LONDRES – Comer mais fibras reduz o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), apenas 7g ou mais (cerca de 25g recomendado) de fibra por dia reduziria o risco em 7%. Você pode obter 7g de fibra alimentar, por exemplo, comendo um prato de massa com 2 porções de frutas ou vegetais. Este estudo foi realizado por Diane Threapleton da Universidade de Leeds (Reino Unido) e publicado na revista Stroke em 2013.
No passado, os estudos demonstraram que as fibras alimentares solúveis ou insolúveis ajudam a reduzir o nível de colesterol e a controlar a pressão sanguínea, dois fatores de risco importantes de AVC. Lembre-se que esta doença cerebral pode levar a graves complicações e, em alguns casos, causar a morte do paciente.
Neste estudo, os pesquisadores britânicos analisaram dados de oito estudos científicos publicados entre 1990 e 2012, levando em conta os dois principais tipos ou situações de AVC, ou seja, hemorragia cerebral e isquemia (de uma artéria cerebral).
O resultado demonstrou que a ingestão de 7g ou mais de fibra alimentar por dia reduz em 7% o risco de sofrer um AVC.
Sabemos que a Associação Americana de Cardiologistas (em inglês: American Heart Association) recomenda o consumo de pelo menos 25g de fibra alimentar por dia, outras organizações norte-americanas, incluindo a de nutrição, também recomenda a mesma porção por dia. Você pode obter este quantidade consumindo, por exemplo, de 6 a 8 porções de grãos e 8 a 10 porções de frutas e legumes todos os dias. Saiba que a fibra alimentar só pode vir de alimentos vegetais, alimentos como a carne, peixe e produtos lácteos não contêm fibras alimentares. Entendemos por isso que uma dieta balanceada é essencial
A pesquisadora Threapleton, reconhece que a maioria das pessoas não ingere a dose diária recomendada de fibras, enquanto que um simples aumento pode contribuir significativamente para a redução do risco de AVC.
BRASÍLIA – O consumo de leite com presença de formol não é seguro para a saúde humana. É o que aponta informe técnico divulgado pela Anvisa, nesta quinta-feira (9/5), em decorrência da Operação Leite Compensado, deflagrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério Público do Rio Grande do Sul, que investiga a adulteração de leite nas cidades de Ibirubá, Guaporé e Horizontina, no referido estado.
O formol ou formaldeído é toxico se ingerido, inalado ou se tiver contato com a pele e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) desde junho de 2004. Os tipos de câncer associados à exposição crônica ao formol são os de nasofaringe, nasossinusal e leucemia. “Mesmo em pequenas concentrações, o formol representa um risco à saúde, pois a substância não possui uma dose segura de exposição”, afirma Denise Resende, Gerente-Geral de Alimentos da Anvisa.
Por outro lado, o informe técnico apontou que a ureia, em doses razoáveis, causa pouca ou nenhuma toxicidade para seres humanos. “A ureia não é considerada uma substância de preocupação para a saúde humana, mas é usada para mascarar a quantidade de proteína no leite”, explica Denise.
Leite adulterado
Segundo o Ministério da Agricultura, as indústrias produtoras do leite UHT adulterado foram submetidas ao Regime Especial de Fiscalização e estão impedidas de comercializar os produtos. A proibição é valida até que um plano de medidas corretivas seja aprovado e que três amostras consecutivas apresentem resultados laboratoriais dentro dos padrões.
Além disso, o Ministério realizou o recall de todos os lotes de leite que apresentaram problemas, não restando produtos adulterados no comércio.
Competências De acordo com a Lei 1.283/50, o Ministério da Agricultura é o órgão responsável pela fiscalização da fabricação de produtos de origem animal, incluindo o leite. Compete aos órgãos de vigilância sanitária a fiscalização desses produtos no mercado varejista. Como o leite adulterado já foi retirado do comércio, no momento, não serão adotadas ações sanitárias complementares.
De qualquer forma, a Anvisa recomenda aos consumidores que caso disponham desses lotes em suas residências, que os mesmos não sejam consumidos, por haver risco à saúde.
WASHINGTON – Uma proteína no leite materno reduz significativamente a resistência aos antibióticos desenvolvidos por alguns patógenos causadores de pneumonias graves e outras infecções difíceis de tratar. Isto é o que revela um estudo publicado quarta-feira na revista americana “PLoS ONE”.
Esta descoberta é promissora para os hospitais. Eles são muitas vezes confrontados com o problema dos “superbactérias” resistentes a antibióticos, tais como o Staphylococcus aureusresistente à meticilina(SARM), responsável por um grande número de infecções hospitalares.
Experiências conduzida em culturas de laboratório e em animais demonstraram que esta proteína, chamada “Human Alpha-lactalbumine made lethal to tumor cell”, ou HAMLET (alfa-lactalbumina humana letal a células tumorais, em português), aumenta a sensibilidade de bactérias a múltiplos antibióticos, como a penicilina e a eritromicina.
Os efeitos foram tão pronunciadas que as bactérias resistentes incluindo a penicilina, como estreptococo da pneumonia e a SARM, recuperaram a sensibilidade a estes antibióticos a que tinham resistência anteriormente, explicam os pesquisadores, cujo Anders Hakansson, professor adjunto de microbiologia na Universidade de Buffalo, um dos três co-autores desta pesquisa.
HAMLET “tem o potencial de reduzir a concentração de antibiótico necessária para combater infecções e nos permite usar os antibióticos mais comuns contra patógenos resistentes”, disse Anders Hakansson.
Utilização orientada contra tumores
As bactérias parecem ter grande dificuldade em desenvolver resistência à HAMLET. Elas morrem em grande número, mesmo depois de terem sido expostas a esta proteína por muitas gerações, acrescentou.
“Ao contrário dos tratamentos sintéticos, HAMLET é uma substância que se forma naturalmente no leite humano e não tem efeitos colaterais tóxicos, que frequentemente são observados com antibióticos muito fortes necessários para matar agentes patogênicos multirresistentes” observa o pesquisador.
A HAMLET também foi pesquisado para a sua utilização direcionada contra tumores cancerígenos, especialmente aqueles resistentes a outros tipos de quimioterapia.
BRASÍLIA – A expansão de parcerias no campo dos medicamentos, insumos, vacinas e a inovação tecnológica pontuaram em Tel Aviv, nesta quinta-feira (2), as atividades da comitiva do Ministério da Saúde que está em Israel para expandir a cooperação econômica com o Brasil. Israel é hoje considerado o país com o maior volume per capita aplicado em desenvolvimento e inovação, e referência no desenvolvimento de medicamentos biológicos. Para discutir o assunto, o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, reuniu-se com o ministro da Economia, Naftali Bennett, e com a ministra da Saúde de Israel, Yael German.
O mercado de quase 200 milhões de brasileiros é o chamariz para novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) no país. É por intermédio delas que o Ministério da Saúde vem adquirindo mais medicamentos a custo reduzido e, ao mesmo tempo, obtém a transferência de tecnologia internacional para laboratórios do Brasil. Hoje há 64 parcerias já constituídas e envolvendo laboratórios públicos e privados. Juntas, elas representarão por ano uma economia de R 170 milhões em uma planta fabril no Ceará para a produção do medicamento no Brasil. A tecnologia do país do Oriente Médio ganha em competividade pelo baixo-custo dos processos produtivos, alto rendimento e risco zero de contaminação viral.
“Os medicamentos biológicos representam hoje 4% do que o Ministério da Saúde compra, mas ao mesmo tempo 40% do orçamento do ministério para compra de medicamentos. São produtos extremamente caros”, ponderou Padilha. “Então, a ideia é de aproveitar a janela de vencimento próximo de patentes de medicamentos para colocar no Brasil uma alternativa como essa, que garante acesso a produtos de alta tecnologia com menores custos”.
A previsão é de que no segundo semestre o medicamento já esteja disponível para os pacientes brasileiros no âmbito da parceria. A economia para os cofres públicos, somente nesta PDP, é de mais de R 4 bilhões pelo governo brasileiro na inovação tecnológica também foi apresentado. É um projeto que articula financiamento e poder de compra do Ministério da Saúde para o desenvolvimento nacional.
O foco da interação se voltou para estimular a contribuição da TEVA na produção de princípios ativos no Brasil, em parceria com instituições nacionais. A ação visa reduzir o déficit comercial brasileiro, que hoje está em US$ 5 bilhões/ano somente com esse segmento produtivo.
GRANDES EVENTOS – No encontro da comitiva com a ministra da Saúde de Israel, outro destaque foi a preparação do Brasil para eventos futuros, como a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016. A comitiva visitou o Centro de Simulação de Israel, onde mais de 6 mil pessoas já foram treinadas para agir em situações de risco ou crise. O ministro Padilha prevê que esse tipo de treinamento possa ser aplicado com equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e nas urgências e emergências de hospitais.
Com vistas a essa preparação, a Força Nacional do SUS já capacitou 300 profissionais em 2012 e mais 1.000 serão capacitados em 2013 para atuar em grandes eventos, situações de calamidade, desastres e desassistência. O Ministério da Saúde ainda dispõe de um plano de capacitação, executado com o apoio dos hospitais de excelência. A primeira aplicação será na Copa das Confederações, este ano.
Ainda é prevista a capacitação de 1.600 médicos e enfermeiros nas diretrizes do Protocolo de Atendimento Hospitalar em IAM (Infarto Agudo do Miocárdio), AVC e Trauma, e treinamento de 4 mil médicos e enfermeiros no atendimento de emergências cardiovasculares. Já foram capacitados 1.763 profissionais e outros 2.493 estão em treinamento.
Também participam da missão a Israel o chefe Assessoria Internacional do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, e o assessor da presidência da Anvisa, Ivo Bucaresky.
Com a aproximação dos cinquentas anos, você de repente ganha peso nos lugares errados? Você não está sozinha, não se preocupe! Todas as mulheres temem amenopausa, incluindo a sua influência sobre a silueta. Coxas com culote, barriga inchada, quadril com suas belas curvas ampliadas um pouco mais do que o desejado… Em antecipação destas alterações morfológicas e para controlá-las melhor, adote bons hábitos… no momento certo.
Desde a pré-menopausa, sua situação hormonal começa a mudar. Redução de estrogênio e menos progesterona: você vai sofrer de retenção de água e sal, assim como uma distribuição pouco vantajosa da gordura corporal. De fato, “após 50 anos, o índice de massa corporal (IMC)aumenta. As causas são muitas: diminuição dos gastos de energia, aumento da ingestão calórica, redistribuição da massa corporal”, indica o Colégio Nacional Francês de Ginecologistas e Obstetras.
Não entre em pânico! Tratamentos baseados em progestágenos podem contrabalancear o efeito do estrogênio. E se você seguir um estilo de vida saudável, estes efeitos indesejáveis irão, se não eliminados, pelo menos diminuir.
O que é educação alimentar?
Sem obrigá-la a uma dieta rigorosa, mantenha uma boa educação alimentar: evite alimentos gordurosos e açucarados (um conselho também válido para todas as idades) e prefera as proteínas. Priorize o peixe – que é uma excelente fonte – e não se esqueça que os laticínios além de proteínas e cálcio, eles também fornecem os lipídios …. Mais importante, coma salada e verduras sem moderação.
Finalmente, algumas plantas podem ser um complemento alimentar. A bardana e o videira vermelha são conhecidas por favorecer a eliminação de resíduos e água. Esta última também é conhecido por seu papel de tônico venoso. Outros, como a palma (Opuntia ficus-indica) e o guaraná, ainda ajudam o corpo a queimar gordura.
BRASÍLIA – Balanço parcial do Ministério da Saúde mostra que 5.585.779 brasileiros, o equivalente a 17,5% do público-alvo (39,2 milhões de pessoas), já foram imunizados contra a gripe na primeira semana de campanha. Os números – fornecidos pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde – foram apurados até as 12 horas deste sábado (20), o Dia D de Mobilização, com 65 mil postos funcionando. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 31,3 milhões de pessoas, o que equivale a 80% do público-alvo.
“A vacina é segura e é a principal arma para a gente reduzir as complicações, casos graves e óbitos da gripe. Eu mesmo como ministro da saúde tomei a vacina hoje, mais cedo”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que neste sábado este nos estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul para a mobilização para vacinação contra a influenza. “Ano passado, o Brasil foi o único país da nossa extensão, do nosso tamanho, que chegou a 80% de cobertura dos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Nós queremos superar e vacinar ainda mais. E queremos chamar atenção para as grávidas e também para aquelas que estão até 45 dias pós-parto, o chamado puerpério. É muito importante se vacinar para não correr risco por complicações da gripe e nem levar complicações para o seu bebê”, alertou Padilha.
O público-alvo é formado por pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, além dos doentes crônicos, que este ano terão o acesso ampliado a todos os postos de saúde e não apenas aos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs). Para quem ainda não conseguiu se vacinar, a campanha segue até a próxima sexta-feira (26) em todos os estados brasileiros.
BALANÇO PARCIAL – Já foram vacinadas 599 mil de crianças, o que corresponde a 13,71% deste público-alvo. Mais de 432 mil trabalhadores de saúde também foram vacinados, atingindo uma cobertura vacinal de 12,67%. Procuraram ainda postos de saúde 301 mil gestantes, correspondendo a 13,81 % do total de futuras mães. Entre os idosos, 3,5 milhões já receberam a dose da vacina contra a gripe, resultando em uma cobertura vacinal de 16,8% do total.
A população indígena recebeu 59,8 mil doses da vacina, o que corresponde a 9,94% dos povos indígenas. Neste público, a vacinação ocorre nas aldeias onde eles vivem. Trata-se de uma população que habita em áreas remotas, de difícil acesso, e, por isso, os dados só são inseridos no sistema de informações depois que as equipes retornam das aldeias.
Também foram vacinadas 68,8 mil mulheres que deram à luz há menos de 45 dias, o que representa 19,18% do total. Ainda foram imunizados 665 mil doentes crônicos e aplicadas 14 mil doses na população privada de liberdade.
EFICÁCIA – Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os idosos, pode reduzir o risco de pneumonia em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% a 68%, respectivamente.
A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da OMS, e é respaldada por estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.
PRESCRIÇÃO – Os doentes crônicos precisam apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS, deverão se dirigir aos postos em que estão cadastrados para receberem a vacina. Se na unidade de saúde onde são atendidos regularmente não existir um posto de vacinação, os pacientes devem solicitar prescrição médica na próxima consulta.
LAUSANNE – A equipe do CHUV, hospital universitário em Lausanne na Suíça , em conjunto com colegas norte-americanos, desenvolveu uma nova terapia contra o câncer de ovário. Este tratamento personalizado, combinado com a quimioterapia, pode estabilizar a doença durante meses ou anos.
O câncer de ovário em estágio avançado proporciona poucas chances a suas vítimas. A maioria tem uma recaída dentro de dois anos e morrem dentro de cinco anos, indicou quarta-feira (17/04) o Centro Hospitalar Universitário Vaudois (CHUV) em um comunicado.
Chefe do Departamento de Oncologia do CHUV desde o ano passado, o Dr. George Coukos é um dos especialistas mundiais em câncer de ovário. Com uma equipe da Universidade da Pensilvânia (EUA), onde ele já trabalhou, ele desenvolveu uma vacina derivada das próprias células dendríticas do paciente e uma imunoterapia em duas etapas, que revelou a sua eficácia em três quartos das mulheres que puderam se beneficiar.
Em um grupo de 31 mulheres, a vacina apenas ajudou a estabilizar ou pelo menos retardar a progressão da doença em 20 pacientes. Em um subgrupo, 11 mulheres foram testadas adicionalmente a uma segunda etapa de tratamento e foi observado em 8 dessas mulheres, a redução ou, pelo menos, estabilização de seus tumores.
Vacina bem tolerada
As células dendríticas são as células do sistema imunológico capazes de identificar potenciais inimigos e de transmitir essas informações para os linfócitos T que podem eliminá-los.
Com sua colega Lana Kandalaft, o Prof. Coukos pode manter vivas as células tumorais de pacientes após a cirurgia e isolar as células dendríticas. Estas células foram expostas aos antígenos do tumor e depois reinjetados aos nódulos linfáticos de pacientes, ao longo de um período de três meses e em combinação com um medicamento utilizado na quimioterapia.
Bem tolerada, esta nova vacina pode provocar uma resposta adequada das células T contra múltiplos antígenos da doença. Na segunda etapa do tratamento, os pesquisadores removeram as células T para reinjetar no corpo de pacientes depois de terem estimulado e desenvolvido no laboratório para aumentar a resposta imunitária contra o tumor.
Remissão completa
Uma experiência bem sucedida, na medida em que os linfócitos tinham sido “educados” pelas células dendríticas para atacar as células do tumor.
Dos 11 participantes da segunda etapa do tratamento, capaz de expandir ainda mais a resposta imune contra o alvo de certos antígenos, sete tiveram sua doença estabilizada. Para um participante pode-se até mesmo falar de remissão completa.
Na luta contra o câncer, vacinas capazes de educar o sistema imunológico vão desempenhar um papel fundamental, estima o Prof. Coukos, citado no comunicado. Tal abordagem, combinada com a quimioterapia, pode dominar certos mecanismos fundamentais usados pelo câncer para se propagar pelo corpo. Este trabalho foi parcialmente publicado na revista “OncoImmunology”.
BRASÍLIA – Pessoas com idade acima de 60 anos têm 12 vezes mais risco de morrer pordengue do que as de outras faixas etárias. Do total de óbitos registrados nos primeiros três meses deste ano (132), 42% foram de integrantes deste grupo, segundo levantamento do Ministério da Saúde. Devido a esta vulnerabilidade, o Ministério da Saúde alerta aos idosos a procurarem os serviços de saúde assim que surgirem os primeiros sinais da doença.
“As causas desta condição de risco não estão completamente esclarecidas, mas podem estar relacionadas com a maior prevalência, nesta faixa etária, de doenças crônicas, como cardíacas, diabetes, entre outras”, observa o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
Os sintomas mais comuns da dengue são febre, dor de cabeça – algumas vezes mais localizada no fundo dos olhos – e dores nas articulações. “Se a pessoa com a doença apresentar dores abdominais e vômitos persistentes, deve buscar imediatamente um serviço de saúde porque estes são sinais de agravamento. Também é fundamental não tomar remédio que tenha em sua composição o Ácido Acetil Salicílico (AAS, aspirina e outros) e se hidratar com água, sucos e água de coco”, aconselha Jarbas Barbosa.
Estas recomendações foram reforçadas pelo secretário durante videoconferência realizada nesta terça-feira (9), em Brasília, com representantes das secretarias estaduais das Regiões Nordeste e Sudeste, além do Paraná e Distrito Federal. Também participaram representantes das secretarias municipais de saúde de Maceió, São Luís, João Pessoa e Sergipe.
Durante o evento, o secretário Jarbas também alertou as autoridades para a necessidade de monitoramento da situação epidemiológica e reforço da preparação dos serviços de saúde, inclusive dos pequenos municípios, para evitar os casos graves e os óbitos, com a utilização do protocolo de tratamento elaborado pelo Ministério da Saúde.
Além disso, foi enfatizada a necessidade de que as secretarias estaduais também reforcem, junto aos prefeitos, a necessidade de intensificar as ações de mobilização comunitária visando à eliminação dos focos intradomiciliares; o trabalho dos agentes municipais de controle de endemias e, ainda, as ações de limpeza urbana e de fiscalização de borracharias, ferros-velhos e outros locais com possibilidade multiplicação dos criadouros do mosquito transmissor da doença.
Segundo o secretário, o trabalho dos prefeitos de execução das ações de combate à dengue, é fundamental para se evitar as epidemias, os casos graves e os óbitos. “A combinação do trabalho preventivo de cada família com as ações do Poder Público, é capaz de reduzir a população do Aedes aegypti. As pessoas devem redobrar os cuidados em suas casas, verificando a caixa d´água, vasilhames para o armazenamento de água, calhas, lixo e outros recipientes que acumulam água, como pratos de vasos para plantas, entre outros”, afirmou o secretário.
Nos três primeiros meses deste ano, 11 estados brasileiros apresentaram alta incidência de dengue e concentraram 74,5% dos casos notificados ao Ministério da Saúde. De 1º de janeiro a 30 de março, os estados de Rondônia,Acre, Amazonas, Tocantins, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiásregistraram índices que vão de 304.9 até 3.105 casos por 100 mil habitantes. O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (até 100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta (acima de 300). A média nacional é de 368.2 casos/100 mil habitantes.
Em números absolutos, os 11 estados registraram 532.107 casos suspeitos, o equivalente a 74,5% do total das notificações em todo o país, ou seja, 714.226. Do total de casos suspeitos notificados neste ano, 83.768 já foram descartados. Vale destacar que as notificações em 2013 ainda são consideradas suspeitas, podendo ser descartados ou confirmados após a investigação pelas secretarias municipais de saúde. No ano passado, no mesmo período (1º de janeiro a 30 de março), foram 190.294 notificações. Em 2011, os casos notificados foram 344.715 e, em 2010, de 501.806.
Embora o Brasil contabilize aumento nos casos suspeitos, foi registrada redução de 5% dos casos graves, se comparado ao mesmo período de 2012. No ano passado, ocorreram 1.488 casos graves e, neste ano, foram confirmados 1.417. Já no mesmo período de 2011, a redução foi 74% (5.361) e, em comparação com 2010, foi de 82% (7.804). Com relação aos óbitos, foram confirmados 132 (entre 1º de janeiro a 30 de março) de 2013. Em 2012, foram 117 óbitos; 236 (2011) e 306 (2010), no mesmo período.
Nos últimos anos, o Ministério da Saúde destinou aos estados e municípios, de forma permanente, recursos para o financiamento das ações de vigilância, o que inclui o controle da dengue: R 1,34 bilhão em 2011; e R 173,3 milhões, efetuado em dezembro de 2012, para ações de qualificação das atividades de prevenção e controle da dengue, visando prevenir a intensificação da transmissão que sempre ocorre no verão. Em 2011, foram R$ 92,8 milhões para 1.159 municípios.
O Ministério da Saúde também desenvolveu outras ações – como o aprimoramento da capacidade de alerta e resposta à dengue, por meio dos sistemas de vigilância e monitoramento dos municípios para detecção precoce de surtos – revisão e atualização dos planos de contingência e compra de estoque estratégico para apoio ao atendimento às vitimas nos estados e municípios. Foram enviados aos estados e municípios 240 mil frascos de soro fisiológico, 300 mil envelopes de sais de reidratação oral, 30 mil frascos de do medicamento Paracetamol gotas e 487.500 em comprimidos. Também foram adquiridos e distribuídos aos gestores locais estoque estratégico de inseticidas e larvicidas para controle do mosquito transmissor: 2.500 toneladas de larvicidas, 350 mil litros de inseticidas, 60 mil litros de solventes de inseticidas.
Em novembro do ano passado, o Ministério da Saúde lançou campanha de mobilização contra a dengue e intensificou a sua divulgação durante todo o período de maior ocorrência da dengue em 2013. Também foi oferecido aos profissionais de saúde ensino a distância em manejo clínico do paciente com dengue, por intermédio de curso promovido pela UNASUS, conhecido como Dengue em 15 minutos. Além disso, as secretarias de Atenção à Saúde e de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, vem prestando assistência técnica para organização da rede de serviços de saúde ao atendimento dos pacientes com a doença e apoio às atividades de prevenção e investigação dos óbitos suspeitos de dengue.
WASHINGTON – Uma variedade de um gene desempenha um papel menor entre os brancos quase dobra o risco de desenvolver a doença de Alzheimer em afro-americanos. Isto é revelado em um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.
“O gene ABCA7 revela um risco genético para doença de Alzheimer entre afro-americanos”, disse o Dr. Richard Mayeux, professor de neurologia na Faculdade de Medicina de Columbia, em Nova York, principal autor do trabalho.
“Até agora, os dados genéticos sobre Alzheimer neste grupo populacional foram muito limitados”, diz ele.
Este gene está envolvido na produção de colesterol e de lipídios, o que pode, portanto, significar que os desequilíbrios do metabolismo de gordura pode ser um fator que favorece mais o aparecimento da doença de Alzheimer em afro-americanos do que em brancos, revela os investigadores.
Na medida em que os desequilíbrios nos níveis de colesterol e de gordura são mais frequentes entre os afro-americanos, os tratamentos contra o colesterol podem reduzir o risco da doença de Alzheimer ou retardar o aparecimento da doença nesta população.
Este estudo incidiu sobre cerca de 6.000 negros e a doença de Alzheimer foi diagnosticada em cerca de 2000 deles. Os afro- americanos são mais afetadas com a forma tardia de Alzheimer do que os brancos, 90% de todos os casos de doença de Alzheimer – que afeta cerca de cinco milhões de americanos acima de 65 anos – ocorrem com mais de 80 anos.
WASHINGTON – Pessoas com 65 anos ou mais com níveis de ômega-3 no sangue mais elevados vivem em média 2,2 anos a mais do que aqueles com níveis mais baixos, revela pesquisa. Esses ácidos graxos podem ser encontrados principalmente em certos peixes como o salmão.
Alguns idosos podem, portanto, reduzir o risco de mortalidade por qualquer causa em 27% e cerca de 35% quando falamos em mortes causadas por doença cardiovascular, estimam os pesquisadores de universidades americanas de Harvard (Massachusetts) e do Estado de Washington.
“O consumo de peixes ricos em ácidos graxos tem sido considerada como um alimento saudável, mas pouca pesquisa já haviam avaliado os efeitos benéficos do ômega-3 para a saúde de adultos mais velhos”, explica o Dr. Dariush Mozaffaris, professor adjunto de epidemiologia da faculdade de saúde pública da universidade de Harvard, coautor do estudo.
“Os resultados deste estudo confirmam a importância de níveis adequados de ômega-3 no sangue para a saúde cardiovascular e sugere que, mais tarde na vida, esses benefícios podem realmente aumentar o número de anos restantes de vida”, acrescenta.
Estudo de longo prazo
Os pesquisadores analisaram 16 anos de estatísticas, que envolveram cerca de 2.700 adultos com 65 anos ou mais nos Estados Unidos, os quais participaram de um estudo de longo prazo sobre a saúde cardiovascular, conduzido pelos Institutos Nacionais de Saúde.
Os participantes vieram de três estados (Carolina do Norte, Maryland e Pensilvânia) e que estavam geralmente em bom estado de saúde no início da pesquisa.
Os autores deste estudo procuraram esclarecer os efeitos dos ácidos graxos ômega-3 sobre a saúde, examinando biomarcadores no sangue de adultos que não tomavam suplementos de ômega-3 provenientes de óleo de peixe. Eles foram capazes de avaliar os potenciais efeitos do consumo regular de peixe sobre múltiplas causas de morte.
O estudo foi publicado na versão on-line do “Annals of Internal Medicine” em 1 de abril de 2013.