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12 alimentos desintoxicantes

12 alimentos desintoxicantesTodos querem iniciar o ano novo com mais saúde e disposição, não é mesmo? Mas depois das festas de final de ano, sempre com muita bebida e comida, parece um pouco difícil voltar à rotina saudável. É nessa hora que uma dieta equilibrada e composta pelos alimentos certos ajuda o corpo a eliminar os excessos, toxinas e tudo de ruim acumulado durante as festas. Veja nossa lista de alimentos desintoxicantes que certamente vão fazer muito pela sua saúde e te deixar preparado para o novo ano.

1. Limão. Rico em vitamina C, que ajuda a turbinar a imunidade, o limão também combate radicais livres que prejudicam as células do corpo. Além disso, estudos apontam que o consumo do limão, em suco ou em saladas, retarda o envelhecimento (devido a sua ação antioxidante) e controla a ansiedade.

12 alimentos desintoxicantes

2. Repolho. Esse vegetal é rico em antioxidantes e enxofre, um mineral fundamental para limpar o organismo de toxinas. O consumo do repolho pode ser cru, em saladas, ou refogado com um pouco de azeite e cebola.

3. Berinjela. A berinjela, além de rica em fibras que ajudam o trânsito intestinal, é também fonte de ácido caféico, que estimula a função da bile e digestão de gorduras e eliminação de toxinas.

4. Chá verde. O chá verde é rico em antioxidantes que eliminam radicais livres, e também catequinas, que ajudam a remover toxinas das células. Os seus benefícios são vários, ajudando a melhorar o colesterol, retardando envelhecimento e prevenindo até alguns tipos de cânceres.

12 alimentos desintoxicantes

5. Alimentos integrais. Arroz, pão, farinha de trigo integral, dentre outros, são excelentes aliados na desintoxicação do corpo. Eles são ricos em fibras que melhoram o trânsito intestinal, evitam constipação e ainda impedem que o corpo absorva excessos de gordura e outras toxinas.

6. Melancia. Rica em água e sais minerais, a melancia é diurética, favorecendo a eliminação de impurezas pela urina. Você pode consumi-la in natura ou na forma de sucos, misturando com outros ingredientes, como capim-santo e gengibre.

7. Frutas vermelhas. Alimentos como amora, framboesamorangos e mirtilos são excelentes fontes de antioxidantes e carotenóides, substâncias que combatem os radicais livres e previnem o envelhecimento precoce das células.

12 alimentos desintoxicantes

8. Couve. Vegetal campeão nas dietas desintoxicantes, a couve é fica em compostos sulforados (contendo enxofre). Esses compostos aumentam a capacidade do organismo de eliminar toxinas e excessos nocivos ao corpo, prevenindo lesões celulares. O corante verde natural é um poderoso antioxidante.

9. Brócolis. Assim como o repolho, esse vegetal contém substâncias que estimulam o fígado a metabolizar e eliminar toxinas. Além disso, brócolis são ricos em minerais e vitaminas.

10. Alho. O alho possui propriedades antissépticas e estimulam o sistema imune. Além disso, o alho é diurético favorecendo a eliminação de impurezas pela urina e reduzindo a retenção de líquido.

12 alimentos desintoxicantes

11. Beterraba. Rica em ferro, a beterraba também é fonte de pectina que ajuda a limpar as toxinas do corpo e melhorar a função do fígado. Dessa forma, impurezas, que seriam absorvidas pelo corpo, são eliminadas pela urina ou fezes.

12. Gengibre. Essa raiz é conhecida por ativar o metabolismo, melhorar constipação intestinal e possuir quantidades apreciáveis de vitamina C, cálcio, ferro, potássiofósforo e magnésio. Além disso, o gengibre é rico em fibras.

Tente fazer combinações na sua dieta que incluam a maioria dos ingredientes. Dê preferência a alimentos frescos e sem conservantes e não se esqueça de beber muita água (acima de 2 litros por dia).

Update: 02.01.2021. Por Xavier Gruffat.

10 dicas para ter um final de ano com mais saúde

10 dicas para ter um final de ano com mais saúdeO final do ano é uma época de celebrar e comemorar, com muita comida e bebida. O problema é que muitas pessoas exageram na dose e começam o ano ruim.Enxaqueca, gastrite, diarreia, mal estar… são muitos os problemas de saúde que podem decorrer das festividades. Veja abaixo nossas dicas para evitar muitas doenças e começar 2013 com o pé direito.

1. Exagerou no álcool? Hidrate-se bem. O etanol (álcool presente nas bebidas alcoólicas) necessita de muita água para ser metabolizado e eliminado pelo organismo. Os sintomas de ressaca normalmente são decorrentes de desidratação do corpo. Portanto, para evitar a ressaca, beba bastante líquido durante e depois das festas.

2. Exagerou na gordura? Coma frutas cítricas. Muitas das comidas do final do ano são ricas em gorduras e podem atrapalhar a digestão. Sintomas de azia, má digestão e queimação no estômago são comuns após as ceias de Natal e Ano Novo. Se você exagerou na comida, coma frutas cítricas, como laranja, abacaxi, acerola e limão. O ácido ajuda a melhorar a digestão das gorduras e melhora o bem estar.

10 dicas para ter um final de ano com mais saúde

3. Se você sofre de gastrite, evite comidas muito temperadas. Isso inclui molhos, temperos pra saladas, pimenta e alguns alimentos que atrapalham a digestão, como pimentão, feijão e comidas gordurosas.

4. Evite ingerir comidas que ficaram muito tempo na geladeira. As comidas de final do ano, por serem ricas em gordura e açúcar, são o ambiente preferido para crescimento de muitas bactérias, incluindo aquelas que causam intoxicação alimentar, gastroenterite e diarreia. Procure não comer comidas que ficaram muito tempo fora da geladeira ou guardadas por mais de 1 semana.

5. Caso tenha diarreia, tome soro fisiológico. Evite usar medicamentos que interrompam a diarreia, como a loperamida. Muitos casos são causados por infecção intestinal é importante que a pessoa elimine a bactéria. Use soro fisiológico para reidratar o corpo e beba bastante líquido.

10 dicas para ter um final de ano com mais saúde

6. Se beber, não dirija. Por mais repetida que essa mensagem possa parecer, é importante reforçar. Durante as festas de final de ano, o número de acidentes de carro aumenta muito, sendo que grande parte é causada por motoristas bêbados.

7. Se você tem hipertensão, cuidado com a quantidade de sal ingerida. Muitas comidas de final de ano são ricas em sal e condimentos, que elevam a pressão sanguínea. Durante o final de ano, o número de pacientes que chegam à emergência com pressão alta (e até mesmo infarto e AVC) aumenta, sobretudo pelo consumo excessivo de comida e bebida. Portanto, maneire na comida e bebida para não ter graves problemas de saúde.

8. Pessoas com diabetes devem ter atenção redobrada. Muitas comidas de final de ano aumentam muito o índice glicêmico, ou seja, a quantidade de açúcar no sangue. Isso pode ser particularmente perigoso para pacientes diabéticos. Controle a quantidade de comida ingerida e o tipo de alimento. Prefira frutas a sobremesas e maneire nos carboidratos. Não se esqueça de tomar sua medicação.

9. Cuidado com a balança. É possível comer bem durante as festas e não engordar. Saiba fazer as escolhas saudáveis durante as ceias de Natal e Ano Novo, como saladas, frutas e carnes magras. Procure manter a mesma rotina de exercícios durante essa época. Para mais informações de como manter o corpo na estação, veja nossa página exclusiva com 12 dicas.

10. Aproveite a estação para descansar e relaxar. Curta a família, os amigos e todas as festas para eliminar o estresse e começar bem o ano de 2013. Evite levar trabalho para a casa e não deixe que as festas tornem-se mais uma preocupação. Manter a mente tranquila é uma excelente dica para ter saúde no próximo ano.

A equipe Criasaude deseja a todos um excelente Natal e próspero Ano Novo. Que 2013 traga muitas alegrias, realizações e, o mais importante SAÚDE. Fique sempre ligado em nosso site para mais dicas e informações sobre saúde, bem estar, nutrição e beleza.

E você concorda com essas dicas ou tem mais alguma para sugerir? Deixe seu comentário logo abaixo nesta página. Sua opinião é muito importante!

Foto: © Ariwasabi – Fotolia.com

Um verdadeiro avanço no tratamento da AIDS no mundo

Um verdadeiro avanço no tratamento da AIDS no mundoSAO PAULO – O acesso aos tratamentos antirretrovirais (TAR) tem permitido inúmeras pessoas com HIV / AIDS possuir um olhar diferente sobre a doença. Os países de renda baixa e intermediária também obtiveram queda na mortalidade devido ao aumento de 1,6 milhões de beneficiados pelo tratamento em 2013.

Um progresso espantoso na África 

A África faz parte das zonas mais afetadas pela infecção do HIV, com numerosas dificuldades socioeconômicas, culturais, epidemiológicas e sanitárias ainda encontradas na luta contra a AIDS. Apesar dos obstáculos, a África tem registrado o aumento importante no número de pessoas com acesso ao TAR em 2013. Segundo relatório de 2013 da OMS (fonte:http://www.who.int/hiv/data/ARTmap2013.png?ua=1) 7.540.000 pessoas recebem o tratamento no continente africano.

O TAR acessível a 15 milhões de pacientes em 2015 

Segundo a OMS, o objetivo é permitir que 15 milhões de pessoas sejam beneficiadas pelo TAR em 2015. Apesar do progresso atingido hoje, ainda resta obter um maior equilíbrio entre a distribuição da população beneficiada, que apresenta menos homens, crianças, adolescentes e pessoas em risco em benefício de mulheres e mulheres grávidas portadoras do HIV.

Uma queda notável na mortalidade pela AIDS

O maior acesso ao TAR permitiu reduzir drasticamente a taxa de mortalidade pelas doenças da AIDS. De acordo com estimativas da OMS, mais de 4,2 milhões de mortes podem ter sido evitadas em 10 anos nos países de renda baixa e intermediária. Esta melhora na expectativa de vida é igualmente acompanhada pela menor incidência de novas infecções e isso graças à efetiva prevenção pelo TAR, que se mostra cada vez mais eficaz. De acordo com dados, mais de 800.000 infecções foram evitadas em crianças entre o ano de 2005 e 2012.

Atenção ao momento da doença, uma garantia de eficácia

Além dos esforços de implantação do uso do TAR, as ações de triagem são cruciais para iniciar o tratamento no momento mais favorável. Vale lembrar que o tratamento antirretroviral deve ser colocado em prática durante certo estágio de evolução da doença. Isto significa no momento em que a taxa de CD4 não está tão baixa ainda. Infelizmente, na maior parte dos países de baixa renda e de renda intermediária, mais de 25% da população portadora do vírus começa o TAR tardiamente.

Apesar dos avanços em relação à triagem e tratamento, ainda existem muitas regiões, principalmente na África, onde a população não tem acesso ao diagnostico e tratamento da AIDS. Portanto, ainda há muito a fazer e investir em relação a esta doença.

Leia também nosso relatório completo sobre o HIV/ AIDS

© Redação do Criasaude.com.br, 27 de janeiro de 2014

Seu filho se recusa a ir para a cama: hora de dormir em questão

Seu filho se recusa a ir para a cama: hora de dormir em questãoRHODE ISLAND – Muitos pais conhecem o fenômeno: crianças que não querem ir para a cama, que caem constantemente e que fazem manha. De acordo com um estudo americano e suíço, o problema vem do fato de que a hora de dormir não coincide com o relógio interno das crianças.

Os adultos determinam a sua própria hora de dormir. As crianças pequenas são dependentes da decisão dos pais. Este momento deve coincidir com a fisiologia da criança e sua necessidade de real de dormir, como explicou Oskar Jenni, um pediatra que desenvolveu a clínica infantil em Zurique, na Suíça, que participou do estudo.

Os cientistas pesquisaram em 14 crianças com idade entre dois anos e meio a três anos “a hora fisiológica ideal para dormir”. Esta hora é de noite, o momento em que a taxa de melatonina, o hormônio do sono, aumenta no corpo regulando o corpo e o cérebro para um modo de suspensão. Isso leva algum tempo, diz Jenni.

Cama na hora errada

As crianças que precisam de mais tempo para adormecer são aqueles em que o aumento do hormônio ocorre mais tarde, de acordo com o trabalho publicado na revista ” Mind, Brain, and Education”. Estas crianças são, portanto, mandadas para a cama enquanto seu corpo ainda está no modo acordado. E eles resistem mais fortemente.

Em contraste, as crianças com mais tempo entre o influxo de melatonina e a hora do por do sol adormecem mais rápido e são menos relutantes em ir para a cama. Cada criança tem um “momento ideal de adormecer” diferente, o tempo de subida de melatonina varia de acordo com cada criança.

Segundo Jenni: “quando consideramos a fisiologia da criança, o adormecer passa a ser um problema menor. 80% dos pais fazem isso direito automaticamente”. Segundo os autores, cerca de uma em cada quatro crianças têm problemas para adormecer, o que pode afetar a sua saúde, comportamento e até mesmo o seu desenvolvimento.

Quartos escuros

Em caso de problemas para adormecer, seria bom tentar colocar a criança na cama mais tarde. Não seria relevante ou pertinente a medida cotidiana dos níveis de melatonina criança, de acordo com Dr. Jenni.

De fato, as 14 crianças de Providence (Rhode Island, Estados Unidos) que participaram do estudo e seus pais, viveram quase seis dias em condições de laboratório, em salas escuras com pequenas lâmpadas. A melatonina é de fato muito sensível à luz.

Leia nosso arquivo completo sobre insônia

Criasaude.com.br, 13 de janeiro de 2014 – © Eléonore H – Fotolia.com

Mononucleose, os adolescentes são mais afetados do que as crianças

Mononucleose, os adolescentes são mais afetados do que as criançasZURIQUE – Pesquisadores suíços da Universidade de Zurique descobriram porque os adolescentes são mais afetados com amononucleose infecciosa, as crianças são raramente afetadas. Esta diferença é baseada no aumento da presença de certas células do sistema imune em crianças, fazendo com que células patógenas infectantes sejam inofensivas. Os pesquisadores agora pretendem desenvolver uma vacina.

Nos países ocidentais, mais de 95 % dos adultos são portadores do vírus de Epstein-Barr (EBV), causa da mononucleose. A contração do vírus é geralmente baixa  durante a infância e na maioria dos casos a criança não apresenta sintomas (assintomáticos). Quando a doença se manifesta, ela é chamada de mononucleose ou mononucleose infecciosa. Uma condição caracterizada por dor de cabeça e uma grande fadiga, os sintomas podem durar menos de 2 semanas a um ano, em alguns casos mais graves.

Quando a mononucleose se manifesta ou mononucleose sintomática, é possível observar um aumento no número e volume dos linfócitos, células do sangue.

Sabemos que o sistema imunológico se defende contra a mononucleose normalmente só depois de alguns meses, o que também aumenta o risco de casos seguidos de doença de Hodgkin ou linfoma de Hodgkin, um câncer do sistema linfático.

Os imunologistas da Universidade de Zurique, através de experimentos em ratos, identificaram um fator de risco para o aparecimento da doença. Parece que a perda de controle do sistema imunológico vem das jovens células exterminadoras naturais ou linfócitos NK (natural killer em Inglês) . O estudo foi publicado na revista ” Cell Reports”. De acordo com Christian Münz, responsável pelo projeto, é possível que as células exterminadoras naturais, incluindo em crianças pequenas que dependem fortemente, permitir a morte das células em que o EBV se prolifera.

A vacinação de adolescentes

“É por isso que a primeira infecção ou infecção primária é enfraquecida e a mononucleose infecciosa permanece assintomática”, como explica Münz em um comunicado da Universidade de Zurique. Sem essas células natural killer , o vírus da mononucleose (EBV) se multiplica fortemente, e a forte resposta imunológica provoca sintomas diferentes.

Além disso, sua experiência em ratos geneticamente modificados, incluindo os com células natural killers faltantes, o linfoma de Hodgkin foi mais frequente.

O grupo de pesquisa em torno de Münz está agora trabalhando em uma vacina, que deve ter como objetivo reduzir os sintomas durante a primeira infecção, especialmente entre os adolescentes. Esta vacina também pode ajudar a reduzir o risco de sofrer de doença de Hodgkin, como sugere o estudo em ratos.

7 de janeiro de 2014. Por Xavier Gruffat farmacêutico (ETH Zurich , Suíça) – Fontes: Adaptado do nosso site Alemão – Fotos © Fotolia.com

Kava kava, eficaz contra a ansiedade

Kava kava, eficaz contra a ansiedadeMELBOURNE – Um estudo australiano publicado em outubro de 2013, demonstrou uma eficácia significativa da kava kava contra a ansiedade e, em particular, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), um termo que descreve um estado quase permanente de ansiedade ou ansiedade crônica. A kava kava (Piper methysticum), também conhecida como cava-cava, kawa-kawa ou kava, é uma planta conhecida na fitoterapia para tratar a ansiedade. Outros estudos demonstraram, pelo menos parcialmente, a sua eficácia para esta indicação, mas não em casos de TAG em comparação ao placebo.

A kava kava é uma planta originária principalmente das ilhas do sul do Oceano Pacífico (por exemplo Vanatu), a parte mais utilizada da planta é o rizoma. Os povos das ilhas do Pacífico utilizam esta planta em forma de suco devido a suas propriedades sedativas e anestésicas. Esta planta pertence claramente à cultura local destas ilhas.

Portanto, talvez não seja uma coincidência que os pesquisadores australianos de Melbourne examinaram mais detalhadamente esta planta, dada a sua proximidade geográfica e cultural.

O estudo em detalhe

O estudo foi conduzido pelo Dr. Jerome (sem ênfase no artigo original) Sarris, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Melbourne (Department of Psychiatry – University of Melbourne) na Austrália. Foi publicado no Journal of Clinical Psychopharmacology.

Este estudo incluiu 75 pacientes com transtorno de ansiedade generalizada (em inglês: generalised anxiety disorder) e durou 8 semanas. Os participantes receberam kava kava ou placebo, chamados neste estudo de grupo kava e grupo placebo, respectivamente. Em cada grupo o nível de ansiedade de cada participante foi avaliado periodicamente.

No grupo kava, os participantes receberam dois comprimidos por dia de um extrato aquoso de kava kava, com uma dose total de 120mg de kavalactonas (princípios ativos da kava kava), durante as primeiras 3 semanas de estudo, chamada de primeira fase de controle. Para os participantes do grupo kava que não responderam (sem efeito), a dose foi duplicada durante a segunda fase do estudo, a partir da quarta até a sexta semana. O grupo placebo seguiu o mesmo modelo posológico que o grupo kava, sendo a única diferença é claro que em vez de receber um comprimido de kava kava, recebiam um medicamento placebo.

No final do estudo, os investigadores observaram uma redução significativa de ansiedade generalizada no grupo kava. De fato, 26 % dos participantes grupo kava viram os seus sintomas desaparecem, os investigadores utilizaram o termo remissão da doença, em comparação com apenas 6 % no grupo de placebo.

Efeitos colaterais

A equipe do Prof. Jerome Sarris também encontrou alguns pontos interessantes. Os pacientes com TAG moderada a grave se beneficiaram mais com os efeitos da kava kava, em comparação com aqueles com TAG suave.

Os cientistas não encontraram nenhum efeito colateral do tipo hepático (no fígado), que muitas vezes é utilizado como crítica no uso da kava kava. Na verdade, não houve diferença na função hepática entre o grupo kava e o placebo. O risco de efeitos secundários foi medido e aceitável. Não foi identificado risco de vício no grupo kava. Este último ponto é crucial, porque sabemos que os tratamentos convencionais utilizados contra o TAG muitas vezes causam dependência, que é particularmente o caso dos benzodiazepínicos.

No entanto, a Clínica Mayo, uma instituição americana famosa no campo de tratamentos alternativos, embora reconheça a sua eficácia provável ou comprovada contra a ansiedade e o estresse, possui restrições severas para o uso da kava kava, considerando que esta planta pode levar a problemas hepáticos graves. É por esta razão que esta planta não está disponível em alguns locais, especialmente na Europa. Também é importante notar que o estudo australiano incluiu apenas 8 semanas de tratamento, pode ser interessante efetuar um estudo a longo prazo, por exemplo, de 12 meses para identificar os efeitos secundários no fígado.

Ação sobre o desejo sexual feminino

O estudo também mostrou que as mulheres do grupo kava puderam desfrutar de um efeito benéfico sobre o desejo sexual. A suposição é que este não é um afrodisíaco, mas que a redução da ansiedade pode afetar indiretamente a sexualidade feminina.

A influência genética

O Dr. Sarris também observa um ponto muito interessante. Ele e sua equipe também encontraram diferenças no nível individual, cada paciente reagiu de forma diferente à kava kava. Parece que as diferenças genéticas em mecanismos neurobiológicos, chamados transportadores de GABA, podem desempenhar um papel-chave e, portanto, influenciar a resposta de cada indivíduo à kava kava. Ainda de acordo com o pesquisador, pode ser possível desenvolver no futuro testes genéticos para determinar se uma pessoa que sofre de ansiedade pode se beneficiar ou não do uso da kava kava.

Os pesquisadores não fizeram esta conexão, mas podemos fazer uma analogia com a cafeína. Sabe-se que parte da população é sensível à cafeína, mas outra parte não. Por isso que é difícil generalizar os efeitos de uma substancia para toda a população. Uma planta pode agir para um indivíduo e ser ineficaz para outro, tal como sugerido por este estudo. A medicina será sempre mais personalizada com testes genéticos específicos, incluindo a fitoterapia.

Lembre-se

A kava kava de agora em diante, devido a este estudo, é uma alternativa credível ao nível científico para tratar a ansiedade crônica, com menos efeitos colaterais e risco de dependência que a maioria dos ansiolíticos da medicina convencional (por exemplo, benzodiazepinicos). O TAC é uma doença da nossa época “moderna” e cada vez mais urbana, uma condição complexa, muitas vezes relacionada a outras doenças mentais como estresse e depressão. A Kava kava provavelmente não é uma receita milagrosa para a sociedades cada vez mais estressadas e solitárias (como os estudos sociológicos mostram), mas certamente uma planta útil para aliviar uma parte dos milhões de pacientes em todo o mundo que sofrem de transtorno de ansiedade generalizado. No entanto, sempre consulte seu médico ou farmacêutico antes de iniciar um tratamento com a kava kava, especialmente no caso de uso regular durante vários meses.

3 de dezembro de 2013, por Xavier Gruffat, farmacêutico (ETH Zurich , Suíça) – Fontes: Pubmed , Mayo Clinic – Fotos: © Heike Rau – Fotolia.com (baixo)

Informações sobre o estudo (meta dados)

Nome do estudo (geralmente em inglês)

Data da publicação

Mídia

Instituição, Universidade

Kava in the Treatment of Generalized Anxiety Disorder: A Double-Blind, Randomized, Placebo-Controlled Study
Leia o artigo em Pubmed

Outubro 2013

Journal of Clinical Psychopharmacology

Department of Psychiatry, University of Melbourne

Depressão, a privação de sono trata

Depressão, a privação de sono trataZURIQUE – Pessoas com depressão podem melhorar seu humor pela privação do sono. Os pesquisadores de Zurique (Suiça) já desvendaram uma parte do mistério mostrando que esta terapia tem o efeito de reestruturar certas regiões do cérebro.
Durante a privação do sono controlada, a maioria dos pacientes fica acordada na segunda metade da noite e continua acordada por toda noite, explicou em um comunicado a Universidade de Zurique na segunda-feira (11). O processo é repetido três ou quatro vezes.
Seguindo este protocolo, 40 a 60 % dos pacientes deprimidos apresentam uma melhora imediata em seu estado de humor. No entanto, na maioria dos casos, o efeito positivo dura apenas cerca de três dias.

Nenhuma característica biológica foi encontrada até o momento para prever quais pacientes irão responder positivamente a esta terapia. No entanto, verificou-se que em pessoas que sofrem de depressão, as regiões do cérebro responsáveis por processos emocionais são hiperativas, enquanto que a regiões atribuídas aos benefícios racionais são inibidas.

Estudos recentes também mostraram que a conexão hiperativa entre diversas áreas cerebrais é responsável pela desregulação cognitiva e emocional observada em uma depressão. O trabalho publicado segunda-feira (11) na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) pela equipe de Zurique, liderada por Erich Seifritz psiquiátrica da clínica da universidade, têm mostrado que a privação do sono libera este nó.

Menos emocional e mais racional

Áreas cerebrais responsáveis por processos emocionais são desativadas enquanto as que regem o controle cognitivo são habilitadas.

“Este é um mecanismo biológico específico da privação do sono”, escreve o Professor Seifritz no comunicado.

Para este estudo, os pesquisadores examinaram a atividade cerebral de 12 pessoas saudáveis, com ou sem privação do sono. Em um estudo anterior, a mesma equipe havia mostrado que os antidepressivos que atuam em curto prazo também possuem o efeito de reduzir as conexões deste nó em questão. O presente estudo confirma essa observação.

Descubra o nosso arquivo completo sobre depressão

Criasaude.com.br, 18 de novembro de 2013

Ácido hialurônico: pode evitar artrose no joelho?

Ácido hialurônico: pode evitar artrose no joelho?Contra a artrose no joelho, o arsenal terapêutico inclui injeções intra-articulares de ácido hialurônico, entre outras. Mas, de acordo com uma análise da literatura científica realizada pela “Revue Prescrire” (revista francesa de referência, independente da indústria farmacêutica), este tratamento teria efeitos modestos, ao custo de reações locais, e muitas vezes efeitos secundários graves.

Em pacientes que sofrem com artrose no joelho, o tratamento encarregado pela dor é baseado em tratamentos analgésicos. As injeções de ácido hialurônico são propostas algumas vezes, mas “sem  evidência de sua eficácia”, dizem os autores da Revue Prescrire.

Um estudo publicado em 2012 resumiu os estudos que compararam este tratamento com o placebo ou com a ausência de tratamento terapêutico, em aproximadamente 12.500 pacientes que sofrem de dores articulares no joelho. “O efeito analgésico das injeções é aparentemente fraco e com relevância clínica incerta. Os resultados foram os mesmos, independentemente da natureza do tempo de acompanhamento, o número de injeções ou o tipo de substância injetada”. Além disso, outra meta-análise chegou a conclusões semelhantes.

Uma doença da cartilagem

As reações locais após as injeções intra-articulares, como a dor prolongada ou derrame no joelho foram relatadas. “A hospitalização, perda de autonomia e outros eventos graves foram relatados em mais de 8 ensaios”.

Lembre-se que a artrose é uma doença caracterizada pelo desgaste da cartilagem, este pequeno “tecido” esbranquiçado que cobre todas as nossas articulações. É muito frágil, é utilizada frequentemente e não possui quase nenhuma cura. É por isso que a artrose é uma doença progressiva que afeta principalmente o pessoas com mais idade ou pessoas cujas articulações têm sofrido com “excesso de trabalho”.

Escrito por: Emmanuel Ducreuzet – Editado por Dominique Salomão
Fonte: A revisão de prescrição, n º 357, 12.11.2013

México aumenta imposto para refrigerantes

México aumenta imposto para refrigerantesCIDADE DO MÉXICO – Em um dos países mais obesos do mundo, as autoridades mexicanas decidiram no fim de outubro aumentar os impostos sobre alimentos muito calóricos como os refrigerantes (entre outros). Estes impostos têm sido adotados em uma vasta reforma tributária afetando o segundo maior país da América Latina. Todos os alimentos que contenham mais de 275 calorias por 100 gramas serão tributados no próximo ano para 8 % de IVA (imposto sobre o valor acrescentado).

O presidente do México Enrique Peña Nieto afirmou poucas horas antes da votação que a reforma tributária que afeta os alimentos calóricos é necessária em um país afetado por uma “verdadeira epidemia de obesidade”. Ele também recomenda outras medidas como nas embalagens, programas de educação alimentar e maior incentivo ao esporte.

Uma má alimentação e uma falta de exercício levou a uma situação dramática, ao observar o efeito na taxa de obesos mais elevada que nos Estados Unidos. No México, 32,8 % da população é obesa. Nós falamos em obesidade quando o IMC é superior a 30.

Além disso, 70% dos adultos mexicanos estão com sobrepeso (ou obesidade) e 30% dos jovens e adolescentes estão com sobrepeso ou já obesos.

Também se estima que quase 10 % dos mexicanos têm diabetes, a grande maioria de diabetes do tipo 2, sendo este último fortemente relacionado com a obesidade. A epidemia de diabetes matou 500 mil pessoas ao longo dos últimos seis anos no México, de acordo com algumas organizações que apoiam a nova lei.

Observamos também que para alguns produtores de refrigerantes, o México é um dos seus maiores mercados, se não o maior em termos de volume (consumo por habitante). A clara ligação entre refrigerantes e obesidade não está mais em dúvida. As indústrias de alimento têm naturalmente exercido um lobby importante para evitar que a lei seja aprovada, o que finalmente acabou não tendo o impacto esperado.

A maioria das organizações de saúde, como a OMS tem apoiado esta legislação.

Saiba mais sobre sobrepeso e obesidadeobesidade no mundo e diabetes tipo 2.

Ler também: 10 malefícios dos refrigerantes

Por Xavier Gruffat (farmacêutico), 5 de novembro de 2013 – © Sebalos – Fotolia.com

O esporte pode ser tão útil quanto os medicamentos

O esporte pode ser tão útil quanto os medicamentos

Os médicos deveriam prescrever “o esporte na receita médica”, de acordo com pesquisadores.

O esporte pode ser tão útil quanto os medicamentosLONDRES – Um grande estudo mostrou que o esporte pode ser tão ou mais eficaz do que os medicamentos contra certas doenças, particularmente em relação à mortalidade. O esporte é especialmente interessante após umacidente vascular cerebral (AVC), durante certos problemas cardíacos e em casos de pré-diabetes tipo 2, fase que precede a diabetes tipo 2. Este estudo foi publicado no início de outubro no famoso jornal britânico “British Medical Journal”.

Os pesquisadores incluíram dados de vários estudos anteriores incluindo 339 mil pessoas sofrendo com doenças cardíacas, AVC e pré-diabetes tipo 2. A Faculdade de Economia do Reino Unido e a Faculdade de Medicina de Harvard em Londres participaram desta meta-análise.

Os cientistas chegaram à conclusão que os médicos deveriam sempre recomendar o aumento de exercício e esporte aos seus pacientes.                Embora os benefícios do esporte e do exercício sejam bem conhecidos e amplamente estudados, havia muito poucos estudos comparando claramente à prática do esporte com o tratamento medicamentoso.

Resultados muito interessantes contra o AVC

Este estudo mostrou um efeito particularmente favorável do esporte após um AVC, principalmente durante a fase de reabilitação. Comparando os dados entre os pacientes que tomaram medicamentos e aqueles que praticam esporte, os pesquisadores demonstraram que a prática de exercícios foi mais eficaz do que o tratamento farmacológico.

Se olharmos o impacto sobre certas doenças cardíacas ou glicemia, importante no surgimento ou não da diabetes tipo 2, o esporte se mostrada tão eficaz quanto a tomada de medicação. Apenas nos casos de insuficiência cardíaca que a ingestão de diuréticos foi superior em termos de eficiência em relação aos esportes ou outra terapia medicamentosa.

Prescrição de esporte

Este estudo claramente focou-se no impacto da mortalidade. Um conceito cada vez mais utilizado em estudos médicos e científicos. Além disso, a prática de esportes pode minimizar a mortalidade assim como o tratamento medicamentoso, em outras palavras, simplesmente prolongar a vida. Assim, os pesquisadores acreditam que os médicos devem prescrever “o esporte na receita médica”, prescrever sessões de fitness, corrida, etc. Especialmente nos casos onde os medicamentos existentes não têm eficácia plenamente confirmada e comprovada.

Os pesquisadores também recomendam a indústria farmacêutica a também começar a comparar os seus (novos) medicamentos em relação à prática do esporte e não apenas um placebo. Segundo o Criasaude, esta é provavelmente somente uma vontade, porque a indústria farmacêutica, que pesa mais de 800 bilhões de dólares em vendas anuais, provavelmente não vai querer ver a sua cota de mercado diminuiu em favor da venda do esporte e  fitness.

Devido à elevada divulgação na mídia deste estudo, algumas organizações de saúde britânicas como Diabetes UK se manifestaram com um lembrete de que a prática do esporte e exercício físico na prevenção de muitas doenças é conhecida há muito tempo. Eles também deixaram claro que nunca devemos parar o tratamento em curso e não se automedicar durante uma doença crônica. Adicionalmente não se deve parar abruptamente todos os medicamentos e começar imediatamente a praticar esportes sem primeiro falar com o seu médico.

O esporte pode ser tão útil quanto os medicamentos

Ler também: Atividades físicas para reduzir o colesterol e triglicérides

16 de outubro de 2013, por Xavier Gruffat farmacêutico (Dipl. ETH Zurich, Suíça) – texto em grande parte traduzido do nosso site alemão (Kreapharma.ch)

Informações sobre o estudo (meta dados)

Nome do estudo (geralmente em inglês) Data da publicação Mídia Instituição, Universidade
Comparative effectiveness of exercise and drug interventions on mortality outcomes: metaepidemiological study 01.10.13 British Medical Journal London School of Economics, UK – Harvard Medical School, USA