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12 alimentos que combatem o estresse e ansiedade

12 alimentos que combatem o estresse e ansiedadeNos dias corridos de hoje, controlar o nervosismo e a ansiedade parece tarefa quase impossível. Os níveis altos de estresse causam diversos problemas para a saúde, como problemas cardíacos, insônia, dificuldade de concentração e aprendizagem e até aumento do apetite, levando à compulsão alimentar e ganho de peso. Nesse sentido, a alimentação desempenha um papel importante como auxiliar no combate à ansiedade do dia a dia. Conheça nossa lista de alimentos que vão te ajudar a levar uma vida mais saudável e livre de estresse.

1. Maracujá. Famoso por suas propriedades calmantes, o maracujá é rico em flavonoides e alcaloides que atuam no sistema nervoso central causando sedação, melhorando a qualidade do sono e acalmando. Além disso, a fruta é rica em vitamina A e C, vitaminas do complexo B, ferrofósforo e cálcio. Consuma na forma de suco, puro ou até em molhos para salada.

2. Leite e derivados. O leite é rico em triptofano, um aminoácido que contribui para produção de serotonina, um neurotransmissor associado a sensações de prazer, bem-estar e relaxamento. Prefira as versões desnatadas do leite e derivados, como queijos e iogurtes.

Leite e derivados.

3. Grãos integrais. Ricos em fibras e vitamina, os grãos integrais (e também alimentos derivados, como pasta, pães e arroz) contém carboidratos complexos de baixo índice glicêmico que ajudam na manutenção dos níveis de serotonina. Diferente dos carboidratos simples (como açúcar refinado) que dão apenas uma sensação momentânea de prazer, os carboidratos complexos mantém essa sensação por mais tempo.

4. Peixes. Muitos peixes são ricos em vitaminas do complexo B, como vitamina B6 e B12. A vitamina B12 em particular é a mais importante no processo de síntese de serotonina, neurotransmissor associado ao bom humor e prazer. Invista em peixes como sardinha, salmão, atum e truta.

5. Amêndoas. Essas sementes contém quantidades apreciáveis de vitamina B2vitamina Emagnésio e zinco, além de ácidos graxos essenciais que protegem o coração. A vitamina B2 e o magnésio estão envolvidos no processo de síntese de serotonina. A vitamina E combate radicais livres relacionados ao estresse e doenças cardíacas. O zinco, por sua vez, tem mostrado propriedades relacionadas ao combate do estresse.

6. Aspargos. Depressão, ansiedade e estresse estão relacionados a baixos níveis de ácido fólico, vitamina que participa de atividades cerebrais. Os aspargos são ricos em ácido fólico, ajudando a combater muitas das doenças psicológicas relacionadas com o estresse.

7. Abacate. Essa fruta é rica em vitaminas do complexo B, que ajudam na saúde e manutenção dos neurônios, além de participarem da produção de serotonina. Além disso, abacates são ricos em gorduras monoinsaturadas e potássio que ajudam a reduzir a pressão arterial e doenças cardíacas. Mas atenção: o abacate é altamente calórico, se você está numa dieta para emagrecer, limite o seu consumo.

8. Blueberry (mirtilo). Essas pequenas frutas são ricas em antioxidantes e vitaminas C. Durante o estresse e ansiedade, o corpo precisa de antioxidantes e vitamina C para combater radicais livres formados e reparar as células danificadas. Um punhado por dia é o ideal para reestabelecer as funções cerebrais.

9. Banana. Essa fruta é rica em triptofano, aminoácido importante para a produção de serotonina. Estudos demonstram que o consumo dessa fruta ajuda a combater a ansiedade e depressão.

Índice glicêmico

10. Maca peruana. Essa planta, cada vez mais comum no Brasil, é rica em vitaminas do complexo B, importante na manutenção da saúde de células do sistema nervoso, magnésio e ferro, minerais também essenciais para os neurônios. A maca peruana é normalmente encontrada na forma de pó em capsulas.

11. Espinafre. Além de ser rico em ácido fólico, vitamina essencial para a saúde dos neurônios, o espinafre é rico em magnésio, mineral que ajuda a regular os níveis de cortisol e promove sensação de bem-estar.

12. Algas. Ricas em minerais e com baixas calorias, as algas contém quantidades apreciáveis de triptofano e magnésio, componentes importantes para a saúde do sistema nervoso central. Consuma na forma de salada ou em comida japonesa.

Além de manter uma dieta saudável e balanceada, a prática de atividades físicas é fundamental para combater o estresse. Além de ajudar a queimar calorias, o esporte libera endorfinas, hormônios associados ao prazer, bem-estar e satisfação.

8 fatores que favorecem as ondas de calor

MenopauseAs ondas de calor (flushings) são frequentes na menopausa, atingindo quase metade das mulheres, de acordo com um estudo de 2015. Em casos mais severos, medicamentos como os hormônios de substituição (THS) podem ser recomendados, entretanto, por vezes alguns hábitos adquiridos possibilitam reduzir os flushings e melhorar consideravelmente a qualidade de vida.
É preciso saber que para a maioria das mulheres atingidas, a duração destas “ondas de calor” é de mais de 7 anos, um período relevante.
Para sermos mais precisos, os “calorões” levam o nome “Sintomas Vasomotores da Menopausa”, dentre os quais estão incluídos os episódios de transpiração noturna. Neste dossiê nós simplificaremos ao falar simplesmente de ondas de calor.

A seguir 8 fatores que podem desencadeá-las e que devem ser levados em conta nos casos de ondas de calor.

1. Álcool. Aconselha-se reduzir o seu consumo na menopausa.

Beba de 1 a 3 café2. Café. Tal como o álcool, o café poderia favorecer as ondas de calor. Devendo seu consumo ser reduzido, sobretudo, à tarde e à noite.

3. Quarto de dormir demasiado quente. É preciso evitar dormir em um quarto quente demais. Sabe-se que as ondas de calor ocorrem com maior frequência à noite e que uma temperatura demasiado elevada favorece a transpiração, especialmente a noturna.

4. Pratos e bebidas quentes demais. Privilegie preparações e bebidas mornas ou frias, sobretudo, na refeição noturna.  Vale lembrar que uma mulher terá tendência a ganhar peso na menopausa, período em que se tratará notadamente de reduzir o seu consumo de açúcar, ainda com maior ênfase à noite.

5. Cigarro. O tabagismo é um fator desencadeador das ondas de calor, será simplesmente necessário parar de fumar. No início de 2016, um estudo com base nos dados da OMS mostrou que o número de mulheres portadoras de câncer de pulmão na União Europeia tinha aumentado nos últimos anos. Outra razão para se parar imediatamente de fumar, banindo este verdadeiro tóxico da vida das mulheres (e dos homens também, é claro).

6. Pratos fortemente temperados. Se você estiver sofrendo com ondas de calor, se possível, é preciso renunciar às pimentas e outros temperos mais fortes. É algo conhecido o fato de os temperos favorecerem a transpiração.

7. Estresse. Utilizar técnicas de relaxamento e fazer exercícios regularmente são dois meios eficazes para reduzir e melhor lidar com o seu estresse. A prática de exercícios e de esporte é particularmente aconselhada. De acordo com um estudo, as mulheres que praticam esportes com frequência têm menos ondas de calor e a sua duração é mais curta.

8. Roupas demasiado quentes e sintéticas. Evitar usar roupas quentes demais, assim como aquelas de material sintético, como o nylon. Privilegie roupas mais leves, como aquelas em algodão.

Finalmente, não esquecer de se alimentar de forma sadia. Um estudo publicado na revista especializada Menopause, em 2012, mostrou que mulheres na pós-menopausa que se alimentava com muita fruta, legume e cereal apresentavam diminuição de peso e também sentiam menos ondas de calor.

E um conselho final, durante as ondas de calor mais intensas, aplicar bolsas de gelo sobre o corpo, sendo igualmente possível tomar uma ducha fria ou se molhar com água fria. O objetivo é tornar o seu ambiente o mais frio possível.

03.12.2016 (Update). Por Xavier Gruffat (farmacêutico).

12 alimentos que ajudam a emagrecer

Veja nossas dicas de alimentos que você pode incluir na sua dieta para ajudar na perda de peso.

8 dicas para manter a forma na páscoa1. Salmão e peixes ricos em ômega 3. O ômega 3 é um ácido graxo essencial que possui diversas funções, como prevenção de doenças crônicas, melhora do sistema imune e auxiliar no combate à depressão. Estudos recentes indicam que há uma ligação entre a ingestão de ômega 3 e perda de peso.

2. Gengibre. O gengibre pode ser usado como tempero em pratos doces e salgados e é conhecido por acelerar o metabolismo, auxiliando na queima de gordura. Outros temperos com a mesma função incluem a pimenta vermelha, pimenta preta e a canela.

3. Folhas verdes. Antigos aliados das dietas, as folhas verdes são ricas em fibras e vitaminas. As fibras por sua vez ajudam a limpar o organismo e manter a saciedade. Abuse das folhas verdes como alface, chicória, acelga, agrião, dentre outras.

4. Cenoura. Esse legume é rico em silício e potássio que atuam em conjunto na eliminação de excesso de líquido do organismo. Além disso, a cenoura é rica em vitamina A, um poderoso antioxidante.

Gargarejo de mel5. Mel. Uma das coisas mais difíceis durante a dieta é controlar a vontade de comer doce. O mel é um produto natural rico em vitaminas e proteínas e com baixa caloria quando comparado a doces industrializados. Surgiu a vontade de comer doce? Invista no mel.

6. Morango, framboesa, amora e outras “berries”. Essas frutas, conhecidas nos países de língua inglesa como “berries”, são excelente fonte de vitaminas, antioxidantes e sais minerais. E o melhor de tudo: elas são pouco calóricas e excelente opção como sobremesa.

7. Abacaxi. Essa fruta possui a enzima bromelina, que ajuda na digestão de proteínas. Além disso, o abacaxi é rico em sais minerais e fibras que limpam o organismo e dão sensação de saciedade.

8. Melancia. A melancia é rica em sais minerais e água. Além disso, a fruta é rica em fibras que saciam o apetite e limpam o organismo. Consuma a fruta naturalmente ou na forma de suco (sem adoçar e sem coar).

9. Leite e derivados desnatados. Esses produtos são ricos em proteínas que saciam o apetite. Além disso, os laticínios são ricos em vitaminas do complexo B, cálcio, magnésio e outros minerais. Invista em iogurtes desnatados, queijos magros e outros produtos.

10. Chá verde. Excelente devido ao seu alto teor de antioxidantes e catequinas, o chá verde acelera o metabolismo e ajuda na quebra de gordura. O ideal é uma xícara por dia.

11. Arroz e outros grãos integrais. Outro grande conhecido das dietas, esses grãos são ricos em vitaminas, sais minerais e fibras que ajudam a limpar o organismo e saciar o apetite. Troque o arroz branco pelo arroz integral. Outra dica é a chia, grão que quando em contato com a água aumenta o seu volume e sacia o apetite.

12 alimentos que ajudam a emagrecer12. Água. A água é fundamental no processo de emagrecimento. Além de hidratar o organismo, a água é repõe sais minerais e ajuda no processo de saciedade. Beba, pelo menos, 2 litros de água pura por dia. Evite, contudo, refrigerantes e bebidas adoçadas.

Lembre-se sempre que para uma dieta dar certo é necessária atividade física.

Update: 08.11.2016.

Dois estudos brasileiros mostram novos descobrimentos relacionados com o vírus Zika

SÃO PAULOUm estudo brasileiro revelou que a infecção de gestantes pelo vírus Zika (foto) pode representar um risco para o desenvolvimento neurológico dos bebês mesmo quando ocorre poucos dias antes do nascimento.

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“Predominava, até então, o paradigma de que a infecção seria preocupante somente se ocorresse no primeiro trimestre da gestação. No entanto, observamos danos cerebrais em quatro crianças cujas mães foram infectadas faltando entre duas e uma semana para o parto”, afirmou Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e integrante da Rede de Pesquisa sobre Zika Vírus em São Paulo (Rede Zika).

Um grupo de 55 mulheres com diagnóstico confirmado de Zika durante a gestação — por meio de testes moleculares do tipo PCR em tempo real — tem sido acompanhado no Hospital de Base de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. À medida que os bebês estão nascendo, também estão sendo submetidos a exames detalhados.

Em quatro das crianças expostas ao patógeno no último trimestre de desenvolvimento, exames de imagem revelaram a presença de lesões no sistema nervoso central características de infecções congênitas por vírus. Além disso, no momento do nascimento, foi possível detectar o Zika ainda ativo na urina e no sangue dos bebês — o que confirma ter havido transmissão vertical (da mãe para o feto) do vírus. Dois desses casos foram relatados no artigo.

“Esses bebês nasceram com peso e altura normal, não tinham microcefalia ou qualquer outro sintoma da doença. As lesões teriam passado despercebidas pelos profissionais de saúde se as mães não fizessem parte de um grupo de estudo”, comentou Nogueira.

Segundo o pesquisador, o tipo de lesão observada — como, por exemplo, a vasculopatia lentículo-estriada (estrias ou manchas visíveis por meio de ultrassom) — não está associado a manifestações graves em outras situações previamente estudadas. Porém, as implicações no desenvolvimento neurocognitivo dessas crianças infectadas pelo Zika ainda são desconhecidas.

“Agora, pretendemos acompanhar o desenvolvimento dos bebês durante alguns anos e observar se haverá algum prejuízo. Essa descoberta revela mais um espectro da doença e a torna ainda mais complexa. Não existem apenas os casos dramáticos de microcefalia, mas também outras manifestações menos graves, que precisam ainda ser melhor compreendidas”, disse Nogueira.

Zika em transplantados

Em outro artigo, pesquisadores da Famerp descreveram — pela primeira vez no mundo — as manifestações do vírus Zika em pacientes submetidos previamente a transplante de órgãos. O estudo também foi coordenado por Nogueira no âmbito da Rede Zika.

Como explicou o pesquisador, esses pacientes fazem uso contínuo de drogas imunossupressoras para evitar que o tecido doado seja rejeitado pelo organismo. Isso torna qualquer quadro infeccioso mais delicado e aumenta o risco de complicações.

“Como São José do Rio Preto é um dos maiores centros transplantadores do interior, e também um grande foco de dengue, temos feito há alguns anos o acompanhamento detalhado dos receptores de órgãos que manifestam sintomas de doença febril. Quando emergiu a epidemia de Zika, passamos a investigar quais desses casos suspeitos de dengue eram, na verdade, infecções por Zika”, contou.

Em dois pacientes que receberam transplantes renal e outros dois submetidos a transplante hepático, o diagnóstico de Zika foi confirmado por testes moleculares feitos no Hospital de Base. Todos tiveram de ser internados e apresentaram quadros que se prolongaram em decorrência de complicações como infecção bacteriana. A boa notícia é que todos sobreviveram.

“Esses quatro pacientes transplantados não apresentaram um quadro característico esperado para Zika: manchas vermelhas na pele, coceira e conjuntivite. Na verdade, as manifestações clínicas eram difíceis de serem distinguidas daquelas observadas em pessoas com dengue. Apresentaram redução no nível das plaquetas, por exemplo”, contou Nogueira.

Segundo o pesquisador, não houve manifestações mais graves, como a síndrome de Guillain-Barré. “Mas à medida que os casos forem aumentando, esses fenômenos devem ficar mais fáceis de serem detectados”, disse.

16.10.2016 – Fonte : press release (via AAAS, Washington). Foto: Purdue University dans l’Indiana (Etats-Unis)

7 doenças protegidas por alguns quilos a mais, o “paradoxo da obesidade”

Resumo - Infarto do coraçãoA maioria dos estudos nos mostram que o excesso de peso, e em parte a obesidade (IMC acima de 30) são ruins para a saúde. As pessoas obesas sofrem mais frequentemente de diabetes, de doenças cardiovasculares, de câncer ou de reumatismo que o resto da população. A obesidade também pode afetar a psique e a vida social, com por exemplo a discriminação no local de trabalho que indivíduos obesos podem sofrer. No entanto, a ciência nos reservou algumas surpresas interessantes, uma delas é chamada pelo nome de “paradoxo da obesidade” (em Inglês “obesity paradox”). Isto significa que em algumas situações, alguns (poucos) quilos extras podem ser benéficos à saúde por diminuir a taxa de mortalidade. Mas lembre-se que a obesidade grave (IMC maior ou igual a 35) quase sempre é nociva à saúde. Este artigo foca-se mais em pessoas com um IMC entre 25 e menos de 35 (obesidade moderada).

Estudo sueco com gêmeos, a “neutralidade da obesidade”

Antes de detalhar a lista de várias doenças, incluímos um estudo sueco publicado em agosto de 2016 realizado com gêmeos monozigóticos ou gêmeos verdadeiros, que fornece informações interessantes. Na realidade não se trata do “paradoxo da obesidade”, mas sim da “neutralidade da obesidade” sobre a taxa de mortalidade. De fato, este estudo mostrou que entre os gêmeos com sobrepeso e obesidade, um dos gêmeos que teve o maior IMC não apresentou uma taxa de mortalidade maior ou um acréscimo no risco de ataque cardíaco em comparação com seu irmão ou irmã mais magro. No entanto, os investigadores suecos mostraram que o gêmeo que tinha o maior IMC, portanto com mais sobrepeso ou obeso, sofria mais de diabetes do que o seu irmão ou irmã mais magro.
Mais de 4.000 pares de gêmeos, com uma diferença significativa de peso entre cada indivíduo do par, foram incluídos na pesquisa.
Este estudo foi realizado pela Universidade de Umeå, na Suécia, e publicado na revista JAMA Internal Medicine em agosto de 2016 (todas as referências dos estudos encontram-se na parte inferior desta seção com links principalmente para o PubMed).
Para retornar mais especificamente para o “paradoxo da obesidade”, aqui estão vários estudos recentes (dos últimos 2 anos, principalmente) que mostram que para pelo menos sete doenças, ter alguns quilos a mais pode reduzir a taxa de mortalidade.

cancer-coloretal1. Câncer colorretal. Os pacientes que estão com sobrepeso ou com obesidade moderada (IMC inferior a 35) que sofrem de câncer colorretal tiveram uma taxa de sobrevivência maior do que aqueles com peso normal, de acordo com um estudo publicado em maio de 2016.
Este estudo foi conduzido por pesquisadores de Oakland (Califórnia) da Kaiser Permanente, uma grande organização dona de hospitais e que também atua como uma seguradora de saúde. De acordo com os pesquisadores californianos, as pessoas com sobrepeso ou obesas têm um risco maior de sofrer de câncer. Mas, paradoxalmente, uma vez diagnosticadas (pelo menos para o câncer colorretal), o prognóstico é geralmente melhor do que para pacientes com peso normal.
Os investigadores examinaram dados de 3.408 homens e mulheres diagnosticados em estágios 1 a 3 de câncer colorretal entre 2006 e 2011, residentes do norte da Califórnia. Neste estudo, uma pessoa foi considerada com peso normal se o seu IMC fosse entre 18,5 e 23.

Os resultados mostraram que os pacientes que tinham um IMC abaixo de 18,5 e aqueles com obesidade grave (IMC igual a 35 ou maior) tiveram uma taxa de mortalidade maior do que aqueles com peso normal. Os pacientes com um IMC entre 28 e 30, isto é, claramente com sobrepeso e no limite para obesidade, apresentaram 55% menos risco de mortalidade por câncer colorretal do que aqueles com peso normal. Este estudo foi publicado em 19 de maio de 2016 na revista científica JAMA Oncology.
Para o Dr. J. Caan, que liderou esta pesquisa, os mecanismos por trás desse “paradoxo da obesidade” ainda não são conhecidos e exigem um estudo mais aprofundado.
O Dr. Caan observou, interessantemente, que o peso ideal de um indivíduo pode diferir de um tipo de indivíduo para outro. Por exemplo, uma pessoa saudável deve, talvez, mirar um peso normal para prevenir o câncer, enquanto uma pessoa com câncer colorretal poderia mirar o sobrepeso, portanto um IMC entre 25 e 30. Mais pesquisas são necessárias para compreendermos melhor este problema.

2. Insuficiência cardíaca (heart failure em inglês). Estudos têm demonstrado que a obesidade, por vezes, tem um efeito protetor na insuficiência cardíaca. Um estudo publicado em janeiro 2016 na revista Journal of Obesity constatou que há um consenso crescente entre os cientistas, indicando que a obesidade pode estar associada a um melhor prognóstico na insuficiência cardíaca. Este estudo foi conduzido, principalmente, por pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA). No entanto, eles revelam que ainda não estão completamente certos destes efeitos benéficos, pois de acordo com suas pesquisas, o viés estatístico poderia ser a causa deste fenómeno paradoxal. Eles sugerem realizar mais pesquisas.
O que se torna cada vez mais unânime entre os cientistas é que a obesidade aumenta o risco da maioria das doenças cardiovasculares, como infarto do coração. A insuficiência cardíaca pode ser uma exceção e não a regra.

3. Cirrose. Um estudo de abril de 2016 mostrou que a obesidade estava associada com uma taxa de mortalidade inferior à média em pacientes hospitalizados por cirrose. Este estudo realizado pela Universidade de Connecticut analisou mais de 30.000 pacientes. Os resultados mostraram que pacientes obesos com cirrose tiveram uma taxa de mortalidade mais baixa em comparação com pacientes não obesos com cirrose. Cientistas norte-americanos acreditam que os pacientes obesos com cirrose têm uma probabilidade maior de ter reservas nutricionais maiores, o que poderia desempenhar um papel na taxa de mortalidade. Este estudo foi publicado em 02 de abril de 2016 na revista especializada Liver International.

4. Doenças renais crônicas. A obesidade é um fator de risco importante no desenvolvimento de doença renal crónica (DRC), mas uma vez que a doença é adquirida, a obesidade, paradoxalmente, parece diminuir a mortalidade em comparação com as pessoas que não sofrem de obesidade. Em um estudo publicado em maio de 2016, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine puderam mostrar através de uma análise de estudos (revisão) o efeito protetor da obesidade através da redução das taxas de mortalidade de DRC. A diminuição da taxa de mortalidade parece particularmente pronunciada em pessoas que passam por hemodiálise e sofrem de obesidade. Este estudo foi publicado em maio de 2016, pela revista Current Opinion in Nephrology and Hypertension.

5. Pneumonia. Os pacientes com sobrepeso e obesos tinham uma taxa de mortalidade significativamente menor durante uma pneumonia em comparação às pessoas com peso normal, de acordo com um estudo realizado em 2014. Este estudo de coorte foi publicado em Abril de 2014 no BMC Medicine. Os pesquisadores que realizaram este estudo apontam que mais estudos são necessários para entender melhor o efeito protetor ou não do sobrepeso e obesidade nas taxas de mortalidade em casos de pneumonia.

diabetes_doces-(1)-ori6. Diabetes tipo 2. Como sabemos, a obesidade aumenta claramente o risco de diabetes tipo 2. Mas um estudo publicado em 2015 mostrou que as pessoas que estão com sobrepeso (IMC de 25 a 29,9) e que sofrem de diabetes tipo 2, tiveram uma taxa de mortalidade inferior em comparação a aquelas com peso normal. As pessoas obesas (IMC acima de 30) tinham a mesma taxa de mortalidade do que aqueles com peso normal. Este estudo de coorte, que foi publicado em maio de 2015 na revista Annals of Internal Medicine, centrou-se na análise de mais de 10.000 pacientes.

7. AVC. Vários estudos incluindo os Estados Unidos e Europa demonstraram que as pessoas com sobrepeso ou obesas tiveram uma taxa de sobrevivência maior após um AVC em comparação a pessoas com peso normal. Podemos citar um estudo publicado em 2015 que acabou de chegar a esta conclusão. Esta pesquisa também demonstrou que o risco para os pacientes obesos de sofrer novamente um AVC foi mais baixo do que para as pessoas com peso normal. Este estudo foi publicado em janeiro de 2015 na revista International Journal of Stroke. O estudo centrou-se na análise de milhares de dados de pacientes na Dinamarca que sofreram um AVC entre 2000 e 2010.

Nota: A lista das doenças mencionadas acima nunca estará finalizada, este artigo deve ser reavaliado ao longo do tempo e de acordo com novos estudos publicados sobre o assunto.

Podemos resumir (Takeaways): para uma pessoa saudável, a obesidade é quase sempre prejudicial. Em outras palavras, a obesidade aumenta o risco de várias doenças (por ex. câncer). Mas se uma pessoa tem uma doença como câncer ou diabetes tipo 2, muitos estudos mostram que o sobrepeso, e em certos casos a obesidade moderada, pode ter um efeito protetor e reduzir as taxas de mortalidade. Este é o “paradoxo da obesidade”.

Ler também: 4 hábitos eficazes para perder do peso ou mantê-lo (estudo)

09.10.2016. Por Xavier Gruffat (farmacêutico, MBA). Fontes (referências): estudos científicos com as referências no PubMed. A pesquisa sobre gêmeos na Suécia: http://archinte.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=2540539. Estudo sobre o câncer colorretal: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27195485http://www.smw.ch/content/smw-2015-14265/, Estudo sobre ataque cardíaco: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4745816/, Estudo sobre a cirrose: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27037497. Estudo sobre Doenças Renais Crônicas:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26999023. Estudo sobre a pneumonia: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24722122. Estudo sobre a diabetes tipo 2: www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25938991. Estudo sobre o AVC: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25635277

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14 alimentos que protegem o seu coração

14 alimentos que protegem o seu coraçãoSÃO PAULO O coração é uma bomba que distribui o sangue para o corpo todo. Todas as funções vitais do organismo acabam dependendo da função do coração: o funcionamento dos músculos, do cérebro e até do próprio coração. Cuidar do coração significa, portanto, mais saúde, disposição, melhor funcionamento dos órgãos e vitalidade. Nesse sentido, a alimentação desempenha um papel importante. Além de evitar gorduras e açúcar refinado em excesso, o consumo de alimentos que protegem o coração confere mais longevidade e melhor qualidade de vida. Confira nossa lista de alimentos que podem ser incluídos em sua dieta. 

1. Uva. A uva e derivados (como o suco de uva e o vinho) são ricos em catequinas e resveratrol, um poderoso flavonoide que atua como antioxidante, protegendo as células do corpo. Estudos comprovam que o consumo de suco de uvas vermelhas aumenta a capacidade antioxidante do corpo em 50%, além de aumentar a produção de óxido nítrico (um vasodilatador) em 70%.

2. Linhaça dourada. A linhaça dourada é rica em ômega-3, um óleo essencial que possui diversas propriedades vasculares benéficas. Estudos comprovam que a linhaça dourada reduz a produção de radicais livres e reduz a inflamação, fatores que levam a doenças cardiovasculares. É importante citar que a linhaça dourada deve ser consumida triturada.

3. Cacau. O cacau é rico em flavonoides, substâncias que protegem as células contra radicais livres. Estudos sugerem que o consumo de cacau (assim como o de chocolate amargo com alto teor de cacau) estimula a produção de óxido nítrico e diminui fatores inflamatórios.

4. Tofu. Esse produto derivado da soja é rico emniacinafolatocálciomagnésio e potássio. A soja é conhecida por reduzir riscos de câncer e de doenças cardíacas. Além disso, o tofu é pobre em gorduras saturadas, ajudando a manter a saúde do seu coração.

5. Quinoa. Esse grão que está cada vez mais popular no Brasil é rico em ômega-3 e ômega-6, ácidos graxos essenciais para funções do corpo humano, como saúde vascular e do cérebro. Estudos apontam que o consumo de equilibrado de ômega-3 e ômega-6 reduz os níveis de colesterol e ajuda a prevenir infartos do coração causado por placas de arteriosclerose.

6. Aveia. Esse grão é rico em fibras, folato, ômega-3 e potássio. A aveia é conhecida por reduzir a absorção de colesterol e os níveis plasmáticos de LDL, o chamado colesterol “ruim”, protegendo o coração contra infartos. Quanto menos processada for a aveia, melhor.

7. Abacate. Essa fruta é rica em gorduras monoinsaturadas, que reduzem o LDL e aumentam o HDL (conhecido como colesterol bom). Além disso, o abacate contém betacaroteno e licopeno (um precursor da vitamina E) que atuam como antioxidantes, eliminando radicais livres do corpo.

8. Feijão. O feijão e outras leguminosas são ricos em proteínas, fibras, ferro, cálcio e ômega-3. Essa combinação, além de ser pouco calórica, garante nutrientes essenciais para a saúde cardiovascular.

9. Espinafre. Essa folha verde é rica em luteína, folato, carotenoides, cálcio e fibras. Estudos mostram que o consumo de duas porções e meia de espinafre por dia reduz o risco de doença cardíaca em cerca de 25%. O consumo de porções extra reduz riscos em mais 17%.

Extrato de espinafre diminui vontade de comer e ajuda na perda de peso

10. Azeite de oliva. Esse óleo vegetal é rico em gorduras mono e poli-insaturadas, agentes anti-inflamatórios como vitaminas lipossolúveis e ação antioxidante. A combinação reduz a inflamação dos vasos e previne doenças vasculares e infarto.

11. Salmão. Esse peixe é rico em ômega-3, proteínas e cálcio. O consumo de peixe reduz os níveis de colesterol ruim e elevam o de colesterol bom. Estudos apontam que o consumo de 2 ou mais porções de peixe por semana reduz o risco de doenças cardíacas em 30%. Alternativas ao salmão são o atum, a sardinha e a cavalinha.

12. Iogurte. O consumo de iogurte diminui problemas de gengiva. A gengivite, quando não tratada, aumenta o risco de doença cardíaca. Pesquisas indicam que substâncias produzidas pelas bactérias da gengivite penetram na corrente sanguínea e causam diversos efeitos no sistema vascular.

13. Uvas-passas. Assim como o iogurte, substâncias nas uvas-passas ajudam a combater infecções na gengiva. Além disso, elas são ricas em fibras e flavonoides.

Estudos científicos referentes a essa dieta14. Sementes oleaginosas. Nessa categoria entram as amêndoas, castanhas e nozes. Elas são ricas em gorduras mono e poli-insaturadas e têm reduzidos níveis de gorduras saturadas. Estudos mostram que o consumo de oleaginosas de acima de 4 vezes por semana têm menos risco de desenvolver doenças do coração.

Não se esqueça de associar à sua dieta exercícios físicos e atividades que reduzam o estresse e a sobrecarga psicológica. Dessa maneira, você terá mais longevidade e qualidade de vida.

Fotos: Fotolia.com / Update: 03.10.2016

Ler também: 5 informações essenciais sobre o infarto cardíaco em mulheres

Mais de 2000 mortes por complicações de gripe no Brasil

BRASILIA Em 2016 o Brasil já registrou 11207 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por complicações de gripe e 2044 mortes na semana epidemiológica 36 do ano, das quais 1854 mortes estão relacionadas ao vírus da gripe A H1N1.

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Só mais 2%

Em relação a semana anterior houve um aumento de 1%, com mais 20 mortes. A semana passado o aumento era de 1% em relação a 2 semanas atrás. Os dados são de boletim atualizado do Ministério da Saúde.

A maioria dos casos foi registrada na região Sudeste com 1146 óbitos, ou seja 56% do total de óbitos no Brasil.

A região com menor número de casos é o Norte com 45 mortes registradas.

O estado de São Paulo registrou 809 mortos e concentra 40.0% dos registros no Brasil.

Sintomas 

Influenza, comumente conhecida como gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada. Frequentemente é caracterizada por início abrupto dos sintomas, incluindo febre, calafrios, tremores, dor de cabeça e mialgia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza.

Os vírus influenza são transmitidos facilmente por aerossóis produzidos por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possuiimpacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

Gripe sintomas

Ler: Diferença entre resfriado e gripe

16.09.2016 – Fonte: Ministério da Saúde. Por Xavier Gruffat, farmacêutico.

Causa da cistite, novo mecanismo

Cistite em resumoCOLOMBUS (Ohio)Todos os anos, milhões de pessoas são tratadas para a cistite. Mas apesar de sua prevalência, a doença ainda é um mistério científico. Agora, uma equipe de pesquisa da Universidade do Sul da Dinamarca identificou com sucesso como as bactérias responsáveis pela doença se desenvolve na bexiga incluindo uma mudança de forma (por alongamento). Este trabalho de pesquisa dinamarquesa deve permitir o desenvolvimento de fármacos mais eficazes.

A cistite é uma doença dolorosa causada principalmente pela bactéria E. coli, caracterizados por dor durante a micção e micção freqüente, às vezes a cada 2 minutos. A urina muitas vezes tem um muito mau odor com um fluxo de apenas algumas gotas em cada micção.

Em resposta a infeção por E.Coli, a bexiga rejeita a camada exterior das suas células e em seguida  evacua a maioria das bactérias (E.Coli) na urina. O resultado é uma urina turva típica de uma cistite. O tratamento da cistite baseia-se em antibióticos. Infelizmente bactérias como a E. coli têm, frequentemente, uma resistência a este tratamento.

Cientistas dinamarqueses desenvolveram um modelo para a observação e análise sistemática de bactérias em cada fase de invasão bacteriana na parede da bexiga.

Mudança da forma

No caso de cistite, bactérias são removidas no momento da micção. No entanto, algumas bactérias E. Coli (foto abaixo) são muito “espertas” para evitar ser apuradas através da urina.

De um modo fascinante, os cientistas descobriram que a bactéria E. coli, como uma estratégia de sobrevivência, é capaz de mudar a sua forma, tornando-se extremamente longa (um processo conhecido no nome de filamentação ou filamentation). Por conseguinte, estas bactérias são capazes de melhorar a sua capacidade de se ligar à parede da bexiga e são menos eliminadas através da urina. Em seguida, as bactérias podem se espalhar ainda mais e destruir as células da bexiga, um após o outro. Por fim, as bactérias podem alcançar a camada interior de células da bexiga, onde penetram e param de se dividir. Nesta fase, nem antibióticos nem o sistema imunitário não possa destruir estas bactérias.

Bactérias longas e finas            

Os cientistas sabiam que a bactéria E. coli tem a capacidade de mudar de forma durante a infecção. Mas, até agora, tem sido muito difícil de descobrir como as bactérias prossegue nesta fase infecciosa.

A capacidade de E. coli, para formar longos filamentos é crucial para a propagação e o desenvolvimento de cistite.

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Para entender melhor como E. coli se espalha, cientistas dinamarqueses desenvolveram um modelo de bexiga artificial. Este modelo foi baseado em uma cavidade revestida com células da bexiga. Os pesquisadores, então, encheram a cavidade de urina humana e injetaram bactérias E.coli. Usando um microscópio, os pesquisadores foram capazes de observar as diferentes fases da infecção nas células da bexiga. Eles podiam identificar o mecanismo que leva a que as bactérias desenvolvem filamentos. “Esta é a primeira vez que conseguimos atingir esse nível de detalhe”, explicou o cientista que conduziu o estudo, Prof. Jacob Møller-Jensen, da Universidade do Sul da Dinamarca num comunicado de imprensa.

100 vezes maior

Perguntado por Criasaude, Prof. Moller-Jensen diz que a bactéria E. coli é capaz de crescer mais de 100 vezes o seu tamanho, o que aumenta dramaticamente a sua adesão a células da bexiga. Ao bloquear a formação destes filamentos, o professor dinamarquês diz que seria possível aumentar a eliminação bacteriana através da urina.

Novos tratamentos, menos antibióticos

Em uma entrevista com Criasaude, Prof. Møller-Jensen acredita que a comunidade científica deve procurar drogas que bloqueiam funções específicas em bactérias como pela formação de longos filamentos ao invés de focar na busca de novos antibióticos que matam as bactérias completamente.

Ratos sem cistite

Para testar sua hipótese, os pesquisadores dinamarqueses desativaram o mecanismo de filamentação de E.Coli através da realização de um experimento com ratos. Para desactivar este mecanismo, os investigadores realizaram alterações genéticas nas bactérias no gene que conduzem à formação de filamentos (filamentação).

Quando a bactéria E. coli geneticamente modificada foi injectada em ratos, a bactéria não foi capaz de induzir uma infecção vigorosa. Além disso, a capacidade das bactérias para penetrar de modo profundo na parede das células da bexiga diminuiu rapidamente. Em outras palavras, quando o mecanismo estiver desligado, a bactéria é prejudicada.

Os pesquisadores acreditam que sua descoberta deve permitir o desenvolvimento de novos tratamentos, em especial para evitar a cistite recorrente.

Este estudo foi apresentado em uma conferência científica realizada em Columbus (Ohio), nos Estados Unidos, no final de agosto de 2016. O trabalho também foi publicado na revista científica MBiO.

02 de setembro de 2016. Xavier Gruffat (Dipl. ETH Zurich Farmacêutico, Dipl. MBA). Fonte: Comunicado de imprensa do estudo. Entrevista com o professor Møller-Jensen. Fotos: Fotolia.com, da Universidade do Sul da Dinamarca

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Mulheres sofrem mais com alergias a medicamentos do que os homens

alergia-medicamentoBOSTONUm estudo mostrou que as mulheres sofrem mais com alergias a medicamentos, como antibióticos do que os homens. Os brancos também tinham mais alergias a medicamentos do que outros grupos étnicos, tais como negros. Para chegar a estas conclusões pesquisadores americanos analisaram dados de cerca de 1,7 milhões de pacientes recolhidos em dois grandes hospitais na área de Boston (EUA) por mais de 2 décadas.

Os investigadores usaram registros eletrônicos de saúde para examinar pacientes com alergia medicamentos. Eles foram tratados em dois hospitais na área de Boston, no Brigham and Women’s Hospital e no Hospital e do Massachusetts General Hospital entre 1990 e 2013.

Dr. Zhou Li do Brigham and Women’s Hospital, em Boston (EUA) conduziu o estudo.

Um terço das pessoas com alergias

Cientistas analisaram dados de 1’766’328 pacientes, mais de um terço (35,5%) sofreu de uma alergia a pelo menos um fármaco. Entre esses pacientes alérgicas, muitos sofreram de alergia a múltiplas drogas. As alergias mais frequentes foram com a penicilina (12,8%), a sulfonamida (7,4%), opióides (6,8%) e não-esteróides anti-inflamatórios ou AINEs, tais como a aspirina ou ibuprofeno (3,5%). Cerca de 1,5% dos homens e mulheres sofreram de alergias às estatinas.

Alergias a medicamentos muitas vezes se manifestam por sintomas como urticária, erupções cutâneas ou febre.

Diferenças entre homens e mulheres

Este estudo mostrou uma diferença significativa entre homens e mulheres. Por exemplo, 15% eram alérgica à penicilina contra 10% dos homens. Os cientistas mostraram que as mulheres sofreram mais alergia a medicamentos em geral do que os homens.

Causas desconhecidas

Em uma entrevista com o Wall Street Journal em sua edição de 23 de Agosto de 2016, o Dr. Zhou Li disse que não sabia exatamente por que as mulheres têm mais alergias a medicamentos.

Brancos

Este estudo também mostrou que, em geral, os brancos sofreram mais de alergias a medicamentos do que pretos. Por contras, os negros tinham mais alergia do que os brancos com inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA) – uma classe de fármacos usados contra a hipertensão – bem como com AINEs.

Este estudo foi publicado na revista Allergy em abril de 2016 na versão online.

31 de agosto de 2016. Xavier Gruffat (farmacêutico). Fontes: Resumo do estudo (Abstract), The Wall Street Journal. Fotos: Fotolia.com, Creapharma.ch

1983 mortes por complicações de gripe no Brasil

BRASILIA – Em 2016 o Brasil já registrou 10960 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por complicações de gripe e 1983 mortes na semana epidemiológica 33 do ano, das quais 1811 mortes estão relacionadas ao vírus da gripe A H1N1.

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Mais 2%

Em relação a semana anterior houve um aumento de 2%, com mais 40 mortes. Os dados são de boletim atualizado do Ministério da Saúde.

A maioria dos casos foi registrada na região Sudeste com 1103 óbitos, ou seja 55% do total de óbitos no Brasil.

A região com menor número de casos é o Norte com 44 mortes registradas.

O estado de São Paulo registrou 796 mortos e concentra 40% dos registros no Brasil.

Sintomas 

Influenza, comumente conhecida como gripe, é uma doença viral febril, aguda, geralmente benigna e autolimitada. Frequentemente é caracterizada por início abrupto dos sintomas, incluindo febre, calafrios, tremores, dor de cabeça e mialgia, assim como sintomas respiratórios com tosse seca, dor de garganta e coriza.

Os vírus influenza são transmitidos facilmente por aerossóis produzidos por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possuiimpacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

Gripe sintomas

Ler: Diferença entre resfriado e gripe

03.09.2016 – Fonte: Ministério da Saúde. Por Xavier Gruffat, farmacêutico.