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Como perder barriga?

Exercícios para perder a barrigaSÃO PAULO – Todo mundo quer ter uma barriga sequinha e reta, não é verdade? Muito mais que uma questão estética, perder a gordura abdominal é uma importante questão de saúde. O acúmulo de gordura na região abdominal está relacionado a diversos problemas de saúde, como aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetesacidente vascular cerebral, colesterol alto, infarto do miocárdio e até câncer. Perder o excesso de barriga significa, portanto, melhorar a qualidade de vida e a saúde. Os cientistas acreditam que a gordura abdominal se comporta como uma glândula que pode levar a uma resistência à insulina, que por sua vez leva à diabetes. Por isso é muito importante diminuir a gordura abdominal.
Além de uma dieta balanceada, rica em verduras, legumes, frutas e grãos, as atividades físicas também ajudam nesse quesito. Entretanto, muitas pessoas se perguntam qual o melhor tipo de exercício para se fazer a fim de queimar aquela gordurinha indesejada que fica no abdome. Existem várias estratégias e elas variam de acordo com cada organismo, mas há algumas dicas gerais que podem ser seguidas e que vão acelerar a perda de gordura.

Invista na musculação

Muitas pessoas pensam que a musculação não queima gordura. Entretanto, estudos recentes apontam que exercícios de resistência são muito eficazes na perda de peso. Isso acontece pois, após o término do exercício, o metabolismo ainda está acelerado, fazendo com que a queima de calorias se mantenha. Além disso, quanto maior a massa muscular do indivíduo, maior será o gasto energético ao longo do dia. O ideal é fazer musculação pelo menos 3 vezes durante a semana. Converse com o seu instrutor físico para preparar treinos que se adequem à sua rotina diária.

Faça exercícios aeróbicos

Os exercícios aeróbicos são fundamentais na queima de gordura. Muitas pessoas têm músculos na região abdominal, mas eles não são visíveis, pois existe uma camada de gordura que impedem que eles fiquem visíveis. Exercícios como corrida, natação, ciclismo, dentre outros, são indicados para esse fim.

Uma modalidade interessante são os chamados exercícios intervalados de alta intensidade, ou HIIT (do inglês, High Intensity Interval Training). Neles, a pessoa alterna movimentos de alta intensidade com fases de descanso, tudo isso numa mesma série de treino. Estudos mostram que essa estratégia chega a consumir 9 vezes mais calorias que um treino normal.

Independente do tipo de exercício aeróbico que você escolha, tenha certeza de inclui-lo na sua rotina de treinos.

Abdominais

Os famosos exercícios abdominais são aliados para obter uma barriga reta e sem gordura. Além de fortalecerem os músculos da região abdominal, eles melhoram a postura, fazendo com que a pessoa fique mais ereta.

O abdome é composto por muitos músculos divididos em três porções principais: superior, inferior e lateral (oblíquo). Quaisquer que sejam os exercícios que você escolher, tenha certeza de que eles trabalhem as 3 porções do abdome.

Alguns exemplos de abdominais são:

– Abdominal superior: nessa modalidade, entram os exercícios onde a pessoa deita numa superfície e dobra o tronco em direção às pernas. Variações incluem elevar as pernas, estender os braços ou usar uma bola. Lembre-se sempre de manter a lombar bem estabilizada e colada ao chão.

– Abdominal superior: nessa categoria de treino, estão os exercícios onde a pessoa mantém o tronco imóvel e traz as pernas junto ao corpo. Existem inúmeras variações, como se pendurar pelos braços e recolher as pernas, usar caneleiras ou elevar as pernas e o tronco ao mesmo tempo.

– Abdominal oblíquo (lateral): esses exercícios trabalham as porções laterais do abdome. Para fazê-lo, deite-se no chão, com a lombar bem estabilizada, coloque as mãos na cabeça e traga os joelhos próximos ao cotovelo. Repita o movimento como se estivesse numa bicicleta.

– Exercícios de isometria: esses exercícios também são muito importantes, pois eles fortalecem a região abdominal e lombar. Um exemplo é a prancha, onde a pessoa se apoia nos antebraços e ponta dos pés, formando uma prancha paralela ao chão. Segure nessa posição por alguns minutos, descanse, e repita novamente.

Não se esqueça da lombar

O fortalecimento da região lombar ajuda a manter a barriga reta e a coluna ereta. Lembre-se sempre de incluir exercícios que trabalhem essa região, como hiperextensão de lombar e exercícios de isometria.

Café da manhã

A Mayo Clinic mencionou em seu site em abril de 2018 um estudo supervisionado pelo Dr. Virend Somers, este mostrou que as pessoas que tomavam café da manhã diariamente tinham menos peso do que aquelas que não tomavam café da manhã. O cientista da Mayo Clinic menciona um velho ditado que parece eficaz para perder a barriga: “Você tem que comer o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo”. As razões para o impacto favorável do café da manhã na gordura abdominal ainda não são totalmente compreendidas pelos cientistas.

Update 20.06.2018. Fotos: Criasaude.com.br, Fotolia.com. Fontes: Mayo Clinic

Qual é o peso ideal?

As mídias como revistas e televisão costumam falar sobre o peso ideal e como obtê-lo, mas raramente dão explicações precisas sobre o assunto. Qual é o peso ideal e como determiná-lo? Descubra vários métodos de cálcular.

Peso ideal ou peso de bem-estar

O peso ideal, também chamado de “peso de bem-estar”, é o peso que você deve ter para se sentir bem fisicamente e moralmente. Este valor não é padrão, mas varia de acordo com cada indivíduo. Vários parâmetros como altura, morfologia, idade e peso atual do indivíduo são levados em consideração na determinação do seu peso ideal. Vários métodos também permitem calcular o peso ideal, o que leva a resultados diferentes para um mesmo indivíduo, tornando a noção de peso ideal bastante imprecisa.

O interesse em conhecer o peso ideal

Embora impreciso, o peso ideal merece ser conhecido por cada indivíduo. O cálculo permite que você saiba quanto peso precisa perder para se sentir bem consigo mesmo e evitar problemas de saúde. Se você quer perder, ou ao contrário, ganhar peso, o peso ideal é uma pista que ajuda você a definir o objetivo a ser alcançado e evitar magreza extrema ou ganho excessivo de peso. Este dado também informa se você já está dentro da normalidade ou se deve ganhar ou perder alguns quilos.

Os métodos de cálculo do peso ideal

Entre os métodos de cálculo do peso ideal, o mais utilizado é a fórmula de Lorentz. Este método leva em conta o sexo e a altura da pessoa e não a idade e as diferenças morfológicas de cada um. Para uma mulher, o peso ideal é dado pela fórmula: Altura – 100 – (altura – 150) ÷ 2,5. Para um homem, a fórmula é a mesma, exceto que você tem que dividir por 4 em vez de 2,5. A altura é sempre em centímetros. De acordo com este método de cálculo, para uma mulher de 1,60m, o peso ideal seria de 56 kg, e de 72,5 kg para um homem de 1,80m.

Um outro método de calcular o peso ideal que você pode usar é a fórmula de Creff. Ao contrário da fórmula de Lorentz, ela incorpora morfologia e idade no cálculo, mas não leva em consideração o gênero. De acordo com este método, existem três modos diferentes de cálculo dependendo da morfologia do indivíduo. Para a chamada morfologia delgada, o peso ideal é dado pela seguinte fórmula: (altura em centímetros – 100 + idade ÷ 10) x 0,9 x 0,9. Para uma pessoa com morfologia normal, multiplique apenas uma vez por 0,9. Para obter o peso ideal para uma morfologia ampla, multiplique por 0,9 e 1,1.

Certos métodos de cálculo, como a fórmula de Monnerault-Dumaine ou de Bornhardt, levam em consideração parâmetros mais específicos do indivíduo, como o esqueleto, a largura do punho e a circunferência do tórax. Outros, por outro lado, são muito simples, como a fórmula de Broca. De acordo com este método de cálculo, o peso ideal é obtido pela remoção de 100 da altura em centímetros do indivíduo.

Os limites do peso ideal

Como esses diferentes métodos de cálculo demonstram, o peso ideal é um valor variável e teórico. Esta não é de forma alguma uma indicação precisa que deve ser seguida à risca, pois seu valor varia de acordo com a fórmula usada. Você pode calculá-lo para obter o peso a atingir, a fim de limitar os riscos à saúde. Mas além de todas essas considerações, o peso ideal é, acima de tudo, aquele que permite que você se sinta bem consigo mesmo. No momento que seu corpo está na média e recebe o olhar alheio, você certamente atingiu seu peso ideal.

Peso ideal e IMC

Deve-se notar que o peso ideal é diferente do índice de massa corporal (IMC), que determina o tamanho do corpo do indivíduo e os riscos que podem ocorrer em caso de excesso de peso. Se olharmos para este método, um adulto entre 20 e 65 anos de idade deve idealmente ter um IMC de 20 a 25. Se for de 22, é possível que algumas curvas já tenham se formado na barriga ou nas coxas. De 25 a 30, a pessoa já está com sobrepeso e maior que 30, você tem que prestar atenção à obesidade. Atenção, um IMC entre 18 e 20 indica que a pessoa é magra. Abaixo de 16, é aconselhável consultar um médico para evitar qualquer risco de desnutrição.

20.04.2018. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br. Créditos das fotos: Fotolia.com.

Como ganhar peso?

perder-pesoNem sempre é fácil encontrar e manter o peso ideal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice de massa corporal (IMC) deve estar entre 18 e 25 para uma pessoa com boa saúde. No entanto, há uma pequena margem de acordo com a corpulência normal de cada um, mas abaixo de 17, há um risco de desnutrição. Ao contrário da crença popular, pessoas muito magras devem manter um equilíbrio no estabelecimento de um regime alimentar. Comer muitos doces, embutidos, bebidas muito doces ou proibir frutas e vegetais pode ser prejudicial à saúde. Aqui estão alguns passos a seguir para um ganho de peso gradual e sem em excesso. É importante notar que antes de iniciar qualquer dieta para engordar é sempre aconselhável consultar um médico, pois é possível que a dificuldade para ganhar peso esteja relacionada a uma patologia médica. Um profissional de saúde também dará bons conselhos sobre o número de quilos a serem ganhos e a dieta a se seguir.

Aumentar o consumo de proteína

As proteínas participam ativamente na formação da massa muscular. Portanto, é essencial aumentar o consumo de alimentos ricos em proteínas ou que promovam a produção de proteínas pelo organismo. Estes alimentos incluem ovos, leguminosas, soja, nozes e grãos (que contêm tanto proteína, potássio e magnésio), carne, peixe, frutos do mar, queijo e leite. Atenção, é aconselhável beber bastante água para promover a síntese de proteínas musculares. Para estimular o apetite, não é aconselhável beber antes e durante a refeição.

Mais carboidratos para mais energia

Para crescer sem correr o risco de acumular e armazenar gorduras, o pão integral e os alimentos ricos em amido não devem ser negligenciados na dieta. Eles contêm carboidratos complexos que, além de fornecer a energia necessária ao organismo, contribuem para a síntese de proteínas. Batata-doce, batata, castanhas, chocolate e banana também são fontes interessantes de energia.

Coma frutas e legumes

As frutas e legumes não são apenas para pessoas que querem perder peso. Eles são essenciais para o crescimento, uma vez que o aumento da ingestão de proteínas também envolve o aumento da absorção de outros minerais, como o potássio, que estão contidos em grandes quantidades nesses alimentos. Além disso, eles são ricos em fibras e vitaminas, o que ajuda o corpo a combater o estresse oxidativo causado pelo trabalho muscular.

Mude seus hábitos

Para ganhar peso, é melhor distribuir as refeições para que sejam assimiladas mais facilmente pelo corpo, especialmente para pessoas que têm um metabolismo alto, isto é, que o corpo queima rapidamente as calorias. Pensando nisso, é possível realizar várias refeições por dia e adicionar 1 ou 2 lanches, a serem tomados no final da manhã e no final da tarde. Não hesite em comer bem e comer tudo, mas numa quantidade razoável de alimentos gordurosos, salgados e doces, para crescer. De fato, é essencial que a ingestão de calorias seja maior que o gasto diário de energia.

Para pessoas que têm muito pouco apetite, uma solução seria tentar ao máximo enriquecer cada refeição para otimizar a ingestão de proteínas, vitaminas e minerais. Adicionar queijo, creme ou gema de ovo a um puré ou fruta a um iogurte aumenta o sabor, mas também a qualidade nutricional.

E quanto ao esporte?

Quanto ao esporte, é essencial facilitar a recuperação da massa muscular, além de ser necessário compensar as energias gastas de forma a manter uma maior ingestão calórica. Alguns esportes como musculação, tênis ou step promovem a recuperação da massa muscular, ao contrário da corrida, natação ou ciclismo que tendem a queimar energia.

Relaxe e elimine o estresse

Saber gerenciar o estresse e aproveitar o tempo para relaxar ajuda você a ganhar peso de forma eficaz. Ouvir música ou praticar meditação para relaxar os músculos e acalmar a mente, são atividades benéficas para ganhar peso. O mesmo para o sono, dormir bem, no mínimo 8 horas por dia, oferece ao corpo a oportunidade de descansar bem e absorver melhor os alimentos.

Alimentos para banir?

Certos alimentos têm a capacidade de estimular o metabolismo. Este é o caso do gengibre, pimenta ou canela. Da mesma forma, excitantes como café ou chá preto podem retardar a absorção de outros nutrientes.

Quando tomar suplementos alimentares?

Os suplementos alimentares são utilizados em casos em que os aportes nutricionais se revelam insuficientes apesar de uma dieta já adaptada. Eles são prescritos por um médico e complementam os alimentos consumidos diariamente. Eles vêm em diferentes formas, como sopas, iogurte ou suco de frutas, com alta concentração de proteína e/ou energia.

20.04.2018 – Pela equipe editorial do Criasaude.com.br
Créditos das fotos: Fotolia.com.

8 dicas para manter a forma na Páscoa

8 dicas para manter a forma na páscoaSÃO PAULO – A Páscoa é um dos feriados mais importantes no Brasil e ela vem repleta de celebrações e comidas, normalmente muito calóricas. É normal sentir a culpa após esse longo feriado que começa na sexta-feira Santa e se estende até o domingo. O abuso na hora de comer pode ser controlado, mas muitas pessoas não sabem como se alimentar de maneira correta. Veja nossas dicas para manter a saúde durante a Páscoa e não ter arrependimentos na segunda-feira. 

Cacau1. Preste atenção na escolha do chocolate. Na Páscoa, a troca de ovos de chocolates é prática comum. Esse alimento é normalmente rico em gorduras saturadas e açúcar, o que pode resultar em alguns quilos a mais. Prefira os chocolates amargos e meio amargos, pois o conteúdo de flavonoides é maior. Há também opções como o chocolate diet e os com reduzido conteúdo de açúcar. O ideal é ingerir 30 g de chocolate por dia, o equivalente a um bombom pequeno ou 4 quadradinhos de uma barra.

Não se esqueça das saladas2. Não se esqueça das saladas. A comida de Páscoa pode ser carregada de gordura e sal. Faça pratos balanceados, sempre incluindo folhas verdes frescas e vegetais cozidos no vapor ou refogados com um pingo de azeite. Reduza na quantidade de carnes e carboidratos, como massas, arroz e batatas. Se quiser comer menos nas refeições, comece pela salada.

3. Se exagerar na comida, compense. Se você comer demais num dia, tente reduzir as porções no dia seguinte. Se você comer chocolate demais num dia, tente evitar (por mais difícil que seja) chocolate no dia seguinte.

Pratique esportes4. Pratique esportes. Você não precisa correr uma maratona durante o feriado de Páscoa, mas mantenha o seu corpo ativo. Você pode sair para uma caminhada com a família, aproveitar os dias livres para andar de bicicleta ou ainda fazer alongamentos. O importante não é ficar parado.

5. Faça poucos pratos nas refeições.Fazer muitos pratos diferentes induz as pessoas a comerem em excesso. Concentre-se em pratos saudáveis e que contenham vegetais. Dê preferência aos peixes, comuns nessa época, uma vez que eles têm menos calorias que carne vermelha. Outra dica é evitar repetir.

6. Escolha certo os acompanhamentos. Dê preferência ao arroz integral, legumes, grãos e saladas. Prefira massas com molho de tomate ao invés de molhos cremosos à base de creme ou queijo.

7. Maneire nas sobremesas. Como dito acima, é importante maneirar no chocolate. Nesse sentido, a melhor opção são as frutas. Aproveite as opções da estação e faça uma bela salada de frutas.
Junte algumas ervas como erva-docementa ou capim-limão para dar um gosto especial e diferente. Se quiser, jogue um pouco de cereais e nozes por cima.

8. Beba muita água. A água é essencial para hidratar o corpo, eliminar toxinas e ajudar no emagrecimento, uma vez que ela é importante na quebra de gorduras. Troque refrigerantes e bebidas açucaradas pela água.

Tente seguir essas dicas para manter o peso durante a Páscoa e não se arrepender.

Update: 30.03.2018

12 dicas de alimentos para derrubar o cansaço

Confirmada a origem infecciosa da Síndrome da Fadiga CrônicaSAO PAULO – A fadiga, a ansiedade e o estresse parecem que são os males da vida moderna e frequentemente as pessoas acordam já cansadas, como não tivessem dormido. O desgaste atrapalha o rendimento escolar e o desempenho no trabalho, além de prejudicar a concentração e causar mal estar. É bem sabido que esses sintomas são muitas vezes provenientes da correria do cotidiano. O que poucas pessoas sabem é que uma dieta adequada pode reverter a situação. Veja nossas dicas de alimentos que vão te dar aquele pique para o dia-a-dia.

1. Banana. Essa fruta é bem conhecida por ser fonte de potássio e proteínas e é normalmente consumida antes das atividades físicas. Mas além desses nutrientes, a banana contém o aminoácido triptofano que produz a serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar.

Índice glicêmico

2. Chocolate. Além de gostoso, o chocolate possui quantidades apreciáveis de antioxidantes e estimulantes do sistema nervoso central, como a cafeína, teobromina e feniletilamina. Essas substâncias ajudam na concentração e no alerta, além de dar energia e disposição. ATENÇÃO: consuma, de preferência, o chocolate com grande quantidade de cacau (acima de 80%).

3. Gengibre. Essa raiz é usada há milênios por diversos povos devido a suas propriedades. Uma delas é de ser estimulante do sistema nervoso central. Na forma de chás ou sucos, os gingeróis (princípios ativos do gengibre) dão disposição e ânimo, além de combater os radicais livres.

4. Maçã. Muitas pessoas não sabem, mas a maçã é uma poderosa aliada no combate à fadiga. Além de possuir frutose (açúcar natural das frutas), a maçã tem ácido málico, um dos componentes energéticos do corpo humano.

Café5. Café. Esse grão é um velho conhecido como estimulante e energético. As consideráveis quantidades de cafeína (um estimulante do sistema nervoso central) ajudam a espantar o sono e o cansaço. O café tomado pela manhã ou à tarde reduz o desgaste físico e mental e aumenta a capacidade do cérebro de agir rápido e se concentrar. Outro produto com propriedades semelhantes é o chá verde.

6. Carne vermelha. As carnes, sobretudo a vermelha (de boi, vaca, etc), possuem grandes quantidades de vitaminas do complexo B que regulam o bom funcionamento do cérebro e evitam doenças como a depressão. Além disso, as carnes são ricas em minerais como zinco,ferro e cobre, que são antioxidantes e ajudam na manutenção do sistema imune.

7. Peixes e frutos do mar. Além de possuírem grandes quantidades de zinco e selênio (importante para diminuir o cansaço e a ansiedade), essas carnes brancas possuem ômega-3, um óleo essencial para o bom funcionamento do cérebro e coração.

8. Grãos. Os grãos são excelentes fontes de proteínas e diversos minerais. A aveia, por exemplo, estimula a liberação de serotonina. A linhaça é rica em ômega-3 e ajuda a oxigenar o cérebro e os músculos. Grãos integrais são ricos em magnésio, mineral importante para o cérebro.

9. Laranja. A grande quantidade de vitamina C ajuda a combater os radicais livres que desgastam as células musculares e cerebrais. O cálcio presente também combate o cansaço muscular.

10. Alface. Rica em lectucina, essa folha verde atua como calmante e combate o estresse e irritação. O fosfato presente na alface é excelente para as funções cerebrais, ajudando na memória, raciocínio e concentração.

11. Mel. Rico em glicose, o mel é fonte rápida de energia para as células, pois é rapidamente absorvido. Experimente adoçar sucos e chás com o mel.

12. Açaí. Alimento que é rico em calorias e que fornece grande quantidade de energia. Além disso, é rico em vitaminas do complexo B, vitamina C, ferro, cálcio, fósforo e proteínas. O açaí é normalmente combinado com mel e granola. ATENÇÃO: o açaí é extremamente energético e pode engordar.

A lista de alimentos não pára por aqui. Existem diversos grãos, frutas, legumes e sementes que auxiliam no combate à fadiga, cansaço, estresse e ansiedade. Tente diversificar sua dieta e consumir esses alimentos nos momentos em que se sente mais cansado.

Update: 16.03.2018 – Por Criasaude.com.br

Cremes dentais não resolvem sozinhos erosão dental e hipersensibilidade dos dentes

Mau hálitoSÃO PAULO / BERNA – Por conta do aumento da prevalência de problemas como erosão dental e hipersensibilidade dentinária, cremes dentais voltados para esses problemas ganharam o mercado. Se há 20 anos eles nem existiam, hoje há uma grande variedade de marcas, com diferentes atributos.

No entanto, em estudo feito na Universidade de Berna, na Suíça – do qual participou uma bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP -, nenhuma das nove pastas analisadas se mostrou capaz de diminuir um problema elementar à erosão e à hipersensibilidade dentinária: a perda de estrutura do esmalte.

“Estudos mostram que, para haver hipersensibilidade, é preciso que o paciente tenha a dentina exposta (túbulos abertos). E um dos fatores para a exposição da dentina é a erosão. Foi por isso que no nosso estudo analisamos pastas de dente que apresentam esses dois atributos (antierosivo e dessensibilizante) como diferencial”, disse Samira Helena João-Souza, doutoranda na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, no Brasil, e primeira autora do artigo.

De acordo com artigo publicado na Scientific Reports (DOI : 10.1038/s41598-017-18154-8), todas as pastas testadas causaram, inclusive, diferentes graus de perda de superfície do dente. Nenhuma delas foi capaz de proteger o esmalte da erosão e da abrasão dental.

Os autores do estudo ressaltam que esses tipos de pasta têm a sua função. Porém, devem ser usadas como um complemento e não como o tratamento em si. João-Souza afirma que é preciso haver a associação de, pelo menos, três fatores: o tratamento acompanhado por um dentista, o uso de pastas indicadas e a mudança no estilo de vida do paciente, principalmente nos hábitos alimentares.

“A erosão dental é multifatorial, tem relação com a escovação e, principalmente, com a alimentação, que está se tornando cada vez mais ácida em virtude, por exemplo, dos alimentos industrializados”, disse.

A erosão dental, ressalta a pesquisadora, é a perda de tecidos duros dentários causados por ácidos não bacterianos – ou seja, uma perda de estrutura dental não relacionada a bactérias, como é o caso da cárie. Quando associada a ações mecânicas, como a da escovação, resulta no desgaste erosivo. Nessas situações, é comum o paciente sentir incômodo ao beber ou comer algo gelado, quente ou doce.

“Ele ou ela chegam ao consultório achando que é cárie, mas se trata de uma exposição da dentina causada por escovação errada, com uma pasta de dente muito abrasiva, por exemplo, combinada a um alto e frequente consumo de bebida e alimentos ácidos”, disse a professora Ana Cecília Corrêa Aranha, orientadora de João-Souza e também autora do artigo.

“Nas clínicas, vemos pacientes com esse problema na região cervical do dente, entre a gengiva e o dente. O esmalte nessa área é mais fino e mais suscetível ao problema”, complementou.

Metodologia

Foram testadas oito pastas dessensibilizantes e/ou antierosivas e uma pasta controle – todas encontradas em farmácias do Brasil ou da Europa.

A pesquisa realizou uma simulação do efeito de uma escovação (uma vez ao dia) e da exposição de uma solução ácida no esmalte do dente durante ciclos de cinco dias consecutivos. O estudo usou dentes pré-molares humanos doados para testes científicos, saliva artificial e a escovação com as pastas analisadas.

“Utilizamos o teste de microdureza, para calcular a perda da estrutura do esmalte decorrente da escovação com as pastas testadas. Na análise química, foram medidos o pH e a concentração de cálcio, fosfato e flúor em cada uma das pastas”, disse João-Souza.

Na análise física, os pesquisadores pesaram e mediram o tamanho das partículas abrasivas contidas nas pastas. Também foi feito teste de “wetability”, ou quanto o preparado de pasta de dente misturado com saliva artificial consegue se espalhar na superfície do dente.

“Durante as escovações com as misturas das pastas com a saliva artificial notamos que as propriedades das pastas eram diferentes. Por isso, decidimos ampliar as análises, avaliando os fatores químicos e físicos das pastas e deixar o trabalho mais completo”, disse João-Souza.

Estatisticamente sem vencedores

De acordo com o estudo, o uso de todas as pastas analisadas apresentou perda de superfície progressiva do dente após os cinco ciclos de escovação. “Não há uma melhor e a indicação vai depender de cada caso. O teste mostrou que algumas tiveram menos perda de superfície do que outras, mas também não foi muito diferente da pasta controle. Estatisticamente, elas não diferiram, embora numericamente exista diferença”, disse Aranha.

“Agora, estamos fazendo outros trabalhos com dentina para pensar em possibilidades, pois o resultado mostrou algo preocupante: nenhuma das pastas foi capaz de prevenir erosão dental ou hipersensibilidade dentinária”, disse Aranha.

O grupo pretende iniciar um outro estudo, mais específico e in vivo, o que possibilitará também fazer a avaliação de dor.

14.03.2018. Fonte: press release. Reference: Scientific Reports (DOI : 10.1038/s41598-017-18154-8).

Ler: dor de dente

4 hábitos eficazes para perder do peso ou mantê-lo (estudo)

Sente-se por menos tempo para viver maisNOVA YORK  – Nos Estados Unidos 2 pesquisas, a National Weight Control Registry (NWCR) e a Global Healthy Weight Registry (GHWR), acompanham a evolução e examinam os dados de pessoas obesas ou com sobrepeso, as quais tenham logrado perder peso de forma considerável e duradoura, assim como de indivíduos que nunca apresentaram excesso de peso.  Esta forma de considerar o tratamento da obesidade e do sobrepeso, parcialmente baseada no conceito Big Data (número elevado de dados), é muito interessante para entendermos melhor e enfrentarmos este problema global. 

NWCR, pessoas que perderam muito peso
A NWCR conta atualmente com mais de 10.000 pessoas, das quais cerca de 80% de mulheres, que perderam ao menos 13,6 kg no transcorrer dos últimos 12 meses, sem voltar a ganhar estes quilos perdidos. Os participantes são convidados a preencherem regularmente um formulário, com perguntas com respeito ao seu peso atual, à sua alimentação, à prática de atividades físicas, bem como sobre eventuais métodos utilizados para perder peso.  Este banco de dados de referência, levando principalmente em conta a população americana, data do ano de 1994.

GHWR, pessoas que jamais tiveram problemas de peso
Por sua vez, a GHWR inclui pessoas que sempre conseguiram se manter em padrões normais, ou seja, indivíduos que jamais sofreram com sobrepeso ou obesidade. Este banco de dados é orientado com maior ênfase para a prevenção, comparativamente aos métodos disponíveis para se perder peso, tais como é o caso da NWCR. De acordo com os cientistas que criaram o GHWR, os 2 bancos de dados se completam.  A GHWR, de abrangência internacional, é bem mais recente que a NWCR.

Quatro hábitos para emagrecer ou permanecer no peso parecem derivar destes 2 bancos de dados.

Laranja1. A maioria das pessoas toma café da manhã. Quer seja no banco de dados da NWCR ou da GHWR, mais de 80% dos participantes tomam café da manhã. Apesar de algumas pesquisas contraditórias, numerosos estudos mostraram que fazer esta primeira refeição do dia era importante para perder ou manter o peso. No banco de dados da GHWR, ou seja, das pessoas sem sobrepeso ou obesidade, 51% consomem frutas e legumes no café da manhã.
Um estudo americano voltado para mulheres com idade entre 18 e 55 anos (na pré-menopausa), apresentado em um congresso sobre a obesidade, realizado em novembro de 2013 na cidade de Atlanta (Estados Unidos), mostrou que comer alimentos ricos em proteínas, tais como ovos, no café da manhã, diminui a sensação de fome durante o restante do dia.

bmi-une2. Eles se pesam com frequência. No banco de dados da NWCR, 75% dos participantes se pesam no mínimo uma vez por semana. O ato de se pesar permite corrigir rapidamente eventuais hábitos ruins. Por exemplo, se em uma semana você constatar ganho significativo de peso, tente “rebobinar o filme” dos 7 últimos dias, lembrando-se do que foi ingerido, se foram ou não praticadas atividades físicas, se as horas normais de sono foram cumpridas (um sono desregrado pode favorecer o ganho de peso), etc. Na semana subsequente, assim você poderá mudar os seus hábitos para perder peso ou ao menos mantê-lo.
Um estudo clínico mostrou que aqueles que se pesam ao menos 5 vezes por semana perdem mais peso que aqueles que se pesam com menor frequência.
Aparentemente, este conselho é particularmente precioso para as pessoas com sobrepeso ou obesas.

3. Eles praticam atividades físicas com regularidade. Isso não causa surpresa, juntamente com a alimentação, estes são com frequência os 2 principais métodos recomendados pelos especialistas para se perder peso. Muito embora pesquisas recentes tenham mostrado que a alimentação era mais importante que a prática de exercícios físicos na luta contra o sobrepeso e a obesidade, os participantes dos 2 bancos de dados (NWCR e GHWR) fazem bastante atividade física. Aproximadamente 90% dos participantes da NWCR, relembrando, pessoas que perderam mais de 13,6 kg em período de mais de 12 meses sem voltar a engordar, fazem cerca de 60 minutos de exercícios quase todos os dias da semana. Na GHWR, em torno de 42% dos participantes fazem exercício físico ao menos 5 dias por semana.

10 alimentos para turbinar a imunidade4. Eles não seguem qualquer dieta específica, mas se alimentam de forma sadia. No banco de dados da GHWR, 74% dos participantes afirmam não seguirem ou raramente seguirem qualquer dieta particular e 48% declararam jamais seguirem. Em contrapartida, eles escolham os alimentos com atenção, especialmente frutas, legumes ou cereais. Por exemplo, 35% comem diariamente salada na hora do almoço. Eles também comem na maioria das vezes em sua própria casa, ou seja, eles evitam comer com exagerada frequência em restaurantes. Ainda segundo o banco de dados da GHWR, 37% afirmam jamais beberem refrigerantes ou bebidas doces e 33% não bebem álcool.
Mas atenção, 98% dos participantes do banco de dados da NWCR reduziram o número de alimentos ingeridos. Se você estiver com sobrepeso ou for uma pessoa obesa, alterar a sua alimentação parece ser algo fundamental para perder peso de modo significativo.

Dica: contudo, se você quiser escolher um regime para ter certa estruturação da dieta, especialmente no tocante à escolha das receitas, nós lhe aconselhamos a dieta mediterrânea. Provavelmente, uma das melhores dietas da atualidade, tal como mostraram vários estudos científicos.

Suplementarmente
Os participantes da NWCR também assistem menos televisão que a média dos americanos, o que lhes proporciona mais tempo para se exercitarem fisicamente todos os dias (ou quase).

Update: 14.03.2018. Por Xavier Gruffat (farmacêutico). Fontes: www.nwcr.wswww.healthyweightregistry.orgWebmd.com, Wikipedia.org (em inglês). Fotos: Fotolia.com

Ler: Dicas para perder barriga

Uma dieta saudável pode não compensar a alta ingestão de sal

Água salgada usoLONDRES – Uma dieta saudável, por exemplo, rica em frutas e vegetais, não compensa os efeitos da alta ingestão de sal em relação à pressão arterial alta (hipertensão arterial), de acordo com um estudo.

Para chegar a essas conclusões, pesquisadores internacionais, incluindo a prestigiada instituição de inglês Imperial College London, analisaram as dietas de mais de 4.000 pessoas. Os cientistas chegaram à conclusão de que não era possível enganar em relação à ingestão de sal, ou seja, todo o sal ingerido durante o dia não poderia ser compensado por uma dieta saudável (por exemplo, rico em frutas e vegetais).

No Reino Unido, o limite superior recomendado por dia de sal é de 6 g, cerca de uma colher de chá. Entre os participantes que vieram dos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e China, o sal médio consumido por dia foi de 10,7 g. No Reino Unido, o consumo diário de sal foi de 8,5 g, nos Estados Unidos 9,6 g, China 13,4 g e Japão 11,7 g. Um aumento na ingestão de sal acima dessa quantidade média foi associado ao aumento da pressão arterial. Por exemplo, um aumento de 7 g (1,2 colheres de chá) na ingestão de sal por dia acima da ingestão média foi associado a um aumento da pressão arterial sistólica de 3,7 mmHg.

A Dr. Queenie Chan, principal autor da pesquisa no Imperial College London, disse em um comunicado divulgado em 5 de março de 2018 que este estudo mostra a importância de reduzir a ingestão de sal. Dr. Chan diz: “Atualmente, temos uma epidemia global de nível de pressão arterial elevada. Este estudo mostra que não há truques possíveis quando se trata de baixar a pressão sanguínea. Uma dieta baixa em sal é essencial – mesmo que sua dieta seja saudável e equilibrada. “. Ela conclui: “Como grande parte do sal em nossa dieta provém de alimentos processados, pedimos aos fabricantes de alimentos que tomem medidas para reduzir o sal em seus produtos. ”

Este estudo foi publicado na edição de março de 2018 da revista científica Hypertension (DOI: 10.1161 / HYPERTENSIONAHA.117.09928).

6 de março de 2018. Por Xavier Gruffat (farmacêutico). Fontes: comunicado de imprensa do estudo. Referência: Hipertensão (DOI: 10.1161 / HYPERTENSIONAHA.117.09928).

Vírus da febre amarela é detectado em urina e sêmen quase um mês após a infecção

A presença do vírus da febre amarela em amostras de urina e de sêmen de um paciente que sobreviveu à doença foi detectada quase um mês após ele ter sido infectado. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), no Brasil, em colaboração com colegas dos institutos Butantan, de Infectologia Emílio Ribas e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

A constatação, feita no âmbito de projetos realizados com apoio da FAPESP, foi descrita em um artigo publicado na revista Emerging Infectious Diseases, do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), agência de proteção à saúde do governo dos Estados Unidos.

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Os pesquisadores acompanharam um paciente de 65 anos natural de São Paulo e que não entrou na fase tóxica da doença. Detectaram a presença de RNA (material genético) do vírus em quantidade significativa em amostras de urina e do sêmen 15 e 25 dias após o surgimento dos sintomas iniciais de febre amarela.

“Em um trabalho feito em colaboração com o grupo do professor Edison Durigon [do ICB-USP], já tínhamos identificado a presença dos vírus da dengue e de Zika na urina de pacientes infectados e, no caso do Zika, também no sêmen. Por isso, decidiu-se verificar se isso também ocorria com o vírus da febre amarela”, disse Paolo Zanotto , professor do ICB-USP e um dos autores do estudo.

“Essa detecção é bastante preocupante porque sugere, primeiramente, que o período de contágio do vírus da febre amarela pode ser mais extenso do que o esperado em uma infecção aguda [com duração de, no máximo, 10 dias]”, complementou o pesquisador.

Transmissibilidade da febre amarela: novos horizontes

Segundo o conceito atual, o período de transmissibilidade da febre amarela inicia-se entre 24 horas e 48 horas antes do aparecimento dos primeiros sintomas e vai até três a sete dias após o início da manifestação da doença. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem após três ou quatro dias.

Um baixo percentual de pessoas infectadas entra em uma segunda fase mais tóxica no espaço de 24 horas após a recuperação dos sintomas iniciais, e metade delas morre em um período de sete a 10 dias.

“Essa descoberta, agora, sugere que o vírus da febre amarela também é um arbovírus [vírus transmitidos por vetores artrópodes hematófagos, que têm como hospedeiros animais vertebrados, como macacos e o homem] com capacidade de ser excretado pelo sistema urinário”, disse.

Os pesquisadores ainda não sabem quais podem ser as implicações da presença do vírus da febre amarela em amostras de urina e sêmen, além de com que frequência e por quanto tempo ele persiste nesses materiais biológicos, uma vez que analisaram um único paciente.

No caso do Zika, estudos anteriores, conduzidos em colaboração pelos grupos de Durigon e de Zanotto, mostraram que o vírus permanece no sêmen de pacientes durante meses e, depois, começa a decair lentamente. Além disso, também se confirmou que o vírus pode ser transmitido sexualmente.

“Ainda não temos uma boa amostragem para determinar por quanto tempo o vírus da febre amarela pode ser detectado na urina e no sêmen. Mas nossa estimativa, feita com base no acompanhamento do paciente que avaliamos durante um período de 21 dias após a observação dos sintomas iniciais da doença, é de que o vírus pode ser detectado nesses materiais biológicos pelo menos quase um mês após a infecção”, disse Zanotto.

Melhoria do diagnóstico

O genoma do vírus isolado da amostra de urina do paciente foi sequenciado. A análise do sequenciamento apontou que o vírus se agrupou a genótipos isolados na América do Sul, incluindo dois isolados em 2017 no Espírito Santo.

Na avaliação dos pesquisadores, os testes da presença do vírus da febre amarela, principalmente em amostras de urina de pacientes com suspeita de terem sido infectados, podem facilitar e melhorar o diagnóstico da doença.

Hoje, a confirmação clínica da infecção por febre amarela na fase precoce é baseada na detecção de RNA do vírus no sangue por sorologia, pela técnica de PCR de transcrição reversa (RT-PCR) ou pelo ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA, na sigla em inglês) – um teste que permite a detecção no plasma sanguíneo de anticorpos específicos, como a imunoglobulina M (IgM), que o organismo produz quando entra em contato com algum tipo de microrganismo invasor.

Esses testes são realizados geralmente quando pacientes com suspeita de terem sido infectados chegam aos hospitais. Mais de 50% dos infectados pelo vírus da febre amarela, porém, não apresentam sintomas da doença, como febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça e muscular, além de náuseas e vômitos.

“As pessoas que têm sido hospitalizadas são as que apresentam os sintomas da doença. Esses casos graves representam apenas a ponta do iceberg do problema da infecção por febre amarela no país, uma vez que grande parte dos infectados é assintomática”, disse Zanotto.

Eventualmente, a detecção do vírus por amostras de urina pode facilitar e agilizar o diagnóstico desses pacientes assintomáticos, principalmente em locais onde foram registradas mortes por febre amarela, indicaram os pesquisadores.

Os testes de diagnóstico de febre amarela em urina e sêmen também podem contribuir para reduzir os resultados falso-negativos e fortalecer a confiabilidade dos dados epidemiológicos durante surtos da doença, como o que ocorre atualmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais, apontaram os pesquisadores.

“A detecção de vírus em amostras de urina já tem sido utilizada para confirmar infecções por outros flavivírus, como o vírus do Nilo Ocidental, o vírus Zika e o da dengue. No caso do vírus da dengue, esse método ainda não deve se tornar padrão, porque até agora não sabemos certamente quantas pessoas infectadas, de fato, apresentam o vírus na urina. Mas isso precisa ser estudado”, apontou.

Por não ser invasiva, como o diagnóstico sanguíneo, a detecção do vírus da febre amarela na urina tem se mostrado útil e já está sendo integrada na rotina de vários grupos de pesquisadores envolvidos no estudo do surto atual da doença em São Paulo, segundo Zanotto.

Transmissão urbana

Os pesquisadores do ICB-USP, em colaboração com o professor Amaro Nunes Duarte Neto e vários outros pesquisadores do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP – liderados pelo professor Paulo Saldiva – estão verificando a presença do vírus da febre amarela em material de necrópsias, como diversos tecidos celulares, de pacientes diagnosticados com febre amarela que entraram na fase tóxica da doença.

As análises preliminares desses materiais indicam a presença do vírus em quantidades significativas em diferentes órgãos, inclusive no cérebro.

“Estamos encontrando o vírus praticamente em todas as amostras geradas pelo professor Duarte Neto de órgãos desses pacientes infectados que não resistiram à doença. Vários testes de identificação viral em órgãos estão sendo replicados no Instituto Adolfo Lutz, no Departamento de Gastroentrologia da Faculdade de Medicina da USP e no ICB para que se tenha maior confiança nos resultados” contou Zanotto.

Com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), os pesquisadores do ICB-USP estão sequenciando e tentando isolar o vírus para estudar in vitro a variabilidade viral nos diferentes tecidos e analisar o que eventuais diferenças possam significar em termos de comportamento e capacidade de infecção em células humanas e vetores.

“Em colaboração com o grupo do professor João Renato Rebello Pinho, do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP, estamos comparando a diversidade viral entre pacientes que vieram a óbito e os que se recuperaram”, disse Zanotto.

“Devido, inclusive, a observações feitas pelos pesquisadores do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, precisamos verificar se o vírus que circula em São Paulo é o mesmo ou é uma variante do que identificamos na urina e no sêmen do paciente que estudamos e que sobreviveu à doença, que é um vírus que causou um surto em Minas Gerais, veio para São Paulo e que agora está em volta da cidade”, disse Zanotto.

Os pesquisadores planejam iniciar pesquisas de campo, junto com equipes de outras unidades da USP, os grupos do pesquisador Renato de Souza, da Unidade de Arbovirologia do Instituto Lutz, e da pesquisadora Margareth Capurro, do Departamento de Parasitologia do ICB-USP, com o objetivo de verificar se tem ocorrido a transmissão urbana do vírus da febre amarela – por meio do mosquito Aedes aegypti – em São Paulo.

“Apesar da situação que temos vivido, com um grande número de casos de infecção na capital, ainda não temos evidência concreta e inequívoca de que tem ocorrido transmissão urbana da doença”, disse Zanotto. “Essa é uma informação crucial para poder avaliar possíveis estratégias de resposta ao vírus, inclusive estratégias de vacinação. Tentaremos obter essas respostas nas próximas semanas.”

01.03.2018. Fonte: press release (ver link). Fotos: Criasaude.com.br, Fotolia.com

Devemos realizar um check-up anual?

OuvidoriaNOVA YORKUma verificação anual no médico, o famoso check-up ou exame de saúde, é frequentemente recomendado pelos médicos, mas a situação pode mudar, pelo menos na sua frequência. Um grande estudo publicado em 2012 demonstrou que um check-up anual não reduz o risco de doenças nem a mortalidade. Para alguns, é simplesmente um desperdício de dinheiro que pode até ser perigoso em alguns casos, com o aparecimento de falsos positivos, ou seja, a realização de testes e tratamento desnecessários. Outros são mais conservadores e acreditam que este é um elemento essencial na prevenção, permitindo uma discussão saudável entre médico e paciente. Apresentamos uma visão geral deste tema controverso.

Do que estamos falando?

Devemos realizar um check-up anual?O check-up anual foi inventado na década de 1920 sem ter bases científicas. Embora possam existir diferenças de uma região ou país para outro, geralmente um check-up anual é baseado em uma conversa entre o médico e o paciente sobre vários problemas de saúde, história médica (anamnese) e exames físicos, tais como medição de pressão sanguínea, realização (muitas vezes terceirizada) e análise de exames de sangue, auscultação do coração e dos pulmões com um estetoscópio, um exame da pele olhando particularmente pintas suspeitas que possam ser um sinal de melanoma, palpação da glândula tiroide, etc.
Este exame tem muitas vezes uma função de triagem médica, isto é, o clínico geral ou médico da família realiza o check-up ao lado de um especialista, se necessário. Nos Estados Unidos, cerca de 2 terços dos americanos fazem um check-up anual, de acordo com uma pesquisa realizada em 2014 com 1.500 pessoas pela Kaiser Family Foundation.

O famoso estudo da Cochrane critica o check-up

Uma meta-análise da Cochrane, isto é, um “estudo dos estudos” publicados sobre um tema, lançado em 2012 mostrou que o check-up anual não reduz o risco de doença ou morte. A Cochrane é uma organização independente sem fins lucrativos que reúne mais de 37.000 voluntários que trabalham com medicina baseada em evidências, renomada pela sua seriedade e independência.

A medicina paternalista, uma visão radical

Entrevistado no final de 2015 pela Tech Nation na rádio NPR (Rádio Pública Americana), o professor americano de genética e cardiologista Dr. Erico Topel disse que os Estados Unidos têm a cada ano mais de 12 milhões de erros graves de diagnóstico. Uma razão é justamente o check-up anual que é muito geral e impreciso. O médico faz campanha para uma medicina personalizada, orientada e baseada em evidências. Ele considera que o check-up como uma medicina paternalista e ultrapassada, que muitas vezes faz mais mal do que bem, pois realiza exames muitas vezes inúteis e perigosos para o paciente.

Em favor do check-up

Em um artigo publicado em 19 de janeiro de 2016 no The Wall Street Journal, o maior jornal dos Estados Unidos em termos de circulação, o Dr. Himmelstein comentando sobre o trabalho da Cochrane disse que os pesquisadores não levaram em conta que os idosos e os doentes eram na maioria europeus. Em outras palavras, nos EUA os resultados podem ser diferentes. O Dr. Himmelstein é um médico de Nova York especialista no assunto e que publicou um editorial em favor de check-up anual com início em Janeiro de 2016, no periódico médico especializado Annuals of Internal Medicine.

Resumindo, fazer ou não um check-up anual?

Dependendo da situação atual, que é complexa de avaliar, acreditamos que é aconselhável continuar a realizar um check-up anual. No entanto, se você é um adulto saudável com idade inferior a 40 anos, provavelmente você pode fazer com uma frequência menor, a cada 2 a 3 anos se você não sentir quaisquer sintomas. Pergunte ao seu médico uma opinião sobre este assunto controverso.

Update 27.02.2018. Texto escrito por Xavier Gruffat (farmacêutico, MBA). Fontes: The Wall Street Journal, NPR (rádio pública americana). Fotos: Fotolia.com