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O estado de atenção plena pode facilitar os sintomas da menopausa

ROCHESTER, Minnesota.- A atenção plena pode estar associada a menos sintomas da menopausa para as mulheres, de acordo com um estudo da Mayo Clinic recentemente publicado em Climacteric: The Journal of the International Menopause Society. Os pesquisadores descobriram que a atenção pode auxiliar particularmente as mulheres com menopausa que enfrentam irritabilidade, ansiedade e depressão.

“Neste estudo, descobrimos que as mulheres de meia-idade com índices mais altos de atenção plena sofreram menos sintomas da menopausa,” afirma o internista geral da Mayo Clinic e especialista em saúde da mulher, Dr. Richa Sood, principal autor do estudo. “Essas descobertas sugerem que a atenção plena pode ser uma ferramenta promissora para ajudar as mulheres a diminuírem os sintomas da menopausa e o estresse em geral.”

Atenção plena envolve focar a atenção no momento presente e observar os pensamentos e sensações sem julgamento. Pesquisas anteriores mostraram que praticar a atenção plena pode reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida.

Todos os dias, cerca de 6.000 mulheres nos EUA atingem a menopausa. Em 2020, espera-se que o número de mulheres com 55 anos de idade ou mais chegue a 46 milhões. Considera-se que uma mulher chegou à menopausa se ela tiver passado um ano sem menstruar. Os sintomas comumente apresentados na menopausa podem incluir ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal e alterações de humor.

O estudo envolveu 1.744 mulheres com idades entre 40 a 65 anos que receberam cuidados na Clínica de Saúde da Mulher da Mayo Clinic em Rochester entre 1 de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2016. As participantes preencheram questionários que classificaram seus sintomas da menopausa, nível percebido de estresse e atenção plena. Os pesquisadores descobriram que as mulheres com pontuações mais altas de atenção plena tinham menos sintomas da menopausa. Quanto maior o nível de estresse percebido de uma mulher, maior o vínculo entre uma maior atenção plena e os sintomas da menopausa diminuídos.

Um resultado surpreendente do estudo é que as pontuações mais altas de atenção plena não estavam associadas às pontuações mais baixas dos sintomas de ondas de calor e de suor noturno, afirma o Dr. Sood. Uma teoria sobre a razão disso é que a quantidade de desconforto sofrido por suores noturnos e ondas de calor pode ter mais a ver com características individuais de personalidade do que com os próprios sintomas. Uma descoberta interessante no estudo, de acordo com o Dr. Sood, foi a associação das pontuações mais altas de atenção plena às pontuações mais baixas dos sintomas de irritabilidade, depressão e ansiedade em mulheres de meia-idade que atingiram a menopausa.

“Embora ainda haja a necessidade de mais estudos, os médicos podem considerar a atenção plena como uma potencial opção de tratamento para mulheres na menopausa”, diz Dr. Sood.

Felizmente, a atenção plena é uma habilidade que pode ser aprendida.

“Essencialmente, o primeiro passo para ficar atento é se conscientizar de que nossas mentes estão no piloto automático a maior parte do tempo”, afirma Sood. “O objetivo durante os momentos de atenção não é esvaziar a mente, mas tornar-se um observador da atividade da mente, sendo gentil consigo mesmo. O segundo passo é criar uma pausa. Respire fundo e preste a atenção ao próprio espaço, pensamentos e emoções sem julgar. A calma resultante ajuda a diminuir o estresse.”

23.01.2019. Fonte: Press Release. Fotos: Adobe Stock.

Quanto devemos beber no verão?

BOSTON – Com o verão, uma pergunta que sempre vem à mente é: quanto de líquido devemos beber por dia durante a estação, sobretudo durante as ondas de calor? O Criasaude.com.br traz esse artigo baseado em conselhos de especialistas.

Por que beber água é importante?

A ingestão de líquidos permite o transporte de nutrientes para as células e elimina as impurezas do corpo. Um ser humano não pode sobreviver mais do que alguns dias sem ingerir líquidos. Sabemos também que beber pode evitar muitas doenças, tais como cistiteconstipaçãoqueimaduras solaresgota, e doenças do trato respiratório (resfriados, gripessinusites, etc).

Quanto devemos beber normalmente?

Quanto devemos beber normalmenteNormalmente, isto é, quando o tempo não está excessivamente quente e seco, é aconselhável que homens bebam cerca de 2,1 litros de líquidos por dia, e as mulheres, 1,5 litros, segundo parecer da Autoridade Europeia para Segurança dos Alimentos (AESA). Considerando a quantidade de líquidos contida nos alimentos, homens devem ingerir 2,6 litros por dia, ao passo que as mulheres, 2 litros, uma vez que estima-se que os alimentos tenham cerca de 500 mL de líquido em seu conteúdo.
A Universidade de Harvard é menos precisa que a AESA e recomenda beber entre 880 mL (ou 30 oz nos EUA) e 1,47 litros (50 oz) por dia, segundo dados publicados em julho de 2015 na Harvard Health Letter. Essa quantidade corresponde a cerca de 4 a 6 copos de água por dia.

Quais as recomendações no caso de fortes ondas de calor?

Neste caso, o recomendado é ingerir cerca de 8 copos de água por dia, pelo menos nos Estados Unidos, como observou o portal cbsnews.com (site da maior emissora de TV dos EUA em termos de audiência). Entretanto, médicos e cientistas dizem que não há estudos que mostrem que essa é a quantidade ideal de água por dia.

Diferentes necessidades individuais

A grande dificuldade para os especialistas é levar em consideração as diferentes necessidades individuais, além de considerar fatores como temperatura e nível de umidade. Por exemplo, uma pessoa que pratica esporte em pleno sol ao meio-dia no verão, provavelmente terá de beber mais litros de água, e não se limitará a 8 copos de água por dia. Um bom método é sempre beber quando você tiver sede. As mulheres grávidas e lactantes também devem beber mais do que a média das outras mulheres. Nesse caso, o médico ou o nutricionista indicarão qual a quantidade adequada.

Como saber se você bebeu líquidoso suficiente?

Uma dica útil para saber se você está bebendo a quantidade adequada de água é sempre olhar para a cor da sua urina. Se ela estiver clara, quase transparente, significa que a quantidade ingerida de líquidos é suficiente. Em contrapartida, caso ela esteja amarela de coloração forte, significa que é importante beber mais água durante o dia. Algumas balanças também medem o nível de hidratação do corpo e garantem um resultado mais preciso. Esses aparelhos são normalmente encontrados em consultórios de nutricionistas e nutrólogos.
Além de água, é indicado ingerir frutas para combater a desidratação, como melancia, melão, pêra, maçã e frutas cítricas.

Uma dica importante é evitar refrigerantes e bebidas doces, como sucos de frutas adoçados. Prefira ingerir água, chás, água de côco e líquidos sem açúcar refinado.

Dica (para não beber apenas água)

Chá gelado de hortelã
Chás de ervas são uma excelente alternativa para hidratar e refrescar durante o verão. Para preparar, coloque 4 sachês de chá de hortelã ou folhas de hortelã em um bule de chá. Ferva 1,5 litros de água e despeje no bule. Adoce a gosto. Espere esfriar e ponha o bule na geladeira. Sirva gelado. Você pode também incrementar sua receita adicionando gotas de limão, ou outras ervas, como capim limão. Beba vários copos por dia.

Leia também: 12 doenças que podem ser prevenidas bebendo muito líquido – 10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor – 9 bebidas refrescantes para o verão

Update 21.01.2019. Por Xavier Gruffat (farmacêutico).Fontes: Mayo Clinic, CBSNews, Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA). Fotos: Fotolia.com.

Mayo Clinic descobre marcadores biológicos que podem servir como guia para o tratamento do câncer de próstata

ROCHESTER, Minnesota. – Alterações genéticas no câncer de próstata de baixo risco, diagnosticado por biópsia com agulha, podem identificar homens que são portadores de câncer nas glândulas prostáticas com risco maior, segundo descoberta feita pela Mayo Clinic. A pesquisa, publicada na edição de janeiro da Mayo Clinic Proceedings, descobriu pela primeira vez que alterações genéticas associadas ao câncer de próstata de risco intermediário e alto também podem estar presentes em alguns casos de câncer de próstata de baixo risco.

O estudo descobriu que o procedimento da biópsia com agulha pode deixar passar o câncer de risco maior, o que aumenta o risco de progressão da doença. Os pesquisadores afirmam que homens diagnosticados com câncer de baixo risco podem se beneficiar de testes adicionais para essas alterações cromossômicas.

“Nós descobrimos novos marcadores moleculares que podem ajudar a guiar os homens nas decisões a respeito do curso de tratamento do câncer de próstata,” afirma o Dr. George Vasmatzis, codiretor do Center for Individualized Medicine Biomarker Discovery Program (programa de descoberta de biomarcadores do centro para medicina individualizada) e autor principal do estudo. “O excesso de tratamento tem sido um problema para o grupo de homens abordado pelo nosso estudo. Nós descobrimos que a presença de alterações genéticas no câncer de baixo risco pode ajudar os homens a decidir se o tratamento ou a vigilância ativa é a melhor opção para eles.”

O câncer de próstata é avaliado pelos padrões e pela pontuação de Gleason, que indica o grau. Os padrões de Gleason estão altamente associados com o risco de progressão da doença. O câncer de próstata com padrão 3 de Gleason é considerado de baixo risco. Os cânceres com padrões 4 e 5 de Gleason têm um risco maior de comportamento agressivo.

Homens que apresentam tumores compostos totalmente pelo padrão 3 de Gleason podem optar pela vigilância ativa. Eles são monitorados atentamente por meio de exames de sangue e biópsias com agulha, conforme necessário. Ou eles podem ser encaminhados para tratamento, como cirurgia e radiação, particularmente se eles apresentarem o padrão 4 ou 5 de Gleason.

Homens com um câncer de baixo risco às vezes optam pela cirurgia porque não querem correr o risco de progressão da doença. O estudo descobriu que os homens que não apresentam essas alterações em seus respectivos cânceres têm um risco menor de carregar a doença agressiva. Esses homens se sentem mais confortáveis para optar pela vigilância ativa. De maneira contrária, se um homem apresenta um tumor de baixo risco que têm essas alterações, ele tem um risco maior de ter uma progressão do câncer. Eles podem considerar o tratamento, incluindo cirurgia.

A pesquisa

Os pesquisadores realizaram o sequenciamento do DNA com uma ferramenta genômica de alta tecnologia conhecida como sequenciamento mate-pair. Essa pesquisa foi realizada em padrões de Gleason específicos a partir de amostras congeladas do câncer de 126 homens que retiraram as glândulas prostáticas. Eles encontraram cinco genes que frequentemente estão alterados nos padrões 4 e 5 de Gleason. Essas alterações foram encontradas com maior frequência no padrão 3 de Gleason associado a padrões de Gleason mais altos, mas não quando o padrão 3 de Gleason era encontrado sozinho.

“O procedimento de biópsia com agulha amostra apenas uma pequena parte do tumor. Não é incomum que um homem com padrão 3 de Gleason segundo as espécimes submetidas à biópsia com agulha seja portador de um câncer de alto grau próximo ao padrão 3 que não foi detectado no procedimento,” afirma o Dr. John Cheville, codiretor do programa de descoberta de marcadores do Center for Individualized Medicine e coautor do estudo. “Portanto, se identificarmos essas alterações em um padrão 3 de Gleason, há uma probabilidade maior de que o padrão 4 de Gleason esteja próximo.”

Os pesquisadores obtiveram as informações genéticas geradas pelo sequenciamento mate-pair e as converteram em um teste chamado “hibridização fluorescente in situ” (FISH), que validou as alterações genéticas nas amostras clínicas. O teste FISH está disponível para pacientes da Mayo.

07.01.2019 – Fonte: Press Release Mayo Clinic.

Perder neurónios pode por vezes não ser assim tão mau

LISBOA – Pela primeira vez, cientistas do Centro Champalimaud (CC), em Lisboa, Portugal, mostraram que a morte neuronal na doença de Alzheimer (DA) pode, na verdade, não ser uma coisa má – pelo contrário, poderá ser a resultado de um mecanismo de controlo de qualidade celular que tenta proteger o cérebro da acumulação de neurónios disfuncionais. Estes resultados, obtidos em moscas-da-fruta geneticamente modificadas para mimetizar os sintomas da DA humana, foram publicados na revista Cell Reports (DOI :
10.1016/j.celrep.2018.11.098).

O mecanismo de controlo de qualidade celular em jogo é chamado de competição celular e serve para selecionar as células mais aptas num dado tecido do corpo através de uma “comparação de vigor celular” (em inglês, fitness comparison) entre cada célula e as suas vizinhas. Como resultado, as células mais aptas desencadeiam o suicídio das suas células vizinhas menos aptas.                                                                       

Recentemente, provou-se que a competição celular é um potente e normal mecanismo de anti-envelhecimento do corpo em geral e do cérebro em particular. “Em 2015, descobrimos que eliminar as células inaptas de um tecido constituía um mecanismo de anti-envelhecimento muito importante para preservar a função dos órgãos”, diz Eduardo Moreno, investigador principal do laboratório de Cell Fitness do CC.

O ponto de partida da equipa para este trabalho foi o facto de essas comparações de vigor celular acontecerem no processo normal de envelhecimento e, seguindo a mesma lógica, poderem estar também envolvidas em doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento acelerado, como as doenças de Alzheimer, Parkinson e Huntington, explica Moreno. “Isto nunca tinha sido testado”, acrescenta. Em colaboração com o laboratório de Células Estaminais e Regeneração de Christa Rhiner, também no CC, os cientistas começaram por observar as características típicas da DA em modelos de mosca-da-fruta da doença.

Para isso, criaram moscas-da-fruta geneticamente manipuladas para expressar no seu cérebro a proteína beta-amilóide humana, que forma agregados no cérebro dos doentes com Alzheimer. A formação de agregados de beta-amilóide no cérebro é um passo crucial no desenvolvimento da DA.

Os investigadores confirmaram então que as moscas transgénicas apresentavam sintomas e características semelhantes às dos doentes humanos: “as moscas apresentavam uma perda da memória de longo prazo, um envelhecimento acelerado do cérebro e problemas de coordenação motora, que pioravam com a idade”, salienta Christa Rhiner, cuja equipa estudou as funções cognitivas e motoras das moscas.

O passo seguinte dos cientistas foi determinar se, nessas moscas, a morte neuronal era de facto activada pelo processo de comparação de qualidade celular – por outras palavras, mostrar “que os neurónios não estavam a morrer por si só, mas a serem eliminados por células vizinhas mais aptas”, ressalta Moreno.

“Quando começámos, o consenso geral era que a morte neuronal é sempre prejudicial. Por isso, ficamos surpreendidos ao descobrir que a morte neuronal pode ser na verdade vantajosa nas fases iniciais da doença”, diz Dina Coelho, primeira autora do estudo. O que aconteceu foi que quando esta cientista bloqueou a morte neuronal no cérebro das moscas, os insectos desenvolveram problemas de memória e problemas de coordenação motora ainda piores, morreram mais cedo e o seu cérebro deteriorou-se mais depressa.

No entanto, quando a cientista estimulou o processo de competição celular, acelerando assim a morte dos neurónios disfuncionais, as moscas que expressavam a proteína beta-amilóide associada à DA tiveram uma recuperação impressionante. “As moscas comportavam-se quase como moscas normais no que diz respeito à formação de memórias, ao comportamento locomotor e à aprendizagem”, diz Rhiner. E mais: esta recuperação deu-se quando as moscas já estavam muito afectadas pela doença.

Isto significa que, na doença de Alzheimer, o mecanismo de anti-envelhecimento em questão continua a funcionar correctamente. E mostra que, de facto, “a morte neuronal protege o cérebro de danos mais generalizados e que, portanto, a perda de neurónios neste caso não é assim tão má. Seria pior não deixar esses neurónios morrer”, enfatiza Moreno. “O nosso resultado mais significativo é que, provavelmente, estamos a pensar de forma errada na doença de Alzheimer. O nosso trabalho sugere que a morte neuronal é benéfica porque remove dos circuitos cerebrais os neurónios afectados por agregados tóxicos de beta-amilóide – e que manter esses neurónios disfuncionais é pior do que perdê-los”, conclui Moreno.

Os novos resultados poderão ter importantes implicações terapêuticas. “Algumas moléculas já foram identificadas como potenciais inibidoras do suicídio celular, e algumas substâncias experimentais que bloqueiam esses inibidores de morte celular – acelerando assim a morte neuronal – existem e estão a ser testadas”, diz Moreno.

Mas o investigador adverte: “este trabalho foi feito em moscas-da-fruta”. Será portanto necessário verificar se os resultados sobre a morte neuronal na doença de Alzheimer são replicáveis nos seres humanos.

26.12.2018 – Fonte: Press Release. DOI:
10.1016/j.celrep.2018.11.098

Quanto de açúcar não devemos ultrapassar por dia?

SÃO PAULO – O açúcar está presente em muitos alimentos e, às vezes, nos produtos mais insuspeitos. É muito fácil de ser consumido em grandes quantidades, especialmente no Ocidente, o que prejudica a saúde. Aqui estão as nossas dicas para te ajudar a manter uma dieta equilibrada todos os dias.

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A ingestão diária recomendada

A OMS recomenda uma dose máxima de 6 colheres de chá de açúcar por dia (1 colher de chá = cerca de 4 g). Esta quantidade corresponde a necessidade média de energia de um adulto cuja atividade é moderada. Na verdade, o açúcar, transformado em glicose durante a digestão, desempenha um papel de combustível para o bom funcionamento do organismo, especialmente o cérebro. É por esta razão que é essencial, mesmo que não seja o único a ocupar esse papel, já que outros nutrientes, como proteínas e lipídios, também fornecem energia para o corpo. Quanto mais energia gastamos, mais calorias o corpo precisa para suportar esses esforços. Em crianças, é aconselhável não exceder 3 colheres de chá por dia.

Note-se que, no início dos anos 2000 (já em 2002), a OMS recomendou uma ingestão diária de 50 g de açúcar. O objetivo não era exceder 10% da ingestão calórica diária de açúcar. Com as novas recomendações da OMS para consumir 25 g de açúcar por dia, o objetivo não é exceder 5% da ingestão diária de calorias.

Exceções: frutas e leite

A dose recomendada de 25g por dia de açúcar não inclui os açúcares contidos nos frutos se eles são consumidos por inteiro porque  os açúcares estão envolvidos da fibra, acreditam que esse açúcar não é prejudicial. Por outro lado, os sucos de frutas devem ser contados nestes 25 g. Os açúcares encontrados no leite como a lactose também são excluídos desta soma máxima de açúcar por dia de 25 g.

O que acontece em caso de excesso? 22 colheres de chá por dia!

Nos Estados Unidos, a Associação Americana do Coração (American Heart Association), que é uma instituição de referência em cardiologia, recomenda uma dose diária máxima de 24g (cerca de 6 colheres de chá) para mulheres e de 36g (cerca de 9 colheres de chá) para homens. No entanto, o consumo médio da população americana excede muito essa base e gira em torno de 88g (cerca de 80 g no Brasil), ou cerca de 22 colheres de chá por dia. Esse excesso é parcialmente explicado pelo fato de que o açúcar é encontrado em muitos alimentos, naturais, mas principalmente processados e industrializados. Portanto, torna-se muito fácil de consumir, às vezes sem se dar conta disso. Em geral, não são frutas e vegetais, mas é o açúcar adicionado ou açúcar livre que predomina neste consumo excessivo. Absorvido em grandes quantidades, o açúcar promove a produção e o acúmulo de gordura no organismo e pode ser a causa de obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças crônicas. No nível metabólico, se o açúcar não é transformado imediatamente em energia, ele se transforma em gordura, especialmente no fígado.

Por que os alimentos industriais contêm muito açúcar?

Existem várias razões para o uso significativo de açúcares em alimentos industriais. A melhoria da conservação, uma ação antimicrobiana (especialmente para carnes) e a correção do sabor dos alimentos são 3 elementos importantes para os industriais. Mas provavelmente o principal motivo é para fins de marketing, ou seja, fidelização do cliente. Como o açúcar é muito viciante, quanto mais alimentos contém açúcar, mais o consumidor será tentado a comprá-lo com freqüência, o que aumenta mecanicamente as vendas da indústria agroalimentar.

Como manter o equilíbrio na dieta?

Para manter uma dieta saudável, é melhor dar preferência à ingestão de alimentos de origem natural. O teor de fibra e água nesses alimentos ajuda a limitar a absorção de açúcar. Note, no entanto, que os sucos de frutas naturais não são recomendados, porque eles contêm muito açúcar, prefira o consumo de frutas inteiras (por exemplo, laranja, limão) ricas em fibras. Ao consumir alimentos industrializados ou processados, deve-se ter o cuidado de observar a quantidade de açúcar em cada alimento ou bebida. Atenção, o açúcar às vezes é escondido atrás de nomes desconhecidos como: xarope de agave, eritritol, mel, glicose, sacarose, frutose, lactose, etc. Estes nomes são frequentes. Estas são técnicas de comercialização utilizadas pela indústria agroalimentar para não usar o termo “açúcar”.
Além de alimentos naturais, açúcar de mesa ou sacarose e doces, outros produtos altamente consumidos, como sorvetes, bebidas, até mesmo suco natural de frutas como já vimos, iogurtes de frutas, conservas, pratos preparados como pizzas e molho de tomate, contêm açúcar e aumentam a quantidade consumida por dia.

Algumas dicas

Para reduzir o consumo de açúcar, aqui estão algumas dicas para adotar diariamente:
– Se você beber café, por exemplo, tente beber café sem açúcar. Pode ser estranho na primeira vez, mas depois você pode se acostumar. Se em vez de você beber 3 xícaras de café por dia com uma colher de açúcar, você beber uma xícara sem açúcar, a cada vez, já são alguns gramas de açúcar por dia a menos.
– Não adoce a salada de frutas, escolha frutas bastante maduras.
– Em vez de comprar bebidas engarrafadas de 1,5 litros, dê preferência a latas pequenas ou garrafas pequenas para diminuir o consumo de açúcar.

28 de novembro de 2018 (update). Pela equipe editorial de Criasaude.com.br (supervisão científica: Xavier Gruffat, farmacêutico). Fontes: OMS, France 5
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Criasaude.com.br

5 plantas medicinais com propriedades anti-inflamatórias

Índia GengibreA natureza é cheia de plantas com propriedades úteis para o ser humano, daí o conceito de plantas medicinais. Descubra abaixo 5 plantas com propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a dor. Deve-se saber que a inflamação é uma resposta natural do organismo frente a uma agressão, como uma doença, uma infecção ou uma lesão, e pode se manifestar por meio de dor, calor, vermelhidão e inchaço da área. Uma inflamação aguda é muitas vezes útil para alertar o organismo do perigo, mas uma inflamação crônica, ao contrário, é prejudicial ao corpo. Algumas plantas ricas em antioxidantes (por exemplo, flavonóides) podem ajudar a combater a inflamação crônica.

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1. Gengibre
O gengibre (Zingiber officinalis) é uma planta da família zingiberaceae. Esta planta contém compostos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes tais como os gingeróis, paradóis e shogaóis. É por esta razão que é particularmente eficaz no alívio da dor causada pela artrite e outras doenças reumáticas inflamatórias. Para aproveitar ao máximo as propriedades do gengibre, recomenda-se que se coma fresco. O consumo diário de gengibre não causa efeitos secundários específicos, mas pode resultar em diarréia leve ou sensação de queimação no estômago. Estes sintomas eventualmente desaparecem quando o corpo se adaptar ao gengibre.

2. Aroeira
A aroeira ou aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius) vem de uma árvore nativa do Peru. Os índios da América do Sul a utilizam há muito tempo por suas virtudes naturais. Hoje, é conhecida pelos seus benefícios musculares e articulares. Disponível na forma de óleo essencial, a aroeira destina-se principalmente ao uso externo. Misturado com um pouco de óleo vegetal, é frequentemente usado como um óleo de massagem para tratamento da dor relacionada à artrite e à osteoartrite. Também é eficaz no tratamento de dores e outros traumatismos articulares. O óleo essencial extraído desta planta medicinal ajuda os atletas a se prepararem para o esforço físico. A aroeira também é eficaz no tratamento de crises de gota e dores de dente.
Observe também que, no Brasil, esta planta é uma das poucas plantas medicinais oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), planta indicada especialmente durante infecções fúngicas por Candida.

3. Chá verde
O chá verde (Camellia sinensis) deve suas propriedades anti-inflamatórias à sua riqueza em polifenóis, incluindo a catequina, uma substância com poder antioxidante cerca de 200 vezes maior do que a vitamina E. Vários estudos mostraram que o chá verde é um excelente analgésico e anti-inflamatório. É especialmente eficaz no tratamento de doenças inflamatórias, particularmente na redução ou mesmo cessação da ruptura da cartilagem que esse tipo de doença causa. Para aproveitar ao máximo as virtudes do chá verde, é aconselhável deixar infundir por 3 a 5 minutos. Beba este chá de uma a várias vezes por dia.

4. Açafrão-da-terra
O açafrão-da-terra (Curcuma aromatica, Curcuma longa) tem sido usado há muito tempo na Índia e na China para tratar doenças inflamatórias crônicas. Testes in vitro e em animais demonstraram que este tempero é eficaz no tratamento de pancreatite, artrite reumatóide ou mesmo da colite ulcerativa. Em pessoas com osteoartrite, o tratamento a base de açafrão-da-terra fornece efeitos comparáveis aos anti-inflamatórios convencionais como o ibuprofeno. Os extratos padronizados desta planta medicinal também reduzem os sintomas do intestino irritável e melhoram o conforto das pessoas que sofrem dessa doença. O consumo de açafrão-da-terra também ajuda a prevenir a ocorrência de doenças inflamatórias do fígado e do intestino, como obstrução da via biliar e hepatite.

5. Azeite de oliva
O azeite de oliva é rico em oleocantal, um composto que tem as mesmas propriedades terapêuticas do ibuprofeno, um anti-inflamatório comumente usado. Quatro colheres de sopa de azeite de oliva correspondem a cerca de 10% da dose necessária para combater a dor. A longo prazo, o consumo regular de azeite de oliva ajuda a reduzir o risco de desenvolver muitos tipos de câncer e também doença de Alzheimer.

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Update: 21.12.2018. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br. Supervisão científica: Xavier Gruffat (farmacêutico).
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Creapharma.ch

10 alimentos ricos em flavonoides

10 alimentos ricos em flavonoidesSÃO PAULOOs flavonoides (também conhecidos como bioflavonoides), são produtos do metabolismo vegetal encontrado em diversas frutas, flores e vegetais. Já foram identificados mais de 5 mil diferentes flavonoides, que podem ser classificados como chalconas, flavonas, isoflavonas, antocianinas, auronas, flavonóis, etc. Grande atenção tem se voltado para os flavonoides uma vez que eles possuem importantes propriedades biológicas, como ação antioxidante, anti-inflamatória, antirreumática, e até mesmo anticâncer, sendo indicado como prevenção de alguns tumores.

Conheça alimentos que são ricos em flavonoides e que podem ser incluídos na sua dieta diária.

1. Chá. Chá preto, branco e verde são ricos em flavonoides. Estima-se que até 30% das folhas de chá são compostas por flavonoides como a quercetina, ácido gálico e catequinas. Prefira consumir as folhas de chá sem processamento, pois são mais ricas em flavonoides.

2. Soja. O grão de soja é rico em isoflavonas com importantes funções no aparelho reprodutor feminino. As isoflavonas da soja são usadas para reduzir os sintomas da menopausa, reduzir a osteoporose e os níveis de colesterol no sangue.

3. Frutas vermelhas. Morango, amora, framboesa e mirtilo (blueberry) estão entre os alimentos mais ricos em flavonoides. Essas frutas são ricas em antocianinas e ácido elágico, antioxidantes que previnem o envelhecimento celular e a formação de tumores. Estudos ainda apontam que dietas ricas em frutas vermelhas previnem problemas de memória.

4. Alho. O alho é rico em flavonoides e compostos sulfurados que têm propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas e anti-virais. Estudos também mostram que o alho ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue e prevenir doenças cardíacas, como o infarto.

5. Maçã. Essa fruta é rica em vitaminas, sais minerais, fibras e um flavonoide chamado quercitina. A quercetina ajuda a reduzir o risco de doenças vasculares cerebrais (como o AVC) e certos cânceres, como o de estômago, pulmão e fígado.

6. Chocolate amargo. O chocolate amargo contém altos níveis do flavonoide catequina. Esse composto é um poderoso antioxidante, além de possuir propriedades antialérgicas e anti-inflamatórias. Estudos também apontam que o consumo de chocolate amargo está relacionado a menor risco de doença cardíaca coronariana. Prefira os chocolates amargos com alto teor de cacau e baixo teor de gorduras. Ler cacau

Australiano afirma ter a fórmula ideal de um vinho bom e virtuoso7. Uva (e derivados). As uvas e seus derivados (vinho tinto e suco de uva) são ricos em catequinas e estão associadas à redução no risco de doenças cardíacas, infarto do coração e redução do colesterol no sangue. Além disso, as sementes da uva são ricas em resveratrol, um polifenol que supostamente tem ação no retardamento do envelhecimento celular, contra diabetes e prevenção do câncer.
Resveratrol
O resveratrol é um polifenol encontrado no vinho. A ele são atribuídas muitas qualidades, como prevenção do envelhecimento celular, prevenção do diabetes e do câncer. No entanto, um estudo italiano publicado em Maio de 2014 mostrou que o resveratrol não teve nenhum efeito milagroso para a saúde, ao contrário do que se pensa. O consumo regular de resveratrol e outros polifenóis, muito presentes no vinho tinto, era anteriormente atribuído à proteção de doenças cardiovasculares.
A pesquisa, realizada com um grupo de pessoas que vivem na Toscana, onde o famoso vinho italiano Chianti é produzido, indicou que aqueles que tinham uma dieta com altos níveis de resveratrol não viveram mais tempo ou tiveram menor incidência de doenças cardiovasculares ou câncer quando comparados com aqueles que consumiram pequenas quantidades deste antioxidante.
“A história do resveratrol parece ser um novo caso de uma substância que tem recebido uma grande influência da mídia a respeito de seus benefícios para a saúde, que, segundo esse estudo, não foram confirmados”, disse o Dr. Richard Semba, Professor de Oftalmologia da Escola Johns Hopkins de Medicina, em Baltimore (Maryland, EUA). Este médico é o principal autor da pesquisa publicada no Journal of The American Medical Association, Internal Medicine.
“A idéia era que certos alimentos ou bebidas são bons para você, pois contêm resveratrol. Nós não encontramos nenhuma evidência que suporte isso”, acrescenta.
Apesar destes resultados negativos, os estudos mostram que o consumo de vinho tinto, de chocolate amargo e frutas vermelhas reduzem a inflamação em algumas pessoas e isso talvez tenha efeitos protetores para o coração.
“Nossa pesquisa está focada agora em polifenóis que explicam esses benefícios”, disse Luigi Ferrucci, epidemiologista do Instituto Americano de Envelhecimento (National Institute of Aging), um dos autores da pesquisa.

8. Espinafre. Essa e outras folhas verdes são ricas em flavonoides com propriedades anti-inflamatórias e também antioxidantes, que protegem as células contra lesões de radicais livres. Além disso, o espinafre é também rico em carotenoides, pigmentos com propriedades anticâncer e que melhoram a visão.

9. Brócolis. Esse vegetal é rico em flavonoides que previnem o desenvolvimento de câncer, sobretudo o câncer de pulmão de fumantes.

10. Cebola. Esse vegetal é rico em flavonoides e talvez uma das principais fontes na dieta regular das pessoas. Além disso, as cebolas são conhecidas por suas propriedades anti-inflamatória e antibacterianas.

A lista dos alimentos ricos em flavonoides é grande. Tente sempre inclui-los em sua dieta. Uma dica final é montar o prato de maneira bem colorida, pois muitas frutas e vegetais coloridos são ricos em flavonoides.

Por que as plantas produzem os flavonoides?
No metabolismo secundário (é neste metabolismo, não no primário – responsável principalmente pela síntese de proteínas, lipídeos e carboidratos, que a planta medicinal sintetiza seus ingredientes ativos) a planta medicinal produz os flavonoides, principalmente para proteger dos raios UV do sol, proteger contra fungos e bactérias, favorecer a polinização ou consolidar a parede celular. Encontramos uma grande quantidade de flavonoides na pele de frutas, por exemplo, precisamente para proteger contra os raios UV do sol.

Update: 12.11.2018. Por Xavier Gruffat. Fotos: Adobe Stock.

10 dicas para ver resultado na academia

10 dicas para ver resultado na academiaSÃO PAULO – Muitas pessoas vão à academia, gastam horas por semana fazendo exercícios e não conseguem ver resultado. Como consequência, as pessoas ficam frustradas e acabam abandonando a musculação. Embora fatores genéticos estejam profundamente associados ao ganho de massa muscular, é possível turbinar o seu treino e ver resultados mesmo que seus genes não sejam tão favoráveis. Veja nossas dicas para obter mais resultados na academia e malhar de maneira saudável:

1. Respeite o período de descanso. Tão importante quanto treinar, é a pausa. Isso significa que você deve dar tempo suficiente para o seu músculo descansar e poder se recompor. Esse tempo de repouso varia entre 24 e 48 horas após o exercício. Portanto, não treine o mesmo músculo todos os dias, mas espere pelo menos 1 dia para poder treiná-lo novamente.

2. Varie os exercícios da musculação. Ficar repetindo o mesmo tipo de exercício, não importa o quão pesado e desafiador seja, não faz com que você ganhe massa muscular. Após certo tempo, o corpo se acostuma à rotina de treino e tende a estacionar. Tente variar os exercícios a cada 2 meses. Converse com seu instrutor para saber qual o melhor tipo de exercício e quando mudar sua rotina.

3. Aqueça-se antes de começar a malhar. Preparar os músculos antes de pegar uma carga pesada ajuda a evitar lesões e aumentar o rendimento do exercício, além de alongar as fibras musculares e articulações. Após o treino, não se esqueça de alongar os músculos.

4. Tente ajustar o seu treino a 1 hora. Isso significa que você não precisa ficar horas por dia na academia para ver resultados. Muito pelo contrário: quanto mais longo o treino, maior será a perda muscular, ao invés de ganho. Tente ajudar sua rotina a cerca de 1 hora por dia.

5. Execute o exercício o mais perfeito possível. Tente fazer o movimento da melhor maneira. Isso evita lesões articulares e estiramentos musculares desnecessários. Além disso, quando melhor for o movimento, mais rápido virão os resultados. Converse com o seu instrutor físico para saber como executar corretamente o movimento. ATENÇÃO: Se você não consegue executar o movimento porque a carga está muito pesada, reduza-a. Você não estará tendo nenhum benefício se estiver fazendo o exercício errado.

6. Mantenha o seu treino desafiador. Uma das chaves para ver resultados é sempre manter o seu treino difícil, de forma a forçar os seus músculos cada vez mais. Se você acha que o seu treino está fácil demais ou se tornou monótono, converse com o seu educador físico para que ele monte uma série mais desafiadora.

7. Respeite os limites do seu corpo. Embora seja importante manter o treino sempre pesado e difícil, faça-o de maneira sábia para não se lesionar músculos e articulações. Saiba entender quando o seu corpo estiver lesionado e não vá treinar. Isso também se aplica quando você estiver doente. Em muitos casos, malhar doente só lesiona mais o seu corpo.

8. Tenha uma boa alimentação. Proteínas, carboidratos e gorduras de boa qualidade são essenciais para bons resultados na musculação. Invista em peixes, carnes magras, grãos integrais, azeite de oliva e gorduras de derivadas de sementes, nozes, etc. Evite doces industrializados, refrigerantes, açúcar refinado e derivados. A boa alimentação é parte fundamental da atividade física.

10 dicas para ver resultado na academia9. Beba água. A água é fundamental no processo de recuperação muscular, além de repor sair minerais e hidratar o corpo. Beba água antes, durante e após o treino de musculação. Ingira, pelo menos, 2 litros de água pura por dia.

10. Durma. O sono é importante para o ganho de massa muscular e recuperação do corpo. Tente ter, pelo menos, 7 horas de sono por noite, sem interrupções.

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E, acima de tudo, além dessas dicas, tenha paciência. A musculação é um processo que leva tempo e os músculos não crescem do dia para noite.

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Adobe Stock

Atualização:
Este artigo foi modificado em 08.11.2018

Óleo de gerânio rosa pode aliviar sintomas nasais dolorosos relacionados ao tratamento de câncer

ROCHESTER (Minnesota, EUA) –  O óleo de gerânio rosa pode ajudar a aliviar os sintomas da vestibulite nasal, uma condição nasal comum e dolorosa relacionada ao tratamento medicamentoso de câncer, de acordo com o resultado de um breve estudo observacional publicado on-line no BMJ Supportive & Palliative Care.

“A vestibulite nasal é um efeito colateral do tratamento medicamentoso de câncer particularmente comum em pacientes tratados com medicamentos denominados taxanos”, afirmou Elizabeth Cathcart-Rake, M.D., autora principal do estudo e residente da Mayo Clinic. “Essas drogas interrompem a divisão celular e dificultam a formação de novos vasos sanguíneos para prevenir o crescimento do tumor.” A Dra. Cathcart-Rake relata que não existem tratamentos disponíveis para esse efeito colateral desagradável da terapia do câncer.

“Nossas descobertas se baseiam nas evidências anedóticas para o uso do óleo de gerânio rosa no tratamento da vestibulite nasal, uma infecção que afeta o forro nasal, deixando-o extremamente sensível e provocando sangramento e formação de crostas.” Apesar das descobertas interessantes, a Dra. Cathcart-Rake adverte que estudos mais abrangentes são necessários para determinar se o óleo é realmente um tratamento viável.

O objetivo dos pesquisadores era descobrir se o óleo poderia aliviar os sintomas da vestibulite nasal em 40 mulheres em quimioterapia para tratamento de câncer de mama entre 2007 e 2017. Mais da metade das pacientes estudadas foram tratadas com taxanos. O tratamento das outras mulheres foi realizado com uma grande variedade de medicamentos específicos para o tratamento do câncer.

Todas as mulheres receberam um spray de óleo de gerânio rosa a base de óleo de gergelim. Elas deveriam usá-lo conforme necessário. As pacientes classificaram a gravidade dos sintomas antes e depois do uso, e também responderam a uma pesquisa sobre a experiência de uso do óleo.

Os sintomas nasais mais comuns foram sangramento (65%) e desconforto (63%). Outros sintomas incluíram ressecamento (30%), formação de crostas (13%) e feridas (25%).

A classificação de gravidade média foi aproximadamente 3 (de 4), correspondendo a “moderadamente grave”. Vinte e uma mulheres responderam à pesquisa. Uma delas não usou o óleo, pois os sintomas foram resolvidos quando ela terminou a quimioterapia.

Das outras 20 participantes, 10 usaram o óleo diariamente, sendo que 45% delas usaram várias vezes ao dia.

Todas as participantes relataram que o óleo aliviou os sintomas. Onze mulheres (55%) indicaram um benefício moderado. Seis mulheres (30%) perceberam um benefício significativo. Duas mulheres (10%) relataram que os sintomas desapareceram completamente.

“O spray nasal de óleo de gerânio rosa a base de gergelim parece ser eficaz para pacientes com vestibulite decorrente da terapia do câncer”, afirmou a Dra. Cathcart-Rake, “no entanto, estudo é de caráter observacional e, por esse motivo, não é capaz de oferecer um resultado definitivo. Outros estudos serão necessários.”

06.11.2018. Fonte: press release. Foto: Fotolia/Adobe Stock

10 dicas para ter um bronzeado perfeito

dicas bronzeado perfeitoO verão está chegando e muitas pessoas aproveitam a estação para irem à praia e se bronzearem. É nesse momento que muitos cometem diversos erros para terem um tom de pele dourado, bonito e duradouro. Veja nossas dicas para ter um belo bronzeado nesse verão com saúde e respeitando sua pele. 

1. Coma alimentos com a cor laranja. Alimentos com a cor laranja são ricos em betacaroteno e vitamina A que aceleram o bronzeamento, mantém a coloração e ainda protege as células da pele. Invista em mamão, cenoura, laranja, abóbora, pêssegos, acerola, mostarda, etc. Folhas verdes escuras como couve, espinafre, escarola, etc também são ricas em vitamina A.

2. Hidrate-se bastante. Um dos maiores erros cometidos pelas pessoas que se expõem muito ao sol é a falta de hidratação. Antes e depois da exposição ao sol, use hidratantes à base de ureia ou lactato de amônio. O calor do sol resseca a pele e faz com que ela descasque mais depressa. Além disso, ingira bastante água e sucos de frutas naturais ao longo do dia.

3. Cuidado com os horários. Outro grande erro que das pessoas é se expor ao sol durante o dia todo, sobretudo nos horários que a incidência é maior (entre 10h e 16h). Tome sol até as 10h ou após as 16h. A exposição prolongada aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pele.

use protetor solar4. Use protetor solar. Esse produto é fundamental, mesmo para aqueles que querem conquistar o bronze perfeito. O protetor solar irá evitar queimaduras e reduz o risco de desenvolvimento de câncer de pele. Escolha o protetor de acordo com o seu tipo e tom de pele. Clique aqui (Escolha do protetor solar) para orientar sua decisão. ATENÇÃO: não se esqueça do protetor solar para o rosto.

5. Tome banhos com água fria. Aproveite que é verão para refrescar o corpo com um belo banho de água fria. Com a exposição ao sol, a pele fica muito sensível e ardida e os banhos frios ajudam a aliviar essa sensação. Além disso, a água quente resseca a pele, ao passo que a água fria ajuda a hidratar e manter o bronzeado por mais tempo.

6. Use suplementos cosméticos. Hoje em dia há diversos produtos conhecidos como nutricosméticos. Eles são suplementos ricos em determinados elementos que podem ajudar no bronzeamento. Converse com o seu dermatologista e veja se ele lhe receita algum produto à base de olho de cenoura, olho de urucum, dihidroxiacetona, etc.

Tenha cuidado com o tempo de exposição7. Tenha cuidado com o tempo de exposição. Mesmo nos horários de baixa incidência solar, a exposição prolongada pode ser prejudicial à pele. Comece com cerca de 15 minutos de exposição no primeiro dia e vá aumentando gradativamente, cerca de 10 minutos a cada 3 dias. Os resultados do bronzeamento começam a aparecer cerca de 72 horas depois da primeira exposição.
8. Use autobronzeadores. Quando não estiver na praia ou na piscina, os autobronzeadores ajudam a reforçar a cor. Converse com o seu dermatologista para saber qual o tipo de autobronzeador mais indicado para o seu tipo de pele.

9. Não tome sol em dias nublados. O mormaço e abafamento são prejudiciais para a pele pois eles queimam sem que a pessoa perceba. Além disso, eles não ajudam a bronzear e podem atrapalhar o tom da pele.

 Sempre tome uma ducha depois que sair da piscina ou do mar10. Sempre tome uma ducha depois que sair da piscina ou do mar. O sal e os compostos e os produtos químicos da piscina agridem a pele e facilitam a desidratação da epiderme. Em resumo, eles facilitam o descascamento da pele, além de deixa-la mais sensível.
Com essas dicas você terá um bronzeado lindo e saudável por muito mais tempo. Lembre-se sempre de proteger a pele, pois a exposição excessiva ao sol causa envelhecimento precoce e aumenta o risco de câncer de pele. Para mais dicas, acesse nossa página: Sol e Pele.

Foto: © Lvnel – Criasaude.com.br