O manjericão (Ocimum basilicum) pode ser facilmente cultivado em vasos no jardim, na varanda ou no peitoril da janela, mas é importante conhecer algumas dicas para cuidar bem desta planta delicada e sensível.
Compra em vaso, para dividir
A maioria de nós comprará manjericão já no vaso no comércio. O problema é que, por motivos de marketing, o vaso inclui várias plantas. Essa alta densidade, agradável aos olhos, não é ideal para o bom desenvolvimento do manjericão.
Uma ideia é simplesmente dividir o vaso em 4, deixar no vaso 1 quadrante de plantas e replantar as outras 3 partes em 3 vasos novos. O ideal seria ter uma planta (um caule por vez) por vaso. Não se esqueça de colocar cascalho no fundo do vaso para drenagem e depois encher com terra ou adubo.
Tamanho do vaso e transplante
O tamanho do vaso é importante. É sempre necessário que o vaso esteja de acordo com o tamanho do manjericão. Por exemplo, se o manjericão é pequeno, ele necessitará de um pequeno vaso que permitirá que toda a água da rega seja bem absorvida pela planta. Se o manjericão ficar grande com raízes importantes, será preciso um vaso maior. Isso significa que o manjericão deverá ser transplantado, se ele se desenvolver bem, sempre para um vaso maior.
Rega
É necessário regar sem excesso, isto é, de maneira moderada. No verão, recomenda-se regar apenas a cada 10 dias. É importante a terra secar entre as regas.
Sol e Exposição
O manjericão aprecia sobretudo a sombra parcial, o sol direto não é a melhor solução. Por outro lado, a sombra total também não é recomendada, pois o manjericão precisa de várias horas de luz solar direta todos os dias, pelo menos 4 horas.
Frio e vento
O manjericão não suporta bem o frio, abaixo de 12°C as folhas ficam amarelas. O manjericão também é sensível ao vento, por isso deve estar bem protegido do vento.
Floração e poda
Na Europa e na América do Norte, a floração geralmente ocorre de junho a setembro, no Brasil, na região de São Paulo, entre dezembro e fevereiro. É aconselhável cortar as flores (inflorescências) para permitir que as folhas sejam maiores e cresçam bem. Se um manjericão ficar exposto diretamente ao sol, produzirá mais flores e menos folhas.
Muda de manjericão
Realizar a muda, deixando enraizar em um copo com água, é um método muitas vezes mais fácil do que semear. A muda do manjericão é muito simples. Basta cortar um caule mantendo apenas algumas folhas no topo e mergulhá-lo em um pequeno copo de água, mantendo as folhas fora da água. Deixe este copo de água em boa exposição solar por 2 a 3 semanas. Depois de 1 a 2 semanas, você verá que o manjericão já formou raízes. Uma vez que as raízes estão grandes e bem desenvolvidas, você pode plantar o manjericão em um vaso pequeno, não se esqueça de colocar cascalho no fundo do vaso para drenagem e depois encher com terra ou adubo.
A muda é muito útil para fazer uma planta de manjericão durar muitos meses ou mesmo anos.
Cultivo de manjericão durante todo o ano
É possível cultivar o manjericão durante todo o ano no interior da casa, deixando-o em uma janela. A planta deve estar bem exposta ao sol. É importante, no entanto, que se coloque somente uma planta (um caule) por vaso e que se troque para um vaso maior de acordo com o crescimento do manjericão, isto é, transplante sempre que necessário. Você pode fazer mudas (leia acima) da planta para fazer o manjericão durar por anos. De acordo com as nossas informações, as folhas jovens de manjericão (de somente alguns meses) costumam ter um sabor melhor do que o manjericão com muitos meses ou mesmo anos.
Cultivo em um jardim
É bem possível cultivar manjericão em um jardim, porém, espace bem as plantas para que cada uma se desenvolva bem.
04.06.2019 – Por Xavier Gruffat (Farmacêutico). Foto: Fotolia.com
ROCHESTER, Minn. – O uso de barro ou argila úmida como tratamento de pele tópico ou emplastro é uma prática comum em algumas culturas e o conceito de usar argila como medicamento vem dos tempos antigos. Agora, pesquisadores da Mayo Clinic e seus colaboradores na Arizona State University descobriram que pelo menos um tipo de argila pode ajudar a combater bactérias causadoras de doenças em feridas, incluindo algumas bactérias resistentes a tratamento. Os resultados foram publicados no International Journal of Antimicrobial Agents.
“Demonstramos que essa argila com ferro na forma reduzida pode matar algumas cepas de bactérias nas condições de laboratório usadas, incluindo bactérias cultivadas como biofilme, que podem ser especialmente difíceis de tratar”, diz Robin Patel, M.D., microbiólogo clínico, especialista em doenças infecciosas da Mayo Clinic e autor sênior do estudo. Biofilmes ocorrem quando as bactérias se apegam a superfícies e desenvolvem um filme ou revestimento protetor, tornando-as relativamente resistentes a antibióticos. Elas aparecem em dois terços das infecções examinadas pelos médicos.
“Este estudo é um avanço importante para compreender certas argilas, como a argila azul do Oregon, apresentaram propriedades medicinais aderindo às bactérias patogênicas”, afirma Enriqueta Barrera, diretora de programas da divisão de Ciências da Terra da National Science Foundation (Fundação Nacional da Ciência), que financiou a pesquisa.
Em ensaios de laboratório, os pesquisadores descobriram que a argila tem efeitos antibacterianos contra Escherichia coli e Staphylococcus aureus, por exemplo, incluindo cepas resistentes como CRE e MRSA. A suspensão de argila foi eficaz contra várias bactérias, tanto em estado planctônico quanto de biofilme.
A pesquisa é preliminar e os autores advertem que apenas uma concentração da suspensão de argila foi testada, com base em resultados preliminares. Os ensaios de laboratório são a primeira etapa para simular o ambiente complexo encontrado em uma ferida infectada real. Eles também advertem que nem todos os tipos de argila são benéficos. Alguns, na verdade, podem ajudar as bactérias a crescer. São necessárias mais pesquisas para identificar e reproduzir as propriedades de argilas antibacterianas, com o objetivo de possivelmente sintetizar um composto consistente dos principais minerais sob um controle de qualidade.
SEATTLE (EUA) – Mesmo um baixo consumo de álcool apresenta riscos para a saúde, de acordo com um novo estudo publicado 23 de agosto de 2018 na revista científica The Lancet (DOI: 10.1016 / S0140-6736 (18) 31310-2) sobre o consumo global de bebidas alcoólatra e a ligação com 23 doenças.
Este grande estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Washington em Seattle (EUA) e incluiu 694 estudos sobre o consumo de álcool e 592 estudos sobre os riscos para a saúde relacionados ao seu consumo. Os dados cobrem a população de 15 a 95 anos em 195 países.
O consumo regular de álcool pode ter efeitos negativos nos órgãos e tecidos do corpo, enquanto o consumo excessivo de álcool (binge drinking) pode levar a lesões ou envenenamento por álcool. Dependência de álcool pode levar a auto-agressão ou violência.
Diferenças entre os sexos
Os cientistas observaram que, na faixa etária acima de 50 anos, o câncer tem a maior proporção de causas de morte relacionadas ao álcool. Existem diferenças significativas entre os sexos: todas as faixas etárias, 2,2% das mortes femininas e 6,8% das mortes masculinas podem ser atribuídas ao consumo de álcool. Isso é 2,8 milhões de mortes por ano em todo o mundo associado ao consumo de álcool. A quantidade média de álcool por dia também mostra diferenças entre os sexos. Os níveis mais elevados de consumo de álcool foram registados para os homens na Roménia (média de 8,2 unidades), Portugal e Luxemburgo (7,2 unidades cada). Entre as mulheres, a Ucrânia (4,2 unidades), Andorra e Luxemburgo (3,4 unidades cada) têm as pontuações mais altas.
Este estudo estima que os danos do álcool, especialmente o câncer, superam de longe os benefícios potenciais, por exemplo, na prevenção do diabetes ou da doença de Alzheimer.
Outro estudo
Precisamente, outro estudo publicado em agosto de 2018 na revista BMJ (DOI: 10.1136 / bmj.k2927) tinha sido mais favorável em álcool, mostrando que o consumo moderado (até 14 doses por semana, ex 14 cervejas) foi associado com um risco de demência como Alzheimer 47% menor entre as pessoas com 35 a 55 anos em comparação com aqueles que não bebiam álcool.
24.08.2018. Por Xavier Gruffat (Farmacêutico). Fontes: Creapharma.ch, ATS, CBSNews,
Referência do estudo: The Lancet (DOI: 10.1016 / S0140-6736 (18) 31310-2)
Foto: Fotolia.com
SÃO PAULO – Uma linhagem do vírus da dengue 1 encontrada no Brasil consegue prevalecer sobre outra, apesar de se multiplicar menos nos mosquitos portadores do vírus e nas células humanas infectadas. A descoberta foi feita no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP que envolveu diversas instituições brasileiras e uma universidade dos Estados Unidos.
Segundo a pesquisa, a linhagem ativa menos a resposta do sistema imunológico dos doentes. Sendo menos combatido, o vírus consegue se multiplicar mais no corpo humano, aumentando as chances de a pessoa ser picada por um mosquito e contagiar outras. Assim, essa linhagem consegue superar outra, com capacidade muito maior de se multiplicar em mosquitos e em pacientes.
Os pesquisadores estudaram as linhagens 1 e 6 (L1 e L6) do vírus da dengue de tipo 1 que afetam a população de São José do Rio Preto, estado de São Paulo, Brasil. O estudo mostrou que, apesar de a L1 ter maior capacidade de multiplicação no mosquito e nas células, a L6 consegue minimizar e até desativar as respostas imunológicas do corpo humano, fazendo com que essa linhagem ocupe o local da L1.
“Havia três práticas para investigar as situações de multiplicação do vírus da dengue e explicar por que uma linhagem superava outra. Nossa pesquisa trouxe à tona um novo fenômeno que explica como um vírus sobrevive em uma população”, disse Maurício Lacerda Nogueira, professor adjunto do Laboratório de Pesquisas em Virologia do Departamento de Doenças Dermatológicas, Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina de São José do Preto (Famerp) e um dos autores de artigo publicado na PLOS Neglected Tropical Diseases com resultados da pesquisa.
“Mas não se trata só de observar se o vírus se multiplica mais ou menos no mosquito ou na célula humana para entender por que uma linhagem toma o lugar de outra. Precisamos saber como o vírus interage com o ser humano como um todo”, disse Nogueira, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Virologia.
O estudo traz novos conhecimentos fundamentais para a produção de vacinas no combate à doença. “Compreender, de forma global, como o vírus interage com a população nos ajuda a entender como as vacinas funcionam e é fundamental para podermos desenhá-las”, disse.
Sabe-se que no Brasil houve três introduções de vírus da dengue do tipo 1: as linhagens 1, 3 e 6, todas com o mesmo genótipo. Em São José do Rio Preto, observou-se inicialmente a circulação da L6 pelo menos desde 2008. Em 2010, a L1 foi identificada pela primeira vez na cidade. Por um período, ambas circularam conjuntamente.
Esperava-se que L1 apresentasse maior capacidade de multiplicação nas células e nos mosquitos transmissores, o Aedes aegypti, já que ela chegou depois de L6 e conseguiu se instalar. Porém, a partir de 2013, a L1 começou a diminuir até não ser mais detectada na população, contrariando a expectativa de que a nova linhagem fosse substituir a L6.
Esse fato contrariava o conhecimento científico produzido a respeito da prevalência de uma linhagem sobre outra, um fenômeno chamado substituição de clado (grupo de organismos originados de um único ancestral comum).
Ele pode ocorrer se a linhagem introduzida no meio se multiplica melhor nas células humanas do que a que já estava no ambiente. A outra hipótese é a de que a linhagem que chegou posteriormente se multiplica mais no mosquito. Em ambos os casos, diz-se que o vírus que suplantou o outro tem um “fitness viral” melhor.
Fitness epidemiológico
Uma terceira explicação surgiu a partir de um estudo feito em Porto Rico em 2015, onde se encontrou uma linhagem do vírus da dengue com um fitness viral pior do que as que já estavam no ambiente, mas que acabou prevalecendo sobre as demais. Descobriu-se que essa linhagem inibe o sistema interferon, proteína que induz uma resposta antiviral toda vez que alguém é infectado por vírus, diminuindo sua replicação. Nesse caso, o processo se chama fitness epidemiológico.
No caso brasileiro, nada disso ocorreu. Primeiro, os pesquisadores sequenciaram os genomas das duas linhagens de vírus. Elas têm 47 aminoácidos diferentes, são bem distantes geneticamente, mas competiram entre si e a L6 venceu.
“As informações que tínhamos até ali dizia que o esperado era que a L6 se multiplicasse melhor, daí ter prevalecido, mas, quando olhamos células contaminadas de humanos e de macacos, vimos que a L1 multiplica 10 vezes mais, em média, do que a L6”, disse o coordenador do projeto temático FAPESP.
Se L1 não o fazia nas células humanas, a hipótese era de que o melhor fitness viral se explicaria porque a L6 se multiplicaria melhor no mosquito. Então os cientistas infectaram oralmente mosquitos cativos – criados para experimentos científicos. Para se alimentar, os mosquitos picavam uma membrana que tinha sangue de camundongo contaminado com vírus da dengue das linhagens 1 e 6. “De novo, a L1 se multiplicou 10 vezes melhor no mosquito do que a L6”, disse.
Surgiu a possibilidade de que os mosquitos cativos talvez não fossem representativos em relação aos encontrados no meio ambiente. Feito um novo experimento, em que ovos do mosquito foram coletados no ambiente e eclodidos em laboratório, chegou-se ao mesmo resultado: L1 continuava a ser mais eficiente na multiplicação do que L6, apesar de os estudos mostrarem que pacientes contaminados com L6 tinham uma carga viral muito maior do que os infectados pela L1.
Sobrou, então, a hipótese do fitness epidemiológico, como ocorreu em Porto Rico, onde foi encontrado um vírus da dengue que codificava um RNA que inibia o interferon. Não se confirmou a interferência no caso brasileiro. “Aí percebemos que estávamos diante de outro mecanismo, diverso dos três já conhecidos”, disse Nogueira.
Para resolver o mistério, os pesquisadores passaram a fazer o estudo dos aspectos imunológicos da interação do vírus com a resposta imune do organismo. Usando sistemas computacionais de predição, verificaram que L1 conseguia ativar muito mais os linfócitos B e T, que compõem o sistema imune, do que L6.
A seguir, nos estudos envolvendo camundongos e células doadas por pessoas contaminadas com o vírus, os cientistas conseguiram estimular e medir a ativação de respostas dos linfócitos B e T, notando que L6 ativava uma resposta mais fraca do que L1. Mediram ainda o nível de citocinas presentes no soro recolhido dos pacientes. As citocinas têm como papel ativar, mediar ou regular a resposta imune.
“De forma geral, observamos que a L1 multiplica muito melhor, mas também ativa fortemente o sistema imune, tanto do humano quanto do camundongo, ou seja, a L1 induz uma resposta muito grande do organismo contra o vírus. Já a L6 se multiplica menos, mas ou ela inibe ou não estimula ou estimula pouco as respostas do sistema imune. Por isso, o organismo demora mais para reconhecer o vírus”, disse.
Graças a isso, a quantidade de vírus da linhagem 6 no ser humano é, em média, 10 vezes maior do que a da 1, constatou o estudo apoiado pela FAPESP. Eles também observaram que o vírus da linhagem 1 se multiplica muito mais no mosquito e tem replicação local muito maior ao infectar a pessoa.
Só que essa replicação induz uma ativação forte de linfócitos B e T, levando ao aumento de citocinas, ou seja, gera uma forte resposta imune, capaz de inibir a replicação sistêmica do vírus no corpo. Com isso, a carga viral é menor, diminuindo a disseminação para mosquitos, ou seja, menos gente será infectada por ele.
No caso do vírus da linhagem 6, apesar de sua menor capacidade de multiplicação no mosquito e também no local de replicação inicial após picar uma pessoa, ele produz uma ativação fraca de células B e T e estimula a produção de citocinas que, na verdade, inibem a resposta imune, em vez de estimulá-la.
“Com isso, há uma replicação sistêmica na pessoa muito maior, ou seja, uma quantidade de vírus maior na população, o que é capaz de infectar mais mosquitos. Concluímos então que L6 tem um melhor fitness epidemiológico do que o L1, que, por sua vez, tem melhor fitness viral do que L6”, disse Nogueira.
A pesquisa durou dois anos e meio e envolveu um grupo de 24 pesquisadores de diversas instituições brasileiras de ensino superior – ao lado da Famerp, somam-se Fundação Oswaldo Cruz, as universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Minas Gerais (UFMG) e Unesp – além de um colaborador estrangeiro: Nikos Vasilakis, também coautor do artigo, que é pesquisador do Centro de Doenças Tropicais da Universidade do Texas (Galveston), dos Estados Unidos.
“Empregando análises epidemiológicas, filogenéticas, moleculares e imunológicas, os autores da pesquisa demonstraram que diferenças na resposta imune no hospedeiro determinam a dinâmica da circulação da dengue de duas linhagens circulantes na cidade, sugerindo que os fatores que influenciam a dinâmica da transmissão da dengue são muito mais complexos do que anteriormente se suspeitava”, disse Vasilakis.
15.08.2018. Fonte: Press Release: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
SÃO PAULO – A menopausa não é caracterizada como uma doença, mas sim uma etapa na vida da mulher na qual há uma queda na produção dos hormônios femininos progesterona e estrógeno. Com isso, a mulher pode apresentar diversos sintomas, como ondas de calor (fogachos), irritação, depressão, aumento de peso, etc. Muitas mulheres não sabem como lidar com essa nova etapa da vida que pode durar de alguns meses a alguns anos. Veja a seguir nossas dicas de como lidar e viver melhor na menopausa.
1. Mantenha uma dieta saudável. Tenha uma alimentação baseada em frutas, legumes, verduras e alimentos pouco calóricos. Evite gorduras, açúcar em excesso, refrigerantes e alimentos com muito sal. A alimentação saudável reduz o ganho de peso durante a menopausa.
2. Controle o seu peso. Durante a menopausa, o metabolismo da mulher muda, de forma que o ganho de peso torna-se mais fácil. O aumento de peso piora os sintomas de ondas de calor, além de aumentar o risco de doenças cardíacas.
3. Faça controles periódicos da sua saúde. Estudos indicam que mais de 80% das mulheres com menopausa sofrem de outras doenças como diabetes, hipertensão e problemas da tireoide. Portanto, uma visita periódica ao médico é aconselhável.
4. Pratique atividades físicas. Os esportes, além de ajudarem no controle do peso, ajudam nas ondas de calor. Muitas mulheres relatam que a atividade física melhora a qualidade de vida durante a menopausa.
5. Refresque-se. As ondas de calor podem ser muito incômodas, portanto, busque lugares refrescantes para estar quando elas vierem. Evite beber líquidos quentes durante esses períodos. Prefira sucos naturais de frutas, água ou leite frio. ATENÇÃO: evite o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas geladas.
6. Evite fumar. O cigarro causa muitos danos no corpo, sobretudo da mulher com menopausa. Ele piora as ondas de calor e aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral e outras doenças que põem em risco a vida da paciente.
7. Fique atenta ao seu humor. As variações hormonais que ocorrem durante a menopausa podem deixar a mulher mais irritável, sensível e propensa à depressão. Converse com seus amigos para que eles entendam essas variações de humor. Busque ajuda de um ginecologista ou psiquiatra se você acha que está com sintomas de depressão.
8. Saiba quando a menopausa começa. Embora a idade exata do início da menopausa varie de mulher para mulher, no Brasil ela acontece por volta dos 50 anos de idade. Portanto, se você começar a apresentar ondas de calor, irritabilidade e outros sintomas da menopausa por volta dessa idade, procure um médico.
9. Tenha um tratamento adequado. Muitas mulheres não podem receber tratamento hormonal, sobretudo se elas têm risco de desenvolvimento de algum câncer ou risco de problemas cardiovasculares. Portanto, há outros tratamentos disponíveis baseados em produtos naturais (como extratos de isoflavonas de soja) e medicamentos específicos para controle das ondas de calor. Converse com o seu médico.
10. Ingira vitamina E. a ingestão diária de 400 UI de vitamina E ajuda a controlar os sintomas da menopausa. Converse com um médico para saber qual a melhor forma de ingerir essa vitamina.
Para saber mais sobre os sintomas da menopausa e tratamentos, acesse página específica sobre o assunto: Menopausa.
ROCHESTER (EUA) – Uma equipe de pesquisa liderada pela Mayo Clinic identificou genes específicos associados a um maior risco de desenvolver câncer de mama triplo-negativo. A pesquisa foi publicada hoje, 8 de agosto de 2018, no Journal of the National Cancer Institute.
“O câncer de mama triplo-negativo é um tipo de câncer agressivo que não pode ser tratado usando terapias dirigidas”, afirma o pesquisador líder Fergus Couch, Ph.D., “Ele representa 15% do câncer de mama que acomete a população caucasiana e 35% do que acomete a população afro-americana. Também está associado a um alto risco de recidivas e a uma taxa de sobrevivência de cinco anos. Nossas descobertas proporcionam a base para uma melhor gestão de riscos.”
De acordo com o doutor Couch, testes genéticos de linha germinal, que avaliam mudanças genéticas herdadas que aumentam o risco de determinados tipos de câncer em um indivíduo, foram úteis para identificar mulheres com maior risco de sofrer câncer de mama. No entanto, ele afirma que é mais difícil identificar mulheres com maior risco de ter câncer de mama triplo-negativo porque somente mutações herdadas no gene BRCA1 foram associadas a esse subtipo do câncer de mama.
O doutor Couch e seus colegas realizaram testes genéticos em 10.901 pacientes com câncer de mama triplo-negativo em dois estudos. Eles testaram 21 genes com predisposição para o câncer em 8.753 pacientes e 17 genes nas 2.148 pacientes restantes. Eles descobriram que alternâncias nos genes BARD1, BRCA1, BRCA2, PALB2 e RAD51D estavam associadas a um risco maior de câncer de mama triplo-negativo e a um risco mais de 20% maior de sofrer câncer de mama em geral ao longo da vida entre caucasianas. Foi observada uma tendência semelhante entre afro-americanas. Além disso, mutações nos genes BRIP1 e RAD51C foram associadas a um risco moderado de sofrer câncer de mama triplo-negativo.
“Este estudo é o primeiro a estabelecer quais genes estão associados a altos riscos de sofrer câncer de mama triplo-negativo durante a vida”, afirma o doutor Couch. “Enquanto estudos anteriores identificaram as variantes genéticas BARD1, BRIP1, PALB2 e RAD51C em pacientes com câncer de mama triplo-negativo, o estudo atual demonstra isso com mais detalhes e identifica novas associações fortes entre os genes suscetíveis RAD51D e BARD1 e o risco de sofrer câncer de mama triplo-negativo.” De acordo com o doutor Couch, essas descobertas permitirão que testes genéticos expandidos identifiquem mulheres com risco de ter câncer de mama triplo-negativo e têm o potencial de levar a melhores estratégias de prevenção.
Ele afirma que as novas descobertas também podem levar a revisões das diretrizes de triagem da National Comprehensive Cancer Network (Rede Nacional de Oncologia), que atualmente recomenda somente o teste de BRCA quando uma paciente tem histórico familiar de câncer de mama ou é diagnosticada com 60 anos de idade ou menos.
SÃO PAULO – O frio está aí (Sul, Sudeste) e com ele diversas doenças aparecem, como resfriados, gripes, pneumonias, laringite e até herpes labial. É nesse momento que o corpo precisa de uma ajudinha extra para resistir e combater a tantas doenças, e a alimentação tem papel importante na manutenção da imunidade e reforço do organismo. Veja nossas dicas de alimentos que vão dar uma turbinada na sua imunidade e te ajudar a combater diversas doenças.
1. Castanha do Pará. Também conhecida como castanha do Brasil, essas sementes são ricas em selênio, oligomineral importante para reparo e manutenção do sistema imune. A dose recomendada é de 1 castanha por dia.
2. Iogurte natural. O iogurte é rico em proteínas que ajudam a manter o sistema imune sempre em boas condições. Aliás, esses derivados do leite têm probióticos que regulam a flora intestinal e também reforçam as defesas do corpo.
3. Peixes e frutos do mar. Além de serem excelente fonte de proteínas e ômega-3, os peixes e frutos do mar são ricos em zinco, mineral importante para o sistema imune. Além de peixes e frutos do mar, outra fonte importante de zinco são os cereais integrais e enriquecidos.
4. Linhaça. A linhaça é rica em ômega-3. Estudos mostram que esses ácidos graxos são essenciais para o sistema imune e devem ser obtidos através da alimentação. O óleo de linhaça também é benéfico nesse sentido. Outras fontes de ômega-3 são peixes como atum, salmão e cavala.
5. Vegetais verdes escuros. Alimentos como couve, brócolis, acelga, escarola e outras plantas de coloração verde escura são ficas em ácido fólico e vitaminas A, B6 e B12. Esses nutrientes agem na maturação do sistema imune e ajudam a combater infecções. Sempre inclua esse tipo de alimento em suas refeições.
6. Frutas cítricas. Esses alimentos são conhecidos por serem ricos em vitamina C, uma nutriente essencial para manutenção das células do sistema imune. Frutas ricas em vitamina C são: laranja, limão, acerola, mexerica, kiwi e goiaba.
7. Tomate. Esse alimento é rico em licopeno ou vitamina E, uma substância que retira os radicais livres do corpo, protege as células e ainda evita doenças cardiovasculares.
8.Gengibre. Essa raiz possui ação antibacteriana além de vitaminas B6 e C, importantes para a imunidade. Adicione o gengibre em sucos, doces e até alimentos salgados.
9.Alho e cebola. Esses alimentos possuem substâncias antibacterianas que combatem muitas doenças, como infecções respiratórias. Use-os de preferência crus ou esmagados em patês e pastas.
10. Água. A água é fundamental para o reforço da imunidade. Além de lubrificar o trato respiratório, ela elimina toxinas, hidrata o corpo e participa do equilíbrio eletrolítico. Beba, pelo menos, 2,5 litros de água por dia, sobretudo no inverno que é uma estação muito seca.
Com uma dieta saudável e balanceada, você terá um corpo mais forte e resistente.
Para mais dicas de alimentos, leia nossa página: 10 alimentos para o inverno – Fotos: Fotolia.com
Por Xavier Gruffat (farmacêutico)
SÃO PAULO – Um estudo feito por pesquisadores brasileiros e publicado no International Journal of Biometeorology demonstrou que quedas de temperatura podem ser acompanhadas pelo aumento no número de mortes por acidente vascular cerebral (AVC), principalmente entre a população com mais de 65 anos. Os autores verificaram também que entre os idosos a incidência de AVC associado a quedas na temperatura média é maior entre as mulheres.
Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, pesquisadores filiados à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Católica de Santos (Unisantos) utilizaram dados de mortalidade e dados de estações meteorológicas de 2002 a 2011 na cidade de São Paulo, no Sudeste brasileiro.
Para averiguar a existência de uma possível relação entre variação térmica e AVC na cidade, a geógrafa Priscilla Venâncio Ikefuti utilizou dados coletados pelo Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo (PRO-AIM). A pesquisa foi coordenada por Ligia Vizeu Barrozo, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
A análise das séries temporais dos dados revelou a ocorrência de 55.633 casos de mortalidade por AVC na cidade de São Paulo entre 2002 e 2011. Foi identificado no período um total de 29.433 mortes relativas aos dois subtipos de AVC, sendo 12.183 mortes por AVC isquêmico e 17.250 mortes por AVC hemorrágico – as outras 26,2 mil mortes referem-se a casos que não foram notificados como doenças hemorrágicas ou isquêmicas ou outras doenças cerebrovasculares.
Resultados
Quando os dados foram confrontados com as temperaturas médias na cidade de São Paulo no período analisado, descobriu-se que, para todos os tipos de AVC, o risco relativo era maior quando a temperatura média era mais baixa (abaixo dos 15 °C).
Quando a temperatura média registrada se manteve na faixa entre os 17 °C e os 24 °C, o risco relativo não se mostrou significativo. No entanto, quando a temperatura média foi superior aos 26 °C, o risco relativo de AVC isquêmico se revelou significativo para o sexo masculino acima de 65 anos.
Especificamente em relação ao subtipo hemorrágico – a forma mais grave de AVC – os resultados do risco relativo mostram que temperaturas mais baixas parecem ser um fator de risco para esse subtipo, especialmente abaixo de 10 °C, tanto para homens quanto para mulheres. Acima dos 65 anos, no entanto, as temperaturas médias mais baixas representaram maior risco de AVC hemorrágico para as mulheres, um resultado que não era esperado e que surpreendeu os pesquisadores.
“No início do estudo, achávamos que quando houvesse uma variabilidade acentuada de temperaturas, tanto para o frio quanto para o calor, os resultados seriam semelhantes para os dois subtipos de AVC. Ou seja, nos dias de muito frio ou de muito calor haveria mais mortes de ambos os subtipos. Não foi o que ocorreu. No caso do AVC hemorrágico, o frio é um fator muito mais importante, especialmente entre as mulheres”, disse Ikefuti, que atualmente trabalha no Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Uma explicação para o AVC ser mais comum entre os idosos é resultado da diminuição do metabolismo na terceira idade. Em resposta a mudanças nas temperaturas, os idosos têm menor capacidade de manter a homeostase, ou seja, de regular o metabolismo de modo a manter constantes as condições fisiológicas necessárias à vida.
“Verificamos também que, para todos os casos de AVC e para o AVC hemorrágico em particular, o sexo mais vulnerável é o feminino. Os dados mostram que as mulheres têm, mesmo que ligeiramente, mais alta mortalidade média por AVC. O risco relativo do acidente, calculado para as variações da temperatura média, também foi maior entre mulheres do que em homens. De forma similar, as temperaturas médias mais baixas causaram maior impacto em mulheres, em ambos os subtipos de AVC”, disse a pesquisadora apoiada pela FAPESP.
Ela explica que o estresse pelo frio resulta em elevação da pressão arterial, bem como em aumento na viscosidade do sangue e na contagem de plaquetas, subindo a pressão arterial de modo a poder causar um AVC hemorrágico.
Os pesquisadores citam estudos recentes que destacam os principais fatores pelos quais as mulheres são mais suscetíveis ao AVC. A influência de alguns fatores de risco é mais forte em mulheres, como diabetes e hipertensão, porque as mulheres diferem dos homens de várias maneiras, incluindo anatomia, biologia vascular, imunidade, fatores neuroprotetores, coagulação, perfis hormonais, fatores de risco vascular, fatores de estilo de vida e papéis na sociedade.
De acordo com Alfésio Luís Ferreira Braga, co-autor do estudo e professor da Unisantos, uma questão importante para explicar o maior risco de AVC entre as mulheres está na menopausa, quando o organismo diminui a produção do estrogênio, o hormônio do desenvolvimento de características femininas. A falta de estrogênio na menopausa sujeita a mulher ao maior risco de doenças vasculares, entre diversos outros sintomas.
“Nosso estudo contribui para a compreensão do impacto da temperatura sobre a mortalidade por AVC em um país tropical, onde a temperatura não seria, supostamente, um fator de preocupação para risco de AVC. O trabalho comprovou que, pelo menos na cidade de São Paulo, este não é o caso”, disse.
“Apesar de a cidade estar em uma região subtropical, portanto com temperaturas médias mais elevadas do que as dos países temperados, a ocorrência de grandes variações diárias de temperatura, assim como a chegada de frentes frias ou de ondas de calor são, sim, fatores de risco para o AVC, especialmente entre os idosos, e principalmente entre as mulheres”, disse Braga.
Metodologia
O estudo apoiado pela FAPESP utilizou a temperatura média, em vez de mínima e máxima, por ser uma média de várias observações no mesmo dia e servir como boa estimativa de exposição ao calor ou ao frio, segundo os pesquisadores. A temperatura média mensal do ar na cidade de São Paulo entre 2002 e 2011 foi de 21 °C, variando de 15 °C a 25 °C, dependendo da estação do ano. As temperaturas médias diárias do ar e a umidade relativa do ar foram obtidas a partir de dados coletados pela Estação Meteorológica do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP.
A fim de ajustar os efeitos da poluição atmosférica na mortalidade, foram coletadas as médias diárias de matéria particulada, ozônio, dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio nas 14 estações de medição de poluentes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) espalhadas pela cidade.
Com as informações em mãos, Ikefuti partiu para a modelagem estatística dos dados. Foram construídos modelos de regressão de dados (com base no chamado modelo Quasi-Poisson) para estimar os efeitos da temperatura média na mortalidade por AVC e seus subtipos na população total e também entre as pessoas acima de 65 anos.
SÂO PAULO – O inverno pode trazer diversas doenças incômodas e que atrapalham nossa vida. A maioria das enfermidades são do trato respiratório, comoresfriado, gripe, tosse, pneumonia e até agravamento de algumas condições, como asma. Embora medicamentos alopáticos sejam indicados e recomendados para muitas doenças típicas do inverno, as plantas medicinais têm o seu lugar na terapêutica e funcionam tão bem quanto os remédios tradicionais. Veja a algumas ervas naturais indicadas para o inverno.
1.Limão. O limão é uma fruta rica em vitamina C e atua como antisséptico das vias aéreas. Ele é usado para combater gripes, resfriados, alergias, dores de garganta e bronquites. Ele pode ser utilizado na forma de suco com um pouco de mel. Leia também: suco de limão.
2.Guaco. O guaco é uma planta medicinal bem famosa no Brasil pelas suas propriedades bronco dilatadoras e expectorantes. A planta ainda possui propriedades antiasmáticas, antissépticas das vias respiratórias e antirreumáticas. O guaco é normalmente usado para eliminar o catarro em casos de tosse, asma, bronquite, rouquidão, infecções e dores de garganta e gripe. A forma mais comumente utilizada é o chá e xarope. Leia também:xarope de guaco
3.Eucalipto. O eucalipto tem propriedades desinfetantes das vias respiratórias, antissépticas, expectorantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas, dentre outras. A planta é normalmente utilizada em casos de resfriado, tosses, para eliminação do catarro, pneumonia, gripes, asma e bronquite. As formas mais utilizadas é a inalação de eucalipto, xarope de eucalipto e infusão de folhas de eucalipto.
4.Alho. Essa planta medicinal, além de importante ingrediente na cozinha, é utilizada por suas propriedades antibacterianas, antibióticas, antimicóticas, expectorantes e antissépticas. O alho é utilizado em casos de dor de garganta, catarro no pulmão, tosse, irritação das vias aéreas, pneumonia, bronquite e outras doenças respiratórias. As formas mais comuns de uso é o xarope de alho, na forma pura (dente de alho), e infusão (chá) de alho. Para amenizar seu gosto forte, adicione mel ao chá de alho.
5.Salvia. A salvia é também utilizada na culinária e possui propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e antioxidantes. A planta é normalmente empregada nos casos de tosse, bronquite e resfriados. As formas de uso mais comuns são a infusão (chá) de salvia e tintura de salvia. Leia também: remédio à base de salvia.
6.Tomilho. O tomilho, também usado na cozinha, possui flavonoides e taninos com propriedades expectorantes, antibacterianas, antivirais, antissépticas e bronco dilatadoras. Devido a suas propriedades fluidificantes do muco, o tomilho é usado em casos de tosse, resfriados, sinusites, bronquites, dores de garganta e gripes. Algumas das formas utilizadas da planta são o xarope de tomilho, a infusão (chá) de tomilho e a inalação de tomilho. Leia também: remédio de tomilho e mel.
7.Gengibre. O gengibre possui componentes como zingibereno e zingerona que são estimulantes, anti-inflamatórios, antissépticos e bactericidas. O gengibre é comumente usado em resfriados, tosse e dor de garganta, além de ser empregado como tônico nos casos de fadiga e cansaço. A preparações mais comuns são: xarope de gengibre e infusão (chá) de gengibre.
8.Tanchagem. A tanchagem tem propriedades expectorantes, antimicrobianas, antissépticas e anti-inflamatórias. É usada para tosse seca e com catarro, bronquite e no caso de infecções das vias respiratórias. A forma mais utilizada da planta é a infusão (chá) de tanchagem.
9.Agrião. Essa planta medicinal contém propriedades anti-inflamatórias e expectorantes que são muito eficazes nos casos de doenças respiratórias como tosse, bronquite, gripe e catarro acumulado no peito. A forma mais comum de ingestão do agrião é na forma de infusão (chá) de agrião com mel.
10.Cebola. Assim como alho, a cebola possui substâncias que são antimicrobianas e antialérgicas, com propriedades antissépticas e curativas de inflamações e infecções do trato respiratório. A cebola é utilizada em casos de gripe, resfriados, sinusites e outras doenças. Algumas formas de uso são oxarope de cebola, mel com cebola e a tintura de cebola. Leia também: remédio de cebola e vinagre contra tosse.
Consulte o médico ou o farmacêutico para saber se você tem alguma alergia ou contraindicação a alguma das plantas medicinais indicadas.
SÃO PAULO –No país de baixa renda, onde quase toda população faz a prática da automedicação, o farmacêutico exerce papel fundamental no comércio.
A automedicação é um ato de irresponsabilidade, tanto para quem consome os medicamentos, quanto para quem os vende sem critérios. Muitos brasileiros buscam seus medicamentos diretamente nas farmácias para solucionar problemas de saúde, como dores de cabeça e crises de pressão arterial. Os analgésicos, anti-inflamatórios e os antibióticos são os medicamentos mais usados pela população de forma incorreta.
A arriscada prática cultural da automedicação é responsável pela morte de 20 mil pessoas por ano no país, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma). Por traz de um remédio aparentemente inofensivo existe o perigo real do enfraquecimento das defesas naturais do corpo. O paciente que busca uma solução para uma enfermidade pode contrair outra.
Pessoas com menor poder aquisitivo são as mais atingidas pelas estatísticas de óbitos por esta prática. A precariedade e demora nos atendimentos dos hospitais públicos é o principal motivo que leva pessoas a se automedicarem no Brasil, já que pesquisas apontam 1,5 vez maior o consumo em usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sendo a automedicação um ato praticado por quase toda população de forma desacerbada, o aconselhamento farmacêutico assume atualmente um papel de extrema importância à sociedade. Cabe a este profissional, a sabedoria para entender os tipos de sintomas que causam situações de alerta, que devem ser encaminhados diretamente ao médico ou nas situações menos graves, deve estar totalmente informado para a escolha do medicamento correto.
Para qualquer ação no consumo de medicamentos em farmácias e drogarias é essencial o apoio e o aconselhamento farmacêutico, para que o indivíduo encontre o bem-estar e tenha perante a automedicação uma atitude segura e responsável. Deste modo, o profissional deve estar apto nos seus conhecimentos científicos e práticos e, tentar obter junto ao “doente” o maior número de informação possível, conseguindo assim, classificar a gravidade da situação e tomar decisões assertivas.
Desta forma, o farmacêutico desenvolve sua função sanitária, dispensando não apenas medicamentos, mas trazendo a população seus fundamentais conhecimentos, contribuindo para a saúde em todos os seus aspectos.