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3 informações importantes sobre medicamentos para evitar riscos

PARIS – Os medicamentos, de venda livre (OTC em inglês) ou isentos de prescrição, fazem parte da vida diária para a maioria de nós ou de nossos entes queridos. Infelizmente, na atual quantidade de produtos comercializados em farmácias, é fácil ignorar ou esquecer algumas informações importantes. Resumimos para você 3 informações importantes para evitar complicações que podem ser muito sérias:

1. Cada pessoa pode reagir de maneira diferente a um medicamento (farmacogenética)

Algumas pessoas reagem positivamente a um medicamento e outras, pelo contrário, de forma negativa. A origem deste problema decorre, principalmente, de diferenças genéticas que levam a uma síntese de enzimas diferente, estas são largamente localizadas nas células do fígado. Estas enzimas são particularmente responsáveis ​​pelo metabolismo (aqui estamos nos referindo à eliminação) dos medicamentos. Estima-se que cerca de 95% dos indivíduos possuam pelo menos uma variação genética que pode levar a um metabolismo diferente da média dos medicamento. A ciência ou disciplina que estuda esse fenômeno é chamada de farmacogenética.

Por exemplo, cerca de 25% das pessoas não metabolizam o clopidogrel (Plavix®), um anticoagulante, que consequentemente aumenta o risco de infarto do miocárdio e derrame.

Outro exemplo é a codeína, indicada especialmente em casos de dor, frequentemente vendida em combinação com o paracetamol (ex.: no Brasil Paco®; na França Dafalgan® Codéine e na Suíça Co-Dafalgan®). Em 20% das pessoas, a codeína tem muito pouco efeito, mas já para outras pessoas, cerca de 2%, a molécula pode ser muito ativa, ameaçando a vida do paciente.

O omeprazol, um medicamento amplamente utilizado e indicado especialmente durante a queimação no estômago, nem sempre é eliminado de forma adequada em algumas pessoas. De fato, até 15% dos indivíduos que tomam esse medicamento metabolizam (eliminam) o omeprazol muito lentamente. A consequência é uma concentração mais alta no sangue com um risco aumentado de efeitos colaterais. Algumas estatinas também podem ter interações genéticas.

No futuro, testes ou exames genéticos poderiam ser mais oferecidos ao paciente para saber a reação a esse medicamento metabolizado diferentemente de um indivíduo para outro. Em outras palavras, identificar as principais enzimas que levam às interações. Já existem alguns testes disponíveis no mercado, principalmente nos Estados Unidos, que podem identificar o risco genético. No entanto, muitas vezes são caros e raramente são reembolsados pelo plano de saúde.

Sem testes genéticos, é necessário consultar seu médico ou farmacêutico se durante a administração de medicamentos você apresentar reações incomuns.

Para saber mais, visite o site da Universidade de Stanford sobre farmacogenética: www.pharmgkb.org

2. Atenção ao risco de interações, inclusive entre medicamentos de venda livre e sem prescrição médica
Assim como no ponto 1, as interações entre medicamentos geralmente estão relacionadas às enzimas hepáticas, mas também é possível que se dê através de proteínas do plasma (ex. albumina) ou que diferenças na absorção do medicamento estejam envolvidas. De fato, muitas causas podem levar a interações.

Por exemplo, as chamadas interações competitivas entre diferentes medicamentos, como é o caso quando se toma Aspirina® (ácido acetilsalicílico) e Sintrom® (cumarina). Se a utilização destes dois medicamentos não for recomendada por um médico, pode haver um sério risco de sangramento. Nesse caso, um medicamento move o outro e aumenta sua concentração no sangue. O que pode causar sangramentos, especialmente durante o consumo diário.

É importante saber que outros medicamentos anti-inflamatórios, além da Aspirina®, podem levar a interações com anticoagulantes, como a cumarina ou o clopidogrel. Estes incluem o ibuprofeno e medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) em geral.

Tratamentos naturais
Os anticoagulantes sanguíneos, como o clopidogrel, também podem sofrer interações com suplementos alimentares naturais, como a ginkgo, a curcuma, o cranberry, o óleo de peixe ou a camomila. Pode ocorrer um aumento no sangramento, especialmente durante o consumo diário.

3. Atenção com o acúmulo de moléculas

Infelizmente, existem medicamentos no mercado contendo várias moléculas. Este é particularmente o caso dos medicamentos de venda livre (sem prescrição médica), que podem conter paracetamol, além de outros medicamentos para a rinite. O problema é que o paciente muitas vezes não sabe que esses medicamentos contêm paracetamol. Como resultado, eles compram outro medicamento contendo apenas paracetamol para combater a dor e a febre. O risco é um acúmulo de paracetamol, que sabemos que em excesso é uma molécula muito tóxica para o fígado. É por isso que alguns médicos e farmacêuticos desaconselham o uso medicamentos contendo várias moléculas e recomendam mono-substâncias (mono-moléculas). Deve-se prestar atenção especial no caso de crianças e idosos.

Por fim, lembre-se de que seu farmacêutico é o especialista em medicamentos e pode ajudá-lo com perguntas específicas e pessoais sobre o uso de medicamentos.

Artigo atualizado em 28 de fevereiro de 2019. Por Xavier Gruffat (farmacêutico da ETH de Zurique, MBA). Fontes: The Wall Street Journal, Prevention (revista de saúde americana).

Leia este artigo em francês

5 informações essenciais sobre o infarto cardíaco em mulheres

Diferenças entre homens e mulheres do ponto de vista médico
5 informações essenciais sobre o infarto cardíaco em mulheresNOVA YORK O número de infarto do coração, também chamado de ataque cardíaco, em mulheres vem aumentando nos últimos anos, principalmente devido a uma deterioração do estilo de vida (má alimentação, tabagismo, sedentarismo). Um estudo de fevereiro de 2019 realizado pelo American College of Cardiology (ACC) mostrou que há um aumento na incidência de ataques cardíacos agudos entre mulheres jovens nos Estados Unidos. O infarto do coração é uma das principais doenças cardíacas, responsável por muitas mortes em todo o mundo. As mulheres jovens às vezes estão entre as vítimas. Um estudo de 2017 também conduzido pela ACC mostrou que as mulheres tinham duas vezes mais chances do que os homens de morrer dentro de 30 dias após um infarto do coração.

Aqui estão 5 informações essenciais sobre as mulheres para identificar melhor e prevenir esta doença.

11 alimentos para reduzir o colesterol alto1. O coração da mulher é diferente. Ao nível anatómico e fisiológico, o coração das mulheres é diferente do que o dos homens. Sabemos que o ritmo cardíaco é 10% mais rápido nas mulheres do que nos homens, ou seja, entre 60 e 80 batimentos por minuto em mulheres e 55-70 em homens, por isso, o coração se cansa mais rápido. Além disso, como o diâmetro das artérias coronárias é 15% mais estreito em mulheres do que em homens, o risco de entupimento das artérias é mais elevado nas mulheres. A mulher deve ser ainda mais vigilante sobre o colesterol, uma fonte frequente de obstrução. Podemos dizer que o coração da mulher é mais frágil do que o do homem.

2. Os sintomas pouco específicos e diferentes do homem. Muitas vezes escutamos que uma dor violenta e intensa no peito que irradia para o braço e ombro esquerdo é um sinal típico de ataque cardíaco. Isso é verdade para a maioria dos homens, mas a mulher frequentemente apresenta sintomas pouco específicos, longe dos sintomas que tipicamente aparecem nos homem. Os médicos e cuidadores são frequentemente treinados para detectar e identificar esses sintomas masculinos, consequentemente as mulheres passam muitas vezes por estes radares. Não é raro que os médicos de emergência ou outros profissionais de saúde percam o diagnóstico de infarto do coração em mulheres, conforme publicado no The Wall Street Journal em fevereiro de 2019.

Sintomas vagos
Nas mulheres, os sintomas de infarto do coração são em 70% dos casos pouco marcados em intensidade e se manifestam, por exemplo, na forma de dor nas costas, distúrbios do sono, distúrbios graves da respiração por falta de ar (um sintoma frequente), dor no pescoço e mandíbula, fadiga, dores musculares, sudorese fria, azia ou náuseas e vômitos. A pele pode mudar de cor e ficar cinza. Estes sintomas não específicos que se assemelham a um ataque de ansiedade são (muito) frequentemente confundidos com outras doenças.

Urgência absoluta
Como o infarto é conhecido por ser uma emergência médica absoluta, cada minuto conta para salvar a vida do paciente, então as mulheres correm um risco maior do que os homens neste momento crucial. De acordo com um estudo inglês, as mulheres levam em média 12,5 minutos a mais do que os homens para chegar em um pronto socorro após um infarto do coração.
De acordo com um estudo publicado em 2018, as mulheres esperam cerca de 37 minutos a mais do que os homens antes de entrar em contato com os serviços médicos. Este último estudo foi publicado em 11 de dezembro de 2018 na revista científica European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care (DOI: 10.1177 / 2048872618810410). De acordo com um artigo do Wall Street Journal em fevereiro de 2019, as mulheres nos Estados Unidos levam em média de 30 minutos a mais do que os homens para chegar ao hospital.
Uma vez na sala de emergência, o médico pode realizar vários procedimentos para salvar a vida do paciente, como limpar as artérias para remover um coágulo ou a inserção de um stent.

3. Os sintomas podem aparecer meses antes da crise. Nas mulheres, os primeiros sintomas ou sinais de infarto do miocárdio podem ocorrer vários meses antes da crise. De acordo com estudos, a maioria das mulheres se queixa de sintomas significativos de até 12 meses antes do ataque cardíaco. Estes sintomas são frequentemente fadiga (incomum), distúrbios do sono e dificuldade para respirar. Outros sintomas podem estar presentes, como formigamento nos braços, dor, ansiedade ou distúrbios digestivos.

4. O sedentarismo, um fator de risco importante. Um estudo australiano publicado em maio 2014 mostrou que o principal fator de risco que afeta coração das mulheres é a falta de exercício, pelo menos em mulheres com mais de 30 anos. Antes dessa idade, o tabagismo é o principal risco. De acordo com a Associação Americana do Coração (American Heart Association), uma mulher deve fazer 20 minutos de exercício por dia, como caminhar, correr ou exercícios de aptidão muscular como.

5. O check-up completo é essencial. Alguns testes cardíacos muitas vezes realizados, como angiografia, nem sempre detectam o risco de ataque cardíaco ou doença cardíaca, especialmente entre as mulheres. É importante visitar um cardiologista ou médico com amplo conhecimento do risco cardíaco em mulheres. Ao realizar alguns testes de sangue além dos testes cardíacos tradicionais, o médico pode identificar proteínas e enzimas específicas de desordens do músculo do coração. Em caso de sintomas não usuais (por ex. fadiga) sem causa aparente, por favor, vá a um cardiologista realizar um check-up completo.
Um estudo publicado em fevereiro de 2019 não surpreende na mesma direção. De fato, as mulheres que passaram menos tempo sentadas ou deitadas, gastando menos tempo com comportamento sedentário, tiveram um risco significativamente reduzido de doença cardíaca. Este estudo foi publicado na edição de fevereiro de 2019 da revista Circulation (DOI: 10.1161 / CIRCULATIONAHA.118.035312). Os pesquisadores estudaram mais de 5.000 mulheres do estudo OPACH que não tiveram ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral antes do início do estudo. Em detalhe, cada hora/dia adicional sem estar sentada foi associado com um risco 12% menor de doença cardiovascular e um risco 26% menor de doença cardíaca em mulheres com idade entre 63-97.

Finalmente, note que a mulher tem fatores de risco específicos (que não são encontradas nos homens), muitas vezes ligados aos hormônios sexuais, como a menopausa, gravidez ou após o câncer de mama. O acompanhamento médico regular irá ajudá-la a reduzir seu risco cardíaco com base na sua situação pessoal.

Update: 20.04.2019 – Fontes: Circulation (DOI: 10.1161 / CIRCULATIONAHA.118.035312), The Wall Street Journal
Fotos: Fotolia.com

5 dicas para ter ossos sólidos

Os ossos tendem a enfraquecer com a idade. As mulheres são as mais afetadas pela diminuição da massa óssea, principalmente após a menopausa. Uma em cada três mulheres sofreria de osteoporose nessa idade. Agora pense em fortalecer seus ossos e siga estas 5 dicas que ajudarão você a ter ossos fortes.

1. Coma de forma saudável

Os alimentos são aliados essenciais da saúde. Coma alimentos ricos em cálcio, como produtos lácteos: leite, manteiga, queijo ou iogurtes. Alguns vegetais como brócolis e erva-doce também são provedores de cálcio e, portanto, promovem a reconstrução óssea. Tanto quanto possível, recomenda-se comer salmão regularmente, pois a vitamina D encontrada neste peixe aumenta a absorção intestinal de cálcio.

Além disso, um estudo publicado online em 21 de fevereiro de 2017 na revista científica Journal of Bone and Mineral Research (DOI: 10.1002 / jbmr.3070) mostrou que uma alimentação rica em alimentos anti-inflamatórios (por exemplo: frutas, legumes, peixes, grãos integrais) ajudou a manter a densidade óssea e reduzir o risco de fratura de quadril. Da mesma forma, as batatas, ricas em potássio, também podem aumentar a densidade óssea.

De acordo com um estudo com mais de 100.000 adultos, as mulheres que comeram de forma saudável tiveram um risco menor de fratura de quadril em comparação com as mulheres que não atentaram à alimentação. Nos homens, essa associação entre alimentação saudável e fratura não foi observada.

Além de bons hábitos alimentares, beba bastante água mineral, especialmente água rica em cálcio. Esta bebida pode ser uma contribuição muito importante deste mineral.

2. Faça atividade física regularmente

Praticar regularmente um esporte (correr, jogar futebol) ou um exercício físico (caminhada), pois a prática de exercício teria um efeito benéfico na redução ou atraso da osteoporose. Sabe-se também que, em particular, a hidroginástica (ginástica na água) seria eficaz no tratamento desta doença.

Um estudo científico espanhol realizado pela Universidade Camilo José Cela mostrou que a corrida possibilitou um aumento da densidade óssea, pelo menos no calcâneo. Os cientistas espanhóis também mostraram que quanto mais quilômetros percorridos, mais a saúde dos ossos aumenta.

Ainda de acordo com este estudo, certas práticas esportivas como levantamento de peso, corrida ou salto reforçam a qualidade dos ossos e, em particular, a densidade de mineralização. Este estudo foi publicado na edição de fevereiro de 2016 da revista especializada European Journal of Applied Physiology.

3. Evite quedas

Se você tem osteoporose, preste atenção às quedas. Tome todas as precauções necessárias para evitá-las: bons sapatos, boa postura, evitar pisos escorregadios, evitar gelo no inverno, possivelmente carregar uma bengala. Se necessário, pode ser aconselhável reorganizar o interior de sua casa para evitar tapetes e objetos que possam te atrapalhar.

4. Adote uma boa postura

Certifique-se de efetuar diariamente todos os movimentos de maneira correta e adote uma boa postura, especialmente das costas. De fato, o exercício físico mal realizado pode piorar os sintomas da osteoporose. Se possível, entre em contato com um profissional para aconselhamento. Para melhorar o equilíbrio e a postura, você pode se concentrar em exercícios como o Tai chi. Isso ajuda a reduzir o risco de queda e ombros arcados.

5. Evite fumar e beber muito álcool

O tabagismo e o álcool estão associados a vários fatores de risco para osteoporose. O tabaco pode interferir com a absorção de cálcio por enfraquecer os ossos devido à perda mineral óssea, expondo os fumantes a um aumento do risco de fratura. Um estudo publicado em 2013 confirma os efeitos nocivos do tabaco nos ossos e na coluna (DOI: 10.11138 / mltj / 2013.3.2.063). O mesmo vale para o consumo excessivo de álcool a longo prazo. Um estudo realizado em ratos, publicado em 2012 (DOI: 10.1016 / j.rhum.2012.02.010), mostra que além de diminuir o conteúdo mineral ósseo, o consumo crônico de álcool tem efeitos nocivos sobre o resistência óssea.

Artigo atualizado em 21 de Março de 2019. Por Criasaude.com.br (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico).
Crédito da foto: Adobe Stock. Crédito do infográfico: Pharmanetis Sàrl (Creapharma.ch)

5 maneiras comprovadas de diminuir naturalmente a pressão arterial

As diretrizes sobre pressão arterial foram publicadas pelo American College of Cardiology e pela American Heart Association em 2017. De acordo com essas diretrizes, o menor valor para hipertensão baixou para 130/180 mmHg em vez dos 140/90 mmHg de antes. Um estudo realizado por uma equipe da University of Utah Health e publicado na revista Circulation em 19 de novembro de 2018 mostrou que a manutenção desse limiar evita doenças cardiovasculares e torna a vida mais saudável. Existem medicamentos que ajudam a baixar a pressão arterial, mas eles não são livres de efeitos colaterais, especialmente desde que outro estudo publicado em 24 de agosto de 2018 no American Journal of Preventive Medicine revela que a redução da pressão arterial abaixo de 110 mmHg pode causar quedas graves e desmaios em alguns pacientes. Aqui estão 5 maneiras de reduzir naturalmente sua pressão arterial. De fato, uma mudança no estilo de vida é um elemento importante na prevenção e no tratamento da hipertensão.

1. Praticar exercícios físicos regularmente

O exercício físico regular, como caminhada rápida, exercícios cardiovasculares, como aeróbicos ou até mesmo exercícios de resistência, como musculação, facilita a circulação de oxigênio e ajuda o coração a realizar menos esforço para bombear o sangue. Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine (DOI: 10.1136/bjsports-2018-099921) mostrou que os exercícios promovem uma redução consistente, embora modesta, da pressão arterial sistólica em hipertensos. É aconselhável fazer uma média de 20 a 30 minutos de exercícios aeróbicos por dia, se possível, para manter um bom nível de pressão arterial. Em seguida, tente novos desafios, tentando aumentar um pouco a velocidade e a distância.

Além de exercícios físicos, atividades de meditação como ioga e tai-chi ajudam a controlar melhor a respiração e, assim, melhor combater o estresse. De fato, o estresse aumenta a frequência cardíaca, que encolhe os vasos sanguíneos e favorece a hipertensão. Alguns minutos de exercícios respiratórios por dia ajudarão você a relaxar e ter um sono melhor.

2. Consumir alimentos ricos em potássio

Alimentos ricos em potássio têm um efeito positivo na redução da pressão arterial. Com a ingestão suficiente deste nutriente, os rins excretam mais sódio pela micção, o que ajuda a baixar a pressão arterial. Fontes preferidas de potássio incluem banana, batata, frutas secas, feijão, peixe, semente de linhaça, alho, abacate e batata-doce. Seguindo essa lógica, recomenda-se reduzir a ingestão de sódio e não exceder 1500 mg por dia para se manter uma boa saúde.

3. Comer chocolate amargo

Um estudo australiano publicado em 2010 (DOI: 10.1186/1741-7015-8-39) mostrou que o chocolate amargo ajuda a baixar a pressão arterial. O cacau, rico em flavonoides, promove o relaxamento dos vasos sanguíneos e estimula a circulação sanguínea. Consumir um pequeno quadrado de chocolate amargo, de preferência entre 60 e 70% de cacau ou mais, cerca de 6 g por dia, pode ajudar a baixar a pressão arterial sem medicação. Cuidado com o excesso, existem outras maneiras de diminuir a pressão arterial, o consumo de chocolate não deve ser seu único recurso.

4. Beber um pouco de álcool (dica apenas para mulheres)

O abuso de álcool é claramente prejudicial à saúde, mas o consumo moderado pode ter o efeito oposto sobre as mulheres. Isto foi revelado em um estudo publicado pelo Boston’s Brigham and Women’s Hospital em 2008 (DOI: 10.1161/HYPERTENSIONAHA.107.104968) que mostrou que o consumo de álcool leve a moderado, ou seja, uma copo ou menos por dia, diminui o risco de hipertensão em mulheres, mas aumenta esse risco em homens.

5. Beber suco de beterraba

De acordo com um estudo de 2016 publicado no Journal of the American College of Cardiology-Heart Failure pelo Wake Forest Baptist em Winston-Salem, Carolina do Norte, beber um copo de suco de beterraba por dia melhora os exercícios aeróbicos e baixa a pressão arterial. Um outro estudo publicado em 2018 na revista científica Journal of Cardiac Failure (10.1016/j.cardfail.2017.09.004) também revelou que o consumo de suco de beterraba foi associado a um aumento significativo na duração do exercício, na máxima potência e no consumo de oxigênio durante a prática de um exercício.

20.03.2019. Pela equipe editorial do Criasuade.com.br (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock. Infográfico de crédito: Pharmanetis Sàrl (Creapharma.ch). Ler em francês:
5 façons éprouvées d’abaisser naturellement votre tension artérielle

4 dicas originais para dormir melhor

11 alimentos para uma boa noite de sonoNOVA YORKCom o aumento do uso de celulares (smartphones) muitas vezes utilizados até tarde, tendem a aumentar os distúrbios do sono na sociedade moderna. Sabemos também que o sedentarismo frequente nas empresas de serviços, incluindo trabalhos o dia inteiro em uma mesa, também perturba o sono. Além de certas recomendações tradicionais para dormir melhor, que incluem evitar beber café depois das 15h, descubra 5 dicas originais e eficazes para dormir bem. 

1. Banho. Tome um banho morno à meia luz antes de ir dormir. Essa prática é muito relaxante.
Os banhos quentes também ajudam a reduzir a temperatura do corpo. Na realidade, quando se toma um banho quente o sangue circula mais para superfície do corpo. Ao sair do banho, o sangue esfria e em seguida todo o corpo. Uma temperatura baixa do corpo ajuda a adormecer melhor.

2. Pés-frios.  Às vezes, os distúrbios do adormecimento podem ser originados por causa dos pés-frios, nesse caso não hesite em colocar meias ou chinelos! Você pode também preparar uma bolsa de água quente.

3. Músicas. Escutar músicas como as do compositor Debussy antes de ir dormir. Um estudo de 2016 publicado na revista científica Journal of Alternative and Complementary Medicine mostrou que as pessoas mais velhas que ouviam músicas como do Debussy com 60 a 80 batidas por minuto durante 30 a 45 minutos, adormeceram mais facilmente e também dormiram por mais tempo. Na manhã seguinte, os participantes sentiram mais descansados do que aqueles sem esse tipo de música. Segundo os pesquisadores, esta música tem um efeito relaxante sobre o sistema nervoso e aumenta a liberação de oxitocina, um tipo de hormônio do “bem-estar”. As batidas do ritmo musical perto de 60 correspondem à frequência cardíaca durante o momento do adormecimento.

4. Temperatura. É importante ter uma temperatura adequada no quarto. Uma temperatura de 18,3°C (65 graus Fahrenheit) é recomendada para uma boa noite de sono. Em outras palavras, a maioria das pessoas que possuem termostato deve usa-lo com alguns graus mais baixo do que o habitualmente do que usado em os outros comodos do apartamento ou casa. Estes resultados vêm de um estudo publicado em 2015 na revista científica Current Biology, mostrando surpreendentemente que a temperatura tinha em média mais impacto sobre o sono do que a luz. O que é importante entender é que para um bom adormecimento, o corpo muitas vezes precisa ter uma temperatura mais baixa do que no resto do dia. No verão ou em países quentes, sem ar condicionado, é recomendado o uso de roupas o mais leves possíveis para dormir e ventilar bem. Este estudo foi realizado principalmente por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).

Ciclos do sono, tipos de sono

Update: 14.03.2019. Ler: insônia

10 dicas para desintoxicar o corpo no pós Carnaval

8 dicas de beleza para o carnavalSÃO PAULO – O Carnaval é uma festa popular na qual as pessoas dançam, se divertem, comem e bebem em excesso. Devido ao consumo muitas vezes exagerado de comidas e bebidas, nosso corpo necessita de uma verdadeira desintoxicação. Veja nossas dicas de alimentos para ajudar a limpar o corpo depois do Carnaval e voltar com tudo à rotina diária.

1. Beba bastante água. A água é um excelente aliado na desintoxicação do corpo. Além de hidratar, a água literalmente lava o corpo de dentro para fora, ajudando a eliminar toxinas, dilui poluentes, melhora a função dos rins, e ajuda na digestão.

2. Coma folhas verdes. Alimentos como alface, espinafre, rúcula, acelga, etc são excelentes fontes de fibras. As fibras ajudam a limpar o organismo e melhoram a digestão. Além disso, elas diminuem a absorção de gorduras e toxinas.

Carboidratos3. Dê atenção às frutas. Após o Carnaval, dê atenção especial às frutas, sobretudo àquelas com alto teor de água e baixa caloria, como melancia, abacaxi, melão, morango, etc. Elas são ricas em vitaminas e minerais e ajudam a repor o que foi perdido durante as festas.

4. Tome chá. Muitos tipos de chá, em especial o chá verde e chá preto, são ricos em antioxidantes e ajudam a desintoxicar o corpo. Outros chás poderosos são o de boldopicãoerva-cidreira, dentre outros.

5. Não exagere no café. O café é um aliado na desintoxicação do corpo, mas não exagere. Ele ajuda a melhorar a dor de cabeça causada pela ressaca, além de ser diurético e melhorar a atenção e o alerta.

6. Evite carnes vermelhas e gorduras. Nesse período após o Carnaval, evite esses alimentos, uma vez que são mais difíceis de serem digeridos. Dê preferencia às carnes brancas como peru, peixe, frango e crustáceos. Prefira prepara-los grelhados, assados ou cozidos, ao invés de fritos. Evite também alimentos embutidos (como salsichas, mortadela) e em conserva.

7. Coma grãos. Eles são poderosos aliados na limpeza do organismo, melhoram a digestão e ajudam eliminar toxinas. Dê preferência aos grãos integrais. Exemplos de grãos são trigo, cevada, aveia, centeio, alpiste, semente de girassol, linhaça, etc.

Pratique esportes8. Pratique atividades físicas. Esportes aceleram a limpeza do organismo e ajudam a eliminar toxinas e aquelas calorias extras adquiridas durante as festas. Consulte um orientador físico para saber qual tipo de esporte praticar.

9. Evite beber. O álcool causa desidratação do corpo, além de atrapalhar as funções do fígado e do rim. Por alguns dias, evite o consumo do álcool para que seu corpo se recupere.

10. Dê um descanso ao seu corpo. Uma das partes mais importantes é dar tempo suficiente ao seu corpo para que ele se recupere, elimine todas as toxinas e volte a funcionar normalmente. Evite cair em festas e alimentações desregradas.

Com essas dicas você voltará à ativa o mais breve possível, com um corpo novo e saudável.

Foto: Fotolia.com. Update: 07.03.2019

5 plantas medicinais com propriedades anti-inflamatórias

Índia GengibreA natureza é cheia de plantas com propriedades úteis para o ser humano, daí o conceito de plantas medicinais. Descubra abaixo 5 plantas com propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a dor. Deve-se saber que a inflamação é uma resposta natural do organismo frente a uma agressão, como uma doença, uma infecção ou uma lesão, e pode se manifestar por meio de dor, calor, vermelhidão e inchaço da área. Uma inflamação aguda é muitas vezes útil para alertar o organismo do perigo, mas uma inflamação crônica, ao contrário, é prejudicial ao corpo. Algumas plantas ricas em antioxidantes (por exemplo, flavonóides) podem ajudar a combater a inflamação crônica.

1. Gengibre
O gengibre (Zingiber officinalis) é uma planta da família zingiberaceae. Esta planta contém compostos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes tais como os gingeróis, paradóis e shogaóis. É por esta razão que é particularmente eficaz no alívio da dor causada pela artrite e outras doenças reumáticas inflamatórias. Para aproveitar ao máximo as propriedades do gengibre, recomenda-se que se coma fresco. O consumo diário de gengibre não causa efeitos secundários específicos, mas pode resultar em diarréia leve ou sensação de queimação no estômago. Estes sintomas eventualmente desaparecem quando o corpo se adaptar ao gengibre.

2. Aroeira
A aroeira ou aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius) vem de uma árvore nativa do Peru. Os índios da América do Sul a utilizam há muito tempo por suas virtudes naturais. Hoje, é conhecida pelos seus benefícios musculares e articulares. Disponível na forma de óleo essencial, a aroeira destina-se principalmente ao uso externo. Misturado com um pouco de óleo vegetal, é frequentemente usado como um óleo de massagem para tratamento da dor relacionada à artrite e à osteoartrite. Também é eficaz no tratamento de dores e outros traumatismos articulares. O óleo essencial extraído desta planta medicinal ajuda os atletas a se prepararem para o esforço físico. A aroeira também é eficaz no tratamento de crises de gota e dores de dente.
Observe também que, no Brasil, esta planta é uma das poucas plantas medicinais oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), planta indicada especialmente durante infecções fúngicas por Candida.

3. Chá verde
O chá verde (Camellia sinensis) deve suas propriedades anti-inflamatórias à sua riqueza em polifenóis, incluindo a catequina, uma substância com poder antioxidante cerca de 200 vezes maior do que a vitamina E. Vários estudos mostraram que o chá verde é um excelente analgésico e anti-inflamatório. É especialmente eficaz no tratamento de doenças inflamatórias, particularmente na redução ou mesmo cessação da ruptura da cartilagem que esse tipo de doença causa. Para aproveitar ao máximo as virtudes do chá verde, é aconselhável deixar infundir por 3 a 5 minutos. Beba este chá de uma a várias vezes por dia.

4. Açafrão-da-terra
O açafrão-da-terra (Curcuma aromatica, Curcuma longa) tem sido usado há muito tempo na Índia e na China para tratar doenças inflamatórias crônicas. Testes in vitro e em animais demonstraram que este tempero é eficaz no tratamento de pancreatite, artrite reumatóide ou mesmo da colite ulcerativa. Em pessoas com osteoartrite, o tratamento a base de açafrão-da-terra fornece efeitos comparáveis aos anti-inflamatórios convencionais como o ibuprofeno. Os extratos padronizados desta planta medicinal também reduzem os sintomas do intestino irritável e melhoram o conforto das pessoas que sofrem dessa doença. O consumo de açafrão-da-terra também ajuda a prevenir a ocorrência de doenças inflamatórias do fígado e do intestino, como obstrução da via biliar e hepatite.

5. Azeite de oliva
O azeite de oliva é rico em oleocantal, um composto que tem as mesmas propriedades terapêuticas do ibuprofeno, um anti-inflamatório comumente usado. Quatro colheres de sopa de azeite de oliva correspondem a cerca de 10% da dose necessária para combater a dor. A longo prazo, o consumo regular de azeite de oliva ajuda a reduzir o risco de desenvolver muitos tipos de câncer e também doença de Alzheimer.

EBOOK DE CRIASAUDE50 plantas medicinais para serem cultivadas em seu jardim ou varanda

Update: 21.02.2019. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br. Supervisão científica: Xavier Gruffat (farmacêutico).
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Creapharma.ch

7 dicas de beleza para o carnaval

8 dicas de beleza para o carnavalSÃO PAULO – O carnaval está chegando e todo mundo quer ficar bonito para desfilar nas avenidas. Os dias de calor e folia podem deixar você com a aparência desgastada e cansada. A pele e o cabelo são os que mais sofrem nesse período de agitação. Veja nossas dicas de beleza para curtir o carnaval e manter a boa aparência.
1. Cuide dos cabelos. No carnaval, um dos destinos preferidos são as praias e piscinas. As águas do mar e da piscina danificam e ressacam os fios de cabelo, deixando-os quebradiços e opacos. Use cremes e máscaras para hidratar e proteger os fios.

2. Cuidado com o sol. Além de causar queimaduras na pele, o sol também danifica os cabelos. Use sempre protetor solar e escolha tomar sol até às 10 da manhã ou depois das 4 da tarde. Use máscaras com filtro solar para proteger os fios de cabelo.

8 dicas de beleza para o carnaval3. Hidrate-se constantemente. A exposição excessiva ao sol, o consumo de bebidas alcóolicas e a constante atividade física (como danças de carnaval, etc), desidratam muito o corpo e prejudicam a pele. Beba preferencialmente água e sucos naturais sem açúcar. Chás gelados sem açúcar também são uma boa pedida.

4. Cuide bem da sua pele. Normalmente as pessoas costumam se maquiar durante o carnaval e acabam por usar produtos inadequados que podem aumentar a incidência de cravos e espinhas. Se você não sabe o que usar, converse com o seu dermatologista. Dê preferência aos produtos à base de água. Lembre-se sempre de remover a maquiagem após a folia.

5. Use roupas leves. O carnaval é uma época de muito calor. Dê preferencia a fantasias leves que permitam você transpirar e se movimentar quando estiver na avenida. Roupas muito abafadas aumentam muito a temperatura do corpo e podem por sua saúde em risco.

6. Evite beber demais. As bebidas alcóolicas prejudicam muito o organismo, além de causar grande desidratação. Evite beber em excesso e, principalmente, evite beber de estômago vazio.

7. Alimente-se bem. Essa dica vale para o ano todo. No carnaval, as pessoas tendem a se alimentar mal e comer comidas de rua. Durante essa época do ano, não saia da sua rotina alimentar. Dê preferencia a frutas com alto teor de água e minerais, como melancia, melão, uvas, abacaxi, etc. Evite comer comidas que você não sabe a procedência.

Com essas dicas você irá pular muitos carnavais com saúde e beleza.
Foto: © Oleg Gekman – Criasaude.com.
Update: 21.02.2019

O estado de atenção plena pode facilitar os sintomas da menopausa

ROCHESTER, Minnesota.- A atenção plena pode estar associada a menos sintomas da menopausa para as mulheres, de acordo com um estudo da Mayo Clinic recentemente publicado em Climacteric: The Journal of the International Menopause Society. Os pesquisadores descobriram que a atenção pode auxiliar particularmente as mulheres com menopausa que enfrentam irritabilidade, ansiedade e depressão.

“Neste estudo, descobrimos que as mulheres de meia-idade com índices mais altos de atenção plena sofreram menos sintomas da menopausa,” afirma o internista geral da Mayo Clinic e especialista em saúde da mulher, Dr. Richa Sood, principal autor do estudo. “Essas descobertas sugerem que a atenção plena pode ser uma ferramenta promissora para ajudar as mulheres a diminuírem os sintomas da menopausa e o estresse em geral.”

Atenção plena envolve focar a atenção no momento presente e observar os pensamentos e sensações sem julgamento. Pesquisas anteriores mostraram que praticar a atenção plena pode reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida.

Todos os dias, cerca de 6.000 mulheres nos EUA atingem a menopausa. Em 2020, espera-se que o número de mulheres com 55 anos de idade ou mais chegue a 46 milhões. Considera-se que uma mulher chegou à menopausa se ela tiver passado um ano sem menstruar. Os sintomas comumente apresentados na menopausa podem incluir ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal e alterações de humor.

O estudo envolveu 1.744 mulheres com idades entre 40 a 65 anos que receberam cuidados na Clínica de Saúde da Mulher da Mayo Clinic em Rochester entre 1 de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2016. As participantes preencheram questionários que classificaram seus sintomas da menopausa, nível percebido de estresse e atenção plena. Os pesquisadores descobriram que as mulheres com pontuações mais altas de atenção plena tinham menos sintomas da menopausa. Quanto maior o nível de estresse percebido de uma mulher, maior o vínculo entre uma maior atenção plena e os sintomas da menopausa diminuídos.

Um resultado surpreendente do estudo é que as pontuações mais altas de atenção plena não estavam associadas às pontuações mais baixas dos sintomas de ondas de calor e de suor noturno, afirma o Dr. Sood. Uma teoria sobre a razão disso é que a quantidade de desconforto sofrido por suores noturnos e ondas de calor pode ter mais a ver com características individuais de personalidade do que com os próprios sintomas. Uma descoberta interessante no estudo, de acordo com o Dr. Sood, foi a associação das pontuações mais altas de atenção plena às pontuações mais baixas dos sintomas de irritabilidade, depressão e ansiedade em mulheres de meia-idade que atingiram a menopausa.

“Embora ainda haja a necessidade de mais estudos, os médicos podem considerar a atenção plena como uma potencial opção de tratamento para mulheres na menopausa”, diz Dr. Sood.

Felizmente, a atenção plena é uma habilidade que pode ser aprendida.

“Essencialmente, o primeiro passo para ficar atento é se conscientizar de que nossas mentes estão no piloto automático a maior parte do tempo”, afirma Sood. “O objetivo durante os momentos de atenção não é esvaziar a mente, mas tornar-se um observador da atividade da mente, sendo gentil consigo mesmo. O segundo passo é criar uma pausa. Respire fundo e preste a atenção ao próprio espaço, pensamentos e emoções sem julgar. A calma resultante ajuda a diminuir o estresse.”

23.01.2019. Fonte: Press Release. Fotos: Adobe Stock.

Quanto devemos beber no verão?

BOSTON – Com o verão, uma pergunta que sempre vem à mente é: quanto de líquido devemos beber por dia durante a estação, sobretudo durante as ondas de calor? O Criasaude.com.br traz esse artigo baseado em conselhos de especialistas.

Por que beber água é importante?

A ingestão de líquidos permite o transporte de nutrientes para as células e elimina as impurezas do corpo. Um ser humano não pode sobreviver mais do que alguns dias sem ingerir líquidos. Sabemos também que beber pode evitar muitas doenças, tais como cistiteconstipaçãoqueimaduras solaresgota, e doenças do trato respiratório (resfriados, gripessinusites, etc).

Quanto devemos beber normalmente?

Quanto devemos beber normalmenteNormalmente, isto é, quando o tempo não está excessivamente quente e seco, é aconselhável que homens bebam cerca de 2,1 litros de líquidos por dia, e as mulheres, 1,5 litros, segundo parecer da Autoridade Europeia para Segurança dos Alimentos (AESA). Considerando a quantidade de líquidos contida nos alimentos, homens devem ingerir 2,6 litros por dia, ao passo que as mulheres, 2 litros, uma vez que estima-se que os alimentos tenham cerca de 500 mL de líquido em seu conteúdo.
A Universidade de Harvard é menos precisa que a AESA e recomenda beber entre 880 mL (ou 30 oz nos EUA) e 1,47 litros (50 oz) por dia, segundo dados publicados em julho de 2015 na Harvard Health Letter. Essa quantidade corresponde a cerca de 4 a 6 copos de água por dia.

Quais as recomendações no caso de fortes ondas de calor?

Neste caso, o recomendado é ingerir cerca de 8 copos de água por dia, pelo menos nos Estados Unidos, como observou o portal cbsnews.com (site da maior emissora de TV dos EUA em termos de audiência). Entretanto, médicos e cientistas dizem que não há estudos que mostrem que essa é a quantidade ideal de água por dia.

Diferentes necessidades individuais

A grande dificuldade para os especialistas é levar em consideração as diferentes necessidades individuais, além de considerar fatores como temperatura e nível de umidade. Por exemplo, uma pessoa que pratica esporte em pleno sol ao meio-dia no verão, provavelmente terá de beber mais litros de água, e não se limitará a 8 copos de água por dia. Um bom método é sempre beber quando você tiver sede. As mulheres grávidas e lactantes também devem beber mais do que a média das outras mulheres. Nesse caso, o médico ou o nutricionista indicarão qual a quantidade adequada.

Como saber se você bebeu líquidoso suficiente?

Uma dica útil para saber se você está bebendo a quantidade adequada de água é sempre olhar para a cor da sua urina. Se ela estiver clara, quase transparente, significa que a quantidade ingerida de líquidos é suficiente. Em contrapartida, caso ela esteja amarela de coloração forte, significa que é importante beber mais água durante o dia. Algumas balanças também medem o nível de hidratação do corpo e garantem um resultado mais preciso. Esses aparelhos são normalmente encontrados em consultórios de nutricionistas e nutrólogos.
Além de água, é indicado ingerir frutas para combater a desidratação, como melancia, melão, pêra, maçã e frutas cítricas.

Uma dica importante é evitar refrigerantes e bebidas doces, como sucos de frutas adoçados. Prefira ingerir água, chás, água de côco e líquidos sem açúcar refinado.

Dica (para não beber apenas água)

Chá gelado de hortelã
Chás de ervas são uma excelente alternativa para hidratar e refrescar durante o verão. Para preparar, coloque 4 sachês de chá de hortelã ou folhas de hortelã em um bule de chá. Ferva 1,5 litros de água e despeje no bule. Adoce a gosto. Espere esfriar e ponha o bule na geladeira. Sirva gelado. Você pode também incrementar sua receita adicionando gotas de limão, ou outras ervas, como capim limão. Beba vários copos por dia.

Leia também: 12 doenças que podem ser prevenidas bebendo muito líquido – 10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor – 9 bebidas refrescantes para o verão

Update 21.01.2019. Por Xavier Gruffat (farmacêutico).Fontes: Mayo Clinic, CBSNews, Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA). Fotos: Fotolia.com.