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12 alimentos que previnem o câncer de mama

11 alimentos que previnem o câncer de mamaSÃO PAULOOutubro é o mês de luta mundial contra o câncer de mama, sendo, por isso, conhecido como “Outubro Rosa”. A idéia nasceu em 1990 nos Estados Unidos, em Nova York, e depois gradualmente se espalhou pelo mundo.
Cerca de 1 em cada 8 mulheres desenvolverá câncer de mama em sua vida, este é de longe o câncer mais comum nas mulheres. Felizmente, com o progresso da medicina, a doença é sempre melhor tratada com uma taxa de sobrevivência de 5 anos em 2020 nos Estados Unidos de cerca de 90%, segundo dados da American Cancer Society (ACS), esta taxa de sobrevivência é baseada em estatísticas de mulheres diagnosticadas com câncer de mama entre 2009 e 2015. Se o câncer for detectado em uma fase localizada, a taxa de sobrevivência de 5 anos atinge 99% nos Estados Unidos, novamente de acordo com a ACS. Em países mais pobres que os países de alta renda, como os Estados Unidos, Canadá ou Europa Ocidental, que são referidos como países de baixa ou média renda, a taxa média de sobrevivência de 5 anos é menor. As razões para isto são principalmente uma triagem deficiente e tardia demais.

A prevenção é uma etapa importante no combate ao câncer de mama. Embora nem todos os fatores que levem à progressão da doença sejam conhecidos, sabe-se que a alimentação desempenha um papel importante tanto na prevenção quanto na promoção da doença. Pensando nisso, o Criasaude criou uma lista de alimentos e hábitos alimentares que ajudam a prevenir o câncer de mama.

Salmão1. Peixes ricos em ômega-3 e ômega-6. Peixes como sardinha, salmão, truta, bacalhau e outros peixes de águas frias são ricas em ácidos graxos essenciais, os chamados ômega-3 e ômega-6. Esses componentes reduzem o mau colesterol (LDL) e elevam a taxa do colesterol bom (HDL), além de reduzirem também os triglicerídeos. O colesterol elevado é fator de risco para desenvolvimento do câncer de mama, além de causar outras doenças do sistema cardiovascular.

2. Cereais. Os cereais integrais como a aveia, linhaça, chia, quinoa, etc, são também ricos em ácidos graxos poli-insaturados que reduzem o LDL. Além disso, esses alimentos são excelente fonte de fibras que reduzem a absorção de gordura, ajudam a eliminar toxinas e melhoram o trânsito intestinal. O acúmulo de toxinas e radicais livres no corpo é um dos fatores associados ao dano celular que leva ao desenvolvimento do câncer.

3. Frutas vermelhas. Morango, amora, mirtilo (blueberry) e framboesa são excelente fonte de antioxidantes que eliminam os radicais livres do organismo. O acúmulo de radicais livres causa danos ao DNA das células, levando a mutações que provocam o câncer. O consumo diário de frutas vermelhas é recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

4. Cenoura. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mulheres que consumiram cenoura constantemente reduziram o risco de desenvolvimento de câncer de mama em até 17%. A cenoura é rica em beta-caroteno e precursores da vitamina A, esses nutrientes agem como antioxidantes e protegem o DNA da célula contra lesões que causam o câncer.

5. Brócolis. Esse vegetal é rico em sulforafano, componente que elimina carcinógenos do organismo. Além de prevenir o câncer de mama, o brócolis também é indicado na prevenção de diversos outros cânceres. Além disso, o vegetal é rico em vitaminas, minerais, fibras e tem baixas calorias.

6. Cogumelos. De acordo com um estudo publicado em 2010 na revista científica Nutrition and Cancer, o consumo de cogumelos está associado a menor taxa de desenvolvimento de câncer de mama em mulheres na pré-menopausa. O efeito é associado à presença do antioxidante L-ergotioneína que garante proteção contra o câncer.

Romã7. Romã. Segundo pesquisadores do Beckman Research Institute, nos Estados Unidos, as sementes da romã são ricas em ácido elágico. Esse componente parece inibir enzimas que desempenham papel na geração do câncer de mama. Além disso, a romã é rica em anti-oxidante e flavonoides.

8. Feijão e lentilha. Um estudo feito com mulheres americanas de ascendência asiática mostrou que o consumo de lentilhas e feijão reduz o desenvolvimento de câncer de mama. Essas leguminosas são ricas em folato, fibras, ferro e outros nutrientes que ajudam a manter a saúde das células.

9. Espinafre. Mulheres na pré-menopausa que consomem espinafre regularmente têm menos incidência de câncer de mama, de acordo com o estudo publicado no American Journal of Epidemiology, em 2011. O efeito protetor é associado ao folato e à presença de vitamina B.

10. Ovos. Esse alimento barato é rico em colina, e é associado a 24% de redução de câncer de mama de acordo com um estudo feito em mais de 3000 mulheres. A colina também pode ser encontrada em peixes, frango, carnes, trigo e no brócolis.

Carpaccio de tomate-ananas11. Tomate. Um estudo americano publicado no início de 2014 mostrou que a adoção de uma dieta rica em tomates, com o consumo de pelo menos 25 mg por dia de licopeno (uma substância presente no tomate), por mulheres na pós-menopausa reduz o risco de câncer de mama, devido ao aumento da concentração de adiponectina. Este hormônio está associado com a diminuição do risco de câncer de mama, de acordo com estudos anteriores. O estudo americano foi realizado pelo The Ohio State University Comprehensive Cancer Center, nos Estados Unidos, e analisou 70 mulheres na pós-menopausa. Todas elas apresentavam um risco de câncer de mama, como casos de câncer na família ou obesidade.

12. Azeite de oliva. Um estudo espanhol publicado em 2015 mostrou que uma dieta mediterrânica com um consumo diário de 4 colheres de sopa de azeite de oliva é eficaz na redução do risco de câncer de mama. Leia mais nas observações abaixo.

É sempre importante que além de ter uma dieta balanceada, a pratica de atividades físicas é benéfica e comprovada na redução do risco de câncer.

Artigo atualizado em 12.10.2020 por Xavier Gruffat. Fotos: Fotolia.com – Creapharma.ch. Fontes: mencionadas no artigo (por exemplo, American Cancer Society).

Leia também: 6 recomendações radicais de nutrição para prevenir o câncer12 dicas para combater, prevenir e lidar com o câncer de mama

Prêmio Nobel 2020 – A genética do “CRISPR” ao câncer, explica a especialista em genética – Dra. Julia di Iulio

linkedinpic_jdi-200x200SAN DIEGOEscutamos cada vez mais falarem sobre a genética nos meios de comunicação, seja na luta contra o câncer ou na prevenção de doenças raras. Mas esta ciência relativamente nova se torna cada vez mais complexa de se compreender, mesmo para os cientistas. Para ver as coisas mais claramente, o Criasaude teve a oportunidade de entrevistar a Dra. Julia di Iulio (foto), uma especialista em genética que atualmente trabalha na Human Longevity Inc., uma empresa vanguardista na área da genética sediada em San Diego na Califórnia, e co-fundada pelo famoso cientista americano J. Craig Venter. A Dra di Iulio é um farmacêutica que cresceu no Brasil e na Suíça. Ela estudou farmácia na Suíça na Universidade de Lausanne em Genebra, realizou seu doutorado no Lausanne University Hospital (CHUV) e depois cruzou o Atlântico em 2013 para se juntar à renomada Harvard Medical School, em Boston, onde se especializou em genética. Em 2017, fizemos-lhe perguntas principalmente sobre notícias recentes, especialmente sobre CRISPR. Em outubro de 2020, soubemos que o Prêmio Nobel de Química havia sido concedido à francesa Emmanuelle Charpentier e à americana Jennifer Doudna. Estas duas geneticistas desenvolveram “tesouras moleculares” (CRISPR) capazes de modificar os genes humanos, um avanço revolucionário.

AVISO, entrevista realizada em 2017, o artigo foi ligeiramente atualizado após o Prêmio Nobel de Química em outubro de 2020.

Criasaude.com.br – Pode ser lido em um artigo da Bloomberg Businessweek de 01 de junho de 2017 (referências na parte inferior do artigo) que a tecnologia de edição de genes CRISPR, em interação com a proteína cas9 (em inglês falamos de Crispr-Cas9) é a maior descoberta do século 21 em termos de impacto sobre o futuro da raça humana. Mas o que é o CRISPR? Como explicar esta tecnologia de forma simples para o público em geral?
adn-cellule-andrea-danti-267x200Dra. Julia di Iulio – Antes de explicar a tecnologia “CRISPR”, penso que é necessário introduzir o conceito de “genoma” e “DNA”, ambos os termos referem-se ao código genético de um individuo. Quando eu explico aos meus pais o que eu faço muitas vezes utilizo a analogia de um livro. Em língua francesa, o alfabeto tem 26 letras, a combinação dessas letras podem formar palavras e frases. De forma similar, o código genético, ou DNA, tem um alfabeto que contém quatro letras, e o arranjo das letras permite escrever frases, que são os nossos genes. O genoma é um conjunto destas frases, e pode então ser comparado a um livro cujo conteúdo pode ser visto como um manual de instruções para o bom funcionamento de todas as células do corpo.
Se uma das instruções deste livro não está correta (por causa de um erro ortográfico, por exemplo), a tecnologia CRISPR permite modificar ou eliminar uma palavra que compromete a instrução. Em mais detalhe, esta técnica age em 2 etapas: (1) a palavra de interesse é pesquisada ao longo de todo o livro, e (2) uma vez que é localizada, ela será modificada ou excluída. Como você pode imaginar, quando a palavra em questão é corrigida, o significado das instruções do livro podem mudar drasticamente. Imagine que o livro contém a frase “eu trabalho limpando casas” e que a CRISPR é feita para detectar a palavra ‘casas’ e substituir por ‘caras’. A frase assume um significado totalmente novo “eu trabalho limpando caras”!

Em um livro (referenciado na parte inferior do artigo) que ela co-escreveu, a Dra. Jennifer Doudna, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley que é uma dos 2 cientistas que publicaram o primeiro artigo científico sobre tecnologia Crispr, se pergunta se: “Ela não criou um monstro?”. Um pouco como a tecnologia nuclear que pode ser usada para fins úteis (ex. eletricidade) ou destrutiva (ex. guerra). Sabemos que os nazistas eram grandes fãs de genética durante a 2ª Guerra Mundial, com notavelmente a eugenia. Você vê algum risco de uso indevido da Crispr? Se sim, como esses riscos podem ser minimizados ou maximizados?
Sim, é claro, pode haver riscos se esta tecnologia for mal utilizada. Mas, na minha visão, as pessoas mal-intencionadas, infelizmente, sempre encontrarão uma maneira de prejudicar independente de quais sejam os meios, geralmente prefiro focar no lado positivo. Neste caso, penso que com esta tecnologia muitas doenças podem ser curadas e prevenidas na próxima década.

Apenas em relação à Crispr, no início de agosto de 2017 os pesquisadores norte-americanos da Oregon Health and Science University disseram que conseguiram reparar um gene deficiente diretamente em um embrião usando o método Crispr. Este gene defeituoso é responsável pela doença cardíaca matando jovens atletas. O experimento foi realizado em laboratório, os embriões modificados com sucesso não foram implantados ou permitidos se desenvolverem. Este estudo publicado na Nature abre a porta para uma edição (modificação) de genes diretamente no nível embrionário para o melhor, como a prevenção de doenças genéticas; mas também para o pior, como a eugenia. O que você acha das questões éticas levantadas por este estudo revolucionário?
A interpretação dos resultados deste estudo ainda é controversa. No entanto, sejam esses resultados reais ou não hoje, provavelmente serão em um futuro próximo. Penso que o principal desafio ético será determinar quais doenças serão consideradas perigosas o suficiente para serem tratadas dessa maneira. O risco é que esta técnica se torne tão fácil de implementar e seja utilizada de forma abusiva para modificar, por exemplo, caracteres físicos em vez de doenças genéticas. No entanto, este desvio é improvável, pois a grande maioria das características físicas (como a cor dos olhos) é resultado da combinação ou interação de várias frases do livro e não apenas uma palavra como se pensava no passado.
Em resumo, se no futuro as autoridades permitirem a implantação de embriões modificados, serão necessários regulamentos rigorosos para evitar qualquer uso excessivo.

Eu li em um artigo do Wall Street Journal em 4 de julho de 2017 que a Crispr também pode diagnosticar doenças como, por exemplo, uma infestação humana do vírus Zika. Eu admito ter um pouco de dificuldade em entender como a Crispr pode ser utilizada como um método de diagnóstico, você pode nos dar mais explicações?
A tecnologia Crispr pode ser ligeiramente transformada para que a palavra de interesse, em vez de ser modificada ou excluída como mencionado acima, seja “estabilizada” ou a página do livro que a contém seja marcada com um “post-it fluorescente”. Se o objetivo é diagnosticar o Zika vírus, é possível escolher uma palavra que esteja presente apenas nas instruções fornecidas pelo vírus e não pelas do hospedeiro (o humano). Em outras palavras, a palavra de busca virá de outro idioma (o do Zika vírus) e o livro terá um post-it fluorescente somente se essa palavra do idioma estrangeiro for encontrada. Esta estratégia, portanto, permite detectar uma célula humana infectada com o Zika vírus.

Com cerca de 50 trilhões de células em um ser humano, como você se certifica de que a tecnologia Crispr atinja todas essas células?
Eu acho que a maioria das aplicações exigirá que o Crispr seja entregue localmente em vez de generalizado. Na verdade, muitas funções celulares são utilizadas apenas em certos lugares do nosso corpo, e é por isso que temos tantos tipos de células diferentes (por exemplo, as células dos olhos são diferentes das células do estômago, porque embora contenham o mesmo livro de instruções, eles não seguem o mesmo conjunto de instruções). Portanto, é inútil modificar uma determinada instrução na célula se for conhecido antecipadamente que essa célula não precisa desta instrução para funcionar. Explico esse fenômeno com mais detalhes na próxima pergunta.

Você pode explicar em poucas palavras o que é a epigenética?
Todas as células do corpo humano contêm o mesmo genoma, ou seja, o mesmo livro com as mesmas palavras. No entanto, como discutido acima, nossas células podem ter funções muito diferentes umas das outras (por exemplo, o papel das células musculares é claramente distinto do das células cerebrais). Isso significa que as instruções escritas no livro devem, de uma forma ou de outra, ser interpretadas ou lidas especificamente por cada tipo de célula. E isso é possível graças à epigenética. Se considerarmos que o genoma é o livro que contém todas as palavras usadas para escrever as instruções, a epigenética pode ser vista como a pontuação. Mudar a pontuação de uma frase pode alterar profundamente seu significado, mesmo que as palavras permaneçam iguais. Como exemplo, “Vamos comer, vovó” e “Vamos comer vovó” são duas frases semelhantes, mas interpretadas de uma maneira totalmente diferente. Outro exemplo de modificação do livro pela pontuação é a introdução de parênteses. Os parênteses em torno de uma frase no livro indicam à célula que não há necessidade de seguir uma instrução.

Às vezes é esquecido, mas o câncer é uma doença genética, me diga se estiver errado. Isso significa que as células cancerígenas se desenvolvem especialmente durante erros na divisão celular. Como você explica que a genética realmente não conseguiu colocar no mercado tratamentos contra o câncer?
O câncer é realmente o resultado de erros ortográficos no livro que contém as instruções. Na maioria das vezes, essas falhas aparecem em dois tipos de frases: (1) instruções que sinalizam para a célula que seria bom esperar antes de dividir e criar novas células e (2) instruções que exigem que a célula releia o livro e corrija qualquer erro ortográfico se houver algum. Portanto, é um círculo vicioso, porque a célula não só continua a dividir quando não deveria (o que cria um conjunto de células que não obedecem às instruções), mas também tendem a conter mais erros ortográficos (porque eles não se corrigem mais) e, portanto, a probabilidade de alterar outras instruções aumenta!
Os erros ortográficos podem ser herdados, isto é, eles podem ser transmitidos a um indivíduo por um de seus pais, então dizemos que alguém tem uma predisposição ao câncer. No entanto, na maioria das vezes, essas falhas são “adquiridas” durante a vida, especialmente através de fatores externos, como a exposição a raios UV. Por exemplo, quando você deixa um livro ao sol, a tinta pode ficar mais clara e pode ficar mais difícil de ler certas frases. Existe uma reação semelhante, análoga a essa, que acontece em nossas células da pele: os raios UV podem alterar as letras do código genético e, portanto, as instruções do livro.
A dificuldade em tratar o câncer vem do fato que cada câncer é diferente. Mesmo se alguém utiliza o termo genérico “câncer”, de fato, os erros ortográficos que levam a um certo tipo de câncer não ocorrem necessariamente na mesma palavra em indivíduos diferentes. E para complicar as coisas ainda mais, um tumor pode ser “heterogêneo”, o que significa que contém diversos erros ortográficos. A chamada terapia “direcionada” parece ser uma estratégia básica para superar o câncer. Recentemente, pesquisadores norte-americanos desenvolveram um tratamento que envolve o uso de células imunes de um paciente, modificando-as para que elas reconheçam especificamente células cancerígenas nesse mesmo indivíduo (o medicamento Kymriah®, da empresa suíça Novartis). Esta terapia que acaba de ser aprovada nos Estados Unidos é um exemplo de uma medicina personalizada.

Sempre se fala de farmacogenômica como um conceito de medicina personalizada, seja para ajudar o médico a escolher um medicamento mais efetivo (por exemplo, sabemos que certos medicamentos como os antidepressivos funcionam em algumas pessoas e não outras) ou para prevenir alguns efeitos colaterais, às vezes graves, de certos medicamentos como sinvastatina ou carbamazepina. Por exemplo, algumas pessoas que tomam sinvastatina (uma estatina) e têm o gene SLCO1B1 são 17 vezes mais propensas a ter uma inflamação muscular grave. Você sendo uma farmacêutica e que está familiarizada com os medicamentos, qual a sua visão sobre farmacogenômica? Atualmente a impressão é que, em geral, na Europa e nos Estados Unidos esta idéia é considerada boa, mas ainda pouco aplicada em grande escala ou de forma sistemática, você compartilha essa análise? Não deveria o farmacêutico ou o médico oferecer sistematicamente um teste genético para cada medicamento administrado?
Penso (e espero) que a farmacogenômica vai revolucionar o sistema de saúde. Somos TODOS diferentes e esse conceito é surpreendentemente pouco levado em consideração no sistema de saúde, embora isso pareça óbvio em muitas outras áreas (por exemplo, quando compramos roupas não podemos imaginar ir a uma loja onde eles vendem apenas um tamanho).
Os resultados não só são benéficos para a pessoa que recebe o tratamento medicamentoso, ou seja, com menos efeitos colaterais é mais provável que o medicamento seja eficaz, portanto, melhor aderência ao tratamento (o que pode ajudar a prevenir a resistência ao tratamento e, portanto, falhas terapêuticas). Além disso, a medicina personalizada pode reduzir os custos da saúde em grande escala. De fato, o custo inicial dos testes genéticos é compensado a longo prazo, considerando (i) o número de hospitalizações devido a efeitos colaterais que serão evitadas, (ii) o número de consultas médicas que serão evitadas se o paciente receber tratamento direto e não precisar voltar para o médico para mudar o tratamento, (iii) a quantidade de medicamentos que serão economizados se identificarmos, graças ao teste genético, os indivíduos que necessitam de uma dosagem mais baixa e (iv) o número de medicamentos que falharam na fase pré-clínica porque não passaram nos testes de eficácia, quando na verdade eles podem ser perfeitamente eficazes para uma parcela da população (que pode ser identificada através de testes genéticos).
O meu argumento final para o uso da farmacogenômica em larga escala é que quanto mais indivíduos receberem testes genéticos, maior a chance de encontrar novas associações entre a genética e a resposta à medicamentos. E quanto mais compreendermos a genética, podemos orientar as decisões farmacogenômicas melhor, e assim por diante.

Julia di Iulio gostaria de agradecer Stefania di Iulio, Angela Ciuffi e Kim Pelak pela revisão e discussões que a ajudaram a responder as perguntas o mais claro possível.

Entrevista realizada por e-mail por Xavier Gruffat (Criasaude.com.br/Creapharma.ch) entre agosto e setembro de 2017. A introdução foi atualizada em 7 de outubro de 2020, após o Prêmio Nobel de Química. Créditos fotográficos: Fotolia.com, página do LinkedIn de Julia di Iulio para sua foto

Foto de San Diego, onde ela trabalha
San Diego Harbor Skyline Panorama

Referências das perguntas:
– Artigo de Bloomberg Businessweek : https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-06-01/one-of-crispr-s-creators-faces-her-fears
– Livro da Dra. Jennifer Doudna e do Dr. Samuel Sternberg :  A Crack in Creation: Gene Editing and the Unthinkable Power to Control Evolution
– « The Patient Will See You Now », pelo Dr. Eric Topol, 2015, Basic Books, New York.

10 dicas para evitar as doenças mais comuns do inverno

10 dicas para evitar as doenças mais comuns do invernoO inverno é a estação mais fria do ano e normalmente as baixas temperaturas trazem um clima mais seco no sul do país e chuvoso no norte. Com isso, muitas doenças são comuns nessa época do ano, como resfriados, gripes e até micoses. Leia abaixo nossas dicas para evitar as doenças mais comuns to inverno e aproveitar o que essa estação tem de melhor.
1. Hidrate-se constantemente. O inverno pode ser muito seco em diversas regiões do país e, devido a isso, surgem doenças decorrentes do ressecamento das vias aéreas. Coloque bacias de água ou toalhas molhadas nos cômodos da casa para umidificar o ambiente. Essa medida evita doenças como bronquite,pneumoniarinite, alergias, etc.

2. Alimente-se bem. Normalmente as pessoas no inverno tendem a comer comidas mais gordurosas para se esquentarem e se esquecem das frutas e vegetais. Tente ingerir de 5-7 porções de vegetais durante o dia, pois eles contêm vitaminas, minerais e antioxidantes que fortalecem o sistema imune. Dê atenção especial à vitamina C, encontrada em laranjas e frutas cítricas, e ao zinco, presente em mariscos, carnes e cereais.

3. Aqueça bem a garganta. Para isso, chás e bebidas quentes é a melhor indicação. O uso de cachecóis também é indicado. Esses hábitos, além de prevenir as dores de garganta, podem ajudar a combater outras doenças, como os resfriados e amigdalites.

4. Evite usar sapatos fechados ou meias o dia todo. Manter os pés sem ventilação propicia o crescimento de fungos que causam micose. Quando possível, prefira usar chinelos para arejar os pés. Isso evita o pé de atleta e micoses nas unhas.

5. Evite tomar banhos muito quentes. Além de ressecar a pele, o vapor quente mal seco se acumula na pele, favorece o crescimento de fungos e o surgimento da micose. Além disso, ao invés de usar roupas fechadas sintéticas, opte por usar roupas de algodão que absorvem a umidade. Essa prática ajuda a prevenir a pitiríase versicolor (também conhecida como micose de praia ou pano branco).

6. Mantenha as roupas de cama sempre limpas. Caso precise usar cobertores e edredons guardados, lave-os antes. Prefira secar as roupas ao sol. Isso evita doenças como rinite alérgica e asma.

7. Vacine-se contra a gripe. Nessa época do ano, as pessoas tendem a ficar mais juntas em ambientes fechados para se manterem aquecidas. Isso facilita a transmissão de vírus. Para isso, mantenha-se em dia com relação à sua vacina.

8. Evite ficar em ambientes fechados. Como dito anteriormente, a transmissão de vírus e bactérias é favorecida. Evite também estar perto de fumantes ou fumar, pois isso irrita as mucosas nasais e vias aéreas. Isso evita o aparecimento de meningites  e doenças respiratórias.

9. Exercite-se regularmente. Atividades aeróbicas como nadar, correr ou simplesmente andar ajudam a eliminar toxinas que enfraquecem o sistema respiratório e aumentam a capacidade respiratória. Algumas atividades são excelentes para combater a bronquite e outras doenças respiratórias.

10. Use soro fisiológico para umidificar as narinas. Ele também tem a importante função de lavar o nariz e as vias aéreas. Essa medida ajuda a prevenir otitesinusite e outras doenças das vias aéreas.

Com essas dicas você poderá aproveitar o friozinho do inverno de maneira muito mais saudável!

Redação:
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)

Fotos: 
Adobe Stock/Fotolia, Criasaude.com.br

Última atualização:
12.10.2020

10 dicas para fortalecer sua imunidade e resistência

SÃO PAULOO sistema imune do nosso corpo é responsável por nos proteger de diversas infecções provenientes das mais diferentes fontes. Ter uma imunidade fortalecida não é só importante no inverno, mas também durante todo ano e ao longo da vida. Veja essas nossas dicas que te ajudarão a ser mais resistente.

Gengibre1. Alimente-se bem. O sistema imune é composto por células e anticorpos que estão em constante renovação e as proteínas, carboidratos e lipídeos são fundamentais para a formação desses componentes. Tenha uma dieta balanceada que englobe os diversos nutrientes. Tente ingerir uma média de 5 porções de frutas, verduras e legumes por dia. Se possível, inclua o gengibre em suas refeições ou tome na forma de chás. Essa raiz tem demonstrado ser eficaz no combate a infecções.

2. Dê valor ao zinco. Este mineral é fundamental na imunidade. O zinco é encontrado em carnes vermelhas, ostras, cogumelos e grãos. O cálcio é outro mineral muito importante e é encontrado em derivados do leite e vegetais de folhas verde escuras.

3. Evite o estresse. Ficar nervoso e ansioso faz com que nosso organismo libere hormônios, os corticosteróides, que são conhecidos por sua atividade imunossupressora. Tente relaxar e encarar as situações difíceis de uma forma menos estressante. Exercícios físicos ajudam a reduzir os níveis de estresse e melhoram a saúde global do organismo.

4. Durma bem. O sono é um dos fatores mais importantes para a saúde do organismo. Noites mal dormidas ou poucas horas de sono normalmente aumentam o nível de estresse do organismo e reduzem a imunidade. Tente dormir de 7 a 8 horas por noite. Se você tem problemas para dormir. Veja nossas dicas para combater a insônia

Ciclos do sono, tipos de sono

5. Consuma vitaminas. Algumas delas são essenciais para o fortalecimento da imunidade, como a vitamina C (encontrada em laranjas e frutas cítricas), vitamina A (encontrada em cenouras e abóbora) e vitamina E (encontrada em grãos, milho e canola).

6. Ingira quantidades adequadas de ômega 3. Esse ácido graxo essencial é um forte aliado do sistema imune e ajuda a prevenir diversas doenças, como doenças cardíacas e até alguns tipos de câncer. O ômega 3 é encontrado em peixes (como o salmão) e em azeite e azeitonas.

7. Beba muita água. Além dela ajudar na renovação celular, a água lubrifica as vias aéreas e evita que infecções e alergias atinjam o corpo. Tente consumir pelo menos 2 litros de água por dia.

8. Mantenha bons hábitos de higiene. Lave sempre as mãos antes das refeições ou após o uso do banheiro, escove sempre os dentes e tome banhos regularmente. Estar sempre limpo afasta diversas doenças e infecções.

9. Evite exageros de qualquer forma. Isso inclui exageros alimentares (consumo excessivo de gordura, etc), consumo de álcool, drogas, cigarro, exercícios físicos extenuantes ou noites sem dormir. Exageros são prejudiciais para o corpo humano e faz com que a imunidade seja reduzida.

10. Evite uso desnecessário de medicamentos. Muitos medicamentos, como os corticosteróides, são imunossupressores e reduzem a produção de células do sistema imune e também de anticorpos. O uso de antibióticos sem necessidade também é prejudicial por pode aumentar a resistência de bactérias.

10 dicas para fortalecer sua imunidade e resistência

Muitas das dicas para melhorar a imunidade estão relacionadas com hábitos de vida e alimentação. Melhorar a sua imunidade e resistência à doenças depende só de você.

10.03.2020 (Update). Por Criasaude.com.br. Fotos: Fotolia.com, Criasaude.com.br

5 plantas medicinais com propriedades anti-inflamatórias

Índia GengibreA natureza é cheia de plantas com propriedades úteis para o ser humano, daí o conceito de plantas medicinais. Descubra abaixo 5 plantas com propriedades anti-inflamatórias que ajudam a reduzir a dor. Deve-se saber que a inflamação é uma resposta natural do organismo frente a uma agressão, como uma doença, uma infecção ou uma lesão, e pode se manifestar por meio de dor, calor, vermelhidão e inchaço da área. Uma inflamação aguda é muitas vezes útil para alertar o organismo do perigo, mas uma inflamação crônica, ao contrário, é prejudicial ao corpo. Algumas plantas ricas em antioxidantes (por exemplo, flavonóides) podem ajudar a combater a inflamação crônica.

1. Gengibre
O gengibre (Zingiber officinalis) é uma planta da família zingiberaceae. Esta planta contém compostos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes tais como os gingeróis, paradóis e shogaóis. É por esta razão que é particularmente eficaz no alívio da dor causada pela artrite e outras doenças reumáticas inflamatórias. Para aproveitar ao máximo as propriedades do gengibre, recomenda-se que se coma fresco. O consumo diário de gengibre não causa efeitos secundários específicos, mas pode resultar em diarréia leve ou sensação de queimação no estômago. Estes sintomas eventualmente desaparecem quando o corpo se adaptar ao gengibre.

2. Aroeira
A aroeira ou aroeira-pimenteira (Schinus terebinthifolius) vem de uma árvore nativa do Peru. Os índios da América do Sul a utilizam há muito tempo por suas virtudes naturais. Hoje, é conhecida pelos seus benefícios musculares e articulares. Disponível na forma de óleo essencial, a aroeira destina-se principalmente ao uso externo. Misturado com um pouco de óleo vegetal, é frequentemente usado como um óleo de massagem para tratamento da dor relacionada à artrite e à osteoartrite. Também é eficaz no tratamento de dores e outros traumatismos articulares. O óleo essencial extraído desta planta medicinal ajuda os atletas a se prepararem para o esforço físico. A aroeira também é eficaz no tratamento de crises de gota e dores de dente.
Observe também que, no Brasil, esta planta é uma das poucas plantas medicinais oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), planta indicada especialmente durante infecções fúngicas por Candida.

3. Chá verde
O chá verde (Camellia sinensis) deve suas propriedades anti-inflamatórias à sua riqueza em polifenóis, incluindo a catequina, uma substância com poder antioxidante cerca de 200 vezes maior do que a vitamina E. Vários estudos mostraram que o chá verde é um excelente analgésico e anti-inflamatório. É especialmente eficaz no tratamento de doenças inflamatórias, particularmente na redução ou mesmo cessação da ruptura da cartilagem que esse tipo de doença causa. Para aproveitar ao máximo as virtudes do chá verde, é aconselhável deixar infundir por 3 a 5 minutos. Beba este chá de uma a várias vezes por dia.

Açafrão-da-terra4. Açafrão-da-terra
O açafrão-da-terra (Curcuma aromatica, Curcuma longa) tem sido usado há muito tempo na Índia e na China para tratar doenças inflamatórias crônicas. Testes in vitro e em animais demonstraram que este tempero é eficaz no tratamento de pancreatite, artrite reumatóide ou mesmo da colite ulcerativa. Em pessoas com osteoartrite, o tratamento a base de açafrão-da-terra fornece efeitos comparáveis aos anti-inflamatórios convencionais como o ibuprofeno. Os extratos padronizados desta planta medicinal também reduzem os sintomas do intestino irritável e melhoram o conforto das pessoas que sofrem dessa doença. O consumo de açafrão-da-terra também ajuda a prevenir a ocorrência de doenças inflamatórias do fígado e do intestino, como obstrução da via biliar e hepatite.

5. Azeite de oliva
O azeite de oliva é rico em oleocantal, um composto que tem as mesmas propriedades terapêuticas do ibuprofeno, um anti-inflamatório comumente usado. Quatro colheres de sopa de azeite de oliva correspondem a cerca de 10% da dose necessária para combater a dor. A longo prazo, o consumo regular de azeite de oliva ajuda a reduzir o risco de desenvolver muitos tipos de câncer e também doença de Alzheimer.

Update: 29.02.2020. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br. Supervisão científica: Xavier Gruffat (farmacêutico).
Créditos fotográficos: Fotolia.com, Creapharma.ch

10 dicas para desintoxicar o corpo no pós Carnaval

8 dicas de beleza para o carnavalSÃO PAULO – O Carnaval é uma festa popular na qual as pessoas dançam, se divertem, comem e bebem em excesso. Devido ao consumo muitas vezes exagerado de comidas e bebidas, nosso corpo necessita de uma verdadeira desintoxicação. Veja nossas dicas de alimentos para ajudar a limpar o corpo depois do Carnaval e voltar com tudo à rotina diária. 

1. Beba bastante água. A água é um excelente aliado na desintoxicação do corpo. Além de hidratar, a água literalmente lava o corpo de dentro para fora, ajudando a eliminar toxinas, dilui poluentes, melhora a função dos rins, e ajuda na digestão.

2. Coma folhas verdes. Alimentos como alface, espinafre, rúcula, acelga, etc são excelentes fontes de fibras. As fibras ajudam a limpar o organismo e melhoram a digestão. Além disso, elas diminuem a absorção de gorduras e toxinas.

Carboidratos3. Dê atenção às frutas. Após o Carnaval, dê atenção especial às frutas, sobretudo àquelas com alto teor de água e baixa caloria, como melancia, abacaxi, melão, morango, etc. Elas são ricas em vitaminas e minerais e ajudam a repor o que foi perdido durante as festas.

4. Tome chá. Muitos tipos de chá, em especial o chá verde e chá preto, são ricos em antioxidantes e ajudam a desintoxicar o corpo. Outros chás poderosos são o de boldopicãoerva-cidreira, dentre outros.

5. Não exagere no café. O café é um aliado na desintoxicação do corpo, mas não exagere. Ele ajuda a melhorar a dor de cabeça causada pela ressaca, além de ser diurético e melhorar a atenção e o alerta.

6. Evite carnes vermelhas e gorduras. Nesse período após o Carnaval, evite esses alimentos, uma vez que são mais difíceis de serem digeridos. Dê preferencia às carnes brancas como peru, peixe, frango e crustáceos. Prefira prepara-los grelhados, assados ou cozidos, ao invés de fritos. Evite também alimentos embutidos (como salsichas, mortadela) e em conserva.

7. Coma grãos. Eles são poderosos aliados na limpeza do organismo, melhoram a digestão e ajudam eliminar toxinas. Dê preferência aos grãos integrais. Exemplos de grãos são trigo, cevada, aveia, centeio, alpiste, semente de girassol, linhaça, etc.

Pratique esportes8. Pratique atividades físicas. Esportes aceleram a limpeza do organismo e ajudam a eliminar toxinas e aquelas calorias extras adquiridas durante as festas. Consulte um orientador físico para saber qual tipo de esporte praticar.

9. Evite beber. O álcool causa desidratação do corpo, além de atrapalhar as funções do fígado e do rim. Por alguns dias, evite o consumo do álcool para que seu corpo se recupere.

10. Dê um descanso ao seu corpo. Uma das partes mais importantes é dar tempo suficiente ao seu corpo para que ele se recupere, elimine todas as toxinas e volte a funcionar normalmente. Evite cair em festas e alimentações desregradas.

Com essas dicas você voltará à ativa o mais breve possível, com um corpo novo e saudável.

Foto: Fotolia.com. Update: 26.02.2020

7 dicas de beleza para o carnaval

8 dicas de beleza para o carnavalSÃO PAULO – O carnaval está chegando e todo mundo quer ficar bonito para desfilar nas avenidas. Os dias de calor e folia podem deixar você com a aparência desgastada e cansada. A pele e o cabelo são os que mais sofrem nesse período de agitação. Veja nossas dicas de beleza para curtir o carnaval e manter a boa aparência.
1. Cuide dos cabelos. No carnaval, um dos destinos preferidos são as praias e piscinas. As águas do mar e da piscina danificam e ressacam os fios de cabelo, deixando-os quebradiços e opacos. Use cremes e máscaras para hidratar e proteger os fios.

2. Cuidado com o sol. Além de causar queimaduras na pele, o sol também danifica os cabelos. Use sempre protetor solar e escolha tomar sol até às 10 da manhã ou depois das 4 da tarde. Use máscaras com filtro solar para proteger os fios de cabelo.

8 dicas de beleza para o carnaval3. Hidrate-se constantemente. A exposição excessiva ao sol, o consumo de bebidas alcóolicas e a constante atividade física (como danças de carnaval, etc), desidratam muito o corpo e prejudicam a pele. Beba preferencialmente água e sucos naturais sem açúcar. Chás gelados sem açúcar também são uma boa pedida.

4. Cuide bem da sua pele. Normalmente as pessoas costumam se maquiar durante o carnaval e acabam por usar produtos inadequados que podem aumentar a incidência de cravos e espinhas. Se você não sabe o que usar, converse com o seu dermatologista. Dê preferência aos produtos à base de água. Lembre-se sempre de remover a maquiagem após a folia.

5. Use roupas leves. O carnaval é uma época de muito calor. Dê preferencia a fantasias leves que permitam você transpirar e se movimentar quando estiver na avenida. Roupas muito abafadas aumentam muito a temperatura do corpo e podem por sua saúde em risco.

6. Evite beber demais. As bebidas alcóolicas prejudicam muito o organismo, além de causar grande desidratação. Evite beber em excesso e, principalmente, evite beber de estômago vazio.

7. Alimente-se bem. Essa dica vale para o ano todo. No carnaval, as pessoas tendem a se alimentar mal e comer comidas de rua. Durante essa época do ano, não saia da sua rotina alimentar. Dê preferencia a frutas com alto teor de água e minerais, como melancia, melão, uvas, abacaxi, etc. Evite comer comidas que você não sabe a procedência.

Com essas dicas você irá pular muitos carnavais com saúde e beleza.
Foto: © Oleg Gekman – Criasaude.com.
Update: 22.02.2020

9 bebidas refrescantes para o verão

Jardim Botânico do Rio de JaneiroRIO DE JANEIRO – O verão chegou (bem). A falta de cuidado com a alimentação pode levar a sérias complicações como desidratação, diarreia e desnutrição. A alimentação no verão deve ser monitorada constantemente para se ter saúde, hidratar o corpo e aproveitar o melhor da estação. Conheça nossas bebidas refrescantes ideais para a estação mais quente do ano e tenha muita saúde.

“Ninar” os adultos também os ajuda a dormir1. Água de coco. A água de coco é rica em vitaminas e minerais que regulam o equilíbrio eletrolítico do corpo, sendo a bebida ideal para aquele dia quente na praia. Além disso, a água de coco contém carboidratos, antioxidantes, aminoácidos e enzimas que ajudam o corpo a funcionar de maneira eficiente.
2. Suco de laranja. Esse suco é rico em vitamina C e betacaroteno, ajudando na saúde da pele e regulando a imunidade. A laranja é extremamente refrescante e você pode servir esse suco com limão. Sirva gelado ou com pedras de gelo.
3. Suco de cenoura. A cenoura é rica em betacaroteno, substância precursora da vitamina Aque é fundamental para a saúde da pele. Além disso, esse suco ajuda a manter um bronzeado bonito e duradouro durante o verão, ajudando a ter aquela cor dourada tão esperada. Uma dica é adicionar laranjas e beterraba ao suco de cenoura, criando um suco para se bronzear.
2. Exagerou na gordura? Coma frutas cítricas4. Suco de limão. Esse suco é rico em vitamina C, sendo um excelente aliado da imunidade, ajudando a prevenir diversas doenças. Além disso, o suco de limão, ou limonada, é extremamente refrescante. Sirva-a bem gelada ou com pedras de gelo.
5. Chá de erva-doce. Também chamada de infusão de melissa, esse chá é refrescante, leve e ajuda na digestão, sendo ideal para aqueles dias que você acha que exagerou na comida. Uma boa dica é servir esse chá gelado com limão e hortelã.
6. Suco de açaí. O açaí é aliado dos atletas por ser rico em energia, sendo ideal para tomar antes de praticar esportes. Além de vitaminas e minerais, o açaí é rico em antioxidantes e substâncias anti-inflamatórias. Beba esse suco gelado.
7. Suco de melancia com gengibre. Essa é uma excelente combinação energética e refrescante. A melancia é hidrante, ajudando a repor a água perdida pelo organismo. O gengibre tem propriedades energéticas que ajudam a combater o cansaço e a fadiga. Beba esse suco gelado ou com pedras de gelo.
8. Chá verde. Rico em antioxidantes, esse chá é aliado na prevenção de diversas doenças, como hipertensãocâncer e atediabetes. Use a criatividade e faça combinações refrescantes com limão, hortelã, gengibre ou até mesmo casca de laranja. Beba esse chá gelado.
9. Suco de abacaxi. O abacaxi é rico em fibras, sendo excelente contra a constipação, além de ter alto teor de vitamina C e outros minerais e ter baixas calorias. Uma excelente dica é adicionar folhas de hortelã para deixar esse suco mais refrescante.

Priorize o consumo de sucos feitos com a própria fruta, ao invés da polpa. Evite também o consumo de açúcar, sal e gorduras. Priorize vegetais frescos, grãos e não se esqueça de beber muita água, pelo menos 2 litros por dia.

Ler: 12 doenças que podem ser prevenidas bebendo muito liquido

Update : 14.01.2020

Quanto devemos beber no verão?

BOSTON – Com o verão, uma pergunta que sempre vem à mente é: quanto de líquido devemos beber por dia durante a estação, sobretudo durante as ondas de calor? O Criasaude.com.br traz esse artigo baseado em conselhos de especialistas.

Por que beber água é importante?

A ingestão de líquidos permite o transporte de nutrientes para as células e elimina as impurezas do corpo. Um ser humano não pode sobreviver mais do que alguns dias sem ingerir líquidos. Sabemos também que beber pode evitar muitas doenças, tais como cistiteconstipaçãoqueimaduras solaresgota, e doenças do trato respiratório (resfriados, gripessinusites, etc).

Quanto devemos beber normalmente?

Quanto devemos beber normalmenteNormalmente, isto é, quando o tempo não está excessivamente quente e seco, é aconselhável que homens bebam cerca de 2,1 litros de líquidos por dia, e as mulheres, 1,5 litros, segundo parecer da Autoridade Europeia para Segurança dos Alimentos (AESA). Considerando a quantidade de líquidos contida nos alimentos, homens devem ingerir 2,6 litros por dia, ao passo que as mulheres, 2 litros, uma vez que estima-se que os alimentos tenham cerca de 500 mL de líquido em seu conteúdo.
A Universidade de Harvard é menos precisa que a AESA e recomenda beber entre 880 mL (ou 30 oz nos EUA) e 1,47 litros (50 oz) por dia, segundo dados publicados em julho de 2015 na Harvard Health Letter. Essa quantidade corresponde a cerca de 4 a 6 copos de água por dia.

Quais as recomendações no caso de fortes ondas de calor?

Neste caso, o recomendado é ingerir cerca de 8 copos de água por dia, pelo menos nos Estados Unidos, como observou o portal cbsnews.com (site da maior emissora de TV dos EUA em termos de audiência). Entretanto, médicos e cientistas dizem que não há estudos que mostrem que essa é a quantidade ideal de água por dia.

Diferentes necessidades individuais

A grande dificuldade para os especialistas é levar em consideração as diferentes necessidades individuais, além de considerar fatores como temperatura e nível de umidade. Por exemplo, uma pessoa que pratica esporte em pleno sol ao meio-dia no verão, provavelmente terá de beber mais litros de água, e não se limitará a 8 copos de água por dia. Um bom método é sempre beber quando você tiver sede. As mulheres grávidas e lactantes também devem beber mais do que a média das outras mulheres. Nesse caso, o médico ou o nutricionista indicarão qual a quantidade adequada.

Como saber se você bebeu líquidoso suficiente?

Uma dica útil para saber se você está bebendo a quantidade adequada de água é sempre olhar para a cor da sua urina. Se ela estiver clara, quase transparente, significa que a quantidade ingerida de líquidos é suficiente. Em contrapartida, caso ela esteja amarela de coloração forte, significa que é importante beber mais água durante o dia. Algumas balanças também medem o nível de hidratação do corpo e garantem um resultado mais preciso. Esses aparelhos são normalmente encontrados em consultórios de nutricionistas e nutrólogos.
Além de água, é indicado ingerir frutas para combater a desidratação, como melancia, melão, pêra, maçã e frutas cítricas.

Uma dica importante é evitar refrigerantes e bebidas doces, como sucos de frutas adoçados. Prefira ingerir água, chás, água de côco e líquidos sem açúcar refinado.

Dica (para não beber apenas água)

Chá gelado de hortelã
Chás de ervas são uma excelente alternativa para hidratar e refrescar durante o verão. Para preparar, coloque 4 sachês de chá de hortelã ou folhas de hortelã em um bule de chá. Ferva 1,5 litros de água e despeje no bule. Adoce a gosto. Espere esfriar e ponha o bule na geladeira. Sirva gelado. Você pode também incrementar sua receita adicionando gotas de limão, ou outras ervas, como capim limão. Beba vários copos por dia.

Leia também: 12 doenças que podem ser prevenidas bebendo muito líquido – 10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor – 9 bebidas refrescantes para o verão

Update 29.12.2019. Por Xavier Gruffat (farmacêutico).Fontes: Mayo Clinic, CBSNews, Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA). Fotos: Fotolia.com.

A que horas deve-se tomar os seus remédios? Guia prático

Os analgésicos opiáceos matam mais do que a cocaína e a heroínaSÃO PAULOA maioria dos medicamentos é consumida diariamente na mesma hora. Entretanto, seria preferível tomá-los pela manhã, à noite, antes de ir dormir, de jejum ou após a refeição? Apanhado geral de várias classes de medicamentos à venda sem necessidade de receita médica ou mediante prescrição médica.
Antes de entrar na minúcia, realcemos que sempre é importante ler com atenção as informações contidas na embalagem e na bula, assim como consultar o seu médico ou farmacêutico. Efetivamente, pode haver exceções em função das particularidades de cada indivíduo ou medicamento.

Por que existem diferenças no horário de tomar remédios?
A administração de determinados medicamentos em um momento específico do dia pode se mostrar mais recomendada que a adoção de outro horário. Este estado de coisas deve-se principalmente ao ciclo circadiano, responsável pela regulagem do organismo, especialmente ao nível dos hormônios e do sono. Tomar um medicamento em um momento bem específico do dia possibilita, por exemplo, aumentar o seu efeito ou minimizar alguns efeitos colaterais, tal como ocorre com os antidepressivos (ler a seguir). A ciência que estuda estes fenômenos denomina-se cronobiologia ou cronoterapia.

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Corticoides. Pela manhã
Como a cortisona é predominantemente produzida pelo organismo pela manhã, é preferível igualmente tomar corticoides (por exemplo, a cortisona) neste momento do dia. A consequência da administração nestas condições é um equilíbrio em relação ao ciclo circadiano natural. Salvo exceção médica, aconselha tomar aproximadamente 2 terços da dose de corticoide pela manhã, após o café da manhã, e o restante (1 terço) no início da tarde.

Antidepressivos. Pela manhã
Em geral, o médico que prescreve antidepressivos recomenda tomá-los pela manhã, sobretudo, no tocante aos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (tais como, por exemplo: fluoxetina, citalopram). Estes medicamentos podem desencadear efeitos colaterais com perturbação do sono.

MineraisBisfosfonatos. Pela manhã em jejum
Esses medicamentos, muito utilizados no tratamento e na prevenção da osteoporose, devem ser tomados pela manhã, em jejum. Atenção, esses medicamentos são com frequência tomados uma vez por semana e não cotidiana ou em várias vezes ao dia, como a maioria dos medicamentos. Solicite auxílio junto ao seu médico ou farmacêutico para informações mais detalhadas. É preciso saber que os bisfosfonatos são frequentemente mal absorvidos ao nível gastrointestinal. Esta é a razão pela qual eles devem ser tomados em jejum. Aconselha-se com frequência ingeri-los uma hora antes da refeição.

Hormônio da tireóide. Pela manhã
É aconselhável tomar levotiroxina, um hormônio da tireóide, pela manhã. Além disso, a levotiroxina deve ser tomada com o estômago vazio (ex. de manhã 30 minutos antes do café da manhã), pois isso resulta em uma biodisponibilidade significativamente melhor, conforme observado em outubro de 2019 pela revista científica da Universidade de Basel (Suíça). [email protected].

AlergiaAntialérgicos. À noite
Recomenda-se tomar os antialérgicos e, sobretudo, os anti-histamínicos, à noite. Esses medicamentos podem levar à sonolência, o que aumenta o risco de acidentes. Uma administração noturna, por exemplo, para combater a renite alérgica, possibilita igualmente fortalecer os efeitos do medicamento no início da manhã. Com efeito, os sintomas da renite alérgica são mais intensos pela manhã.  É preciso saber que o efeito mais intenso destes antialérgicos é com frequência obtido entre 8 e 12 horas após a sua administração.

Hormônios de crescimento. À noite
Como este hormônio é natural e principalmente produzido durante a noite, a administração noturna é a mais indicada. O objetivo é similar ao caso dos corticóides (ver acima), ou seja, alcançar uma aproximação do ciclo circadiano natural.

Aspirina. À noite
Para evitar eventuais efeitos colaterais afetando o trato digestivo, a aspirina deve ser preferencialmente ingerida à noite e, se possível no momento da refeição.

Estatinas. Ante de se deitar
Muito utilizados pela população, aconselha-se a administração desses medicamentos à noite, antes de o indivíduo ir se deitar. A razão deriva do fato de o fígado produzir muito mais colesterol neste período que durante a tarde. Sabe-se que as estatinas possibilitam reduzir o colesterol ruim (LDL) no sangue.

Tratamento tuberculoseAntibióticos. Variável
Determinadas classes de antibióticos, tais como os macrólidos, a fosfomicina ou a cefalexina são melhor absorvidos quando administrados em momentos distantes de uma refeição. Em contrapartida, uma molécula como a amoxicilina deve preferencialmente ser ingerida no momento da refeição. Em relação aos antibióticos, sempre consulte o seu médico ou farmacêutico.

Antiácidos. Após a refeição, se possível à noite
Os antiácidos são frequentemente administrados duas horas após a refeição. Em geral, os medicamentos contra as úlceras são tomados uma hora após a refeição.
Tomar esses medicamentos após a refeição ou logo antes de ir dormir é uma boa ideia, pois o estômago produz um volume considerável de ácidos gástricos entre às 22:00 e às 2:00 da madrugada.

Atenção, os antiácidos podem apresentar interações com outros medicamentos, tais como o ferro e determinados antibióticos (por exemplo, a tetraciclina). É preciso deixar um intervalo de no mínimo duas horas entre a administração de antiácidos e aquela de outros medicamentos com risco de interação, como o ferro.

Anti-inflamatórios. Em geral no momento da refeição
Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINS) muito utilizados, tais como o ibuprofeno, são com frequência melhor tolerados quando ingeridos no momento de uma refeição. Os AINS podem causar distúrbios digestivos como as úlceras.

Por Xavier Gruffat (farmacêutico). Artigo atualizado em 03.12.2019. Fotos: Fotolia.com & Criasaude.com.br