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9 bebidas refrescantes para o verão

RIO DE JANEIRO – O verão chegou. A falta de cuidado com a alimentação pode levar a sérias complicações como desidratação, diarreia e desnutrição. A alimentação no verão deve ser monitorada constantemente para se ter saúde, hidratar o corpo e aproveitar o melhor da estação. Conheça nossas bebidas refrescantes ideais para a estação mais quente do ano e tenha muita saúde.

“Ninar” os adultos também os ajuda a dormir1. Água de coco. A água de coco é rica em vitaminas e minerais que regulam o equilíbrio eletrolítico do corpo, sendo a bebida ideal para aquele dia quente na praia. Além disso, a água de coco contém carboidratos, antioxidantes, aminoácidos e enzimas que ajudam o corpo a funcionar de maneira eficiente.
2. Suco de laranja. Esse suco é rico em vitamina C e betacaroteno, ajudando na saúde da pele e regulando a imunidade. A laranja é extremamente refrescante e você pode servir esse suco com limão. Sirva gelado ou com pedras de gelo.
3. Suco de cenoura. A cenoura é rica em betacaroteno, substância precursora da vitamina Aque é fundamental para a saúde da pele. Além disso, esse suco ajuda a manter um bronzeado bonito e duradouro durante o verão, ajudando a ter aquela cor dourada tão esperada. Uma dica é adicionar laranjas e beterraba ao suco de cenoura, criando um suco para se bronzear.
2. Exagerou na gordura? Coma frutas cítricas4. Suco de limão. Esse suco é rico em vitamina C, sendo um excelente aliado da imunidade, ajudando a prevenir diversas doenças. Além disso, o suco de limão, ou limonada, é extremamente refrescante. Sirva-a bem gelada ou com pedras de gelo.
5. Chá de erva-doce. Também chamada de infusão de melissa, esse chá é refrescante, leve e ajuda na digestão, sendo ideal para aqueles dias que você acha que exagerou na comida. Uma boa dica é servir esse chá gelado com limão e hortelã.
6. Suco de açaí. O açaí é aliado dos atletas por ser rico em energia, sendo ideal para tomar antes de praticar esportes. Além de vitaminas e minerais, o açaí é rico em antioxidantes e substâncias anti-inflamatórias. Beba esse suco gelado.
7. Suco de melancia com gengibre. Essa é uma excelente combinação energética e refrescante. A melancia é hidrante, ajudando a repor a água perdida pelo organismo. O gengibre tem propriedades energéticas que ajudam a combater o cansaço e a fadiga. Beba esse suco gelado ou com pedras de gelo.
8. Chá verde. Rico em antioxidantes, esse chá é aliado na prevenção de diversas doenças, como hipertensãocâncer e atediabetes. Use a criatividade e faça combinações refrescantes com limão, hortelã, gengibre ou até mesmo casca de laranja. Beba esse chá gelado.
9. Suco de abacaxi. O abacaxi é rico em fibras, sendo excelente contra a constipação, além de ter alto teor de vitamina C e outros minerais e ter baixas calorias. Uma excelente dica é adicionar folhas de hortelã para deixar esse suco mais refrescante.

Priorize o consumo de sucos feitos com a própria fruta, ao invés da polpa. Evite também o consumo de açúcar, sal e gorduras. Priorize vegetais frescos, grãos e não se esqueça de beber muita água, pelo menos 2 litros por dia.

Ler: 12 doenças que podem ser prevenidas bebendo muito liquido

Update : 31.12.2021

10 problemas comuns que afetam o pé

SÃO PAULO – Muitas vezes escondidos em sapatos e meias, os pés com mais de 150 ossos, articulações, tendões, músculos e ligamentos em cada pé, são às vezes negligenciados e até abusados ​​com o risco de serem danificados. Os 2 pés têm 52 ossos, ou 25% de todos os ossos do corpo. Embora a dor no pé seja geralmente de curta duração e benigna, pode ser um sintoma de outras condições que precisam ser diagnosticadas e tratadas a tempo. Com uma média de 6.000 a 7.000 passos por dia, os pés são de importância fundamental. Segundo a revista Prevention, que se baseia em estudos, aproximadamente 25% dos norte-americanos com 45 anos ou mais sofrem de dor crônica nos pés. Para prevenir melhor os riscos de doenças e complicações, descubra 10 problemas comuns nos pés.

1. Gota

A gota é uma doença reumatológica devido ao aumento do nível de ácido úrico no sangue. Essa molécula cristaliza nas articulações e causa uma inflamação extremamente dolorosa que geralmente afeta o pé, especialmente o dedão do pé. Durante um ataque de gota, geralmente apenas uma articulação é afetada, mas as dores são tão torturantes que o simples contato com o lençol pode se tornar insuportável. A gota está aumentando nos últimos anos, especialmente nos países industrializados, devido ao aumento de junk food, ou má alimentação.

2. Infecções fúngicas dos pés e unhas

A micose dos pés (“pé de atleta”) é uma doença infecciosa causada pela proliferação de fungos entre os dedos. Ela se apresenta na forma de vermelhidão e descamação. A aparição de coceira e rachaduras também ajuda a reconhecê-la. O fungo pode se desenvolver sob as unhas, é neste caso de onicomicose. A unha sai levemente da pele, fica com outras cores (amarela ou verde) e varia em espessura ou textura.

3. Dores nos pés (por exemplo, entorse e bolhas)

O pé pode estar sujeito a diferentes tipos de dores, dependendo da região afetada: músculos, ossos, articulações, ligamentos e tendões. Uma entorse também pode causar dor intensa. Sapatos desconfortáveis, atrito excessivo, esportes (por exemplo, futebol) e fadiga são origens de dor nos pés. Em caso de inchaço dos pés, vermelhidão, bolhas, unhas encravadas, calos e calosidades, dor persistente ou se houver dificuldade em mover o pé, é melhor consultar um médico ou um podólogo para evitar qualquer risco de complicações.

4. Unha encravada e paroníquia

A unha encravada é caracterizada pelo crescimento de uma unha na carne, ou seja, dentro da pele. Geralmente é no dedão do pé. A área afetada fica vermelha, com o aparecimento de inflamação dolorosa. Unhas muito curtas, sapatos muito apertados e algumas unhas que curvam naturalmente são origens de unha encravada. Cuidado, sem tratamento, a ferida pode infectar. Às vezes, uma lesão na unha do pé pode promover o desenvolvimento de uma paroníquia, uma infecção bacteriana que, no estágio 3 de sua evolução, pode atingir a corrente sanguínea com risco de sepse.

5. Verrugas plantares

Verrugas plantares estão entre os problemas mais comuns encontrados no pé. Esta é uma pequena excrescência que se desenvolve na sola dos pés. As verrugas geralmente são indolores, mas quando aparecem sob os pés, tornam-se muito dolorosas e precisam ser tratadas rapidamente. A verruga, como mostrado na foto abaixo, também pode estar presente sobre o pé (não na planta).

6. Calos e calosidades

Menos dolorosa do que verrugas e bolhas, a calosidade é caracterizada pelo espessamento da epiderme. Aparece na região de pressão da planta do pé ou onde a pele sofre fricção muito frequente. Quanto ao calo, é reconhecido como uma pequena calosidade amarelada, levemente cônico, que cresce na parte de trás das articulações, principalmente na ponta dos pés e nas extremidades do pé. Causa dor ao caminhar e pode ser infectado se não for cuidado. Os diabéticos devem estar atentos a esses problemas nos pés, que podem ter o diagnóstico retardado, pela ausência de dor.

7. Hálux valgo (joanete)

O hálux valgo ou joanete (bunions em inglês) é um problema de desalinhamento do dedão do pé e do osso comprido que o liga ao tornozelo. Mesmo que as causas ainda não sejam muito precisas, é aconselhável que as mulheres, mais afetadas por essa afecção, evitem, a longo prazo, usar sapatos com bico fino e com salto alto. Outra dica é evitar comprar sapatos muito grandes ou pequenos demais. O hálux valgo pode causar dor persistente no pé e formar um caroço na parte externa do dedão do pé. Estima-se que 30% das mulheres sejam afetadas por uma ou mais joanetes.

8. Neuroma de Morton

O neuroma de Morton se manifesta por uma forte dor entre os dedos dos pés. Isso pode ocorrer como resultado do espessamento ou dilatação do tecido ao redor dos nervos plantares. A aparição do neuroma pode ser explicada pela compressão dos nervos após o uso de sapatos muito apertados. Estima-se que esta doença afete mais mulheres que homens. Nem sempre existe um sinal visível do lado de fora do neuroma de Morton, mas assim que uma dor que se assemelha a uma queimadura ou dormência aparece abaixo ou entre os dedos, o melhor é consultar um médico.

9. Cãibras nos pés

Cãibras nos pés são contrações dolorosas e involuntárias que afetam os músculos. Geralmente são rápidas e podem ser devido a muito esforço que não foi precedido por aquecimento muscular suficiente. O esforço excessivo dos músculos ou a contração muscular sustentada também pode ser a causa dessas cãibras. Desidratação, gravidez ou má circulação sanguínea nos músculos são fatores que podem causar essas dores. No caso de cãibras nos pés, o músculo deve ser alongado suavemente, puxando a ponta do pé em sua direção, com a perna estendida. Massageie a área tensa ou levante-se, estique as pernas e caminhe assim que a dor se dissipar um pouco, também para ajudar a evitar espasmos adicionais.

10. Mau cheiro nos pés (chulé)

O mau cheiro dos pés é geralmente causado pela abundância de transpiração. A falta de higiene dos pés também promove a proliferação de bactérias que se alimentam de pele morta. Outras causas, como estresse, diabetes e o uso de meias e sapatos feitos de materiais que impedem a circulação de ar, como nylon ou poliéster, aumentam o risco de ter chulé. O tratamento da causa e uma boa higiene dos pés permitem afastar esse odor desagradável. Sapatos de couro e meias de algodão são os preferidos. Observe que talco, amido de milho e bicarbonato de sódio absorvem a umidade enquanto um banho regular com chá preto ajuda a reduzir a transpiração e, portanto, o mau cheiro.

Artigo atualizado em 10.12.2021. Pela redação do Creapharma.ch (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Fontes e referências: Prevention, Bougersante.ch – veja também fontes sobre os tópicos da doença em Creapharma.ch (por exemplo, gota, micoses nos pés …)

Créditos das fotos: Fotolia.com. Infografias: Pharmanetis Sàrl (Criasaude.com.br).

Qual é a quantidade de açúcar adicionado que não deve ser excedida por dia?

WASHINGTON D.C. – Os açúcares adicionados estão presentes em muitos alimentos e, às vezes, em produtos que nem suspeitamos. Isso torna muito fácil o consumo em grandes quantidades, o que é prejudicial à saúde. Sabemos que o consumo excessivo de açúcares leva principalmente à obesidade, uma doença que aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares como AVC ou infarto do coração, câncer e morte por Covid- 19 Aqui estão nossas dicas para te ajudar a manter uma alimentação balanceada todos os dias.

Açúcares adicionados

Vamos primeiro lembrar que chamamos de “açúcares adicionados” (em inglês: added sugars) todos os açúcares que são adicionados aos alimentos e bebidas pelo fabricante durante o processo industrial, pelo cozinheiro ou pelo consumidor. Os açúcares adicionados são, principalmente, sacarose (açúcar de mesa), glicose, lactose e frutose. Os açúcares adicionados podem ser encontrados em bebidas açucaradas (refrigerante, chá frio, cafés), molhos (ex. molho de tomate), iogurte, sobremesas, cereais matinais, doces, balas, etc.

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A ingestão diária recomendada

A OMS recomenda uma dose máxima de 6 colheres de chá de açúcar por dia (1 colher de chá = cerca de 4 g). Esta quantidade corresponde a necessidade média de energia de um adulto cuja atividade é moderada. Na verdade, o açúcar, transformado em glicose durante a digestão, desempenha um papel de combustível para o bom funcionamento do organismo, especialmente o cérebro. É por esta razão que é essencial, mesmo que não seja o único a ocupar esse papel, já que outros nutrientes, como proteínas e lipídios, também fornecem energia para o corpo. Quanto mais energia gastamos, mais calorias o corpo precisa para suportar esses esforços. Em crianças, é aconselhável não exceder 3 colheres de chá por dia. Note-se que, no início dos anos 2000 (já em 2002), a OMS recomendou uma ingestão diária de 50 g de açúcar. O objetivo não era exceder 10% da ingestão calórica diária de açúcar. Com as novas recomendações da OMS para consumir 25 g de açúcar por dia, o objetivo não é exceder 5% da ingestão diária de calorias.

Nos Estados Unidos, em setembro de 2020, um comitê federal (federal committe) de diretrizes dietéticas dos EUA composto por 20 médicos e acadêmicos recomendou que os americanos consumissem no máximo 6% de açúcares adicionados por dia, menos que os 10% recomendado nas diretrizes anteriores (2020)1. Atualmente nos Estados Unidos, as Dietary Guidelines for Americans para 2020-2025 recomendam não consumir mais de 50g de açúcar para uma dieta de 2000 calorias por dia e limitar a adição de açúcar a não mais de 10% do total de calorias diárias2.

Exceções: frutas e leite

A dose recomendada de 25g por dia de açúcar não inclui os açúcares contidos nos frutos se eles são consumidos por inteiro porque  os açúcares estão envolvidos da fibra, acreditam que esse açúcar não é prejudicial. Por outro lado, os sucos de frutas devem ser contados nestes 25 g. Os açúcares encontrados no leite como a lactose também são excluídos desta soma máxima de açúcar por dia de 25 g.

Qual é a quantidade de açúcar adicionado que não deve ser excedida por dia?

O que acontece em caso de excesso? 22 colheres de chá por dia!

Nos Estados Unidos, a Associação Americana do Coração (American Heart Association), que é uma instituição de referência em cardiologia, recomenda uma dose diária máxima de 24g (cerca de 6 colheres de chá) para mulheres e de 36g (cerca de 9 colheres de chá) para homens. No entanto, o consumo médio da população americana excede muito essa base e gira em torno de 88g (cerca de 80 g no Brasil), ou cerca de 22 colheres de chá por dia. Esse excesso é parcialmente explicado pelo fato de que o açúcar é encontrado em muitos alimentos, naturais, mas principalmente processados e industrializados. Portanto, torna-se muito fácil de consumir, às vezes sem se dar conta disso. Em geral, não são frutas e vegetais, mas é o açúcar adicionado ou açúcar livre que predomina neste consumo excessivo.

Riscos

Absorvido em grandes quantidades, o açúcar promove a produção e o acúmulo de gordura no organismo e pode ser a causa de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares (derrame, infarto do miocárdio) e outras doenças crônicas (por ex. gota). No nível metabólico, se o açúcar não é transformado imediatamente em energia, ele se transforma em gordura, especialmente no fígado. Nos Estados Unidos, um estudo3 publicado em agosto de 2021 com a participação de pesquisadores da Universidade de Harvard mostrou que uma redução de 20% no teor de açúcar dos alimentos embalados e uma redução de 40% no teor de açúcar das bebidas adoçadas mostraram que, durante a vida útil de uma população adulta média nos EUA, tais reduções poderiam evitar cerca de 2, 5 milhões de ataques cardíacos (infartos do miocárdio), derrames e paradas cardíacas, previne 750.000 casos de diabetes e quase 490.000 mortes cardiovasculares, e economiza bilhões de dólares em custos de assistência médica.

Por que os alimentos industriais contêm muito açúcar?

Existem várias razões para o uso significativo de açúcares em alimentos industriais. A melhoria da conservação, uma ação antimicrobiana (especialmente para carnes) e a correção do sabor dos alimentos são 3 elementos importantes para os industriais. Mas provavelmente o principal motivo é para fins de marketing, ou seja, fidelização do cliente. Como o açúcar é muito viciante, quanto mais alimentos contém açúcar, mais o consumidor será tentado a comprá-lo com freqüência, o que aumenta mecanicamente as vendas da indústria agroalimentar.

Como manter o equilíbrio na dieta?

Para manter uma dieta saudável, é melhor dar preferência à ingestão de alimentos de origem natural. O teor de fibra e água nesses alimentos ajuda a limitar a absorção de açúcar. Note, no entanto, que os sucos de frutas naturais não são recomendados, porque eles contêm muito açúcar, prefira o consumo de frutas inteiras (por exemplo, laranja, limão) ricas em fibras. Ao consumir alimentos industrializados ou processados, deve-se ter o cuidado de observar a quantidade de açúcar em cada alimento ou bebida. Atenção, o açúcar às vezes é escondido atrás de nomes desconhecidos como: xarope de agave, eritritol, mel, glicose, sacarose, frutose, lactose, etc. Estes nomes são frequentes. Estas são técnicas de comercialização utilizadas pela indústria agroalimentar para não usar o termo “açúcar”.
Além de alimentos naturais, açúcar de mesa ou sacarose e doces, outros produtos altamente consumidos, como sorvetes, bebidas, até mesmo suco natural de frutas como já vimos, iogurtes de frutas, conservas, pratos preparados como pizzas e molho de tomate, contêm açúcar e aumentam a quantidade consumida por dia.

Algumas dicas

Para reduzir o consumo de açúcar, aqui estão algumas dicas para adotar diariamente:
– Se possível, “não beba calorias”. Você deve absolutamente evitar refrigerantes e outras bebidas muito doces.
– Se você beber café, por exemplo, tente beber café sem açúcar. Pode ser estranho na primeira vez, mas depois você pode se acostumar. Se em vez de você beber 3 xícaras de café por dia com uma colher de açúcar, você beber uma xícara sem açúcar, a cada vez, já são alguns gramas de açúcar por dia a menos. Idem para os chás.
– Não adoce a salada de frutas, escolha frutas bastante maduras.
– Em vez de comprar bebidas engarrafadas de 1,5 litros, dê preferência a latas pequenas ou garrafas pequenas para diminuir o consumo de açúcar. Mas, como vimos, o ideal é não tomar refrigerantes ou outras bebidas muito doces, mesmo em pequenas quantidades.
– Para os iogurtes, em vez de comprar iogurtes com frutas prefira os iogurtes sem açúcar e sem outros aditivos (ex. mel ou baunilha), em seguida, adicione a fruta (ex. morango) ao pote.

Qual é a quantidade de açúcar adicionado que não deve ser excedida por dia?

19.11.2021 (update). Pela equipe editorial de Criasaude.com.br (supervisão científica: Xavier Gruffat, farmacêutico). Fontes: OMS, France 5, The Wall Street Journal.
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Criasaude.com.br

Antidepressivo pode reduzir risco de internação por Covid em mais de 30%

SÃO PAULO Um novo estudo publicado em 27 de outubro de 2021 na Lancet Global Health (DOI: 10.1016/S2214-109X(21)00448-4) mostrou que a fluvoxamina foi capaz de reduzir as admissões hospitalares em pacientes Covid-19 com risco de formas graves em uma média de pouco mais de 30%. A fluvoxamina (no Brasil: no Maleato de fluvoxamina Abbott e Luvox1 é tomada no início dos sintomas da Covid-192, por isso age como uma terapia, não como uma prevenção (o estudo não olhou para seu uso preventivo). No Brasil, os medicamentos com fluvoxamina só são vendidos com receita médica e o uso contra a Covid-19 só deve ser feito com orientação médica. 

Estudo Canadá-Brasileiro

Os autores do estudo realizaram testes em 11 cidades de Minas Gerais no Brasil para avaliar se o medicamento impede a hospitalização de pacientes Covid-19 que o recebem precocemente. Os pesquisadores trabalharam com um grupo de 1.497 brasileiros não vacinados, com teste PCR positivo para a doença. O estudo envolveu mais de 700 pacientes tomando fluvoxamina, comparado a um número equivalente de pacientes com placebo, e sem que os cuidadores soubessem qual tratamento eles estavam administrando (duplo-cego). Esses pacientes tinham pelo menos um fator de risco: ter mais de 50 anos, fumar, ter diabetes ou não estar sendo vacinados. A idade média dos participantes foi de 50 anos, e 58% eram do sexo feminino. 

Resultados

Os pesquisadores descobriram que pacientes que receberam fluvoxamina tinham 32% menos chances de serem hospitalizados do que aqueles do grupo placebo (que não receberam o antidepressivo). Para pacientes que seguiram exatamente as recomendações – em inglês isto é chamado de per-protocol population3 – tomando fluvoxamina (100 mg duas vezes ao dia) ou placebo por pelo menos 8 dias durante um período de tratamento de 10 dias reduziu as admissões hospitalares em 66% e a mortalidade em 91% com 1 morte no grupo fluvoxamina e 12 mortes no grupo placebo. Esta é mais ou menos a mesma taxa de redução de mortalidade das vacinas Covid-19 messenger RNA. O professor Edward Mills da Universidade McMaster no Canadá é um dos autores do estudo. Os resultados apresentados em 27 de outubro de 2021 foram tão significativos que o comitê de monitoramento dos dados do estudo decidiu parar a pesquisa, pois não havia mais nenhum benefício em continuar o estudo4.

Comentários

Em artigo publicado no periódico, o pesquisador Otavio Berwanger, do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, ressaltou a importância do estudo, mas advertiu que mais ensaios devem ser feitos antes do uso consistente no tratamento da Covid-195.

Possível mecanismo

A fluvoxamina é um antidepressivo, mas também é um antiinflamatório. Inflamação e reação exagerada do sistema imunológico são características da grave infecção por Covid, o que pode explicar porque ela parece ser útil.

Outros estudos sobre a fluvoxamina

Outros pequenos estudos publicados no final de 2020 e 2021 mostraram a possível eficácia da fluvoxamina contra a Covid-196. Estes incluem um estudo publicado no JAMA (DOI: 10.1001/jama.2020.22760) em novembro de 2020 no qual 80 pacientes receberam fluvoxamina imediatamente após serem diagnosticados com Covid-19 e 72 receberam um placebo após o diagnóstico7. No grupo que recebeu fluvoxamina, nenhum dos pacientes sofreu dos sintomas típicos da Covid-19, como falta de ar ou pneumonia, enquanto que 6 participantes do grupo placebo sofreram. Em outro chamado estudo observacional publicado em fevereiro de 2021 no Open Forum Infectious Diseases (DOI: 10.1093/ofid/ofab050) 65 pessoas escolheram receber fluvoxamina (50 mg duas vezes ao dia) e 48 recusaram. Após 2 semanas, ninguém tomando fluvoxamina foi hospitalizado, enquanto 6 das 48 pessoas que não tomavam o medicamento foram hospitalizadas. Após 14 dias, os sintomas residuais persistiram em nenhuma das 65 pessoas tratadas com fluvoxamina e 60% (29 de 48) das pessoas sob observação.

Outros antidepressivos sob investigação

O professor Edward Mills explicou ao Wall Street Journal em 287 de outubro de 2021 que outros antidepressivos da mesma família (SSRIs), como a fluoxetina, poderiam ter o mesmo efeito positivo sobre a Covid-19. Atualmente estão sendo feitos estudos.

Fontes e Referências: 
Fontes: 
Anvisa, CNN USA, Pharmawiki.ch, Compendium.ch, [email protected] (jornal dos farmacêuticos da Universidade da Basiléia, Suíça), The Wall Street Journal, Keystone-ATS, Wired.
Literatura:
“100 wichtige Medikamente” – Infomed (2020)
Referências de estudo:
Lancet Global Health (DOI: 10.1016/S2214-109X(21)00448-4), JAMA (DOI: 10.1001/jama.2020.22760), Open Forum Infectious Diseases (DOI: 10.1093/ofid/ofab050).

Escrito por Xavier Gruffat (Farmacêutico), última atualização: 28.10.2021 (V.1.1). Créditos das fotos: Fotolia.com/Adobe Stock

Como baixar a pressão alta naturalmente e sem medicação?

CLEVELAND – A pressão alta, chamada em linguagem médica de hipertensão arterial, é uma doença cardiovascular muito comum com complicações potencialmente graves como infarto, AVC (acidente vascular cerebral) e complicações renais, daí a importância de iniciar o tratamento rapidamente e acompanhar a pressão. A maioria das pessoas com pressão arterial alta não tem sinais ou sintomas, embora sua pressão arterial atinja níveis perigosamente altos1. Mas é possível baixar a pressão arterial naturalmente, ou seja, inicialmente sem medicamentos?

A resposta é sim. Existem várias maneiras eficazes de reduzir a pressão arterial sem necessariamente tomar medicamentos, conforme explicado em um vídeo de 2019 pelo Dr. Luke Laffin, da renomada instituição de saúde americana Cleveland Clinic. Para esse cardiologista, e ele sempre diz a seus pacientes, cerca de 70% do bom manejo da hipertensão está relacionado ao estilo de vida (lifestyle) e cerca de 30% é resposta ao uso de medicamentos (hipotensores). Ele explica que pode prescrever 6 ou 7 medicamentos hipotensores, mas se o paciente não mudar seu estilo de vida, o impacto positivo em sua pressão arterial será insuficiente. É claro que existem diferenças de paciente para paciente, o que significa que um paciente pode atingir a pressão arterial ideal apenas seguindo métodos naturais ou de estilo de vida (sem medicação) e outros precisarão complementar o tratamento com medicação. É importante aferir a sua pressão arterial regularmente e consultar um médico se tiver hipertensão.

Os principais métodos naturais ligados ao estilo de vida, resumidos pelo Dr. Laffin, para baixar a pressão arterial incluem a perda de peso (a obesidade é um importante fator de risco), a adoção de uma dieta especial chamada DASH (uma dieta que se assemelha à famosa dieta mediterrânea e que aconselha um baixo consumo de sal e/ou sódio, DASH do inglês Dietary Approach to Stop Hypertension – Abordagem dietética para parar a hipertensão- , ou em francês Approche diététique pour arrêter l’hypertension), além de limitar o consumo de sal, recomenda consumir alimentos ricos em potássio tais como bananas ou linhaça (com algumas exceções, por exemplo, problemas renais), o que pode reduzir os efeitos nocivos do sódio na pressão arterial, reduzir o consumo de álcool (não mais do que uma unidade de álcool por dia para mulheres e não mais do que 2 unidades de álcool para homens, por exemplo, no máximo 2 cervejas ou 2 copos de vinho por dia) e finalmente a prática de exercício físico de forma regular (aproximadamente 150 minutos de exercício moderado ou intenso por semana).

21 de setembro de 2021. Por Xavier Gruffat (farmacêutico). Fonte principal: vídeo da Cleveland Clinic (link funcionando em 21 de setembro de 2021). Fontes secundárias: Mayo Clinic. Crédito fotos: Adobe Stock. Crédito infográfico: Pharmanetis Sàrl (criasaude.com.br).

Seleção de alimentos que são bons para hipertensão (foto de crédito: Adobe Stock)

Riscos do uso indiscriminado de paracetamol

BRASÍLIA O uso indiscriminado de paracetamol pode levar a eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa e morte, de acordo com a Anvisa. Uma vez utilizado para alívio de dores e febre, devem ser observadas a dose máxima diária de paracetamol e o intervalo entre as doses recomendado em bula, para cada faixa etária.

Covid-19

O paracetamol vem sendo utilizado para aliviar sintomas de eventos adversos pós-vacinais, como febre e dores de cabeça. Entretanto, a utilização incorreta pode causar eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa com desfecho fatal, quando o uso é prolongado ou acima da dose máxima diária.

Deve-se ter em mente que para qualquer medicamento existe um risco associado ao seu consumo. Por isso, é fundamental que o produto seja utilizado de forma correta, seguindo as recomendações de bula e as orientações dos profissionais de saúde.

Recomendações

Deve ser observada a dose máxima diária de paracetamol, conforme a bula do medicamento:
– Adultos e crianças acima de 12 anos: A dose máxima é de 4 gramas em um dia. 
– Crianças entre 2 e 11 anos: Não deve ser utilizado mais de, 50-75 mg/kg, em um dia (24 horas).
– Para crianças abaixo de 11 kg ou 2 anos ou com menos de 20 kg: consulte o médico antes de usar.

VigiMed

A ocorrência de quaisquer eventos adversos, incluindo erros de medicação e near miss, utilizando paracetamol e outros medicamentos deve ser registrada este link do VigiMed. Caso o evento adverso seja identificado em instituição de saúde que tenha serviço de farmacovigilância ou equivalente, o profissional deve notificar ao serviço que, por sua vez, complementa a informação e a registra no VigiMed. As suspeitas de desvios de qualidade (queixas técnicas) devem ser registadas no Notivisa.

As principais reações observadas após a vacinação são dor de cabeça, febre e dor no corpo, que variam de leves a moderadas. Os efeitos colaterais da vacina Covid devem desaparecer em poucos dias.

Progressão dos sintomas 

Após algumas horas, uma pessoa com intoxicação de paracetamol pode não sentir nada ou apenas um mal-estar geral, às vezes com distúrbios gástricos1. De 18 a 72 horas após a ingestão, a condição pode melhorar subjetivamente, mas a análise do sangue mostra distúrbios hepáticos. Após três a quatro dias, ocorre insuficiência hepática (hepatite), vômitos e dor se intensificam, aparece icterícia e os rins podem ser afetados. Finalmente, a partir do quarto dia, são revelados danos ao fígado (ou outro órgão), às vezes exigindo um transplante para evitar a morte.

Antídoto

Em caso de superdosagem ou intoxicação de paracetamol, é necessário consultar um médico imediatamente, pois ele irá prescrever o antídoto do paracetamol: a acetilcisteína (um princípio ativo utilizado habitualmente contra a tosse produtiva) por via parenteral.

14.10.2021. Fonte: Anvisa. Por Xavier Gruffat, farmacêutico (Criasaude.com.br). Foto: Adobe Stock.

5 plantas medicinais com propriedades anti-inflamatórias

Índia GengibreA natureza é cheia de plantas com propriedades úteis para o ser humano, daí o conceito de plantas medicinais. Descubra abaixo 5 plantas com propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a dor. Deve-se saber que a inflamação é uma resposta natural do organismo frente a uma agressão, como uma doença, uma infecção ou uma lesão, e pode se manifestar por meio de dor, calor, vermelhidão e inchaço da área. Uma inflamação aguda é muitas vezes útil para alertar o organismo do perigo, mas uma inflamação crônica, ao contrário, é prejudicial ao corpo. Algumas plantas ricas em antioxidantes (por exemplo, flavonóides) podem ajudar a combater a inflamação crônica.

1. Gengibre
O gengibre (Zingiber officinalis) é uma planta da família zingiberaceae. Esta planta contém compostos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes tais como os gingeróis, paradóis e shogaóis. É por esta razão que é particularmente eficaz no alívio da dor causada pela artrite e outras doenças reumáticas inflamatórias. Para aproveitar ao máximo as propriedades do gengibre, recomenda-se que se coma fresco. O consumo diário de gengibre não causa efeitos secundários específicos, mas pode resultar em diarréia leve ou sensação de queimação no estômago. Estes sintomas eventualmente desaparecem quando o corpo se adaptar ao gengibre.

2. Aroeira
A aroeira ou aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius) vem de uma árvore nativa do Peru. Os índios da América do Sul a utilizam há muito tempo por suas virtudes naturais. Hoje, é conhecida pelos seus benefícios musculares e articulares. Disponível na forma de óleo essencial, a aroeira destina-se principalmente ao uso externo. Misturado com um pouco de óleo vegetal, é frequentemente usado como um óleo de massagem para tratamento da dor relacionada à artrite e à osteoartrite. Também é eficaz no tratamento de dores e outros traumatismos articulares. O óleo essencial extraído desta planta medicinal ajuda os atletas a se prepararem para o esforço físico. A aroeira também é eficaz no tratamento de crises de gota e dores de dente.
Observe também que, no Brasil, esta planta é uma das poucas plantas medicinais oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), planta indicada especialmente durante infecções fúngicas por Candida.

3. Chá verde
O chá verde (Camellia sinensis) deve suas propriedades anti-inflamatórias à sua riqueza em polifenóis, incluindo a catequina, uma substância com poder antioxidante cerca de 200 vezes maior do que a vitamina E. Vários estudos mostraram que o chá verde é um excelente analgésico e anti-inflamatório. É especialmente eficaz no tratamento de doenças inflamatórias, particularmente na redução ou mesmo cessação da ruptura da cartilagem que esse tipo de doença causa. Para aproveitar ao máximo as virtudes do chá verde, é aconselhável deixar infundir por 3 a 5 minutos. Beba este chá de uma a várias vezes por dia.

Açafrão-da-terra4. Açafrão-da-terra
O açafrão-da-terra (Curcuma aromatica, Curcuma longa) tem sido usado há muito tempo na Índia e na China para tratar doenças inflamatórias crônicas. Testes in vitro e em animais demonstraram que este tempero é eficaz no tratamento de pancreatite, artrite reumatóide ou mesmo da colite ulcerativa. Em pessoas com osteoartrite, o tratamento a base de açafrão-da-terra fornece efeitos comparáveis aos anti-inflamatórios convencionais como o ibuprofeno. Os extratos padronizados desta planta medicinal também reduzem os sintomas do intestino irritável e melhoram o conforto das pessoas que sofrem dessa doença. O consumo de açafrão-da-terra também ajuda a prevenir a ocorrência de doenças inflamatórias do fígado e do intestino, como obstrução da via biliar e hepatite.

5. Azeite de oliva
O azeite de oliva é rico em oleocantal, um composto que tem as mesmas propriedades terapêuticas do ibuprofeno, um anti-inflamatório comumente usado. Quatro colheres de sopa de azeite de oliva correspondem a cerca de 10% da dose necessária para combater a dor. A longo prazo, o consumo regular de azeite de oliva ajuda a reduzir o risco de desenvolver muitos tipos de câncer e também doença de Alzheimer.

Update: 06.09.2021. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br. Supervisão científica: Xavier Gruffat (farmacêutico).
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Creapharma.ch

7 alimentos para aumentar a imunidade

O sistema imunológico desempenha um papel importante ao permitir que o corpo seja capaz de lutar contra doenças, especialmente as infecciosas (incluindo Covid-19). O sistema imunológico atua em todo o corpo e “caça” ou elimina bactérias, vírus, fungos e outros germes; na linguagem médica, falamos de antígenos. A defesa imunológica do corpo deve, portanto, agir rapidamente para evitar a entrada de corpos estranhos. Descubra 7 alimentos para incluir em seu menu semanal para aumentar a imunidade. A lista abaixo poderia ser enorme, pois muitos alimentos podem agir positivamente no sistema imunológico.

1. Brócolis (e frutas cítricas, todos ricos em vitamina C)

O brócolis é um alimento rico em antioxidantes, vitamina C, B9, E e D. A vitamina C é conhecida por ser um bom meio de proteção contra infecções virais, como os vírus que causam Covid-19 ou resfriados, porque essa vitamina atua na manutenção de linfócitos responsáveis ​​pela imunidade viral. A vitamina C também é encontrada em quantidades significativas em frutas cítricas, como laranja ou limão. A vitamina E tem ação estimuladora do sistema imunológico e propriedades anti-inflamatórias. A vitamina E é encontrada em grandes quantidades no gérmen de trigo (ver também o ponto 7, abaixo). Para permitir que o brócolis retenha todas as suas propriedades, é melhor escolhê-lo bem fresco e preferir um cozimento curto ou a vapor. O brócolis também contém gluconisolatos, após a digestão são transformados em sulforafanos que atuam como agentes antibacterianos. Os carotenóides, em quantidades significativas nos brócolis, têm ação anti-inflamatória, que ajuda a fortalecer o sistema imunológico. Resumindo, podemos facilmente qualificar o brócolis como um superalimento.

2. Frango

Provedor de vitaminas B3 e B6, o frango fornece energia e ajuda a fortalecer o sistema imunológico. A vitamina B6, também chamada de piridoxina, desempenha um papel essencial na produção de anticorpos e ajuda a manter as mucosas saudáveis. Especula-se que essa vitamina também pode bloquear proteínas inflamatórias chamadas citocinas. Não hesite em preparar uma canja de galinha, que é particularmente benéfica em casos de rinite, resfriados ou gripes.

3. Gengibre

O gengibre tem propriedades tonificantes. Ele estimula a defesa imunológica e é um remédio eficaz contra a fadiga e os vírus. Em caso de rinite, tosse ou resfriado, você pode preparar uma  infusão de gengibre (chá de gengibre) com mel e limão. Basta colocar a água para ferver, juntar as rodelas de gengibre, deixar em infusão alguns minutos antes de adicionar o sumo de meio limão e uma colher de chá de mel. A cebola e o alho são outros remédios fitoterápicos recomendados para aumentar a imunidade.

4. Alho-poró

O alho-poró tem um alto teor de vitamina A. Essa vitamina pode ajudar a fortalecer as barreiras contra os germes, ao mesmo tempo que mantém a pele e as mucosas saudáveis. Este vegetal também contém muitos antioxidantes e vitamina C, compostos que estimulam o sistema imunológico (ver também no ponto 1.). Na hora de comprar o alho-poró, opte por produtos frescos, com folhas bem verdes e caule firme, carnudo e reto.

5. Cogumelos

Os cogumelos são ricos em beta-glucanas, moléculas que ajudam a fortalecer a imunidade e que atuam favoravelmente sobre os macrófagos, células chaves do sistema imunológico. Os cogumelos brancos contêm vitamina D, uma substância orgânica que está envolvida na maturação das células, incluindo aquelas que defendem o corpo contra doenças e infecções. Também existe uma variedade de cogumelos nativa da Ásia, o cogumelo shiitake (Lentinula edodes), conhecido por suas propriedades antioxidantes e antimicrobianas. A pesquisa mostrou que esta variedade pode ajudar a melhorar a função imunológica.

6. Camarão (e castanha do pará)

O selênio é encontrado em quantidades significativas no camarão. Este micronutriente protege as membranas celulares da oxidação. Ele fortalece o sistema imunológico e desempenha uma função essencial no processo de recuperação, especialmente após uma infecção. O selênio também pode ser encontrado na castanha do pará. O camarão também é uma boa fonte de zinco e vitamina E, essenciais para os processos biológicos e para o equilíbrio das células do sistema imunológico.

7. Trigo (gérmen de trigo)

O germe de trigo pode ajudar a aumentar a imunidade porque contém zinco, um mineral que aumenta a defesa imunológica. O zinco também é encontrado em carnes vermelhas, ostras e cereais. Recomenda-se consumir uma colher de chá de gérmen de trigo todos os dias. O germe de trigo também contém vitamina E, como vimos acima, essa vitamina tem ação estimuladora do sistema imunológico e propriedades anti-inflamatórias. A vitamina E também é encontrada no azeite (óleo de oliva) e em vários grãos.

Bônus. Outro alimento recomendado para estimular o sistema imunológico é o iogurte. Os probióticos contidos no iogurte também podem ajudar a melhorar a imunidade.

Artigo atualizado em 21 de agosto de 2021. Pela redação do Criasaude.com.br (supervisão científica Xavier Gruffat, farmacêutico). Fontes: The Wall Street Journal, revista Vida e Saúde.
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Criasaude.com.br. Crédito do infográfico: Criasaude.com.br (Pharmanetis Sàrl).

Perguntas frequentes (FAQs) sobre a variante Delta, que é tão contagiosa quanto a varicela

Última atualização da página: 3 de agosto de 2021 (19:50 – horário de Brasília)

A variante Delta (da SARS-CoV-2) do novo coronavírus que causa o Covid-19 é tão contagiosa quanto a varicela (catapora). Provavelmente tem efeitos mais graves do que seus predecessores (estirpe original do vírus ou outras variantes), e as pessoas infectadas parecem transmiti-lo igualmente quer estejam ou não vacinadas, de acordo com documentos oficiais dos Estados Unidos. Os resultados, baseados em estudos científicos, estão contidos numa apresentação circulada internamente pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a principal agência de saúde dos Estados Unidos. Originalmente revelados pelo Washington Post, os documentos foram pegos por vários meios de comunicação e agências noticiosas e foram acompanhados de um aviso aos responsáveis: “a guerra mudou”. Este relatório questiona objetivamente o dogma do passe de saúde. No Brasil, a variante Delta está circulando relativamente pouco no início de agosto de 2021, embora mais casos estejam sendo relatados, particularmente na cidade de São Paulo. Criasaude.com.br oferece uma revisão da variante Delta na forma de perguntas frequentes (FAQs).

Perguntas frequentes sobre a variante Delta

  • O que é a variante do Delta?

    SARS-CoV-2 é o vírus que causa a Covid-19. SARS-CoV-2 é o nome do vírus, mas há diferentes variantes chamadas problemáticas que têm nomes diferentes. Neste caso, falamos de uma variante do Delta.
    Como todos os vírus, o SARS-CoV-2 sofre uma mutação: quando ele se reproduz no corpo humano, ocorrem erros. A maior parte dessas mutações são inconsequentes, mas algumas podem dar-lhe uma vantagem de sobrevivência.
    A variante Delta também é conhecida como a variante B.1.617 ou “indiana” (como foi originalmente chamada). Essa variante foi detectada na Índia ocidental em outubro de 2020. É descrito como um “duplo mutante”, porque traz duas mutações de preocupação na proteína “Spike” do vírus SARS-CoV-2.

  • A variante do Delta é mais contagiosa?

    Sim, pelo menos duas vezes mais contagiosa do que a cepa Wuhan (China) original do vírus.
    O contágio da variante Delta é 64% maior do que a variante Alfa, que já é 30-70% mais contagiosa do que a variante Covid-19 original ou vírus. Um artigo no The Economist de julho de 2021 estima mesmo que a variante Delta leva a um número reprodutivo na ausência de medidas de proteção (por exemplo, distância social, máscaras) que é cerca do dobro da variante Alfa ou mesmo quase 4 vezes maior do que a cepa original da SARS-CoV-2 identificada no início de 2020 em Wuhan, China.
    Além disso, a carga viral da variante do Delta é muito maior (mais de 1000 vezes) do que a tensão original, segundo um estudo chinês, conforme explicado pelo Wall Street Journal em 30 de julho de 2021. Isso significa que há cerca de 1.000 vezes mais partículas de vírus no sistema respiratório de uma pessoa infectada com a variante Delta, em comparação com uma infectada com a estirpe original.
    Com base em estudos internacionais, o CDC (a principal agência sanitária dos Estados Unidos) estima que o Covid era inicialmente tão contagioso quanto a gripe, mas se tornou comparável à varicela – com uma pessoa infectada com a variante Delta transmitindo-a a uma média de oito outras – ainda abaixo do sarampo. Antes da vacinação contra varicela, disponível desde os anos 90, cerca de 4 milhões de americanos sofriam de varicela a cada ano 1. Isso representou cerca de 70 a 100 mortes por ano de varicela.

  • Quais são os sintomas do Covid-19 com a variante Delta?

    Tudo indica que a variante Delta leva a sintomas que muitas vezes são diferentes de outras variantes ou da estirpe original do SARS-CoV-2. Mas um artigo no Wall Street Journal de 30 de julho de 2021 estimava, com base em dados da Índia, que os sintomas são semelhantes aos da cepa original do vírus (febre, tosse seca, respiração difícil, etc.).
    Para alguns especialistas, os sintomas da variante Delta são mais como os sinais de um resfridado ou febre do feno1 com pouca febre ou anosmia (perda do olfato) mas mais dor de cabeça, nariz escorrendo (frio) ou dor de garganta. Agueusia (perda do gosto) não é mais um dos 10 sintomas mais frequentes da variante Delta 2. Em caso de dúvida, é sempre aconselhável fazer um teste (PCR ou antigênico).

  • Quanto tempo depois da infecção uma pessoa pode desenvolver sintomas?

    Diz-se que a variante Delta tem um tempo de incubação de cerca de 4 dias em vez de 5 a 6 dias para a linhagem original (Wuhan). Isso significa que, em média, 4 dias após a infecção, uma pessoa começará a desenvolver sintomas (a menos que sejam assintomáticos).

  • 💉 As vacinas Covid-19 funcionam contra a variante Delta?

    [resposta atualizada em 3 de agosto de 2021, às 22h30, horário de Brasília].
    Antes de mais nada, lembremos que nenhuma vacina contra o Covid-19 é 100% eficaz contra o risco de hospitalização ou morte, mesmo aquelas desenvolvidas em 2020, especialmente contra a cepa original do vírus SRA-CoV-2.

    Risco de mortalidade e hospitalização 
    Em agosto de 2021, tudo indica que as vacinas do RNA (Pfizer/BioNTech chamada Comirnaty na UE e Moderna chamada Spikevax na UE) e a vacina da AstraZeneca (chamada Vaxzevria na UE) são eficazes contra a variante Delta, pelo menos fornecendo forte proteção (cerca de 90% ou mais) contra o risco de hospitalização e morte (ver estudo israelense abaixo). Em outras palavras, o risco de morrer ou ficar gravemente doente é dividido por dez com uma vacina. No início de agosto de 2021 não temos informações precisas sobre a eficácia da vacina de Coronavac contra a variante Delta, especialmente porque a variante Delta não está circulando muito no Brasil neste momento.
    Dito isto, o canal de televisão americano CBS entrevistou em 1º de agosto de 2021 a Dra. Sharon Alroy-Preis, que é a Diretora dos Serviços de Saúde Pública em Israel. Ela afirmou que: “Antes pensávamos que as pessoas totalmente vacinadas estavam protegidas, mas agora vemos que a eficácia da vacina é de 40%… Os vacinados representam 50% dos casos diários… [A eficácia da vacina] ainda é alta para doenças graves, mas vemos uma diminuição da proteção, especialmente para as pessoas que foram vacinadas antes… E não só vemos mais infecções, mas alguns [incluindo os vacinados especialmente com mais de 60 anos de idade] são casos graves e críticos”. Por essas e outras razões, Israel começou a administrar uma terceira dose da vacina Pfizer Covid-19 aos maiores de 60 anos a partir de 1º de agosto de 2021 (pelo menos aqueles que receberam a segunda dose de vacina há vários meses).
    Transcrição completa aqui

    Risco de infecção
    A eficácia em reduzir o risco de infecção (propagação) parece ser significativamente menor do que com a cepa original do vírus e outras variantes. Isso parece explicar os surtos de Covid-19 em julho de 2021, onde a variante Delta está circulando fortemente, como no Reino Unido ou nos Estados Unidos. Entretanto, é importante que tanto a vacina RNA quanto a AstraZeneca recebam 2 doses da vacina, exceto para pessoas já infectadas no passado (neste caso, uma dose é suficiente).
    Em resumo, o risco de ser infectado pela variante Delta é dividido por pelo menos três com uma vacina contra o Covid-19, especialmente as vacinas contra o RNA, em comparação com as pessoas não vacinadas.

    Estudo israelense de vacina Pfizer/BioNTech com variante Delta (julho de 2021)
    Um chamado estudo em tempo real divulgado pelo Ministério da Saúde de Israel em julho de 2021, baseado principalmente em casos da variante Delta, mostrou que a vacina Pfizer (BioNTech) é 39% eficaz na redução do risco de infecção, 40% eficaz na redução do risco de doença sintomática e 91% eficaz na redução de hospitalização (doença grave) e morte. Esses resultados, que ainda são preliminares segundo o Wall Street Journal de sábado, 24 de julho de 2021, foram obtidos entre 20 de junho de 2021 e 17 de julho de 2021. Durante esse período, a variante do Delta era majoritária em Israel. O governo israelense faz uma observação interessante, no entanto, que ainda não está claro se essa queda de efetividade se deve principalmente à passagem do tempo ou, na verdade, a essa nova variante do Delta. Curiosa e preocupante, antes da chegada da variante Delta em Israel, o mesmo Ministério da Saúde israelense estava falando sobre a vacina Pfizer/BioNTech ser 94% eficaz na redução do risco de infecção e 97% eficaz na redução do risco de hospitalização (doença grave). No dia 24 de julho de 2021, mais de 80% da população adulta israelense estava totalmente vacinada, em grande parte com a vacina Pfizer/BioNTech.

  • 💉 Uma pessoa totalmente vacinada pode reinfectar com a variante Delta?

    Sim, é possível ter pessoas que estão doentes com Covid-19 apesar de uma vacinação completa, a isso se chama uma breakthrough infection (uma infecção que “passou” ou “atravessou” apesar da vacinação).
    Como as vacinas RNA (Pfizer e Moderna), assim como a vacina AstraZeneca, oferecem menos proteção contra o risco de infecção com a variante Delta, uma pessoa totalmente vacinada pode obter novamente o Covid-19. Isso não é muito comum, mas é possível. Documentos dos CDC (a principal agência de saúde dos Estados Unidos) mostraram que as infecções de pessoas vacinadas não são tão raras como se pensava anteriormente, com 35.000 infecções sintomáticas por semana entre os 162 milhões de americanos vacinados, de acordo com um relatório da AFP publicado no final de julho de 2021. É provavelmente por essa razão que, desde agosto de 2021, Israel vem aconselhando 3 doses de sua vacina para pessoas de 60 anos. É preciso lembrar que as vacinas RNA e AstraZeneca ainda oferecem forte proteção (mais de 90%) contra o risco de hospitalização e morte.
    Em geral, uma pessoa reinfectada com o Covid-19 teria sintomas mais leves do que quando foi infectada pela primeira vez naturalmente, como o The Wall Street Journal explicou em sua edição de 30 de julho de 2021, com base em análises iniciais.

  • 💉 Uma pessoa totalmente vacinada pode carregar tanto vírus (da variante Delta) quanto uma pessoa não vacinada?

    [resposta atualizada em 3 de agosto de 2021, às 21h46, horário de Brasília].
    A resposta é sim, pelo menos se nos basearmos em um estudo americano que data de julho de 2021.
    De fato, um relatório feito em Cape Cod (Massachusetts) no início de julho de 2021 pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostrou que pessoas totalmente vacinadas transportavam tanto vírus quanto pessoas não vacinadas.
    O CDC informou que 127 pessoas vacinadas contra a variante Delta tinham cargas virais semelhantes a pessoas não vacinadas ou parcialmente vacinadas. A variante Delta foi encontrada em grandes quantidades nas mucosas da garganta e do nariz, tanto em indivíduos vacinados como não vacinados. No entanto, houve poucas hospitalizações (sete até hoje) e nenhuma morte relacionada com o surto do Cabo Cod, de acordo com o site de notícias local Masslive.com.
    O estudo levou o CDC a reiterar sua recomendação de usar máscaras em alguns locais, inclusive para pessoas totalmente vacinadas.

  • A maioria das pessoas hospitalizadas não é vacinada?

    Sim (especialmente nos Estados Unidos e na França, um pouco menos em Israel – veja abaixo).
    – Nos Estados Unidos, o CDC estima que quase todos (mais de 90%) dos hospitalizados não foram vacinados, ou pelo menos não foram totalmente vacinados. Nos Estados Unidos, a variante do Delta representava mais de 80% dos casos no final de julho de 2021.
    – Na França, onde a variante do Delta também circula em maioria, o número é ligeiramente inferior ao dos Estados Unidos. De fato, quase 85% dos pacientes hospitalizados (em hospitais convencionais ou em cuidados críticos) não foram vacinados, segundo um estudo do Drees, que levou em conta os dados coletados entre 31 de maio e 11 de julho de 20211.
    – Em Israel, como também visto em uma pergunta acima, o principal canal de televisão dos Estados Unidos, CBS, entrevistou o diretor dos Serviços de Saúde Pública em Israel em 1 de agosto de 2021. Ela disse que, “antes pensávamos que as pessoas totalmente vacinadas estavam protegidas, mas agora vemos que a eficácia da vacina é de 40%… As vacinadas representam 50% dos casos diários… E não vemos que mais infecções, mas algumas [inclusive vacinadas] são casos graves e críticos”.

  • O passe verde ou o certificado Covid é uma boa idéia?

    [resposta atualizada em 4 de agosto de 2021].
    A resposta é cada vez mais filosófica, como explica notavelmente um artigo no portal brasileiro R7.com.
    Mas a resposta honesta é provavelmente não, de acordo com o estudo mencionado na pergunta acima (uma pessoa totalmente vacinada pode carregar tanto vírus (variante Delta) quanto uma pessoa não vacinada?) as pessoas vacinadas não diminuem a transmissão do vírus.
    O “passe sanitaire” (nome na França), o certificado Covid-19 (nome na Suíça) ou o “green pass” (nome na Itália) estão se tornando cada vez mais importantes em alguns países europeus em agosto de 2021 e nos EUA (Nova York). Na cidade de Nova Iorque, ela deveria tornar-se obrigatória em setembro de 2021.
    O que é o passe de saúde?
    Em resumo, o passe de saúde é válido – permite a entrada em um lugar ou meio de transporte – quando uma pessoa está totalmente vacinada (alguns países ou regiões permitem o passe após uma vacinação incompleta como em Nova York), teve a doença no passado (geralmente fixada por um limite de tempo) ou pode ter apresentado um teste negativo ao Covid-19 nos últimos dias.
    Esse passe de saúde pode ter sido originalmente uma boa idéia, baseada em parte em estudos que mostraram que as pessoas vacinadas eram significativamente menos contagiosas. Entretanto, esse novo relatório americano do CDC mostrou que as pessoas vacinadas podem transmitir o vírus tanto quanto as pessoas não vacinadas.
    Portanto, um passe de saúde em seu estado atual que leve em conta a vacinação é desnecessário. Talvez um retorno a um sistema de teste negativo possa ser útil, mas não esqueçamos que o tempo de incubação do vírus é de 4 a 6 dias, de modo que uma pessoa infectada pelo vírus pode fazer um teste negativo, especialmente nas primeiras horas após a infecção, e depois apresentar um teste negativo (chamado falso negativo).
    Tudo indica que teremos que viver com esse vírus durante meses ou mesmo anos.
    Epidemiologista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) no Brasil Eliseu Waldman explica claramente ao R7.com: “Agora que todos estão vacinados [no dia em que todos estão vacinados], será que podemos voltar ao normal? Não. As medidas gerais de proteção, máscaras, remoção, desinfecção, terão que ser mantidas por muito tempo até que a “poeira” assente. E veja que impacto as variantes que aparecem terão”.

    Por que alguns governos (França, Itália, Nova Iorque…) estão empurrando esse passe de saúde?
    Não se pode excluir, como o prefeito da cidade de Nova York M. O projeto de lei de Blasio da CNN TV de 4 de agosto de 2021, que planeja impor um passe de saúde em setembro de 2021, tem como objetivo, sobretudo, incentivar o número máximo de pessoas a serem vacinadas. Porque realizar numerosos PCR ou testes antigênicos, às vezes dolorosos e caros (se não gratuitos), para obter o passe não é o ideal. Como resultado, muitos cidadãos vão ser vacinados simplesmente para poder ir a diferentes lugares de lazer. Filosoficamente é um pouco infantilizante, mesmo que se possa entender a idéia (reduzir o número de mortes de pessoas vacinadas).

    Sem questionamento da vacinação
    O relatório do CDC americano publicado no final de julho de 2021 não questiona a utilidade da vacinação. O CDC assinala que uma pessoa vacinada contra a Covid-19 tem 10 vezes menos risco de morrer da doença do que uma pessoa não vacinada (o que equivale a dizer que a vacina é 90% eficaz contra a morte). Mas agora, com essas novas informações, as pessoas estão vacinando mais para si mesmas e mais ou muito menos para a solidariedade, porque, como vimos, a vacinação não reduz a transmissão do vírus ou apenas ligeiramente.

  • Artigo atualizado em 3 de agosto de 2021 (V1.2). Por Xavier Gruffat. Várias fontes foram usadas: The Wall Street Journal, The Economist, R7.com, Folha de S.Paulo, CNN, AFP e Keystone-ATS (o sócio da Creapharma.ch, Pharmapro.ch é cliente da Keystone-ATS).

    9 dicas para manter a hidratação no inverno

    9 dicas para manter a hidratação no invernoO inverno está longe de terminar e o tempo seco ainda persiste em muitas cidades brasileiras. A umidade relativa, em alguns locais, tem piorado a qualidade do ar, que acumula mais e mais poluentes, e tem causado até mesmo incêndios. Nessas épocas de secura, é extremamente importante se hidratar constantemente e adotar medidas para evitar doenças oportunistas. Veja algumas dicas:

    1. Beba líquidos constantemente. O ideal é que se ingira cerca de 2-3 litros de água por dia. Dê preferência a sucos naturais de frutas a refrigerantes e outras bebidas açucaradas. ATENÇÃO: não beba tudo de uma vez só. O organismo tem um limite de absorção de água. Prefira dar pequenas goladas constantemente a beber muito líquido de uma vez só.

    2. Umidifique os ambientes no qual você circula. Para isso, use toalhas molhadas ou bacias/baldes cheios de água. O uso de umidificadores de ar e aparelhos específicos também ajuda bastante. Lembre-se: manter as vias aéreas sempre hidratadas evita doenças respiratórias como rinitesinusite, faringite e gripes.

    3. Proteja as regiões do corpo mais sensíveis à desidratação. Lábios, nariz e olhos são particularmente suscetíveis a perder água. Para os lábios, use batons ou protetores labiais (como manteiga de cacau). Para o nariz, hidrate-os constantemente com soro fisiológico. Para os olhos, além do soro fisiológico, há colírios e lágrimas artificiais que ajudam a manter a lubrificação e evita doenças como conjuntivite.

    4. Hidrate a pele. A pele fica exposta ao sol, ao vento e é um dos órgãos que mais se resseca no tempo seco. Dê preferência a produtos à base de uréia, que são altamente hidratantes. Os produtos à base de glicerina também são recomendados.

    9 dicas para manter a hidratação no inverno

    5. Ingira alimentos hidratantes. Inclua no seu dia-a-dia frutas, legumes e verduras que ajudam a manter o equilíbrio hídrico do corpo. Dê preferência a alimentos como melancia, frutas vermelhas, pêssego, abacaxi, abobrinha, pepino, tomate e cenoura. Eles são ricos em vitaminas e minerais que ajudam a manter a hidratação do corpo.

    9 dicas para manter a hidratação no inverno

    6. Evite procedimentos abrasivos para a pele. Durante as estações mais secas do ano, evite fazer peeling ou procedimentos que causem abrasão e irritação na pele. Eles aceleram a desidratação. Caso já tenha realizado, os cuidados são redobrados.

    7. Evite tomar banhos muito quentes e demorados. Eles ressecam a pele. Na hora do banho, dê preferência a sabonetes hidratantes.

    8. Para o rosto, dê preferência aos hidratantes sem óleo. Os produtos chamados “oil-free” hidratam sem deixar a pele com aspecto oleoso. Isso evita o ressecamento sem aumentar as chances de acne.

    9. Evite ficar em ambientes com ar condicionado. A atmosfera formada pelo ar condicionado é muito seca, de forma que resseca principalmente as vias aéreas superiores (nariz, boca, garganta, etc). Isso cria um ambiente propício a infecções, como faringite, laringite, rinite, etc.

    Lembre-se sempre: manter o corpo hidratado evita diversas doenças. Não espere a sede chegar para beber e dê sempre preferência à água ou sucos naturais de frutas.

    Update: 12.07.2021