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Pesquisa inédita vai mapear doenças e fatores de risco à saúde

Pesquisa inédita vai mapear doenças e fatores de risco à saúdeBRASÍLIA – Começa nesta segunda-feira (12) a coleta de dados para a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), estudo inédito realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa, que será baseada em exames laboratoriais para avaliar a saúde da população brasileira, vai mapear diversas doenças e fatores de risco à saúde, como hipertensão, diabetes e a obesidade.

Além dos questionários, também farão parte deste estudo a coleta de sangue e urina, a aferição de medidas antropométricas e a medição da pressão arterial. A coleta das amostras clínicas será feita por profissionais ligados ao hospital Sírio Libanês, enquanto as entrevista serão realizadas por pesquisadores do IBGE que estão em treinamento desde o fim de julho.

A pesquisa começa pelos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Roraima, Amapá e Rio Grande do Sul e, nas próximas semanas, alcançará todas as unidades da federação. Cerca de 20 mil pessoas deverão ser submetidas aos exames, dos 80 mil domicílios pesquisados, em 1.600 municípios brasileiros. O PNS irá envolver, aproximadamente, mil agentes do IBGE.

No total, o Ministério da Saúde vai repassar R 15 milhões destinados ao instituto de pesquisa e R$ 6 milhões ao hospital que será encarregado pelos exames laboratoriais. As análises feitas pela pesquisa também vão diagnosticar se a pessoa diabetes, anemia falciforme e analisar percentuais de creatinina, potássio e sódio – indicadores que podem revelar eventuais problemas de saúde do paciente. Se os resultados dos exames indicarem algum problema de saúde, o entrevistado será encaminhado a uma unidade de saúde para receber acompanhamento médico.

DENGUE –O exame de sangue também trará a informação do percentual da população brasileira que já entrou em contato com o vírus da dengue. “A sorologia é importante para subsidiar, no futuro, a  implantação da vacina conta a dengue no país,possibilitando o mapeamento de áreas suscetíveis a surtos de subtipos da doença.”, afirmou o secretario de vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

Pesquisa inédita vai mapear doenças e fatores de risco à saúde

O material coletado na pesquisa será guardado e vai compor um banco de soro humano para monitorar a doença no país, ficando disponível para universidades e institutos de pesquisas. O secretário Jarbas Barbosa explica que a pesquisa permitirá uma avaliação mais ampla e um melhor planejamento das ações estratégicas e políticas públicas. ”Além de permitir que possamos examinar a tendência da saúde do brasileiro na última década, a PNS traz uma radiografia bem detalhada não só do Brasil, mas de regiões, dos estados, capital e interior”, observa. Segundo ele, a previsão é de que o estudo seja realizado a cada cinco anos. Os primeiros resultados deste estudo devem ser divulgados em 2014.

A pesquisa faz parte do Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) e tem como meta produzir novas informações sobre os hábitos de alimentação, tabagismo, uso de bebidas alcoólicas, prática de atividade física e fatores associados aos comportamentos não saudáveis da população. As informações vão subsidiar as ações de combate às DCNT, responsáveis por 72% dos óbitos no Brasil.

A iniciativa propõe que a PNS dê continuidade aos inquéritos do Plano Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizado em 1998, 2003 e 2008. A PNS também deve delinear o perfil lipídico da população e dimensionar o acesso ao diagnóstico de alguns agravos crônicos (como hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, creatinina no sangue, dosagem de sal na urina), com base na comparação de medidas objetivas (antropométricas, de pressão arterial e exames laboratoriais) e subjetivas (morbidade auto referida), além de outras investigações. A PNS foi aprovada no Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

HISTÓRICO – Desde 2009, o Ministério da Saúde se reúne com pesquisadores para iniciar a elaboração da pesquisa. De 2010 a 2011, ocorreram reuniões periódicas com representantes do IBGE, onde foram estudadas experiências nacionais e internacionais; definidas a metodologia; a amostragem e outros pontos importantes. Em 2012, foram fechados os questionários e a parceria com o Hospital Sírio-Libanês para a realização dos exames laboratoriais.

Pesquisa inédita vai mapear doenças e fatores de risco à saúde

O Ministério da Saúde já realiza, anualmente, o Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), estudo feito por inquérito telefônico em 26 estados e no Distrito Federal. Em 2011, o Vigitel entrevistou 54 mil pessoas, sendo uma importante fonte para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde preventiva. A Pesquisa Nacional de Saúde, portanto, servirá como aliada para agregar informações estatísticas dos hábitos de vida da população comprovadas através dos exames.

Fonte: Ministério da Saúde, 12.08.2013

Isto não é um mito: a lua cheia atrapalha o sono

Isto não é um mito: a lua cheia atrapalha o sonoBASILEIA – Muitas pessoas queixam-se de falta de sono quando a lua está cheia. Apesar de muitos estudos, a ligação entre os dois fenômenos nunca foi estabelecida. Os pesquisadores suíços testaram agora o “efeito lua cheia” com voluntários em um laboratório do sono, e fizeram uma descoberta.

A equipe de pesquisadores da Universidade de Basileia e da Universidade de clínicas psiquiátricas de Basileia analisou dados de 33 pessoas que passaram uma semana no laboratório.

Eles mediram suas ondas cerebrais, movimentos oculares e os níveis hormonais durante as diferentes fases do sono.

Parece que o relógio interno responde ao ritmo lunar, escreveu a equipe de Christian Cajochen na revista “Current Biology”. Os voluntários relataram uma pior qualidade de sono durante a fase da lua cheia. As reações físicas também foram medidas.

Menos sono profundo

Dessa forma, a atividade cerebral nas regiões relacionadas com sono profundo diminuiu 30%. Além disso, as “cobaias” precisaram de mais cinco minutos em média para adormecer e dormiram vinte minutos menos. Os valores de melatonina, o hormônio que regula as fases de sono e vigília foram menores.

“Esta é a primeira evidência confiável de que o ciclo lunar pode influenciar os padrões de sono em humanos”, explicam os pesquisadores. “Nós não esperávamos isso”, disse Christian Cajochen.

Apesar do pequeno número de pessoas testadas, o pesquisador encontrou a evidência: o estudo científico sob alto controle era realmente sobre outro assunto, razão pela qual ninguém pensou na lua durante o experimento. Além disso, os voluntários estavam completamente isolados de qualquer influência externa no laboratório e todos dormiam muito bem.

Relíquia antiga

Os cientistas assumem, por conseguinte, que além do ritmo diurno do corpo, existe o ritmo lunar. Isto está bem documentado para muitos animais, especialmente para os marinhos.

Pode ser um vestígio muito antigo da humanidade, quando a Lua foi capaz de influenciar certos padrões de comportamento de nossos antepassados.

Atualmente o homem é mais influenciado por outros fatores que não a lua, como a luz artificial, escreve a Universidade de Basileia. Em um ambiente controlado tal como um laboratório do sono, a ação da lua pode ser medida e tornados visíveis.

Leia também: Insônia – Distúrbios do Sono

Criasaude.com.br, 05 de agosto de 2013.
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Sancionada lei que garante atendimento para vítimas de violência sexual

Sancionada lei que garante atendimento para vítimas de violência sexualBRASÍLIA – O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (1), a sanção, sem vetos, do projeto de lei n° 12.845 que prevê atendimento integral às vítimas de violência sexual em todos os serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, que foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, transforma em lei as diretrizes já definidas pelo Ministério da Saúde, desde 2004, na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher. O texto entrará em vigor após 90 dias da publicação oficial.

O atendimento a vítimas de violência deve incluir o diagnóstico e tratamento de lesões, a realização de exames para detectar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. A lei também determina a preservação do material coletado no exame médico-legal, além de prever o uso da anticoncepção de emergência (pílula do dia seguinte) em casos de estupro.

“Essas medidas já eram adotadas pelo SUS, transformando o que era uma recomendação em lei. Ou seja, os serviços passam a ter uma obrigação ainda maior de oferecer a crianças, adolescentes, pessoas com deficiência mental, homens e mulheres um atendimento humanizado, respeitoso”, esclarece o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Sancionada lei que garante atendimento para vítimas de violência sexual

O uso da anticoncepção de emergência é preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e visa reforçar os resultados já obtidos com o uso da pílula do dia seguinte pelo SUS. A oferta dobrou nos últimos quatro anos, passando de 513 mil cartelas em 2009 para 1 milhão em 2013. Com esta ação foi possível reduzir em 50% o número de abortos legais em cinco anos, quando em 2008 foram realizados 3.285 abortos passando para 1.626 em 2012. A estratégia do Ministério da Saúde tem como princípio a humanização do atendimento, a expansão das redes de atendimento das mulheres em situação de violência e a melhoria do acesso e da qualidade do atendimento.

A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, reforça a importância da sanção do Projeto de Lei que garante à assistência a população em casos de violência sexual. “Esse projeto contribui para assegurar o atendimento e amenizar os danos causados às vitimas de violência sexual. Nós temos que ter solidariedade, humanidade, respeito com mulheres e crianças que sofrem violência sexual”, explicou.

O governo federal também anunciou que encaminhará projeto de lei para retificar dois artigos no texto aprovado pelo Congresso. Um deles é sobre o conceito de violência sexual e o segundo que estabelece, claramente, no inciso 4 do artigo 3º o uso e a administração da medicação com eficiência para gravidez resultante de estupro. “Do jeito que o texto estava poderia excluir, por exemplo, vitimas de estupro como crianças e pessoas com deficiência mental sem capacidade de discernimento do que é certo ou errado, com isso, poderiam ficar sem assistência psicológica, além do uso da medicação no tempo adequado para evitar gravidez em vitimas de estupro”, explica o ministro Alexandre Padilha.

Para o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, esta medida assegura que mais mulheres evitem recorrer ao aborto. “Esse projeto não abre brechas para o aborto. Essa ação que garante um apoio humanitário a vitima que passou por algum tipo de tortura. Estamos evitando que as pessoas venham a aderir à prática de realizar abortos legais. Estamos corrigindo o projeto para evitar dúvidas na interpretação do projeto, investindo num apoio humanizado”.

ASSISTÊNCIA –Nos últimos anos, o número de serviços de atenção à violência sexual vem apresentou aumento em 760%, passando de 82 serviços, em 2002, para 625 em 2012. O Ministério da Saúde também vem intensificando a qualificação dos profissionais de saúde que atuam nos serviços de atendimento aos agravos decorrentes de violência sexual. Entre as ações do governo federal deste ano, está o decreto que integra o atendimento às vitimas de violência sexual realizado por profissionais da segurança pública e do SUS.

Sancionada lei que garante atendimento para vítimas de violência sexual

A iniciativa humaniza o atendimento, além de agilizar a emissão de laudos periciais. As ações são realizadas em parceria entre os ministérios da Saúde e da Justiça, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, e integram o programa federal “Mulher: Viver sem Violência”, lançado em março. Até 2014, serão investidos R$ 265 milhões na integração e melhoria de serviços de proteção as vitimas de violência sexual.

O Programa garante desde o atendimento à atenção psicossocial, defensoria, procuradoria, atendimento humanizado, espaço de convivência, brinquedoteca (para as crianças da mulher que é atendida) e orientação profissional para a autonomia econômica.

Fonte: Ministério da Saúde, 05.08.2013

Ministério da saúde investirá 23,6 milhões de reais em oncologia

Ministério da saúde investirá 23,6 milhões de reais em oncologiaBRASÍLIA – Melhorar a qualidade de análises laboratoriais e incentivar a expansão da oferta do exame preventivo de câncer do colo do útero na faixa dos 25 a 64 anos. Esses são os principais focos da medida adotada pelo Ministério da Saúde, publicada na portaria que institui a Qualificação Nacional em Citopatologia (QualiCito). O incentivo para o custeio da QualiCito prevê o aumento do valor do exame citopatológico em 5%. Além disso, esses exames, quando realizados na faixa etária de 25 a 64 anos – para câncer de colo do útero – terão valor adicional de 10%.

Outro incentivo financeiro previsto é o controle da qualidade dos exames.  Para isso, o Ministério da Saúde investirá, em 2014, cerca de R 72,6 milhões para a realização de exames citopatológicos. Desde 2010, o Ministério da Saúde já investiu R$ 223,5 milhões nessa ação.

Em 2012, 10,9 milhões de exames citopatológicos foram realizados no âmbito do SUS, sendo 8,5 milhões na faixa prioritária (25 a 64 anos). Do total de exames realizados, 77% foram realizados na faixa etária prioritária, que representa 68,3% do público alvo, ao considerarmos todas as mulheres entre 25 e 64 anos que façam um exame a cada três anos. Esta é uma condição de rastreamento após dois exames normais.

Ministério da saúde investirá 23,6 milhões de reais em oncologia

A criação da QualiCito é uma medida que integra o rol de ações que o MS vem realizando desde março de 2011, quando o Governo Federal lançou um conjunto de medidas para fortalecer o Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero e de Mama. No eixo de controle do câncer do colo do útero, os objetivos do plano são: garantir o acesso ao exame preventivo com qualidade a todas as mulheres de 25 a 64 anos de idade e qualificar o diagnóstico e o tratamento das lesões precursoras do câncer do colo do útero. Portanto, entre as linhas de ação delineadas para alcançar esses objetivos, está a qualidade dos exames de citopatologia. Em 2012 foi lançada a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas.

Ministério da saúde investirá 23,6 milhões de reais em oncologia

A qualidade do exame citopatológico depende da ação articulada entre estados, municípios e a União. A coleta é feita na unidade da saúde, passando pelo transporte das lâminas aos laboratórios onde é realizada a análise das lâminas, até a entrega dos resultados dos exames à usuária-  em tempo oportuno e adequado – para o rastreamento, detecção precoce e tratamento da doença.

Além da melhoria da qualidade dos exames citopatológicos ofertados à população, o Ministério da Saúde quer estimular o aprimoramento dos padrões de qualidade dos laboratórios públicos e privados que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) e fomentar ações de educação permanente dos profissionais de saúde, bem como monitorar os indicadores de qualidade.

No Brasil, o exame citopatológico é usado para o rastreamento do câncer do colo do útero (exame de Papanicolau), especialmente na faixa dos 25 a 64 anos, que concentra a maior ocorrência das lesões de alto grau, passíveis de serem efetivamente tratadas para não evoluírem para o câncer.

Para o ano de 2012, o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva  estimou a incidência de 17.540 novos casos de câncer do colo de útero no Brasil, com um risco estimado de 17 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar ostumores da pele (não melanoma), o câncer do colo do útero é o mais incidente nas regiões Centro-Oeste (28/100 mil) e Norte (24/100 mil), seguidas pelo Nordeste (18/100 mil),Sudeste (15/100 mil)e, por fim, a região Sul (14/100 mil).

APOIO– Participam da QualiCito os laboratórios públicos ou privados que prestam serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), nos tipos I e II.  Os Laboratórios tipo I realizam exames citopatológicos e os tipo II são unidades que refazem análises para atestar os resultados. As unidades do tipo II recebem 100% das amostras positivas e 100% dos resultados insatisfatórios, além de 10% das análises negativas.

Parte dos exames será reavaliado por um laboratório externo, qualificado a atender os critérios de qualidade validados internacionalmente, com capacidade para liberar o exame em tempo inferior a 30 dias. Esses estabelecimentos vão receber o recurso em uma única parcela.

Fonte: Ministério da Saúde, 28.07.2013

Mais médicos conta com 11.701 médicos e 753 municípios inscritos

Mais médicos conta com 11.701 médicos e 753 municípios inscritosBRASÍLIA – O Programa Mais Médicos registra em sua primeira semana 11.701 médicos e 753 municípios inscritos. Do total de profissionais que deram início ao cadastro, 9.366 se formaram no Brasil e 2.335 no exterior, 10.786 são de nacionalidade brasileira e 915 estrangeiros. Lançado pela presidenta da República Dilma Rousseff na semana passada, o programa ampliará a presença de médicos em regiões carentes, como municípios do interior e periferias de grandes cidades.

As inscrições para o Mais Médicos seguem abertas até 25 de julho e podem ser feitas pelo site do Ministério da Saúde. Os médicos participantes receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, ajuda de custo e farão especialização em Atenção Básica. O programa integra um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde, além da chamada de médicos com foco nas regiões de maior vulnerabilidade social. A iniciativa prevê ainda a expansão do número de vagas de medicina e de residência e o aprimoramento da formação médica no Brasil.

“A questão do pacto pela saúde pública, em todas as suas vertentes, é uma tarefa inadiável. E nós todos sabemos disso (…) Não é possível que o Brasil tenha 700 municípios sem ter um médico e mais de 1,5 mil com menos de um médico. Eu considero que não há essa escolha de Sofia entre infraestrutura e médicos. Um país como o nosso tem que ser capaz de enfrentar os dois desafios”, disse a presidenta Dilma Rousseff durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) nesta terça-feira (17), em Brasília.

Mais médicos conta com 11.701 médicos e 753 municípios inscritos

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que os municípios ao se inscreverem devem indicar a unidade de saúde em que há falta de médicos na sua região. “Estamos acompanhando diariamente as inscrições de médicos e municípios. Temos um cadastro que mostra a infraestrutura das unidades básicas de saúde e, além de checarmos isso, os municípios tem que aderir aos programas do Ministério da Saúde para melhorar sua infraestrutura”, afirmou Padilha.

OUVIDORIA –Para verificar o real interesse dos médicos em participar da iniciativa, a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde entrará em contato com os profissionais que já se inscreveram no programa e que apresentem inconsistência no cadastro. A medida foi tomada após o Ministério receber uma série de denúncias relatando que grupos têm utilizado as redes sociais para disseminar propostas para inviabilizar e atrasar a implementação da chamada de profissionais. A ideia destes grupos seria gerar um alto número de inscrições formais e, posteriormente, provocar uma desistência em massa, prejudicando os reais interessados na participação da iniciativa.

Mais médicos conta com 11.701 médicos e 753 municípios inscritos

“O primeiro interesse que tem que ser atendido é o interesse da população, sobretudo aquela que não tem médicos perto de onde vive e trabalha. Estamos estimulando os médicos brasileiros a participar do programa, mas não queremos ninguém que esteja fazendo qualquer tipo de sabotagem para atrasar um programa que visa oferecer médicos para a população”, ressaltou Padilha. Diante das denúncias, o Ministério da Saúde já pediu o acompanhamento pela Polícia Federal das inscrições no programa.

Os médicos formados no Brasil ou com diplomas validados no país terão prioridade nas vagas do programa. As que não forem preenchidas por estes profissionais serão oferecidas aos estrangeiros inscritos na iniciativa. Só serão selecionados médicos que atuam em países que tenham mais de 1,8 médicos por mil habitantes, com registro comprovado naquele país e que tenham conhecimento da língua portuguesa. Os participantes serão acompanhados por instituições públicas de ensino.

Fonte: Ministério da Saúde, 22.07.2013

Crianças de 0 a 6 anos serão incluídas no programa saúde na escola

Crianças de 0 a 6 anos serão incluídas no programa saúde na escolaBRASÍLIA – O Ministério da Saúde vai incluir creches e pré-escolas públicas no Programa Saúde na Escola (PSE). Com isso, cerca de 2 milhões de crianças de 0 a 6 anos devem ser beneficiadas. A ação faz parte do Brasil Carinhoso, voltado para famílias com filhos de até 6 anos vivendo em extrema pobreza no país. O impacto financeiro estimado é de R 3 mil por ano para até 599 educandos e mais R$ 1 mil para cada acréscimo entre 1 e 199 educandos, a partir de 599.

PROGRAMA – Criado em 2007 por meio de uma parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação, o Programa Saúde na Escola promove uma ação permanente de conscientização e de acompanhamento para a melhoria da qualidade de vida dos estudantes das escolas públicas brasileiras.

Crianças de 0 a 6 anos serão incluídas no programa saúde na escola

O programa aborda temas que fazem parte do cotidiano escolar dos adolescentes como  riscos e danos do uso de álcool, tabaco, crack e outras drogas, violência, saúde sexual, reprodutiva e prevenção das DST/Aids.

O foco da ação até então são os estudantes da Educação Básica, gestores e profissionais de educação e saúde, comunidade escolar, estudantes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A metodologia das agendas de educação e saúde é executada como projetos didáticos nas escolas e todo o controle e execução do programa são feitos pelo Grupo de Trabalho Intersetorial, formado por agentes da saúde, da educação e outros atores locais que possam contribuir para a realização de ações no território. Juntos, esses agentes definem as escolas que participarão do programa, as Unidades Básicas de Saúde envolvidas, os níveis de educação a participar e as atribuições das equipes e das escolas.

ADESÃO – O processo de adesão para a este ano, que começou em maio termina no próximo dia 15 de julho. Até o momento, 3.533 municípios confirmaram a participação, que vão contar com 52,2 mil Equipes de Saúde da Família podendo beneficiar a 13,5 milhões de alunos em todo o país.

Fonte: Ministério da Saúde, 12.07.2013

Câncer de mama: comer peixes gordurosos pode reduzir o risco

Câncer de mama: comer peixes gordurosos pode reduzir o riscoPARIS – O consumo de ácido graxo ômega-3 proveniente de peixes gordos, como salmão, atum ou sardinhas, uma ou duas vezes por semana pode reduzir o risco de câncer de mama, de acordo com uma análise divulgada no fim de junho. O câncer de mama é um dos mais comuns em todo o mundo.

Embora vários estudos já tenham reportado o papel protetor do ômega-3 para doença cardiovascular, pesquisadores chineses revisaram 26 estudos envolvendo 800.000 mulheres e cerca de 20 mil casos de câncer de mama, realizados nos Estados Unidos , Europa e Ásia.

Eles demonstraram que o consumo de uma a duas porções de peixe gordo por semana foi associado com uma redução de 14% no risco de câncer de mama.

Quatro tipos de ômega-3

De acordo com a equipe liderada pelo professor Duo Li da Universidade de Zhejiang, um aumento de 0,1 g de ômega-3 de peixes por dia reduziu o risco de câncer de mama em 5%.

Os ácidos graxos ômegas-3 são essenciais para o desenvolvimento e funcionamento do corpo humano. Existem quatro tipos conhecidos pelas iniciais: EPA, DHA, DPA, encontrado principalmente em peixes gordos (salmão, atum, cavala, arenque, sardinha e anchova) e ALA, encontrado em óleos vegetais (noz, óleo de colza, soja, linho) e em uma menor quantidade em carnes, lacticínios ou ovos.

Em seu estudo, publicado na revista “British Medical Journal”, os pesquisadores chineses observam, no entanto, que somente o ômega-3 de origem marinha possui associação com um risco reduzido de câncer de mama, nenhuma “associação significativa” foi observada com outros ômegas-3.

Menor risco na Ásia

Eles também salientaram que “o risco foi menor na populações asiáticas, provavelmente porque o consumo de peixe é muito maior do que o observada nos países ocidentais”.

O câncer de mama é um dos mais frequentes em todo o mundo. Em 2008 ele representou, de acordo com o estudo, cerca de 23% de todos casos de câncer e 14% das mortes.

De acordo com vários estudos publicados nos últimos anos, a dieta e o estilo de vida podem desempenhar um papel no desenvolvimento deste câncer ao lado de fatores genéticos, cada vez mais bem conhecidos, tal como mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, que predispõem ao câncer de mama.

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Criasaude.com.br, 8 de julho de 2013.

Ministério da saúde incorpora vacina contra HPV ao SUS

Ministério da saúde incorpora vacina contra hpv ao SUSBRASÍLIA – O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (1) a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) da vacina contra o papilomavírus (HPV), usada na prevenção de câncer de colo de útero. Já em 2014, meninas de 10 e 11 anos receberão as três doses necessárias para a imunização, mobilizando investimentos federais de R 30 por dose, o menor preço já praticado no mercado – 8% abaixo do valor do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAs). A expectativa, em cinco anos, é de um valor 34% menor ao custo atual. Com isso, será possível economizar cerca de R 91 milhões) no período, com a queda do custo de US 452,5 milhões. Nesse período, o laboratório público passará a ter domínio de todas as etapas para a produção do insumo.

Além disso, a produção do imunobiológico contará com investimento de R 4 bilhões por ano, apesar de representarem 5% da quantidade adquirida.

Ministério da saúde incorpora vacina contra HPV ao SUS

SOBRE O HPV – O HPV é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos. Do total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer. Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. No Brasil, a cada ano, 685.400 pessoas são infectadas por algum tipo do vírus.

Ministério da saúde incorpora vacina contra HPV ao SUS

Em relação ao câncer de colo do útero, a cada ano, 270 mil mulheres no mundo morrem por conta da doença. No Brasil, 5.160 mulheres morreram em 2011 em decorrência da doença. Para 2013, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 17.540 novos casos.

O Ministério da Saúde orienta que as mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. Em 2012, foram 11 milhões de exames no SUS, o que representou investimento de R 2,4 bilhões, 26% maior que em 2010.

O Ministério da Saúde também está desenvolvendo o Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia, com aplicação de R$ 506 milhões na criação de 41 novos serviços de radioterapia e ampliação de outros 39.  Cada um dos 80 serviços de radioterapia receberá um aparelho Acelerador Linear. Existem, atualmente, 277 estabelecimentos disponíveis para o atendimento e tratamento do câncer. Em 2011 foram habilitados dez hospitais, em 2012 foram onze e em 2013 já são nove novos hospitais habilitados.

Fonte: Ministério da Saúde, 01.07.2013

O óleo de prímula e borragem não são mais eficazes do que placebo!

O óleo de prímula e borragem não são mais eficazes do que placebo!Pesquisadores americanos demonstraram, em maio de 2013, que o uso de óleo de prímula ouborragem não são mais eficazes que placebo no tratamento de eczema e, particularmente, de dermatite atópica.

dermatite atópica é uma doença de pele do tipo alérgica que aparece frequentemente na idade de 3 meses. Na maior parte dos casos a dermatite desaparece na adolescência, mas em alguns persiste na idade adulta.

Os principais sintomas são pele seca, placas de eczema frequentemente vermelhas, lesões pruriginosas (que coçam) e infecções. O tratamento baseia-se em uma boa hidratação da pele com cremes ou pomadas e, em casos mais graves, na utilização de corticoides e anti-histamínicos.

O óleo de prímula e de borragem são frequentemente recomendados por médicos e farmacêuticos, especialmente porque essas plantas medicinais têm menos efeitos colaterais  do que os corticoides ou anti-histamínicos.

Os pesquisadores norte-americanos da Faculdade de Medicina de Minnesota e do Sistema Essencial de Saúde de Duluth realizaram 27 estudos, 19 com óleo de prímula e 8 com a borragem. Os participantes tiveram a prescrição de um tratamento baseado em óleo de prímula ou de borragem ou placebo. Os estudos duraram de 3 a 24 semanas. O resultado é claro, a prímula e a borragem não mostraram efeito superior ao placebo. Os cientistas pensavam que o ácido gama linoleico, que é encontrado em ambas as plantas, pudesse ter alguma eficácia contra esta dermatite.

Por Xavier Gruffat (farmacêutico), 23 de junho de 2013.

Ministério da saúde alerta para cuidados com a saúde no inverno

Ministério da saúde alerta para cuidados com a saúde no invernoBRASÍLIA – Com a chegada do inverno, o Ministério da Saúde alerta à população a adotar medidas de prevenção contra as doenças respiratórias, comuns nesta época do ano, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A concentração de pessoas em ambientes fechados favorece a circulação de diversos tipos de vírus respiratórios, inclusive o da influenza. Hábitos simples de higiene são importantes para prevenção, já que o vírus permanece vivo no ambiente por até 72 horas e, em superfícies como corrimões, maçanetas e torneiras, por até 10 horas.

Os cuidados de higiene devem ser redobrados com crianças e idosos. No caso das crianças, é recomendável – especialmente no ambiente escolar – que além das mãos, os brinquedos e objetos de uso comum sejam lavados com água e sabão ou higienizados com álcool gel a 70%. Nas creches, também é importante evitar que as crianças durmam muito próximas. A distância ideal entre elas é de um metro.

Já para os idosos, o perigo está nas complicações advindas com a gripe, como a pneumonia e agravamento de doenças crônicas, entre elas a hipertensão e diabetes. Uma, entre as várias formas de prevenção, é a vacina contra a gripe, que foi ofertada pelo Ministério da Saúde aos grupos mais vulneráveis. “Nesse ano, superamos a meta e conseguimos vacinar mais de 90% da população alvo. A vacina não elimina totalmente a transmissão da gripe, mas pode reduzir as complicações e as mortes”, observa o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Os sintomas da gripe costumam se manifestar entre dois e três dias após o contágio e duram, em média, uma semana. Febre alta permanente e dificuldade para respirar são sinais que podem indicar o agravamento do quadro, principalmente se ocorrer com pessoas dos grupos de maior vulnerabilidade para as complicações da influenza.  “A gripe tem início súbito e, na maior parte dos casos, tem cura espontânea. Mas, é fundamental um diagnóstico rápido e tratamento adequado, principalmente com crianças pequenas, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas”, alerta o secretário.

RESFRIADO E RINITE – Mais leve e menos demorado, o resfriado frequentemente é confundido com gripe. Embora parecidos, os sintomas do resfriado são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Em geral, as pessoas apresentam tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa.

Ministério da saúde alerta para cuidados com a saúde no inverno

Outra doença que também tem sintomas parecidos e que pode ser confundida com a gripe é a rinitealérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível, provocada pelo contato com agentes que causam alergia, como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.

O vírus da influenza pode ser transmitido por adultos doentes por até sete dias e até 14 dias, em crianças. A forma mais comum de transmissão é a direta, entre pessoas, por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir e espirrar. A outra forma é a indireta, por meio das mãos que, após tocarem superfícies contaminadas por secreções de pessoas doentes, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos.

TRATAMENTO – Ao surgirem sintomas de gripe, resfriado ou rinite, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem o serviço de saúde mais próximo e não tomem medicamentos por conta própria, como os antigripais. A automedicação pode mascarar sintomas, contribuir para o agravamento da doença e dificultar o diagnóstico, que deve ser feito por um médico.

Para os casos de síndrome gripal em pessoas vulneráveis às complicações, o Ministério da Saúde recomenda que os médicos prescrevam o uso do antiviral Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu), de acordo com o Protocolo de Tratamento da Influenza 2013. Só neste ano, foram enviados às secretarias estaduais mais de um milhão de tratamentos que devem estar disponíveis nas unidades de saúde de todo o país.

Para atingir sua eficácia máxima, o medicamento deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início da doença. Entretanto, mesmo ultrapassado esse período, o Ministério da Saúde indica a prescrição do antiviral.

Ministério da saúde alerta para cuidados com a saúde no inverno

Medidas preventivas de eficácia comprovada:

– Higienizar as mãos com água e sabão, ou com álcool gel, principalmente depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro; antes de comer;  antes e depois de tocar os olhos, a boca e o nariz.

– Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies potencialmente contaminadas, como corrimãos, bancos e maçanetas

– Evitar proteger a tosse e o espirro com as mãos, utilizando, preferencialmente, lenço de papel descartável

– Evitar contato com pessoas que apresentem a síndrome gripal

Fonte: Ministério da Saúde, 23.06.2013