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7 dicas de beleza para o carnaval

8 dicas de beleza para o carnavalSÃO PAULO – O carnaval está chegando e todo mundo quer ficar bonito para desfilar nas avenidas. Os dias de calor e folia podem deixar você com a aparência desgastada e cansada. A pele e o cabelo são os que mais sofrem nesse período de agitação. Veja nossas dicas de beleza para curtir o carnaval e manter a boa aparência.
1. Cuide dos cabelos. No carnaval, um dos destinos preferidos são as praias e piscinas. As águas do mar e da piscina danificam e ressacam os fios de cabelo, deixando-os quebradiços e opacos. Use cremes e máscaras para hidratar e proteger os fios.

2. Cuidado com o sol. Além de causar queimaduras na pele, o sol também danifica os cabelos. Use sempre protetor solar e escolha tomar sol até às 10 da manhã ou depois das 4 da tarde. Use máscaras com filtro solar para proteger os fios de cabelo.

8 dicas de beleza para o carnaval3. Hidrate-se constantemente. A exposição excessiva ao sol, o consumo de bebidas alcóolicas e a constante atividade física (como danças de carnaval, etc), desidratam muito o corpo e prejudicam a pele. Beba preferencialmente água e sucos naturais sem açúcar. Chás gelados sem açúcar também são uma boa pedida.

4. Cuide bem da sua pele. Normalmente as pessoas costumam se maquiar durante o carnaval e acabam por usar produtos inadequados que podem aumentar a incidência de cravos e espinhas. Se você não sabe o que usar, converse com o seu dermatologista. Dê preferência aos produtos à base de água. Lembre-se sempre de remover a maquiagem após a folia.

5. Use roupas leves. O carnaval é uma época de muito calor. Dê preferencia a fantasias leves que permitam você transpirar e se movimentar quando estiver na avenida. Roupas muito abafadas aumentam muito a temperatura do corpo e podem por sua saúde em risco.

6. Evite beber demais. As bebidas alcóolicas prejudicam muito o organismo, além de causar grande desidratação. Evite beber em excesso e, principalmente, evite beber de estômago vazio.

7. Alimente-se bem. Essa dica vale para o ano todo. No carnaval, as pessoas tendem a se alimentar mal e comer comidas de rua. Durante essa época do ano, não saia da sua rotina alimentar. Dê preferencia a frutas com alto teor de água e minerais, como melancia, melão, uvas, abacaxi, etc. Evite comer comidas que você não sabe a procedência.

Com essas dicas você irá pular muitos carnavais com saúde e beleza.
Foto: © Oleg Gekman – Criasaude.com.
Update: 22.02.2020

Quanto devemos beber no verão?

BOSTON – Com o verão, uma pergunta que sempre vem à mente é: quanto de líquido devemos beber por dia durante a estação, sobretudo durante as ondas de calor? O Criasaude.com.br traz esse artigo baseado em conselhos de especialistas.

Por que beber água é importante?

A ingestão de líquidos permite o transporte de nutrientes para as células e elimina as impurezas do corpo. Um ser humano não pode sobreviver mais do que alguns dias sem ingerir líquidos. Sabemos também que beber pode evitar muitas doenças, tais como cistiteconstipaçãoqueimaduras solaresgota, e doenças do trato respiratório (resfriados, gripessinusites, etc).

Quanto devemos beber normalmente?

Quanto devemos beber normalmenteNormalmente, isto é, quando o tempo não está excessivamente quente e seco, é aconselhável que homens bebam cerca de 2,1 litros de líquidos por dia, e as mulheres, 1,5 litros, segundo parecer da Autoridade Europeia para Segurança dos Alimentos (AESA). Considerando a quantidade de líquidos contida nos alimentos, homens devem ingerir 2,6 litros por dia, ao passo que as mulheres, 2 litros, uma vez que estima-se que os alimentos tenham cerca de 500 mL de líquido em seu conteúdo.
A Universidade de Harvard é menos precisa que a AESA e recomenda beber entre 880 mL (ou 30 oz nos EUA) e 1,47 litros (50 oz) por dia, segundo dados publicados em julho de 2015 na Harvard Health Letter. Essa quantidade corresponde a cerca de 4 a 6 copos de água por dia.

Quais as recomendações no caso de fortes ondas de calor?

Neste caso, o recomendado é ingerir cerca de 8 copos de água por dia, pelo menos nos Estados Unidos, como observou o portal cbsnews.com (site da maior emissora de TV dos EUA em termos de audiência). Entretanto, médicos e cientistas dizem que não há estudos que mostrem que essa é a quantidade ideal de água por dia.

Diferentes necessidades individuais

A grande dificuldade para os especialistas é levar em consideração as diferentes necessidades individuais, além de considerar fatores como temperatura e nível de umidade. Por exemplo, uma pessoa que pratica esporte em pleno sol ao meio-dia no verão, provavelmente terá de beber mais litros de água, e não se limitará a 8 copos de água por dia. Um bom método é sempre beber quando você tiver sede. As mulheres grávidas e lactantes também devem beber mais do que a média das outras mulheres. Nesse caso, o médico ou o nutricionista indicarão qual a quantidade adequada.

Como saber se você bebeu líquidoso suficiente?

Uma dica útil para saber se você está bebendo a quantidade adequada de água é sempre olhar para a cor da sua urina. Se ela estiver clara, quase transparente, significa que a quantidade ingerida de líquidos é suficiente. Em contrapartida, caso ela esteja amarela de coloração forte, significa que é importante beber mais água durante o dia. Algumas balanças também medem o nível de hidratação do corpo e garantem um resultado mais preciso. Esses aparelhos são normalmente encontrados em consultórios de nutricionistas e nutrólogos.
Além de água, é indicado ingerir frutas para combater a desidratação, como melancia, melão, pêra, maçã e frutas cítricas.

Uma dica importante é evitar refrigerantes e bebidas doces, como sucos de frutas adoçados. Prefira ingerir água, chás, água de côco e líquidos sem açúcar refinado.

Dica (para não beber apenas água)

Chá gelado de hortelã
Chás de ervas são uma excelente alternativa para hidratar e refrescar durante o verão. Para preparar, coloque 4 sachês de chá de hortelã ou folhas de hortelã em um bule de chá. Ferva 1,5 litros de água e despeje no bule. Adoce a gosto. Espere esfriar e ponha o bule na geladeira. Sirva gelado. Você pode também incrementar sua receita adicionando gotas de limão, ou outras ervas, como capim limão. Beba vários copos por dia.

Leia também: 12 doenças que podem ser prevenidas bebendo muito líquido – 10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor – 9 bebidas refrescantes para o verão

Update 29.12.2019. Por Xavier Gruffat (farmacêutico).Fontes: Mayo Clinic, CBSNews, Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA). Fotos: Fotolia.com.

10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor

10 dicas quentíssimas para enfrentar o calorO verão é uma das estações mais bonitas e divertidas do ano. Nessa época, a incidência solar é muito grande e, com isso, o calor aumenta. Algumas pessoas têm a oportunidade de ir à praia ou piscina para se refrescarem, entretanto, outras continuam com sua rotina de trabalho nas grandes cidades e, nesse caso, o excesso de calor pode ser um empecilho. As pessoas muitas vezes podem ficar cansadas, irritadas e com problemas para dormir devido ao aumento de temperatura.  

Para evitar os cansaços e incômodos causados pelo calor, veja nossas dicas de como agüentar dias muito quentes:

10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor1. Use e abuse dos líquidos: procure se hidratar com muita água e sucos naturais de fruta, de preferência, sem açúcar e gelados. Água de coco e chás gelados também são uma boa pedida. Mas ATENÇÃO: evite refrigerantes e bebidas muito calóricas, pois contém muito açúcar e podem te fazer ganhar peso.

2. Procure ingerir alimentos leves. Dê preferência às frutas, legumes e verduras. Abuse das saladas, grãos integrais e carnes brancas, como aves, peixes e frutos do mar, de preferência cozidas ou grelhadas. ATENÇÃO: verifique sempre a procedência dos peixes e frutos do mar, nesse calor, eles estragam rápido.

3. Se você estiver no trabalho ou escola, procure, constantemente, molhar o rosto, nuca, braços e mãos. Essas regiões ajudam a trocar temperatura com o ambiente e ajudam no resfriamento do corpo. Uma boa saída é manter um borrifador de água na geladeira para aplicar constantemente.

4. Se o seu carro ficou no sol, antes de entrar nele abra as portas e janelas para permitir que o calor saia. Proteja os pára-brisas com um papelão e o volante com um pano.

10 dicas quentíssimas para enfrentar o calor5. Se você está na praia ou piscina, evite os horários de maior incidência solar, normalmente das 10-15h. Procure tomar sol antes das 10 ou depois das 15h. Durante esse período, proteja-se com bonés, chapéus ou embaixo de guarda-sol. ATENÇÃO: dê preferências às barracas de algodão ou lona, que absorvem mais a radiação.

6. Se você trabalha na rua e não tem como se abrigar do sol, use um boné, roupas claras e hidrate-se constantemente. Não se esqueça do protetor solar, que é obrigatório antes de sair ao sol. Quando tiver oportunidade, proteja-se na sombra.

7.  Em casa, procure manter janelas e portas abertas para ventilação. Mas cuidado com os insetos: use inseticidas ou telas para evitar sua entrada.

8. Se estiver na academia, procure fazer atividades físicas leves com menos intensidade em dias muito quentes. Hidrate-se constantemente e use roupas leves, nada muito apertado.

9. Evite ficar muito tempo com o ar condicionado ligado. Ele resseca o ar e as vias respiratórias, podendo causar irritação de garganta e mucosas. Prefira o ventilador. Utilize sempre vento indireto para que o ar do ambiente seja todo circulado. Prefira os ventiladores de teto.

10. Procure tomar vários banhos ao dia, com a temperatura da água não muito quente. É importante que uma janela do banheiro esteja aberta para evitar que o vapor se sature e o ambiente fique abafado. Mas ATENÇÃO: os banhos não precisam ser demorados, pense sempre no racionamento de água.

Com essas dicas o seu verão será muito mais divertido e você terá muito mais disposição!

Update: 05.11.2019

6 alimentos para envelhecer bem

Por que adiar o que podemos começar hoje? A adoção antecipada de uma dieta que reduz o risco de doenças que a velhice está exposta nos permite preservar a saúde do cérebro, coração, ossos e organismo como um todo. Aqui estão 6 alimentos a serem consumidos que ajudarão você a envelhecer bem.

1. As frutas e os legumes

Uma boa alimentação é considerada um dos principais determinantes da qualidade do envelhecimento. As frutas e os legumes, em particular, são ricos em antioxidantes, como carotenóides e polifenóis. Eles também fornecem uma excelente fonte de vitaminas C e E, ao mesmo tempo em que fornecem fibras, necessárias para uma melhor regulação do trânsito intestinal. Um estudo com uma população de 3.644 indivíduos entre 55 e 65 anos, publicado on-line em 2012 pelo BMC Public Health (DOI: 10.1186/1471-2458-12-551), mostra que um aumento modesto no consumo de frutas e legumes pode ter um efeito marcante na saúde dos idosos. Além de melhorar o sistema imunológico, uma dieta rica em frutas e legumes ajuda a aumentar a expectativa de vida. Dica: De preferência, evite cozinhar em excesso, pois isso pode destruir os nutrientes dos alimentos.

2. A água

Elemento essencial para o bom funcionamento do organismo, a água é frequentemente negligenciada na dieta dos idosos e até mesmo na nossa alimentação diária. Representa cerca de 70% do nosso peso corporal. Segundo os nutricionistas, somos menos sensíveis ao sinal de sede à medida que envelhecemos. Os riscos de constipação, desidratação, infecções do trato urinário e fadiga aumentam. Além disso, as reservas de água do corpo tendem a diminuir e passam a constituir, em média, apenas 50% do nosso peso por volta dos 70 anos. É importante adotar o bom hábito de beber o suficiente para se manter saudável. Para os idosos, é possível variar as bebidas a serem consumidas, oferecendo-lhes água, chá, suco de frutas sem adição de açúcar e infusões para estimular o desejo de beber e preencher mais facilmente suas necessidades diárias na água.

3. Os peixes oleosos

Os peixes oleosos, especialmente aqueles que vivem em águas frias, como arenque, sardinha, truta e salmão, são ricos em ômega-3, além de seu conteúdo de vitamina D. Graças a um aporte suficiente desse ácido graxo essencial, o risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é menor. O ômega-3 melhora a comunicação entre os neurônios e participa ativamente da transmissão dos impulsos nervosos. Um estudo publicado em 2017 no Journal of Alzheimer’s Disease (DOI: 10.3233/JAD-17028) mostra o papel significativo que o ômega-3 desempenha na performance cognitiva. De fato, esses ácidos graxos revelaram ações anti-amilóides, anti-tau e anti-inflamatórias no cérebro de animais.

4. O óleo de oliva

Assim como os peixes oleosos, o óleo de oliva ou azeite tem um efeito positivo na melhora da função cerebral, especialmente em pessoas com idades entre 50 e 80 anos. Um estudo publicado em 2014 pela EDP Sciences (DOI: 10.1051/ocl/2014028) concluiu que o consumo regular de azeite está associado a um menor risco de declínio intelectual. Esses efeitos positivos podem vir de vários fatores, incluindo sua composição de ácidos graxos e micronutrientes antioxidantes, como vitamina E e polifenóis.

5. As frutas oleaginosas

As frutas oleaginosas, como avelãs, nozes, castanhas do Brasil e amêndoas reduzem o risco de infarto do miocárdio e de AVC por meio de uma melhora na circulação sanguínea. Como principais fornecedores de ácidos graxos essenciais e vitamina E, essas frutas também são boas fontes de proteína vegetal.

6. Laticínios

Nós precisamos de cálcio para fortalecer nossos ossos. Os produtos lácteos como queijos, iogurtes, leite e manteiga favorecem a reconstrução óssea e também contêm vitamina D. Com o tempo, o risco de queda aumenta e uma dieta rica em cálcio nos ajuda a reduzir as consequências, retardando a aparição da osteoporose.

Bônus: de tempos em tempos, não hesite em se entregar ao verde preparando pratos à base de vegetais verdes, como repolho, brócolis (todos os crucíferos), espinafre e alcachofra. Graças ao seu poder antioxidante, esses alimentos podem desintoxicar o organismo e protegê-lo de certas doenças, como doenças cardiovasculares e envelhecimento da pele.

19.09.2019. Pela redação do Creapharma.ch (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock. Crédito infográfico: Pharmanetis Sàrl (Creapharma.ch)

Mito médico: não é necessário esperar para banhar-se depois de comer

Muitos pais e proíbem seus filhos de nadar logo após a refeição. Esperar cerca de 1 a 2 horas para retornar à água. Por que? O risco de hidrocussão, cólicas estomacais ou cãibras musculares seria maior logo após a refeição. Mas esta recomendação é cientificamente comprovada?

Hidrocussão e digestão
A hidrocussão é a perda de consciência causada pelo contato muito abrupto com a água. Pode causar afogamento, mas não há ligação direta entre esse acontecimento e a digestão. De fato, quando está quente, o corpo tenta equilibrar a temperatura do corpo evacuando o calor. Nesse processo, os vasos sanguíneos se dilatam e a frequência cardíaca fica mais rápida. Se o corpo entrar em contato direto com a água a menos de 18°C para adultos ou menos de 20°C para crianças, as artérias se contraem repentinamente, diminuindo o fluxo de sangue. Naturalmente, a frequência cardíaca diminuirá, a pessoa terá problemas respiratórios e haverá menos oxigênio no cérebro. Isso causa a perda de consciência e este mal-estar pode levar ao afogamento.

As crianças, idosos e pessoas que já têm um problema cardíaco fazem parte da população em risco no caso de um choque térmico. Embora tenha sido provado que durante a digestão, a temperatura corporal aumenta ligeiramente, assim como o fluxo sanguíneo, isso não justifica um maior risco de afogamento. É especialmente a exposição prolongada ao sol e o consumo excessivo de álcool que deve ser evitado. Um estudo da Pediatrics, publicado em 1989, examinou quase 100 adolescentes que se afogaram em Washington e descobriram que 25% haviam sido intoxicados. Um ano depois, um estudo de centenas de mortes por afogamento em adultos na Califórnia revelou que 41% estavam relacionadas ao álcool. Além disso, o pico do calor do dia geralmente ocorre durante as horas perto do almoço, o que pode aumentar o risco de exposição ao sol. Assim, é aconselhável evitar sistematicamente um primeiro contato abrupto com a água, é melhor molhar o corpo gradualmente.

Câimbras e digestão

A câimbra que ocorre na água, também conhecida como “câimbra do nadador”, se manifesta por uma contração dolorosa dos músculos. Geralmente, ocorre de forma súbita quando o corpo está passando por um estresse muito intenso e prolongado e quando há uma queda na irrigação de certas partes do corpo, em caso de frio ou desidratação. São os membros inferiores, como os pés e as coxas, que são os mais afetados. Quanto à digestão, nenhum estudo científico mostrou até agora que causa câimbras. Entre as hipóteses colocadas sobre esse assunto, está a que considera a digestão como perigosa, na medida em que consome energia. De fato, a natação também consome energia, o que resultará na redução do volume de sangue oxigenado por causa desses dois esforços simultâneos. Mas as estatísticas mostram que, entre as causas de morte após o afogamento, os riscos ligados à digestão permanecem menores ou até mesmo insignificantes. Apesar disso, o bom senso recomenda prestar atenção e é sempre aconselhável aquecer um pouco, por cinco minutos, antes de mergulhar na água, hidratar-se bem antes e depois de nadar e, especialmente, dosar bem os esforços.

Em caso de câimbras, mantenha a calma e se deixe levar pela água até chegar à borda. Em princípio, a câimbra desaparece sozinha. Para os pais, certifique-se de que as crianças não se afastem demais ou permaneçam desacompanhadas.

09 de agosto de 2019.

5 causas médicas de fadiga persistente

Você tem a impressão de estar sempre cansado? Esta condição pode ser o resultado de muito estresse diário, falta de sono, aporte insuficiente de calorias ou o sintoma de uma doença. Descubra neste artigo por que a fadiga pode persistir e quais soluções adotadas para recuperar a força e o vigor.

1. A anemia

Em caso de anemia, uma sensação de cansaço permanente pode aparecer. Esta doença é causada por uma deficiência de glóbulos vermelhos, cujo papel é fornecer oxigênio aos tecidos e células. A anemia pode ser causada por deficiência de vitaminas, deficiência de ferro, perda grave de sangue ou hemorragia interna. Algumas doenças crônicas, como insuficiência renal, artrite reumatóide e câncer também podem causar anemia.
A suplementação com ferro, ácido fólico e vitamina B12 pode ajudar a prevenir a anemia. Quanto à sensação de cansaço, ela pode ser aliviada tomando remédios naturais baseados em plantas adaptogênicas. Essas plantas, como o ginseng, a rhodiola e o eleutherococcus (Ginseng-Siberiano) têm uma propriedade revigorante, enquanto fortalecem as defesas naturais do corpo.

2. As doenças da tireóide

Quando a produção de hormônios tireoidianos é disfuncional em um indivíduo, até mesmo as atividades cotidianas parecem extremamente desgastantes. Se a glândula tireóide produz muito hormônio, o metabolismo acelera, no chamado hipertireoidismo. No caso oposto, quando são produzidos poucos hormônios, o metabolismo diminui, no chamado hipotireoidismo. Quer se trate de uma falta de produção ou excesso de hormônios secretados pela tireóide, a pessoa tem uma sensação de fadiga e grande fraqueza muscular. Atividades rotineiras, como subir escadas e andar de bicicleta, tornam-se difíceis de fazer. Essa fadiga também causa um problema de concentração.

Além de tomar medicamentos, os problemas da tireoide podem ser tratados com a ingestão adequada de iodo por meio de alimentos, se o hipotireoidismo for causado pela falta de iodo. O consumo de alimentos ricos em fibras alimentares é fortemente recomendado em caso de hipotireoidismo. No entanto, tenha cuidado com alguns vegetais, como o repolho e seus derivados, que podem agir contra a produção de tiroxina. Em caso de hipertireoidismo, é preferível uma dieta pobre em iodo e substâncias estimulantes. Deve ser associado o uso de  suplementos dietéticos ricos em minerais e vitaminas.

3. O diabetes tipo 2

Segundo a Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Association), a sensação de fadiga persistente está entre os sinais de alerta de um problema energético que perturba o bom funcionamento do corpo. Este problema energético é um dos precursores do diabetes tipo 2. A sensação de fome, sede excessiva, perda de peso, micção frequente e visão turva muitas vezes acompanham a fadiga dos diabéticos tipo 2.

O suporte do diabetes consiste no uso de insulina regular para o tratamento de ataque, também é essencial aderir a uma dieta rigorosa para controlar melhor a glicemia no organismo. A prática de esporte também é fortemente recomendada, especialmente para pessoas que sofrem de excesso de peso. Algumas plantas têm uma propriedade interessante para estabilizar o açúcar no sangue. Entre as mais conhecidas estão o ginseng, o chá verde, o funcho, a chia e a aloe (babosa). Eles são usados ​​em complemento ao tratamento medicamentoso.

4. A depressão e o estresse

Doença dos tempos modernos, a depressão é caracterizada pela diminuição da energia, uma mudança de hábito no sono e na alimentação, problemas de memória e de concentração, assim como sentimentos de negatividade e desesperança. Segundo a OMS, a depressão pode se tornar a doença mais frequente no mundo até 2030. Sem um manejo adequado, os sintomas da depressão podem persistir por meses ou até mesmo anos. Da mesma forma, a exposição permanente ao estresse pode promover depressão e fadiga física e mental.

Além dos antidepressivos prescritos por um médico, é possível lutar contra a depressão com métodos naturais. O chás de jasmim e de erva de São João são alguns dos remédios comuns para a depressão. Se for uma depressão leve ou moderada, a melissa e a genciana também são recomendadas. Qualquer que seja o tratamento escolhido, a prática de esporte é recomendada, pois atua contra os sintomas da depressão. Finalmente, apoio psicológico pode ser necessário para dissipar a sensação de negatividade. Em caso de muito estresse, separar alguns minutos por dia para caminhar ou descansar em um local calmo, perto da natureza, um estudo mostra que apenas 20 minutos na natureza ajudam a reduzir o estresse.

5. A apnéia do sono e a falta de sono

Indispensável para o corpo humano, o sono garante o descanso do corpo nos níveis físico, mental e energético. É durante as diferentes fases do sono que os músculos relaxam e o corpo é energizado. A apnéia do sono causa um déficit desse estágio de repouso do corpo. Essa interrupção do sono é a causa da fadiga persistente que pode progredir para outros problemas mais graves, como doenças cardíacas, se nenhuma medida for adotada.

No caso de apneia do sono grave, o uso de dispositivo durante o sono ou cirurgia continuam a ser as únicas escolhas para o paciente. No caso de apnéia leve, uma mudança de hábito pode trazer alívio real e melhorar a sensação de bem-estar. Ao dormir, favorecer a posição lateral e liberar a área ao redor do nariz. Para eliminar a fadiga diurna, tomar ginseng ou chá verde pode realmente ajudar. Finalmente, evite alimentos que são difíceis de digerir antes de ir para a cama. O álcool também deve ser evitado, especialmente depois das 18h, porque pode ser um fator desencadeante da apneia do sono.

Deve-se notar que, mesmo na ausência de apneia do sono, a falta de sono diário devido à hora tardia de dormir causa fadiga permanente. Portanto, é importante garantir que você durma o suficiente para permitir que o corpo recupere toda a energia que gasta diariamente. Não se esqueça de comer de forma equilibrada, pois é da comida que o corpo extrai os nutrientes necessários para a produção de energia.

25 de Agosto de 2019. Pela equipe editorial do Criasaude.com.br (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock

A síndrome do coração partido, não é um mito

NOVA YORK  – A síndrome do coração partido permanece uma condição pouco conhecida das pessoas em geral, mas pode matar em cerca de 5% dos casos e, às vezes, levar a um AVC (derrame). Esta síndrome, também conhecida como síndrome de tako-tsubo ou takotsubo, refere-se a um sofrimento amoroso, um “coração partido”. Embora um coração partido seja uma causa comum, este não é o único fator que pode desencadear esta síndrome. Estresse emocional intenso, como o luto, também pode causar uma crise, bem como outras causas, como insuficiência respiratória e alguns choques físicos. Em 19 de outubro de 2017, o Washington Post citou o caso de uma mulher que sofria de síndrome do coração partido devido à morte de seu cão. Mas muitas vezes os pacientes que passam por este evento tão doloroso são incapazes de saber a causa exata dessa miopatia. As mulheres na pós-menopausa são particularmente afetadas por essa síndrome.

Sinais típicos

A síndrome do coração partido é uma condição que se assemelha aos sintomas do infarto do coração (ataque cardíaco), mas não afeta as artérias coronárias. Em outras palavras, as causas fisiológicas são diferentes.

Uma pessoa que sofre desta síndrome sente na maioria dos casos uma dor severa no peito e, às vezes, falta de ar ou perda de consciência. A semelhança com os sintomas de ataque cardíaco é uma das razões pelas quais a doença é muitas vezes diagnosticada erroneamente por serviços de emergência e médicos.

Para ter certeza de que esta é uma síndrome do coração partido e não um infarto, o médico fará a angiografia. Em caso de síndrome do coração partido, nenhum sinal de problemas com as artérias coronárias aparece no exame.

A taxa de mortalidade da síndrome do coração partido é ligeiramente menor do que a do infarto do miocárdio (cerca de 5%), mas permanece maior do que era imaginado no passado, como demonstrado por um estudo suíço publicado em setembro de 2015. (leia abaixo).

Causas complexas

Embora as causas ainda não sejam todas conhecidas, sabemos que os eventos estressantes podem estar na raiz dessa crise, como um sofrimento amoroso, a perda de um ente querido, um divórcio etc. Por outro lado, um evento que leva a uma certa euforia e alegria intensa também pode causar uma síndrome do coração partido, como confirmado por um estudo suíço. O fator emocional parece ser fundamental como agente desencadeante.

Causas físicas, embora raro, também podem desencadear uma crise, como um esforço intenso como um passeio de bicicleta muito difícil. No nível fisiológico, os cientistas acreditam que em períodos de estresse intenso, o corpo libera hormônios chamados catecolaminas, como a adrenalina ou a dopamina, esses hormônios podem afetar o coração e os vasos sanguíneos.

Mulher inconsolável, morte do cachorro

O prestigiado jornal estadunidense The Washington Post (WP) cita a história de uma mulher de 62 anos que foi ao pronto-socorro em 2016 devido a fortes dores no peito. Naquela época, sua vida estava estressante com a recente morte de seu cachorro. Ela afirmou ao WP que depois da morte de seu cachorro ela estava praticamente inconsolável. No serviço de emergência, após a realização de um eletrocardiograma, os médicos encontraram uma elevação do segmento ST nas derivações anterolaterais. Além disso, a angiografia coronariana de emergência revelou artérias coronárias normais para descartar infarto do coração. A síndrome de Takotsubo foi confirmada pela equipe médica. A administração de medicamentos anti-hipertensivos permitiu que essa mulher se recuperasse bem, um ano após esse evento traumático ela não apresentou mais sintomas (assintomática). O artigo WP refere-se a um estudo publicado em 19 de outubro de 2017 na revista científica The New England Journal of Medicine (DOI: 10.1056 / NEJMicm1615835).

Tratamentos atuais ineficazes
De acordo com um estudo da Universidade de Zurique (Suíça), publicado em setembro de 2015 na revista científica New England Journal of Medicine, o uso de beta-bloqueadores se mostrou, todavia, ineficaz. Atualmente, os médicos prescrevem beta-bloqueadores para prevenir futuras crises. Este trabalho de pesquisa suíço também mostrou que esta síndrome levou a muito mais mortes e complicações do que os cientistas imaginavam até agora.

As mulheres são as mais afetadas
A síndrome do coração partido afeta particularmente as mulheres na pós-menopausa. Nos Estados Unidos, um estudo do American Journal of Cardiology mostrou que 6.230 americanos foram hospitalizados por causa dessa síndrome no ano de 2012. Cerca de 90% das pessoas afetadas são mulheres, especialmente aquelas com mais de 50 anos de idade.

Artigo atualizado em 25 de outubro de 2017. Por Xavier Gruffat. Fontes: The Wall Street Journal, CBSNews, The Washington Post, New England Journal of Medicine, The New England Journal of Medicine (DOI: 10.1056/NEJMicm1615835).
Fotos: Fotolia.com

Você está estressado? Limpar pode ajudar você a gerenciar melhor o estresse

Limpar ou realizar atividades de faxina, como lavar louça, reduz o nervosismo, de acordo com os pesquisadores. Um estudo realizado pela Universidade de Masaryk e publicado em Junho de 2015 (DOI: 10.1016 / j.cub.2015.05.04) mostra como a ansiedade favorece comportamentos repetitivos, o que nos impulsiona a ser mais cuidadoso em fazer essas tarefas.

Ritualização e controle

Em uma situação de incerteza, a sensação de falta de controle sobre as coisas pode causar sofrimento psicofisiológico. A limitação de comportamentos a padrões motores estereotipados e repetitivos nos permite recuperar o senso de controle. Esses comportamentos redundantes se manifestam espontaneamente e se revelam uma estratégia comportamental frequente no caso de um evento de ansiedade.

Redundância, repetitividade e rigidez

Para melhor avaliar os comportamentos observados, os pesquisadores definiram 3 atributos durante este estudo. Foram eles: a redundância, resultando no tempo gasto na limpeza do objeto e no número de movimentos usados; a repetitividade, ou seja, a recorrência do movimento da mão; e a rigidez, representada por a previsibilidade dos movimentos da mão.

Resposta espontânea à ansiedade

Os resultados deste estudo mostraram que a ansiedade desencadeia um comportamento ritualizado. A redundância gestual, a repetitividade do movimento e sua previsibilidade são aumentadas. Assim, os participantes que experimentaram mais ansiedade tinham a tendência de usar mais movimento em sua tarefa de limpeza. Esse aumento do número de movimentos se manifesta como uma estratégia de adaptação. Em resumo, os resultados mostram que a ritualização pode ser uma resposta espontânea à ansiedade.

Limpeza: uma atividade relaxante

A limpeza é uma atividade relaxante, isso porque lhe dá a sensação de assumir o controle de algo, proporcionando-lhe um ambiente mais saudável e relaxante. Gastar tempo nessa tarefa ou nas de arrumação, mesmo 10 minutos por dia, ajudaria a reduzir o estresse.

08 de maio de 2019. Redação de Criasaude.com.br  (supervisão científica de Xavier Gruffat, farmacêutico). Créditos das fotos: Adobe Stock

3 informações importantes sobre medicamentos para evitar riscos

PARIS – Os medicamentos, de venda livre (OTC em inglês) ou isentos de prescrição, fazem parte da vida diária para a maioria de nós ou de nossos entes queridos. Infelizmente, na atual quantidade de produtos comercializados em farmácias, é fácil ignorar ou esquecer algumas informações importantes. Resumimos para você 3 informações importantes para evitar complicações que podem ser muito sérias:

1. Cada pessoa pode reagir de maneira diferente a um medicamento (farmacogenética)

Algumas pessoas reagem positivamente a um medicamento e outras, pelo contrário, de forma negativa. A origem deste problema decorre, principalmente, de diferenças genéticas que levam a uma síntese de enzimas diferente, estas são largamente localizadas nas células do fígado. Estas enzimas são particularmente responsáveis ​​pelo metabolismo (aqui estamos nos referindo à eliminação) dos medicamentos. Estima-se que cerca de 95% dos indivíduos possuam pelo menos uma variação genética que pode levar a um metabolismo diferente da média dos medicamento. A ciência ou disciplina que estuda esse fenômeno é chamada de farmacogenética.

Por exemplo, cerca de 25% das pessoas não metabolizam o clopidogrel (Plavix®), um anticoagulante, que consequentemente aumenta o risco de infarto do miocárdio e derrame.

Outro exemplo é a codeína, indicada especialmente em casos de dor, frequentemente vendida em combinação com o paracetamol (ex.: no Brasil Paco®; na França Dafalgan® Codéine e na Suíça Co-Dafalgan®). Em 20% das pessoas, a codeína tem muito pouco efeito, mas já para outras pessoas, cerca de 2%, a molécula pode ser muito ativa, ameaçando a vida do paciente.

O omeprazol, um medicamento amplamente utilizado e indicado especialmente durante a queimação no estômago, nem sempre é eliminado de forma adequada em algumas pessoas. De fato, até 15% dos indivíduos que tomam esse medicamento metabolizam (eliminam) o omeprazol muito lentamente. A consequência é uma concentração mais alta no sangue com um risco aumentado de efeitos colaterais. Algumas estatinas também podem ter interações genéticas.

No futuro, testes ou exames genéticos poderiam ser mais oferecidos ao paciente para saber a reação a esse medicamento metabolizado diferentemente de um indivíduo para outro. Em outras palavras, identificar as principais enzimas que levam às interações. Já existem alguns testes disponíveis no mercado, principalmente nos Estados Unidos, que podem identificar o risco genético. No entanto, muitas vezes são caros e raramente são reembolsados pelo plano de saúde.

Sem testes genéticos, é necessário consultar seu médico ou farmacêutico se durante a administração de medicamentos você apresentar reações incomuns.

Para saber mais, visite o site da Universidade de Stanford sobre farmacogenética: www.pharmgkb.org

2. Atenção ao risco de interações, inclusive entre medicamentos de venda livre e sem prescrição médica
Assim como no ponto 1, as interações entre medicamentos geralmente estão relacionadas às enzimas hepáticas, mas também é possível que se dê através de proteínas do plasma (ex. albumina) ou que diferenças na absorção do medicamento estejam envolvidas. De fato, muitas causas podem levar a interações.

Por exemplo, as chamadas interações competitivas entre diferentes medicamentos, como é o caso quando se toma Aspirina® (ácido acetilsalicílico) e Sintrom® (cumarina). Se a utilização destes dois medicamentos não for recomendada por um médico, pode haver um sério risco de sangramento. Nesse caso, um medicamento move o outro e aumenta sua concentração no sangue. O que pode causar sangramentos, especialmente durante o consumo diário.

É importante saber que outros medicamentos anti-inflamatórios, além da Aspirina®, podem levar a interações com anticoagulantes, como a cumarina ou o clopidogrel. Estes incluem o ibuprofeno e medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) em geral.

Tratamentos naturais
Os anticoagulantes sanguíneos, como o clopidogrel, também podem sofrer interações com suplementos alimentares naturais, como a ginkgo, a curcuma, o cranberry, o óleo de peixe ou a camomila. Pode ocorrer um aumento no sangramento, especialmente durante o consumo diário.

3. Atenção com o acúmulo de moléculas

Infelizmente, existem medicamentos no mercado contendo várias moléculas. Este é particularmente o caso dos medicamentos de venda livre (sem prescrição médica), que podem conter paracetamol, além de outros medicamentos para a rinite. O problema é que o paciente muitas vezes não sabe que esses medicamentos contêm paracetamol. Como resultado, eles compram outro medicamento contendo apenas paracetamol para combater a dor e a febre. O risco é um acúmulo de paracetamol, que sabemos que em excesso é uma molécula muito tóxica para o fígado. É por isso que alguns médicos e farmacêuticos desaconselham o uso medicamentos contendo várias moléculas e recomendam mono-substâncias (mono-moléculas). Deve-se prestar atenção especial no caso de crianças e idosos.

Por fim, lembre-se de que seu farmacêutico é o especialista em medicamentos e pode ajudá-lo com perguntas específicas e pessoais sobre o uso de medicamentos.

Artigo atualizado em 28 de fevereiro de 2019. Por Xavier Gruffat (farmacêutico da ETH de Zurique, MBA). Fontes: The Wall Street Journal, Prevention (revista de saúde americana).

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5 informações essenciais sobre o infarto cardíaco em mulheres

Diferenças entre homens e mulheres do ponto de vista médico
5 informações essenciais sobre o infarto cardíaco em mulheresNOVA YORK O número de infarto do coração, também chamado de ataque cardíaco, em mulheres vem aumentando nos últimos anos, principalmente devido a uma deterioração do estilo de vida (má alimentação, tabagismo, sedentarismo). Um estudo de fevereiro de 2019 realizado pelo American College of Cardiology (ACC) mostrou que há um aumento na incidência de ataques cardíacos agudos entre mulheres jovens nos Estados Unidos. O infarto do coração é uma das principais doenças cardíacas, responsável por muitas mortes em todo o mundo. As mulheres jovens às vezes estão entre as vítimas. Um estudo de 2017 também conduzido pela ACC mostrou que as mulheres tinham duas vezes mais chances do que os homens de morrer dentro de 30 dias após um infarto do coração.

Aqui estão 5 informações essenciais sobre as mulheres para identificar melhor e prevenir esta doença.

11 alimentos para reduzir o colesterol alto1. O coração da mulher é diferente. Ao nível anatómico e fisiológico, o coração das mulheres é diferente do que o dos homens. Sabemos que o ritmo cardíaco é 10% mais rápido nas mulheres do que nos homens, ou seja, entre 60 e 80 batimentos por minuto em mulheres e 55-70 em homens, por isso, o coração se cansa mais rápido. Além disso, como o diâmetro das artérias coronárias é 15% mais estreito em mulheres do que em homens, o risco de entupimento das artérias é mais elevado nas mulheres. A mulher deve ser ainda mais vigilante sobre o colesterol, uma fonte frequente de obstrução. Podemos dizer que o coração da mulher é mais frágil do que o do homem.

2. Os sintomas pouco específicos e diferentes do homem. Muitas vezes escutamos que uma dor violenta e intensa no peito que irradia para o braço e ombro esquerdo é um sinal típico de ataque cardíaco. Isso é verdade para a maioria dos homens, mas a mulher frequentemente apresenta sintomas pouco específicos, longe dos sintomas que tipicamente aparecem nos homem. Os médicos e cuidadores são frequentemente treinados para detectar e identificar esses sintomas masculinos, consequentemente as mulheres passam muitas vezes por estes radares. Não é raro que os médicos de emergência ou outros profissionais de saúde percam o diagnóstico de infarto do coração em mulheres, conforme publicado no The Wall Street Journal em fevereiro de 2019.

Sintomas vagos
Nas mulheres, os sintomas de infarto do coração são em 70% dos casos pouco marcados em intensidade e se manifestam, por exemplo, na forma de dor nas costas, distúrbios do sono, distúrbios graves da respiração por falta de ar (um sintoma frequente), dor no pescoço e mandíbula, fadiga, dores musculares, sudorese fria, azia ou náuseas e vômitos. A pele pode mudar de cor e ficar cinza. Estes sintomas não específicos que se assemelham a um ataque de ansiedade são (muito) frequentemente confundidos com outras doenças.

Urgência absoluta
Como o infarto é conhecido por ser uma emergência médica absoluta, cada minuto conta para salvar a vida do paciente, então as mulheres correm um risco maior do que os homens neste momento crucial. De acordo com um estudo inglês, as mulheres levam em média 12,5 minutos a mais do que os homens para chegar em um pronto socorro após um infarto do coração.
De acordo com um estudo publicado em 2018, as mulheres esperam cerca de 37 minutos a mais do que os homens antes de entrar em contato com os serviços médicos. Este último estudo foi publicado em 11 de dezembro de 2018 na revista científica European Heart Journal: Acute Cardiovascular Care (DOI: 10.1177 / 2048872618810410). De acordo com um artigo do Wall Street Journal em fevereiro de 2019, as mulheres nos Estados Unidos levam em média de 30 minutos a mais do que os homens para chegar ao hospital.
Uma vez na sala de emergência, o médico pode realizar vários procedimentos para salvar a vida do paciente, como limpar as artérias para remover um coágulo ou a inserção de um stent.

3. Os sintomas podem aparecer meses antes da crise. Nas mulheres, os primeiros sintomas ou sinais de infarto do miocárdio podem ocorrer vários meses antes da crise. De acordo com estudos, a maioria das mulheres se queixa de sintomas significativos de até 12 meses antes do ataque cardíaco. Estes sintomas são frequentemente fadiga (incomum), distúrbios do sono e dificuldade para respirar. Outros sintomas podem estar presentes, como formigamento nos braços, dor, ansiedade ou distúrbios digestivos.

4. O sedentarismo, um fator de risco importante. Um estudo australiano publicado em maio 2014 mostrou que o principal fator de risco que afeta coração das mulheres é a falta de exercício, pelo menos em mulheres com mais de 30 anos. Antes dessa idade, o tabagismo é o principal risco. De acordo com a Associação Americana do Coração (American Heart Association), uma mulher deve fazer 20 minutos de exercício por dia, como caminhar, correr ou exercícios de aptidão muscular como.

5. O check-up completo é essencial. Alguns testes cardíacos muitas vezes realizados, como angiografia, nem sempre detectam o risco de ataque cardíaco ou doença cardíaca, especialmente entre as mulheres. É importante visitar um cardiologista ou médico com amplo conhecimento do risco cardíaco em mulheres. Ao realizar alguns testes de sangue além dos testes cardíacos tradicionais, o médico pode identificar proteínas e enzimas específicas de desordens do músculo do coração. Em caso de sintomas não usuais (por ex. fadiga) sem causa aparente, por favor, vá a um cardiologista realizar um check-up completo.
Um estudo publicado em fevereiro de 2019 não surpreende na mesma direção. De fato, as mulheres que passaram menos tempo sentadas ou deitadas, gastando menos tempo com comportamento sedentário, tiveram um risco significativamente reduzido de doença cardíaca. Este estudo foi publicado na edição de fevereiro de 2019 da revista Circulation (DOI: 10.1161 / CIRCULATIONAHA.118.035312). Os pesquisadores estudaram mais de 5.000 mulheres do estudo OPACH que não tiveram ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral antes do início do estudo. Em detalhe, cada hora/dia adicional sem estar sentada foi associado com um risco 12% menor de doença cardiovascular e um risco 26% menor de doença cardíaca em mulheres com idade entre 63-97.

Finalmente, note que a mulher tem fatores de risco específicos (que não são encontradas nos homens), muitas vezes ligados aos hormônios sexuais, como a menopausa, gravidez ou após o câncer de mama. O acompanhamento médico regular irá ajudá-la a reduzir seu risco cardíaco com base na sua situação pessoal.

Update: 20.04.2019 – Fontes: Circulation (DOI: 10.1161 / CIRCULATIONAHA.118.035312), The Wall Street Journal
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