Sabemos que devemos beber por volta de 1,5 litro de água todo dia para cobrir a nossa necessidade hídrica, mas como essa quantidade precisa foi estipulada?
Ela não foi escolhida ao azar, de fato, ela representa o resultado entre o que eliminamos no cotidiano (2,5 litros através do intermédio das funções digestiva, renal, cutânea e respiratória) e o que absorvemos com os alimentos (1 litro, principalmente através das frutas e legumes).
Esta quantidade 1,5 litro corresponde a cerca de 8 copos de água, pois é dela que necessitamos, evidentemente. Para conseguir ingerir tanta água, não hesite em variar, sobretudo se você tiver mais de 65 anos, pois é a partir dessa idade que a sede diminui. Amplie as suas escolhas: água natural ou gasosa – com talvez uma folha de hortelã ou uma rodela de limão; chá, infusão, sucos de frutas, café, bebidas efervescentes para se deliciar e até mesmo…sorvetes! Mas cuidado com o teor em açúcar do que você está tomando…
Muitos de nós à noite, após uma noite com os amigos, pedimos um pequeno caféantes de pegar a estrada para nos manter acordado. Isto que era uma mera intuição ou senso comum esta para ser comprovado cientificamente, pelo menos para os motoristas que percorrem uma grande distância (mais de 200 km). Sabemos que a fadiga é uma das principais causas de acidentes nas estradas.
O estudo em detalhe Um estudo australiano publicado em 19 de marco de 2013, na renomada revista científica British Medical Journal (BMJ), demonstrou que tomar substâncias ricas em cafeína reduz o risco de acidentes entre os motoristas comerciais de longa distância (pelo menos 200 km por trajeto).
O estudo realizado na Austrália (em dois estados, Nova Gales do Sul e Austrália Ocidental) contou com 530 motoristas de longa distância que tinham sido recentemente envolvidos em um acidente de trânsito (segundo a polícia) e 517 motoristas que não sofreram acidentes durante os últimos 12 meses. É importante resaltar que mais de 99% dos participantes eram homens.
De todos os motoristas envolvidos no estudo, 43% consumiram substâncias que continham cafeína, como chá, café, substâncias a base de cafeína ou bebidas energéticas com o objetivo de ficar acordado. Este estudo não levou em conta o uso de substâncias ilegais como a cocaína, que infelizmente é muito comum na estrada, não só na Austrália, mas em todo o mundo. No entanto as pessoas que utilizam drogas ilícitas não foram incluídas no resultado ou os seus resultados foram incluídos, para evitar desvios.
Resultados Depois de ter estudado os dados e de usar métodos estatísticos (muito difícil de explicar aqui, por favor, veja abaixo o link para o estudo original em Inglês), os pesquisadores australianos descobriram que os motoristas que consumiram substâncias que continham cafeína, com o objetivo de ficar acordado, tiveram menos 63% risco de causar um acidente de trânsito.
Outros estudos científicos já demonstraram a influência positiva da cafeína para manter-se alerta e exercer algumas tarefas monótonas, especialmente no local de trabalho.
Conclusão Os pesquisadores concluíram que o consumo de substâncias a base de cafeína para se manter acordado pode ser muito benéfico na redução do risco de acidentes, principalmente na estrada para dirigir uma longa distância, muitas vezes um trabalho monótono.
Os cientistas apontam que também é muito importante respeitar as outras regras de prevenção como o limite máximo de km para percorrer a cada dia (que varia de acordo com cada legislação), descanso semanal, a prática de (pequenos) cochilos regulares, um sono restaurador e, claro, evitar o álcool.
O Criasaude.com.br lembra também que o efeito da cafeína pode variar muito de um indivíduo para outro, para algumas pessoas que tomam cafeína realmente ficam mais alerta e acordadas (nós estimamos que mais da metade dos norte-americanos “não podem trabalhar sem café”, porque não teriam a mesma produtividade), em outros a cafeína quase não tem efeito. Parece que os fatores genéticos explicam esta importante diferença entre os indivíduos. Finalmente, note que mesmo uma pessoa muito sensível à cafeína pode desenvolver tolerância ao longo do tempo. Este estudo é, portanto, para relativizar a prevenção de acidentes rodoviários.
Uma barra de chocolate, um pastel, uma torta doce ou salgada… Os atletas também têm o direito de sair da linha de vez em quando e de se fazer um pequeno agrado ! A única condição é saber balancear a ingestão desse tipo de alimento desprovido de interesse nutricional. Às vezes, o que é bom para o cérebro, pode ser bom para o corpo também…
“Não saber balancear a ingestão de alimentos prazeirosos é um dos principais motivos do empobrecimento da densidade nutricional” , explica o Dr. Stéphane Cascua (Paris), autor de L’alimentation pour le sportif (A alimentação para o atleta). Ou seja, a consumo de produtos ricos em gordura pode desestabilizar o equilíbrio das refeições e isto é incompatível com a busca pela performance esportiva.
No entanto, não se deve eliminar totalmente estes alimentos do cardápio, “Não devemos negligenciar o conforto psicológico que estes alimentos trazem para as pessoas“, ressalta o médico. “Basta saber gerenciar a freqüência de seu consumo”. É fácil falar…Um exemplo? Frios e frituras não devem ser consumidos mais de uma vez por semana. O mesmo serve para os doces e os refrigerantes.
Um último conselho: refeições (incluindo o café da manhã) ricas em proteínas e feculentos, limitarão a vontade de “beliscar”. E isso começa por um café da manhã consistente. No cardápio: muito líquido (chá, café,…), algum derivado do leite (iogurte ou queijo branco), uma fruta e açúcares lentos: pão integral, cereais, sem adição de açúcar. No lanche, dê preferência aos frutos secos e oleaginosos como as amêndoas, nózes ecastanhas.
Fonte: L’alimentação pour le sportif (A alimentação para o atleta), Dr. Stéphane Cacua, Véronique Rousseau, Editions Amphora
Um grupo de investigadores do Instituto de Biomedicina de Bellinzona (sul da Suíça) conseguiu desenvolver anticorpos humanos capazes de conter o vírus da dengue.
Essa descoberta poderia também ajudar no trabalho de prevenção de outras doenças virais.
“A luta contra a dengue é uma preocupação de todos”, afirma Shin Young-soo, responsável na Organização Mundial da Saúde (OMS) para a região do Pacífico central e ocidental. “Ela é uma grave ameaça ao mundo inteiro.”
A dengue, que se transmite por picada de mosquito, é uma doença febril que está presente na África, América do Sul, Ásia e Austrália. A cada ano ela causa milhões de novas infecções e aproximadamente 20 mil mortos.
A maior preocupação é a sua disseminaçã com o aumento da temperatura global, o vírus já não se limita somente às zonas tropicais. Em setembro, a França registrou seu primeiro caso autóctone de dengue: em Nice.
Para reduzir o risco de uma epidemia em escala planetária, o Instituto de Pesquisas em Biomedicina de Bellinzona (IRB), no cantão de língua italiana ao sul do país, desenvolveu uma metodologia capaz de reduzir a ação do vírus. “Identificamos anticorpos capazes de interromper todas as variedades da dengue”, confirma Martina Beltramello, cientista do IRB.
Coquetel de anticorpos
“A presença de quatro formas diferentes de vírus torna especialmente difícil a busca de uma vacina”, explica Beltramello.
As pessoas que sofrem de um primeiro contágio se curam facilmente e desenvolvem anticorpos que as protegem no caso de uma segunda infecção com o mesmo tipo de vírus. No entanto, se uma variedade diferente provoca a segunda infecção, os anticorpos podem agir na direção oposta, indica a cientista. “Em vez de parar a infecção, eles a facilitam, o que pode acarretar formas hemorrágicas especialmente perigosas.”
Partindo do sangue de pessoas infectadas e curadas da dengue no Vietnã, os investigadores da IRB isolaram três tipos de anticorpos. Mediante modificações genéticas, eles conseguiram neutralizar seus possíveis efeitos negativos.
O resultado é um prometedor coquetel de anticorpos, pelo menos em animais. “Os testes efetuados em ratos na Universidade de Berkeley (EUA) demonstraram que os anticorpos podem frear a infecção, mesmo se são aplicados 48 horas depois do contágio.”
Doenças negligenciadas
O trabalho realizado no IRB vai em uma direção oposta ao que é feito no mundo científico. De fato, um estudo da Universidade de Neuchâtel apresentado há algumas semanas ressalta que a ciência ignora doenças como a oncocercose (também chamada “cegueira dos rios” ou “mal do garimpeiro”, uma doença parasitária causada pelo nematódeo Onchocerca volvulus), a doença de Chagas ou a dengue, pois são pouco lucrativas para a indústria farmacêutica.
“É muito difícil incentivar uma empresa farmacêutica a lançar-se sozinha no desenvolvimento de um produto contra uma enfermidade negligenciada”, revelou Beatrice Stirner, autora de uma publicação sobre o tema.
Para a colaboradora do Instituto de Direito Sanitário de Neuchâtel, uma solução ao problema consistiria em reforçar a cooperação entre os setores públicos e privados. Não falta exemplo de colaborações frutíferas, como ressalta ela: algumas empresas farmacêuticas ou biomédicas disponibilizam às ONGs dados confidenciais sobre as pesquisas realizadas.
Outra hipótese é a criação de um fundo comum de patentes. Seria uma espécie de “tenda”, explicou Stirner, onde as empresas colocariam suas patentes à disposição das pessoas interessadas em trabalhar na área de enfermidades negligenciadas. “Isso permitiria aproveitar os avanços científicos reduzindo o número de testes e negociações”, ressalta a pesquisadora.
Um longo caminho
Martina Beltramello acredita qie a dengue possa se tornar uma doença de menor importância, porém existem fatores negativos. “Se consideramos os efeitos da globalização, da crescente mobilidade das pessoas e o aumento da temperatura, a dengue é sem dúvida um dos vírus emergentes.”
Nos últimos dez anos, o número de contágios mais do que duplicou, revela a OMS. Em alguns países como Laos e Filipinas, observa-se este ano até uma piora marcante. “Por isso existe um interesse da ciência em olhar o futuro”, acrescenta Beltramello.
Porém a cientista prefere se manter realista: o remédio contra a dengue não é algo para amanhã. “Nossa esperança é de poder aplicar esse tratamento em seres humanos. Mas isso requer tempo. Para encontrar uma vacina teremos de esperar alguns anos.”
O método desenvolvido contra a dengue poderá contribuir de todos os modos na luta contra outras enfermidades. “O estudo da resposta imunitária de pessoas infectadas e a determinação de anticorpos eficazes descobertos pelo IRB – e em particular pelo seu diretor, Antonio Lanzavecchia – poderia, de fato, aplicar-se a outras patologias como a gripe, a malária e o SARS (a síndrome da angústia respiratória aguda).”
WASHINGTON – Fumar muito entre os 50 e 60 anos pode dobrar o risco de desenvolver o mal de Alzheimer e outros tipos de demência vinte anos depois. Essa foi a constatação de uma pesquisa publicada nos Estados-Unidos, feita por médicos finlandeses.
O Dr. Minna Rusanen, da Universidade da Finlândia do Leste e do hospital universitário de Kuopio, e os seus colegas analisaram os dados médicos de 21’123 membros de um sistema de cuidados, que participou de uma pesquisa feita entre1978 e 1985, quando estes membrostinham entre 50 e 60 anos.
Os diagnósticos do mal de Alzheimer e dos outros tipos de demência foram feitos entre janeiro de 1994 e fim de julho de 2008, quando os pacientes tinham em média 71,6 anos, segundo este comunicado divulgado na edição online dos Archives of Internal Medicine, publicada pelo Journal of the American Medical Association (JAMA).
No total, 5367 participantes (25,4%) deste estudo foram diagnosticados com alguma demênciadurante um período de acompanhamento de 23 anos, sendo que 1136 deles foram diagnosticados com Alzheimer e 416 com demência vascular.
Dois maços por dia
Entre os pacientes, aqueles que fumaram mais de dois maços de cigarro ao dia por volta dos cinquenta anos corriam um risco muito alto de sofrer de demência e principalmente de Alzheimer,se comparadosaos não-fumantes.
Antigos fumantes com cerca de cinquenta anos ou aqueles que fumavam menos da metade de um maço de cigarros não pareceram ter mais riscos. Conforme os pesquisadores, a relação entre o tabagismo e a demência não obteve variação em função da raça ou do sexo da pessoa.
O ato de fumar é um fator de risco de ataque cerebral bem conhecido e também pode contribuir com o risco de demência vascular com os mesmos mecanismos. Além disso, o tabaco contribui com o estresse e a inflamação dos vasos, os quais, acredita-se que exerçam um papel fundamental no desenvolvimento do mal de Alzheimer.
Controvérsia
No entanto, «a relação entre o fumo e o mal de Alzheimer…é objeto de controvérsias, pois algumas pesquisas levam a pensar que o cigarro minimizaria o risco do declínio congnitivo», relatam os autores deste comunicado.
Por fim, eles concluem que o seu estudo «é o primeiro a estabelecer a relação entre o alto risco do desenvolvimento de demência em um longo prazo e, portanto, do Alzheimer, nas pessoas que fumaram muito entre 50 e 60 anos, e isso em um grupo multiétnico estendido.
ROMA –Uma pesquisa italiana em andamento mostrou uma propriedade desconhecida dobrócolis, que é a de proteger as células humanas doestressee dadoença de Alzheimer. Este vegetal de origem italiana ainda não teve todas as suas propriedades reveladas. Na verdade, o brócolis já foi objeto de numerosos estudos científicos. Sabemos que este vegetal tem um forte poder antioxidante, indicado especialmente para a prevenção docâncer.
Este estudo italiano fornece novas informações sobre a importância do brócolis na medicina e na nutrição. O Dr. Paolo Costantino, formado em biologia molecular pela Universidade Sapienza de Roma, liderou o trabalho neste estudo apresentado como parte da SapiExpo.
Brócolis, um superalimento
Segundo o Dr. Costantino: “O Brócolis, particularmente o germe do brócolis (venda em lojas especializadas), é rico em antioxidantes , nós observamos efeitos surpreendentes na saúde humana”.
Esta descoberta italiana foi feita através da administração de extratos do germe de brócolis em amostras de células e em modelos animais capazes de simular uma doença humana.
Segundo o pesquisador italiano: “Os resultados foram surpreendentes, pudemos verificar um efeito protetor significativo do brócolis sobre o estresse oxidativo e uma propriedade contra o Alzheimer”.
Os princípios ativos responsáveis pelos efeitos benéficos ainda não foram identificados com certeza. Este estudo italiano, em andamento, ainda não foi publicado em uma revista científica de referência.
Dicas de nutrição
Recomenda-se comer de 3 a 5 porções de brócolis por semana para um efeito favorável sobre a saúde. No entanto, tome cuidado para não cozinhar demais para evitar a perda de alguns efeitos antioxidantes.
11 de março de 2014, por Xavier Gruffat, Farmacêutico na agência ATS (traduzido principalmente do italiano). Fontes: Universidade de Roma (Sapienza), ATS e Creafarma.ch (nosso site em italiano).
Antisséptico, antiinflamatório, anti-colesterol, antioxidante, antialérgico e até mesmo … afrodisíaco (mas tome cuidado com o seu efeito “mata-amor” no hálito). Seria o alho um remédio milagroso? Ele surgiu há mais de 5000 anos nos estepes da Ásia Central e era utilizado como antiveneno na Roma Antiga. Desde então, o seu sucesso nunca foi desmentido.
Graças aos seus ácidos fenóis, o alho age como um antisséptico poderoso do sistema digestivo e do aparelho respiratório. Seu efeito fluidificante sobre o sangue, sua capacidade de dissolver os pequenos coágulos freariam a evolução da aterosclerose. Por outro lado, os seus princípios ativos enxofrados dilatariam as artéreas coronárias, contribuindo na prevenção da angina do peito. Se consumido regularmente, ele ajudaria a prevenir o câncer do estômago e seria eficaz contra os vermes intestinais. E naturalmente, é útil dizer que ele também afugenta os vampiros!
No entanto, tome cuidado com o seu excesso, pois se consumido em grandes quantidades, o alho pode desencadear queimaduras gástricas. E mesmo em aplicações locais, o “remédio” não é anódino e pode provocar necroses localizadas da pele…
Fonte: Fitoterapia, a saúde através das plantas, Vidal e Seleção Reader’s Digest, 2010, 29,95 EUROS.
Confira a entrevista sobre rouquidão com a Fga. Ana Elisa de B. e N. Baptista (CRFa. 15483), formada pelo Centro Universitário São Camilo/2005, especialista em Linguagem pelo Núcleo de Formação em Clínica de Linguagem, mestranda em Lingüística Aplicada pela PUC-SP (fganaelisa@gmail.com, twitter: @fonoanaelisa).
Criasaude: O que vem a ser a rouquidão?
Fga. Ana Elisa: A rouquidão (disfonia) é um quadro vocal que tem como causa diversos fatores, que variam desde abuso vocal (uso prolongado da voz, gritos etc) até patologias envolvendo questões hormonais e até mesmo câncer. Quando rouca (disfônica) a pessoa percebe sua voz mais grave (grossa), às vezes áspera, ou em alguns casos mais fraca, chegando até a “ficar sem voz”, quando não consegue produzir nenhum som (afonia).
Criasaude: Quais são as principais causas da rouquidão que podem ser evitadas?
Fga. Ana Elisa: As principais causas que podem ser evitadas são: fumo, gritar, usar a voz profissionalmente (cantar, lecionar, pregar, entre outros) sem preparo, uso de pastilhas e sprays para “aquecer” a voz, alergias respiratórias, entre outros.
Criasaude: Algumas pessoas apresentam rouquidão após irem eventos como: festas, shows, jogos de futebol, vôlei, entre outros. Isto é motivo de preocupação? A partir de quando uma pessoa deve procurar um especialista por causa da rouquidão?
Fga. Ana Elisa: A pessoa deve ser preocupar se isso ocorre com frequência, pois pode ser um sinal de que está maltratando sua voz e que está ficando mais suscetível a problemas no futuro. Qualquer rouquidão (disfonia) que persistir por 1 semana é sinal de preocupação. Aconselha-se procurar um médico otorrinolaringologista sempre que qualquer incômodo vocal persistir por esse período e, quando necessário o médico irá encaminhar para avaliação fonoaudiológica.
Criasaude: Dizem que profissionais que utilizam muito a voz (professores, cantores, atores, apresentadores, radialistas, entre outros) possuem uma tendência maior de ficarem roucos e por isso os cuidados com a voz devem ser redobrados, isto é verdade? Quais são suas dicas para estes profissionais?
Fga. Ana Elisa: Sim, esses profissionais estão mais suscetíveis a desenvolverem problemas vocais, porém somente se não utilizarem de modo adequado à voz. Algumas dicas são: Não pigarrear ou tossir (engolir saliva ou tomar água nesses momentos); evitar bebidas alcoólicas; evitar pastilhas e sprays; beber bastante água; fazer gargarejos com água morna e sal antes de deitar; manter postura do corpo ereta, porém relaxada; não usar roupas apertadas, principalmente na região do pescoço e cintura; realizar aquecimento e desaquecimento vocal antes do uso profissional e/ou prolongado da voz; evitar falar em ambientes ruidosos; evitar o fumo; mastigar bem os alimentos; evitar alimentos achocolatados e derivados de leite (principalmente nos momentos que antecedem o uso da voz); evitar gritar ou falar por muito tempo; tomar cuidado com mudanças de temperatura e bebidas geladas.
Criasaude: Qual é o papel do fonoaudiólogo na rouquidão?
Fga. Ana Elisa: O diagnóstico de rouquidão (disfonia) é feito pelo fonoaudiólogo em conjunto com o médico otorrinolaringologista. Quanto ao tratamento, o fonoaudiólogo também atua em conjunto com o otorrinolaringologista, sendo que nos casos onde há a demanda de intervenção cirúrgica, realiza terapia pré e pós-cirurgia, a fim de proporcionar uma reeducação vocal ao paciente e melhorar o resultado da intervenção feita pelo médico. Nos casos onde não há a indicação cirúrgica, o fonoaudiólogo realiza o tratamento não só reeducando o comportamento vocal do paciente, mas também realizando exercícios específicos para o tipo de rouquidão (disfonia), a fim de eliminar e/ou adequar o quadro.
Criasaude: O que vem a ser reeducação vocal?
Fga. Ana Elisa: Reeducação vocal nada mais é do que criar no paciente uma consciência sobre o uso correto da voz e os cuidados que devem ser tomados com ela. Na verdade, é algo que deveria ser feito com a população de um modo geral, a fim de prevenir casos de rouquidão (disfonia), principalmente a população que usa a voz como instrumento de trabalho (professores, cantores, pastores, entre outros).
Confira a entrevista realizada pelo Criasaude.com.br com o psiquiatraDr. José Carlos Ramos(CRM: 24961 ), sobre o medicamento clonazepam (Rivotril).
O que o doutor pensa a respeito do número de pessoas que atualmente utilizam o clonazepam no Brasil? O clonazepam é um dos medicamentos mais vendidos no Brasil, em função disso o número de pessoas que o utilizam diariamente é muito grande, não sendo maior em função das restrições impostas pela lei. Este medicamento só pode ser vendido com receita de notificação especial B, de uso médico exclusivo, emitido pela Vigilância Sanitária. Os transtornos de ansiedade atingem um grande número de pessoas e as características do clonazepam (tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos, tem alta potência e permanece por longo tempo no organismo) ajudam a compreender sua grande difusão.
Quais os problemas que o uso crônico do clonazepam pode causar a uma pessoa?
Usado em doses baixas geralmente não traz problemas. Se as doses forem mais altas podem diminuir o desejo sexual, esquecimentos e sensações de fadiga podem ocorrer.
Os usuários deste medicamento estão sujeitos a se tornarem dependentes? Esta dependência está mais relacionada a mecanismos físicos ou emocionais? Sim, os usuários estão sujeitos a desenvolver dependência, mas os casos descritos na literatura ou na minha prática clínica, só é constatado a quem faz um uso muito prolongado ou de doses acima das habituais. Atualmente considera-se o fenômeno da dependência aos benzodiazepínicos como mais vinculado a traços de personalidade do que as características das substâncias.
Quais são as características da dependência?
O uso compulsivo continuado, desenvolvimento de tolerância a droga (quando há necessidade de aumento da dose diária frequentemente para que se obtenha o mesmo efeito) e presença de fenômenos físicos em caso de interrupção da droga (abstinência).
Como uma pessoa dependente pode parar de tomar o medicamento? O que ela deve fazer? Não pode parar bruscamente devido ao fenômeno da abstinência acima citado. Deve-se fazer um programa de descontinuação do uso.
Quais os riscos do uso inadequado de tranquilizantes? Quando usado como paliativo de situações emocionais e vivenciais que fatalmente agravarão, no futuro, a condição da pessoa.
Existem níveis aceitáveis para a não indicação do medicamento? A maioria dos estados de ansiedade não necessita uso de tranquilizantes, mas não dispensam uma abordagem psicoterápica. Em casos de ansiedade incapacitante ou síndromes de pânico grave é importante associar as duas abordagens.
Zumbido permanente é o primeiro sintoma de problemas de audição
SÃO PAULO – De acordo com especialistas, aparelhos eletrônicos que permitem o uso de fones de ouvido como celulares, Ipods, Ipads, computadores portáteis – laptops, notebooks e netbooks – e mp3 players podem prejudicar a saúde auditiva de seus usuários, se a exposição ao som for frequente e inadequada.
É de 80 decibéis a média de exposição máxima segura para o ouvido humano. A partir desse nível, a exposição acima de 30 minutos põe em risco a saúde auditiva, podendo desencadear sintomas como zumbidos no ouvido, déficit de atenção e necessidade de que haja repetição de palavras para haver compreensão.
Os fones de ouvido são considerados os mais prejudiciais ao aparelho auditivo porque emitem sons sem barreiras de forma direta para o tímpano. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o volume máximo do fone de ouvido não ultrapasse 65 decibéis.
“O som dos fones Ipods, MP3, podem chegar a 120 decibéis que vão diretamente para as orelhas e provocar, com isso, a lesão das células ciliadas da cóclea, um caminho certo para surdez precoce”, afirma o Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento, professor titular da Disciplina de Otorrinolaringologia do HC-FMUSP.
O zumbido é o primeiro sintoma de problemas de audição, antes mesmo de causar alguma perda auditiva percebível. Segundo levantamento de dados por meio de pesquisa feita pelo HC, 35% dos casos de zumbido diagnosticados pelo hospital estão ligados a ruído, tanto causados por trauma acústico ou por exposição demasiada a sons potencialmente danosos.
Hoje, mais de 560 milhões de pessoas têm problemas auditivos no planeta e a previsão é de que este número chegue a 700 milhões em 2015 e 900 milhões em 2025, segundo apontam dados recentes do British MRC Institute of Hearing Research, do Reino Unido. No Brasil, estima-se que 15 milhões de pessoas sofram de algum tipo de perda auditiva e que 350 mil tenham surdez total. Além disso, dos 3,1 milhões de brasileiros que nascem anualmente, menos de 10% passam por avaliação de surdez.
Em decorrência desse cenário, universidades e instituições têm se unido na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para o tratamento do aparelho auditivo. O mais novo produto lançado no país é um software chamado Hearing Guardian V1 – guardião da audição, desenvolvido com exclusiva tecnologia Earlogic de origem coreana, que promete diagnosticar, proteger e tratar problemas auditivos.
Pesquisas demonstraram que 6 a 7 entre cada 10 pessoas que fizeram corretamente o tratamento com a tecnologia Earlogic (duas vezes ao dia por trinta minutos durante duas semanas) tiveram restauração de até 10dB da audição. O software pode ser baixado gratuitamente no site da Biosom (www.biosom.com.br) para testes.