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Uma criança submete-se a um transplante de pulmão após uma intensa batalha

Uma criança submete-se a um transplante de pulmão após uma intensa batalhaWASHINGTON – Uma menina americana de 10 anos, Sarah Murnaghan, gravemente doente com fibrose cística, passou por um transplante de pulmão quarta-feira após uma batalha muito divulgada para entrar na lista de espera dos adultos, indicou sua mãe.

“Nós temos o prazer de anunciar que a Sarah saiu da sala de cirurgia. Seus médicos estão satisfeitos com o progresso que ocorreu durante a operação e estão confiantes em sua recuperação”, anunciou Janet Ruddock Murnaghan.

A operação ocorreu muito bem. “Os cirurgiões não encontraram dificuldades para enxertar os pulmões do doador”, disse a mãe da criança doente.

Sarah, que fará 11 anos em agosto, sofre de fibrose cística, uma doença genética incurável que afeta as vias respiratórias e que o agravamento de seu estado deu-lhe apenas algumas semanas de vida sem um transplante, uma intervenção complexa e rara de várias horas.

Ela estava no topo da lista de espera para menos de 12 anos, onde as doações de órgãos são muito mais raras do que para adultos. Seus pais moveram céu e terra para que ela pudesse ser colocada na lista dos adultos.

Vários parlamentares da Pensilvânia, onde ela mora e está internada, foram movidos pela situação. Eles se mobilizaram pedindo para que a secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, permitisse uma exceção para Sarah mudar para a lista de mais de 12 anos.

Mas ela recusou-se a suspender a regra estabelecida pelos médicos do comitê gestor de transplantes nos Estados Unidos, alegando motivos de saúde e justiça perante as outras crianças na mesma situação.

A Sra. Sibelius explicou que “as regras existem e são regularmente reavaliadas porque a pior coisa seria, em minha opinião, um indivíduo pode escolher quem vive e quem morre”.

Em 5 de junho, um juiz ordenou que Sarah fosse transferida para a lista de espera de transplante de pulmão adulto depois de seus pais entrarem com uma ação judicial alegando que o sistema de acesso aos órgãos era discriminatório para sua filha.

O transplante de um órgão adulto em crianças pequenas é bastante raro, com apenas um caso nos Estados Unidos desde 2007.

Na segunda-feira (10), a agência dos EUA que administra a coleta e distribuição de órgãos (Organ Procurement and Transplantation Network) concordou em amolecer sua política a respeito de candidatos a transplante com menos de 12 anos de idade.

Em 10 de junho, haviam 1.659 pessoas esperando por um transplante de pulmão nos Estados Unidos, dos quais 30 são menores de 10 anos. Cerca de 70 mil pessoas sofrem de fibrose cística no mundo. A expectativa de vida média é por volta dos trinta anos.

Criasaude.com.br, junho 17 de 2013 – Fotolia.com

Ministério da saúde dobra investimento em projetos de produção de plantas medicinais

Ministério da saúde dobra investimento em projetos de produção de plantas medicinaisBRASÍLIA – Ministério da Saúde dobrou este ano o orçamento destinado para projetos de estruturação de Arranjos Produtivos Locais (APLs) sobre plantas medicinais e fitoterápicos. A pasta tem R 1 milhão, destinado para compra de equipamentos, materiais permanentes e de consumo e, ainda, contratação de pessoal e serviços. No ano passado, R$ 6,7 milhões foram repassados para 12 propostas escolhidas.

Atualmente, 12 fitoterápicos pertencem a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) e são financiados pelo Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Porém, estados e municípios têm autonomia para fornecer fitoterápicos que expandem esta lista. Os projetos inscritos podem abordar fitoterápicos que expandem a lista do ministério.

A iniciativa tem o propósito de ampliar as opções terapêuticas ao garantir à população o acesso a plantas medicinais e fitoterápicos, fortalecendo o complexo produtivo e o uso sustentável da biodiversidade. “Queremos ampliar o acesso a plantas medicinais e fitoterápicos dando total suporte aos estados e municípios, fortalecendo a cadeia produtiva através da estruturação dos APLs e valorizando o uso sustentável da biodiversidade brasileira”, destacou o Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Dr. Carlos Gadelha.

Ministério da saúde dobra investimento em projetos de produção de plantas medicinais

Para participar da seleção, as secretarias de saúde estaduais e municipais devem preencher a ficha de inscrição no site www.saude.gov.br/fitoterapicos.

Os usuários do SUS têm acesso aos fitoterápicos financiados com recursos da União, de Estados e Municípios desde 2007. O Governo Federal criou o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos em 2008 para garantir à população o acesso seguro e o uso racional a plantas medicinais e aos fitoterápicos.

Fonte: Ministério da Saúde, 16.06.2013

Índia: vinagre para detectar o câncer do colo do útero

Índia: vinagre para detectar o câncer do colo do úteroCHICAGO – Uma técnica simples e barata de detectar o câncer do colo do útero com vinagre, pode salvar milhares de vidas de mulheres em países pobres, de acordo com um grande ensaio clínico na Índia. Os resultados foram apresentados domingo(08/06) nos Estados Unidos.

Este estudo foi realizado durante quinze anos com 150 mil mulheres indianas entre 35 a 64 anos, indicando uma redução de 31% na mortalidade decorrente do câncer do colo do útero graças a este exame, afirmaram os pesquisadores em uma apresentação na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).

Eles acreditam que este simples teste pode salvar 22.000 vidas por ano na Índia e 73 mil vidas em outros países de baixa renda. Nesses países, há pouco ou nenhum acesso ao exame de Papanicolau, o procedimento usual de detecção desse tipo de câncer em todo o mundo industrializado.

O método de detecção visual de teste de câncer uterino na Índia é de alcance a todos utilizando o vinagre, gaze e uma lâmpada halógena. Ele requer um treinamento mínimo de enfermeiras ou trabalhadores médicos qualificados.

“Nós esperamos que os resultados deste estudo tenham um impacto significativo na redução da incidência de câncer do colo do útero na Índia e no mundo”, declara o Dr. Surendra Srinivas Shastri, professor de oncologia preventiva na Tata Memorial Hospital de Bombaim, principal autor do estudo.

“Nós já estamos trabalhando com as autoridades de saúde estaduais e de nível nacional na Índia para fazer esta técnica de triagem e educação médica acessível a todas as mulheres do país”, disse o oncologista.

O câncer de útero evitável

As 150 mil mulheres recrutadas para este estudo não tinham histórico de câncer de útero. A metade passou por exames bienais com o vinagre e a outra metade nenhum teste, que é o normal na Índia.

A incidência de câncer de útero foi similar em ambos os grupos, 26,5 por 100 mil entre aqueles que estão sendo selecionados e 26,7 por 100.000 entre outros. Mas o teste permitiu uma redução de 31% na taxa de mortalidade.

O câncer de colo do útero é evitável. Ele é responsável por 275 mil mortes por ano em todo o mundo, 80% são registrados em países em desenvolvimento.

Veja também: Câncer do colo do útero

Criasaude.com.br; 10 de junho de  2013 – kmiragaya – Fotolia.com

Campanha de vacinação começa em todo o brasil

Campanha de vacinação começa em todo o brasilBRASÍLIA – A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite começou neste sábado (8) com o Dia D de Mobilização em todos os estados e no Distrito Federal. Cerca de 115 mil postos de vacinação, permanentes ou móveis, entraram em funcionamento. A meta da campanha é vacinar 95% dos 12,9 milhões de crianças de 6 meses a menores de 5 anos que existem no país até 21 de junho – ou seja, 12,2 milhões de crianças.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do Dia D em São Paulo, no posto de vacinação montado no Centro Educacional Unificado (CEU) Meninos, em Heliópolis. No local, os palhaços Patati Patatá e o Zé Gotinha, mascote da campanha, animaram a mobilização. “Esta é aquela hora de pais e mães aproveitarem a oportunidade para manter as nossas crianças protegidas”, reforçou o ministro. “Este ano é o primeiro no qual vai acontecer de forma plena a estratégia combinada entre a vacina injetável (no 2º mês e no 4º mês de vida) e o começo da vacina oral a partir do 6º mês de idade”.

Além das unidades permanentes de vacinação, postos móveis foram instalados no Dia D em shopping centers, rodoviárias e escolas, entre outros locais. O CEU Meninos foi um desses pontos de vacinação adaptados. Cerca de 350 mil pessoas se envolveram na campanha em todo o Brasil, com a utilização de 42 mil veículos, entre terrestres, marítimos e fluviais.

O Ministério da Saúde está investindo R 13,7 milhões para a aquisição de 19,4 milhões de doses da vacina oral. “O investimento é maior neste ano porque, além da vacina oral, estamos o ano inteiro com a vacina injetável, que a gente dá para as crianças aos 2 meses e aos 4 meses de idade e também para aquelas crianças que não podem tomar a gotinha. Quem são elas? São por exemplo, as crianças que em algum momento desenvolveram algum tipo de reação à vacina quando tomaram”, acrescenta o ministro.

Campanha de vacinação começa em todo o brasil

ENTENDA A CAMPANHA DESTE ANO – Em 2012, foram vacinadas mais de 14 milhões de crianças no país, o que representou 99% do público alvo. Desde 2012, o Brasil passou a realizar somente uma etapa exclusiva da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, no mês de junho. No ano passado, todas as crianças até cinco anos incompletos participavam.

Já neste ano, o público alvo da campanha são as crianças a partir dos 6 meses, com a vacina oral (VOP), as chamadas gotinhas. Isso porque as menores de 6 meses já estão sendo vacinadas com a injetável (VIP) nos postos de vacinação. Os pais devem levar a caderneta de vacinação dos filhos para que o profissional de saúde possa avaliar a situação vacinal da criança, considerando o esquema sequencial (quadro abaixo).

Calendário básico de vacinação
Esquema sequencial para crianças que iniciam a vacinação contra poliomielite

 Idade Qual a vacina
2 meses Vacina inativada poliomielite – VIP (injetável)
4 meses VIP
6 meses Vacina oral poliomielite (atenuada) – VOP (oral)
15 meses VOP (reforço)

VACINA ORAL – Vale lembrar que não existe tratamento para a poliomielite e somente a prevenção, por meio da vacinação. A vacina protege contra os três sorotipos do poliovírus 1, 2 e 3. A eficácia da imunização é em torno de 90% a 95%. Ela é recomendada mesmo para as crianças que estejam com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia.

A vacina é extremamente segura e não há contraindicações, sendo raríssimas as reações associadas à administração da mesma. Em alguns casos – como, por exemplo, em crianças com infecções agudas, com febre acima de 38ºC ou com hipersensibilidade a algum componente da vacina –, recomenda-se que os pais consultem um médico para avaliar se a vacina deve ser aplicada.

CASOS – O último caso registrado de poliomielite no Brasil foi em 1989, na Paraíba. As ações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) estão voltadas à manutenção do país livre do poliovirus selvagem. Desde 1994, o país mantém o certificado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicação da poliomielite.

De acordo com a OMS, entre os anos de 2011 e 2012, 16 países registraram casos da doença. A maioria é decorrente de importações do poliovirus selvagem de países endêmicos (Afeganistão, Nigéria e Paquistão) ou de países que restabeleceram a transmissão (Angola, Chade e República do Congo). No ano de 2013 (até 22 de maio), foram registrados 32 casos, sendo 8 no Paquistão, 22 na Nigéria e 2 no Afeganistão. Por isso, para evitar a reintrodução do vírus no Brasil, é fundamental a manutenção da vacinação.

Fonte: Ministério da Saúde, 09.06.2013

Brasil reduz taxa de mortalidade infantil

Brasil reduz taxa de mortalidade infantilBRASÍLIA – O Brasil reduziu, mais uma vez, os índices de mortalidade infantil e melhorou quatro posições no ranking do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) de 2010 para 2011. A informação é do relatório Situação Mundial da Infância 2013, lançado nesta semana pela organização internacional. Segundo o relatório, o Brasil diminuiu de 19 para 16 a taxa de mortes por mil crianças menores de 5 anos. Na edição de 2012, com dados de 2010, o Brasil ocupava a 103º posição no ranking onde a primeira posição é ocupada pela pior taxa de mortalidade. Agora, o país está no 107º lugar.

De acordo com o documento, em 1970, cerca de 16,9 milhões de crianças menores de 5 anos morriam a cada ano. Em 2011, foi estimado que 6,9 milhões de crianças morreram antes do seu quinto ano de vida. O relatório também destaca ainda que o Brasil também vem adotando iniciativas de proteção social que incluem transferência monetária diretamente para crianças com deficiência.

Foi citado o programa do governo federal Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) que garante um salário mínimo mensal a idosos a partir de 65 anos e a pessoas com deficiência de qualquer idade com renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo. Destaque também para o BPC na Escola, ação interministerial da Saúde, da Educação, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria de Direitos Humanos em parceria com municípios, estados e o Distrito Federal. O BCP na Escola realiza o acompanhamento e o monitoramento do acesso e da permanência na escola das crianças e dos adolescentes com deficiência, na faixa etária até 18 anos que recebem o benefício.

Brasil reduz taxa de mortalidade infantil

Em 2010, a pesquisa de pareamento de dados entre o Censo Escolar do MEC e o banco de dados do BPC na Escola mostrou que, entre os 409.202 beneficiários com deficiência do BPC que têm até 18 anos, 216.890 (53%) estão na escola. Em 2008, o percentual era de apenas 29%.

Os dados divulgados pela Unicef confirmam os resultados positivos das políticas de saúde pública do Ministério da Saúde voltadas para a família, gestantes e crianças. No Brasil, a taxa de mortalidade infantil vem apresentando tendência constante de queda, com uma redução de 26,6 óbitos infantis por mil nascimentos em 2000 para 16,2 óbitos por mil nascimentos em 2010, o que representa uma diminuição de 39% neste período.

“A ampliação da Atenção Básica, por meio da cobertura das Equipes de Saúde da Família, e da melhoria dos cuidados da assistência às mães e aos bebês, no pré-natal, no parto e nos primeiros momentos após o parto foram decisivos para a redução da mortalidade materna e infantil no país. Essa estratégia vem ganhando, cada vez mais, novos esforços para melhorar a qualidade na assistência ao parto”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

REDE CEGONHA – Através da estratégia Rede Cegonha, lançada em 2011, o Ministério da Saúde vem reforçando as ações para intensificar e qualificar a assistência integral à saúde de mães e filhos, desde o planejamento reprodutivo, passando pela confirmação da gravidez, pré-natal, parto, pós-parto, até o segundo ano de vida do filho. Essas ações têm ajudado a diminuir a mortalidade infantil, neonatal e materna no país.

A estratégia prevê o investimento de R 3,6 bilhões já foram destinados. Atualmente, a estratégia conta com a adesão de 4.983 municípios de 27 Unidades Federativas, atendendo 2,7 milhões de mulheres, ou seja, 96% do total de gestantes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS).

Estratégia Rede Cegonha reforça ações para qualificar a assistência a mães e bebês e contribui para diminuir para a redução da mortalidade materna e infantil no país.

VIVER SEM LIMITE – O governo federal lançou em 2011, o Programa Viver sem Limite – Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência em parceria com outros 15 ministérios. O objetivo do programa é ampliar o acesso e a qualificação do atendimento às pessoas com deficiência temporária ou permanente, progressiva, regressiva, ou estável; de forma intermitente ou contínua no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na organização do cuidado integral em rede. Os investimentos fazem parte do plano Viver Sem Limites, que apenas ano passado investiu R 1,4 bilhão em três anos.

Fonte: Ministério da Saúde, 03.06.2013

Angelina jolie perdeu sua tia, que morreu de câncer de mama

Angelina jolie perdeu sua tia, que morreu de câncer de mamaLOS ANGELES – A tia da estrela de Hollywood Angelina Jolie, que revelou em 15 de maio ter passado por uma cirurgia de remoção dos seios para evitar um risco muito elevado de câncer por causa de um gene defeituoso, morreu em 23 de maio de câncer de mama, de acordo com um site especializado. A mãe da atriz, Marcheline Bertrand, também faleceu devido a um câncer.

Sua irmã Debbie Martin morreu no Hospital de Escondido, Califórnia, com a idade de 61 anos, anunciou seu marido, citado pelo site E! News, especializado em notícias do mundo do cinema.

Angelina Jolie, 37 anos, explicou sua decisão de se submeter a uma mastectomia dupla em um artigo intitulado “A minha escolha médica”, publicado no “New York Times”, na véspera da abertura do Festival de Cinema de Cannes.

Ela disse ter se submetido a esta operação pelos seus filhos, porque havia um risco de 87% de desenvolvimento de câncer de mama e 50% de câncer de ovário, pois ela carrega um gene chamado BRCA1, encontrado na maioria das formas hereditárias de câncer da mama e ovário.

“Eu comecei com as mamas, o risco de câncer de mama é maior do que o risco de câncer de ovário, e a operação é mais complexa”, explicou a atriz. Sua mãe, a atriz Marcheline Bertrand, morreu aos 56 anos de câncer de ovário.

Leia também: Câncer de Mama

Criasaude.com.br, 02 de junho de 2013

Contra a fibromialgia, movimento antes de tudo

Contra a fibromialgia, movimento antes de tudoMédicos canadenses emitiram diretrizes para o tratamento da fibromialgia. Suas recomendações centram-se principalmente em estratégias não farmacológicas, especialmente no uso de exercícios físicos.

Uma definição estabelecida

“A síndrome da fibromialgia é um conjunto de sintomas no qual o principal é a dor crônica (com uma duração superior a três meses), extensa e difusa, contínua, flutuante, aumentando principalmente com os esforços”, define a Alta Autoridade de Saúde (em francês: Haute Autorité de Santé – HAS). “Essa dor singular é acompanhada por fadiga, distúrbios do sono, estados depressivos e ansiedade“.

No Canadá, os médicos das Universidades McGill e Calgary publicaram as primeiras (de seu país) recomendações de boas práticas para a gestão desta condição. Elas são baseadas em “intervenções não-farmacêuticas, tais como exercícios, técnicas de relaxamento, terapia cognitivo-comportamental. Assim como medicamentos adaptados às necessidades individuais dos pacientes”. Os autores explicam que “o objetivo principal é melhorar a qualidade de vida, aliviando os sintomas”. As dores, especialmente.

Mover …

Essas recomendações são semelhantes ao estabelecido na França, pela HAS, que fez um relatório de orientações sobre o assunto em julho de 2010. Como explicou Anne-Françoise Pauchet-Traversat (departamento de doenças crônicas e de acompanhamento de paciente da HAS), “a palavra de ordem  adotada no momento, é a atividade. Devemos promover a retomada ou a continuação gradual da atividade física destes pacientes (…): pelo menos meia hora de atividade física, adaptada, todos os dias”.

Ela acrescenta que “o medicamento não é, necessariamente, a primeira medida a ser tomada. É o médico de clínico que deve decidir, dependendo dos sintomas e seu impacto sobre a vida cotidiana”. Anne-Françoise-Pauchet Traversat salienta, finalmente, a importância de “avaliar regularmente a eficácia de cada tratamento adotado em relação a seus benefícios, efeitos colaterais e seu custo”.

Causas desconhecidas

Lembre-se que em 80% dos casos a fibromialgia afeta as mulheres e 9 de 10 pacientes com menos de 60 anos. Sua prevalência é de 1,4% à 2,2% na população em geral. Em relação a suas causas, elas permanecem desconhecidas. Se você está preocupada(o), fale com o seu médico.

Criasaude.com.br, 27 de maio de 2013.

Fonte: Jornal da Associação Médica Canadense, 6 de maio de 2013 – Relatório de orientações da, HAS Atualidades e Práticas – n º 30 – junho 2011

Ministério anuncia ações para enfrentamento da gripe

Ministério anuncia ações para enfrentamento da gripeBRASÍLIA – O Ministério da Saúde está adotando uma série de medidas para o enfrentamento da influenza deste ano. Além da campanha nacional de vacinação, que imunizou mais de 32 milhões de pessoas e ultrapassou a meta de 80% do público-alvo, diversas ações em curso visam à prevenção e a redução do número de casos e óbitos por agravamento da doença.

As medidas foram anunciadas nesta terça-feira (21) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e abrangem deste a disponibilização de R 30 milhões) vai ampliar a capacidade de internações, com a criação de leitos extras para o tratamento de influenza, de acordo com a necessidade local. A estimativa é de criação de aproximadamente 450 leitos para o tratamento da influenza, distribuídos nos quatro estados, possibilitando 1,8 mil internações por mês.

O montante vai permitir a compra ou locação de cerca de 450 ventiladores respiratórios e 555 monitores cardíacos para equipar leitos de cuidados intermediários ou intensivos. Além disso, deverão ser adquiridos 1.500 oxímetros para os estabelecimentos de primeiro atendimento e unidades 24 horas de pronto atendimento clínico e pediátrico. O equipamento é usado na classificação de risco do paciente com síndrome gripal e facilita a identificação precoce de formas graves da doença.

O repasse do recurso foi baseado na análise dos locais com maior número de casos de Influenza em 2009. Ao estado de São Paulo foram destinados R 5,6 milhões; Santa Catarina R 6,7 milhões. Os estados vão articular com os municípios o uso do recurso, de acordo com a situação epidemiológica prevista ou detectada. Nesses quatros estados foram realizadas 310.895 internações por SRAG, em 2009.

CURSO– Também como parte das medidas de preparação da rede pública, o Ministério da Saúde oferecerá, em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), curso de Educação a Distância (EAD) sobre o protocolo de influenza 2013. Voltado aos médicos que atuam na rede assistência à saúde, a capacitação tem o objetivo de reforçar o manejo correto de influenza, de acordo com protocolos atualizados.

Ministério anuncia ações para enfrentamento da gripe

O curso apresenta casos clínicos interativos, com explicações sobre os erros e acertos a cada decisão que o médico tomar. Ao final de cada caso, o profissional poderá assistir a um vídeo com comentários de médicos especialistas sobre o tema abordado. Além disso, o curso permite o acesso a materiais de apoio, como fluxograma de tratamento, orientações de etiqueta respiratória e links para outros conteúdos. Outros profissionais da saúde podem fazer o curso como visitante, mas não receberão declaração de conclusão. As inscrições podem ser feitas no link: http://unasus.gov.br/influenza

O Ministério da Saúde também vai distribuir 680 mil materiais informativos e educativos para orientação aos profissionais da área e também à população, como cartazes sobre tratamento e prevenção da gripe, display de mesa sobre tratamento, filipeta orientando a diluição do oseltamivir para crianças, algoritmo de atendimento.

PROTOCOLO – A orientação aos médicos para receitar o Fosfato de oseltamivir (Tamiflu), sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, em todas as pessoas que integrem o grupo de risco e que apresentem sintomas de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – como crianças menores de dois anos, gestantes, puérperas, indígenas que moram em aldeias, idosos, obesos e doentes crônicos – é uma das recomendações do Protocolo de Tratamento da Influenza 2013. O protocolo orienta ainda atenção especial às gestantes, reiterando a necessidade do uso do antiviral em até 48 horas após o aparecimento dos sintomas mesmo para as que receberam a vacina, além da investigação do caso com exames complementares.  Quem não pertence aos grupos mais vulneráveis, mas apresente sinais de agravamento da síndrome gripal, o tratamento com o antiviral deve ser iniciado com urgência.

DISTRIBUIÇÃO –O medicamento é oferecido gratuitamente na rede pública e reduz complicações e óbitos pela doença. Para retirar o medicamento, o paciente deve apresentar prescrição médica emitida tanto por profissionais da rede pública como da rede privada.  A adoção de ações de higiene pessoal, como lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal são algumas das recomendações para a prevenção da gripe.  Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. O Ministério da Saúde distribuiu aos estados 1.066.082 tratamentos do oseltamivir na fórmula adulto (75mg) e 141.900 tratamentos de uso pediátrico.

Ministério anuncia ações para enfrentamento da gripe

AMPLIAÇÃO: A validade do antiviral usado no tratamento da Influenza foi ampliada, conforme resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida atendeu a solicitação do laboratório produtor (Roche) e do Ministério da Saúde, já que o prazo do antiviral com registro no Brasil era de dois anos. O mesmo medicamento possui vencimento de quatro anos em países europeus e nos Estados Unidos.

Com a resolução, o prazo de validade do Tamiflu com concentração 30mg e 45mg (fórmula infantil) passará de dois para quatro anos, a partir da data de fabricação. A modificação está amparada por estudos de estabilidade feitos pelo laboratório produtor. A extensão vale para todos os lotes do medicamento em posse do Ministério da Saúde. A iniciativa contribuirá para a garantia do tratamento adequado aos pacientes.

A alteração será apresentada em etiquetas na embalagem, que também manterá o lacre original de fábrica para demonstrar a integridade do produto. O Ministério da Saúde monitora a quantidade em estoque e avalia a necessidade do envio de novas remessas do medicamento.

IMUNIZAÇÃO: O balanço nacional aponta que foi superada a meta da 15ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Até as 11h desta segunda-feira (20), foram vacinadas 32,4 milhões de pessoas em todo o Brasil. O número representa uma cobertura de 83,7% do público alvo, excluídas as doses aplicadas em doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.  A meta era vacinar 80%, de um total de 39,2 milhões.

Dezenove estados e o Distrito Federal atingiram 80% ou mais de cobertura vacinal. O Ministério da Saúde (MS) recomenda aos estados e municípios que não atingiram a meta para que continuem vacinando quem faz parte dos grupos prioritários. Na análise por grupo prioritário, a campanha teve melhor adesão entre as mulheres em puerpério (45 dias após o parto) com 100% de cobertura, seguido dos trabalhadores em saúde 93%, crianças 88,4% e pessoas acima dos 60 anos 82,3%. A população indígena teve 74,7% de imunização e gestantes alcançaram o menor índice com 73,6%. Grávidas ainda podem se vacinar. A vacina é segura e a melhor forma de prevenção antes do inverno. Foram ainda aplicadas 5,7 milhões de doses em doentes crônicos e 226,1 mil doses em pessoas privadas de liberdade. As pessoas que formam o grupo prioritário são consideradas mais vulneráveis a desenvolver a forma mais grave da doença e ter complicações, como internação e mortes.

RAIO X DA DOENÇA:  De 1º de janeiro a 12 de maio de 2013, foram notificados 4.713 casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), destes 388 casos foram confirmados para o vírus Influenza A(H1N1). No mesmo período deste ano, foram confirmados 391 óbitos por SRAG, sendo 61 por A(H1N1). Durante o ano de 2012, foram registrados 20.539 casos da SRAG, sendo confirmados 2.614 para A (H1N1). No ano passado, foram contabilizadas 1.931 mortes, sendo 351 pelo vírus pandêmico.

Fonte: Ministério da Saúde, 27.05.2013

Alimentos muito salgados nos estados unidos

Alimentos muito salgados nos estados unidosWASHINGTON – Os alimentos industrializados assim como aqueles que são vendidos em restaurantes de fast food nos Estados Unidos permanecem em geral muito salgados, de acordo com um estudo recente. Os médicos continuam pedindo a regulamentação dos níveis deste condimento, o qual seu consumo excessivo está ligado a 150.000 mortes por ano.

“A indústria de alimentos é lenta para reagir e introduz mudanças muito pequenas” nas doses de sal contido  nos alimentos, afirma o Dr. Stephen Havas, professor de medicina preventiva da Universidade Northwestern, do estado de Illinois (EUA).

De 2005 a 2011, o teor de sal em 402 alimentos processados caiu cerca de 3,5%, enquanto houve um aumento de 2,6% em 78 outros produtos, explica o estudo.

“Este problema não será resolvido sem que o governo federal intervenha para proteger a saúde pública”, estima o Dr. Havas. “O teor de cloreto de sódio deve ser regulamentado”, disse ele.

Cerca de 90% dos americanos vão sofrer à diferentes graus de hipertensão em algum momento de suas vidas e uma alimentação muito salgado é a principal causa, diz o estudo publicado no “Journal of the American Medical Association” (JAMA).

A hipertensão aumenta o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, que são muitas vezes fatal ou causar deficiência.

Duas colheres de chá por dia

“Altos níveis de sal são do interesse da indústria de alimentos por mascarar o sabor dos ingredientes que muitas vezes não são da melhor qualidade”, disse ainda o Dr. Havas. Dasd

“Por outro lado, os alimentos salgados nos fazem sentir mais sede e então, a beber mais refrigerantes e álcool, o que também beneficia a indústria”, acrescenta.

Um americano consome, em média, cerca de duas colheres de chá de sal por dia, muito mais do que a quantidade recomendada pela Associação Americana do Coração, ou três quintos de uma colher ou um máximo de 1.500 miligramas.

Aproximadamente 80% da ingestão diária de sal nos Estados Unidos vem de alimentos industrializados ou da comida de restaurantes e muito pouco do que é adicionado à comida preparada em casa, indica este estudo.

Leia também: hipertensãoacidente vascular cerebral

Criasaude.com.br, 20 de maio de 2013 – © shock – Fotolia.com

Tempo de espera para tratamento do câncer não pode ultrapassar 60 dias no SUS

Tempo de espera para tratamento do câncer não pode ultrapassar 60 dias no SUSBRASÍLIA – Pacientes com câncer deverão ter o início de seu tratamento assegurado em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário. Prevista na Lei 12.732/12, sancionada pela presidenta da República, Dilma Rousseff, a medida, que entra em vigor no próximo dia 23, teve sua regulamentação detalhada nesta quinta-feira (15) pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O prazo máximo vale para que o paciente passe por uma cirurgia ou inicie sessões de quimioterapia ou radioterapia, conforme prescrição médica.

“É um grande desafio o que a Lei propõe, mas a presidenta Dilma Rousseff e o seu governo entendem que esta obrigatoriedade vai mobilizar a sociedade e os gestores locais para que seja oferecido tratamento adequado do câncer”, avaliou Padilha.

Antes mesmo da vigência da Lei, 78% dos pacientes em estágio inicial da doença têm seu tratamento iniciado em menos de 60 dias, sendo que 52% têm esse direito assegurado em até duas semanas, conforme registros do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Para casos avançados, o acesso em até dois meses já ocorre para 79% dos pacientes, sendo 74% destes em até uma quinzena.

A formação de médicos especialistas no tratamento do câncer, segundo Padilha, é fundamental para o cumprimento da Lei e para a redução das desigualdades regionais. “Estamos formando especialistas em oncologia clínica, pediátrica, cirúrgica, entre outras áreas. Criamos um incentivo financeiro no valor de R 500 milhões.

Tempo de espera para tratamento do câncer não pode ultrapassar 60 dias no SUS

AMPLIAÇÃO DO ACESSO – O Ministério da Saúde tem investido na melhoria do acesso da população a prevenção, exames e tratamentos do câncer. De 2010 a 2012, o investimento do Governo Federal em oncologia disparou 26% – de R 2,1 bilhões. Com estes recursos, foi possível ampliar em 17,3% no número de sessões de radioterapia, saltando de 7,6 milhões para mais de nove milhões. Para a quimioterapia houve aumento de 14,8%, passando de 2,2 milhões para 2,5 milhões.

Em decorrência da inclusão de novos tipos de cirurgia oncológica e da ampliação dos investimentos no setor, a expectativa para 2013 é que o número de operações supere a marca dos 120 mil, 25% a mais que as 96 mil realizadas no ano passado. A expansão está sendo custeada por uma elevação de 120% no orçamento destinado a estes procedimentos – de R 380,3 milhões em 2013.

Por outro lado, houve expansão no rol de medicamentos de alto custo ofertados gratuitamente pelo SUS, com a inclusão de drogas biológicas modernas como o mesilato de imatinibe (contra leucemia), o rituximabe (para o tratamento delinfomas) e o trastuzumabe (contra o câncer de mama). A ampliação veio acompanhada de aperfeiçoamento na gestão dos insumos, que passaram a ser comprados de maneira centralizada pelo Ministério da Saúde, reduzindo custos com o ganho da escala de compras.

CÂNCER NO BRASIL – O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que surgirão aproximadamente 518 mil novos casos de câncer no Brasil em 2013. A previsão é de que 60.180 homens tenham câncer de próstata e 52,6 mil mulheres sejam diagnosticadas com câncer de mama. Em 2012, foram realizadas cerca de mais de 500 mil internações na rede pública para tratamento do câncer, ao custo de R$ 806 milhões.

Em 2010 (último dado consolidado), o Brasil registrou 179 mil mortes pela doença. O câncer dos brônquios e dospulmões foi o tipo que mais matou (21.779 pessoas), seguido do de estômago (13.402), da próstata (12.778), da mama(12.853), e do cólon (8.385).

Fonte: Ministério da Saúde, 19.05.2013