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Quanto de açúcar não devemos ultrapassar por dia?

SÃO PAULO – O açúcar está presente em muitos alimentos e, às vezes, nos produtos mais insuspeitos. É muito fácil de ser consumido em grandes quantidades, especialmente no Ocidente, o que prejudica a saúde. Aqui estão as nossas dicas para te ajudar a manter uma dieta equilibrada todos os dias.

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A ingestão diária recomendada

A OMS recomenda uma dose máxima de 6 colheres de chá de açúcar por dia (1 colher de chá = cerca de 4 g). Esta quantidade corresponde a necessidade média de energia de um adulto cuja atividade é moderada. Na verdade, o açúcar, transformado em glicose durante a digestão, desempenha um papel de combustível para o bom funcionamento do organismo, especialmente o cérebro. É por esta razão que é essencial, mesmo que não seja o único a ocupar esse papel, já que outros nutrientes, como proteínas e lipídios, também fornecem energia para o corpo. Quanto mais energia gastamos, mais calorias o corpo precisa para suportar esses esforços. Em crianças, é aconselhável não exceder 3 colheres de chá por dia.

Note-se que, no início dos anos 2000 (já em 2002), a OMS recomendou uma ingestão diária de 50 g de açúcar. O objetivo não era exceder 10% da ingestão calórica diária de açúcar. Com as novas recomendações da OMS para consumir 25 g de açúcar por dia, o objetivo não é exceder 5% da ingestão diária de calorias.

Exceções: frutas e leite

A dose recomendada de 25g por dia de açúcar não inclui os açúcares contidos nos frutos se eles são consumidos por inteiro porque  os açúcares estão envolvidos da fibra, acreditam que esse açúcar não é prejudicial. Por outro lado, os sucos de frutas devem ser contados nestes 25 g. Os açúcares encontrados no leite como a lactose também são excluídos desta soma máxima de açúcar por dia de 25 g.

O que acontece em caso de excesso? 22 colheres de chá por dia!

Nos Estados Unidos, a Associação Americana do Coração (American Heart Association), que é uma instituição de referência em cardiologia, recomenda uma dose diária máxima de 24g (cerca de 6 colheres de chá) para mulheres e de 36g (cerca de 9 colheres de chá) para homens. No entanto, o consumo médio da população americana excede muito essa base e gira em torno de 88g (cerca de 80 g no Brasil), ou cerca de 22 colheres de chá por dia. Esse excesso é parcialmente explicado pelo fato de que o açúcar é encontrado em muitos alimentos, naturais, mas principalmente processados e industrializados. Portanto, torna-se muito fácil de consumir, às vezes sem se dar conta disso. Em geral, não são frutas e vegetais, mas é o açúcar adicionado ou açúcar livre que predomina neste consumo excessivo. Absorvido em grandes quantidades, o açúcar promove a produção e o acúmulo de gordura no organismo e pode ser a causa de obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças crônicas. No nível metabólico, se o açúcar não é transformado imediatamente em energia, ele se transforma em gordura, especialmente no fígado.

Por que os alimentos industriais contêm muito açúcar?

Existem várias razões para o uso significativo de açúcares em alimentos industriais. A melhoria da conservação, uma ação antimicrobiana (especialmente para carnes) e a correção do sabor dos alimentos são 3 elementos importantes para os industriais. Mas provavelmente o principal motivo é para fins de marketing, ou seja, fidelização do cliente. Como o açúcar é muito viciante, quanto mais alimentos contém açúcar, mais o consumidor será tentado a comprá-lo com freqüência, o que aumenta mecanicamente as vendas da indústria agroalimentar.

Como manter o equilíbrio na dieta?

Para manter uma dieta saudável, é melhor dar preferência à ingestão de alimentos de origem natural. O teor de fibra e água nesses alimentos ajuda a limitar a absorção de açúcar. Note, no entanto, que os sucos de frutas naturais não são recomendados, porque eles contêm muito açúcar, prefira o consumo de frutas inteiras (por exemplo, laranja, limão) ricas em fibras. Ao consumir alimentos industrializados ou processados, deve-se ter o cuidado de observar a quantidade de açúcar em cada alimento ou bebida. Atenção, o açúcar às vezes é escondido atrás de nomes desconhecidos como: xarope de agave, eritritol, mel, glicose, sacarose, frutose, lactose, etc. Estes nomes são frequentes. Estas são técnicas de comercialização utilizadas pela indústria agroalimentar para não usar o termo “açúcar”.
Além de alimentos naturais, açúcar de mesa ou sacarose e doces, outros produtos altamente consumidos, como sorvetes, bebidas, até mesmo suco natural de frutas como já vimos, iogurtes de frutas, conservas, pratos preparados como pizzas e molho de tomate, contêm açúcar e aumentam a quantidade consumida por dia.

Algumas dicas

Para reduzir o consumo de açúcar, aqui estão algumas dicas para adotar diariamente:
– Se você beber café, por exemplo, tente beber café sem açúcar. Pode ser estranho na primeira vez, mas depois você pode se acostumar. Se em vez de você beber 3 xícaras de café por dia com uma colher de açúcar, você beber uma xícara sem açúcar, a cada vez, já são alguns gramas de açúcar por dia a menos.
– Não adoce a salada de frutas, escolha frutas bastante maduras.
– Em vez de comprar bebidas engarrafadas de 1,5 litros, dê preferência a latas pequenas ou garrafas pequenas para diminuir o consumo de açúcar.

28 de novembro de 2018 (update). Pela equipe editorial de Criasaude.com.br (supervisão científica: Xavier Gruffat, farmacêutico). Fontes: OMS, France 5
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Criasaude.com.br

5 plantas medicinais com propriedades anti-inflamatórias

Índia GengibreA natureza é cheia de plantas com propriedades úteis para o ser humano, daí o conceito de plantas medicinais. Descubra abaixo 5 plantas com propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a dor. Deve-se saber que a inflamação é uma resposta natural do organismo frente a uma agressão, como uma doença, uma infecção ou uma lesão, e pode se manifestar por meio de dor, calor, vermelhidão e inchaço da área. Uma inflamação aguda é muitas vezes útil para alertar o organismo do perigo, mas uma inflamação crônica, ao contrário, é prejudicial ao corpo. Algumas plantas ricas em antioxidantes (por exemplo, flavonóides) podem ajudar a combater a inflamação crônica.

1. Gengibre
O gengibre (Zingiber officinalis) é uma planta da família zingiberaceae. Esta planta contém compostos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes tais como os gingeróis, paradóis e shogaóis. É por esta razão que é particularmente eficaz no alívio da dor causada pela artrite e outras doenças reumáticas inflamatórias. Para aproveitar ao máximo as propriedades do gengibre, recomenda-se que se coma fresco. O consumo diário de gengibre não causa efeitos secundários específicos, mas pode resultar em diarréia leve ou sensação de queimação no estômago. Estes sintomas eventualmente desaparecem quando o corpo se adaptar ao gengibre.

2. Aroeira
A aroeira ou aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius) vem de uma árvore nativa do Peru. Os índios da América do Sul a utilizam há muito tempo por suas virtudes naturais. Hoje, é conhecida pelos seus benefícios musculares e articulares. Disponível na forma de óleo essencial, a aroeira destina-se principalmente ao uso externo. Misturado com um pouco de óleo vegetal, é frequentemente usado como um óleo de massagem para tratamento da dor relacionada à artrite e à osteoartrite. Também é eficaz no tratamento de dores e outros traumatismos articulares. O óleo essencial extraído desta planta medicinal ajuda os atletas a se prepararem para o esforço físico. A aroeira também é eficaz no tratamento de crises de gota e dores de dente.
Observe também que, no Brasil, esta planta é uma das poucas plantas medicinais oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), planta indicada especialmente durante infecções fúngicas por Candida.

3. Chá verde
O chá verde (Camellia sinensis) deve suas propriedades anti-inflamatórias à sua riqueza em polifenóis, incluindo a catequina, uma substância com poder antioxidante cerca de 200 vezes maior do que a vitamina E. Vários estudos mostraram que o chá verde é um excelente analgésico e anti-inflamatório. É especialmente eficaz no tratamento de doenças inflamatórias, particularmente na redução ou mesmo cessação da ruptura da cartilagem que esse tipo de doença causa. Para aproveitar ao máximo as virtudes do chá verde, é aconselhável deixar infundir por 3 a 5 minutos. Beba este chá de uma a várias vezes por dia.

4. Açafrão-da-terra
O açafrão-da-terra (Curcuma aromatica, Curcuma longa) tem sido usado há muito tempo na Índia e na China para tratar doenças inflamatórias crônicas. Testes in vitro e em animais demonstraram que este tempero é eficaz no tratamento de pancreatite, artrite reumatóide ou mesmo da colite ulcerativa. Em pessoas com osteoartrite, o tratamento a base de açafrão-da-terra fornece efeitos comparáveis aos anti-inflamatórios convencionais como o ibuprofeno. Os extratos padronizados desta planta medicinal também reduzem os sintomas do intestino irritável e melhoram o conforto das pessoas que sofrem dessa doença. O consumo de açafrão-da-terra também ajuda a prevenir a ocorrência de doenças inflamatórias do fígado e do intestino, como obstrução da via biliar e hepatite.

5. Azeite de oliva
O azeite de oliva é rico em oleocantal, um composto que tem as mesmas propriedades terapêuticas do ibuprofeno, um anti-inflamatório comumente usado. Quatro colheres de sopa de azeite de oliva correspondem a cerca de 10% da dose necessária para combater a dor. A longo prazo, o consumo regular de azeite de oliva ajuda a reduzir o risco de desenvolver muitos tipos de câncer e também doença de Alzheimer.

Update: 19.11.2018. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br. Supervisão científica: Xavier Gruffat (farmacêutico).
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Creapharma.ch

10 alimentos ricos em flavonoides

10 alimentos ricos em flavonoidesSÃO PAULOOs flavonoides (também conhecidos como bioflavonoides), são produtos do metabolismo vegetal encontrado em diversas frutas, flores e vegetais. Já foram identificados mais de 5 mil diferentes flavonoides, que podem ser classificados como chalconas, flavonas, isoflavonas, antocianinas, auronas, flavonóis, etc. Grande atenção tem se voltado para os flavonoides uma vez que eles possuem importantes propriedades biológicas, como ação antioxidante, anti-inflamatória, antirreumática, e até mesmo anticâncer, sendo indicado como prevenção de alguns tumores.

Conheça alimentos que são ricos em flavonoides e que podem ser incluídos na sua dieta diária.

1. Chá. Chá preto, branco e verde são ricos em flavonoides. Estima-se que até 30% das folhas de chá são compostas por flavonoides como a quercetina, ácido gálico e catequinas. Prefira consumir as folhas de chá sem processamento, pois são mais ricas em flavonoides.

2. Soja. O grão de soja é rico em isoflavonas com importantes funções no aparelho reprodutor feminino. As isoflavonas da soja são usadas para reduzir os sintomas da menopausa, reduzir a osteoporose e os níveis de colesterol no sangue.

3. Frutas vermelhas. Morango, amora, framboesa e mirtilo (blueberry) estão entre os alimentos mais ricos em flavonoides. Essas frutas são ricas em antocianinas e ácido elágico, antioxidantes que previnem o envelhecimento celular e a formação de tumores. Estudos ainda apontam que dietas ricas em frutas vermelhas previnem problemas de memória.

4. Alho. O alho é rico em flavonoides e compostos sulfurados que têm propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e anti-virais. Estudos também mostram que o alho ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue e prevenir doenças cardíacas, como o infarto.

5. Maçã. Essa fruta é rica em vitaminas, sais minerais, fibras e um flavonoide chamado quercitina. A quercetina ajuda a reduzir o risco de doenças vasculares cerebrais (como o AVC) e certos cânceres, como o de estômago, pulmão e fígado.

6. Chocolate amargo. O chocolate amargo contém altos níveis do flavonoide catequina. Esse composto é um poderoso antioxidante, além de possuir propriedades antialérgicas e anti-inflamatórias. Estudos também apontam que o consumo de chocolate amargo está relacionado a menor risco de doença cardíaca coronariana. Prefira os chocolates amargos com alto teor de cacau e baixo teor de gorduras. Ler cacau

Australiano afirma ter a fórmula ideal de um vinho bom e virtuoso7. Uva (e derivados). As uvas e seus derivados (vinho tinto e suco de uva) são ricos em catequinas e estão associadas à redução no risco de doenças cardíacas, infarto do coração e redução do colesterol no sangue. Além disso, as sementes da uva são ricas em resveratrol, um polifenol que supostamente tem ação no retardamento do envelhecimento celular, contra diabetes e prevenção do câncer.
Resveratrol
O resveratrol é um polifenol encontrado no vinho. A ele são atribuídas muitas qualidades, como prevenção do envelhecimento celular, prevenção do diabetes e do câncer. No entanto, um estudo italiano publicado em Maio de 2014 mostrou que o resveratrol não teve nenhum efeito milagroso para a saúde, ao contrário do que se pensa. O consumo regular de resveratrol e outros polifenóis, muito presentes no vinho tinto, era anteriormente atribuído à proteção de doenças cardiovasculares.
A pesquisa, realizada com um grupo de pessoas que vivem na Toscana, onde o famoso vinho italiano Chianti é produzido, indicou que aqueles que tinham uma dieta com altos níveis de resveratrol não viveram mais tempo ou tiveram menor incidência de doenças cardiovasculares ou câncer quando comparados com aqueles que consumiram pequenas quantidades deste antioxidante.
“A história do resveratrol parece ser um novo caso de uma substância que tem recebido uma grande influência da mídia a respeito de seus benefícios para a saúde, que, segundo esse estudo, não foram confirmados”, disse o Dr. Richard Semba, Professor de Oftalmologia da Escola Johns Hopkins de Medicina, em Baltimore (Maryland, EUA). Este médico é o principal autor da pesquisa publicada no Journal of The American Medical Association, Internal Medicine.
“A idéia era que certos alimentos ou bebidas são bons para você, pois contêm resveratrol. Nós não encontramos nenhuma evidência que suporte isso”, acrescenta.
Apesar destes resultados negativos, os estudos mostram que o consumo de vinho tinto, de chocolate amargo e frutas vermelhas reduzem a inflamação em algumas pessoas e isso talvez tenha efeitos protetores para o coração.
“Nossa pesquisa está focada agora em polifenóis que explicam esses benefícios”, disse Luigi Ferrucci, epidemiologista do Instituto Americano de Envelhecimento (National Institute of Aging), um dos autores da pesquisa.

8. Espinafre. Essa e outras folhas verdes são ricas em flavonoides com propriedades anti-inflamatórias e também antioxidantes, que protegem as células contra lesões de radicais livres. Além disso, o espinafre é também rico em carotenoides, pigmentos com propriedades anticâncer e que melhoram a visão.

9. Brócolis. Esse vegetal é rico em flavonoides que previnem o desenvolvimento de câncer, sobretudo o câncer de pulmão de fumantes.

10. Cebola. Esse vegetal é rico em flavonoides e talvez uma das principais fontes na dieta regular das pessoas. Além disso, as cebolas são conhecidas por suas propriedades anti-inflamatória e antibacterianas.

A lista dos alimentos ricos em flavonoides é grande. Tente sempre inclui-los em sua dieta. Uma dica final é montar o prato de maneira bem colorida, pois muitas frutas e vegetais coloridos são ricos em flavonoides.

Por que as plantas produzem os flavonoides?
No metabolismo secundário (é neste metabolismo, não no primário – responsável principalmente pela síntese de proteínas, lipídeos e carboidratos, que a planta medicinal sintetiza seus ingredientes ativos) a planta medicinal produz os flavonoides, principalmente para proteger dos raios UV do sol, proteger contra fungos e bactérias, favorecer a polinização ou consolidar a parede celular. Encontramos uma grande quantidade de flavonoides na pele de frutas, por exemplo, precisamente para proteger contra os raios UV do sol.

Update: 12.11.2018. Por Xavier Gruffat. Fotos: Adobe Stock.

10 dicas para ver resultado na academia

10 dicas para ver resultado na academiaSÃO PAULO – Muitas pessoas vão à academia, gastam horas por semana fazendo exercícios e não conseguem ver resultado. Como consequência, as pessoas ficam frustradas e acabam abandonando a musculação. Embora fatores genéticos estejam profundamente associados ao ganho de massa muscular, é possível turbinar o seu treino e ver resultados mesmo que seus genes não sejam tão favoráveis. Veja nossas dicas para obter mais resultados na academia e malhar de maneira saudável:

1. Respeite o período de descanso. Tão importante quanto treinar, é a pausa. Isso significa que você deve dar tempo suficiente para o seu músculo descansar e poder se recompor. Esse tempo de repouso varia entre 24 e 48 horas após o exercício. Portanto, não treine o mesmo músculo todos os dias, mas espere pelo menos 1 dia para poder treiná-lo novamente.

2. Varie os exercícios da musculação. Ficar repetindo o mesmo tipo de exercício, não importa o quão pesado e desafiador seja, não faz com que você ganhe massa muscular. Após certo tempo, o corpo se acostuma à rotina de treino e tende a estacionar. Tente variar os exercícios a cada 2 meses. Converse com seu instrutor para saber qual o melhor tipo de exercício e quando mudar sua rotina.

3. Aqueça-se antes de começar a malhar. Preparar os músculos antes de pegar uma carga pesada ajuda a evitar lesões e aumentar o rendimento do exercício, além de alongar as fibras musculares e articulações. Após o treino, não se esqueça de alongar os músculos.

4. Tente ajustar o seu treino a 1 hora. Isso significa que você não precisa ficar horas por dia na academia para ver resultados. Muito pelo contrário: quanto mais longo o treino, maior será a perda muscular, ao invés de ganho. Tente ajudar sua rotina a cerca de 1 hora por dia.

5. Execute o exercício o mais perfeito possível. Tente fazer o movimento da melhor maneira. Isso evita lesões articulares e estiramentos musculares desnecessários. Além disso, quando melhor for o movimento, mais rápido virão os resultados. Converse com o seu instrutor físico para saber como executar corretamente o movimento. ATENÇÃO: Se você não consegue executar o movimento porque a carga está muito pesada, reduza-a. Você não estará tendo nenhum benefício se estiver fazendo o exercício errado.

6. Mantenha o seu treino desafiador. Uma das chaves para ver resultados é sempre manter o seu treino difícil, de forma a forçar os seus músculos cada vez mais. Se você acha que o seu treino está fácil demais ou se tornou monótono, converse com o seu educador físico para que ele monte uma série mais desafiadora.

7. Respeite os limites do seu corpo. Embora seja importante manter o treino sempre pesado e difícil, faça-o de maneira sábia para não se lesionar músculos e articulações. Saiba entender quando o seu corpo estiver lesionado e não vá treinar. Isso também se aplica quando você estiver doente. Em muitos casos, malhar doente só lesiona mais o seu corpo.

8. Tenha uma boa alimentação. Proteínas, carboidratos e gorduras de boa qualidade são essenciais para bons resultados na musculação. Invista em peixes, carnes magras, grãos integrais, azeite de oliva e gorduras de derivadas de sementes, nozes, etc. Evite doces industrializados, refrigerantes, açúcar refinado e derivados. A boa alimentação é parte fundamental da atividade física.

10 dicas para ver resultado na academia9. Beba água. A água é fundamental no processo de recuperação muscular, além de repor sair minerais e hidratar o corpo. Beba água antes, durante e após o treino de musculação. Ingira, pelo menos, 2 litros de água pura por dia.

10. Durma. O sono é importante para o ganho de massa muscular e recuperação do corpo. Tente ter, pelo menos, 7 horas de sono por noite, sem interrupções.

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E, acima de tudo, além dessas dicas, tenha paciência. A musculação é um processo que leva tempo e os músculos não crescem do dia para noite.

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Adobe Stock

Atualização:
Este artigo foi modificado em 08.11.2018

Óleo de gerânio rosa pode aliviar sintomas nasais dolorosos relacionados ao tratamento de câncer

ROCHESTER (Minnesota, EUA) –  O óleo de gerânio rosa pode ajudar a aliviar os sintomas da vestibulite nasal, uma condição nasal comum e dolorosa relacionada ao tratamento medicamentoso de câncer, de acordo com o resultado de um breve estudo observacional publicado on-line no BMJ Supportive & Palliative Care.

“A vestibulite nasal é um efeito colateral do tratamento medicamentoso de câncer particularmente comum em pacientes tratados com medicamentos denominados taxanos”, afirmou Elizabeth Cathcart-Rake, M.D., autora principal do estudo e residente da Mayo Clinic. “Essas drogas interrompem a divisão celular e dificultam a formação de novos vasos sanguíneos para prevenir o crescimento do tumor.” A Dra. Cathcart-Rake relata que não existem tratamentos disponíveis para esse efeito colateral desagradável da terapia do câncer.

“Nossas descobertas se baseiam nas evidências anedóticas para o uso do óleo de gerânio rosa no tratamento da vestibulite nasal, uma infecção que afeta o forro nasal, deixando-o extremamente sensível e provocando sangramento e formação de crostas.” Apesar das descobertas interessantes, a Dra. Cathcart-Rake adverte que estudos mais abrangentes são necessários para determinar se o óleo é realmente um tratamento viável.

O objetivo dos pesquisadores era descobrir se o óleo poderia aliviar os sintomas da vestibulite nasal em 40 mulheres em quimioterapia para tratamento de câncer de mama entre 2007 e 2017. Mais da metade das pacientes estudadas foram tratadas com taxanos. O tratamento das outras mulheres foi realizado com uma grande variedade de medicamentos específicos para o tratamento do câncer.

Todas as mulheres receberam um spray de óleo de gerânio rosa a base de óleo de gergelim. Elas deveriam usá-lo conforme necessário. As pacientes classificaram a gravidade dos sintomas antes e depois do uso, e também responderam a uma pesquisa sobre a experiência de uso do óleo.

Os sintomas nasais mais comuns foram sangramento (65%) e desconforto (63%). Outros sintomas incluíram ressecamento (30%), formação de crostas (13%) e feridas (25%).

A classificação de gravidade média foi aproximadamente 3 (de 4), correspondendo a “moderadamente grave”. Vinte e uma mulheres responderam à pesquisa. Uma delas não usou o óleo, pois os sintomas foram resolvidos quando ela terminou a quimioterapia.

Das outras 20 participantes, 10 usaram o óleo diariamente, sendo que 45% delas usaram várias vezes ao dia.

Todas as participantes relataram que o óleo aliviou os sintomas. Onze mulheres (55%) indicaram um benefício moderado. Seis mulheres (30%) perceberam um benefício significativo. Duas mulheres (10%) relataram que os sintomas desapareceram completamente.

“O spray nasal de óleo de gerânio rosa a base de gergelim parece ser eficaz para pacientes com vestibulite decorrente da terapia do câncer”, afirmou a Dra. Cathcart-Rake, “no entanto, estudo é de caráter observacional e, por esse motivo, não é capaz de oferecer um resultado definitivo. Outros estudos serão necessários.”

06.11.2018. Fonte: press release. Foto: Fotolia/Adobe Stock

10 dicas para ter um bronzeado perfeito

dicas bronzeado perfeitoO verão está chegando e muitas pessoas aproveitam a estação para irem à praia e se bronzearem. É nesse momento que muitos cometem diversos erros para terem um tom de pele dourado, bonito e duradouro. Veja nossas dicas para ter um belo bronzeado nesse verão com saúde e respeitando sua pele. 

1. Coma alimentos com a cor laranja. Alimentos com a cor laranja são ricos em betacaroteno e vitamina A que aceleram o bronzeamento, mantém a coloração e ainda protege as células da pele. Invista em mamão, cenoura, laranja, abóbora, pêssegos, acerola, mostarda, etc. Folhas verdes escuras como couve, espinafre, escarola, etc também são ricas em vitamina A.

2. Hidrate-se bastante. Um dos maiores erros cometidos pelas pessoas que se expõem muito ao sol é a falta de hidratação. Antes e depois da exposição ao sol, use hidratantes à base de ureia ou lactato de amônio. O calor do sol resseca a pele e faz com que ela descasque mais depressa. Além disso, ingira bastante água e sucos de frutas naturais ao longo do dia.

3. Cuidado com os horários. Outro grande erro que das pessoas é se expor ao sol durante o dia todo, sobretudo nos horários que a incidência é maior (entre 10h e 16h). Tome sol até as 10h ou após as 16h. A exposição prolongada aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pele.

use protetor solar4. Use protetor solar. Esse produto é fundamental, mesmo para aqueles que querem conquistar o bronze perfeito. O protetor solar irá evitar queimaduras e reduz o risco de desenvolvimento de câncer de pele. Escolha o protetor de acordo com o seu tipo e tom de pele. Clique aqui (Escolha do protetor solar) para orientar sua decisão. ATENÇÃO: não se esqueça do protetor solar para o rosto.

5. Tome banhos com água fria. Aproveite que é verão para refrescar o corpo com um belo banho de água fria. Com a exposição ao sol, a pele fica muito sensível e ardida e os banhos frios ajudam a aliviar essa sensação. Além disso, a água quente resseca a pele, ao passo que a água fria ajuda a hidratar e manter o bronzeado por mais tempo.

6. Use suplementos cosméticos. Hoje em dia há diversos produtos conhecidos como nutricosméticos. Eles são suplementos ricos em determinados elementos que podem ajudar no bronzeamento. Converse com o seu dermatologista e veja se ele lhe receita algum produto à base de olho de cenoura, olho de urucum, dihidroxiacetona, etc.

Tenha cuidado com o tempo de exposição7. Tenha cuidado com o tempo de exposição. Mesmo nos horários de baixa incidência solar, a exposição prolongada pode ser prejudicial à pele. Comece com cerca de 15 minutos de exposição no primeiro dia e vá aumentando gradativamente, cerca de 10 minutos a cada 3 dias. Os resultados do bronzeamento começam a aparecer cerca de 72 horas depois da primeira exposição.
8. Use autobronzeadores. Quando não estiver na praia ou na piscina, os autobronzeadores ajudam a reforçar a cor. Converse com o seu dermatologista para saber qual o tipo de autobronzeador mais indicado para o seu tipo de pele.

9. Não tome sol em dias nublados. O mormaço e abafamento são prejudiciais para a pele pois eles queimam sem que a pessoa perceba. Além disso, eles não ajudam a bronzear e podem atrapalhar o tom da pele.

 Sempre tome uma ducha depois que sair da piscina ou do mar10. Sempre tome uma ducha depois que sair da piscina ou do mar. O sal e os compostos e os produtos químicos da piscina agridem a pele e facilitam a desidratação da epiderme. Em resumo, eles facilitam o descascamento da pele, além de deixa-la mais sensível.
Com essas dicas você terá um bronzeado lindo e saudável por muito mais tempo. Lembre-se sempre de proteger a pele, pois a exposição excessiva ao sol causa envelhecimento precoce e aumenta o risco de câncer de pele. Para mais dicas, acesse nossa página: Sol e Pele.

Foto: © Lvnel – Criasaude.com.br

Estimulação da medula espinhal e fisioterapia ajudam paciente com paralisia a ficar de pé

ROCHESTER (EUA) – A estimulação da medula espinhal e a fisioterapia ajudaram um paciente que estava paralisado desde 2013 a recuperar sua capacidade para ficar de pé e caminhar com ajuda. Os resultados, obtidos em uma parceria de pesquisa entre a Mayo Clinic e a UCLA, foram reportados na Nature Medicine (DOI : 10.1038/s41591-018-0175-7). 

Jered Chinnock walking with assistance

Com um estimulador implantado ativado, o paciente foi capaz de dar passos com um andador de duas rodas enquanto os ajudantes ofereciam uma eventual assistência. Ele fez 113 visitas de reabilitação à Mayo Clinic durante um ano e alcançou êxitos durante as sessões individuais:

  • Distância total: 111 jardas (102 metros) — aproximadamente o comprimento de um campo de futebol
  • Número total de passos: 331
  • Número total de minutos caminhando com ajuda: 16 minutos
  • Velocidade dos passos: 13 jardas por minuto (0,20 metros por segundo)

“Isto nos ensina que aquelas redes de neurônios abaixo de uma medula espinhal lesionada ainda podem funcionar após a paralisia”, afirmou Kendall Lee, M.D., Ph.D., copesquisador principal, neurocirurgião e diretor do Laboratório de neuroengenharia da Mayo Clinic.

No estudo, a medula espinhal do paciente foi estimulada por um eletrodo implantado, permitindo que os neurônios recebessem o sinal de que ele queria ficar de pé ou andar.

“Acredito que seja aqui que o desafio comece, que é compreender como e por que aconteceu e quais pacientes responderão”, disse Kristin Zhao, Ph.D., copesquisador principal e diretor do Laboratório de tecnologia reparadora e assistiva da Mayo Clinic.

Atualmente, por motivos de precaução, o paciente dá passos somente sob a supervisão de uma equipe de pesquisa.

Primeiras descobertas

O paciente, agora com 29 anos, lesionou sua medula espinhal na vértebra torácica no meio das costas em um acidente com uma moto de neve em 2013. Ele foi diagnosticado com perda total da função abaixo da lesão da medula espinhal, o que significa que não seria capaz de se mover ou sentir alguma coisa abaixo da metade de seu torso.

No estudo, que teve início em 2016, o paciente participou de 22 semanas de fisioterapia e teve um eletrodo implantado cirurgicamente pelo Dr. Lee e sua equipe de neurocirurgia da Mayo Clinic.

O implante está localizado no espaço epidural — a porção mais periférica do canal medular — em um ponto específico abaixo da área lesionada. O eletrodo se conecta a um dispositivo gerador de impulsos sob a pele abdominal do paciente e se comunica sem fio com um controlador externo. A Mayo Clinic recebeu permissão da Food and Drug Administration dos EUA para utilizar o dispositivo para uma condição não coberta pelo selo de aprovação da FDA.

Após recuperar da cirurgia, o paciente retornou ao laboratório para sessões de reabilitação e ajustes de estimulação durante as 43 semanas seguintes. Em um artigo de 2017, Mayo Clinic Proceedings (Procedimentos da Mayo Clinic), os autores reportaram suas observações iniciais de acordo com as pesquisas replicadas realizadas na Universidade de Louisville. Essas primeiras descobertas demonstraram que, em duas semanas com o estimulador funcionando, o paciente conseguiu ficar de pé e fazer movimentos de passos intencionalmente enquanto era suspenso por um arnês.

Progresso contínuo

A equipe de pesquisa tentou determinar se o paciente poderia ficar de pé e caminhar com ajuda. Durante 113 sessões de reabilitação, os pesquisadores ajustaram as configurações de estimulação, a assistência dos ajudantes, o suporte do arnês e a velocidade da esteira para permitir maior independência do paciente.

A pesquisa demonstrou que o paciente foi capaz de caminhar sobre o solo utilizando um andador de duas rodas e deu passos na esteira posicionando os seus braços nas barras de suporte para ajudar no equilíbrio. No entanto, quando a estimulação era desligada, o paciente permanecia paralisado.

Na primeira semana, o participante utilizou um arnês para diminuir o risco de queda e para proporcionar mais equilíbrio à parte superior do corpo. Os ajudantes ficavam posicionados na altura dos joelhos e do quadril do paciente para ajudá-lo a ficar de pé, mover suas pernas e transferir seu peso. Uma vez que o paciente não tinha recuperado a sensibilidade, ele utilizou inicialmente espelhos para enxergar suas pernas, e os ajudantes descreviam a posição, o movimento e o equilíbrio das pernas. Na semana 25, ele não precisou de um arnês, e os ajudantes ofereceram apenas uma assistência ocasional. Ao final do período de estudo, o paciente aprendeu a usar todo seu corpo para transferir o peso, manter o equilíbrio e mover para a frente, precisando de pequenas dicas verbais e olhares pontuais para as pernas.

24.09.2019. Fonte: Press Release Mayo Clinic. Nature Medicine (DOI : 10.1038/s41591-018-0175-7). Foto: Mayo Clinic, Fotolia.com

Quase metade dos médicos residentes relatam ter síndrome de burnout

ROCHESTER (EUA) – A síndrome de burnout dos médicos residentes nos EUA é comum e suas maiores taxas estão concentradas em algumas especialidades, de acordo com a pesquisa da Mayo Clinic, OHSU e outros colaboradores. As descobertas serão publicadas na terça-feira, 18 de setembro, no Journal of the American Medical Association. A síndrome de burnout entre os médicos é uma combinação perigosa de exaustão e despersonalização que contribui para que médicos cometam erros ao cuidar de pacientes.

Devemos realizar um check-up anual?

 

O estudo revelou que 45% dos participantes tiveram pelo menos um sintoma importante de burnout, sendo que os especialistas em urologia, neurologia, pronto-socorro e cirurgia geral apresentaram maior risco de apresentar sintomas. Independentemente da especialidade, os altos níveis de ansiedade e baixos níveis de empatia relatados durante a faculdade de medicina foram associados aos sintomas de burnout durante a residência.

“Os dados demonstram grande variabilidade na prevalência do burnout por especialidade clínica. Além disso, demonstram que a ansiedade, o apoio social e a empatia durante a faculdade de medicina estão relacionados aos riscos de burnout durante a residência,” informou Liselotte Dyrbye, M.D., uma pesquisadora clínica da Mayo Clinic e autora principal do artigo.

Os residentes com síndrome de burnout tiveram três vezes mais chances de se arrepender da decisão de cursar medicina. Quando perguntados “se você pudesse escolher sua carreira agora, você escolheria a medicina novamente?”, os residentes nas especialidade de patologia e anestesiologia apresentaram maior probabilidade de responder “definitivamente não” ou “provavelmente não”. Do mesmo modo, quanto mais alto o nível de ansiedade sofrido durante a faculdade, maior a chance de arrependimento da escolha da medicina como carreira.

Uma pesquisa anterior demonstrou que o burnout médico está relacionado ao gênero e à etnia. Residentes que se identificaram como mulheres demonstraram ter um risco maior de apresentar sintomas de burnout, o que condiz com estudos realizados com médicos mais experientes.

Embora a situação difícil enfrentada pelas médicas tenha sido relatada, o estudo ilustrou a situação complicada e menos estudada enfrentada por médicos que se consideram latinos ou hispânicos. Essas pessoas tiveram maior probabilidade de se arrepender da escolha de carreira. Embora o estudo não tenha analisado causas diretas, os autores especulam que os médicos pertencentes a minorias sociais geralmente são pressionados a participar de várias iniciativas de diversidade institucionais, o que sobrecarrega suas rotinas, se comparadas às rotinas de médicos que não pertencem a esses grupos.

Nem todas as conclusões do estudo foram negativas. A maioria dos residentes estão satisfeitos com a escolha de carreira e especialidade. Especificamente, participantes que relataram pontuações altas de empatia durante a faculdade de medicina parecem ter maior resistência à síndrome de burnout durante a residência. Essa conclusão entra em atrito com a narrativa de que médicos precisam ser insensíveis ou emocionalmente distantes para realizar o trabalho. Por sua vez, altas pontuações de empatia durante a faculdade foram associadas à vontade de continuar na mesma especialidade. Além disso, os participantes que relataram receber maior apoio social e emocional durante a faculdade mostraram-se felizes, em geral, com a especialidade escolhida.

Outros estudos sobre a síndrome de burnout focam na prática médica. Este foi o primeiro estudo nacional de acompanhamento longitudinal de médicos em formação, desde o início da faculdade até a residência, para estudar os preditores do burnout. O estudo incluiu quase 3.600 participantes que responderam à pesquisa quando estavam no quarto ano de faculdade e novamente no segundo ano de residência. Este estudo é derivado de um estudo maior com alunos de medicina chamado Cognitive Habits and Growth Evaluation Study (Estudo de avaliação de crescimento e hábitos cognitivos), que monitorou um grupo de alunos desde o primeiro ano de faculdade até o último ano de residência.

Aproximadamente 50 faculdades de medicina participaram da pesquisa. Os residentes foram solicitados a fornecer informações sobre suas especialidades, etnias, débito estudantil e outras características demográficas. Depois disso, eles responderam às pesquisas desenvolvidas para avaliar a ansiedade, o apoio social emocional, a empatia e o burnout.

20.09.2018. Fonte: Press Release Mayo Clinic. Fotos: Fotolia/Adobe Stock

Cultivo de manjericão em vaso

O manjericão (Ocimum basilicum) pode ser facilmente cultivado em vasos no jardim, na varanda ou no peitoril da janela, mas é importante conhecer algumas dicas para cuidar bem desta planta delicada e sensível.

Compra em vaso, para dividir

A maioria de nós comprará manjericão já no vaso no comércio. O problema é que, por motivos de marketing, o vaso inclui várias plantas. Essa alta densidade, agradável aos olhos, não é ideal para o bom desenvolvimento do manjericão.
Uma ideia é simplesmente dividir o vaso em 4, deixar no vaso 1 quadrante de plantas e replantar as outras 3 partes em 3 vasos novos. O ideal seria ter uma planta (um caule por vez) por vaso. Não se esqueça de colocar cascalho no fundo do vaso para drenagem e depois encher com terra ou adubo.

Tamanho do vaso e transplante

O tamanho do vaso é importante. É sempre necessário que o vaso esteja de acordo com o tamanho do manjericão. Por exemplo, se o manjericão é pequeno, ele necessitará de um pequeno vaso que permitirá que toda a água da rega seja bem absorvida pela planta. Se o manjericão ficar grande com raízes importantes, será preciso um vaso maior. Isso significa que o manjericão deverá ser transplantado, se ele se desenvolver bem, sempre para um vaso maior.

Rega

É necessário regar sem excesso, isto é, de maneira moderada. No verão, recomenda-se regar apenas a cada 10 dias. É importante a terra secar entre as regas.

Sol e Exposição

O manjericão aprecia sobretudo a sombra parcial, o sol direto não é a melhor solução. Por outro lado, a sombra total também não é recomendada, pois o manjericão precisa de várias horas de luz solar direta todos os dias, pelo menos 4 horas.

Frio e vento

O manjericão não suporta bem o frio, abaixo de 12°C as folhas ficam amarelas. O manjericão também é sensível ao vento, por isso deve estar bem protegido do vento.

Floração e poda

Na Europa e na América do Norte, a floração geralmente ocorre de junho a setembro, no Brasil, na região de São Paulo, entre dezembro e fevereiro. É aconselhável cortar as flores (inflorescências) para permitir que as folhas sejam maiores e cresçam bem. Se um manjericão ficar exposto diretamente ao sol, produzirá mais flores e menos folhas.

Muda de manjericão

Realizar a muda, deixando enraizar em um copo com água, é um método muitas vezes mais fácil do que semear. A muda do manjericão é muito simples. Basta cortar um caule mantendo apenas algumas folhas no topo e mergulhá-lo em um pequeno copo de água, mantendo as folhas fora da água. Deixe este copo de água em boa exposição solar por 2 a 3 semanas. Depois de 1 a 2 semanas, você verá que o manjericão já formou raízes. Uma vez que as raízes estão grandes e bem desenvolvidas, você pode plantar o manjericão em um vaso pequeno, não se esqueça de colocar cascalho no fundo do vaso para drenagem e depois encher com terra ou adubo.
A muda é muito útil para fazer uma planta de manjericão durar muitos meses ou mesmo anos.

Cultivo de manjericão durante todo o ano

É possível cultivar o manjericão durante todo o ano no interior da casa, deixando-o em uma janela. A planta deve estar bem exposta ao sol. É importante, no entanto, que se coloque somente uma planta (um caule) por vaso e que se troque para um vaso maior de acordo com o crescimento do manjericão, isto é, transplante sempre que necessário. Você pode fazer mudas (leia acima) da planta para fazer o manjericão durar por anos. De acordo com as nossas informações, as folhas jovens de manjericão (de somente alguns meses) costumam ter um sabor melhor do que o manjericão com muitos meses ou mesmo anos.

Cultivo em um jardim

É bem possível cultivar manjericão em um jardim, porém, espace bem as plantas para que cada uma se desenvolva bem.

Suplemento herbal comum pode causar interações medicamentosas perigosas com drogas de prescrição

20.09.2018 – Por Xavier Gruffat (Farmacêutico). Foto: Fotolia.com

Argila para combater bactérias em feridas: pode ser uma nova solução

Cataplasma de argila usoROCHESTER, Minn. – O uso de barro ou argila úmida como tratamento de pele tópico ou emplastro é uma prática comum em algumas culturas e o conceito de usar argila como medicamento vem dos tempos antigos. Agora, pesquisadores da Mayo Clinic e seus colaboradores na Arizona State University descobriram que pelo menos um tipo de argila pode ajudar a combater bactérias causadoras de doenças em feridas, incluindo algumas bactérias resistentes a tratamento. Os resultados foram publicados no International Journal of Antimicrobial Agents.

“Demonstramos que essa argila com ferro na forma reduzida pode matar algumas cepas de bactérias nas condições de laboratório usadas, incluindo bactérias cultivadas como biofilme, que podem ser especialmente difíceis de tratar”, diz Robin Patel, M.D., microbiólogo clínico, especialista em doenças infecciosas da Mayo Clinic e autor sênior do estudo. Biofilmes ocorrem quando as bactérias se apegam a superfícies e desenvolvem um filme ou revestimento protetor, tornando-as relativamente resistentes a antibióticos. Elas aparecem em dois terços das infecções examinadas pelos médicos.

“Este estudo é um avanço importante para compreender certas argilas, como a argila azul do Oregon, apresentaram propriedades medicinais aderindo às bactérias patogênicas”, afirma Enriqueta Barrera, diretora de programas da divisão de Ciências da Terra da National Science Foundation (Fundação Nacional da Ciência), que financiou a pesquisa.

Em ensaios de laboratório, os pesquisadores descobriram que a argila tem efeitos antibacterianos contra Escherichia coli e Staphylococcus aureus, por exemplo, incluindo cepas resistentes como CRE e MRSA. A suspensão de argila foi eficaz contra várias bactérias, tanto em estado planctônico quanto de biofilme.

A pesquisa é preliminar e os autores advertem que apenas uma concentração da suspensão de argila foi testada, com base em resultados preliminares. Os ensaios de laboratório são a primeira etapa para simular o ambiente complexo encontrado em uma ferida infectada real. Eles também advertem que nem todos os tipos de argila são benéficos. Alguns, na verdade, podem ajudar as bactérias a crescer. São necessárias mais pesquisas para identificar e reproduzir as propriedades de argilas antibacterianas, com o objetivo de possivelmente sintetizar um composto consistente dos principais minerais sob um controle de qualidade.

Ler também: Cataplasma de argila

28.08.2018. Fonte: Presse release da Mayo Clinic. Referência: International Journal of Antimicrobial Agents (DOI : 10.1016/j.ijantimicag.2018.07.018)
Fotos: Image Courtesy Arizona State University, Creapharma.ch