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6 alimentos para envelhecer bem

Por que adiar o que podemos começar hoje? A adoção antecipada de uma dieta que reduz o risco de doenças que a velhice está exposta nos permite preservar a saúde do cérebro, coração, ossos e organismo como um todo. Aqui estão 6 alimentos a serem consumidos que ajudarão você a envelhecer bem.

1. As frutas e os legumes

Uma boa alimentação é considerada um dos principais determinantes da qualidade do envelhecimento. As frutas e os legumes, em particular, são ricos em antioxidantes, como carotenóides e polifenóis. Eles também fornecem uma excelente fonte de vitaminas C e E, ao mesmo tempo em que fornecem fibras, necessárias para uma melhor regulação do trânsito intestinal. Um estudo com uma população de 3.644 indivíduos entre 55 e 65 anos, publicado on-line em 2012 pelo BMC Public Health (DOI: 10.1186/1471-2458-12-551), mostra que um aumento modesto no consumo de frutas e legumes pode ter um efeito marcante na saúde dos idosos. Além de melhorar o sistema imunológico, uma dieta rica em frutas e legumes ajuda a aumentar a expectativa de vida. Dica: De preferência, evite cozinhar em excesso, pois isso pode destruir os nutrientes dos alimentos.

2. A água

Elemento essencial para o bom funcionamento do organismo, a água é frequentemente negligenciada na dieta dos idosos e até mesmo na nossa alimentação diária. Representa cerca de 70% do nosso peso corporal. Segundo os nutricionistas, somos menos sensíveis ao sinal de sede à medida que envelhecemos. Os riscos de constipação, desidratação, infecções do trato urinário e fadiga aumentam. Além disso, as reservas de água do corpo tendem a diminuir e passam a constituir, em média, apenas 50% do nosso peso por volta dos 70 anos. É importante adotar o bom hábito de beber o suficiente para se manter saudável. Para os idosos, é possível variar as bebidas a serem consumidas, oferecendo-lhes água, chá, suco de frutas sem adição de açúcar e infusões para estimular o desejo de beber e preencher mais facilmente suas necessidades diárias na água.

3. Os peixes oleosos

Os peixes oleosos, especialmente aqueles que vivem em águas frias, como arenque, sardinha, truta e salmão, são ricos em ômega-3, além de seu conteúdo de vitamina D. Graças a um aporte suficiente desse ácido graxo essencial, o risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é menor. O ômega-3 melhora a comunicação entre os neurônios e participa ativamente da transmissão dos impulsos nervosos. Um estudo publicado em 2017 no Journal of Alzheimer’s Disease (DOI: 10.3233/JAD-17028) mostra o papel significativo que o ômega-3 desempenha na performance cognitiva. De fato, esses ácidos graxos revelaram ações anti-amilóides, anti-tau e anti-inflamatórias no cérebro de animais.

4. O óleo de oliva

Assim como os peixes oleosos, o óleo de oliva ou azeite tem um efeito positivo na melhora da função cerebral, especialmente em pessoas com idades entre 50 e 80 anos. Um estudo publicado em 2014 pela EDP Sciences (DOI: 10.1051/ocl/2014028) concluiu que o consumo regular de azeite está associado a um menor risco de declínio intelectual. Esses efeitos positivos podem vir de vários fatores, incluindo sua composição de ácidos graxos e micronutrientes antioxidantes, como vitamina E e polifenóis.

5. As frutas oleaginosas

As frutas oleaginosas, como avelãs, nozes, castanhas do Brasil e amêndoas reduzem o risco de infarto do miocárdio e de AVC por meio de uma melhora na circulação sanguínea. Como principais fornecedores de ácidos graxos essenciais e vitamina E, essas frutas também são boas fontes de proteína vegetal.

6. Laticínios

Nós precisamos de cálcio para fortalecer nossos ossos. Os produtos lácteos como queijos, iogurtes, leite e manteiga favorecem a reconstrução óssea e também contêm vitamina D. Com o tempo, o risco de queda aumenta e uma dieta rica em cálcio nos ajuda a reduzir as consequências, retardando a aparição da osteoporose.

Bônus: de tempos em tempos, não hesite em se entregar ao verde preparando pratos à base de vegetais verdes, como repolho, brócolis (todos os crucíferos), espinafre e alcachofra. Graças ao seu poder antioxidante, esses alimentos podem desintoxicar o organismo e protegê-lo de certas doenças, como doenças cardiovasculares e envelhecimento da pele.

19.09.2019. Pela redação do Creapharma.ch (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock. Crédito infográfico: Pharmanetis Sàrl (Creapharma.ch)

10 alimentos ricos em flavonoides

10 alimentos ricos em flavonoidesSÃO PAULOOs flavonóides são moléculas muito importantes na fitoterapia vindos do metabolismo das plantas, são encontrados em diferentes partes da planta como nas frutas, flores e folhas. Os cientistas já identificaram mais de 5.000 flavonóides diferentes, essas moléculas pertencem à grande família de compostos fenólicos.
Os flavonóides mais comuns são quercetinas, isoflavonas, antocianinas e catequinas. Os principais efeitos dessas substâncias são venotônicos, anti-inflamatórios, protetores (dos vasos), com efeito benéfico em doenças cardiovasculares e antioxidantes. Algumas dessas moléculas têm até um efeito antitumoral, ou seja, na prevenção do câncer. Um estudo publicado na Nature Communications em 13 de agosto de 2019 mostrou que pessoas que normalmente consumiam quantidades moderadas a altas de alimentos ricos em flavonóides eram menos propensas a morrer de câncer e de doenças cardíacas. Neste estudo, com mais de 53.000 dinamarqueses avaliados por um período de 23 anos, o efeito protetor pareceu ser mais alto em pessoas com alto risco de doenças crônicas devido ao tabagismo e naquelas que consomem mais de dois copos de bebida alcoólica por dia. Os participantes que consumiram aproximadamente 500 mg de flavonóides totais por dia tiveram menor risco de câncer e de morte relacionada a doenças cardíacas. Segundo os pesquisadores, que falaram do estudo em um comunicado de imprensa, é importante consumir uma variedade de flavonóides diferentes, encontrados em alimentos e bebidas à base de plantas. Isso é facilmente alcançado na alimentação, por exemplo, uma xícara de chá, uma maçã, uma laranja, 100g de mirtilos e 100g de brócolis fornecem uma ampla variedade de compostos flavonóides e mais de 500mg de flavonóides totais.

Os flavonóides são pigmentos que dão cor às flores e, em alguns casos, às folhas. Essas substâncias podem ser amarelas (origem da palavra flavo), vermelhas, azuis ou violetas.

Descubra 10 alimentos ricos em flavonóides:

1. Chá. Chá preto, branco e verde são ricos em flavonoides. Estima-se que até 30% das folhas de chá são compostas por flavonoides como a quercetina, ácido gálico e catequinas. Prefira consumir as folhas de chá sem processamento, pois são mais ricas em flavonoides.

2. Soja. O grão de soja é rico em isoflavonas com importantes funções no aparelho reprodutor feminino. As isoflavonas da soja são usadas para reduzir os sintomas da menopausa, reduzir a osteoporose e os níveis de colesterol no sangue.

3. Frutas vermelhas. Morango, amora, framboesa e mirtilo (blueberry) estão entre os alimentos mais ricos em flavonoides. Essas frutas são ricas em antocianinas e ácido elágico, antioxidantes que previnem o envelhecimento celular e a formação de tumores. Estudos ainda apontam que dietas ricas em frutas vermelhas previnem problemas de memória.

4. Alho. O alho é rico em flavonoides e compostos sulfurados que têm propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e anti-virais. Estudos também mostram que o alho ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue e prevenir doenças cardíacas, como o infarto.

5. Maçã. Essa fruta é rica em vitaminas, sais minerais, fibras e um flavonoide chamado quercitina. A quercetina ajuda a reduzir o risco de doenças vasculares cerebrais (como o AVC) e certos cânceres, como o de estômago, pulmão e fígado.

6. Chocolate amargo. O chocolate amargo contém altos níveis do flavonoide catequina. Esse composto é um poderoso antioxidante, além de possuir propriedades antialérgicas e anti-inflamatórias. Estudos também apontam que o consumo de chocolate amargo está relacionado a menor risco de doença cardíaca coronariana. Prefira os chocolates amargos com alto teor de cacau e baixo teor de gorduras. Ler cacau

Australiano afirma ter a fórmula ideal de um vinho bom e virtuoso7. Uva (e derivados). As uvas e seus derivados (vinho tinto e suco de uva) são ricos em catequinas e estão associadas à redução no risco de doenças cardíacas, infarto do coração e redução do colesterol no sangue. Além disso, as sementes da uva são ricas em resveratrol, um polifenol que supostamente tem ação no retardamento do envelhecimento celular, contra diabetes e prevenção do câncer.
Resveratrol
O resveratrol é um polifenol encontrado no vinho. A ele são atribuídas muitas qualidades, como prevenção do envelhecimento celular, prevenção do diabetes e do câncer. No entanto, um estudo italiano publicado em Maio de 2014 mostrou que o resveratrol não teve nenhum efeito milagroso para a saúde, ao contrário do que se pensa. O consumo regular de resveratrol e outros polifenóis, muito presentes no vinho tinto, era anteriormente atribuído à proteção de doenças cardiovasculares.
A pesquisa, realizada com um grupo de pessoas que vivem na Toscana, onde o famoso vinho italiano Chianti é produzido, indicou que aqueles que tinham uma dieta com altos níveis de resveratrol não viveram mais tempo ou tiveram menor incidência de doenças cardiovasculares ou câncer quando comparados com aqueles que consumiram pequenas quantidades deste antioxidante.
“A história do resveratrol parece ser um novo caso de uma substância que tem recebido uma grande influência da mídia a respeito de seus benefícios para a saúde, que, segundo esse estudo, não foram confirmados”, disse o Dr. Richard Semba, Professor de Oftalmologia da Escola Johns Hopkins de Medicina, em Baltimore (Maryland, EUA). Este médico é o principal autor da pesquisa publicada no Journal of The American Medical Association, Internal Medicine.
“A idéia era que certos alimentos ou bebidas são bons para você, pois contêm resveratrol. Nós não encontramos nenhuma evidência que suporte isso”, acrescenta.
Apesar destes resultados negativos, os estudos mostram que o consumo de vinho tinto, de chocolate amargo e frutas vermelhas reduzem a inflamação em algumas pessoas e isso talvez tenha efeitos protetores para o coração.
“Nossa pesquisa está focada agora em polifenóis que explicam esses benefícios”, disse Luigi Ferrucci, epidemiologista do Instituto Americano de Envelhecimento (National Institute of Aging), um dos autores da pesquisa.

8. Espinafre. Essa e outras folhas verdes são ricas em flavonoides com propriedades anti-inflamatórias e também antioxidantes, que protegem as células contra lesões de radicais livres. Além disso, o espinafre é também rico em carotenoides, pigmentos com propriedades anticâncer e que melhoram a visão.

9. Brócolis. Esse vegetal é rico em flavonoides que previnem o desenvolvimento de câncer, sobretudo o câncer de pulmão de fumantes.

10. Cebola. Esse vegetal é rico em flavonoides e talvez uma das principais fontes na dieta regular das pessoas. Além disso, as cebolas são conhecidas por suas propriedades anti-inflamatória e antibacterianas.

A lista dos alimentos ricos em flavonoides é grande. Tente sempre inclui-los em sua dieta. Uma dica final é montar o prato de maneira bem colorida, pois muitas frutas e vegetais coloridos são ricos em flavonoides.

Por que as plantas produzem os flavonoides?
No metabolismo secundário (é neste metabolismo, não no primário – responsável principalmente pela síntese de proteínas, lipídeos e carboidratos, que a planta medicinal sintetiza seus ingredientes ativos) a planta medicinal produz os flavonoides, principalmente para proteger dos raios UV do sol, proteger contra fungos e bactérias, favorecer a polinização ou consolidar a parede celular. Encontramos uma grande quantidade de flavonoides na pele de frutas, por exemplo, precisamente para proteger contra os raios UV do sol.

Update: 19.09.2019. Por Xavier Gruffat. Fotos: Adobe Stock.

Mito médico: não é necessário esperar para banhar-se depois de comer

Muitos pais e proíbem seus filhos de nadar logo após a refeição. Esperar cerca de 1 a 2 horas para retornar à água. Por que? O risco de hidrocussão, cólicas estomacais ou cãibras musculares seria maior logo após a refeição. Mas esta recomendação é cientificamente comprovada?

Hidrocussão e digestão
A hidrocussão é a perda de consciência causada pelo contato muito abrupto com a água. Pode causar afogamento, mas não há ligação direta entre esse acontecimento e a digestão. De fato, quando está quente, o corpo tenta equilibrar a temperatura do corpo evacuando o calor. Nesse processo, os vasos sanguíneos se dilatam e a frequência cardíaca fica mais rápida. Se o corpo entrar em contato direto com a água a menos de 18°C para adultos ou menos de 20°C para crianças, as artérias se contraem repentinamente, diminuindo o fluxo de sangue. Naturalmente, a frequência cardíaca diminuirá, a pessoa terá problemas respiratórios e haverá menos oxigênio no cérebro. Isso causa a perda de consciência e este mal-estar pode levar ao afogamento.

As crianças, idosos e pessoas que já têm um problema cardíaco fazem parte da população em risco no caso de um choque térmico. Embora tenha sido provado que durante a digestão, a temperatura corporal aumenta ligeiramente, assim como o fluxo sanguíneo, isso não justifica um maior risco de afogamento. É especialmente a exposição prolongada ao sol e o consumo excessivo de álcool que deve ser evitado. Um estudo da Pediatrics, publicado em 1989, examinou quase 100 adolescentes que se afogaram em Washington e descobriram que 25% haviam sido intoxicados. Um ano depois, um estudo de centenas de mortes por afogamento em adultos na Califórnia revelou que 41% estavam relacionadas ao álcool. Além disso, o pico do calor do dia geralmente ocorre durante as horas perto do almoço, o que pode aumentar o risco de exposição ao sol. Assim, é aconselhável evitar sistematicamente um primeiro contato abrupto com a água, é melhor molhar o corpo gradualmente.

Câimbras e digestão

A câimbra que ocorre na água, também conhecida como “câimbra do nadador”, se manifesta por uma contração dolorosa dos músculos. Geralmente, ocorre de forma súbita quando o corpo está passando por um estresse muito intenso e prolongado e quando há uma queda na irrigação de certas partes do corpo, em caso de frio ou desidratação. São os membros inferiores, como os pés e as coxas, que são os mais afetados. Quanto à digestão, nenhum estudo científico mostrou até agora que causa câimbras. Entre as hipóteses colocadas sobre esse assunto, está a que considera a digestão como perigosa, na medida em que consome energia. De fato, a natação também consome energia, o que resultará na redução do volume de sangue oxigenado por causa desses dois esforços simultâneos. Mas as estatísticas mostram que, entre as causas de morte após o afogamento, os riscos ligados à digestão permanecem menores ou até mesmo insignificantes. Apesar disso, o bom senso recomenda prestar atenção e é sempre aconselhável aquecer um pouco, por cinco minutos, antes de mergulhar na água, hidratar-se bem antes e depois de nadar e, especialmente, dosar bem os esforços.

Em caso de câimbras, mantenha a calma e se deixe levar pela água até chegar à borda. Em princípio, a câimbra desaparece sozinha. Para os pais, certifique-se de que as crianças não se afastem demais ou permaneçam desacompanhadas.

09 de agosto de 2019.

5 causas médicas de fadiga persistente

Você tem a impressão de estar sempre cansado? Esta condição pode ser o resultado de muito estresse diário, falta de sono, aporte insuficiente de calorias ou o sintoma de uma doença. Descubra neste artigo por que a fadiga pode persistir e quais soluções adotadas para recuperar a força e o vigor.

1. A anemia

Em caso de anemia, uma sensação de cansaço permanente pode aparecer. Esta doença é causada por uma deficiência de glóbulos vermelhos, cujo papel é fornecer oxigênio aos tecidos e células. A anemia pode ser causada por deficiência de vitaminas, deficiência de ferro, perda grave de sangue ou hemorragia interna. Algumas doenças crônicas, como insuficiência renal, artrite reumatóide e câncer também podem causar anemia.
A suplementação com ferro, ácido fólico e vitamina B12 pode ajudar a prevenir a anemia. Quanto à sensação de cansaço, ela pode ser aliviada tomando remédios naturais baseados em plantas adaptogênicas. Essas plantas, como o ginseng, a rhodiola e o eleutherococcus (Ginseng-Siberiano) têm uma propriedade revigorante, enquanto fortalecem as defesas naturais do corpo.

2. As doenças da tireóide

Quando a produção de hormônios tireoidianos é disfuncional em um indivíduo, até mesmo as atividades cotidianas parecem extremamente desgastantes. Se a glândula tireóide produz muito hormônio, o metabolismo acelera, no chamado hipertireoidismo. No caso oposto, quando são produzidos poucos hormônios, o metabolismo diminui, no chamado hipotireoidismo. Quer se trate de uma falta de produção ou excesso de hormônios secretados pela tireóide, a pessoa tem uma sensação de fadiga e grande fraqueza muscular. Atividades rotineiras, como subir escadas e andar de bicicleta, tornam-se difíceis de fazer. Essa fadiga também causa um problema de concentração.

Além de tomar medicamentos, os problemas da tireoide podem ser tratados com a ingestão adequada de iodo por meio de alimentos, se o hipotireoidismo for causado pela falta de iodo. O consumo de alimentos ricos em fibras alimentares é fortemente recomendado em caso de hipotireoidismo. No entanto, tenha cuidado com alguns vegetais, como o repolho e seus derivados, que podem agir contra a produção de tiroxina. Em caso de hipertireoidismo, é preferível uma dieta pobre em iodo e substâncias estimulantes. Deve ser associado o uso de  suplementos dietéticos ricos em minerais e vitaminas.

3. O diabetes tipo 2

Segundo a Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Association), a sensação de fadiga persistente está entre os sinais de alerta de um problema energético que perturba o bom funcionamento do corpo. Este problema energético é um dos precursores do diabetes tipo 2. A sensação de fome, sede excessiva, perda de peso, micção frequente e visão turva muitas vezes acompanham a fadiga dos diabéticos tipo 2.

O suporte do diabetes consiste no uso de insulina regular para o tratamento de ataque, também é essencial aderir a uma dieta rigorosa para controlar melhor a glicemia no organismo. A prática de esporte também é fortemente recomendada, especialmente para pessoas que sofrem de excesso de peso. Algumas plantas têm uma propriedade interessante para estabilizar o açúcar no sangue. Entre as mais conhecidas estão o ginseng, o chá verde, o funcho, a chia e a aloe (babosa). Eles são usados ​​em complemento ao tratamento medicamentoso.

4. A depressão e o estresse

Doença dos tempos modernos, a depressão é caracterizada pela diminuição da energia, uma mudança de hábito no sono e na alimentação, problemas de memória e de concentração, assim como sentimentos de negatividade e desesperança. Segundo a OMS, a depressão pode se tornar a doença mais frequente no mundo até 2030. Sem um manejo adequado, os sintomas da depressão podem persistir por meses ou até mesmo anos. Da mesma forma, a exposição permanente ao estresse pode promover depressão e fadiga física e mental.

Além dos antidepressivos prescritos por um médico, é possível lutar contra a depressão com métodos naturais. O chás de jasmim e de erva de São João são alguns dos remédios comuns para a depressão. Se for uma depressão leve ou moderada, a melissa e a genciana também são recomendadas. Qualquer que seja o tratamento escolhido, a prática de esporte é recomendada, pois atua contra os sintomas da depressão. Finalmente, apoio psicológico pode ser necessário para dissipar a sensação de negatividade. Em caso de muito estresse, separar alguns minutos por dia para caminhar ou descansar em um local calmo, perto da natureza, um estudo mostra que apenas 20 minutos na natureza ajudam a reduzir o estresse.

5. A apnéia do sono e a falta de sono

Indispensável para o corpo humano, o sono garante o descanso do corpo nos níveis físico, mental e energético. É durante as diferentes fases do sono que os músculos relaxam e o corpo é energizado. A apnéia do sono causa um déficit desse estágio de repouso do corpo. Essa interrupção do sono é a causa da fadiga persistente que pode progredir para outros problemas mais graves, como doenças cardíacas, se nenhuma medida for adotada.

No caso de apneia do sono grave, o uso de dispositivo durante o sono ou cirurgia continuam a ser as únicas escolhas para o paciente. No caso de apnéia leve, uma mudança de hábito pode trazer alívio real e melhorar a sensação de bem-estar. Ao dormir, favorecer a posição lateral e liberar a área ao redor do nariz. Para eliminar a fadiga diurna, tomar ginseng ou chá verde pode realmente ajudar. Finalmente, evite alimentos que são difíceis de digerir antes de ir para a cama. O álcool também deve ser evitado, especialmente depois das 18h, porque pode ser um fator desencadeante da apneia do sono.

Deve-se notar que, mesmo na ausência de apneia do sono, a falta de sono diário devido à hora tardia de dormir causa fadiga permanente. Portanto, é importante garantir que você durma o suficiente para permitir que o corpo recupere toda a energia que gasta diariamente. Não se esqueça de comer de forma equilibrada, pois é da comida que o corpo extrai os nutrientes necessários para a produção de energia.

25 de Agosto de 2019. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock

A síndrome do coração partido, não é um mito

NOVA YORK  – A síndrome do coração partido permanece uma condição pouco conhecida das pessoas em geral, mas pode matar em cerca de 5% dos casos e, às vezes, levar a um AVC (derrame). Esta síndrome, também conhecida como síndrome de tako-tsubo ou takotsubo, refere-se a um sofrimento amoroso, um “coração partido”. Embora um coração partido seja uma causa comum, este não é o único fator que pode desencadear esta síndrome. Estresse emocional intenso, como o luto, também pode causar uma crise, bem como outras causas, como insuficiência respiratória e alguns choques físicos. Em 19 de outubro de 2017, o Washington Post citou o caso de uma mulher que sofria de síndrome do coração partido devido à morte de seu cão. Mas muitas vezes os pacientes que passam por este evento tão doloroso são incapazes de saber a causa exata dessa miopatia. As mulheres na pós-menopausa são particularmente afetadas por essa síndrome.

Sinais típicos

A síndrome do coração partido é uma condição que se assemelha aos sintomas do infarto do coração (ataque cardíaco), mas não afeta as artérias coronárias. Em outras palavras, as causas fisiológicas são diferentes.

Uma pessoa que sofre desta síndrome sente na maioria dos casos uma dor severa no peito e, às vezes, falta de ar ou perda de consciência. A semelhança com os sintomas de ataque cardíaco é uma das razões pelas quais a doença é muitas vezes diagnosticada erroneamente por serviços de emergência e médicos.

Para ter certeza de que esta é uma síndrome do coração partido e não um infarto, o médico fará a angiografia. Em caso de síndrome do coração partido, nenhum sinal de problemas com as artérias coronárias aparece no exame.

A taxa de mortalidade da síndrome do coração partido é ligeiramente menor do que a do infarto do miocárdio (cerca de 5%), mas permanece maior do que era imaginado no passado, como demonstrado por um estudo suíço publicado em setembro de 2015. (leia abaixo).

Causas complexas

Embora as causas ainda não sejam todas conhecidas, sabemos que os eventos estressantes podem estar na raiz dessa crise, como um sofrimento amoroso, a perda de um ente querido, um divórcio etc. Por outro lado, um evento que leva a uma certa euforia e alegria intensa também pode causar uma síndrome do coração partido, como confirmado por um estudo suíço. O fator emocional parece ser fundamental como agente desencadeante.

Causas físicas, embora raro, também podem desencadear uma crise, como um esforço intenso como um passeio de bicicleta muito difícil. No nível fisiológico, os cientistas acreditam que em períodos de estresse intenso, o corpo libera hormônios chamados catecolaminas, como a adrenalina ou a dopamina, esses hormônios podem afetar o coração e os vasos sanguíneos.

Mulher inconsolável, morte do cachorro

O prestigiado jornal estadunidense The Washington Post (WP) cita a história de uma mulher de 62 anos que foi ao pronto-socorro em 2016 devido a fortes dores no peito. Naquela época, sua vida estava estressante com a recente morte de seu cachorro. Ela afirmou ao WP que depois da morte de seu cachorro ela estava praticamente inconsolável. No serviço de emergência, após a realização de um eletrocardiograma, os médicos encontraram uma elevação do segmento ST nas derivações anterolaterais. Além disso, a angiografia coronariana de emergência revelou artérias coronárias normais para descartar infarto do coração. A síndrome de Takotsubo foi confirmada pela equipe médica. A administração de medicamentos anti-hipertensivos permitiu que essa mulher se recuperasse bem, um ano após esse evento traumático ela não apresentou mais sintomas (assintomática). O artigo WP refere-se a um estudo publicado em 19 de outubro de 2017 na revista científica The New England Journal of Medicine (DOI: 10.1056 / NEJMicm1615835).

Tratamentos atuais ineficazes
De acordo com um estudo da Universidade de Zurique (Suíça), publicado em setembro de 2015 na revista científica New England Journal of Medicine, o uso de beta-bloqueadores se mostrou, todavia, ineficaz. Atualmente, os médicos prescrevem beta-bloqueadores para prevenir futuras crises. Este trabalho de pesquisa suíço também mostrou que esta síndrome levou a muito mais mortes e complicações do que os cientistas imaginavam até agora.

As mulheres são as mais afetadas
A síndrome do coração partido afeta particularmente as mulheres na pós-menopausa. Nos Estados Unidos, um estudo do American Journal of Cardiology mostrou que 6.230 americanos foram hospitalizados por causa dessa síndrome no ano de 2012. Cerca de 90% das pessoas afetadas são mulheres, especialmente aquelas com mais de 50 anos de idade.

Artigo atualizado em 25 de outubro de 2017. Por Xavier Gruffat. Fontes: The Wall Street Journal, CBSNews, The Washington Post, New England Journal of Medicine, The New England Journal of Medicine (DOI: 10.1056/NEJMicm1615835).
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Você está estressado? Limpar pode ajudar você a gerenciar melhor o estresse

Limpar ou realizar atividades de faxina, como lavar louça, reduz o nervosismo, de acordo com os pesquisadores. Um estudo realizado pela Universidade de Masaryk e publicado em Junho de 2015 (DOI: 10.1016 / j.cub.2015.05.04) mostra como a ansiedade favorece comportamentos repetitivos, o que nos impulsiona a ser mais cuidadoso em fazer essas tarefas.

Ritualização e controle

Em uma situação de incerteza, a sensação de falta de controle sobre as coisas pode causar sofrimento psicofisiológico. A limitação de comportamentos a padrões motores estereotipados e repetitivos nos permite recuperar o senso de controle. Esses comportamentos redundantes se manifestam espontaneamente e se revelam uma estratégia comportamental frequente no caso de um evento de ansiedade.

Redundância, repetitividade e rigidez

Para melhor avaliar os comportamentos observados, os pesquisadores definiram 3 atributos durante este estudo. Foram eles: a redundância, resultando no tempo gasto na limpeza do objeto e no número de movimentos usados; a repetitividade, ou seja, a recorrência do movimento da mão; e a rigidez, representada por a previsibilidade dos movimentos da mão.

Resposta espontânea à ansiedade

Os resultados deste estudo mostraram que a ansiedade desencadeia um comportamento ritualizado. A redundância gestual, a repetitividade do movimento e sua previsibilidade são aumentadas. Assim, os participantes que experimentaram mais ansiedade tinham a tendência de usar mais movimento em sua tarefa de limpeza. Esse aumento do número de movimentos se manifesta como uma estratégia de adaptação. Em resumo, os resultados mostram que a ritualização pode ser uma resposta espontânea à ansiedade.

Limpeza: uma atividade relaxante

A limpeza é uma atividade relaxante, isso porque lhe dá a sensação de assumir o controle de algo, proporcionando-lhe um ambiente mais saudável e relaxante. Gastar tempo nessa tarefa ou nas de arrumação, mesmo 10 minutos por dia, ajudaria a reduzir o estresse.

08 de maio de 2019. Redação de Criasaude.com.br  (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock

3 informações importantes sobre medicamentos para evitar riscos

PARIS – Os medicamentos, de venda livre (OTC em inglês) ou isentos de prescrição, fazem parte da vida diária para a maioria de nós ou de nossos entes queridos. Infelizmente, na atual quantidade de produtos comercializados em farmácias, é fácil ignorar ou esquecer algumas informações importantes. Resumimos para você 3 informações importantes para evitar complicações que podem ser muito sérias:

1. Cada pessoa pode reagir de maneira diferente a um medicamento (farmacogenética)

Algumas pessoas reagem positivamente a um medicamento e outras, pelo contrário, de forma negativa. A origem deste problema decorre, principalmente, de diferenças genéticas que levam a uma síntese de enzimas diferente, estas são largamente localizadas nas células do fígado. Estas enzimas são particularmente responsáveis ​​pelo metabolismo (aqui estamos nos referindo à eliminação) dos medicamentos. Estima-se que cerca de 95% dos indivíduos possuam pelo menos uma variação genética que pode levar a um metabolismo diferente da média dos medicamento. A ciência ou disciplina que estuda esse fenômeno é chamada de farmacogenética.

Por exemplo, cerca de 25% das pessoas não metabolizam o clopidogrel (Plavix®), um anticoagulante, que consequentemente aumenta o risco de infarto do miocárdio e derrame.

Outro exemplo é a codeína, indicada especialmente em casos de dor, frequentemente vendida em combinação com o paracetamol (ex.: no Brasil Paco®; na França Dafalgan® Codéine e na Suíça Co-Dafalgan®). Em 20% das pessoas, a codeína tem muito pouco efeito, mas já para outras pessoas, cerca de 2%, a molécula pode ser muito ativa, ameaçando a vida do paciente.

O omeprazol, um medicamento amplamente utilizado e indicado especialmente durante a queimação no estômago, nem sempre é eliminado de forma adequada em algumas pessoas. De fato, até 15% dos indivíduos que tomam esse medicamento metabolizam (eliminam) o omeprazol muito lentamente. A consequência é uma concentração mais alta no sangue com um risco aumentado de efeitos colaterais. Algumas estatinas também podem ter interações genéticas.

No futuro, testes ou exames genéticos poderiam ser mais oferecidos ao paciente para saber a reação a esse medicamento metabolizado diferentemente de um indivíduo para outro. Em outras palavras, identificar as principais enzimas que levam às interações. Já existem alguns testes disponíveis no mercado, principalmente nos Estados Unidos, que podem identificar o risco genético. No entanto, muitas vezes são caros e raramente são reembolsados pelo plano de saúde.

Sem testes genéticos, é necessário consultar seu médico ou farmacêutico se durante a administração de medicamentos você apresentar reações incomuns.

Para saber mais, visite o site da Universidade de Stanford sobre farmacogenética: www.pharmgkb.org

2. Atenção ao risco de interações, inclusive entre medicamentos de venda livre e sem prescrição médica
Assim como no ponto 1, as interações entre medicamentos geralmente estão relacionadas às enzimas hepáticas, mas também é possível que se dê através de proteínas do plasma (ex. albumina) ou que diferenças na absorção do medicamento estejam envolvidas. De fato, muitas causas podem levar a interações.

Por exemplo, as chamadas interações competitivas entre diferentes medicamentos, como é o caso quando se toma Aspirina® (ácido acetilsalicílico) e Sintrom® (cumarina). Se a utilização destes dois medicamentos não for recomendada por um médico, pode haver um sério risco de sangramento. Nesse caso, um medicamento move o outro e aumenta sua concentração no sangue. O que pode causar sangramentos, especialmente durante o consumo diário.

É importante saber que outros medicamentos anti-inflamatórios, além da Aspirina®, podem levar a interações com anticoagulantes, como a cumarina ou o clopidogrel. Estes incluem o ibuprofeno e medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) em geral.

Tratamentos naturais
Os anticoagulantes sanguíneos, como o clopidogrel, também podem sofrer interações com suplementos alimentares naturais, como a ginkgo, a curcuma, o cranberry, o óleo de peixe ou a camomila. Pode ocorrer um aumento no sangramento, especialmente durante o consumo diário.

3. Atenção com o acúmulo de moléculas

Infelizmente, existem medicamentos no mercado contendo várias moléculas. Este é particularmente o caso dos medicamentos de venda livre (sem prescrição médica), que podem conter paracetamol, além de outros medicamentos para a rinite. O problema é que o paciente muitas vezes não sabe que esses medicamentos contêm paracetamol. Como resultado, eles compram outro medicamento contendo apenas paracetamol para combater a dor e a febre. O risco é um acúmulo de paracetamol, que sabemos que em excesso é uma molécula muito tóxica para o fígado. É por isso que alguns médicos e farmacêuticos desaconselham o uso medicamentos contendo várias moléculas e recomendam mono-substâncias (mono-moléculas). Deve-se prestar atenção especial no caso de crianças e idosos.

Por fim, lembre-se de que seu farmacêutico é o especialista em medicamentos e pode ajudá-lo com perguntas específicas e pessoais sobre o uso de medicamentos.

Artigo atualizado em 28 de fevereiro de 2019. Por Xavier Gruffat (farmacêutico da ETH de Zurique, MBA). Fontes: The Wall Street Journal, Prevention (revista de saúde americana).

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5 informações essenciais sobre o infarto cardíaco em mulheres

Diferenças entre homens e mulheres do ponto de vista médico
5 informações essenciais sobre o infarto cardíaco em mulheresNOVA YORK O número de infarto do coração, também chamado de ataque cardíaco, em mulheres vem aumentando nos últimos anos, principalmente devido a uma deterioração do estilo de vida (má alimentação, tabagismo, sedentarismo). Um estudo de fevereiro de 2019 realizado pelo American College of Cardiology (ACC) mostrou que há um aumento na incidência de ataques cardíacos agudos entre mulheres jovens nos Estados Unidos. O infarto do coração é uma das principais doenças cardíacas, responsável por muitas mortes em todo o mundo. As mulheres jovens às vezes estão entre as vítimas. Um estudo de 2017 também conduzido pela ACC mostrou que as mulheres tinham duas vezes mais chances do que os homens de morrer dentro de 30 dias após um infarto do coração.

Aqui estão 5 informações essenciais sobre as mulheres para identificar melhor e prevenir esta doença.

11 alimentos para reduzir o colesterol alto1. O coração da mulher é diferente. Ao nível anatómico e fisiológico, o coração das mulheres é diferente do que o dos homens. Sabemos que o ritmo cardíaco é 10% mais rápido nas mulheres do que nos homens, ou seja, entre 60 e 80 batimentos por minuto em mulheres e 55-70 em homens, por isso, o coração se cansa mais rápido. Além disso, como o diâmetro das artérias coronárias é 15% mais estreito em mulheres do que em homens, o risco de entupimento das artérias é mais elevado nas mulheres. A mulher deve ser ainda mais vigilante sobre o colesterol, uma fonte frequente de obstrução. Podemos dizer que o coração da mulher é mais frágil do que o do homem.

2. Os sintomas pouco específicos e diferentes do homem. Muitas vezes escutamos que uma dor violenta e intensa no peito que irradia para o braço e ombro esquerdo é um sinal típico de ataque cardíaco. Isso é verdade para a maioria dos homens, mas a mulher frequentemente apresenta sintomas pouco específicos, longe dos sintomas que tipicamente aparecem nos homem. Os médicos e cuidadores são frequentemente treinados para detectar e identificar esses sintomas masculinos, consequentemente as mulheres passam muitas vezes por estes radares. Não é raro que os médicos de emergência ou outros profissionais de saúde percam o diagnóstico de infarto do coração em mulheres, conforme publicado no The Wall Street Journal em fevereiro de 2019.

Sintomas vagos
Nas mulheres, os sintomas de infarto do coração são em 70% dos casos pouco marcados em intensidade e se manifestam, por exemplo, na forma de dor nas costas, distúrbios do sono, distúrbios graves da respiração por falta de ar (um sintoma frequente), dor no pescoço e mandíbula, fadiga, dores musculares, sudorese fria, azia ou náuseas e vômitos. A pele pode mudar de cor e ficar cinza. Estes sintomas não específicos que se assemelham a um ataque de ansiedade são (muito) frequentemente confundidos com outras doenças.

Urgência absoluta
Como o infarto é conhecido por ser uma emergência médica absoluta, cada minuto conta para salvar a vida do paciente, então as mulheres correm um risco maior do que os homens neste momento crucial. De acordo com um estudo inglês, as mulheres levam em média 12,5 minutos a mais do que os homens para chegar em um pronto socorro após um infarto do coração.
De acordo com um estudo publicado em 2018, as mulheres esperam cerca de 37 minutos a mais do que os homens antes de entrar em contato com os serviços médicos. Este último estudo foi publicado em 11 de dezembro de 2018 na revista científica European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care (DOI: 10.1177 / 2048872618810410). De acordo com um artigo do Wall Street Journal em fevereiro de 2019, as mulheres nos Estados Unidos levam em média de 30 minutos a mais do que os homens para chegar ao hospital.
Uma vez na sala de emergência, o médico pode realizar vários procedimentos para salvar a vida do paciente, como limpar as artérias para remover um coágulo ou a inserção de um stent.

3. Os sintomas podem aparecer meses antes da crise. Nas mulheres, os primeiros sintomas ou sinais de infarto do miocárdio podem ocorrer vários meses antes da crise. De acordo com estudos, a maioria das mulheres se queixa de sintomas significativos de até 12 meses antes do ataque cardíaco. Estes sintomas são frequentemente fadiga (incomum), distúrbios do sono e dificuldade para respirar. Outros sintomas podem estar presentes, como formigamento nos braços, dor, ansiedade ou distúrbios digestivos.

4. O sedentarismo, um fator de risco importante. Um estudo australiano publicado em maio 2014 mostrou que o principal fator de risco que afeta coração das mulheres é a falta de exercício, pelo menos em mulheres com mais de 30 anos. Antes dessa idade, o tabagismo é o principal risco. De acordo com a Associação Americana do Coração (American Heart Association), uma mulher deve fazer 20 minutos de exercício por dia, como caminhar, correr ou exercícios de aptidão muscular como.

5. O check-up completo é essencial. Alguns testes cardíacos muitas vezes realizados, como angiografia, nem sempre detectam o risco de ataque cardíaco ou doença cardíaca, especialmente entre as mulheres. É importante visitar um cardiologista ou médico com amplo conhecimento do risco cardíaco em mulheres. Ao realizar alguns testes de sangue além dos testes cardíacos tradicionais, o médico pode identificar proteínas e enzimas específicas de desordens do músculo do coração. Em caso de sintomas não usuais (por ex. fadiga) sem causa aparente, por favor, vá a um cardiologista realizar um check-up completo.
Um estudo publicado em fevereiro de 2019 não surpreende na mesma direção. De fato, as mulheres que passaram menos tempo sentadas ou deitadas, gastando menos tempo com comportamento sedentário, tiveram um risco significativamente reduzido de doença cardíaca. Este estudo foi publicado na edição de fevereiro de 2019 da revista Circulation (DOI: 10.1161 / CIRCULATIONAHA.118.035312). Os pesquisadores estudaram mais de 5.000 mulheres do estudo OPACH que não tiveram ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral antes do início do estudo. Em detalhe, cada hora/dia adicional sem estar sentada foi associado com um risco 12% menor de doença cardiovascular e um risco 26% menor de doença cardíaca em mulheres com idade entre 63-97.

Finalmente, note que a mulher tem fatores de risco específicos (que não são encontradas nos homens), muitas vezes ligados aos hormônios sexuais, como a menopausa, gravidez ou após o câncer de mama. O acompanhamento médico regular irá ajudá-la a reduzir seu risco cardíaco com base na sua situação pessoal.

Update: 20.04.2019 – Fontes: Circulation (DOI: 10.1161 / CIRCULATIONAHA.118.035312), The Wall Street Journal
Fotos: Fotolia.com

5 plantas medicinais com propriedades anti-inflamatórias

Índia GengibreA natureza é cheia de plantas com propriedades úteis para o ser humano, daí o conceito de plantas medicinais. Descubra abaixo 5 plantas com propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a dor. Deve-se saber que a inflamação é uma resposta natural do organismo frente a uma agressão, como uma doença, uma infecção ou uma lesão, e pode se manifestar por meio de dor, calor, vermelhidão e inchaço da área. Uma inflamação aguda é muitas vezes útil para alertar o organismo do perigo, mas uma inflamação crônica, ao contrário, é prejudicial ao corpo. Algumas plantas ricas em antioxidantes (por exemplo, flavonóides) podem ajudar a combater a inflamação crônica.

1. Gengibre
O gengibre (Zingiber officinalis) é uma planta da família zingiberaceae. Esta planta contém compostos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes tais como os gingeróis, paradóis e shogaóis. É por esta razão que é particularmente eficaz no alívio da dor causada pela artrite e outras doenças reumáticas inflamatórias. Para aproveitar ao máximo as propriedades do gengibre, recomenda-se que se coma fresco. O consumo diário de gengibre não causa efeitos secundários específicos, mas pode resultar em diarréia leve ou sensação de queimação no estômago. Estes sintomas eventualmente desaparecem quando o corpo se adaptar ao gengibre.

2. Aroeira
A aroeira ou aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius) vem de uma árvore nativa do Peru. Os índios da América do Sul a utilizam há muito tempo por suas virtudes naturais. Hoje, é conhecida pelos seus benefícios musculares e articulares. Disponível na forma de óleo essencial, a aroeira destina-se principalmente ao uso externo. Misturado com um pouco de óleo vegetal, é frequentemente usado como um óleo de massagem para tratamento da dor relacionada à artrite e à osteoartrite. Também é eficaz no tratamento de dores e outros traumatismos articulares. O óleo essencial extraído desta planta medicinal ajuda os atletas a se prepararem para o esforço físico. A aroeira também é eficaz no tratamento de crises de gota e dores de dente.
Observe também que, no Brasil, esta planta é uma das poucas plantas medicinais oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), planta indicada especialmente durante infecções fúngicas por Candida.

3. Chá verde
O chá verde (Camellia sinensis) deve suas propriedades anti-inflamatórias à sua riqueza em polifenóis, incluindo a catequina, uma substância com poder antioxidante cerca de 200 vezes maior do que a vitamina E. Vários estudos mostraram que o chá verde é um excelente analgésico e anti-inflamatório. É especialmente eficaz no tratamento de doenças inflamatórias, particularmente na redução ou mesmo cessação da ruptura da cartilagem que esse tipo de doença causa. Para aproveitar ao máximo as virtudes do chá verde, é aconselhável deixar infundir por 3 a 5 minutos. Beba este chá de uma a várias vezes por dia.

Açafrão-da-terra4. Açafrão-da-terra
O açafrão-da-terra (Curcuma aromatica, Curcuma longa) tem sido usado há muito tempo na Índia e na China para tratar doenças inflamatórias crônicas. Testes in vitro e em animais demonstraram que este tempero é eficaz no tratamento de pancreatite, artrite reumatóide ou mesmo da colite ulcerativa. Em pessoas com osteoartrite, o tratamento a base de açafrão-da-terra fornece efeitos comparáveis aos anti-inflamatórios convencionais como o ibuprofeno. Os extratos padronizados desta planta medicinal também reduzem os sintomas do intestino irritável e melhoram o conforto das pessoas que sofrem dessa doença. O consumo de açafrão-da-terra também ajuda a prevenir a ocorrência de doenças inflamatórias do fígado e do intestino, como obstrução da via biliar e hepatite.

5. Azeite de oliva
O azeite de oliva é rico em oleocantal, um composto que tem as mesmas propriedades terapêuticas do ibuprofeno, um anti-inflamatório comumente usado. Quatro colheres de sopa de azeite de oliva correspondem a cerca de 10% da dose necessária para combater a dor. A longo prazo, o consumo regular de azeite de oliva ajuda a reduzir o risco de desenvolver muitos tipos de câncer e também doença de Alzheimer.

Update: 20.05.2019. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br. Supervisão científica: Xavier Gruffat (farmacêutico).
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Creapharma.ch

5 dicas para ter ossos sólidos

Os ossos tendem a enfraquecer com a idade. As mulheres são as mais afetadas pela diminuição da massa óssea, principalmente após a menopausa. Uma em cada três mulheres sofreria de osteoporose nessa idade. Agora pense em fortalecer seus ossos e siga estas 5 dicas que ajudarão você a ter ossos fortes.

1. Coma de forma saudável

Os alimentos são aliados essenciais da saúde. Coma alimentos ricos em cálcio, como produtos lácteos: leite, manteiga, queijo ou iogurtes. Alguns vegetais como brócolis e erva-doce também são provedores de cálcio e, portanto, promovem a reconstrução óssea. Tanto quanto possível, recomenda-se comer salmão regularmente, pois a vitamina D encontrada neste peixe aumenta a absorção intestinal de cálcio.

Além disso, um estudo publicado online em 21 de fevereiro de 2017 na revista científica Journal of Bone and Mineral Research (DOI: 10.1002 / jbmr.3070) mostrou que uma alimentação rica em alimentos anti-inflamatórios (por exemplo: frutas, legumes, peixes, grãos integrais) ajudou a manter a densidade óssea e reduzir o risco de fratura de quadril. Da mesma forma, as batatas, ricas em potássio, também podem aumentar a densidade óssea.

De acordo com um estudo com mais de 100.000 adultos, as mulheres que comeram de forma saudável tiveram um risco menor de fratura de quadril em comparação com as mulheres que não atentaram à alimentação. Nos homens, essa associação entre alimentação saudável e fratura não foi observada.

Além de bons hábitos alimentares, beba bastante água mineral, especialmente água rica em cálcio. Esta bebida pode ser uma contribuição muito importante deste mineral.

2. Faça atividade física regularmente

Praticar regularmente um esporte (correr, jogar futebol) ou um exercício físico (caminhada), pois a prática de exercício teria um efeito benéfico na redução ou atraso da osteoporose. Sabe-se também que, em particular, a hidroginástica (ginástica na água) seria eficaz no tratamento desta doença.

Um estudo científico espanhol realizado pela Universidade Camilo José Cela mostrou que a corrida possibilitou um aumento da densidade óssea, pelo menos no calcâneo. Os cientistas espanhóis também mostraram que quanto mais quilômetros percorridos, mais a saúde dos ossos aumenta.

Ainda de acordo com este estudo, certas práticas esportivas como levantamento de peso, corrida ou salto reforçam a qualidade dos ossos e, em particular, a densidade de mineralização. Este estudo foi publicado na edição de fevereiro de 2016 da revista especializada European Journal of Applied Physiology.

3. Evite quedas

Se você tem osteoporose, preste atenção às quedas. Tome todas as precauções necessárias para evitá-las: bons sapatos, boa postura, evitar pisos escorregadios, evitar gelo no inverno, possivelmente carregar uma bengala. Se necessário, pode ser aconselhável reorganizar o interior de sua casa para evitar tapetes e objetos que possam te atrapalhar.

4. Adote uma boa postura

Certifique-se de efetuar diariamente todos os movimentos de maneira correta e adote uma boa postura, especialmente das costas. De fato, o exercício físico mal realizado pode piorar os sintomas da osteoporose. Se possível, entre em contato com um profissional para aconselhamento. Para melhorar o equilíbrio e a postura, você pode se concentrar em exercícios como o Tai chi. Isso ajuda a reduzir o risco de queda e ombros arcados.

5. Evite fumar e beber muito álcool

O tabagismo e o álcool estão associados a vários fatores de risco para osteoporose. O tabaco pode interferir com a absorção de cálcio por enfraquecer os ossos devido à perda mineral óssea, expondo os fumantes a um aumento do risco de fratura. Um estudo publicado em 2013 confirma os efeitos nocivos do tabaco nos ossos e na coluna (DOI: 10.11138 / mltj / 2013.3.2.063). O mesmo vale para o consumo excessivo de álcool a longo prazo. Um estudo realizado em ratos, publicado em 2012 (DOI: 10.1016 / j.rhum.2012.02.010), mostra que além de diminuir o conteúdo mineral ósseo, o consumo crônico de álcool tem efeitos nocivos sobre o resistência óssea.

Artigo atualizado em 21 de Março de 2019. Por Criasaude.com.br (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico).
Crédito da foto: Adobe Stock. Crédito do infográfico: Pharmanetis Sàrl (Creapharma.ch)