londres, do Instituto Karolinska (Suécia) e da Universidade do Estado de Nova York, esse número pode subir 80% até 2025.
Ainda, no Brasil a hipertensão causa 420 mil mortes por ano em consequência do AVC e 1,2 milhões de mortes por doenças cardiovasculares. Cerca de 300 mil brasileiros são acometidos por infarto do miocárdio a cada ano, o que faz com que as doenças cardiovasculares sejam a principal causa de morte no Brasil.
A hipertensão arterial é o principal fator de risco para doenças como insuficiência renal e cardíaca, aneurisma arterial, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A doença pode ser controlada com medidas que combatam a obesidade e o sedentarismo, como a prática de atividades físicas e dieta balanceada.

Tratamento mais agressivo para pressão alta pode salvar vidas

Leia também: 12 alimentos para reduzir a hipertensão

14 de setembro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: CBS News, Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Hipertensão. Fotos: Fotolia.com.

 

O FDA adverte contra o risco de infarto e AVC com anti-inflamatórios não esteroidais

O FDA adverte contra o risco de infarto e AVC com anti-inflamatórios não esteroidaisWASHINGTONA agência reguladora de medicamentos dos EUA, o FDA, pediu aos fabricantes de medicamentos com sede nos Estados Unidos para reforçar a bula de todos os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno, o naproxeno e o diclofenaco, por causa do risco de infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral. O FDA revisou vários estudos científicos para chegar a estas conclusões. Os AINEs são vendidos sem necessidade de receita médica e já contêm a referência para o risco de ataque cardíaco e AVC na bula, mas ainda não está presente em todas as bulas. A novidade desta pesquisa diz que um indivíduo ao tomar um AINE, mesmo que não tenha histórico de problemas cardiovasculares, tem risco aumentado de sofrer de ataque cardíaco ou derrame. Em outras palavras, todo mundo está em risco ao tomar um medicamento desta classe.

AINEs, medicamentos muito prescritos

Os AINEs são remédios contra dor e inflamação e estão dentre os mais prescritos. Estes anti-inflamatórios são indicados em muitas doenças e distúrbios tais como a artrite, desordens menstruais, dores de cabeça, dores nas costas, infecções virais, etc. Ao contrário das drogas anti-inflamatórias esteroidais, como a cortisona, acredita-se que os AINEs têm menos efeitos colaterais e contraindicações, e por isso são amplamente utilizados sem prescrição médica. Exemplos de AINEs são o ibuprofeno, o diclofenaco, o celecoxibe e o naproxeno (pouco utilizado na Europa, mas muito mais comum no continente americano). É importante citar que o paracetamol não pertence à classe dos AINEs.

Nova decisão do FDA

O FDA, provavelmente a agência de medicamentos mais influente do mundo (pelo seu orçamento e peso dos EUA na medicina global), tem forçado os fabricantes de AINEs desde 2005, com o escândalo do Vioxx, a expressar na embalagem dos medicamentos um aviso em preto sobre o risco de infarto do miocárdio e AVC. Desde 2005, o FDA revisou uma série de estudos sobre os AINEs, incluindo dados clínicos.

Risco mesmo após algumas semanas de tratamento

Especialistas de Washington concluíram que os AINEs vendidos nos Estados Unidos (exceto a aspirina e genéricos), tanto com ou sem prescrição, devem incluir a seguinte informação na bula:

– O risco de infarto do miocárdio ou AVC pode se manifestar já nos primeiros meses de tratamento com um AINE. O risco pode aumentar com a duração do tratamento (observação: segundo os cientistas, mais estudos são necessários para confirmar ou refutar essa hipótese).

– O risco é maior com o aumento da dose.

– Os cientistas inicialmente pensaram que o risco de ataque cardíaco e AVC era o mesmo para todos os AINEs. No entanto, e de acordo com novos estudos do FDA, os pesquisadores têm dúvidas. Pode ser que alguns AINEs tenham um risco maior, mas são necessários mais estudos para ver este efeito mais claramente. É por isso que, por enquanto, o FDA recomenda colocar a mesma informação para todos os AINEs (exceto a aspirina).

– Os AINEs podem aumentar o risco de ataque cardíaco e AVC em pessoas com ou sem fator de risco. Em outras palavras, cada indivíduo, a tomar esta classe de fármacos, poderá estar em maior risco.

Note que a lista não é exaustiva, para simplificar tomamos os pontos mais essenciais. Você pode encontrar o artigo completo nas referências do FDA ao final desse texto.

Questão prática, quando procurar um médico?

Se uma pessoa está tomando um AINE e tem sintomas como dor no peito, dificuldade em respirar e falta de ar, fraqueza em um lado do corpo ou fala arrastada, consulte imediatamente um médico de emergência.

Para lembrar

Este estudo mostra que é importante consumir menor quantidade de AINE, com dose e duração também menores. Não hesite em pedir aconselhamento ao seu médico ou farmacêutico e, possivelmente, encontrar alternativas.

24 de Julho de 2015. Texto traduzido por Matheus Malta de Sá (farmacêutico USP). Fontes: Farmavagas.com.br, www.fda.gov

Suplementos de cálcio não fortalecem os ossos

Suplementos de cálcio não fortalecem os ossosAUCKLAND, NOVA ZELÂNDIAUm novo estudo mostrou que suplementos de cálcio ou laticínios não previnem fraturas ou retarda a osteoporose. O novo estudo constatou que pessoas acima de 50 anos não ficam com os ossos mais fortes ao tomar suplementos com cálcio ou ingerir mais leite ou derivados ao longo do dia.

O estudo em detalhes

A pesquisa foi realizada pela Universidade de Auckland na Nova Zelância. O Dr. Ian Reid e colegas compilaram dados da literatura científica de diversos estudos ao redor do mundo para verificar o que eles apontavam sobre o consumo de cálcio de fortalecimento dos ossos. Os resultados saíram na revista científica British Medical Journal e apontam que ingerir suplementos de cálcio, além de ser desnecessário, pode prejudicar a saúde. Isso acontece pois o excesso de cálcio, que não vai para o fortalecimento dos ossos, pode se acumular nas artérias causando problemas cardíacos, ou nos rins, gerando pedras nos rins.

A maioria dos estudos coletados pelos pesquisadores mostrou que pessoas acima dos 50 anos não se beneficiam dos suplementos de cálcio ou do cálcio extra ingerido em alimentos. Segundo o Dr. Reid, pessoas ingerindo suplementos de cálcio tiveram as mesmas chances de sofrerem fraturas que pacientes que não tomavam nenhum tipo de suplemento.

Em 2012, um órgão do governo americano, o US Preventive Services Task Force, lançou um comunicado dizendo não haver evidências suficientes que justifiquem o consumo de suplementos de cálcio evitamina D na prevenção de fraturas dos ossos ou osteoporose.

A controvérsia do consumo de cálcio

Mulheres acima dos 50 anos de idade são recomendadas a ingerirem 1200 mg de cálcio por dia, e abaixo dos 50 anos, 1000 mg por dia. Os homens acima dos 50 anos são recomendados a tomarem 1000 mg de cálcio por dia, sendo que homens acima dos 70 anos precisam de 1200 mg por dia. Além disso, a ingestão de vitamina D (também produzida pela luz do sol no corpo humano) ajuda a absorver o cálcio.

Entretanto, diversos estudos mostram não haver diferenças na incidência de fraturas entre pessoas que fazem uso de suplementação de cálcio e das que não fazem. Dados apontam, entretanto, que o consumo em excesso aumenta o risco de pedras nos rins e problemas gastrintestinais.

Uma das principais fontes de cálcio é o leite e derivados. O Dr. Karl Michaelsson, da Universidade de Uppsala na Suécia, liderou um estudo que investigou o consumo de leite e a relação com fraturas ósseas. Os dados foram surpreendentes e mostraram que pessoas que bebiam mais leite por dia tinham mais fraturas do que aquelas que bebiam pouco leite.

O que fazer para melhorar a saúde dos ossos?

O que fazer para melhorar a saúde dos ossos?

Médicos apontam que a prática de exercícios físicos é uma excelente alternativa para manter a saúde dos ossos. Atividades como caminhada, corrida, tênis, musculação, dança, dentre outros, ajudam a aumentar a densidade óssea.

A atividade física tem sido especialmente recomendada para mulheres na pré-menopausa e após a menopausa. Mulheres nessa fase têm perda da densidade óssea devido a alterações hormonais e, devido a isso, a prática de esportes é encorajada.

Além de melhorar a densidade óssea, a prática esportiva melhora a massa muscular, a força dos tendões e o equilíbrio, o que por sua vez, previne quedas e fraturas. Evitar álcool e cigarro também ajuda a fortalecer os ossos.

13 de outubro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: BMJ.com, NBCNews.com. Fotos: Fotolia.com

Controvérsia: suplementação com ômega-3 é realmente benéfica?

Controvérsia: suplementação com ômega-3 é realmente benéfica?NOVA IORQUE, EUAUm recente estudo publicado no periódico científico de grande pretígio Science questionou a importância da suplementação com ômega-3. Os autores do trabalho levantam a hipótese se realmente o ômega-3 tem efeito protetor em todo mundo, com base em dados coletados na população Inuit, moradora do Pólo Norte.

Entenda o estudo

Os povos Inuit são moradores do Ártico, região do globo conhecida pelo seu intenso frio e escassez de alimentos frescos. Ao longo dos séculos, esses povos se adaptaram a consumir grande quantidade de peixes, focas e baleias. Apesar de sua dieta rica em gorduras, a taxa de infarto nessa população é baixa.

Na década de 70, pesquisadores dinamarqueses propuseram que o ômega-3 encontrado nos peixes de águas frias tinha efeito protetor cardíaco, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares. Isso levou ao consumo da suplementação de ômega-3 na forma de pílulas e até mesmo em alimentos enriquecidos com esse ácido graxo.

O atual estudo publicado na revista Science mostra que na verdade os povos Inuit desenvolveram, ao longo dos séculos, mecanismos genéticos capazes de metabolizar o excesso de ômega-3 consumido nos alimentos. O autor do estudo e geneticista Ramus Nielsen, da Universidade da California em Berkeley, levanta a questão se realmente o excesso de ômega-3 exerce algum efeito protetor do coração.

Controvérsia: suplementação com ômega-3 é realmente benéfica?Essa diferença no metabolismo é responsável por uma variação em um conjunto de genes que produzem enzimas chamadas de ácidos graxos desaturases. Essa variação é muito frequente na população Inuit, mas pouco frequente em europeus ou chineses. A diferença genética faz com que o excesso de ômega-3 seja metabolizado mais rapidamente, de forma que a concentração de ácidos graxos no sangue seja controlada. Segundo Marit E. Jorgensen, outro autor do estudo da Universidade da Dinamarca, esse conjunto de genes neutralizaria os possíveis efeitos benéficos do ômega-3.

Além de um metabolismo diferenciado, pessoas com esses genes são, no geral, 3 cm menores e cerca de 5 kg mais magras.

A controvérsia da suplementação de ômega-3

Em uma meta-análise publicada na revista médica Journal of the American Medical Society (JAMA) em 2012, o pesquisador Evangelos Rizos analisou 20 estudos randomizados com total de 68680 pacientes e concluíram que suplementação com ômega-3 não tem efeitos significativos na redução do risco de acidente vascular cerebral e infarto. Contudo, o mesmo estudo identificou redução de 10% no risco de morte por outras causas cardíacas.

 Controvérsia: suplementação com ômega-3 é realmente benéfica?O efeito benéfico do ômega-3 e outros ácidos graxos poliinsaturados é indiscutível. Nosso corpo não produz essas gorduras naturalmente e elas são parte importante da composição das membranas das células e do sistema nervoso central. O que se questiona é sua habilidade de prevenir doenças cardíacas, infarto, declínio cognitivo e até depressão.
Um editorial da revista científica Nature, publicado em 2012, apontou que a suplementação com ômega-3 pode ser benéfica para algumas pessoas e ter nenhum efeito em outras. Essas variações individuais são difíceis de serem medidas em estudos clínicos.
Devemos ou não suplementar nossa dieta com pílulas de ômega-3? Muitos médicos e cientístas concordam que a melhor opção é consumir peixes oleosos como salmão e atum, e estudos apontam que o consumo de peixes reduz riscos de desenvolver doenças crônicas, como diabetes e doença de Alzheimer. Se a pessoa, entretanto, não consome ômega-3 oriundo de peixes ou outras fontes, a suplementação com pílulas e alimentos enriquecidos pode ser uma boa ideia. Segundo o cardiologista da Universidade de Harvard, Dr. Mozaffarian, em entrevista à revista Nature, é melhor consumir alguma fonte de ômega-3 (mesmo que em pílulas) do que nenhuma.

21 de setembro de 2015. Texto escrito por exto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: New York Times, Science, JAMA, Nature. Fotos: Fotolia.com.

 

O Outubro Rosa e o câncer de mama

O Outubro Rosa e o câncer de mamaSÃO PAULOO mês de outubro é muito importante para a saúde feminina e é conhecido, mundialmente, como “Outubro Rosa”. O movimento começou na década de 1990 nos Estados Unidos como forma de conscientização da população no controle e prevenção do câncer de mama. O movimento ganhou força no mundo inteiro e hoje diversos países celebram o começo do Outubro Rosa com corridas e eventos abertos ao público.

O câncer de mama

O câncer de mama é um tumor maligno e o tipo de câncer mais comum em mulheres em todo mundo. A doença é relativamente rara antes dos 35 anos de idade, sendo que acima dessa idade, a incidência aumenta, especialmente depois dos 50 anos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,4 milhões de mulheres são diagnosticadas com a doença todo ano, sendo cerca de 460 mil mortes anuais. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima mais de 57 mil novos casos da doença no ano de 2015. Desses novos casos, a estimativa é que a doença mate por volta de 14 mil mulheres.

O câncer de mama é multifatorial, ou seja, tem como causa diversos fatores distintos, dentre eles:
– Fatores hormonais
– Exposição à radiação ionizante, radioterapia e outros carcinógenos
– Obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool
– Fatores genéticos, como a presença de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2

Embora muitos desses fatores sejam de difícil controle, médicos e cientistas falam que controle de peso, atividade física e alimentação balanceada podem reduzir em até 28% o risco da mulher desenvolver o câncer de mama.

O diagnóstico precoce, feito normalmente por exames de mamografia, reduz o risco de metástase e mortalidade da doença. Devido a isso, a recomendação do Ministério da Saúde é que esse exame seja realizado anualmente em mulheres acima dos 40 anos. Em mulheres com histórico familiar de câncer de mama, os exames devem ser feitos antes dessa idade.

Uma vez instalado, os tratamentos da doença são a quimioterapia, a radioterapia, a imunoterapia e a remoção cirúrgica da mama comprometida.

A importância da prevenção no combate ao câncer de mama

Uma das etapas mais importantes na luta contra o câncer de mama é a prevenção da doença. Embora de difícil controle devido à sua característica multifatorial, a prevenção de alguns aspectos leva à melhoria da qualidade de vida das mulheres. O objetivo principal do movimento Outubro Rosa é fazer com que a população geral fique alerta para a doença e adote práticas mais saudáveis.

Em muitos países, o mês de outubro é marcado por corridas, pedaladas, caminhadas e práticas de atividade ao ar livre com intuito de educar a população sobre os perigos da doença. No Brasil, por exemplo, o primeiro domingo de outubro foi marcado por corridas em diversas cidades, como São Paulo, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, dentre outras. Além disso, eventos como palestras e distribuição de panfletos acontecem em diversos locais.

Outra fato comum é a iluminação de monumentos e prédios icônicos com a coloração rosa. Nos Estados Unidos, por exemplo, monumentos como a Estátua da Liberdade e a Casa Branca são iluminados. É comum ver também o laço rosa, símbolo da campanha, em locais públicos, cartazes e outdoors espalhados pela cidade.

No Brasil, o Outubro Rosa comemora, em 2015, 12 anos de existência. Ainda é preciso falar mais sobre a doença, haja visto o número elevado de casos e mortes por ano. O foco da campanha têm sido na prevenção do câncer de mama através de esportes e hábitos saudáveis. O diagnóstico precoce e exames regulares também são um dos focos da campanha como forma de controle da doença.

Leia também: 11 alimentos que previnem o câncer de mama

04 de outubro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: INCA, Ministério da Saúde. Fotos: Fotolia.com.

Terapia com células-tronco mostra avanços no combate ao HIV

Terapia com células-tronco mostra avanços no combate ao HIVLOS ANGELESCientistas da Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) deram um passo a mais na luta contra o HIV. Eles desenvolveram uma ferramenta que faz com que o corpo a lute contra o vírus causador da AIDS e ganhe. A nova técnica utiliza a capacidade de regeneração das células-tronco para gerar uma resposta imunitária contra o vírus. O estudo foi publicado no jornal científico Molecular Therapy.

O estudo

Os pesquisadores Jerome Zack e Scott Kitchen foram os primeiros a relatar o uso de uma molécula chamada de receptor de antígeno quimérico, ou CAR (do inglês Chimeric Antigen Receptor), em células-tronco formadoras de sangue para combater o HIV. As células-tronco do sangue são capazes de se transformar em qualquer tipo de células sanguíneas, incluindo as células T, que são centrais para o sistema imunológico. Em um sistema imunitário saudável, as células T podem geralmente livrar o corpo de uma infecção viral ou bacteriana. Entretanto, no caso de pacientes com HIV, o vírus se muta muito rapidamente, de forma que as células T não conseguem lutar contra a infecção.

Os pesquisadores inseriram um gene do CAR em células-tronco formadoras de sangue no laboratório. O CAR, que é um receptor de duas partes que reconhece um antígeno, foi projetado para ser transportado pelas células T e encaminhá-las para localizar e matar as células infectadas pelo HIV. As células-tronco de sangue modificado com o CAR foram então transplantadas em camundongos infectados pelo HIV que tinham sido geneticamente modificados com sistema imunológico humano (como um resultado, a infecção pelo HIV causa doença semelhante à dos seres humanos). As células T com CAR conseguiram combater o vírus e houve diminuição nos níveis de HIV de 80 a 95%.

A epidemia de HIV

A infecção por HIV, vírus causador da AIDS, é a doença infecciosa que mais mata no mundo, sendo responsável por mais de 40 milhões de mortes em todo o mundo desde que foi identificada pela primeira vez no início de 1980. Uma vez que o vírus invade o corpo, ele atinge e enfraquece as células do sistema imunológico, de tal forma que o corpo não consegue mais combater mesmo as infecções mais simples. Certas drogas ajudam a enfraquecer o vírus, entretanto, como o corpo não consegue eliminar o HIV por completo, as pessoas continuam com a infecção para toda a vida.

Embora os medicamentos sejam eficazes para controlar a infecção, a maior parte dos 35 milhões de pessoas infectadas com o HIV pelo mundo não têm acesso às drogas. De acordo com os pesquisadores que coordenaram esse estudo, a abordagem com células T é mais flexível e potencialmente mais eficaz porque ela poderia, teoricamente, ser empregada em qualquer ser humano. Se os próximos testes forem promissores, os cientistas esperam que essa tecnologia esteja disponível para aplicação humana em 10 anos.

A prevenção do HIV

O HIV ainda não tem cura. Ele pode ser transmitido através do contato com fluidos corporais, como sangue e sêmen. Algumas formas de prevenção da doença incluem:

– Praticar relações sexuais com preservativos.

– Não compartilhar agulhas e seringas.

– Usar luvas ao manipular feridas e líquidos corporais.

– Testar o sangue previamente antes de realizar transfusões.

– Para as mães HIV-positivas, o uso de antirretrovirais deve ser feito durante toda a gravidez.

27 de Julho de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico USP). Fontes: Newsroom UCLA. Fotos: Fotolia.com.

 

8 dicas para enfrentar e prevenir a celulite

dicas para enfrentar e prevenir a celuliteToda mulher quer ficar bonita não apenas no verão, mas no ano todo. E, para isso, elas têm de enfrentar um terrível vilão: a celulite. Ao contrário do que muitas pessoas pensam a celulite não atinge só as mulheres, mas os homens também em menor proporção. Trata-se de uma irregularidade da pele devido ao acúmulo de gordura e perda da elasticidade das fibras elásticas sob a pele. Muito mais que um problema estético, a celulite também pode revelar problemas de saúde, como alimentação inadequada (muito gordurosa) e sedentarismo. Veja dicas para evitar esse problema e viver com beleza e saúde:

1. Um dos fatores que mais influenciam a celulite é a alimentação. Portanto, uma alimentação balanceada, sem excessos de gordura e açúcar, com predomínio de frutas e vegetais ajuda a combater não só a celulite, mas outros problemas ligados ao excesso de gordura. Nesse quesito, opte por alimentos com baixo teor de gordura, carnes brancas e use pouco óleo no preparo das comidas.

Evite o excesso de sódio2. Evite o excesso de sódio. Esse mineral aumenta a retenção hídrica e piora a celulite. Para isso, evite alimentos enlatados, embutidos, salgadinhos condimentados e comidas muito salgados.
3. Beba muita água, pelo menos 2 litros por dia. Esse procedimento elimina as toxinas e ajuda no processo da celulite
4. Pratique atividades físicas, não apenas exercícios aeróbicos, mas também musculação. A prática aeróbica ajuda a queimar a gordura do corpo e a musculação fortalece os músculos e fibras elásticas.
5. Dê preferência às fibras. Alimentos como grãos integrais, folhas, cereais são excelentes fontes de fibras e gorduras polinsaturadas. Além de melhorar o aspecto das celulites, aumentam a saciedade após as refeições e ajudam a emagrecer.

6. Use produtos esfoliantes, como sabonetes e géis de banho. Eles ajudam a eliminar as células mortas da pele e a facilitam a renovação celular, dando o aspecto de pele lisa e sedosa. Mas cuidado: atenção aos produtos esfoliantes. Não agrida muito a pele, pois ela pode ficar sensível a alergias e infecções.

7. Existem diversos cremes e produtos tópicos com ativos que ajudam a eliminar a celulite e queimar a gordura localizada. Converse com o seu médico e veja se esses produtos são benéficos para o seu caso. Mas atenção: muitos desses cremes contêm ácido retinóico que pode deixar a pele muito sensível ao sol.

8. Por fim, tratamentos modernos incluem a drenagem linfática, endermologia, massoterapia, acupuntura e outras técnicas que auxiliam na eliminação das gorduras localizadas. Converse com o médico e veja qual o tratamento mais adequado.

O combate primário à celulite é feito com uma alimentação adequada e atividades físicas. Métodos adicionais auxiliam no tratamento, mas devem ser considerados em conjunto com uma dieta balanceada e uma vida ativa.

10 dicas para ter cabelos sempre bonitos

dicas para ter cabelos sempre bonitosQuem não quer ter um cabelo sempre sedoso, brilhante e hidratado? Para mantê-los sempre bonitos, cuidados diários são necessários. Além disso, o estado de força e elasticidade do cabelo reflete a saúde do corpo como um todo. Veja essas dicas para cuidar dos cabelos e manter uma aparência sempre saudável.

1. Alimente-se bem. Os fios de cabelos são formados basicamente de proteínas, cuja principal é queratina. Para manter os fios sempre fortes e elásticos, tenha uma dieta balanceada à base de proteínas e vegetais. Vitaminas do complexo B, como a B6 (encontrada em bananas, cereais integrais, uvas passas), a vitamina A (cenoura, folhas verdes), o zinco e o ferro são grandes aliados para os cabelos.

2. Escolha adequadamente o seu xampu e condicionador. Existem 4 tipos básicos de cabelos: oleosos, secos, mistos (com pontas secas e couro oleoso) e normais (níveis adequados de oleosidade). A escolha dos produtos adequados permite que o excesso de oleosidade seja removido, sem provocar ressecamento. É também aconselhado o uso de xampus anti-resíduos 1 vez por semana. ATENÇÃO: certifique-se de enxaguar bem os cabelos após o uso de condicionadores.

Hidrate sempre os cabelos.3. Para manter os fios brilhantes, use água morna ou fria para lavá-los. Evite usar água quente ou gelada. Temperaturas extremas desidratam as proteínas do cabelo, resultando em opacidade e fraqueza.
4. Hidrate sempre os cabelos. Como os fios ficam muito expostos às ações do sol e vento, eles desidratam. Cremes sem enxágue (leave-in) e condicionadores são excelentes opções para protegê-los da perda de umidade.
5. Evite pentear o cabelo molhado ou debaixo do chuveiro. Nessas condições, o fio fica muito elástico e quebra facilmente. De maneira semelhante, evite passar a mão no cabelo durante o dia, sobretudo se o seu tipo for oleoso. Isso aumenta as chances de quebra.

6. Seque os cabelos com uma toalha antes de usar o secador. Mantenha o aparelho a uma boa distância da cabeça e escolha uma temperatura moderada para não ressecar os fios.

 Proteja os cabelos do sol7. Proteja os cabelos do sol. Os raios UV podem induzir danos às proteínas do cabelo, tornando o fio opaco e quebradiço. Use sempre chapéus ou produtos com protetor solar. ATENÇÃO: cabelos claros, tingidos ou descoloridos são mais frágeis às ações do sol. Tenha cuidado extra se você tem esse tipo de cabelo.
8. Evite dormir com o cabelo molhado. A umidade mal seca enfraquece os fios e danifica o couro cabeludo, além de poder causar caspa. Da mesma forma, evite dormir de cabelo preso, pois isso pode quebrar os fios.
9. Cabelos tingidos ou tratados com química requerem cuidados especiais. Hidrate sempre os cabelos nessas condições. Talvez seja necessário o uso de máscaras de hidratação a cada 15 dias ou mensais, de acordo com o seu tipo de cabelo.

10. Corte regularmente os cabelos. Isso pode ser feito a cada 3 meses, dependendo do seu gosto. Essa prática elimina as pontas duplas e melhor a aparência dos fios, além de fazê-los crescerem saudáveis e fortes.

10 dicas para ter unhas fortes e bonitas

dicas para ter unhas fortes e bonitasTodo mundo quer ter unhas fortes e bonitas. Muito mais do que uma questão de aparência e vaidade, a saúde das unhas é extremamente importante. Elas funcionam como espelho da nossa saúde interna, de forma que refletem diversas possíveis doenças que podem passar despercebidas: psoríase, anemia, micose e até distúrbios cardíacos. Esse artigo vai focar no que você pode fazer para ter unhas sempre fortes e saudáveis.

1. Fique de olho na alimentação. As unhas são basicamente constituídas de uma proteína chamada queratina. Há alimentos que fortalecem as unhas, sobretudo os ricos em ferro e cálcio (como peixes, iogurte, carne, espinafre), vitaminas do complexo B (sobretudo B7 – biotina, encontrada em nozes) e zinco (carne, frutos do mar, linhaça, gergelim).

2. Limpe debaixo das unhas constantemente. Para isso, use uma escova especializada de cercas macias. A limpeza e higiene são fundamentais para a saúde das unhas.

Evite usar produtos químicos como acetona.3. Evite usar produtos químicos como acetona. Ao invés disso, use removedores de esmalte e, no máximo, uma vez por semana. A acetona deixa as unhas quebradiças e opacas.
4. Retire apenas o excesso da cutícula. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a cutícula tem uma função importante: ela forma uma barreira natural contra a entrada de microorganismos causadores de doenças.

5. Não use esmalte ininterruptamente. Dê um período de 2 semanas a 1 mês descanso para suas unhas para que elas possam se renovar e fortalecer.

6. Tenha sempre o seu kit de cuidados com as unhas. Leve-os para o salão de beleza quando foi na manicure. Isso evita a transmissão de doenças como hepatite e outras infecções.

7. Cuidado ao cortar as unhas. Cortes mal feitos facilitam o encravamento das unhas. Além disso, use sempre uma boa lixa para aparar os cantos que o alicate não alcança. ATENÇÃO: as unhas do pé devem ser lixadas em formato quadrado, para evitar que encrave.

Hidrate as mãos e unhas diariamente8. Preste atenção ao esmalte. Dê preferência aos sem solventes e feitos à base de produtos naturais. Além disso, espere que uma camada de esmalte seque antes de aplicar outra por cima.
9. Hidrate as mãos e unhas diariamente. Existem produtos umectantes que cumprem essa função e fortalecem as unhas.
10. Utilize bases fortificantes ou produtos extra-brilho. Muitos deles contém vitaminas que são fundamentais para saúde e beleza das unhas.

Para saber mais sobre como as unhas são o reflexo da nossa saúde, acesse nossa página exclusiva sobre Unhas.

10 dicas para ter pernas sem varizes

dicas para ter pernas sem varizesAs varizes são aqueles vasos incômodos que aparecem nas mulheres, normalmente nas pernas, e causam grande desconforto. Apesar do que muitos pensam, as varizes podem atingir os homens também. Muito mais que um simples problema estético, as varizes representam desordens circulatórias muitas vezes dolorosas. Veja a seguir nossas dicas para evitar as varizes e ter pernas sempre bonitas:

1. Combata a obesidade. O ganho de peso faz com que o número de vasos nas pernas aumente e que podem, eventualmente, gerar varizes.

2. Pratique atividades físicas. A vida sedentária, além de levar ao sobrepeso, enfraquece os músculos da perna e também a parede dos vasos. Dessa forma, os vasos se dilatam e causam as varizes. ATENÇÃO: evite ficar sentado por longos períodos. Sempre que possível, levante-se e caminhe um pouco.

Use sapatos confortáveis3. Use sapatos confortáveis. Dê preferência a tênis ou calçados com solado macio e amortecedores. Atenção mulheres: saltos muito altos (acima de 6 cm) podem ser prejudiciais à circulação, uma vez que os músculos da panturrilha ficam contraídos e, dessa forma, pressionam os vasos sanguíneos.
4. Utilize meias de compressão. Se você já tem problemas de varizes ou casos na família, utilize essas meias especiais que ajudam na circulação.

5. Beba muita água. A ingestão constante de líquido previne muitos problemas circulatórios, como as varizes. Tente ingerir cerda de 2 litros de água por dia.


6. Cuidado com o uso de anticoncepcionais.
Muitos desses medicamentos causam alterações na circulação que levam às varizes. Sempre que possível, prefira outros métodos contraceptivos.

7. Evite fumar. O cigarro, além de ser prejudicial à circulação, provoca danos às paredes dos vasos e predispõe o aparecimento das varizes.

 Eleve suas pernas antes de dormir8. Eleve suas pernas antes de dormir. Se você já tem varizes ou pré-disposição a tê-las, essa prática reduz o número de varizes e apresenta bons resultados.
9. Evite ficar em pé por longas horas. A contração constante dos músculos da perna faz com que os vasos não se dilatem e o sangue acumule, causando as varizes.
10. Evite usar roupas muito apertadas na cintura. Elas fazem com que o sangue não circule adequadamente e se acumule na região inferior.

Para saber mais sobre as varizes, acesse nossa página: Varizes