SÃO PAULO – Mais uma vez o Ministério da Saúde apoia a campanha de doação de sangue do time paulista de futebol, o Corinthians. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participa neste sábado (5), em São Paulo, da 12ª edição da mobilização do time. A campanha, que teve início no mês passado, é idealizada e promovida pela torcida organizada com o objetivo de conscientizar a população brasileira sobre a importância de doar sangue. A doação contará ainda com a presença do idealizador desta ação, Milton Oliveira e será realizada na Fundação Pró-Sangue, no Hospital das Clínicas.
Em abril deste ano, o Ministério da Saúde a formalizou parcerias com outros times de futebol para incentivar a doação entre os torcedores brasileiros e aumentar os estoques de sangue nos hemocentros. Cerca de 30 times brasileiros aderiram à mobilização, entre eles, Santos (SP), Vasco (RJ), Fluminense (RJ), Palmeiras (SP), Internacional (RS), Grêmio (RS), Payssandú (PA), Avaí (SC), Ponte Preta (SP), Portuguesa (SP), Paraná (PR), Santa Cruz (PE), Sport (PE), Botafogo (RJ), Guarani (SP), São Paulo (SP) e Brasília (DF).
APOIO– Nas duas edições anteriores da campanha de doação de sangue do Corinthians foram coletadas cinco mil bolsas de sangue no país. Essa é a terceira vez que o ministro participa da mobilização corinthiana e a expectativa é arrecadar mais 2,5 mil bolsas. Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a doação de sangue é um ato de vida, uma corrente do bem. “É muito importante fazer parte de uma mobilização como essa que organiza a uma torcida num ato de solidariedade para salvar a vida de milhares de brasileiros”, afirma.
A ação corinthiana deste ano acontece em 40 cidades de 10 estados brasileiros. A expectativa é coletar somente em São Paulo aproximadamente 600 bolsas. Existem 37 postos de coleta espalhados pelo Brasil e três no exterior – um no Japão, que participa desde a primeira edição, além de postos no Chile e nos Estados Unidos, que integram a campanha pela primeira vez.
REDE PARA DOAÇÃO –Atualmente, 2% da população brasileira têm o hábito de doar sangue e o número de coletas chega a 3,6 milhões de bolsas por ano no Brasil. Embora o percentual esteja dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), o governo federal trabalha para chegar ao índice de 3%.
O Sistema Único de Saúde (SUS) conta com 32 hemocentros coordenadores e 368 regionais e núcleos de hemoterapia distribuídos em todo o país. O investimento do Ministério da Saúde na rede de sangue em hemoderivados chegou a R 1,5 bilhão até 2014.
As ações de incentivo à doação do Ministério da Saúde são permanentesnas redes sociais, por meio dos perfis do ministério no Facebook, Twitter e Instagram. Os torcedores podem acessar e divulgar informações pela hashtag #torcedorsanguebom.
Os torcedores e demais interessados em doar sangue devem procurar o serviço mais próximo de sua residência.
BRASÍLIA– O sistema brasileiro de transplantes alcançou nova marca. Balanço do Ministério da Saúde, apresentado nesta quarta-feira (25), mostra que quatro estados (Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo) e o Distrito Federal conseguiram acabar com a espera para a realização de transplante de córnea. Nesses locais, o tempo que o paciente aguarda pela cirurgia é praticamente nulo, já que a capacidade instalada dos serviços especializados e a quantidade de doações são suficientes para atender a demanda atual, sem que o paciente precise aguardar numa lista.
Juntos, os quatro estados e o Distrito Federal realizaram 3.967 cirurgias de córnea no primeiro semestre deste ano, o equivalente a 58% das cirurgias deste tipo realizadas no país (6.781, no total). Comparado com os primeiros seis meses de 2012, quando ocorreram 7.777 atendimentos, houve redução de 13%. Essa redução se deve à diminuição das listas de espera.
Os dados do Ministério revelam ainda que em outros sete estados (Acre, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Sergipe, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Minas Gerais) a espera por transplante de córnea foi reduzida com tendência a zerar as listas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mostrou que, além dos avanços nas cirurgias de córnea, os novos dados revelam o aumento de transplante de grande complexidade – crescimento de 35% nas cirurgias de coração e pulmão, entre os anos de 2010 e 2012, e de 12% para transplante de fígado, no mesmo período. “Em 2010, havia concentração dos serviços. Os dados do balanço mostram o acerto das medidas adotadas pelo Ministério, em parceira com os estados e municípios”, completou.
Ele destacou ainda a expansão dos serviços e a criação de incentivos financeiros para estimular a doação de órgão, acrescentando que desde 2011, o Ministério da Saúde tem adotado medidas para regionalizar a oferta de cirurgias nos estados que antes não contavam com serviços transplantadores, como no Norte e Nordeste.
ÓRGÃOS SÓLIDOS –O Brasil também aumentou o número de transplantes de órgãos sólidos (pulmão, coração, pâncreas, rim e fígado). No primeiro semestre de 2013, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) registrou um total de 3.842 cirurgias realizadas, o que representa aumento de 3,8% de crescimento em relação ao mesmo período de 2012 (3.703). Os transplantes de medula óssea também cresceram 13% na comparação do último ano. Foram 974 no primeiro semestre de 2013 contra 862 (primeiro semestre de 2012). No total, o Brasil realizou 11.569 até junho de 2013.
Em termos percentuais, o transplante de pulmão teve aumento de 113%, chegando a 64 atendimentos no primeiro semestre de 2013 contra 30 cirurgias realizadas no mesmo período de 2012. Em segundo lugar, ficou o transplante conjugado de pâncreas e rim, que totalizou 65 neste ano, no período avaliado, correspondendo a 18% a mais do que em 2012. Logo depois, vem o transplante de coração, que fechou o primeiro semestre de 2013 com 124 atendimentos, contra 108 realizados em 2012, um incremento de 14,8%. Quanto aos transplantes de fígado, o Brasil realizou 860 cirurgias, crescimento de 7% os primeiros seis meses de 2013, contra 801 no mesmo período de 2012.
DOAÇÃO– O coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Heder Murari, acrescentou ainda que também houve um aumento expressivo da quantidade de doadores por milhão de habitantes (pmp). “Aumentamos o números de doadores e reduzimos a recusa das famílias, o que é o principal indicador do bom funcionamento do sistema de transplantes”, disse.
O Brasil levou mais de duas décadas para atingir 9,9 doadores por milhão de pessoas. Nos últimos três anos, esse número cresceu para 13,5 doadores (projeção para o ano) por milhão da população (1º semestre de 2013). A meta do SNT é chegar 15 pmp até 2014.
NOVIDADES– Nesta quarta-feira, o ministro Alexandre Padilha assinou ainda duas portarias para qualificar e ampliar a oferta de transplantes do país. Uma das medidas institui o Plano Nacional de Apoio às Centrais de Notificação Captação e Distribuições de Órgãos Estaduais (CNCDOs) e cria o incentivo financeiro para a estruturação e qualificação das centrais. Os valores pagos pelo Ministério serão de R 200mil, além de custeios mensais.
A outra portaria assinada pelo ministro aumenta as cotas para cadastros de doadores no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Com esta medida, podem ser realizados até 400 mil exames por ano pelos estados. Atualmente, podem ser feitos até 267 mil registros. A medida vai gerar impacto financeiro no valor de R 327,8 milhões em 2003 para R$ 1,4 bilhão em 2013. E, para estimular a realização de mais transplantes no SUS, o Ministério da Saúde também liberou, em 2012, mais incentivos financeiros para hospitais que realizam cirurgias na rede pública. Com as novas regras, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes podem receber um incentivo de até 60%. Para os que fazem três tipos de transplantes, o recurso será de 50% a mais do que é pago atualmente. Nos casos das unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante, será pago 40% e 30% acima do valor, respectivamente.
SNT –O Brasil é referência mundial no campo dos transplantes. Atualmente, 95% das cirurgias no país são realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). O SNT é gerenciado pelo Ministério da Saúde, pelos estados e municípios. Para atender a quantidade de pacientes e cirurgias de transplantes, existem no país 27 centrais de notificação, captação e distribuição de órgãos, 11 câmaras técnicas nacionais; 748 serviços distribuídos em 467 centros; 1.047 equipes de transplantes; além de 62 Organizações de Procura por Órgãos (OPOs), no Brasil. O trabalho exige profissionais de várias áreas, como enfermagem, psicologia e assistência social.
BRASÍLIA – O Ministério da Saúde está ampliando a faixa etária para a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), usada na prevenção decâncer de colo do útero. Já em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos receberão as duas primeiras doses necessárias à imunização, a dose inicial e a segunda seis meses depois. A terceira dose deverá ser aplicada cinco anos após a primeira.
Com a adoção do esquema estendido, como é chamado, será possível ampliar a oferta da vacina, a partir de 2015, para as pré-adolescentes entre 9 e 11 anos de idade, sem custo adicional. Assim, quatro faixas etárias serão beneficiadas, possibilitando imunizar a população-alvo (9 a 13 anos). A modificação no esquema vacinal foi anunciada nesta quarta-feira (18) pelo secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante cerimônia de 40 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em Brasília.
“O esquema vacinal estendido adotado tem duas grandes vantagens. A primeira é que possibilita alcançar a cobertura vacinal de forma rápida com a administração das duas doses. Outro beneficio é que a terceira dose, cinco anos depois, funciona como um reforço, prolongando o efeito protetor contra a doença.” O Ministério da Saúde está investindo R 154 milhões. Além disso, a produção do imunobiológico contará com investimento de R 72,6 milhões. Do total, 78% foram na faixa etária prioritária. No ano passado, o investimento no atendimento e expansão dos serviços para tratamento de câncer na rede pública de saúde foi de R$ 2,4 bilhões, 26% maior que em 2010.
BRASÍLIA – Nos últimos 10 anos, o Brasil reduziu 40% a taxa de mortalidade na infância (menores de cinco anos). O número caiu de 28,4 mortes por mil crianças nascidas vivas, em 2002, para 16,9 óbitos por mil nascidos vivos em 2012. Em relação aos últimos 22 anos, a queda ainda mais expressiva: 68,5%, passando de 54 mortes por mil nascidos vivos em 1990 para 16,9 para 2012 (dados preliminares).
Na divulgação do Relatório de Progresso 2013 sobre o Compromisso com a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada,o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) destacou o Brasil e suas ações para o combate aos fatores que contribuem para a mortalidade na infância. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta sexta-feira (13), em Brasília, do evento de lançamento da Unicef e da Organização Panamericana de Saúde (Opas), que lembra a conquista brasileira, além de apresentar dados inéditos de mortalidade na infância em todo o mundo.
“É uma conquista importante, mas não podemos apenas comemorar. Os números mostram que ainda precisamos avançar dando continuidade ao nosso compromisso de reduzir ainda mais as taxas de mortalidade neonatal, infantil e na infância”, afirmou o ministro chamando atenção os fatores que contribuíram para a queda. Somente nos últimos três anos, a queda da taxa de mortalidade na infância foi de 9%, caindo de 18,6 mortes por cada mil crianças nascidas viva em 2010 para 16,9 em 2012. ”Sabemos que a redução desses índices começa com a qualidade na assistência à saúde da mãe e do bebê no pré-natal e com a ampliação do acesso à atenção primária de saúde. Assim, por meio do programa Mais Médicos, vamos garantir essa expansão com médicos especializados na Atenção Básica para todo o Brasil, especialmente nas áreas mais remotas e de mais difícil acesso. Vamos priorizar as regiões indígenas e periféricas e, em especial, as regiões Norte e Nordeste”, acrescentou.
De acordo com os dados da ONU, que utiliza uma metodologia de comparação internacional, a redução da taxa no país foi de 77%, passando de 62 mortes a cada mil nascidos vivos para 14 óbitos por mil nascidos vivos. O percentual de redução da taxa de mortalidade na infância no Brasil é superior à taxa mundial que foi de 47% de queda e da América Latina e Caribe que foi de 65%. Além disso, o País conseguiu alcançar o Objetivo do Milênio para redução da taxa de mortalidade na infância (ODM 4) quatro anos antes do prazo estabelecido.
A vantagem política brasileira deve influenciar outros países. O Brasil é observado por outros países aqui na América Latina. A linha de cooperação técnica internacional na qual o Ministério da Saúde, o Unicef e a OPAS se colocam é um futuro para o Brasil dar essa demonstração de que tudo é possível apesar de sua grande complexidade”, relata Cristina Albuquerque, representante do Unicef no Brasil.
Na análise de 1990 a 2012, pelos dados do Ministério da Saúde, o Nordeste foi a região com o maior percentual de queda: 77,5%, passando de 87,3 por 1000/NV para 19,6 por 1000/NV. Os estados que se destacam Alagoas (-83,9%), Ceará (-82,3), Paraíba (-81), Pernambuco (-80,9) e Rio Grande do Norte (-79,3).
A queda do índice no Brasil pode ser explicada por uma série de fatores, entre eles, o foco na atenção primária de saúde, melhoria no atendimento materno e ao recém-nascido, promoção do aleitamento materno, expansão da imunização e criação de iniciativas de proteção social como o programa de transferência de renda Bolsa Família.
NORTE E NORDESTE– Pacto de Redução de Mortalidade Infantil na Amazônia Legal e Nordeste, desenvolvido pelo Ministério da Saúde entre 2009 e 2010, teve grande impacto, comprovável pelo fato de que a maior redução da mortalidade ocorrida no país no período de 2000 a 2010 se deu justamente nas regiões Norte e no Nordeste, especialmente. Além disso, políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos, a diminuição da pobreza obtida pelo maior programa de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família, foi também um forte fator para a redução dos óbitos na infância.
BRASÍLIA – O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), passa a oferecer a partir deste mês de setembro, em toda a rede pública de saúde, a vacina varicela (catapora) incluída na tetra viral, que também protegerá contra sarampo, caxumba e rubéola. A nova vacina vai compor o Calendário Nacional de Vacinação e será ofertada exclusivamente para crianças de 15 meses de idade que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral. Com a inclusão da vacina, o Ministério da Saúde estima uma redução de 80% das hospitalizações por varicela (catapora).
“Com apenas uma injeção o Brasil vai poder proteger suas crianças contra quatro tipos de doenças. Hoje, temos dados que mostram que quase nove mil pessoas são internadas por ano pela varicela e temos mais de 100 óbitos. Além disso, facilita o trabalho dos profissionais e traz economia, pois usa-se apenas uma agulha, uma seringa, um único local de conservação”, declarou o ministro Alexandre Padilha.
Com a tetra viral, o SUS passa a ofertar 25 vacinas, 13 delas já disponibilizadas no Calendário Nacional Vacinação. Foram investidos R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses por ano. A população deve se informar no posto de saúde mais próximo para saber se a vacina tetra viraljá está disponível. Isso porque alguns municípios ainda estão adequando a rotina à nova vacina, por causa da necessidade de capacitação dos profissionais para administração da dose ou pela dificuldade de distribuição para as salas de vacina em locais de difícil acesso. A previsão é que todas as 34 mil salas de vacinação distribuídas no Brasil estarão ofertando as doses até o final do mês.
A vacina tetra viral é segura – tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. Não haverá campanha de vacinação, pois a vacina tetra viral será disponibilizada na rotina dos serviços públicos em substituição à segunda dose da vacina tríplice viral. A vacina evita complicações, casos graves com internação e possível óbito, além da prevenção, controle e eliminação das doenças sarampo, caxumba e rubéola.
PARCERIAS – A produção nacional da vacina tetra viral é resultado da parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Bio-Manguinhos e o laboratório privado britânico GlaxoSmithKline (GSK). Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, a produção se dá por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), feito com os laboratórios públicos. Nessa parceria, os laboratórios da rede privada, são responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir a tecnologia. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos.
Esta é a sétima parceria entre o laboratório privado GSK e o laboratório público Bio-Manguinhos. Desde 1980, os laboratórios produzem juntos as vacinas poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) – que causa meningites e outras infecções bacterianas –, tríplice viral, rotavírus, dengue e pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo.
Ao total, estão em vigor 35 PDPs para a produção de 33 produtos, sendo 28 medicamentos e quatro vacinas. As parcerias envolvem 37 laboratórios, 12 públicos e 22 privados, nacionais e estrangeiros.
BERNA– Quando os fumantes renunciam definitivamente o cigarro, 80% deles ganham em média 7 Kg de acordo com vários estudos. Este ganho de peso não está relacionado com uma dieta rica em calorias para compensar a abstinência, mas a uma modificação da composição da flora intestinal, de acordo com os pesquisadores do Hospital da Universidade de Zurique.
O peso aumenta mesmo se os ex-fumantes ingerirem a mesma quantidade ou menos calorias do que quando fumada, indicou um comunicado do Fundo Nacional de Investigação Científica (FNC), que apoiou o estudo.
Este fenômeno é ocasionado devido a uma mudança na composição da diversidade bacteriana no intestino, de acordo com Gerhard Rogler do Hospital da Universidade de Zurique, cujo estudo foi recentemente publicado na revista “PLoS One”.
O experimento foi conduzido durante nove semanas com 20 pessoas, cinco não fumantes, cinco fumantes e dez pessoas que começaram parar de fumar uma semana após o início do estudo. Os pesquisadores constataram que a cessação do tabagismo resultou em grandes mudanças na composição da flora microbiana intestinal.
As cepas de bactérias que também são predominantes na flora intestinal de pessoas obesas proliferaram após a cessação do tabagismo. Os indivíduos que haviam parado de fumar ganharam em média de 2,2 Kg durante as nove semanas do experimento, mesmo sem alterar seus hábitos alimentares. Pequeno detalhe, eles consumiram um pouco de álcool no final do estudo.
Este resultado já havia sido observado em estudos anteriores realizados com animais. O estudo foi realizado no âmbito do estudo de coorte suíço de doença inflamatória intestinal crônica.
BRASÍLIA – Dados inéditos do Ministério da Saúde revelam que, pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. Em 2006, o índice era de 43%.Entre os homens, o excesso de peso atinge 54% e entre as mulheres, 48%.
O estudo inédito também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Em 2006, quando os dados começaram a ser coletados pelo Ministério, o índice era de 11%. O aumento atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Na primeira edição da pesquisa, 11% dos homens e 11% das mulheres estavam obesos. Atualmente, 18% das mulheres estão obesas. Entre os homens, a obesidade é de 16%.
O estudo retrata os hábitos da população e é um importante instrumento para desenvolver políticas públicas de saúde e estimular os hábitos saudáveis. Nesta edição, foram entrevistados 45,4 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal, entre julho de 2012 a fevereiro de 2013.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os dados servem de alerta para que toda a sociedade se articule para controlar o aumento da obesidade e do sobrepeso no país. “Os dados reforçam que a hora é agora. Se não tomarmos – o conjunto da sociedade, familiares, trabalho, agentes de governo -, as medidas necessárias, se não agirmos agora, corremos o risco de chegar a patamares de obesidade como os do Chile e dos Estados Unidos. Por isso temos que agir fortemente”, disse.
ALIMENTAÇÃO –Apesar de a obesidade estar relacionada a fatores genéticos, há importante influência significativa do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados no aumento dos índices brasileiros. Forte aliado na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, o consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros.
Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco ou mais porções ao dia. Outro indicador que preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente. Os refrigerantes também têm consumidores fieis – 26% dos brasileiros tomam esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana.
FASES DA VIDA– Se na faixa etária entre 18 e 24 anos, 28% da população está acima do peso ideal, a proporção quase dobra na faixa etária dos 35 anos aos 44 anos, atingindo 55%. O percentual de obesidade acompanha este crescimento e mais que dobra se comparados os dois períodos: 7% para 19%, respectivamente. Com o passar dos anos, os brasileiros também tendem a diminuir a prática da atividade física: 47% dos jovens com idade entre 18 a 24 anos se exercitam regularmente. E entre 35 a 44 anos, o índice cai para 31%.
O Vigitel 2012 mostra ainda que o envelhecimento da população reflete positivamente na alimentação do brasileiro. Se entre os 18 e 24 anos mais da metade dos homens brasileiros come carne com gordura regularmente (48%), este índice cai para 27% entre aqueles que já passaram dos 65 anos. O fenômeno se repete com o consumo de refrigerante. Entre os jovens com idade entre 18 e 24 anos, 36 % declararam tomar regularmente a bebida. Aos 65 anos, o percentual cai para menos de um terço, ficando em 12%.
Em contrapartida, há aumento de consumo de frutas e hortaliças nas faixas etárias superiores. Entre os 18 e 24 anos, 17% comem cinco porções/dia e 24% cinco porções semanais. Aos 65 anos, os percentuais aumentam para 28% e 46%, respectivamente.
ESCOLARIDADE –O Vigitel 2012 permite ainda conhecer os hábitos dos brasileiros conforme o sexo e a escolaridade. Frutas e hortaliças estão presentes regularmente no cardápio de 45% dos brasileiros que concluíram, no mínimo, 12 anos de estudo. O percentual reduz para 29% entre as pessoas que estudaram até, no máximo, oito anos.
Se levarmos em consideração a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 400 gramas diárias de frutas e hortaliças, as proporções vão para 31% para quem tem 12 anos e mais de escolaridade e 18% para quem não conclui o ensino fundamental ou tem menos de oito anos de escolaridade.
A gordura saturada também é mais comum na mesa das pessoas com menos estud 32% comem carne com excesso de gordura e 53% bebem leite integral regularmente. Já entre a população com maior escolaridade, os percentuais registrados estão abaixo da média nacional, com 27% e 47%, respectivamente.
A pesquisa revela também que 45% da população com mais de 12 anos de estudo praticam algum tipo de atividade física (no horário livre de lazer). O percentual diminui para menos de um quarto da população (21%) para quem estudou até oito anos. Os homens (41%) são mais ativos que as mulheres (26%). A frequência de exercícios físicos no horário de lazer entre mulheres com mais de 12 anos de estudo (37%) é o único indicador da população feminina que figura acima da média nacional (33%).
Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, como o Vigitel apontou menores frequências de obesidade e excesso de peso entre pessoas com mais anos de estudo, o crescente aumento da escolaridade dos brasileiros registrado nos últimos anos pode representar uma expectativa positiva em relação ao controle a esses fatores de risco. “De 2000 a 2010, a tendência foi um grande crescimento do nível educacional. É um condicionante importante para a redução da velocidade do crescimento da obesidade e do sobrepeso”, disse.
COMBATE À OBESIDADE – A obesidade, o sedentarismo e má alimentação são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. Um dos objetivos do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), lançado em 2011, é deter o crescimento da proporção de adultos brasileiros com excesso de peso ou com obesidade.
Em março, o Ministério da Saúde criou a Linha de Cuidados da Atenção Básica para excesso de peso e outros fatores de risco associados ao sobrepeso e à obesidade até o atendimento em serviços especializados. A Atenção Básica proporciona diferentes tipos de tratamentos e acompanhamentos ao usuário, o que inclui também atendimento psicológico.
A pessoa com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25) poderá ser encaminhada a um polo da Academia da Saúde para realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para receber orientações para uma alimentação saudável e balanceada. Atualmente, 77% dos 2.040 NASFs contam com nutricionistas; 88,6% com psicólogos e 50,4% com professores de educação física. A evolução do tratamento deve ser acompanhada por uma das 39,2 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), presentes em todos os municípios brasileiros.
O Programa Academia da Saúde é a principal estratégia para induzir o aumento da prática da atividade física na população. Até agora, já foram repassados R 390 milhões. A iniciativa prevê a implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de práticas corporais, atividades físicas e lazer. Atualmente, há mais de 2,8 mil polos habilitados para construção em todo o país e outros 155 projetos pré-existentes que foram adaptados e custeados pelo Ministério da Saúde.
O ministro Padilha destacou a importância doe investir e ampliar o Programa Academia de Saúde para melhorar os hábitos e ampliar a atividade física entre os brasileiros. Por isso, vai discutir com secretários municipais e estaduais de Saúde a ampliação deste programa.
O Ministério da Saúde investe também em ações preventivas para evitar a obesidade em crianças e adolescentes, como o Programa Saúde na Escola (PSE), que este ano está aberto aos municípios e passa a atender creches e pré-escolas. São mais de 50 mil escolas que participam do programa.
Outra medida é a parceria do Ministério com Federação Nacional de Escolas Particulares para distribuição de 18 mil Manuais das Cantinas Escolares Saudáveis como incentivo a lanches menos calóricos e mais nutritivos. O Ministério também mantém acordo com a indústria para redução do teor de sódio entre os alimentos. O acordo voluntário prevê redução gradual de sal em 16 categorias de alimentos habituais na mesa do brasileiro, entre eles, o famoso pão francês.
AVALIAÇÃO DO PESO IDEAL– O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma forma para conhecer o estado nutricional do indivíduo. Para calculá-lo, basta dividir o peso em quilogramas pelo quadrado altura em metros (IMC = peso / altura x altura). O IMC é apenas um indicativo para descobrir se está no peso ideal. Outros fatores como sexo, idade, condicionamento físico devem ser levados em conta.
BRASÍLIA – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou neste sábado (24), em Brasília, do Dia D de mobilização da campanha nacional para atualização da caderneta infantil. A ação é realizada em parceria com estados e municípios e acontece até o dia 30 deste mês em todo o país. Crianças menores de cinco anos devem ser levadas aos postos de vacinação para que a caderneta seja avaliada e o esquema vacinal atualizado, de acordo com a situação encontrada.
A meta é vacinar as crianças que não estiverem com a caderneta em dia. O público nesta faixa etária é estimado em 14,4 milhões de crianças. Na campanha, são oferecidas todas as vacinas do calendário básico infantil: BCG, hepatite B, penta, inativada poliomielite (VIP), oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche). As vacinas oferecidas são as mesmas da rotina.
Durante a mobilização, que aconteceu no Centro de Saúde nº 1 da Estrutural, o ministro Alexandre Padilha vacinou crianças contra poliomielite e convocou pais ou responsáveis a aproveitarem a campanha para colocar a vacinação das crianças em dia. “Hoje são tantas as vacinas oferecidas pelo SUS, de graça para a população, que algumas vezes fica difícil para os pais saberem se está tudo em dia. São disponibilizadas vacinas para quase 20 doenças. Esta é uma oportunidade para checar se as crianças estão com todas as vacinas em dia. Não podemos esquecer que a criança só fica, realmente, protegida depois que tomar todas as doses previstas no calendário básico”, explicou o ministro. O ministro aproveitou a oportunidade para visitar a unidade móvel de saúde Carreta da Mulher, estacionada atrás do posto de saúde onde ocorreu a mobilização.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, que também participou da mobilização em Brasília, destacou a importância desta ação. “É segunda vez que realizamos no Brasil um tipo de campanha como esta, com a oferta de todas as vacinas para atualizar o cartão da criança. Como o Programa Nacional de Imunizações oferece um número grande de vacinas – que são aplicadas em períodos diferentes – não é raro as crianças estarem com o calendário atrasado”, ressaltou. O Governo do Distrito Federal foi representado pelo secretário de Saúde, Rafael Barbosa.
APLICATIVO –Durante a mobilização, o ministro Alexandre Padilha anunciou o lançamento do aplicativo Vacinação em Diaparatablets e smartphones,que será disponibilizado pelo Ministério da Saúde a partir deste sábado. A ferramenta é uma forma fácil, moderna e ágil de acompanhar o calendário vacinal de crianças e adultos.No dispositivo móvel, estão disponíveis todas as vacinas ofertadas pelo SUS e o usuário poderá cadastrar até 10 carteiras de vacinação.
A partir da inserção da primeira vacina no calendário, o aplicativo calcula quando o usuário deve comparecer novamente para uma nova imunização e envia um lembrete por mensagem. O calendário de vacinação cadastrado no aplicativo também pode ser enviado, por e-mail, para impressão. O usuário também irá receber um lembrete para comparecer aos postos de saúde a cada campanha sazonal, com destaque para o dia D, que normalmente acontece no primeiro dia da mobilização.
O aplicativo funcionará em tablets e smartphones que utilizem sistemas operacionais iOS e Android 2.2 ou superior. A partir do lançamento, o usuário poderá baixar o Vacinação em Dia no Google Play e futuramente na Apple Store.
ZÉ GOTINHA– Para divulgar a campanha, o Zé Gotinha vai entrar em campo nos dois jogos do campeonato brasileiro que serão realizados neste final de semana no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Além da vacinação, o Dia D no posto da Cidade Estrutural terá cama elástica, distribuição de bexigas e revistinhas, doação de lápis de cor e livro de atividades.
Desde o último domingo (18) estão sendo veiculados vídeos e jingles para divulgação da campanha em emissoras de TVs abertas e fechadas e nas rádios. Também foram produzidas peças para divulgação na internet, mídia indoor e mídia exterior e materiais gráficos. Para a operacionalização da campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou a estados e municípios R$ 18,6 milhões. A ação envolve 34 mil postos fixos de vacinação – além dos volantes – e 350 mil profissionais de saúde, além da utilização de cerca de 40 mil veículos.
VITAMINA A –O Ministério da Saúde também passa a disponibilizar para as crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade – residentes em todos os municípios das Regiões Norte e Nordeste e municípios prioritários do Plano Brasil Sem Miséria das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul – a suplementação de vitamina A. A suplementação, com megadoses de vitamina A, contribui para a redução do risco global de morte, mortalidade por diarreia, além de ajudar no desenvolvimento e crescimento das crianças. A vitamina A também pode ser recebida na rotina dos serviços de saúde.
PARIS – O futuro será vegetal. Assim como asoja, consumida como bife e outras formas, a França aposta em ervilhas e alfafa, com proteínas extraídas de culturas ainda negligenciadas nos campos, para alimentar pessoas e animais.
“O que os Estados Unidos foram capazes de fazer com a soja, nós queremos fazer com as ervilhas, tremoço, fava …”, resume Denis Chéreau, piloto do programa “Improve” (em português: Melhorar), uma plataforma de inovação que funciona como um centro de pesquisa, na Picardia – França.
Denis Chéreau acaba de ser confirmado para mais de um ano neste projeto de valorização das proteínas vegetais, em parceria com quatro grupos industriais (Téréos, Sofiprotéol, Siclaé e In Vivo), o INRA (Instituto de pesquisa agropecuária) e o Comissário de Investimentos.
O Instituto de compartilhamento de proteína vegetal visa um depósito de potencialmente 28 milhões de toneladas de proteína vegetal, e para seu promotor, o futuro é ilimitado: de bifes de tremoço a alimentos para cães e gatos diabéticos, filtros UV, cremes antirrugas, química verde em cosméticos: o futuro está no campo.
Reduzir as importações
O primeiro benefício em curto prazo será o de desenvolver as culturas oleoproteaginosas e proteaginosas, para reduzir as importações de alimentos para animais, principalmente a soja OGM proveniente da América do Sul.
Apesar dos esforços da última década, a França importa na verdade ainda quase metade das suas necessidades (contra 70% há uma década).
Faça essas culturas rentáveis
Mas para convencer os agricultores a cultivar ervilhas ou tremoços ao invés de trigo ou milho, melhores cotados no mercado, ainda seria necessário valorizar estas culturas para torná-las tão rentáveis quanto, lembra Jean-François Rous, Diretor de Inovação da Sofiprotéol.
“Temos apenas 130 mil hectares de ervilhas contra 420 mil em 2011, perdemos três quartos porque não eram economicamente sustentáveis. Desenvolvendo aplicações valiosas, os produtores as seguirão”, complementou.
O essencial para os ganhos, segundo ele, é passar para melhores rotações de variedades e um trabalho de “cobertura permanente” (os campos não estarem vazios entre as colheitas). Também é o objetivo do “Produzir outra forma” e do futuro “Mapa Proteico” previsto para o final do ano, nota o ministro da Agricultura da França.
Otimizar as oleaginosas
Outro desafio, segundo Sr. Rous, será o de otimizar o cultivo das oleaginosas como a colza e o girassol, em grande escala: respectivamente 1,6 milhões de hectares de colza, ou 5 milhões de toneladas em média, e 700.000 de hectares para o girassol.
Uma vez que o óleo é extraído, a mistura das fibras restante é utilizada para a alimentação dos animais. São bolos ricos em proteína, bem digerido pelo gado, mas não por porcos ou aves, explicou.
“Precisamos encontrar um procedimento de desfibrar os bolos. Então o homem pode chegar a uma extração de proteína quase pura, como o tofu”.
Grande desafio do século 21
Este é outro grande desafio do agronegócio para o século. A ONU prevê uma população de 9,7 bilhões de pessoas para 2025. “Como vamos fazer sem mudar os hábitos alimentares?”, pergunta Denis Chéreau.
Uma população enriquecida consome mais proteína animal. Como vemos na China, na Índia e na maioria dos países emergentes da Ásia, que estão passando para uma dieta de carne, um símbolo de sucesso.
“Dois terços das produções agrícolas são consumidas pelos animais para a produção de proteínas, em comparação com apenas 18% pelos seres humanos”. Melhoras virão, segundo ele, começando pela identificação dos efeitos fisiológicos benéficos de proteínas vegetais, a fim de aumentar a sua utilização na alimentação humana.
“Atualmente, 60 a 70% das proteínas consumidas pelos ocidentais são de origem animal, mas os nutricionistas aconselham um equilíbrio de 50-50”, disse o especialista. Simplesmente, ele disse, “quando você come um bife, esperamos certo sabor. A soja é capaz de fazê-lo, devemos fazê-lo” para outras plantas. O projeto Improve também planeja trabalhar com líderes – mais de quarenta engenheiros e técnicos.
BRASÍLIA – O Brasil começa avançar no processo de desenvolvimento da vacina contra adenguecom a permissão do teste em seres humanos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta sexta-feira (16) comunicado especial que autoriza Instituto Butantan a iniciar a etapa de pesquisa clínica do imunobiológico. O Ministério da Saúde está investindo R 1,05 bilhão em 2010; R 1,73 bilhão em 2012. Além disso, todos os municípios receberam adicional de R 92,8 milhões para 1.159 municípios.
Em novembro do ano passado, o Ministério da Saúde lançou campanha de mobilização contra a dengue e intensificou a sua divulgação durante todo o período de maior ocorrência da dengue em 2013. Também foi oferecido aos profissionais de saúde ensino a distância em manejo clínico do paciente com dengue, por intermédio de curso promovido pela UNASUS, conhecido como Dengue em 15 minutos. Além disso, as secretarias de Atenção à Saúde e de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, vem prestando assistência técnica para organização da rede de serviços de saúde ao atendimento dos pacientes com a doença e apoio às atividades de prevenção e investigação dos óbitos suspeitos de dengue.