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12 dicas para manter a silhueta durante as festas de final de ano

dicas para manter a silhueta durante as festas de final de anoSÃO PAULO – O final do ano está chegando com duas grandes celebrações: Natal e Ano Novo. Esta é uma época especial na qual as famílias e amigos se reúnem para celebrar, normalmente com muita comida e bebida. E é aí que muitas pessoas exageram e podem acabar engordando alguns quilos durante as festividades. Sabia que é possível se alimentar bem e ainda manter a silhueta durante as festas? Aprenda a fazer as opções corretas e manter o corpo para o próximo ano.
1. Tente manter as atividades físicas. Às vezes é difícil manter o mesmo ritmo na academia com a chegada das férias e das festas, mas tente ir constantemente. Invista em atividades aeróbicas, como corridas, bicicleta ergométrica, kick-boxing, etc. É importante manter as atividades aeróbicas por, pelo menos, 30 minutos.

2. Tente manter o mesmo padrão de alimentação durante as festas. Isso significa comer nos mesmos horários e com a mesma frequência. Tente se alimentar a cada 3 horas com pequenas porções. Tente montar seu prato de forma que tenha legumes, verduras e proteínas. ATENÇÃO: evite pular refeições ou sentar-se à mesa com muita fome. Isso faz com que a pessoa exagere na alimentação.

3. Cuidado com as sobremesas. As festas de final de ano são famosas por seus doces, mas a grande maioria deles contém muito açúcar e gordura. Sempre que possível, reduza a quantidade de sobremesas e insira frutas no lugar. Elas ajudam a controlar a vontade de comer açúcar.

4. Não exagere na gordura. Outra grande tradição do final do ano são os pratos ricos em gordura. Lombo, pernil, carnes assadas, lasanha, todos eles contém grande quantidade de gordura. Sempre que possível, separe a gordura da carne ou pegue pequenas porções. Insira saladas e vegetais nos seus pratos. Eles vão ajudar a controlar o seu apetite e te dar saciedade.

5. Se você exagerou na gordura, beba sucos cítricos. Os melhores sucos são os de laranja, limão, melancia, abacaxi e outros de frutas cítricas. Eles ajudam a quebrar a gordura e aceleram o metabolismo.

Se você está preparando a ceia, cozinhe opções saudáveis.6. Se você está preparando a ceia, cozinhe opções saudáveis. Deixe disponível à mesa opções de saladas, legumes e cereais para que todos os convidados possam se servir. Ao invés da tradicional salada de maionese (muito calórica, por sinal), faça uma salada de folhas verdes. Troque os pavês, bolos e mousses por saladas de frutas. Reduza a quantidade de açúcar e gordura usados nos pratos. Use a criatividade e ofereça a todos opções saudáveis e gostosas. DICA: faça uso de produtos light e diet, como requeijão, maionese, molhos, etc.

7. Se você não aguenta mais comer, leve para casa. Muitas vezes sobrou aquela sobremesa que parece deliciosa ou aquele prato que é realmente apetitoso, mas você não tem espaço para mais nada. Não se encabule e peça para levar uma pequena porção para comer depois em casa.

8. Faça as opções certas durante a ceia. Prefira carnes magras como peru, frango e peixes. Evite molhos cremosos, purês e condimentos. Muitas vezes os acompanhamentos são mais calóricos que os pratos principais. Ao invés disso, opte por saladas, lentilhas e frutas.

diabetes-salada9. Não exagere no panetone e nas frutas secas. Normalmente esses dois são comidos antes, durante e depois da ceia e são ricos em calorias. O panetone contém muita gordura e açúcar e as frutas secas são ricas em açúcar. Coma pequenas porções como sobremesa das refeições principais. ATENÇÃO: o mesmo vale para nozes e castanhas. Embora muito nutritivas, elas são extremamente calóricas.

10. Evite beliscar. Isso vale para quem prepara as refeições e para quem observa. Muitas das comidas de final de ano são ricas em calorias, como as castanhas, os molhos, queijos, panetone, pães e doces. Quem belisca perde a noção de quanto ingeriu de comida.

11. Maneire no álcool. Vinhos, cerveja e outras bebidas alcoólicas são ricas em calorias, além de poder fazer mal ao organismo quando ingeridas em excesso. O mesmo vale para refrigerantes, pois contêm grandes quantidades de açúcar. Sempre que possível, beba sucos naturais de fruta sem açúcar ou, simplesmente, água. DICA: procure beber, no máximo de 200-300 mL de líquido durante as refeições. Espere pelo menos 1 hora após a refeição para poder beber mais.

12. Alimente-se com calma. Evite comer desesperadamente e com pressa. Lembre-se de mastigar lentamente a comida. O ato de comer devagar, apreciando cada mordida faz com que o corpo se sacie mais rapidamente e evita exageros.

Com essas dicas você vai poder manter o corpo durante as festas de final de ano e ainda evitar a frustração no começo de Janeiro.

Ler também: Pessoas com alergias alimentares sofrem mais durante as festividades de final de ano

O zika vírus e a microcefalia

Dengue: casos aumentam no Sudeste do paísSÃO PAULOHá até pouco tempo, o vírus zika era pouco conhecido no país. Em maio de 2015, os primeiros casos da febre zika foram registrados no Estado de São Paulo, sendo confirmados pela Secretaria de Saúde. A doença é semelhante à dengue e transmitida pelo mesmo mosquito, o Aedes aegypti. Agora, há associação entre o zika vírus e a microcefalia.
Entenda a febre zika
A febre zika recebeu esse nome pois foi primeiro caracterizada na floresta Zika, na Uganda, em 1947. A doença é causada por um vírus da família Flaviviridae. Os sintomas são muito semelhantes aos da dengue, variando de leve a moderados e duram de 2 a 7 dias. Durante esse período, o paciente pode desenvolver dores nas juntas, dores musculares, febre, manchas avermelhadas na pele que normalmente se inicia na face, inchaço e dor atrás dos olhos.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para um possível início de epidemia mundial de zika vírus. A doença foi detectada em nove países: Brasil, Chile (Ilha de Páscoa), Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Suriname e Venezuela. No Brasil, 18 estados já foram detectados com a circulação do vírus, sendo o Nordeste brasileiro a região mais atingida.

Zika vírus e a microcefalia

Em novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou a relação do zika vírus com o aumento de casos de malformação congênita, sobretudo na região nordeste do país. Técnicos do Ministério da Saúde identificou o zika vírus em uma criança que nasceu com microcefalia no Ceará. Esse é, entretanto, um assunto inédito na literatura médica e mais estudos e investigações estão sendo conduzidos.

A microcefalia é uma malformação neurológica na qual a cabeça da pessoa é muito menos do que das outras pessoas da mesma idade e sexo. A condição é normalmente diagnosticada ao nascer e é resultado do crescimento insuficiente do cérebro durante a gestação. As crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento e motores e, até o momento, não há tratamento para essa doença.

Existem diversas causas da microcefalia, incluindo algumas infecções contraídas durante a gravidez, como a toxoplasmose e infecção por citomegalovírus. O foco agora é também o zika vírus, que, ao que tudo indica, também gera microcefalia.

Proteja-se do mosquito

As mesmas medidas de proteção para a dengue também se aplicam ao combate ao zika vírus. O Ministério da Saúde recomenda não deixar água limpa e parada em pneus, calhas, vasos de plantas, bromélias, latas de água, containers, ou qualquer outro recipiente que possa acumular água e servir de habitat para a reprodução do mosquito. O uso constante de repelentes e roupas que cobrem o corpo (principalmente braços e pernas), além de telas nas portas e janelas, são algumas práticas recomendadas, sobretudo para mulheres grávidas.

Com relação ao uso de repelentes durante a gravidez, médicos e a ANVISA recomendam o uso da substância icaridina, cujo nível de concentração permite proteção mais prolongada e é seguro para grávidas. A procura por repelentes tem sido tão grande, que muitas pessoas têm esperado horas em filas nas farmácias para adquirir o produto.

Planejamento da gravidez

A associação do zika vírus à microcefalia tem causado grande tensão no público, sobretudo em mulheres grávidas e naquelas que planejam uma gravidez. Não há recomendações do Ministério da Saúde para que se evite a gravidez, mas as mulheres que planejam ficar grávidas na próxima temporada de chuva (quando o mosquito começa a se reproduzir) devem pensar nos riscos que a doença pode trazer ao feto.

Se você está grávida ou planeja uma gravidez, converse com o seu médico para saber qual a melhor maneira de se proteger contra essa e outras doenças. As melhores recomendações continuam sendo as mesmas para evitar o ciclo de reprodução do Aedes aegypti.

14 de dezembro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: Ministério da Saúde, ANVISA, OMS.

Pessoas com alergias alimentares sofrem mais durante as festividades de final de ano

WINSTON-SALEM (CAROLINA DO NORTE, EUA) – Para as pessoas com alguma alergia alimentar, a final de ano pode ser problemático devido à variedade e complexidade das comidas servidas nesta época. Nos EUA, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention, CDC) estimam que as alergias alimentares afetam até 6% das crianças e 4% dos adultos. No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), de 6 a 8% das crianças apresentam alergias alimentares verdadeiras, e entre os adultos esse índice é de 2 a 3% da população geral.

Segundo o Dr. Howard Mell, professor assistente de medicina de emergência no Wake Forest Baptist Medical Center, em Winston-Salem, Carolina do Norte (EUA): “Muitas reações alérgicas a alimentos ocorrem dentro de minutos. Dentre os alérgenos mais conhecidos encontrados estão os amendoins, nozes, soja, peixe, camarão, trigo e leite. Mas, mesmo que os ingredientes de alimentação primárias sejam bem tolerados, certos aditivos alimentares, especiarias e corantes também podem conduzir a reações alérgicas”.
Durante as festas de fim de ano, a probabilidade de consumir alimentos com potencial alérgico aumenta, uma vez que as refeições servidas nessa época não são as que consumimos diariamente.
Os sintomas da alergia alimentar variam muito de uma pessoa para outra, podendo ser desde uma dor de estômago ao inchaço dos lábios, língua ou garganta. “Sintomas graves, isolados ou em combinação com sintomas mais leves podem ser um sinal de anafilaxia e requer tratamento de emergência”, explica Dr. Mell.
Em um artigo do hospital em Wake Forest Baptist Medical Center, Dr. Mell oferece boas dicas para lidar com as alergias alimentares. O fato de sua própria filha ser portadora de alergia alimentar reforça seu interesse para entender melhor e evitar que esse tipo de condição:

– Se você vai a uma festa de fim de ano com uma criança ou membro da família que sofre de alergias, levar com você pelo menos um prato que possa ser consumido pela pessoa alérgica se nenhum alimento presente possa ser ingerido.

– Preste atenção às alergias cruzadas. Por exemplo, uma proteína de amendoim pode permanecer presente em um bolo ou uma superfície de trabalho por até 5 horas, desencadeando uma reação alérgica em quem tem alergia ao amendoim.

– As pessoas com alergias alimentares devem sempre portar um auto-injetor de epinefrina, um poderoso antialérgico para emergências. É também importante que os demais ao redor saibam utilizá-lo.

– Se você estiver preparando uma refeição para um grande público, manter todos os alimentos preparados na embalagem original, para que seus clientes possam controlar cada ingrediente e monitorar qualquer potencial alérgico.

07 de dezembro de 2015. Texto escrito por Xavier Gruffat (farmacêutico) e traduzido por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: Comunicado de imprensa da Wake Forest Baptist Medical Center,  Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

10 mitos e verdades sobre a vacinação

10 mitos e verdades sobre a vacinaçãoSAO PAULO – Todo mundo sabe da importância da vacinação na prevenção de doenças, muitas delas com resultados severos e que põe a vida do paciente em risco. Entretanto, há muitas dúvidas com relação à eficácia e segurança das vacinas. Elas são realmente capazes de evitar doenças? Quais os riscos associados à vacinação? As crianças podem desenvolver complicações se forem vacinadas muito cedo? Leia nossa lista de fatos sobre a vacinação.

1. Vacinas possuem graves efeitos colaterais e reações adversas a longo prazo. MITO. As vacinas hoje em dia são muito seguras e não apresentam risco para o paciente. Alguns poucos efeitos colaterais estão associados, como dor no local da injeção ou febre passageira.

2. Higiene e cuidados pessoais são suficientes para prevenir doenças. MITO. Embora melhores condições de higiene e sanitização sejam importantes, muitas doenças podem ser espalhadas independentemente do nível de higiene e limpeza. Nesses casos, as vacinas são extremamente importantes para interromper esse ciclo de transmissão.

3. Vacinas contra a gripe são desnecessárias, já que a doença não é grave. MITO. A gripe pode ser uma doença muito severa que põe em risco a vida do paciente. Mulheres grávidas, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas como asma, devem se vacinar contra a gripe, uma vez que estão no grupo de risco para adquirir a doença.

10 mitos e verdades sobre a vacinação

4. Vacinas imunizam o corpo melhor que a própria doença. VERDADE. As vacinas interagem com o sistema imune, protegendo o corpo contra uma determinada doença sem, entretanto, causar os sintomas dela. Algumas doenças, como hepatite B e rubéola podem causar graves consequências, como câncer de fígado e problemas congênitos.

5. Vacinas contém mercúrio. VERDADE. As vacinas contêm timerosal, que é um conservante à base de mercúrio. Entretanto, estudos indicam que esta forma do mercúrio não é nociva para o ser humano. Além disso, desde de 2001, o timerosal não esteve presente nas vacinas de crianças menores de 6 anos.

6. As vacinas causam autismo. MITO. Um estudo de 1998 alertou que poderia haver uma ligação entre a vacina MMR (sarampo, rubéola e caxumba) e o autismo. Entretanto, estudos posteriores apontaram falhas no estudo de 1998 e este foi retirado da revista que foi publicado. Em 2010, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças publicou que é mais arriscado se o seu filho não for vacinado.

7. As doses de reforço são dispensáveis. MITO. As doses de reforço são fundamentais na imunização de algumas doenças, como tétano, poliomielite, coqueluche e difteria. Consulte o calendário da sua cidade e veja quais são as recomendadas de acordo com a idade visitando nossa página de Vacinação.

8. Mulheres grávidas podem receber vacinas contra tétano. VERDADE. As mulheres grávidas podem e devem receber vacina contra tétano, para se protegerem e protegerem seus bebês. ATENÇÃO: Mulheres grávidas não podem receber algumas vacinas, como a vacina contra catapora.

9. A coadministração das vacinas contra difteria-tétano-coqueluche e poliomielite pode causar síndrome de morte súbita no bebê. MITO.Não há nenhuma correlação entre a administração conjunta dessas duas vacinas e a morte súbita na criança. De fato, essas vacinas são administradas quando a criança está propensa a sofrer dessa síndrome. Em outras palavras, a criança pode ter morte subida independentemente da vacina.

10. Uma vez que a doença é erradicada num país, a vacinação pode ser suspensa. MITO. A vacinação é importante para manter a doença longe da população e, mesmo que uma doença seja completamente erradicada, a prática continua sendo importante.

Para saber mais sobre a vacinação, tipos disponíveis e quem pode utilizar, entre em nossa página: Vacinação.

Fonte (04/2013): http://www.who.int/features/qa/84/en/index.html – Update: Xavier Gruffat (03.12.2015)

O poder da aspirina no combate a doenças neurodegenerativas

O poder da aspirina no combate a doenças neurodegenerativasNOVA YORK, EUAO ácido acetilsalicílico é uma molécula versátil que tem sido estudada em diversas doenças. Além das suas propriedades anti-inflamatórias, esse composto também é usado para prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, incluindo acidente vascular cerebral e infarto. Há algum tempo já se sabia que essa molécula também tem efeito benéfico no combate a doenças neurodegenerativas. Um estudo recente feito pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, identificou a possível ação do ácido acetilsalicílico no corpo.

O papel da aspirina nas doenças neurodegenerativas

O estudo foi publicado na edição de novembro da revista científica PLOS ONE e descobriu que um componente da aspirina se liga a uma enzima chamada GAPDH, que parece desempenhar um papel importante em doenças neurodegenerativas como a doença de Alzheimer, de Parkinson e doença de Huntington.

Pesquisadores do Instituto Boyce Thompson e John Hopkins University descobriram que o ácido salicílico, o produto de decomposição primária de aspirina, se liga ao GAPDH, interrompendo sua movimentação para o núcleo da célula, onde ele pode provocar morte celular. O estudo lança bases importantes para o entendimento dos mecanismos patofisiológicos das doenças neurodegenerativas, e pode fornecer dados promissores sobre o tratamento de tais condições.

Um dos autores do estudo, o pesquisador e professor sênior Daniel Klessig da Boyce Thompson Institute e da Universidade de Cornell, tem estudado as ações de ácido salicílico por muitos anos, mas principalmente em plantas. No reino vegetal, ácido salicílico é um hormônio crítico para a regulação do sistema imunológico da planta. Estudos anteriores já haviam identificado vários alvos em plantas que são afetados por ácido salicílico, sendo que muitas dessas proteínas têm equivalentes em humanos.

Dentro da célula, o GAPDH (sigla para gliceraldeído-3-fosfato-desidrogenase), desempenha papeis no metabolismo da glicose, nutriente essencial para as células nervosas. Em situações de lesão celular, como no estresse oxidativo, o GAPDH é modificado de forma a entrar no núcleo das células e aumentar a rotatividade de proteínas, levando à morte celular. Essa morte resulta no aparecimento de doenças como Alzheimer ou Parkinson.

Além de entender esse mecanismo de geração da doença, o novo estudo mostra que drogas derivadas da aspirina têm efeito benéfico na prevenção da morte neuronal. Os pesquisadores também verificaram que um derivado natural do ácido salicílico originário planta medicinal alcaçuz e um derivado sintético se ligam ao GAPDH mais fortemente que o próprio ácido salicílico, impedindo o movimento dessa proteína para o núcleo celular.

Outros alvos celulares para o ácido salicílico também foram identificados, como a proteína HMGB1 (do inglês, High Mobility Group Box 1) que causa inflamação e está associada a diversas doenças, incluindo artrite, lúpus, sepse, aterosclerose e certos tipos de câncer. Os baixos níveis de ácido salicílico bloqueia estas atividades pró-inflamatórias, e os derivados de ácido salicílico acima mencionados são 40 a 70 vezes mais potente na inibição dessas ações.

As doenças neurodegenerativas no Brasil e no mundo

Normalmente associadas à idade, as doenças neurodegenerativas têm se tornado mais prevalentes devido ao envelhecimento da população mundial. De acordo com a organização sem fins lucrativos Alzheimers Disease’s International, em 2040 serão cerca de 135 milhões de casos de demência no mundo, cerca de 44 milhões de casos a mais que temos atualmente.

No Brasil, os dados não são precisos, mas assim como no resto do mundo, a tendência é que o número de pessoas com alguma doença neurodegenerativa aumente com o envelhecimento da população.

01 de dezembro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: Plos.org, WHO.org. Fotos: Fotolia.com

10 dicas para ter uma pele sempre bonita

dicas para ter uma pele sempre bonitaMuita gente sabe que a saúde também se reflete na pele. Uma pele bonita, saudável, hidratada e uniforme é reflexo da boa saúde do corpo humano. Portanto, muito mais que uma questão estética, cuidar da pele é fundamental. Veja aqui nossas dicas para sempre manter uma pele bonita, sedosa e hidratada, não importando a idade que você tenha!

1. Jamais durma com maquiagem. Esses produtos tampam os poros e podem criar inflamações, cravos e espinhas.

2. Não tome banho com água muito quente. A pele é um órgão vivo composto de proteínas que sofre com altas temperaturas. Da mesma forma, tente não ficar mais que 15 minutos debaixo do chuveiro.

3. Hidrate-se constantemente. Grande parte do corpo humano, incluindo a pele, é composta por água. A água ajuda a hidratar, regular a temperatura corpórea e limpar as impurezas da pele, removendo as toxinas e sujidades.

4. Preste atenção aos sabonetes que você usa. Peles secas requerem sabonetes mais hidratantes, ao passo que peles muito oleosas requerem sabonetes que remova o excesso de oleosidade. ATENÇÃO: para o rosto use produtos adequados. A pele do rosto é diferente do restante do corpo e requer cuidados especiais, como géis para limpeza e sabonetes que removam o excesso de oleosidade.

5. Use hidratantes adequados ao seu tipo de pele. Normalmente peles oleosas não requerem muita hidratação e o excesso de hidratante pode causar cravos e acnes. ATENÇÃO: dê atenção a regiões do corpo que são normalmente secas, como sola dos pés, joelhos, cotovelos e palmas das mãos. Procure hidrata-las constantemente.

Use hidratantes adequados ao seu tipo de pele.6. Faça esfoliações constantes e suaves. Elas podem ser feitas com géis adequados ou com receitas caseiras, que levam açúcar ou aveia. A frequência das esfoliações pode ser semanal ou quinzenal. Use produtos esfoliantes ou buchas de banho (vegetais) e aplique em movimentos leves e circulares. O processo ajuda a remover células velhas e renovar a pele. ATENÇÃO: se você faz tratamento com ácidos no rosto ou algum outro produto abrasivo que deixa a pele sensível, evite esfoliação.
7. Use protetores solares constantemente. O sol acelera o aparecimento de rugas e o fotoenvelhecimento da pele. Na praia, use o protetor solar adequado para o seu corpo. Leia mais sobre como escolher o protetor solar aqui!

8. Pratique esportes constantemente. A atividade física elimina toxinas e ajuda a manter o peso. Além disso, ativam a circulação sanguínea que traz nutrientes, água e sais minerais para a pele.

Cuide da sua alimentação9. Cuide da sua alimentação. Excessos de gordura normalmente são expelidos pela pele, causando obstrução dos poros e levando a acnes e outros problemas. O sal também aumenta a retenção de líquido, dando à pele uma aparência de inchada. O álcool também é um grande vilão da pele. ATENÇÃO: dê preferência a alimentos que ajudam a renovação celular, como os ricos em vitamina A (cenoura, legumes verdes, funcho) e vitamina C (laranja, acerola)
10. Esqueça o cigarro. Ele é um grande vilão para uma pele bonita. Além das diversas toxinas que ele libera no corpo, ele mancha a pele e acelera o processo de aparecimento de rugas e do envelhecimento.

Estas são apenas algumas dicas para manter uma pele sempre bonita e saudável. Lembre-se sempre que a higiene e cuidados diários são indispensáveis, nada de querer cuidar da pele apenas uma vez na semana! É fundamental sempre ter em mente que a pele é um espelho da nossa saúde interior. Muitas doenças que começam nos órgãos internos são percebidas por mudanças na aparência da pele. Portanto, sempre observe aparecimento de manchas, rugas, perda de elasticidade, etc.

Porque as dietas parecem nunca funcionar

Porque as dietas parecem nunca funcionarMIAMI, EUAAs dietas de emagrecimento apresentadas nas revistas, embora muito populares, parecem nunca funcionarem da maneira que esperamos. Isso acontece, pois cada organismo reage de maneira diferente ao ingerimos um alimento saudável. Um estudo recente recomenda uma abordagem personalizada no processo de emagrecimento.
O estudo foi realizado com 800 pessoas em Israel e publicado na revista Cell Press na edição de novembro de 2015. Nesse relato científico, os pesquisadores reportam que uma paciente apresentou aumento dos níveis de açúcar no sangue toda vez que comia tomate, alimento ainda considerado baixo teor de açúcar e gordura.
“A primeira grande surpresa e descoberta que tivemos foi a grande variabilidade de reação das pessoas para alimentos idênticos”, resumiu Eran Segal, pesquisador do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel.
Os participantes do estudo tiveram seus níveis de açúcar monitorados durante uma semana, além de análise da microbiota intestinal através de exames de fezes e análise minuciosa da ingestão de alimentos.

Focar nas individualidades de cada um

“Há profundas diferenças entre os indivíduos – em alguns casos, eles tiveram reações opostas ao ingerir o mesmo tipo de alimento – e nós carecemos de informação científica sobre o assunto”, disse Segal.

O co-autor do estudo, Eran Elinav, afirma ter aprendido a respeito do nosso nível de imprecisão coletiva relativa a um dos conceitos mais básicos da nossa existência, que é a integração da nossa alimentação às nossas atividades cotidianas.

Em vez de seguir dietas padrão, precisamos de uma abordagem mais personalizada, focando nos indivíduos e não na dieta. Essa medida ajudaria a controlar os níveis de açúcar e melhorar a saúde dos pacientes, Elinav.

Os dois pesquisadores afirmam terem feito progresso em um sistema para proporcionar uma análise nutricional personalizada. A metodologia consiste em analisar amostras de fezes para avaliar a flora do sistema digestivo. Dessa forma, os pesquisadores puderam encontrar bactérias que estariam relacionadas aos níveis de glicose no sangue dos pacientes após as refeições.

A importância da flora intestinal no controle do peso

Cientistas têm cada vez mais apontado para a importância da flora intestinal no controle de peso. Em um estudo publicado no British Journal of Nutrition em 2014 mostrou que mulheres obesas que tomavam probiótico perderam 2 vezes mais peso e gordura durante 6 meses quando comparadas às pacientes que tomaram placebo. Além disso, essa perda de peso foi sustentável e os probiótico ajudaram a controlar o apetite.

Médicos e nutricionistas têm pesquisado maneiras de regular a flora intestinal ajudando os pacientes na perda de peso. Alimentos que ajudam nesse processo incluem a maçã, legumes, frutas, alimentos probióticos, folhas verdes, frutas cítricas e nozes.

 O fator psicológico no sucesso das dietas

É sabido que para o sucesso da dieta, o psicológico de cada paciente precisa ser trabalhado. O estresse e a ansiedade para perder peso são inimigos de uma alimentação saudável e equilibrada. Isso faz com que os pacientes muitas vezes façam escolhas erradas e optem por dietas ditas “milagrosas”, que apenas resultam em carência de vitaminas, minerais e, no final, frustração.

Nutricionistas têm alertado que essas dietas extremamente restritivas têm sucesso limitado e geralmente resultam em aumento de peso ao seu final. O ideal é uma reeducação alimentar e um trabalho psicológico para que o paciente possa ter uma relação saudável com as refeições. Esse acompanhamento ajuda a personalizar a dieta para cada indivíduo.

Outra dica que os nutricionistas dão é conhecida como regra “90/10”. Em linhas gerais, os profissionais da saúde falam que para o sucesso da dieta, é normal e esperado que o paciente dê algumas “escapadas” durante o plano alimentar. Esses deslizes não devem ultrapassar 10% do número total de refeições durante a semana, sendo que 90% devem ser escolhas saudáveis e equilibradas. Isso ajuda o paciente a manter a assiduidade na reeducação alimentar e encarar a dieta de maneira mais leve e menos estressante.

30 de novembro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: AFP.com, British Journal of Nutrition. Fotos: Fotolia.com

O Novembro Azul e a saúde masculina

O Novembro Azul e a saúde masculinaSÃO PAULO – O mês de novembro se inicia com campanhas de incentivo à prevenção e tratamento do câncer de próstata, sendo conhecido como Novembro Azul em alusão ao “Outubro Rosa”, mês de combate e prevenção ao câncer de mama.
O movimento Novembro Azul
O movimento Novembro Azul surgiu na Austrália em 2003 e hoje em dia é comemorado no mundo tudo. Ele é mais conhecido como “Movember”, formado pela junção das palavras “moustache” (do inglês, bigode) e “november” (novembro). É comum nesse mês, homens do mundo todo cultivarem bigodes para chamar atenção da sociedade para um assunto importante: o câncer de próstata.

Além do câncer de próstata, o mês de novembro também incentiva o homem a cuidar de sua saúde no geral. Estudos mostram que homens procuram menos os médicos. Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em 2007 mostrou que os homens são minorias nos consultórios, dificultando ações que incentivam a prevenção de doenças crônicas.

Em novembro se comemora o Dia Mundial do Diabetes (14) e o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata (17).

O câncer de próstata
O câncer de próstata é o câncer mais frequente do sexo masculino, ficando atrás apenas do câncer de pele, e o sexto câncer mais comum no mundo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o ano de 2014 foram previstos cerca de 69 mil casos de câncer de próstata, levando a quase 14 mil mortes.

Como alguns outros tipos de tumores, a doença pode demorar a se manifestar, ressaltando a importância do diagnóstico precoce. Os dois exames principais são a dosagem sérica de PSA, um antígeno marcador da presença do tumor, e o exame de toque retal. Ambos os exames são complementares, uma vez que cerca de 20% dos casos de câncer de próstata não são detectados pela dosagem de PSA.

Recomenda-se que homens acima dos 50 anos de idade façam exames preventivos anuais com um urologista. Em casos de histórico familiar de tumor maligno, indivíduos da raça negra, obesos e sedentários, os exames preventivos devem começar aos 45 anos de idade.

Os exames periódicos e o diagnóstico precoce são as melhores estratégias para o sucesso do tratamento do câncer de próstata. Estudos mostram que quando a doença é diagnosticada precocemente, as chances de cura são de 90%. Ainda, estudos apontam que o diagnóstico precoce reduz a taxa de mortalidade em 21%. Entretanto, há ainda muito preconceito com relação à realização do exame diagnóstico, sobretudo o exame de toque retal. Muitos homens adiam a ida ao consultório médico por falta de informação, e acabam por retardar o início do tratamento da doença.

O Novembro Azul no Brasil
Além do câncer de próstata, outras doenças também são pauta durante o mês de novembro. Campanhas em todo país discutem temas como sexualidade e condições como disfunção erétil e ejaculação precoce. Institutos como o A. C. Camargo, referência nacional sobre tratamento do câncer, realiza séries de palestras e orientações aos pacientes e público geral.

Outra doença importante que atinge os homens é a diabetes mellitus, ou simplesmente diabetes. Em homenagem ao descobrimento da insulina no dia 14 de novembro pelo Dr. Banting, comemora-se o Dia Mundial do Diabetes nesta data. Além dos problemas já conhecidos que a doença pode causar, ela é também uma das causas de impotência sexual, devido ao dano causado aos vasos e nervos, além da interferência na produção de óxido nítrico.

A recomendação dos médicos aos homens é para que eles procurem mais os consultórios clínicos para diagnósticos de doenças diversas.

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09 de novembro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico, USP). Fontes: INCA, Ministério da Saúde, AC Camargo. Fotos: Fotolia.com

A polêmica “pílula do exercício”

A polêmica “pílula do exercício”SYDNEY, AUSTRÁLIAE se os cientistas desenvolvessem uma “pílula do exercício”, um remédio capaz de proporcionar ao corpo e a mente os mesmos benefícios da atividade física, sem você precisar suar na academia? Cientistas estão desenvolvendo uma droga que pode reproduzir as mudanças moleculares que acontecem no corpo após a atividade física.
Pesquisadores das universidades de Sydney, na Austrália, e Copenhague, na Dinamarca, anunciaram que estão desenvolvendo uma molécula capaz de imitar os efeitos da atividade física nos músculos. Eles examinaram as mudanças ocorridas no músculo esquelético de 4 homens saudáveis antes e depois de exercício físico de alta intensidade por 10 minutos, e concluíram que a atividade física causou mais de 1000 mudanças moleculares no músculo esquelético dos pacientes. Um exemplo dessas mudanças é o aumento à sensibilidade à insulina e criação de novos vasos sanguíneos.

Há tempos já se sabia que a atividade física causa diversas mudanças bioquímicas no corpo humano, mas essa é a primeira vez que cientistas fornecem um mapa de tais alterações. Essas mudanças, entretanto, são complexas e necessitam de mais estudos para sua total compreensão, mas o Dr. Erik Ritcher diretor do Departamento de Fisiologia Molecular da Universidade de Copenhague, disse em entrevista à BBC Mundo que os resultados poderão guiar outros cientistas a criarem moléculas que reproduzam efeitos semelhantes no corpo humano.

Entretanto, os próprios pesquisadores alertam que essa não será uma “pílula mágica”, e que é impossível que ela reproduza todas as vantagens de uma atividade física. Por exemplo, essa pílula não poderá induzir os efeitos benéficos da liberação de endorfinas, responsáveis pela sensação de bem-estar durante a atividade física. Embora ainda não se saiba quais serão os alvos desse possível medicamento, duas possibilidades são aumentar o fortalecimento muscular e reduzir o colesterol. Além do mais, Jorgen Wojtaszewki, outro pesquisador envolvido no projeto, afirma que essa molécula poderá ser útil para pessoas que não conseguem se exercitar, por alguma deficiência física ou obesidade mórbida.

O desenvolvimento desse medicamento poderá levar anos, tendo de ser submetido a diversos testes clínicos até sua aprovação. O estudo foi publicado na edição de outubro 2015 na revista científica Cell Metabolism.

Aumento do sedentarismo?

O anúncio da tal “pílula do exercício” causou polêmica, uma vez que cientistas acham que esse medicamento poderia tornar a sociedade ainda mais sedentária, algo semelhante ao efeito causado pelas dietas milagrosas.

Médicos, educadores físicos e nutricionistas, entretanto, não aprovam nenhuma substituição à atividade física. Em entrevista à BBC, Jesús María Pérez, gerente do Conselho Geral de Colégios de Profissionais da Educação Física e Esporte (Colef) da Espanha, afirmou que nenhuma pílula poderia substituir todos os efeitos do exercício. Há diversas mudanças no corpo, não apenas nos músculos, mas também na mente de quem se exercita. É improvável que um único medicamento alcance todas as vantagens de uma atividade esportiva, tanto no nível muscular, quanto psicológico.

Em nota à imprensa, as universidades de Sydney e Copenhague anunciaram que a descoberta dessas mudanças bioquímicas ajudam a entender melhor como o corpo se comporta numa atividade esportiva, e é fundamental para futuras investigações fisiológicas.

Apesar das aparentes vantagens dessa possível “pílula do exercício”, é preciso tomar cuidado ao se divulgar essa informação, para que a sociedade não se sinta enganada.

02 de novembro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (Farmacêutico USP). Fontes: Newsroom Cell Press, BBC.com. Fotos: Fotolia.com

Consumo de carnes processadas aumenta o risco de câncer colorretal

charcuterie-fotolia-2015GENEBRA (SUÍÇA)Em um relatório publicado no dia 26 de Outubro de 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) investigou e concluiu que o consumo de carnes processadas, como linguiça, salsicha e embutidos, aumenta o risco de câncer colorretal em seres humanos. Os alimentos embutidos estão no grupo 1 de substâncias cancerígenas, juntamente com o tabaco, amianto, fumaça de diesel, plutônio e álcool. Esse câncer é o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens.

O consumo de alimentos embutidos

cancer-coloretalHá muito tempo já se sabe que os alimentos embutidos não fazem bem para a saúde. A lista de produtos à base de carne processada cresce a cada ano e inclui presunto, salsichas, bacon, linguiças, salames, dentre outros. O novo relatório foi feito pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) com base em dados da literatura científica mundial analisados por 22 especialistas em 10 países. Com ele, a OMS atesta que a ingestão desses alimentos é realmente nociva à saúde e pode induzir o aparecimento de câncer colorretal e de intestino. O simples consumo de 50 gramas por dia de embutidos processados, o equivalente a 2 fatias de bacon, já aumenta o risco da doença em 18%.

No Brasil, segundo dados SEBRAE, o consumo de embutidos e carnes processadas aumenta a cada ano, devido ao grande número de animais em rebanhos que o país possui. Os embutidos são elaborados com carnes misturadas a outros tecidos dos animais (como pele, gordura, etc), com a posterior adição de produtos químicos para aumentar sua conservação. Dentre os principais procedimentos e adições que aumentam o prazo de validade dos embutidos, estão o processo de defumação, curagem, adição de sal e nitratos. Esses aditivos são sabidamente responsáveis pelo desenvolvimento da doença, pois causam mutações nas células do trato intestinal.

A recomendação dos médicos é para evitar o consumo desses alimentos sempre que possível.

O consumo de carne vermelha

Neste relatório, a OMS alertou também para o consumo de carne vermelha. Segundo o órgão, ainda não há provas o suficiente que mostrem que a carne vermelha é de fato cancerígena, mas os especialistas alertaram que este alimento provavelmente causa câncer. Em entrevista à BBC de Genebra, o correspondente Imogene Foulkes disse que as provas são limitadas de que o consumo de carne de vaca, porco, cordeiro e outras vermelhas de fato levem ao câncer.

Além disso, um estudo de 2012 da Universidade de Harvard nos EUA aponta que o consumo de carne vermelha reduz a expectativa de vida devido ao aumento do risco de morte por causas diversas. Nesse estudo, os pesquisadores acompanharam 120 mil pessoas durante 30 anos e concluíram que o consumo desse alimento pode reduzir a expectativa de vida em 13%, além de estar associado a doenças como diabetes, hipertensão e aumento do colesterol.

No Brasil, o Rio Grande do Sul é o estado que mais consome carne vermelha no país. Segundo o Sindicato da Industria de Carnes, a média de consumo dos moradores do RS é de 45 kg ao ano, contra 36 kg do restante dos brasileiros. Esse estado é também o campeão em número de casos de câncer de estômago e do aparelho digestivo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Apesar da polêmica ao redor da carne vermelha, ela é fonte de importante de vitaminas e minerais como a vitamina B12, creatina, ferro, zinco, cálcio e proteínas essenciais. Médicos e nutrólogos, além da própria OMS, falam que a melhor estratégia é consumi-la com moderação, e priorizar o consumo de carnes brancas, como aves e peixes, vegetais e grãos integrais.

6 recomendações de nutrição para prevenir o câncer

26 de outubro de 2015. Texto escrito por Matheus Malta de Sá (farmacêutico USP). Fontes: OMS, INCA. Fotos: Fotolia.com